Especialistas mostram e ensinam que a boa educação começa em casa #GazetaOnline

Especialistas mostram e ensinam que a boa educação começa em casa

Cabe à família investir na formação cultural e dar exemplos

Falta de tempo, excesso de trabalho, pouca paciência e preocupações mais importantes no momento. Tudo isso pode ser desculpa para deixar a educação do seu filho apenas por conta da escola. Mas nada substitui a contribuição diária dos pais para o sucesso educacional dos filhos, seja proporcionando passeios, viagens, levando-os exposições e parques ou apenas dando bons exemplos em casa.

Atitudes como essas atuam influenciando não só os interesses do seu filho por assuntos variados como também despertam nele o prazer pela leitura e pelo conhecimento. “Ser pai também é ser educador”, resume a psicopedagoga Cybele Meyer.

E para promover o sucesso deles basta querer. Passeios a parques municipais, visitas a exposições e até o incentivo à leitura dentro de casa não demandam nem muito tempo, nem dinheiro, cita Cybele. “O que provoca o aprendizado é o elo que a criança ou o jovem faz entre o que ele aprende na escola e aquilo que ele pode ver ou experimentar na prática”, diz.

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CARNAVAL 2013: Pinturas faciais para as crianças que gostam de cair na folia

As crianças adoram pintar o rosto, especialmente para ocasiões especiais e datas festivas, como o Carnaval por exemplo. Desenhos criativos e bem coloridos combinam perfeitamente com o sorriso das crianças nas matinês durante os dias de folia.

Para pintar o rosto das crianças com segurança, os pais devem investir em produtos que não agridam a pele dos pequenos, que sejam aprovados por dermatologistas e com formulação cosmética.

A Faber-Castell possui produtos especialmente criados para pinturas faciais nas crianças. São produtos atóxicos, totalmente seguros para uso sobre a pele e que saem com facilidade – apenas misturando água e sabonete. Todos os produtos são testados dermatologicamente e aprovados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

A linha Cara Pintada foi desenvolvida para uso exclusivo no corpo e no rosto. Pode ser encontrada em kits com pastas ou EcoLápis. Com elas, é só usar imaginação para criar pinturas coloridas e divertidas para brincar no Carnaval!

A Pintura Facial Cara Pintada Pasta possui seis potinhos com 5 gramas cada que trazem cores vibrantes e ainda moldes de lua, estrela e coração para pintar!

Para você ficar por dentro o preço sugerido é R$ 24,90

Já a Pintura Facial Cara Pintada EcoLápis bicolor oferece a opção de duas cores diferentes em um mesmo lápis.  São mais alternativas de tons para colorir desenhos e realizar traços divertidos. Pode ser encontrado em cartela com três EcoLápis Jumbo = 6 cores + 1 apontador cosmético.

Já este o preço sugerido é R$ 29,90 cartela com três EcoLápis bicolor

Projeto GENTE – Escola sem salas de aula na Rocinha

Conversando com Cláudia Costin no UNO Internacional fiquei sabendo mais sobre o Projeto GENTE – Ginásio Experimental de Novas Tecnologias na Escola que terá como Projeto Piloto a Escola Municipal André Urani na Rocinha. O espaço foi reestruturado para receber a nova proposta que dispensa paredes, lousas e carteiras individuais. Agora será um grande salão onde os alunos usarão tablets e terão professores-mentores para orientar as 180 crianças e jovens da Rocinha na linha educacional do século XXI em que o aluno está no centro do processo de aprendizagem.

Os alunos serão os mesmos que frequentavam a escola, porém agora não serão mais divididos por séries e não haverá mais a aula tradicional. Ao invés disto os alunos entre o 7º e o 9º ano (a princípio) serão agrupados em equipes de seis integrantes, que serão chamadas de “famílias”, que terão como ingrediente comum a afinidade, ou seja, o mesmo interesse pelo tema a ser trabalhado.

Muito interessante, não é? O Porvir traz mais informações e fotos.

Saiba mais sobre o Projeto GENTE

O Projeto GENTE é realizado da parceria da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro com a UNESCO,  Instituto Ayrton Senna, Instituto Conecta, Instituto Natura, MSTech, Tamboro, Fundação Telefônica|Vivo e Intel.

Ouça também o que Gilberto Dimentein fala sobre os Projetos do Rio de Janeiro na CBN

A Prática Esportiva Estimula o Cognitivo e o Social

Cada vez mais a prática de atividade física e esportiva vem sendo valorizada e associada à boa forma, à saúde e consequente melhor qualidade de vida. Se exercitar fisicamente propicia o desenvolvimento de habilidades físicas bem como cognitiva além de promover integração social e afetiva.

Em 2011 escrevi um artigo enfatizando que praticar esportes é bom para o físico e bom para a mente, e nele priorizei a prática de esportes independente da Educação Física, disciplina que integra a grade escolar sendo ministrada somente no período letivo.

Hoje quero abordar a atividade física de forma ampla e contínua independente de ela ser profissional, amadora ou escolar, e também ampliar o foco para além do obter um corpo “sarado”. Se exercitar fisicamente é necessário, afinal, parafraseando Dráuzio Varela “O corpo humano é uma máquina desenhada para o movimento” e a resposta dada pelo corpo é visível na boa forma física, na fisionomia, no estado de espírito, na disposição e no cognitivo. Quem nunca relatou ou ouviu alguém dizer que levantar cedo e fazer uma caminhada antes de ir para o trabalho deixa a pessoa mais bem disposta e animada. Que o dia rende depois de meia hora de exercício. Ou mesmo que após um dia estressante, fazer uma atividade física relaxa e tranquiliza.

Se o resultado é tão bom então por que as pessoas são tão sedentárias?

Acredito que seja uma questão de cultura. Nós nunca fomos incentivados às práticas de atividade física e/ou esporte. Até hoje a disciplina Educação Física não é valorizada dentro da escola tanto quanto as demais. O professor de Educação Física, muitas vezes, não é incluído nos eventos e realizações escolares pela falta de lembrança de que ele também faz parte do corpo docente. A própria escola não prioriza a aula de Educação Física não propiciando um espaço próprio para a realização das aulas, nem material diversificado para ser utilizado. Não há vestiários para que os alunos se troquem após a aula de Educação Física. Nem o uso do uniforme específico existe mais. Na minha época de estudante usávamos uniforme próprio para as aulas de Educação Física e consequentemente tínhamos vestiário na escola.

Em pesquisa recente feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), em parceria com o Instituto Ayrton Senna (IAS), a ONG Atletas pela Cidadania e o Instituto Votorantim, foi constatado que 30% das escolas no estado de São Paulo não têm espaço destinado às aulas de Educação Física. E que 13% não têm nem ao menos uma bola como material para ser utilizado na aula.

Realmente a atividade física e o esporte não são incentivados pelas escolas. É de se admirar que o Brasil tenha se empenhado tanto para sediar as Olimpíadas de 2016 uma vez que não valoriza a prática esportiva nas escolas e fora delas.

O atleta nasce no indivíduo quando ele está em idade escolar e se a prática esportiva for priorizada neste ambiente ele terá incentivado e desenvolvido além da habilidade física o caráter, a autoestima, o trabalhar em grupo, o conhecer o próprio limite, o respeitar as diferenças, o cumprir regras e horários dentre outros.

Esta falta de valorização afeta também outros segmentos. Veja que nossos atletas não recebem patrocínio porque as empresas não têm como hábito reservar recursos para este fim. Elas patrocinam variadas ações, porém o esporte nunca está na lista como prioridade. A partir do momento que as escolas passarem a incentivar e a valorizar esta prática o resultado será muito diferente do que temos hoje, e a população passará a respeitar e a investir nos nossos atletas.

Também são poucos os pais que incentivam seus filhos a prática de uma atividade física. Mesmo sendo o Brasil o país do futebol os pais que incentivam seus filhos para praticar este esporte, normalmente têm como espelho os jogadores famosos e suas contas bancárias e não a prática do esporte em si.

Mas sempre é tempo para mudanças e o início de ano juntamente com as férias escolares são ótimos estímulos para que isto aconteça. Os pais ao incentivarem seus filhos à prática de atividade física e esportiva acabarão por cobrar o mesmo da escola e esta parceria será fundamental para que a realidade de hoje seja mudada.

Como estamos no horário de verão e consequentemente a noite tarda a chegar que tal aproveitar para desenvolver uma atividade física em família? Saiam todos juntos e brinquem ao ar livre onde possam correr, explorar, interagir, rir. Se tiverem bola, raquetes ou outros jogos levem também. Promovam caça ao tesouro. Pulem amarelinha, pique-esconde, andem de bicicleta, patins, soltem pipa, pulem corda, brinquem de roda, enfim libertem a imaginação e a criança que existe em cada um.

Esta prática além de estimular a atividade física estabelecerá vínculos afetivos, promoverá o entrosamento da família, momentos descontraídos e o espírito de parceria entre pais e filhos.

Quem mora ou está a passeio em cidades praianas nada mais convidativo do que a areia da praia para se exercitar ou praticar algum esporte. Normalmente nas praias são encontrados aparelhos de ginástica e parques de diversão para a garotada.

Se o roteiro de viagem foi para alguma cidade do interior as opções não são diferentes. Aqui na minha cidade há diversos campos de futebol de areia espalhados por todo o comprimento do Parque Ecológico, local próprio para fazer caminhadas, praticar exercícios e praticar esportes. Também há locais preparados para a diversão e prática de atividade física para as crianças.

E se você mora na cidade de São Paulo também há opções gratuitas. O Programa SESC VERÃO promove a prática inclusiva e prazerosa do esporte e da atividade física entre todas as pessoas e em diferentes espaços. Despertar os olhares para os diversos espaços da cidade – Sesc, clubes, parques, praças, rua – e a apropriação enquanto possibilidade de prática de esportes e atividades físicas, incentivando para que escolham uma atividade, formem grupos para praticar e encontrem o seu lugar.


A programação contempla diversas práticas, demonstrações e competições, promovendo o lazer, a participação, a inclusão, o exercício pleno da cidadania e a busca de uma melhor qualidade de vida.

Veja a Programação completa clicando AQUI

Além da capital, outras cidades do interior também contarão com o PROJETO SESC VERÃO. Consulte o site para se informar sobre quais as cidades e quais as atividades. E o que é mais importante: é tudo gratuito e você não precisa ser sócio para participar.

Este Projeto irá até o final de fevereiro.

Aproveite muito!

Maior plataforma de dados sobre educação no Brasil é lançada hoje

               

Portal QEdu apresenta resultados da Prova Brasil e do Censo Escolar com recursos interativos e interface intuitiva

Hoje,  terça-feira, dia 6 de novembro, a Fundação Lemann e a startup Meritt Informação Educacional levam ao ar o portal QEdu (www.qedu.org.br), a maior plataforma de informações sobre a Educação Básica no Brasil. O portal permite que qualquer pessoa, especialista ou não, encontre dados sobre a qualidade da educação de forma clara e interativa, possibilitando conhecer a fundo o desempenho de nossos estudantes e os fatores a ele relacionados.

Tendo como fontes a Prova Brasil e o Censo Escolar, o QEdu reúne informações detalhadas sobre cada escola, cidade e estado do país, permitindo desde comparações simples até análises mais aprofundadas. Outro diferencial do portal é a disponibilização de um grande banco de dados sobre o perfil dos estudantes, diretores e professores, e um detalhamento sobre as condições de infraestrutura e matrícula nas escolas.

“Um dos maiores desafios foi organizar essa imensa base de dados, transformando diversos números e conceitos em informações relevantes para diferentes públicos”, diz Ricardo Fritsche, co-fundador da Meritt e um dos idealizadores do portal. Alexandre Oliveira, também co-fundador da startup, complementa: “Criamos uma ferramenta bastante interativa, que permite uma compreensão intuitiva e muito mais clara dos dados apresentados”.

O QEdu é uma plataforma gratuita e aberta, com foco em públicos como gestores educacionais, jornalistas e interessados em educação. Denis Mizne, diretor executivo da Fundação Lemann, ressalta a importância da plataforma no debate sobre educação brasileira. “Ainda que o Brasil tenha muitos dados educacionais disponíveis, eles não são amplamente divulgados ou efetivamente utilizados pelos gestores. O objetivo do QEdu é mudar esse cenário e, com isso, ajudar a melhorar o desempenho dos alunos”.

Sem chance de sobreviverem dignamente optaram pela morte coletiva

“Decretem nossa extinção e nos enterrem aqui”

Esta frase está contida na carta escrita pela comunidade indígena Guarani Kaiowá que vive às margens do rio na cidade de Iguatemi – MS e deu título à excelente reportagem de Eliana Brum para a Época.

Não há como tomar ciência de tamanha barbárie e continuar a viver como se nada estivesse acontecendo.

Enquanto estou aqui escrevendo este post há centenas de Guaranis, puros brasileiros, ouvindo o choro de fome de seus filhos sem poder lhes dar o que comer. Quando amanhecer a possibilidade de encontrar mais um jovem indígena enforcado em uma árvore é grande tendo como referência que a cada seis dias há um suicídio. Eliana Brum em seu artigo nos informa que:

Nestas últimas décadas testemunhamos o genocídio dos Guaranis Caiovás. Em geral, a situação dos indígenas brasileiros é vergonhosa. A dos 43 mil Guaranis Caiovás, o segundo grupo mais numeroso do país, é considerada a pior de todas. Confinados em reservas como a de Dourados, onde cerca de 14 mil, divididos em 43 grupos familiares, ocupam 3,5 mil hectares, eles encontram-se numa situação de colapso. Sem poder viver segundo a sua cultura, totalmente encurralados, imersos numa natureza degradada, corroídos pelo alcoolismo dos adultos e pela subnutrição das crianças, os índices de homicídio da reserva são maiores do que em zonas em estado de guerra.

Precisamos nos manifestar e dizer que não estamos de acordo com a falta de cumprimento do que está disposto na Constituição de 1988 que em seu artigo 5º diz que:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade … “

E que no Capítulo VIII específico DOS ÍNDIOS determina o que segue:

Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

§ 1º – São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.

§ 2º – As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.

§ 3º – O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

§ 4º – As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis.

§ 5º – É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, “ad referendum” do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.

§ 6º – São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressalvado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar, não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a União, salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa fé.

§ 7º – Não se aplica às terras indígenas o disposto no art. 174, § 3º e § 4º.

Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo.

Como pode a Carta Magna ser descumprida de forma tão aviltante?

Sendo eu uma educadora como vou comemorar junto aos meus alunos o Dia do Índio (data oficial instituída por Decreto de Lei pelo Presidente Getúlio Vargas) sabendo que no meu país eles são desrespeitados, torturados e massacrados pela falta de condições mínimas de sobrevivência sem ter quem lhes defenda, e ainda são expulsos de suas terras por determinação legal?

Também como cidadã brasileira me sinto agredida, pois se indígena fosse faria parte desta realidade e estaria incluída no destino que esta carta nos mostra:

Queremos deixar evidente ao Governo e Justiça Federal que por fim, já perdemos a esperança de sobreviver dignamente e sem violência em nosso território antigo, não acreditamos mais na Justiça Brasileira.

A quem vamos denunciar as violências praticadas contra nossas vidas?? Para qual Justiça do Brasil?? Se a própria Justiça Federal está gerando e alimentando violências contra nós. Nós já avaliamos a nossa situação atual e concluímos que vamos morrer todos mesmo em pouco tempo, não temos e nem teremos perspectiva de vida digna e justa tanto aqui na margem do rio quanto longe daqui.

Em 2010, quando estive em Campo Grande para dar formação UCA tive a oportunidade de conhecer um bairro afastado que abriga a comunidade indígena Terena. Já fiquei entristecida com a precária condição de vida que lhes é oferecida. Não há trabalho para os homens que acabam se entregando à bebida. As mulheres vendem artesanato em frente ao Mercado Municipal com pouco retorno financeiro.

Eles não recebem nenhuma ajuda e vivem isolados, à margem.

É revoltante!