TAREFA DE CASA E A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA – Valor de Ser Professor

Esse é um tema muito presente e muito importante, mas nem sempre é considerado como tal.

A tarefa de casa é um estímulo para que o aluno continue os estudos em casa. É ela que vai dar oportunidade de ele perceber se ocorreu a aprendizagem do tema ou se ficaram lacunas que, ao serem superadas nesse momento, promoverão condições para que a aprendizagem continue a fluir na sequência.

É sabido que o conteúdo das disciplinas é dividido em blocos e ensinado ao longo dos anos escolares. Não promovem ligação com as demais disciplinas dando a impressão de que as coisas acontecem em partes.

É assim que a escola trabalha desde sempre.

Mas, mesmo com este perfil, se ficar alguma lacuna na trajetória, a aprendizagem nos anos seguintes ficará comprometida.

Portanto, é fundamental que a Tarefa de casa seja encarada com muita responsabilidade, principalmente pela família, que tem nessa participação a oportunidade de estabelecer sua parceria com a escola.

Não estou afirmando que a família tem que fazer a tarefa de casa pelo filho(a) e sim com o(a) filho(a).

Sempre tive muitos problemas em relação à Tarefa de casa quando atuava em sala de aula, pois alguns pais realizavam a tarefa e pediam para que a(o) filha(o) observasse para ver como deveria ser feita. Outros, cansados e sem paciência, tornavam o momento da Tarefa um sofrimento, e outros alegavam a falta de participação para não atrapalhar e confundir o processo, uma vez que ela (família) aprendeu de maneira diferente da que o(a) professor(a) explicou.

Tarefa Cybele MeyerEra a minoria que perguntava o que a(o) filha(o) tinha aprendido, se tinha entendido tudo ou havia alguma dúvida, se a experiência tinha sido boa, se gostou do que aprendeu e se sabia onde iria aplicar o que tinha aprendido. Somente então partiam para a realização da tarefa, tendo um ambiente preparado para isso, sem televisão ligada, sem celular por perto, sem outras distrações fazendo com que esse momento se tornasse agradável e produtivo.

No caso de haver dúvida, primeiramente havia a instigação com perguntas e se a dúvida persistisse havia a explicação.

Essa explicação pode ocorrer de maneira diferente da realizada pela professora? CLARO QUE SIM! Quanto mais possibilidade para se chegar ao mesmo resultado, melhor.

A diversidade de linguagens é rica e fundamental no processo educacional. Não existe uma maneira única de ensinar. Todos os caminhos são válidos para se chegar à aprendizagem. O fato de a família explicar de forma diversa só abrirá possibilidades para que o(a) aluno(a) venha, inclusive, na sequência, se apropriar da explicação dada pelo(a) professor(a).

Portanto, para que a aprendizagem aconteça é preciso que todos esses segmentos estejam alinhados e em sintonia.

A tarefa de casa é um excelente recurso para que a família aja em parceria com a escola mostrando, através do exemplo, que a educação é fundamental na vida do cidadão e que família e escola em parceria se empenham para o sucesso da aprendizagem da(o) filha(o).

– Valor de Ser Professor

O ECA e a Redução da Maioridade Penal

Valor de Ser Professor

Em comemoração aos 25 anos do ECA é aprovada a Redução da Maioridade Penal

Podemos analisar isso como fracasso?

Se sim, fracasso de quem?

Analisemos:

O artigo 227 da Constituição Federal de 1988 foi tomado como base para a criação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) o qual diz ser dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito

– à vida,

– à saúde,

– à alimentação,

– à educação,

– ao lazer,

– à profissionalização,

– à cultura,

– à dignidade,

– ao respeito,

– à liberdade e

– à convivência familiar e comunitária,

além de colocá-los a salvo de toda forma de

– negligência,

– discriminação,

– exploração,

– violência,

– crueldade e

– opressão”.

Obs.: A disposição de cada item acima foi feita por mim.

Qual ou quais desses itens listados acima fazem parte do cotidiano de toda criança e adolescente do nosso país? Em 1990 esses itens não integravam a vida de todas as crianças e adolescentes, caso contrário não teriam sido apontados como metas a serem cumpridas pelas famílias, sociedade e Estado.

O que foi feito nesses 25 anos para melhorar a condição de vida de nossas crianças e adolescentes?

Somos mais de 190 milhões de habitantes.

Temos 60 milhões de pessoas com menos de 18 anos os quais 29% pertencem a famílias que vivem na pobreza. As crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer em comparação às ricas, e as negras 50% a mais, em relação às brancas.

64% das crianças pobres não vão à escola durante a primeira infância.

60 mil crianças com menos de 1 ano são desnutridas.

Embora o Brasil tenha conseguido colocar na escola 98% das crianças de 7 a 14 anos, ainda têm 535 mil crianças com essa idade fora da escola, sendo que desse número 330 são negras.

O Brasil tem 21 milhões de adolescentes entre 12 e 17 anos. De cada 100 que cursam o fundamental, apenas 59 concluem, e apenas 40 chegam a concluir o Ensino Médio.

Nascem por ano cerca de 300 mil crianças filhos(as) de mães adolescentes.

Todos os dias são registrados cerca de 129 casos de violência psicológica, física e sexual contra crianças e adolescentes, além dos casos provocados por negligência. Isso significa que 5 casos são registrados por hora, sem computar os que não são denunciados. (Fonte: Unicef)

No ano de 2014 foram registrados através do Disk 100, 91.342 denúncias sobre violação dos direitos da criança e do adolescente (Fonte).

No caso dos meninos e meninas que vão para a Fundação Casa, as medidas socioeducativas não existem, muito pelo contrário, leia esses depoimentos:

“Os meninos chegam à unidade com bagagem muito grande de sofrimento, problemas na família, baixa autoestima, depressão por ver amigos assassinados. Precisariam de um tratamento psicológico eficiente. Em vez disso, sofrem violência física e emocional dentro das unidades com instrutores que não são capacitados” (Fonte – 13/07/2015);

“Entre os especialistas que atuam junto a crianças e adolescentes, ter um sistema de medidas adequado é o maior desafio do ECA. Na realidade, o que se constata é a superlotação dos centros educacionais, além de denúncias de tortura e maus tratos, efetivo de profissionais reduzido, altos índices de reincidência dos atos infracionais e o excesso do número de internações.” (Fonte – 13/07/2015).

A ex-ministra dos Direitos Humanos Ideli Salvatti explica que quando são aplicados os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no sistema socioeducativo a reincidência dos menores cometerem crimes tende a zero. “Se reintegramos de forma efetiva não teremos um aperfeiçoamento da criminalidade”, disse. Para ela, a sociedade e o governo também são responsáveis pelo adolescente e não só a família. (Fonte)

São 25 anos de ECA e a realidade ainda é a falta de comida, de estudos e de teto para um número imenso de crianças e adolescentes.

E então vem a redução da maioridade penal juramentar o fracasso do ECA.

Respondendo a pergunta inicial: Fracasso de quem?

Na verdade o fracasso é de todos nós.

Este artigo foi publicado originalmente no http://www.itu.com.br/colunistas/artigo.asp?cod_conteudo=51839

Momento da Educação – Dica preciosa para o professor – #ValordeSerProfessor

Olá professor, hoje a minha dica é para você!

Sim, para você que está sempre envolvido em inúmeras atividades, projetos, providenciando o material que vai utilizar para desenvolver sua aula.

Você professor, que se empenha em falar diferentes linguagens porque a diversidade ocupa a sua sala de aula, afinal você tem de 35 a 40 alunos com realidades diferentes, com bagagens culturais diferentes, histórias de vida diferentes e tem que se comunicar com todos eles para que todos consigam entender qual a proposta da atividade.

Diante de tudo isso e muito mais, o tempo é curto, mesmo porque você tem também que desenvolver outras atividades que lhes são atribuídas, como fazer relatórios sobre o aproveitamento dos alunos, corrigir provas, entregar o diário de classe, enfim, essas são algumas de tantas outras que você exerce fora da sala de aula.

Assim sendo, não lhe sobra tempo para compartilhar e divulgar o resultado do seu trabalho.

Há professores que desenvolvem atividades excelentes, com resultados incríveis, mas estão tão envolvidos com o processo, preocupados em saber se a aprendizagem está acontecendo, se todos estão participando que nem se lembram de registrar o passo-a-passo para divulgar.

Existem inúmeros Projetos maravilhosos, mas que não são divulgados, e com isso fica uma sensação de que o professor não produz nada de valor. Fica a impressão de que ele é apenas um repetidor de conteúdo, sem qualquer interferência na aprendizagem do aluno.

E isso não é verdade.

Afinal, quem está sentado na carteira da Universidade é o aluno da Educação Básica. Quem está ocupando a cadeira da diretoria de alguma grande empresa é o aluno da Graduação.

É por essa razão que aqui vai a minha dica:

– Professor, registre as suas atividades, projetos e divulgue.

Pode até ser que você pense: “Mais uma incumbência?”

Então te respondo: Sim, mas pelo menos essa incumbência trará algum retorno para você. Porque todas as outras que você desempenha o retorno é para o outro.

Pense nisso!

Valor de Ser professor!

Quem vai dançá no arraiá?

Chapeu cybele meyer

Estamos em junho, mês das Festas Juninas. Há muita gente que gosta e espera ansiosa para poder usufruir das comidas típicas, das quadrilhas, do quentinho ao lado da fogueira e de se vestir a caráter, como “caipira”.

Também há aquelas que não gostam e que não fazem a menor questão de participar de nenhuma quermesse.

Eu respeito a opinião tanto de uma quanto de outra, porém como educadora acho importante manter viva esta, assim como tantas outras manifestações folclóricas que integram a história do nosso país. Estas festas fazem parte das nossas raízes e mesmo com toda a globalização elas não estão se perdendo graças ao empenho, principalmente, das escolas.

Estas festas foram trazidas para o Brasil pelos jesuítas portugueses uma vez que era costume em toda a Europa os festejos do solstício de verão e festejos de São João que foram incluídos a esta manifestação pelo Vaticano no ano VI.

Quando os Jesuítas iniciaram os festejo de São João no dia 23 de junho aqui no Brasil acendiam fogueiras e tochas provocando sensação entre os índios. Esta data era um dos rituais mais importantes da Europa e por esta razão, mesmo aqui sendo inverno, eles comemoravam por fidelidade aos seus costumes. Portugal, em razão de Santo Antonio ser português e ter nascido em 13 de junho, incluiu o santo nas festividades. Mais tarde a tradição cristã incluiu São Pedro em razão de sua morte ter sido em 29 de junho homenageando os três santos.

Na época colonial esse período era de muita fartura o qual as plantações de milho, amendoim, batata-doce, inhame, mandioca, banana estavam repletas favorecendo os encontros e as festas de onde saiam muitos acertos de casamento. As festas eram em agradecimento à fartura e ao fortalecimento dos laços de amizades e parentescos.

Até o início do século XX a população brasileira vivia no meio rural sendo natural os filhos se casarem e continuarem a viver nas fazendas. Com isso as famílias nutriam a relação de compadre e comadre inclusive como maneira de aproximar e fortalecer relações. Muitas vezes estes combinados eram realizados na beira da fogueira.

Com o passar do tempo, como nosso país prima pela diversidade em razão das misturas raciais, cada região passou a comemorar de acordo com as suas características tendo seu tipo de dança, sua vestimenta e suas comidas.

Aqui no sudeste nós conservamos a camisa xadrez, a calça remendada, o lenço no pescoço e o chapéu de palha para os homens e as mulheres com seus vestidos floridos, com uma calçola por baixo por causa do frio, um laço bonito amarrado na cintura, o cabelo bem arrumado com duas tranças muito bem trançadas e uma linda maquiagem que teriam as bochechas avermelhadas por causa do calor da fogueira.

Todo o resto que integra as festividades foram influências e contribuições trazidas no decorrer dos anos.

Como vocês sabem, moro no interior e as festividades são bem animadas. As grandes escolas, as paróquias e algumas ruas capricham nas comemorações. Há correio-elegante, barraca do beijo, maçã-do-amor, cadeia, muita música, muita comida, muita alegria.

As escolas aproveitam esta festividade para trabalhar o folclore com as crianças e aproximar a família do ambiente escolar uma vez que os pais participam desde a decoração da escola, a montagem das barracas que normalmente são de entidades filantrópicas da cidade bem como da comemoração em si. Enfim, o mês de junho e julho, mesmo sendo muito frio, as pessoas se animam e saem de casa para curtir as quermesses.

E ocê vem cum nóis participa da festança?

Então conte pra nóis suas experiências juninas.

* Esse texto foi publicado originalmente no site Itu.com

Conduzir alguém ao conhecimento é fácil?

Conduzir ao conhecimento - Cybele Meyer

Há quem diga que sim e há quem diga que não.

Eu particularmente acredito que só conseguimos conduzir alguém ao conhecimento quando esse alguém se sente motivado para isso.

Por mais técnicas que sejam utilizadas, por mais recursos que sejam envolvidos, se a pessoa não estiver interessada, ela não aprenderá.

Já que estamos falando de conhecimento, eu te pergunto: O que é conhecimento?

Não vou reproduzir aqui os diversos conceitos encontrados nos sites de busca. Tenho minha própria definição:

Conhecimento é o resultado obtido pelo indivíduo quando processa as informações.

Porém as informações estão ai, ao alcance de todos, o tempo todo, vindo dos mais diversos veículos.

Como então processá-las e transformá-las em conhecimento?

É ai que habita a eficácia do professor em relação à aprendizagem do aluno.

Antes de prosseguirmos com o foco na sala de aula, quero dar um exemplo de uma situação que presenciei fora da sala de aula.

Todos sabemos que criança adora fazer perguntas. Ao longo da minha vida presenciei inúmeras situações em que o adulto, seja ele pai, mãe, avó, avô, tia se vê em uma “saia justa” com perguntas inesperadas como, por exemplo: “Tia, uma pessoa que não enxerga conhece as cores?

Sei que há adultos que respondem com muita responsabilidade, mas, infelizmente é a minoria, pois a grande maioria tem duas formas clássicas de responder:

– Responde como se fosse óbvio: Claro que não, pois se ele não enxerga como vai conhecer as cores?

– Responde se desvencilhando da pergunta: Meu amor vai brincar porque a titia está muito ocupada e não pode te dar atenção agora.

Voltando para a sala de aula, o professor, quando está diante de uma pergunta feita pelo aluno, leva em consideração dois pontos importantes e que não foram respeitados nas respostas acima:

– Levar a sério a pergunta que a criança faz;

– Ter consciência de que é justamente através da pergunta que a criança manifesta sua necessidade de aprender.

É nesse momento que a atitude do professor se diferencia das demais, pois antes de dar a resposta ele, provavelmente fará novas perguntas, como por exemplo: Por que você está fazendo essa pergunta? Qual a sua curiosidade?

É nesse momento que o professor começa a conduzir o aluno ao conhecimento.

O aluno pode responder: Porque meu vizinho não enxerga e eu queria saber se ele sabe qual é a cor do céu.

O professor vai continuar questionando: se a deficiência visual é de nascença ou se foi ocasionada por algum acidente, enfim, vai mostrar para o aluno que para se chegar a uma resposta há todo um processo de captura de informações que vai contribuir para personalizar a reposta.

No nosso exemplo, se o amiguinho é deficiente visual de nascença a resposta será uma, se ele ficou em razão de algum acidente a resposta será outra completamente diferente.

Esse é o processo que o professor mostra para o aluno na prática justamente por valorizar as perguntas feitas em sala de aula. Como dizia Rubem Alves, “É na pergunta que a inteligência se revela”.

O professor nunca desperdiça uma única oportunidade de conduzir seu aluno ao conhecimento.

#ValordeSerProfessor

Educação Digital – Mais uma disciplina na grade curricular?

abertura

Na semana passada fui procurada pelo repórter César Rosati da Rádio CBN-SP para comentar sobre Educação Digital e a pesquisa inédita da FecomercioSP, assunto esse que me é muito relevante e preocupante ao mesmo tempo por dois motivos:

  • Pelo caráter obrigatório de a Educação Digital integrar a grade curricular como disciplina, embasada no artigo 26 do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014);
  • Pela transferência da responsabilidade da Educação Digital para a escola.

Primeiramente quero informar, para quem ainda não teve acesso à pesquisa, alguns dos tópicos que serviram de base para que a mesma fosse realizada entre fevereiro e abril de 2015. O questionário continha 14 perguntas que foram respondidas por 400 donos e diretores de escolas públicas e privadas, de ensino fundamental e médio do Estado de São Paulo.

Represento no quadro abaixo os resultados obtidos sobre as seguintes questões: a quem compete a Educação Digital e  sua obrigatoriedade como disciplina escolar.

Gráfico

Não sou favorável a integrar a Educação Digital como disciplina escolar. Acredito que será mais um barco remando contra a maré, e inicio a fundamentação desta minha objeção fazendo os seguintes questionamentos: Como o professor conseguirá orientar seus alunos a não postarem fotos íntimas, do seu cotidiano, se os pais dos mesmos alunos agem dessa mesma forma? Como o professor orientará sobre a importância da preservação da intimidade se todos os anos os alunos assistem, com disponibilidade de 24 horas, aos programas do tipo BBB quesão exibidos em horário nobre e disponibilizados através da internet sem interrupções? Como poderá a escola caminhar na contramão e não trombar?

Esse é um assunto para ser tratado dentro e fora da escola, mas não como uma disciplina, o qual o aluno decorará as respostas e responderá de acordo com o esperado pela escola e não pelo que realmente ele pratica, para obter boa nota e se sentir educado digitalmente. Acabará sendo o aluno treinado exatamente como ocorre para que passe no Vestibular, se saia bem na Prova Brasil, no Enem, e tantos outros “medidores de aprendizagem”, que, com seu olhar míope, em nada contribuem para uma educação de qualidade.

Transferir a responsabilidade para a escola é “lavar as mãos”. #simplesassim.

A Educação Digital tem que acontecer sempre que ocorrer uma situação que necessite de orientação, não importando se a criança ou adolescente está na escola, em casa ou na comunidade.

Para saber orientar e aconselhar sobre os problemas que surgem durante a navegação na internet é preciso estar ativo na rede, caso contrário ficará difícil entender o que realmente está acontecendo, e essa falta de entendimento dificultará a orientação.

Não vejo eficácia em introduzir a Educação Digital como disciplina, porém acredito ser de suma importância a Educação Digital estar presente 24 horas por dia tanto na escola, quanto na família, na comunidade, na sociedade e dentro da própria rede.

É responsabilidade e compromisso de todos nós.

Todos sabem que matar alguém é crime. Nenhuma disciplina precisa ser introduzida na escola para falar sobre os perigos de se manusear uma arma, sobre o possuir ilegalmente uma arma, sobre os cuidados de se manter a arma fora do alcance das crianças e tantas outras informações. Mesmo sabendo que muitas crianças andam armadas, utilizam a arma para roubar, brincam com a arma dos pais, mesmo assim não é responsabilidade única da escola orientar sobre essa prática, porém a escola não se omite na reflexão junto dos seus alunos quando casos envolvendo uso de armas por crianças e adolescentes acontecem e são noticiados. A escola se faz sempre presente toda vez que é necessário, na orientação e alerta sobre todos os assuntos, independente de estar contido na grade curricular. Isso ocorre porque o professor lida com vidas, diariamente, e como ser humano educador não consegue se omitir diante das barbaridades, mesmo porque, ninguém está livre de nada. Agora impingir à escola e ao professor a responsabilidade maior pela Educação Digital é um contrassenso.

Cabe também à União o dever de orientar sobre a prática do cyberbullying, sobre os perfis falsos, e tantas outras práticas através de propagandas explicativas, de panfletos educativos, de Palestras e Encontros reunindo gestores, professores, pais, alunos, comunidade, enfim aberto a todos que interajam uns com os outros.

Escute abaixo o parecer que dei para a CBN sobre o tema Educação Digital