Cinco Metas do Ministério da Educação

Ao assistir este filme temos a impressão de que será muito fácil realizar estas cinco metas e assim teremos Todos na Escola.

Porém, quem lida com Educação sabe o quanto é difícil dar um passo na direção de proporcionar uma mínima mudança.

Só quem respira Educação sabe quantas barreiras têm que ser vencidas diariamente.

Só quem dorme e acorda vivendo Educação sabe que não é nada simples.

Principalmente porque esse “Todos” se refere a mim, a você, aos moradores da nossa rua, do nosso bairro, da nossa cidade, do nosso estado, do nosso país.

Justamente por envolver todos nós que fica difícil.

Mas não podemos desistir!

Temos sim que COBRAR de TODOS o cumprimento destas Cinco Metas.

Somente assim propiciaremos mudanças.

Quem quiser navegar no site TODOS PELA EDUCAÇÃO é só clicar AQUI

SE QUISER DEIXAR UM COMENTÁRIO E NÃO CONSEGUIR ABRIR A JANELA, CLIQUE COM O BOTÃO DIREITO DO MOUSE E ESCOLHA A OPÇÃO “ABRIR EM NOVA JANELA”.

Qual a melhor opção para ao sucesso – ensino presencial ou a distância?

Na era do conhecimento a informação é apenas um detalhe, afinal cada dia está mais fácil ter acesso a ela. Um simples “clic” e você está diante das mais variadas formas de transmissão de conteúdo.

Neste mundo globalizado como se deve agir para se destacar no mercado de trabalho? Como fazer a diferença?

A diferença está justamente na qualidade do agir. Há que se ser competente para agir com eficiência. Somente deter o conhecimento não qualifica ninguém a agir e colher bons resultados.

Seja bem-vindo à era das idéias e da criatividade!

Para se colocar os pés nesta realidade tem que haver investimento qualificado, e este investimento tem que ocorrer na Educação seja ela presencial ou a distância.

Já está mais do que na hora de se mudar o paradigma de que Educação de qualidade é aquela que se recebe nas Universidades Federais ou nas tradicionalmente renomadas, bem como não se pode mais dividir a Educação como “dentro dos muros da escola” e fora deles. Educação tem que ser uma só, afinal a aprendizagem não tem limites e nem pode ser aprisionada por uma via de mão única.

O diferencial tem que estar na comprometida plataforma de ensino bem como na boa formação de professores e tutores independente da Educação ser presencial e/ou a distância.

Em qualquer dos casos a figura do professor é de suma importância seja no fator motivacional estabelecendo uma comunicação oral ou virtual despertando o interesse e o aprimoramento propiciando uma individualização e conseqüente aprendizado reflexivo e metacognitivo, seja elucidativa estimulando a construção colaborativa de conhecimento, potencializando o desenvolvimento de habilidades pertinentes e da cosmovisão que embasará suas atitudes diante dos acontecimentos.

Para se ter este posicionamento é fundamental que se analise o público a ser atingido, ou seja, seguindo a visão Freinetiana, que seja levantado o perfil do aluno indicando qual é a sua realidade permitindo conciliar a aprendizagem com as reais propostas de mercado.

O olhar do professor tem que ser global e individualista.

Além do que, o professor tem que estar ciente de que deve descartar a metodologia tradicional e tornar-se parceiro da tecnologia uma vez que, em sua maioria, este é um imigrante digital atuando diretamente com alunos nativos digitais.
Esta realidade irá exigir que o professor invista em sua atualização e que passe a estreitar intimidades com o mundo tecnológico utilizando-se dos inúmeros recursos disponibilizados no ciberespaço promovendo uma aprendizagem efetiva e personalizada.

Personalizar a aprendizagem é respeitar o ritmo de cada um e suas limitações bem como suas aptidões e habilidades estimulando o desenvolvimento e potencialização das múltiplas inteligências proporcionando que o indivíduo se destaque neste mundo globalizado e que se integre no mercado de trabalho.

Dessa forma se estará fazendo a diferença!

Este texto está participando do projeto BLOGUEIRO REPORTER na categoria Artigo/Carreira (Educação)uma iniciativa de Edney Souza
Você gostou? Então vote para que este texto seja escolhido. É só clicar AQUI

Criatividade!

VAMOS PRESTIGIAR O TRABALHO, EMPENHO E CRIATIVIDADE DA NOSSA COLEGA DE PROFISSÃO FÁTIAM RONDON

Esse projeto faz parte da 1° semana literária “Viajando no mundo da leitura”. O tapete foi confeccionado pela prof. Simone

ASSISTA AO VÍDEO ABAIXO:

Vídeo 5. Viajando no mundo da leitura, dos alunos da escola rural EMEB “Sítio dos Campos” cidade de Mogi-Mirim, São Paulo, Brasil

AGORA É SÓ CLICAR AQUI E VOTAR NO VÍDEO 5.

ASSISTA AO OUTRO VÍDEO:

Vídeo 13. “Viagem Pelo Mundo Da Leitura”, da EMEB “Profº Orlando Boni”, Mogi Mirim, S. Paulo, Brasil

AGORA É SÓ CLICAR AQUI E VOTAR NO VÍDEO 13.

Vamos mostrar que a EDUCAÇÃO tem peso para ganhar o Oscar da Internet Brasileira.
Infelizmente não existe na categoria “Blog” o tema EDUCAÇÃO. Estamos concorrendo em “Variedades” com 200 concorrentes. Precisaremos de muitos votos para conseguirmos uma porcentagem significativa.

Tenho certeza que, unindo nossas forças, conseguiremos.

Para votar faça o seguinte:

1º clique no selo do iBEST no início da página. Ele te levará ao meu link de voto.

2º – clique em votar.

3º – irá abrir uma janela preta pedindo para você se cadastrar. Coloque seu e-mail e sua senha e clique em ok.

4º a janela se fechará. Então você deverá ir ao seu e-mail e esperar o envio do iBEST pedindo para que você confirme seu e-mail.

5º ao confirmar clicando no link indicado você será novamente encaminhada à página do voto.

Então é só votar no “Educar Já!”.

E desde já agradeço!!!!

A criatividade não tem limites…

Exposição de arte na Galeria de Arte Moderna de Hirshorn em Washington DC.

A regra era que o artista poderia usar somente uma folha de papel.

ASSISTA AO MARAVILHOSO VÍDEO “AI, QUE SAUDADE DE OCÊ…” NA MELODIOSA VOZ DE CRISTINA MOTTA, UMA COMPOSIÇÃO DE VITAL FARIAS NO “AQUI VOCÊ DESABAFA“.

VOCÊ QUER GANHAR O LIVRO QUE A MAITÊ PROENÇA ACABOU DE LANÇAR?

Pois a minha amiga Sam do site A vida como a vida quer está promovendo esta oportunidade.

SAIBA COMO:

Para concorrer você só precisa fazer um comentário interessante sobre
este texto ou sobre os preconceitos que afetam o mundo feminino ou das
celebridades. Fácil, né? Ela está esperando ansiosa para ler seus
comentários, suas histórias, simpatia ou antipatia pelo tema. Na
segunda-feira ela divulgrá quem levou o exemplar autografado! ;)
CLIQUE AQUI PARA PARTICIPAR

Pela Valorização da Mulher Brasileira!

A mulher através dos séculos carrega o fardo de viver para satisfazer os desejos do homem.

Na idade média a mulher era usada somente para saciar as necessidades dos homens e procriar. Toda e qualquer participação sua era excluída principalmente em razão das leis e imposições serem feitas por eclesiásticos. Estes, submissos às próprias regras, tinham que viver afastados delas. Em decorrência disso lhe imputavam a responsabilidade de serem pecadoras da carne, possuidoras do demônio, causadoras da perda do Paraíso e disseminadora do mal.

Toda e qualquer referência à mulher, nesta época, veio por intermédio dos homens da igreja, e foi por esta razão que pouco registro há, uma vez que, a igreja sempre banalizou a figura feminina.
Com a instituição do casamento, pela própria igreja no século XI, o papel da mulher passou a ser o de boa esposa e de boa mãe. Tinha quer servir seu marido lhe devendo total obediência. Ele, como seu amo e senhor, tinha o direito de dominá-la não lhe permitindo qualquer atitude sem prévio consentimento sob pena de sofrer penalidades físicas.

A mulher recolheu-se ao mundo doméstico dedicando-se aos encargos da casa, das crianças, dos doentes e à noite tinha a obrigação de servir ao seu marido.
Mesmo com o passar do tempo, enquanto os religiosos detiveram o poder político a figura da mulher esteve ligada ao pecado original inferiorizando-a e subjugando-a somente a procriação e às ordens do marido.

E a mulher carregava o fardo de viver para satisfazer os desejos do homem.

Entre quatro paredes, dependendo do marido, a mulher até podia dar sua opinião sobre alguns assuntos, usando sua intuição podia até aconselhá-lo, porém da porta para fora, diante de todos era ele o dono da verdade. Na presença de visitas, o marido ao tratar algum assunto importante, mandava que a mulher se retirasse da sala deixando-os sozinhos. Suas ordens eram inquestionáveis.

Após a I Guerra a mulher começou a dar seus primeiros passos rumo a sua libertação. Começou a ingressar no mercado de trabalho vendendo a preços miseráveis sua mão de obra e lhe sendo imposto a manutenção dos encargos da casa, da família, da educação dos filhos e o servir ao marido. Além disso, assumia a culpa de todo e qualquer problema conjugal que ocorresse. Era-lhe cobrado nunca estar cansada, estar sempre sorridente, arrumada, perfumada e disposta a cumprir com suas obrigações matrimoniais.

E é a mulher carregando o fardo de viver para satisfazer e agradar o homem.

Com o aumento do número de mulher trabalhando fora de seus lares começaram as demarcações pela sociedade machista, das profissões femininas e masculinas alegando que algumas profissões exigiam funções frágeis como as de empregadas domésticas, enfermeiras, professoras, secretárias e consequentemente salários baixos para as mulheres e altos para os homens.

A visão de que a mulher tinha que servir ao homem ainda era uma constante principalmente nas atitudes dos chefes que assediavam suas funcionárias, e que eram despedidas caso não aceitassem. Este tipo de coação incentivava a aceitação de muitas diante da necessidade do emprego e da consciência de que o mesmo aconteceria em outro trabalho.

Aos poucos a mulher vai se fortalecendo e vai se desvencilhando das amarras. Vai conseguindo ocupar um lugar no mercado de trabalho.
Porém, a visão carnal a ela imposta na idade média ainda nos dias de hoje continua presente.

A cobrança pelo corpo perfeito, pela pele maravilhosa, pela magreza, pelo não envelhecimento é diária e atinge todas as camadas sociais.

A mulher se submete a passar meses comendo clara de ovo para não engordar! Aumenta a boca com metacril correndo o risco de ficar deformada. Aplica doses abusivas de botox para conservar uma pseudo-juventude. Malha, encapa os dentes, faz depilação definitiva, elimina costelas para afinar a cintura e por aí vai.

Tudo com o intuito de agradar o homem. Se flagela com o intuito de agradar o homem.
Isso lhe imposto pela sociedade. A cobrança vem inclusive das próprias mulheres.
Está na hora de nós mulheres sermos valorizadas pela sociedade pelo que somos, do jeito que somos e sem cobranças.

Não temos obrigação de ser modelo de beleza, de peso de boca, de cintura…
Temos que ser queridas e amadas mesmo com alguns quilos a mais.

Gostamos de discutir relação SIM, temos TPM, gostamos que puxem nossa cadeira para sentarmos, que nos dêem rosa sem qualquer motivo, que nos levem para jantar.
Gostamos de shopping, de tomar sol na praia, de assistir filme romântico, de dar beijinho de boa noite.

E gostamos de não ter que viver para satisfazer e agradar o homem. Isso tem que acontecer naturalmente.

Gostamos sim de ter um companheiro, um ombro para aconchegar após um dia de trabalho, um abraço forte e carinhoso num momento de fragilidade, um sorriso iluminado a compartilhar.

Não queremos tomar o lugar de ninguém.
Não queremos andar nem atrás e nem na frente.
Queremos andar lado a lado, de mãos dadas.

MINHA HOMENAGEM À CORA CORALINA


Cora Coralina (1889-1985), que na verdade era Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretãs. Poderíamos dizer que tinha nome de princesa, mas era só na quantidade de sobrenomes porque foi mulher do povo e de luta.

“Escrevia desde os quinze anos tentando construir uma ponte entre o passado e o presente “rever, escrever e assinar os autos do Passado antes que o Tempo passe tudo ao raso“.

Escondia-se atrás deste pseudônimo uma vez que moça prendada e “casadoira” não se dava a estas futilidades. De início era apenas Cora, derivado de coração, sendo depois completado por Coralina dando perfeita sonoridade e significado poético: “coração vermelho”.

Mulher muito a frente do seu tempo. Apaixonou-se por Cantídio quando tinha 20 anos e por ser ele casado fugiram para Jaboticabal onde tiveram quatro filhos. Apesar de tanto amor e de ter transgredido regras ao fugir para viver junto de seu amado, este não aprovava sobre seus escritos tendo que continuar a esconder-se sobre o manto do coração vermelho – Cora Coralina.

Já viúva mudou-se para Andradina, cidade que se iniciava e junto ao fogão de lenha escrevia e escrevia. Aprendeu a datilografar aos 70 anos e aos 75 publicou seu primeiro livro “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais”.
Muito ainda há para se descobrir sobre esta mulher maravilhosa que nos marcou a alma com suas poesias, contos e frases.

Neste dia homenageio esta mulher que tanto admiro – Cora Coralina

Referência
http://www.vilaboadegoias.com.br/cora_coralina/mais.htm

Dia Internacional da Mulher!

Dia 8 de marco é dia de gritarmos bem alto !

Temos que gritar bem alto para que o governo pare de nos vender como
mercadoria nacional!
Temos que gritar bem alto para que a Embratur pare de nos tratar como
maquinas de fazer sexo!
Temos que gritar bem alto para a industria da beleza parar de nos dizer
todos os dias que precisamos ser perfeitas para ser amadas!
Temos que gritar bem alto para que nos respeitem como profissionais que
somos capazes de ser!
Temos que gritar bem alto contra a violencia contra a mulher!
Temos que gritar bem alto que nosso sexo nao tem nada de fragil e que
somos seres capazes e pensantes!

Temos que fazer a comunidade entender que nao queremos tomar o lugar dos
homens na sociedade e muito menos deixar de cumprir nossos papeis de mae
e esposas.
Somos felizes sendo mulheres e nao estamos e nem queremos
negar nosso papel.
Queremos apenas ter o direito de escolha e mais do que tudo, ser respeitadas!


Amanhã, mais de 200 blogs estarão unidos, em sintonia, na luta pela VALORIZAÇÃO DA MULHER BRASILEIRA.
Como diz minha amiga Lyz “Convocamos portanto, todas as mulheres, seja ela mãe ou profissional, escrava da jornada tripla, escravas da balança e da ditadura da beleza, convocamos também os vários homens que atuam de maneira brilhante, lado a lado, a nós mulheres, como pais de nossos filhos e companheiros de luta diaria para uma vida melhor, convocamos todos nossos filhos e netos a gritar bem alto que dia 8 de Marco de 2008 é o dia da Valorizaçao Mulher Brasileira ! Aquela mulher cuja imagem É manchada e massacrada por todos os lados. Aquela mulher que sofre todos os dias apenas por ter nascido do sexo feminino e em um paÍs aonde mulher é tratada como mercadoria nacional.

Precisamos lutar por respeito e para isso precisamos nos dar ao respeito !

Precisamos ser valorizadas e para isso teremos que gritar bem alto para tentar mudar a imagem infeliz que o Brasil, e nós brasileiros, vendemos das mulheres brasileiras !

Participe você também! Se você tem um blog, inscreva-se e deixe uma mensagem, um depoimento. SE você não tem um blog, visite os inscritos e deixe o seu comentário.

Vamos fazer tremer o solo brasileiro ao som do teclado dos nossos computadores mostrando o peso da mulher brasileira.”

Quem quiser participar basta entrar num desses dois endereços e se inscrever, ou visitar a lista de inscritos.

Meire – http://meiroca.com/2008/02/05/pela-vlorizacao-da-mulher-brasileira/
Lys – http://universodesconexo.wordpress.com/coletiva-pelas-mulheres/

ESTE VÍDEO FALA SOBRE AS DIFERENÇAS.

Foi indicado por minha amiga Fátima Franco

Acredito que pode gerar um belo debate em sala de aula.

http://www.bozzetto.com/flash/differenza.htm

ESTE JOGO FOI INDICADO PELA AMIGA Cristiana de Barcellos Passinato

http://www.universia.com.br/play/

VÍDEO SOBRE TAUTOLOGIA – Muito bom!

VÍDEO SOBRE GRAMÁTICA – Muito bom!

BOM FINAL SEMANA!

Datas comemorativas – Dia Internacional da Mulher

Para votar você deve proceder da seguinte maneira:

1- Clique na figura ao lado e o link o levará ao Prêmio iBEST
2- Em seguida você terá que se cadastrar preenchendo com seu e-mail e senha o “cadastre-se aqui”
3- Aguarde a confirmação do seu cadastro em seu e-mail.
4- Ao receber a confirmação verifique a senha que lhe foi enviada e em seguida valide seu cadastro no
“ATENÇÃO! É necessária a validação do cadastro antes de poder utilizar o Prêmio iBest. Para validar, clique aqui.”
5- Você será levada novamente para a página do Prêmio iBEST.
6- Você deverá se logar colocando seu e-mail e a senha enviada pelo iBEST
Agora você já pode votar.
É só procurar na caixa de busca pelo Educar Já e votar colocando na janela que se abrirá, as letras indicadas, e dar o seu ok!

Tema da blogagem coletiva: “Pela valorização da Mulher brasileira”

Quem propôs: Meire e a Lys

Ocorre: Sábado, 8 de março de 2008.

Como participar: O objetivo principal dessa coletiva é resgatar o sentido de luta do dia 8 de março para as mulheres. Nesse dia redija um post que discuta as questões femininas e tambem a necessidade da valorizacao da mulher
como ser humano, em especifico a mulher brasileira. Idéias de abordagem podem ser encontradas em “Pela valorização da mulher brasileira” no Universo Desconexo.
Essa é uma campanha pelas mulheres e não esta ligada a nenhum movimento especifico portanto, é importante entender os problemas da mulher com amor e trazer solucões em formas de acões diretas que a sociedade e o governo deveriam tomar para melhorar a condição feminina dentro de nosso país e nossa sociedade.
Colabore, as mulheres brasileiras precisam de você!!

08 de Março – Dia Internacional da Mulher
Luiz Affonso
Mulher: lutas, conquistas e sensibilidade

Negras, brancas ou amarelas, católicas ou mulçumanas, jovens ou idosas, não importa.
O 08 de Março, Dia Internacional da Mulher, simboliza todo o poder feminino no mundo.

Não se pode negar que as conquistas femininas avançaram muito nos últimos anos. O panorama atual se difere substancialmente do que o de há algumas (e poucas) décadas.

As mulheres que vieram depois de 1945 passaram por um “boom” de transformações. Na verdade, acho que fomos quase que cobaias. A começar pela bomba atômica, pelo pós-guerra. Depois veio a pílula, o movimento feminista, a educação sem limites para os filhos, as drogas, a produção independente, hormônios…

Quase 150 anos separam o data de hoje do dia em que 129 operárias morreram em uma greve nos EUA. A história do Dia Internacional da Mulher tem seu começo. Em 8 de março de 1857, patrões e policiais colocaram fogo na fábrica têxtil onde as mulheres estavam trancadas, após protestarem contra a jornada de trabalho de 16 horas e por melhores salários. Muita coisa mudou desde então, mas ainda há muito por fazer.

As primeiras articulações de um movimento feminista começaram logo após a Revolução Francesa. Os principais objetivos eram o direito ao voto e à educação. No Brasil, até 1879, as mulheres eram proibidas de freqüentar cursos de nível superior e, durante boa parte do século 19, só poderiam ter educação fundamental. Mesmo com a legislação que permitia a instrução feminina, as mulheres tinham o acesso dificultado.

Aos poucos, as conquistas vão acontecendo. A passos de formiga, mas vão. Toda a crise no Oriente Médio, por exemplo, trouxe – embora, de forma trágica – significativas mudanças. A libertação ocorreu em diversos níveis e, dentre eles, o da mulher. Somente o fato de questionar todos os conceitos pré-estabelecidos e, muitas vezes, prejudiciais, já é uma forma de evolução.

Hoje, muitos homens já reconhecem esta força feminina, tanto que, muitos deles, buscam neste equilíbrio da emoção e criatividade (características, muitas vezes, somente da mulher) artifícios para a busca de seus objetivos. “Já cheguei a dar palestras para cerca de 3 mil homens, numa sala onde haviam apenas três mulheres”, revela Mônica Buonfiglio, uma estudiosa de assuntos esotéricos e espiritualistas. Mônica encara esta mudança como uma porta de entrada para o avanço de ambos os sexos.

As mudanças foram absorvidas de tal forma que muitas pessoas acreditam que a mulher já conquistou a ambicionada “igualdade”. Porém, novas e antigas formas de preconceito e violência persistem. Enquanto isso, a mulher, com seu poder descomunal, continua abrindo fronteiras, assumindo espaços e gritando por seus direitos. Com uma parte da guerra vencida, o feminino encara cada ano como uma nova batalha.

Algum benefício na guerra
Terrores à parte, a a guerra serviu como um grande empurrão para a emancipação feminina. Por causa da falta de homens, que eram obrigados a ir para o front, mais mulheres entraram para o mercado de trabalho.

Desde a Revolução Industrial, mulheres vinham ocupando postos em fábricas, além de exercer as profissões tipicamente femininas, como enfermagem e serviços domésticos. Os salários, entretanto, tinham diferenças brutais. As distorções permanecem, mas menos severas.

O batalhado direito ao voto
O direito a escolher os próprios governantes mobilizou mulheres de todo o mundo durante boa parte da primeira metade do século 20. No Brasil, essa conquista aconteceu em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas.


A Nova Zelândia foi o primeiro país a permitir o voto feminino, em 1893. Na França, apesar de “igualdade” estar entre os lemas da Revolução Francesa, a mulher só conseguiu votar a partir de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial.

A liberação sexual
Nos anos 50, o feminismo ganhou um novo aspecto: a contrução da identidade feminina e a liberação sexual. Em 1949, a escritora Simone de Beauvoir publicou O Segundo Sexo, que demolia o mito da “natureza feminina” e negava a existência de um “destino biológico feminino”. Para a companheira de Jean-Paul Sartre, “a feminilidade não é uma essência nem uma natureza: é uma situação criada pelas civilazações a partir de certos dados fisiológicos”.

O livro causou impacto imediato e provocou críticas não só dos conservadores – devido principalmente aos capítulos dedicados à sexualidade feminina -, mas também da esquerda. Simone de Beauvoir foi acusada de desviar o foco da questão principal, a luta de classes.

Um novo impulso chegou nos anos 60, com a criação da pílula anticoncepcional. A revolução sexual acompanhava outros acontecimentos da época, como a guerra do Vietnã e a ascensão do movimento estudantil. Com a chegada da pílula, um dos pretextos para a repressão sexual feminina, a gravidez indesejada, não tinha mais porque existir. Depois de cerca de 40 anos de existência, a pílula é usada por cem milhões de mulheres em todo o mundo.

Outro sinal dos tempos viria em 1964, quando a inglesa Mary Quant escandalizou com uma saia dois palmos acima do joelho. O pedaço de pano de trinta centímetros rapidamente conquistou mulheres de todo o mundo e deu o impulso a novas musas, como a modelo Twiggy, que apesar de polêmicas eram mais simpáticas que as feministas clássicas, como Betty Friedman e Simone de Beauvoir. Em 1971, preenchendo a longa lista de tabus quebrados, a brasileira Leila Diniz apareceu de biquíni em uma praia carioca, exibindo uma grande barriga de gravidez.

Uma nova ordem familiar
Com o novo papel da mulher da sociedade, mudou também a estrutura familiar. As publicações e programas de televisão dirigidos ao público feminino se multiplicaram durante os anos 80, e a educação sexual começou a entrar nos currículos escolares.

Sem dependerem financeiramente do marido, as mulheres passaram a adiar o casamento. As taxas de fecundidade caíram, ligadas à presença cada vez maior no mercado de trabalho.

A Revolução feminina
Fatima Nazareth

A evolução e a conquista dos direitos da mulher nos dias de hoje, contrasta com o pensamento machista de séculos atrás, conforme frases de intelectuais, filósofos, apóstolos e teólogos da época

Uma das provas do avanço e da conquista dos direitos da mulher é conhecermos a história da sociedade machista que sempre oprimiu as mulheres, relegando-as à submissão e escravidão.

Atualmente, graças a luta incessante das mulheres e dos direitos alcançados nos dias de hoje, nos causa repugnação e indignação em saber como sofriam nossas ancestrais.

“Mesmo que a conduta do marido seja censurável, mesmo que este se dê a outros amores, a mulher virtuosa deve reverenciá-lo como a um deus. Durante a infância, uma mulher deve depender de seu pai, ao se casar de seu marido, se este morrer, de seus filhos e se não os tiver, de seu soberano. Uma mulher nunca deve governar a si própria.” Leis de Manu (Livro Sagrado da Índia)

“A mulher que se negar ao dever conjugal deverá ser atirada ao rio.”
Constituição Nacional Suméria (civilização mesopotâmica, século XX A.C.)

“Quando uma mulher tiver conduta desordenada e deixar de cumprir suas obrigações do lar, o marido pode submetê-la à escravidão. Esta servidão pode, inclusive, ser exercida na casa de um credor de seu marido e, durante o período em que durar, é lícito a ele (ao marido) contrair novo matrimônio” Código de Hamurabi (Constituição Nacional da Babilônia, outorgada pelo rei Hamurábi, que a concebeu sob inspiração divina, século
XVII A.C.)

“A mulher deve adorar o homem como a um deus. Toda manhã, por nove vezes consecutivas, deve ajoelhar-se aos pés do marido e, de braços cruzados, perguntar-lhe: Senhor, que desejais que eu faça?” Zaratustra (filósofo
persa, século VII A.C.)

“As mulheres, os escravos e os estrangeiros não são cidadãos.” Péricles (político democrata ateniense, século V A.C., um dos mais brilhantes cidadãos da civilização grega)

“A mulher é o que há de mais corrupto e corruptível no mundo.” Confúcio (filósofo chinês, século V A.C.)

“A natureza só faz mulheres quando não pode fazer homens. A mulher é, portanto, um homem inferior.”
Aristóteles (filósofo, guia intelectual e preceptor grego de Alexandre, o Grande, século IV A.C.)

“Que as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar. Se querem ser instruídas sobre algum ponto, interroguem em casa os seus maridos.” São Paulo (apóstolo cristão, ano 67 D.C.)

“Os homens são superiores às mulheres porque Alá outorgou-lhes a primazia sobre elas. Portanto, dai aos varões o dobro do que dai às mulheres. Os maridos que sofrerem desobediência de suas mulheres podem castigá-las:
deixá-las sós em seus leitos, e até bater nelas. Não se legou ao homem maior calamidade que a mulher.” Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos, escrito por Maomé no século VI, sob inspiração divina)

“Para a boa ordem da família humana, uns terão que ser governados por outros mais sábios que aqueles; daí a mulher, mais fraca quanto ao vigor da alma e força corporal, estar sujeita por natureza ao homem, em quem a
razão predomina.” São Tomás de Aquino (italiano, um dos maiores teólogos católicos da humanidade, século XIII)

“Inimiga da paz, fonte de inquietação, causa de brigas que destroem toda a tranqüilidade, a mulher é o próprio diabo.” Petrarca (poeta italiano do Renascimento, século XIV)

“O pior adorno que uma mulher pode querer usar é ser sábia.” Lutero (teólogo alemão, reformador protestante, século XVI)

“As crianças, os idiotas, os lunáticos e as mulheres não podem e não têm capacidade para efetuar negócios.” Henrique VII (rei da Inglaterra, chefe da Igreja Anglicana, século XVI)

“Enquanto houver homens sensatos sobre a terra, as mulheres letradas morrerão solteiras.” Jean-Jacques Rousseau (escritos francês, precursor do Romantismo, um dos mentores da Revolução Francesa, século XVIII)

“Todas as mulheres que seduzirem e levarem ao casamento os súditos de Sua Majestade mediante o uso de perfumes, pinturas, dentes postiços, perucas e recheio nos quadris, incorrem em delito de bruxaria e o casamento fica automaticamente anulado.” Constituição Nacional Inglesa (lei do século XVIII)

“A mulher pode ser educada, mas sua mente não é adequada às ciências mais elevadas, à filosofia e algumas das artes.” Friederich Hegel (filósofo e historiador alemão do século XIX)”

“Quando um homem for repreendido em público por uma mulher, cabe-lhe o direito de derrubá-la com um soco, desferir-lhe um pontapé e quebrar-lhe o nariz para que assim, desfigurada, não se deixe ver, envergonhada de sua face. E é bem merecido, por dirigir-se ao homem com maldade de linguajar ousado.” Le Ménagier de Paris (Tratado de conduta moral e costumes da França, século XIV )

Anistia Internacional

A Anistia Internacional informou, no inicio de 2004, que a violência contra a mulher é “o desafio mais persistente à defesa dos direitos humanos de nossa era” e denunciou que o flagelo de estupros e da circuncisão feminina ainda afeta milhões de mulheres em todo o mundo.

Um dia depois da data escolhida pela ONU para marcar a Eliminação da Violência Contra a Mulher, a organização de defesa dos direitos humanos, com sede em londres, afirmou que a barbárie contra mulheres não tem fronteiras culturais, religiosas, políticas, sociais ou econômicas.

De acordo com a organização, 120 milhões de mulheres no mundo são submetidas todos os anos à dolorosa prática da circuncisão feminina – que consiste na retirada do clitóris, muitas vezes sem material cirúrgico próprio, anestesia ou condições apropriadas de higiente – a maioria delas em tribos na África, em nome de religião ou cultura.

Na África do Sul, adolescentes pertencem ao grupo de maior risco de estupro. Cinqüenta por cento de todos os assassinatos em Bangladesh são de mulheres – mortas por seus parceiros.

Em Ciudad Juárez, mais de 370 mulheres jovens e pobres – a mais nova delas com 11 anos – foram seqüestradas, torturadas brutalmente, estupradas e assassinadas, na região da fronteira com os EUA. A Anistia afirma que as autoridades não tomaram as medidas necessárias para investigar e lidar com o problema.

Apenas nos EUA, 700 mil mulheres são estupradas todos os anos. Na Grã-Bretanha, as autoridades recebem um pedido de ajuda de mulheres a cada minuto, devido à violência doméstica.

O grupo diz ainda que as mulheres não estão a salvo em tempos de guerra ou de paz. No Paquistão, centenas de mulheres são mortas por seus pais ou irmãos em nome da honra. Noivas são queimadas vivas na Índia por não conseguirem um dote considerado bom o suficiente.

Nós temos a força
Flávia Martinelli
Bolsa na mão e o mundo aos nossos pés. Soa lindo, não soa? E é verdade. Pesquisas confirmam, especialistas validam: cada vez que você compra algum produto, seja ele qual for, move uma engrenagem gigantesca. Tudo começa a partir de uma informação preciosa para os fabricantes: é a mulher quem compra ou decide o que será consumido em 80% dos casos. Das cuecas do marido ao carro da família, a palavra final é, praticamente, sempre nossa. Agora, o mais bacana disso tudo é ter consciência do que esse poder significa no cenário econômico. Até mesmo a comprinha mais simples e cotidiana passa a ganhar importância. E muito significado.


Indústrias e serviços querem e precisam agradar
às mulheres para lucrar

O banco do carro não rasga mais as suas meias nem os botões do painel quebram as suas unhas ou arruínam a manicure. Ou seja, a indústria, cada vez mais, presta atenção às exigências femininas. Produtos tradicionalmente masculinos estão se adaptando às nossas necessidades. Você já não precisa usar o aparelho de barbear para se depilar. Desenharam um só para você. “Sabemos que as mulheres compram furadeiras elétricas. Antes, nosso produto era totalmente voltado para os homens. Mas detectamos a mudança do perfil de consumo e desde os anos 90 estamos atentos”, afirma Luis Bressane, chefe de marketing do setor da indústria Bosch na América Latina. “Hoje, as furadeiras Skill têm punho ergonômico, que dá segurança na pegada da máquina.” Os executivos perceberam que nós já não esperamos mais maridão, irmão ou papai para furar parede.

Muitas mudanças nascem de reclamações ou sugestões femininas. A empresa que hoje não tiver um serviço de atendimento ao consumidor (SAC) corre um tremendo risco. Até meados da década de 80, as que dispunham de áreas específicas voltadas ao cliente não passavam de 20. Em 1995, já eram 2 mil serviços de atendimento e, no último levantamento, do ano 2000, mais de 5 mil novos SACs foram criados. Vale a pena ouvir quem compra. Quando uma indústria escuta e aproveita o que você fala, ganha clientes mais satisfeitas. E lucra muito mais.

Uma das gurus do marketing norte-americano e fundadora de uma consultoria que identifica novas oportunidades de negócios para empresas, Faith Popcorn, aconselha: “As mulheres querem uma marca que diga: “Fale o que você quer e vamos fazer disso nossa estratégia”".

A publicidade já reflete faz tempo a tendência identificada por Faith. Você se lembra da “mulher-propaganda de margarina”? Aquela dona de casa perfeita e sorridente que servia o café-da-manhã para a família e parecia existir em função do marido? Repare, ela se aposentou de vez dos comerciais e da vida. De rainhas do lar, as mulheres hoje são chefes de família. Aliás, segundo o último censo, de 2000, de cada quatro lares, um é chefiado por mulher. Hoje, o sabão em pó só não pendura a roupa para secar. Pudera, ele é usado por quem passa oito horas por dia no trabalho – caso de 44% das brasileiras.


Pesquisas mostram que o empenho das indústrias e serviços em responder às nossas necessidades – e assim vender aos montes – é, mais do que estratégia de marketing, questão de sobrevivência. Afinal, veja o alcance dos superpoderes femininos:
Escolhemos TODOS os produtos de higiene e limpeza usados pela família.
Decidimos em 95% dos casos as marcas dos alimentos consumidos em casa.
Dirigimos 45% dos carros em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mas decidimos a compra de 80% dos automóveis; opinamos em tudo: do modelo à cor, especialmente a cor.
Respondemos por 60% do comércio pela internet.
Corretores de imóveis espertos sabem: o marido até pode assinar o cheque, mas é sempre a mulher quem escolhe onde a família vai morar.
Longe do universo doméstico também somos foco. As instituições financeiras assumiram sua porção mulher e sete entre dez campanhas são direcionadas a nós.
30% de todos os cartões de crédito são sacados de uma carteira feminina. Na faixa etária que vai dos 18 aos 30 anos, o índice sobe para 45%.
Impressiona constatar tudo isso, não é? E tem mais.

Se uma mulher sozinha é poderosa, imagine quando elas se unem…

Em 1983, um grupo de bancárias, profissionais liberais, diaristas, líderes comunitárias, coordenado pela professora mineira Lúcia Pacífico, se reuniu para conversar. Todas administradoras do orçamento de suas casas. Viviam na pele a crise que assolava o país. A inflação corria à solta e o salário sumia antes do fim do mês. Juntas, essas mulheres fizeram um levantamento de suas aflições. Falaram sobre a sensação de impotência diante dos abusos nos preços, debateram idéias, buscaram soluções. E assim foi criado o Movimento das Donas de Casa de Belo Horizonte.

Apesar de muitas terem carreira e trabalhar fora, o nome da entidade é muito adequado. “Quase toda mulher é dona de casa, mesmo que relute em assumir o fato – o que é uma bobagem. Quem escolhe o vai para a geladeira é dona de casa, independe da profissão que exerce”, diz Lúcia, a fundadora do movimento. Logo nas primeiras semanas, a organização agiu. “Fizemos um boicote à carne. O preço era abusivo. Foi uma linda vitória, substituímos a carne por outros produtos, deixamos de comprar e assim obrigamos os fornecedores da cidade a abaixar o preço”, lembra Lúcia.

Naquele mesmo 1983, a engenheira agrônoma Marilena Lazzarini assumia a diretoria da Fundação Procon de São Paulo. O país estava em processo de abertura democrática e ela era a primeira mulher a dirigir a entidade paulista. Em três anos no cargo, Marilena modernizou o órgão público, que passou a coletar denúncias de consumidores e alertar os empresários sobre a necessidade de mudar o relacionamento com consumidores. Em 1987, Marilena fundou, com um pequeno grupo de voluntários, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), uma associação independente de consumidores. A missão da entidade é representar associados em disputas sobre questões de alimentos, planos de saúde, medicamentos e serviços públicos. Quando ganham causas, abrem precedente e servem de exemplo.

Marilena, do Idec, e Lúcia, do Movimento das Donas de Casa, sempre lutaram pela criação do Código de Defesa do Consumidor. Em 1991, ambas foram consultoras e participaram na elaboração de nossas leis de defesa do consumidor, consideradas as melhores do mundo. Nesses dez anos, muito mudou.

Informar data de validade e composição de produtos de alimentos, por exemplo, ficou obrigatório. E mais, prometeu tem que cumprir. O produto tem que fazer o que está anunciado, sempre em letras bem legíveis, na embalagem. Se houver reclamação do consumidor, é o fornecedor que tem que se explicar. A população também descobriu a utilidade de cobrar e ficou menos passiva. Na outra ponta, empresas, fornecedores e prestadores de serviços foram obrigados a obedecer às regras.


As organizações de consumidores se fortaleceram e multiplicaram. Hoje, o Movimento das Donas de Casa tem representantes em 14 Estados. De tanto os homens reivindicarem participação, desde 1994 a entidade acrescentou ao nome um lugar para o sexo forte. Virou Confederação Nacional das Donas de Casa e Consumidores. “Os rapazes estão muito ligados”, observa Lúcia. O grupo de 5 mil associados já conseguiu, a custa de boicote, a adoção de normas no uso de hormônios para engorda do gado. Eles são especialistas em botar a boca no trombone e conscientizar a população em passeatas contra os aumentos de tarifas públicas e abuso na cobrança das taxas de juro. A confederação organiza listas comparativas de preços e sempre leva denúncias à imprensa. Atualmente, Lúcia Pacífico é vereadora em Belo Horizonte, única cidade que obriga os supermercados a ter gôndolas exclusivas para alimentos transgênicos. “Somos formiguinhas com força de elefante.”

“A mulher tem mais facilidade para reclamar que o homem, tem mais argumento, conhece, compara, é mais solta”, diz Marilena, do Idec, que acaba de completar 15 anos de vitórias. Entre elas, a restituição de cerca de 8 milhões de reais referentes às perdas da poupança no Plano Verão, de 1989, e ações na Justiça em nome de dez mulheres carentes que tomaram as “pílulas de farinha”, aqueles anticoncepcionais de mentirinha. Como conseqüência dos testes e avaliações de produtos feitos pelo Idec, muitas normas de fabricação são aperfeiçoadas e produtos ganham qualidade. Aconteceu com camisinhas, berços, playgrounds, chupetas, fogões, materiais elétricos e dezenas de alimentos industrializados. Toda vez que o Idec testa ou contesta, todo mundo ganha.

O jogo da bolsa

Em resumo, quando tiramos da nossa bolsa o nosso suado dinheirinho para fazer uma compra, mesmo a mais simples e cotidiana, tomamos uma decisão que transborda da sacola de compras. Não importa o quanto você gaste, é enorme a engrenagem que você, e todos os consumidores, põem em ação. E é a sua inteligência que sofistica o movimento dessa máquina gigante e pode mudar as regras da corrida pelo lucro.

Já existe uma tendência identificada em todo o mundo: a solidez de uma empresa estáassociada à sua postura ética. Em um futuro bem próximo, veremos um novo valor pesando na balança da decisão. Além de o produto atender às necessidades do consumidor, deve ser de “boa família” para ser escolhido. A responsabilidade social do fabricante é o tal valor que desempatará a decisão entre dois produtos de qualidade igual.
Um belo dia, não tão distante, em troca da nossa preferência, estaremos exigindo – além de produto honesto e adequado às nossas necessidades – a preocupação do fabricante em preservar o meio ambiente, sua participação em campanhas humanitárias e outros investimentos no bem-estar comum.

Ora, se temos o poder de decisão de tudo, tudo, o que se compra, nós, mulheres, temos a opção de protagonizar nada mais, nada menos do que uma nova revolução. Uma revolução através do consumo. Se a regra do jogo é criar desejos, está aí um bem a ser desejado.

A origem do mito da greve de 1857
Vito Giannotti


O que estamos acostumados a ler nos boletins de convocação do Dia da Mulher é a história de uma greve, que aconteceu em Nova Iorque, em 1857, na qual 129 operárias morreram depois de os patrões terem incendiado a fábrica ocupada.

A primeira menção a essa greve, sem nenhum dos detalhes que serão acrescentados posteriormente, aparece no jornal do Partido Comunista Francês, na véspera do 8 de Março de 1955. Mas onde se dá a fixação da data do 8 de março, devido a esta greve, é numa publicação, que apareceu em Berlim, na então República Democrática Alemã, da Federação Internacional Democrática das Mulheres. O boletim é de 1966.

O artigo fala rapidamente, em três linhas, do incêndio que teria ocorrido em 8 de março de 1857 e depois diz que em 1910, durante a 2ª Conferência da Mulher Socialista, a dirigente do Partido Socialdemocrata Alemão, Clara Zetkin, em lembrança à data da greve das tecelãs americanas, 53 anos antes, teria proposto o 8 de Março como data do Dia Internacional da Mulher.

A confusão feita pelo jornal L ´Humanité não fala das 129 mulheres queimadas. Aonde se começa a falar desta mulheres queimadas é na publicação da Federação das Mulheres Alemã, alguns anos depois. Esta historinha fictícia teve origem, provavelmente, em duas outras greves ocorridas na mesma cidade de Nova Iorque, mas em outra época. A primeira foi uma longa greve real, de costureiras, que durou de 22 de novembro de 1909 a 15 de fevereiro de 1910.

A segunda foi uma outra greve, uma das tantas lutas da classe operária, no começo do século XX, nos EUA. Esta aconteceu na mesma cidade em 1911. Nessa greve, em 29 de março, foi registrada a morte, durante um incêndio, causado pela falta de segurança nas péssimas instalações de uma fábrica têxtil, de 146 pessoas, na maioria mulheres imigrantes judias e italianas.

Esse incêndio foi, evidentemente, descrito pelos jornais socialistas, numerosos nos EUA naqueles anos, como um crime cometido pelos patrões, pelo capitalismo.

Essa fábrica pegando fogo, com dezenas de operárias se jogando do oitavo andar, em chamas, nos dá a pista do nascimento do mito daquela greve de 1857, na qual teriam morrido 129 operárias num incêndio provocado propositadamente pelos patrões.

E como se chegou a criar toda a história de 1857? Por que aquele ano? Por que nos EUA? A explicação, provavelmente, é a combinação de casualidades, sem plano diabólico pré-estabelecido. Assim como nascem todos os mitos.

A canadense Renée Côté pesquisou, durante dez anos, em todos os arquivos da Europa, EUA e Canadá e não encontrou nenhuma traça da greve de 1857. Nem nos jornais da grande imprensa da época, nem em qualquer outra fonte de memórias das lutas operárias.

Ela afirma e reafirma que essa greve nunca existiu. É um mito criado por causa da confusão com as greves de 1910; de 1911, nos EUA; e 1917, na Rússia.

Essa confusão se deu por motivos históricos políticos, ideológicos e psicológicos que ficarão claros no fim do artigo.

Pouco a pouco, o mito dessa greve das 129 operárias queimadas vivas se firmou e apagou da memória histórica das mulheres e dos homens outras datas reais de greves e congressos socialistas que determinaram o Dia das Mulheres, sua data de comemoração e seu caráter político.


Já em 1970, o mito das mulheres queimadas vivas estava firmado. Rapidamente foi feita a síntese de uma greve que nunca existiu, a de 1857, com as outras duas, de costureiras, que ocorreram em 1910 e 1911, em Nova Iorque.

Nesse ano de 1970, com centenas de milhares de mulheres americanas participando de enormes manifestações contra a guerra do Vietnã e com um forte movimento feminista, em Baltimore, EUA, é publicado o boletim Mulheres-Jornal da Libertação. Neste já se reafirmava e se consolidava a versão do mito de 1857.

Mas, na França, essa confusão não foi aceita tranqüilamente por todas e todos. O jornal nº 0, de 8 de março de 1977, História d´Elas, publicado em Paris, alerta para esta mistura de datas e diz que, em longas pesquisas, nada se encontrou sobre a famosa greve de Nova Iorque, em 1857. Mas o alerta não teve eco.

Dolores Farias, no seu artigo no Brasil de Fato, nº 2, nos lembra que, em 1975, a ONU declarou a década de 75 a 85 como a década da mulher e reconheceu o 8 de março como o seu dia. Logo após, em 1977, a Unesco reconhece oficialmente este dia como o Dia da Mulher, em homenagem às 129 operárias queimadas vivas.

No ano de 1978, o prefeito de Nova Iorque, na resolução nº 14, de 24/1, reafirma o 8 de março como Dia Internacional da Mulher, a ser comemorado oficialmente na cidade de Nova Iorque.

Na resolução, cita expressamente a greve das operárias de 1857, por aumento de salário e por 12 horas de trabalho diário, e mistura esta greve fictícia com uma greve real que começou em 20 de novembro de 1909. O mito estava fixado, firmado e consolidado. Agora era só repeti-lo.

Prefeitura de Campos abre concurso com 573 vagas na área de Educação

Período de Inscrições :
* Internet – Das 00:00 h do dia 29/02/2008 até às 23:59 hs do dia 18/03/2008.

* Posto de Inscrição – De 03/03/2008 até 18/03/2008, de 2ª a 6ª feira, das 09:00 às 17:00 hs.

Local:
Liceu de Humanidades de Campos – Praça Barão do Rio Branco, nº 15 – Centro
Campos dos Goytacazes / RJ

Data e Horário de Realização da Prova Objetiva :
* Dia 20 de Abril de 2008 – Manhã: das 9:00 h às 13:00 h(horário de Brasília)

Cargos: Professor II(Educação Infantil – Creche), Professor I(Professor de Arte, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Matemática) e Pedagogo.

* Dia 20 de Abril de 2008 – Tarde: das 15:00 h às 19:00 h(horário de Brasília)

Cargos: Auxiliar de Secretaria e Professor II(Educação Infantil-Escola e Ensino Fundamental 1º segmento).

Os salários variam de R$ 896,02 a R$ 1.368,69

As inscrições podem ser feitas no FUNRIO
As taxas são de R$ 45,00 (Professor II) e R$ 60,00 (demais funções)

SP reabre inscrição para 12 mil vagas de professores coordenadores

Inscrição deve ser feita até o dia 5; prova será aplicada em 9 de março.
Mudança atende a pedido de professores e dos sindicatos da categoria.

Do G1, em São Paulo

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo reabriu nesta quinta-feira (28) as inscrições para 12 mil vagas destinadas a professores-coordenadores. Os cerca de 250 mil professores da rede estadual podem se inscrever até a próxima quarta-feira, 5 de março. A prova, que aconteceria neste domingo (2), será em 9 de março.

Nesta nova etapa de inscrições os professores poderão apresentar os requisitos (veja lista abaixo) para a função após a prova, no momento da posse. As inscrições precisam ser feitas via internet, no site www.saopaulofazescola.sp.gov.br.

Os professores-coordenadores, que atuarão já neste ano em todas escolas estaduais, trabalharão como gestores das mudanças implementadas pela pasta em toda a rede de escolas. Eles serão responsáveis, por exemplo, por planejar como as escolas cumprirão as metas de desempenho e como elevar o nível de aprendizado dos alunos.

A mudança de data da prova atende a pedido de professores e dos sindicatos da categoria, que solicitaram a mudança de data da prova e mais tempo para as inscrições.

A secretaria dividiu a seleção em duas partes. Neste momento haverá inscrições para atuação no ciclo 2 do ensino fundamental e no ensino médio. A segunda fase, no meio do ano, será para professor coordenador de ciclo 1 do fundamental, totalizando as 12 mil vagas. Todos os professores, concursados ou temporários, podem se inscrever.

O salário inicial de professor-coordenador de ciclo 1 é de R$ 1.773,71. Para ciclo 2 e ensino médio é de R$ 1.975,55. Um professor na rede estadual ganha hoje, de início, para 24 horas semanais, R$ 1.036,00.

A prova terá 20 questões de múltipla escolha sobre propostas curriculares e metodologias das áreas. Cada questão valerá 5 décimos, e a classificação acontecerá a partir de 5 pontos, em uma escala de 0 a 10. Após a prova, os candidatos apresentarão projeto de trabalho e passarão por entrevista.

Atualmente a secretaria conta com 6.000 professores coordenadores – um por escola. Eles poderão participar da seleção de 12 mil. A secretaria levará em conta na avaliação a experiência já adquirida.

A seleção é necessária porque em 2007 foi criada nova função de professor-coordenador, com carga horária diferente (40 horas semanais) e bonificação específica (15%, mais incorporações). Cada professor coordenador agora será responsável por um ciclo (1ª a 4ª séries do ensino fundamental, 5ª a 8ª e ensino médio) e por no máximo 30 classes. A seleção dará prioridade para professores que já atuam na escola pretendida, passando para vizinhas se não houver interesse.

A bibliografia que servirá de base para a elaboração das questões está disponível no site São Paulo Faz Escola (www.saopaulofazescola.sp.gov.br)

Requisitos para a vaga

Ser portador de diploma de licenciatura plena.
Contar, no mínimo, com 3 anos de experiência como docente da rede estadual de ensino.
Ser docente efetivo classificado na unidade escolar em que pretende ser professor coordenador ou ser docente com vínculo garantido em lei, com, no mínimo 10 aulas atribuídas na unidade escolar em que pretende ser professor coordenador.