Brasília – 50 anos

Revista Manchete - Edição Histórica de 21 de abril de 1960

Quando Brasília foi inaugurada eu tinha apenas 5 anos, porém minha família que sempre foi muito patriota, guardou através dos anos os jornais e revistas que contaram, com toda a emoção do momento, como foi a inauguração da nossa capital.

Sendo eu muito comprometida com o meu país e sendo o meu coração verde-amarelo, recebi de presente todo este material que guardo com muito carinho e cuidado.

Assim sendo, compartilho neste momento, os registros da inauguração de Brasília com toda a energia daquele momento, que pode ser comprovada através do amarelado do papel, dos vincos bem marcados, dos hábitos e estilos e da ortografia da época.

Presto aqui a minha homenagem aos 50 anos da  nossa capital federal.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Esta foto é uma homenagem da Cia Rádio Internacional do Brasil.

Diz o texto no seu original:

No dia histórico em que a cidade de Brasília se investe do título de Capital da República dos Estados Unidos do Brasil, saudamos S. Excia o Sr. Presidente da República e todos os Membros do seu Govêrno assim como os lídimos representantes do povo, nas duas Casas do Congresso que com espírito realizador uns e cooperador outros, levaram a efeito obra tão assinalada.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

No retângulo dentro da foto principal diz o seguinte:

Sob os aplausos do povo e do Sr> Goulart, JK ergue o símbolo da nova sede do Govêrnos.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Texto original:

O ponto alta da parada foi a sensacional proeza de um dos aviões, que desceu verticalmente, em audacioso piquê, desaparecendo por trás do Palácio do Supremo. A multidão angustiada, já o supunha espatifado no solo, quando de novo se elevou, na vertical. Suspiros de alívio e exclamações de entusiasmo escaparam de tôdas as bôcas.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

O Presidente beija o anel do Cardeal Dom Manuel Gonçalves Cerejeira, legado Pontifício. Assistem à comovente cerimônia mais de trinta Bispos brasileiros e as Missões Diplomáticas.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Receou-se que suas artérias coronárias não resistissem ao impacto de tantas emoções. Jango olha-o preocupado. Israel agradece a ajuda de Deus.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

A sessão inaugural do Congresso foi uma das mais emocionantes de tôda a sua história. Era a primeira vez que o Sr. Juscelino Kubitschek comparecia perante o Parlamento reunido. As galerias e o plenário estavam repletos. Aquêle era o Congresso que não havia recusado nenhuma das leis e recursos que o Govêrno lhe pedira para a transferência.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Exército, Marinha e Aeronáutica empolgam a  cidade.

Durante mais de uma hora desfilaram cinco mil homens das fôrças armadas. Depois, um representante de cada uma das unidades compareceu em frente ao palanque presidencial para oferecer um diploma de homenagem do seu batalhão. Os componentes da unidade de pára-quedistas apresentaram um uniforme novo e colorido.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

A Catedral de Brasília, concebida por Oscar Niemeyer, serrá única, no mundo, pelas suas linhas originalíssimas. Ainda em construção, já desperta o interêsse de todos os visitantes, com sua forma circular, que proporciona a mesma visão de todos os ângulos. Vinte e um montantes compõem a fachada, de quarenta metros de altura. Cimento, aço e placas de vidro refratário, de côr neuttra, se conjugam nesse monumento erguido à fé no Planalto Central.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Até mesmo o Marquês de Pombal falou em levar a Capital para o interior do Brasil. Do século XVIII para cá, outros chefes de Govêrno sonharam com a obra que o Presidente Juscelino Kubitschek afinal realizou em tempo nunca julgado possível. Desde quando o Presidente entrou pela primeira vez no “Catetinho” de madeira, que mundo de problemas e emoções êste país viveum à espera da sua nova Capital! Nesta semana de festas, o Brasil inteiro vive com o Presidente da República as emoções de uma obra que vai enquadrar o País nos seus destinos de grandeza.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Aquêle, sim, foi um grande dia! Diziam que em Brasilia não havia água e ela estava ali.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Mal. Lott. Gen. Nelson de Melo, Min. Meira Lima e outros, com o Presidente, que ouve as primeiras impressões sôbre o local em que a sede do Govêrno seria instalada.


Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Belém – Brasília

Mais de dois mil quilômeros foram rasgados nas selvas.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Quando os tratores e as primeiras levas de operários partiram de Belém com o objetivo de abrir uma estrada em plena selva amazônica, um homem alto e forte centralizava as operações. Dono de uma resistência física fora do comum, Bernardo Sayão foi, durante muito meses, a alma do empreendimento. Um dia, a queda inesperada de uma árvore gigantesca supultou-o sob seus galhos milenares. Hoje, a rodovia, que parecia impossível e concretizou o milagre da integração nacional, leva o nome do seu pioneiro, que foi assassinado pela floresta.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Não houve em Brasília apenas solenidades  oficiais, com programas protocolares. Houve também festas populares em que a alegria comunicativa da juventude representou uma das contribuições mais espontâneas ao Júbilo geral. Garôtas e rapazes de escolas primárias e secundárias tomaram conta da Praça dos Três Podêres, brincando de roda, jogando ola, pulando carniça ou fazendo evolução sob os olhos vigilantes de seus mestres. Um dia que jamais será esquecido.

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

O PRIMEIRO BAILEm

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Revista Manchete - Edição Histórica - 21/04/1960

Revista Manchete – 07 de maio de 1960

Um pouco antes da meia-noite, o Presidente Kubitschek, acompanhado de D. Sarah, começou a subir a grande rampa que dá acesso ao Palácio do Planalto e sôbre a qual se enfileiravam alas dos Dragões da Independência. A obrigatoriedade do uso da casaca foi quebrada por muitos convidados e o ator Leo Carrillo compareceu metido numa fantasia de “cowboy” com apliques dourados. Todos se acercavam da mesa presidencial levantando um brinde, entre político e entusiasta, formado por uma sigla original: “JK 65”

Revista Manchete – 07 de maio de 1960

A recepção no Palácio do Planalto é um acontecimento social que ficará na História do Brasil.

Revista Manchete – 07 de maio de 1960

Revista Manchete – 07 de maio de 1960

Na primeira e histórica reunião do Ministério, o Presidente da República fêz questão de dizer que ali se virava uma página da história, em todos os instantes, a esperança fôra sempre o seu grande valimento.

A Tribuna – Santos – Sexta-feira, 22 de Abril de 1960

Centenas de milhares de brasileiros viram nascer a Capital da República – O toque da alvorada na Praça dosTrês Poderes – “A bandeira que vai tremular nos céus do Brasil simbolizará um país maior”, disse o ser Juscelino Kubitschek – Instalados o Executivo, o Legislativo e o Judiciário – Parada cívico-militar – O povo vibra nas ruas.

A Tribuna – Santos – Sexta-feira, 22 de Abril de 1960

Prece Natalícia a Brasilia

Agora e aqui é a Encruzilhada Tempo-Espaço;

Caminho que vem do Passado e vai ao Futuro;

caminho do Norte, do Sul, do Leste e do Oeste;

caminho de ao longo dos séculos,

caminho de ao longo do mundo:

– agora e aqui todos se cruzam

pelo sinal da Saanta Cruz.

Guilherme de Almeida

Ano I, Dia 1º de Brasília

A Tribuna – Santos – Sexta-feira, 22 de Abril de 1960

A Tribuna – Santos – Quinta-feira, 21 de Abril de 1960

A Tribuna – Santos – Quinta-feira, 21 de Abril de 1960

A Tribuna – Santos – Quinta-feira, 21 de Abril de 1960

A Tribuna – Santos – Quinta-feira, 21 de Abril de 1960

A Tribuna – Santos – Quinta-feira, 21 de Abril de 1960

A Tribuna – Santos – Quinta-feira, 21 de Abril de 1960

A Tribuna – Santos – Quinta-feira, 21 de Abril de 1960

Datas Comemorativas – Dia do Índio

http://genesis.brasilportais.com.br/webroot/img/arquivos/image/giva/dia_do_indio1.JPG

Hoje – 19 de abril – comemora-se o Dia do Índio.

Para acessar as postagens anteriores clique nos links abaixo

Datas comemortivas – Dia do Índio

Datas comemorativas  – Dia do Índio

Dia do Índio

Fonte: Jornal de Saanta Catarina

19 de abril é o Dia Nacional do Índio, lembrado e comemorado em muitas aldeias e reservas indígenas espalhadas em nosso imenso país. Na verdade, o índio brasileiro tem muito pouco a comemorar. Continua lutando pela sua sobrevivência e contra uma política indigenista tacanha e retrógada que mais lhes tem prejudicado do que ajudado.

O seu órgão tutor e responsável, a Funai, continua, como sempre, omissa e inoperante, o que tem permitido aos índios cometer verdadeiras estripulias, como aconteceu aqui na reserva de José Boiteux. Mas em todo Brasil não tem sido diferente. Apesar de pouco produzir, querem a ampliação de suas reservas. Os índios no Brasil são representados por 215 etnias e habitam 606 áreas em vários Estados, correspondente a 12,5% do território nacional, o que equivale a um milhão de metros quadrados de terras. Uma área maior do que Alemanha, França e Itália juntas.

Apesar dos problemas que se registram em áreas indígenas, não se consegue uma explicação plausível para o crescimento espetacular da população indígena no Brasil nesses últimos tempos. Os censos demográficos do IBGE de 1991 a 2000 indicaram que mais de 10% da população brasileira se declararam indígenas, aumentando de 294 mil para 734 mil o número de índios. Consta que a atração maior é o fato de poderem se transferir para uma reserva, onde passam a viver sob a lei do índio, não pagam aluguel, água, luz, ganhando moradia, comida, assistência médica e terra para trabalhar, se quiserem. A demarcação de terras para aumentar as reservas é outra grande atração, pois consta que na Região Amazônica os índios estão concretizando a conquista de imensas e riquíssimas áreas.

Quanto a Reserva Duque de Caxias, em José Boiteux, depois que o Supremo Tribunal Federal proibiu a demarcação de novas terras, os índios sossegaram e deixaram de praticar desordem fora da reserva, principalmente depois também que a Justiça passou a tratar com o rigor necessário certos procedimentos incorretos de membros da sua liderança.

Pelo menos contra a estrutura da Barragem Norte não praticaram mais nenhum ato de vandalismo. Hoje, a reserva abriga 1,8 mil indígenas que vivem nas sete aldeias: Toldo (20), Palmeiras (420), Pavão (116), Bugin (399), Coqueiros (315), Figueiras (286) e Sede (261). Trinta por cento dos que residem na Reserva são brancos que se declararam índios.

Em algumas delas, o Dia do Índio será comemorado.

ÁLVARO CORREIA|Ex-parlamentar



Mais ideias

Fonte: Para Compartilhar e Refletir

Índio articulado



África do Sul – Bom momento para conhecer sua cultura

Os babuínos são comuns na Cidado do Cabo.

Neste ano de Copa do Mundo onde a mesma será realizada na África do Sul, não vejo momento mais propício para se trabalhar com os alunos a cultura deste povo.

Eles que ainda sofrem as consequências do Apartheid, em razão da sua desigualdade cultural, é interessante saber que sua cultura sofre influência de muitas etnias e que eles têm 11 idiomas oficiais.

Excelente tema para se realizar trabalhos interdisciplinares.

A Globo News está realizando uma série sobre a África do Sul com 6 episódios o qual o primeiro pode ser visto na íntegra através deste vídeo sem interrupções.

Também podem trabalhar as informações que não foram utilizadas no vídeo mas que enriquecerão e muito com a partilha das experiências e tudo o que foi observado e vivido pelos repórteres no tempo que lá estiveram, acessando o blog Expedição África do Sul – o país da Copa.

Foto NelsonMandelaBay.gov.za

Nelson Mandela Stadium

Acessando este site vocês terão acesso ao  Guia Geográfico que mostra com detalhes as oito províncias e nove cidades que acolherão os jogos de 11 de junho a 11 de julho de 2010.

Vocês também  poderão utilizar o post que fiz A Escola e a Copa do Mundo para robustecer ainda mais o conteúdo.

Golpe Militar no Brasil

Fonte: Portal São Francisco

Movimento político-militar deflagrado em 31 de março de 1964 com o objetivo de depor o governo do presidente João Goulart. Sua vitória acarretou profundas modificações na organização política do país, bem como na vida econômica e social. Todos os cinco presidentes militares que se sucederam desde então declararam-se herdeiros e continuadores da Revolução de 1964.

Estende-se até o final do processo de abertura política, em 1985. É marcado por autoritarismo, supressão dos direitos constitucionais, perseguição policial e militar, prisão e tortura dos opositores e pela censura prévia aos meios de comunicação. O golpe

A crise político-institucional da qual nasce o regime militar começa com a renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961. Agrava-se durante a administração João Goulart (1961-1964), com a radicalização populista do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e de várias organizações de esquerda e com a reação da direita conservadora. Goulart tenta mobilizar as massas trabalhadoras em torno das reformas de base, que alterariam as relações econômicas e sociais no país.

Isso leva o empresariado, parte da Igreja Católica, a oficialidade militar e os partidos de oposição, liderados pela União Democrática Nacional (UDN) e pelo Partido Social Democrático (PSD), a denunciar a preparação de um golpe comunista, com a participação do presidente. Além disso, responsabilizam-no pela carestia e pelo desabastecimento.

No dia 13 de março de 1964, o governo promove grande comício em frente da estação ferroviária Central do Brasil, no Rio de Janeiro, em favor das reformas de base. Os conservadores reagem com uma manifestação em São Paulo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 19 de março. A tensão cresce. No dia 31 de março, tropas saídas de Minas Gerais e São Paulo avançam sobre o Rio, onde o governo federal conta com o apoio de setores importantes da oficialidade e das Forças Armadas. Para evitar a guerra civil, Goulart abandona o país e refugia-se no Uruguai.

No dia 1º de abril, o Congresso Nacional declara a vacância da Presidência. Os comandantes militares assumem o poder. Em 9 de abril é decretado o Ato Institucional Nº 1 (AI-1), que cassa mandatos e suspende a imunidade parlamentar, a vitaliciedade dos magistrados, a estabilidade dos funcionários públicos e outros direitos constitucionais.

GOVERNO CASTELLO BRANCO (1964-1967)

O general Castello Branco é eleito pelo Congresso Nacional presidente da República em 15 de abril de 1964. Declara-se comprometido com a defesa da democracia, mas logo adota posição autoritária. Decreta três atos institucionais, dissolve os partidos políticos e estabelece eleições indiretas para presidente e governadores. Cassa mandatos de parlamentares federais e estaduais, suspende os direitos políticos de centenas de cidadãos, intervém em quase 70% de sindicatos e federações de trabalhadores e demite funcionários. Institui o bipartidarismo com a Aliança Renovadora Nacional (Arena), de situação, e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), de oposição. Cria o Serviço Nacional de Informações (SNI), que funciona como polícia política. Em janeiro de 1967, o governo impõe ao Congresso a aprovação da nova Constituição que incorpora a legislação excepcional e institucionaliza a ditadura.

GOVERNO COSTA E SILVA (1967-1969)

Ministro do Exército de Castello Branco, o general Arthur da Costa e Silva assume a Presidência em 1967, também eleito indiretamente pelo Congresso Nacional. Em seu governo cresce a oposição à ditadura. Em meados de 1968, a União Nacional dos Estudantes (UNE) promove no Rio de Janeiro a Passeata dos Cem Mil. Ao mesmo tempo ocorrem greves operárias em Contagem (MG) e Osasco (SP). Grupos radicais de esquerda começam a organizar-se para a guerrilha urbana e promovem os primeiros assaltos a bancos para obter fundos.

O governo é pressionado pelos militares da linha dura, que defendem a retomada das ações repressivas no plano político, institucional e policial. Em 17 de abril de 1968, 68 municípios (incluindo todas as capitais) são transformados em zonas de segurança nacional, e seus prefeitos passam a ser nomeados pelo presidente. O deputado Márcio Moreira Alves (MDB/Guanabara), em discurso na Câmara, convoca a população a boicotar a parada militar de 7 de setembro, e o governo pede licença ao Congresso para processá-lo. O Parlamento nega a licença em 12 de dezembro. Na noite de 13 de dezembro, Costa e Silva fecha o Congresso e decreta o Ato Institucional Nº 5 (AI-5). Ao contrário dos anteriores, esse não tem prazo de vigência e dura até 1979. O AI-5 restabelece o poder presidencial de cassar mandatos, suspender direitos políticos, demitir e aposentar juízes e funcionários, acaba com a garantia do habeas-corpus, amplia e endurece a repressão policial e militar. Outros 12 atos institucionais complementares são decretados e passam a constituir o núcleo da legislação do regime.

GOVERNO DA JUNTA MILITAR (31/8/1969-30/10/1969)

Gravemente doente, o presidente é substituído por uma Junta Militar formada pelos ministros Aurélio de Lira Tavares (Exército), Augusto Rademaker (Marinha) e Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica). O vice-presidente, o civil Pedro Aleixo, é impedido de tomar posse. A Aliança de Libertação Nacional (ALN) e o Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), grupos de esquerda, seqüestram no Rio o embaixador norte-americano Charles Elbrick. Ele é trocado por 15 presos políticos mandados para o México. Os militares respondem com a decretação da Lei de Segurança Nacional (18 de setembro) e com a Emenda Constitucional No 1 (17 de outubro), que na prática é uma nova Constituição, com a figura do banimento do território nacional e a pena de morte nos casos de “guerra psicológica adversa, ou revolucionária, ou subversiva”. Ainda no final de 1969, o líder da ALN, Carlos Mariguella, é morto em São Paulo pelas forças da repressão.

GOVERNO MEDICI (1969-1974)

O general Emílio Garrastazu Medici, escolhido pela Junta Militar para ser o novo presidente, comanda o mais duro governo da ditadura, no período conhecido como os anos de chumbo. A luta armada intensifica-se e a repressão policial-militar cresce ainda mais. Ela é acompanhada de severa censura a imprensa, espetáculos, livros, músicas etc., atingindo políticos, artistas, editores, professores, estudantes, advogados, sindicalistas, intelectuais e religiosos. Espalham-se pelo país os centros de tortura do regime, ligados ao Destacamento de Operações e Informações e ao Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). A guerrilha urbana cede terreno rapidamente nas capitais, tenta afirmar-se no interior do país, como no Araguaia, mas acaba enfraquecida e derrotada.

O endurecimento político é respaldado pelo milagre econômico, que vai de 1969 a 1973. O produto interno bruto (PIB) cresce a quase 12% ao ano, e a inflação média anual não ultrapassa 18%. O Estado arrecada mais, faz grandes empréstimos e atrai investimentos externos para projetos de grande porte no setor industrial, agropecuário, mineral e de infra-estrutura. Alguns desses projetos, por seu custo e impacto, são chamados de faraônicos, como a construção da rodovia Transamazônica e da Ponte Rio-Niterói.

GOVERNO GEISEL (1974-1979)

O general Ernesto Geisel enfrenta dificuldades que marcam o fim do milagre econômico e ameaçam a estabilidadeo Regime Militar. A crise internacional do petróleo contribui para uma recessão mundial e o aumento das taxas de juro, além de reduzir muito o crédito, põe a dívida externa brasileira em um patamar crítico. O presidente anuncia então a abertura política lenta, gradual e segura e nos bastidores procura afastar os militares da linha dura, encastelados nos órgãos de repressão e nos comandos militares. A oposição se fortalece e nas eleições de novembro de 1974, o MDB conquista 59% dos votos para o Senado, 48% para a Câmara dos Deputados e ganha em 79 das 90 cidades com mais de 100 mil habitantes. A censura à imprensa é suspensa em 1975. A linha dura resiste à liberalização e desencadeia uma onda repressiva contra militantes e simpatizantes do clandestino Partido Comunista Brasileiro (PCB). Em outubro de 1975, o jornalista Vladimir Herzog é assassinado em uma cela do DOI-Codi do 2º Exército, em São Paulo. Em janeiro de 1976, o operário Manuel Fiel Filho é morto em circunstâncias semelhantes.

O MDB vence novamente as eleições no final de 1976. Em abril de 1977, o governo coloca o Congresso em recesso e baixa o “pacote de abril”. As regras eleitorais são modificadas de modo a garantir maioria parlamentar à Arena, o mandato presidencial passa de cinco para seis anos e é criada a figura do senador biônico, eleito indiretamente pelas Assembléias Legislativas estaduais. Em 1978, Geisel envia ao Congresso emenda constitucional que acaba com o AI-5 e restaura o habeas-corpus. Com isso abre caminho para a normalização do país. No final do ano, o MDB volta a ganhar as eleições.

GOVERNO FIGUEIREDO (1979-1985)

O crescimento da oposição nas eleições de 1978 acelera a abertura política. O general João Baptista Figueiredo concede a anistia aos acusados ou condenados por crimes políticos. O processo, porém, é perturbado pela linha dura. Figuras ligadas à Igreja Católica são seqüestradas e cartas-bomba explodem nas sedes de instituições democráticas, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O episódio mais grave é um malsucedido atentado terrorista promovido por militares no centro de convenções do Riocentro, no Rio, em 30 de abril de 1981.

Em dezembro de 1979, o governo modifica a legislação partidária e eleitoral e restabelece o pluripartidarismo. A Arena transforma-se no Partido Democrático Social (PDS), e o MDB acrescenta a palavra partido à sigla, tornando-se o PMDB. Outras agremiações são criadas, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Democrático Trabalhista (PDT), de esquerda, e o Partido Popular (PP), de centro-direita.

Redemocratização

A crise econômica se aprofunda e mergulha o Brasil na inflação e na recessão. Crescem os partidos de oposição, fortalecem-se os sindicatos e as entidades de classe. Em 1984, o país mobiliza-se na campanha pelas Diretas Já, que pede eleição direta para a Presidência da República. Mas a emenda é derrotada na Câmara dos Deputados em 25 de abril.

Em 15 de janeiro de 1985, o Colégio Eleitoral escolhe o candidato Tancredo Neves como novo presidente da República. Ele integra a Aliança Democrática – a frente de oposição formada pelo PMDB e pela Frente Liberal, dissidência do PDS. A eleição marca o fim da ditadura militar, mas o processo de redemocratização só se completa em 1988, no governo José Sarney, com a promulgação da nova Constituição.

Fonte: www.unificado.com.br

LEIS AS POSTAGENS ANTERIORIES DO GOLPE MILITAR

O CARNAVAL NA IDADE MÉDIA – A FESTA DOS LOUCOS

Segue uma coletânea de informações sobre o Carnaval na Idade Média, para ser usado com alunos do ensino fundamental e Médio. O texto trata da Festa dos loucos.

Fonte:Brasil: História e Ensino

Para garantir a expansão do Cristianismo durante os últimos séculos de existência do Império Romano e na Idade Média, a Igreja foi forçada a consentir com a prática de certos costumes pagãos. O Carnaval acabou sendo permitido, o que serviu como “válvula de escape” diante das exigências impostas aos medievos no período da Quaresma.

Na Idade Média, o Carnaval passou a ser chamado de “Festa dos Loucos”, pois o folião perdia completamente sua identidade cristã e se apegava aos costumes pagãos. Na “Festa dos Loucos”, tudo passava a ser permitido, todos os constrangimentos sociais e religiosos eram abolidos. Disfarçados com fantasias que preservavam o anonimato, os “cristãos não-convertidos” se entregavam a várias licenciosidades, que eram, geralmente, associadas à veneração aos deuses pagãos.

Promovidas pelo baixo clero, são testemunhadas desde o final do século XII até ao do século XVI. Nelas se elegia, entre os subdiáconos, e a exemplo das Saturnais e dos vários reis carnavalescos, um “dominus festi”, um soberano da festa, vulgarmente designado como “Bispo” e, por vezes, “Papa dos Loucos”, o qual assumia toda a autoridade durante o período dos festejos.

“Padres e clérigos podem ver-se usando máscaras e aparências monstruosas nas horas do ofício. Dançam no coro vestidos de mulheres, lacaios ou menestréis. Cantam canções licenciosas. Comem chouriços pretos no altar enquanto o oficiante diz a missa. Jogam aí aos dados. Incensam com um fumo fétido procedente da sola de sapatos velhos. Correm e pulam pela igreja, sem corar da sua vergonha. Viajam finalmente pela cidade e seus teatros em miseráveis carruagens e carroças; e suscitam o riso dos seus companheiros e circunstantes através de representações infames, com trejeitos indecentes e versos torpes e libertinos” .

No Carnaval medieval vivia-se uma vida ao contrário. A vida oficial – religiosa, cristã, casta, disciplinada, reservada, etc. – era trocada pela vida não-oficial – a pagã e carnal. O sagrado que regulamentava a vida das pessoas era profanado e as pessoas passavam a ver o mundo numa perspectiva carnavalesca, ou seja, liberada dos medos e da ética cristã.

É importante ressaltar que as manifestações carnavalescas da Idade Média eram fundamentalmente vividas, não meramente assistidas por um público. Por isso o Carnaval deste período não é compreendido como um espetáculo, mas antes como uma manifestação. Essa manifestação acontecia em um espaço onde era criado um segundo mundo regido pela lei da liberdade, um mundo entre a vida e a arte.

O Carnaval era uma segunda vida, baseada no riso e na festa. Nas festividades carnavalescas, as pessoas burlavam a vida oficial, com suas hierarquias, tabus, valores políticos ou morais.

ma figura que se destacava na Festa dos Loucos era o Bufão. O bufão é uma figura característica da Idade Média e início do renascimento. Não se tratava de personagens que se vestiam como artistas para fazer números. Era uma postura de vida, pessoas com grande veia cômica que assumiam este estado e continuavam a ser bufões em todas as instâncias da vida cotidiana.

Os bufões e bobos são personagens características da cultura cômica da Idade Média. Os bufões e bobos não eram atores que desempenhavam seu papel no palco. Situavam-se entre a vida e a arte A loucura no bufão era uma paródia do espírito oficial, convencional.

Na Quaresma, todos os cristãos eram convocados a penitências e à abstinência de carne por 40 dias, da quarta-feira de cinza até as vésperas da páscoa. Para compensar esse período de suplício, a Igreja fez “vistas grossas” às três noites de carnaval.

Com a chegada da Idade Moderna, a “Festa dos Loucos” se espalhou pelo mundo afora, chegando ao Brasil, ao que tudo indica, no início do século XVII. Trazido pelos portugueses, o ENTRUDO – nome dado ao carnaval no Brasil – se transformaria na maior manifestação popular do mundo e, por tabela, numa das maiores adorações aos deuses pagãos do planeta.

SUGESTÕES DE ATIVIDADES

1. Leia o texto com os alunos, fazendo uma analogia entre o Carnaval que temos hoje e aquele que existia na Idade Média.
2. Fale sobre a constante vigilância da Igreja sobre a sociedade e os limites que esta vigilância possuía. Discuta o significado da expressão “válvula de escape”, usado no texto.
3. Peça que os alunos identifiquem as permanências, os costumes que permaneceram presentes na celebração do Carnaval até os dias de hoje.
4. Ilustre a Festa dos Loucos com trechos do filme da Disney “O Corcunda de Notre Dame”
5. Peça aos alunos que destaquem do texto as palavras desconhecidas e busquem seu significado no dicionário, ressaltando a importância de se ampliar o vocabulário através da leitura de textos.

FONTES:
BORGES, Paulo Alexandre. Da loucura da cruz à festa dos loucos: loucura, saedoria e santidade no cristianismo (2001) Dsiponível em: http://religioes.no.sapo.pt/pborges2.html, acesso em 15/02/2010.

CARNEIRO, Eduardo de Araújo, CARNEIRO, Egina Carli de Araújo Rodrigues. Carnaval: de culto pagão à festa popular. Disponível em: http://www.duplipensar.net/artigos/2007s1/historia-do-carnaval-de-culto-pagao-festa-popular.html, acesos em 15/02/2010.

PADILHA, Pricila Genara. Carnavalização e Liminaridade: o bufão como ente-liminal. Revista Gambiarra. Disponível em http://www.uff.br/gambiarra/artigos/0002_2009/teatro/Genara/, acesso em 15/02/2010.

Datas comemorativas – Dia da Bandeira

Para ver as postagens anteriores sobre o DIA DA BANDEIRA clique AQUI

DIA DA BANDEIRA

Fonte: Projetos Pedagógicos

Fonte: Geoprofessora

Fonte Smart Kids

Um pouco da história da nossa Bandeira

Fonte: Ponderações

* Quando surgiu:
A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto no 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório
* Quem foram os responsáveis pela sua criação:
A idéia da nova Bandeira do Brasil deve-se ao professor Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil. Com ele colaboraram o Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi executado pelo pintor Décio Vilares.
* As cores:
As cores verde e amarelo estão associadas à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador D. Pedro I, e à casa real dos Habsburg, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina
* Círculo interno azul:
Corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889.
* As estrelas:
o Cada estrela representa um estado da federação
o Todas as estrelas t&êm 5 pontas
o As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas. Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na Bandeira.
* A faixa branca:
Embora alguns digam que esta faixa representa a eclíptica, ou o equador celeste ou o zodíaco, na verdade a faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema “Ordem e Progresso”. Ela não tem qualquer relação com definições astronômicas.
* O lema “Ordem e Progresso”:
É atribuído ao filósofo positivista francês Augusto Comte, que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes.
* Quando foi modificada:
o Foi modificada pela Lei no 5443 (Anexo no 1) de 28 de maio de 1968
o Foi modificada pela Lei no 5700 de 1 de setembro de 1971
o Foi modificada pela Lei no 8421 de 11 de maio de 1992

Você conhece a legislação que rege a forma e o uso da Bandeira do Brasil?

A forma e o uso das bandeiras nacionais é, em geral, regido por regras bastante severas. As suas dimensões, sua forma, suas cores, enfim toda a sua geometria, é regulamentada por alguma lei. No caso da Bandeira do Brasil, é a lei no 5700 de 1 de setembro de 1971 que “dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais”.
Note que esta lei fala dos “símbolos nacionais” ou seja, ela rege o uso e as formas da bandeira, hino, armas e selo nacionais.
Segundo a lei 5700, seção II, temos:
SEÇÃO II – Da Bandeira Nacional
Art. 3o
§ 1o – As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. [Parágrafo alterado pela Lei 8421, de 11/05/1992]
§ 2o – Os novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõem o aspecto celeste referido no parágrafo anterior, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul da Bandeira Nacional sem afetar a disposição estética original constante do desenho proposto pelo Decreto no 4, de 19 de novembro de 1889 [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992]
§ 3o – Serão suprimidas da Bandeira Nacional as estrelas correspondentes aos Estados extintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado, em qualquer caso, o disposto na parte final do parágrafo anterior. [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992]

Hino à Bandeira

Fonte: Quiosque azul

O contato e o respeito ao símbolo nacional propiciam o desenvolvimento da cidadania infantil.

Fonte: Cantinho Alternativo