Educação: Mitos X Fatos debate sobre vários tópicos na sua 3ª Edição

Convite Cybele Meyer

Aconteceu nessa terça-feira, dia 23 de junho, a 3ª edição do seminário Educação: Mitos X Fatos o qual reuniu nomes como André Gravatá, Anna Penido, Sintian Schmitd e Fernando Gabeira com a mediação de Maria Beltrão para debater sobre os seguintes temas: “O jovem não se interessa pela escola”; “A família perdeu o controle, o jovem só estuda se quiser” e “As novas tecnologias atrapalham os estudos”.

O grande diferencial desse seminário é que ele dá voz às pessoas. Foram ouvidas mais de 150 pessoas de diferentes cidades dos estados de São Paulo (SP), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) e os depoimentos foram compartilhados com todos os presentes através dos telões.

Cybele Meyer 1

Sobre a primeira questão os jovens entrevistados afirmaram que se interessam sim pela escola e que esperam que ela adote um formato mais dinâmico para que eles possam participar mais ativamente interagindo, colaborando, enfim trabalhando junto com o professor, em parceria, focando em um crescimento mútuo.

Sobre a questão da família muitos opinaram sobre o fato de ela estar perdida e não saber ao certo qual seu papel diante da educação do seu filho. Foi debatido entre os convidados que a parceria família e escola é fundamental para o desenvolvimento integral do aluno, porém é preciso que escola e família se disponibilizem para que essa parceria se torne real e ativa dando, dessa forma, amparo ao aluno e motivando-o a estudar.

Em relação ao fato de as novas tecnologias estarem ativas também na escola foi muito bem abordado, principalmente quando os debatedores afirmaram que ela deve ser somente mais um recurso, que não deve ser destacada e sim usada normalmente, como se usa o lápis e o caderno e como deve também auxiliar o professor em suas atividades.

Um tópico que foi muito bem abordado foi em relação à valorização do professor, e esse tema me interessa e muito uma vez que tenho tratado aqui no blog  através dos posts, também em vídeos e também no Facebook usando a #ValordeSerProfessor sobre a mudança de conceito em relação à valorização da profissão do professor

Cybele Meyer 2Minha amiga, agora não mais virtual pois a conheci pessoalmente no seminário, Sintian Schmitd se manifestou sobre a necessidade de “revolucionar a percepção da valorização do professor”. Nós fazemos parte de um grupo de discussão sobre Educação chamado blogs_educativos há mais de 7 anos e agora tivemos a oportunidade de nos conhecermos pessoalmente, pois eu sou de SP e ela do RS.

O debate foi maravilhoso, assim como as outras duas edições que eu também estive presente, e será transmitido amanhã, sábado, dia 27 de junho às 21 horas na GloboNews. Vale muito a pena acompanhar.

Se você quiser saber mais sobre as escolas que foram visitadas e sobre os jovens que estiveram engajados acesse essa matéria publicada ontem pela GloboEducação: “Globo realiza 3ª edição de seminário sobre mitos da educação brasileira”.

Será que a solução é analfabetizar os alfabetizados?

Contrarreforma

Surpresos com a minha pergunta? Pois ela está embasada no que estão querendo fazer com o nosso idioma, com o nosso patrimônio cultural. O idioma e a Bandeira são a identidade de um país.

A minha manifestação está pautada na proposta de “Contrarreforma” do nosso idioma, o qual você pode ler AQUI, e que com tais argumentos, adiaram a entrada em vigor do Novo Acordo Ortográfico para 31 de dezembro de 2015, por meio de decreto, cuja “Comissão de Educação do Senado criou um grupo de trabalho para simplificar e aperfeiçoar o acordo ortográfico” com o objetivo de “facilitar as normas para reduzir o analfabetismo”.

Um dos grandes argumentos é que com esta “contrarreforma” se irá reduzir de 400 para 100 horas o tempo de aulas de Português nos Ensinos Fundamental e Médio.  É sabido da luta dos profissionais da Educação para que todas as escolas passem a ser em tempo integral proporcionando dedicação exclusiva dos alunos ao estudo.  Já conseguimos que muitas escolas se tornassem assim, e agora vamos minimizar o tempo destinado ao ensino do nosso idioma em prol da, segundo este “jeitinho brasileiro”, erradicação do analfabetismo!

Minha geração foi às ruas lutar contra a Ditadura e, entre muitas reivindicações, destacou a não valorização da Educação. Hoje vejo que pior do que não valorizar a Educação é ridicularizar a Educação aniquilando a língua mãe.

Segundo a proposta o “j” deixa de se chamar jota e passa a se chamar “ge” e o “g” passa a se chamar “gue”. Diante disso passaremos a escrever “jente” e “gerra”. O “h” inicial será abolido e omem, dentre outras, se escreverá desta forma. Toda palavra que tem o som de “z” será escrita com a referida letra: ezame, caza…, afinal a mudança está embasada na fonologia e por isso passa a escrever da forma como fala. As palavras com o som “chiado” do “ch” passam a ser escritas assim: xave, xinelo, xuveiro…

E não são somente estas as mudanças. Têm muito mais!

Agora entenderam por que iniciei esta conversa perguntando se a melhor solução é analfabetizar os alfabetizados?

Caso seja aprovada a contrarreforma, poderemos nos mobilizar através do “Feicibuk” e instituir o Dia Nacional da Queima dos Livros Impressos, que através de suas páginas tirânicas acolheram durante séculos as normas linguísticas oriundas das influências indígenas-africanas-europeias responsáveis pelo analfabetismo do povo “brazileiro”.

Com base nesta práxis as 300 horas que estão sobrando em razão da diminuição das horas na grade de Português poderão ser utilizadas, usando o mesmo método, para o brasileiro aprender o inglês, pois além de este idioma ser universal, sempre teve livre circulação no nosso cotidiano. Quem nunca disse que iria ao shopping dar uma mudada no look, comer um hamburguer com suas friends, e depois curtir um movie dando kisses no seu boy?

Usando as mesmas regras da contrarreforma esta frase ficará assim: “kem nunca dise ke iria ao xopim dar uma mudada no luk, comer um amburge com suas frendis, e depois curtir um muvi dando kises no seu boi”.

Com certeza seremos destaque mundial com esta nova didática de aprendizagem, e seremos o único povo 100% alfabetizado em todos os idiomas.

Mas não podemos esquecer que o nosso País conta com rica diversidade cultural que influi diretamente na linguagem popular, marca registrada de cada uma das nossas regiões.  Ao analfabetizarmos os brasileiros da região norte/nordeste, de acordo com a reforma fonológica, as palavras “oito, bonito, escrito” passarão a ser grafadas “oitiu, bunitiu, escritiu”; os mineiros escreverão bunitim, pikininim, xerozim…; o sulista vai tomar liete kiente que faz bem pra jiente; o carioca vai perguntar porrrrrke? Jenti, mais ke orrrorrrr!  e assim por diante.

Brincadeiras à parte, não posso deixar de registrar o quanto admiro esta diversidade que faz com que se identifique a origem do brasileiro em trânsito pelo próprio país. Amo quando vou trabalhar nas diferentes regiões do Brasil e as pessoas me perguntam: Você é do estado de São Paulo, não é? E eu pensava que não tinha sotaque! Mesmo dentro do meu estado, por ter morado em Santos tinha o hábito de pedir média na padaria em vez de pãozinho ou pão francês. Também nunca imaginei que pedir pão de cará fosse uma prática somente do santista. Essa é a riqueza do nosso país! As particularidades de cada local é que fazem com que o Brasil seja tão especial!

Para finalizar quero dizer que ser alfabetizado é muito mais que saber ler e escrever corretamente as palavras. Durante toda a vida vamos ter dúvida sobre a grafia de uma ou outra palavra ou mesmo sobre seu significado, e para isso contamos com a ajuda de diferentes recursos, que ao contrário do que afirma o professor Ernani Pimentel, consultar um dicionário, no meu ponto de vista, nunca foi perda de tempo, muito pelo contrário, é fonte de informação, além de robustecer o vocabulário.

A aprendizagem é um processo contínuo que se dá durante toda a vida não se restringindo somente à escrita e à leitura. O mais importante é despertar no aluno o interesse em aprender a “ler o mundo”, e não estou aqui usando esta sábia frase de Paulo Freire como um bordão. Estou sim afirmando que, quando o aluno consegue ler o mundo em tudo que lê ou escreve, está dando significação ao que está fazendo, e consequentemente está interpretando, concordando, discordando, formando opinião.  Este é o grande diferencial que o torna uma pessoa alfabetizada em constante estado de aprendizagem.

A partir do momento que há a consciência de que ler é muito mais do que recitar palavras e que escrever é muito mais do que reproduzir graficamente os sons das letras, se entende o que é realmente alfabetizar.

Interação entre pais analógicos e filhos digitais #EPB

Como estabelecer uma convivência saudável entre pais analógicos e filhos digitais

Pais e profissionais da educação de todo o País discutem o tema Geração Z: Família e escola na era digital

O ambiente que há pouco tempo era definido pelo trio lápis, papel e lousa passou por uma revolução, e, hoje, vive uma nova era, decorrente da infinidade de possibilidades trazidas pelas tecnologias digitais. Vivemos a época da comunicação instantânea, do jamais sonhado acúmulo de informações, que exige de pais e educadores constante atualização.

A definição sociológica denominada geração “Z” caracteriza-se pelas crianças nascidas na era da internet, inseridas no mundo virtual, nas redes de relacionamento, nos blogs, etc., são os chamados nativos digitais. A educadora Patrícia Konder Lins e Silva, fundadora da Escola Parque, do Rio de Janeiro, marco do ensino liberal no Brasil, explica que a educação está atravessando uma crise de paradigma, devido ao advento das novas tecnologias. “Essas crianças nativas digitais chegam às escolas muito mais informadas do que jamais estiveram. Elas chegam mergulhadas num sistema que, em muitos casos, ainda tem um quê de novidade para os professores”. Por isso, é importante colocar o assunto em pauta e trabalhar de forma que a família, a escola e as tecnologias do Século XXI tenham uma convivência saudável.

Com a missão de ajudar pais, futuros pais e agentes de educadores a formar verdadeiros cidadãos, a Escola de Pais do Brasil (EPB) realiza há 50 anos reuniões nas escolas para discutir assuntos diversos. Em maio, ocorre em São Paulo o 50º Congresso Nacional EPB e, simultaneamente, o 2º Congresso Internacional no Brasil, voltados para a rede pública e privada de educação e para a sociedade em geral. O evento será realizado na Expo Center Norte, em São Paulo, com abertura oficial às 9h, no dia 30 de maio.

A Escola de Pais do Brasil

A EPB é uma organização não governamental, sem fins econômicos, voltada para orientar pais e educadores, assim como educar crianças e adolescentes. O trabalho é voluntário e gratuito, tendo como finalidade aprimorar a formação dos pais, futuros pais, cuidadores e educadores, através da transmissão de conhecimentos básicos de psicologia e de técnicas pedagógicas que favoreçam o relacionamento entre pais e filhos, procurando conscientizá-los da sua responsabilidade e do papel na educação dos filhos, e valorizar e fortalecer a família e, indiretamente, formar as crianças.

A EPB nasceu em 16 de outubro de 1963, em São Paulo. Desde então se acumularam pesquisas, estudos, debates, teses, conferências e palestras, multiplicados em todos os cantos do Brasil – hoje há 84 seccionais, distribuídas em 12 estados. O trabalho de campo é conhecido como Círculos de Debates, que são conduzidos por casais voluntários, que somam cerca de 800 pessoas, orientados por um temário produzido e constantemente revisado pelo Conselho de Educadores.

PROGRAMAÇÃO

29.05.13 – 4ª feira – Palácio dos Bandeirantes

20h00 –  Sessão Solene de Abertura – Composição da Mesa

Hino Nacional Brasileiro – Bradesco e Crianças Surdas

Pronunciamento do Presidente da DEN, Dr. Onildo Alves da Silva

20h15 – Retrospectiva dos 50 anos da EPB – Dr. Ruy de Mathis

21h00 – Pronunciamento do Governador do Estado de São Paulo, Dr. Geraldo Alckmin

21h15 – Ato Cultural – Quarteto de Cordas

22h00 – Coquetel de Boas-Vindas

30.05.13 – 5ª feira – Expo Center Norte – Centro de Convenções

08h00 – Credenciamento

10h00 – Palestra: A Criança e a Família ante as telas digitais: Pesquisa da situação no Brasil e no Mundo – Profª Dra. Brasilina Passarelli – USP

11h00 – Intervalo para café

11h30 – Palestra: Visão Crítica da realidade virtual – Prof. Dr. Gildásio Mendes – PUC – MS

12h30 – Almoço

14h00 – Apresentação das Delegações

14h30 – Palestra: O impacto das novas tecnologias na cultura escolar e familiar – Prof. Dr. José Pacheco – Porto – Portugal

15h30 – Intervalo para café

16h00 – Palestra: Família, Bioética, e Defesa da Vida – Prof. Dr. Leocir Pessini – Centro Universitário Camiliano – São Paulo – SP

17h00 – Debate entre os palestrantes – coordenador Djalma Falcão  –Vice Presidente da DEN .

18h30 – Culto Ecumênico

31.05.13 – 6ª feira

Painel 1 – Coordenadora: Profª Dra. Regina Célia de Mathis

08h30 – Família, Escola e Tecnologias do Século XXI – Profª Dra. Patrícia Konder Lins e Silva – Rio de Janeiro – RJ

09h10 – Apresentação do trabalho da ONG Educar para Crescer – São Paulo – SP

09h50 – Caminhos da Educação e o papel da Escola de Pais – Dr. José Mendo Misael de Souza – Brasília – DF

10h30 – Intervalo para café

11h00  – Debates

12h30 – Almoço

13h30 – Assembléia Geral Ordinária (Associados da EPB)

 Painel 2 – Coordenador: Dr. Nilton Sampaio – Salvador/BA

14h30 – Impacto das transformações sobre as relações intrafamiliares – Profª Dra. Maria Rita D’Ângelo Seixas – São Paulo – SP

15h10 – Educando para a Paz, Solidariedade e Participação – Dra. Maria Tereza Maldonado – Rio de Janeiro – RJ

15h50 –  –”Educação e Autonomia : o uso das tecnologias pelas organizações sociais sem fins econômicos “-  Profª Alais Ávila – C & A – São Paulo – SP

16h30 – Intervalo para café

17h00 – Debates

19h00 – Ato Cultural – pout pourri de músicas brasileiras – Coral da PUC/SP

01.06.13 – sábado

09h00 – Palestra: Política para a Juventude – Prof. Dr. Antônio José Barbosa –UnB- Brasília  DF

10h00 – Intervalo para café

10h30 – CURSOS CONCOMITANTES DE APERFEIÇOAMENTO

  1. Família, Tecnologia e Convivência Democrática – Prof. Dr. Humberto Dantas – São Paulo/SP
  2. Escola e Família educando para uma sociedade plural – Profª Dra. Lídia Weber – Curitiba/PR
  3. Projeto de Vida e perspectivas profissionais na Era Digital – Profª Dra. Sandra Betti – São Paulo/SP
  4. Família, Espiritualidade e Valores Éticos – Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM – São Paulo/SP
  5. A Família e as inovações tecnológicas – Prof. Dr. Célio Alves de Oliveira – Joaçaba/SC
  6. Pais analógicos, Filhos digitais – Como conciliar? – Dr. Djalma Falcão – Salvador/BA
  7.  Família e Neurociência influenciando comportamentos – Prof. Dr. José Luiz Cazarotto – São Paulo/SP
  8. Construindo uma personalidade eticamente responsável  – Profª Dra. Branca Ponce – PUC/SP

12h30 – Almoço

14h15 – Palestra: Sexy Baby Movie: A influência dos pais e como fazer a diferença na vida dos filhos – Dra. Mary Crowley – Presidente da FIEP – Inglaterra

15h00 – Comunicações dos Delegados estrangeiros. Intercâmbio de experiências de outros países sobre os desafios das inovações tecnológicas

16h00 – Escola de Pais do Brasil: Raízes e seu futuro – Dr. Valmor P. Scheibe – Conselho de Educadores da EPB

16h45 – Summing up do 50º Congresso Nacional e 2º Internacional – Prof. Dr. P. Edenio Valle – PUC – SP

17h30 – Solenidade de Encerramento

Composição da Mesa de Encerramento:

Casal Presidente da EPB

Presidente da Federação Internacional – FIEP

Casal Presidente do Conselho de Educadores da EPB

Casal Presidente do Conselho Consultivo da EPB

Casal Presidente do Comitê de Organização do 50º Congresso e 2º Internacional Casal mais antigo da EPB em atividade

Sra. Margarida Lessa Ribeiro, viúva do saudoso Dr. Manuel Lessa Ribeiro, Presidente de Honra da EPB

Pronunciamento do presidente do Conselho de Educadores da EPB – Dr. Ivo Nascimento

Pronunciamento da Presidente da Federação Internacional de Escolas de Pais  – Dra. Mary Crowley

Pronunciamento do Presidente da Escola de Pais do Brasil, Dr. Onildo Alves da Silva

Fundação Lemann e Itaú BBA destinam R$ 1 milhão para financiamento de pesquisas educacionais

Pesquisadores de diferentes áreas são desafiados a propor projetos que respondam à questão: “Como garantir que todos os alunos brasileiros tenham um bom professor todos os dias na sala de aula?”

A Fundação Lemann e o Itaú BBA lançam novo edital de pesquisas para fomentar estudos de qualidade, que possam embasar políticas e iniciativas em educação. Os projetos devem responder ou trazer elementos que ajudem a responder a pergunta: “Como garantir que todos os alunos brasileiros tenham um bom professor todos os dias na sala de aula?“.

Será disponibilizado o valor total de R$1 milhão para financiar de dois a cinco projetos, a depender das propostas recebidas. As propostas poderão ser enviadas até às 18 horas do dia 17 de maio de 2013 para o e-mail edital@fundacaolemann.org.br de acordo com as especificações apresentadas no edital.

Os projetos deverão combinar alto rigor metodológico e aplicabilidade prática, resultando em pesquisas com conclusões e orientações de políticas que se atentem à realidade institucional, aos desafios, riscos e oportunidades de implementação.

A iniciativa do edital nasce da constatação de que embora sejam feitos cada vez mais estudos sobre políticas educacionais, são raras as pesquisas que se destacam tanto pelo uso de metodologias rigorosas como pela compreensão aprofundada da realidade educacional. Também é possível identificar espaço para pesquisas mais inovadoras, que discutam desafios já conhecidos da educação sob novas perspectivas.

Fazem parte do conselho examinador: David Plank, Joane Vilela, Marcos Rangel, Paula Louzano, Priscila Cruz, Regina Scarpa, Reynaldo Fernandes e Ruben Klein.

Para orientar os projetos, são sugeridas as seguintes linhas de pesquisa:

• Carreira Docente: legislação, formação inicial, formação em serviço, formação continuada, estágio probatório, certificação, remuneração, absenteísmo docente e rotatividade;

• Condições de trabalho e clima escolar: carga horária docente, absenteísmo discente, violência nas escolas, funções do professor substituto, gestão escolar, inter-relações entre a equipe escolar, currículo, soluções inovadoras que auxiliam o professor em sala de aula;

• Seleção e alocação de professores: cursos de formação, requisitos para a docência, concursos e seleção de docentes, alocação de professores e atratividade da carreira;

• Qualidade do professor: prática docente, didáticas específicas, avaliação docente, acompanhamento externo, acompanhamento da aprendizagem do aluno.

Os resultados serão divulgados no site da Fundação Lemann (www.fundacaolemann.org.br) até 31 de julho de 2013.

 

Lições do velho professor – Rubem Alves #PapirusEditora

“Um jovem educador pode nos ensinar muitas coisas. Mas o velho professor é aquele que oferece as iguarias: conhecimento com sabor, sabedoria temperada com experiências de vida, humor e uma pitada de livre pensar”. (Livro “Lições do velho professor” – Papirus Editora)

Eu estava emocionada pela oportunidade de estar, mais uma vez, tão perto do grande Mestre Rubem Alves. Eu e minha irmã, Lúcia Meyer, sentamos na primeira fileira para não perdermos nenhuma vírgula.

“Muitas vezes, o conhecimento se origina do vivido. O “olhar crepuscular”, como bem diz Rubem Alves, é mais terno, pois já compreende a multiplicidade de conexões que estão ali, prontas para nascer, a cada gesto, a cada palavra entre mestre e aprendiz”. (Livro “Lições do velho professor” – Papirus Editora)

Tudo estava preparado esperando a chegada do querido Rubem Alves. E então entram os convidados: Carlos R. Brandão, Regis de Morais , ambos amigos de longa data do tão aguardado RUBEM ALVES.

“Neste livro encontra-se um conjunto de textos de diferentes épocas. A fim de apresentar um amplo panorama das ideias do autor, foram reunidas as crônicas que contêm as principais lições do velho (e querido) professor Rubem Alves”. (Livro “Lições do velho professor” – Papirus Editora)

Ao falar com o grande Mestre Rubem Alves lhe dou o meu livro “Inteligências na Prática Educativa” que é recebido com muito carinho e entusiasmo.

No dia seguinte recebo este email do próprio Rubem Alves.

Privilégio inestimável!

Para finalizar quero compartilhar com vocês uma fala do Mestre Rubem Alves, que eu achei incrível, e por esta razão não poderia deixar de registrar aqui.

Tem o audio, mas como a gravação não ficou muito nítida, transcrevi o conteúdo abaixo para que vocês possam acompanhar.

Peço desculpas por alguma falha. Acredito que o essencial esteja registrado.

Os Yanomamis

Os índios Yanomamis,  dentre os costumes que conceituam a sua cultura, estão os rituais antropofágicos.

Eles devoram seus mortos.

Os Yanomamis têm o conceito diferente de cultuar os seus mortos,  e vocês querem se livrar deles, por isso enterram seus mortos  em covas profundas para ficarem longe dos seus narizes e seus olhos para serem comidos pelos vermes.

Mas nós amamos os nossos mortos. Não queremos que sejam mortos. Por isso os devoramos para que ressuscintem de sua morte e continuem a viver no nosso sangue e na nossa carne.

Para os Yanomamis a antroprofagia é um festival morbido cujo objetivo é fazer com que os amados mortos voltem a viver no corpo daqueles que os devoram. Como se o morto fosse o cemitério jardim onde os corpos são sementes.

O Poeta   perguntava: E aquele cadáver que você plantou no seu jardim no passado, já começou a brotar? Será que vai dar frutos este ano?

No ritual eles comem a carne e bebem o sangue do morto para que o morto continue vivo e isto sirva pelo poder do morto.

Na verdade não consigo que vocês comam a carne desse homem e bebam seu sangue.

Você não poderá  definir por não ter sido em si mesmos.

Minha carne é comida de verdade e eu sou bebida de verdade. Quem come a minha carne e bebe do meu sangue dorme constantemente  em mim e eu nele.

Mas nós não entendemos. Mas nós nos esquecemos.

Murilo Mendes , no seu livro “A hora do serrote”, escreveu o seguinte: no tempo em que eu não era antropófogo,  isto é, no tempo em que eu não devorava livros…  E os símbolos não são homens, não contém a substância do próprio sangue do homem. Ele tem um código e diz o simbolo que toca a coisa material gramaticamente transformada tornando-se uma parte que  contém o sentido do sonho.

O trânsito investidor no livro do leitor … é por causa disso que dava o nome de “transubstanciação” transformação da substância.  O pão e o vinho, por conta da manobra, deixam de ser pão e vinho e  tornam-se em carne e o Verbo se faz carne.

Identifico-me com os Yanomamis, minhas escrituras são pedaços de mim que ofereço aos meus amigos para serem devorados. E se vocês me devorarem eu continuarei a viver mesmo depois de morto.

Portanto, estou aqui para pedir que vocês me devorem.

UNO Internacional é destaque no relatório de resultados da Apple #UNOi

O relatório de resultados trimestrais divulgado ontem pela Apple mostrou que a receita da Companhia cresceu acima das expectativas do mercado financeiro, puxada principalmente pelo ótimo desempenho do iPad, que registrou um aumento de 65% nas vendas.

Foram comercializadas 19,5 milhões de unidades nos primeiros três meses de 2013, contra apenas 11,8 milhões em 2012. O Uno Internacional, empresa do Grupo Santillana, pode ser considerado um dos responsáveis por essa alta.

A empresa, parceria da Apple, implantou um projeto educacional inovador em mais de 700 escolas privadas da América Latina. O modelo de ensino conta com o uso de iPads para criar um ambiente digital de aprendizagem.

São mais de 60 mil equipamentos utilizados em escolas de países como México, Colômbia e Argentina, sendo cerca de 17 mil destinados aos professores e alunos brasileiros.

Guest post* Daniela Braga

Leia na íntegra o que o CEO da Apple destacou sobre a importância da parceria com o UNO Internacional para adoção de IPads nas escolas latino-americanas.