Momento da Educação – Como escolher a melhor escola

Você está confusa sobre como escolher a melhor escola para seu filho ou filha?

Assista ao vídeo e saiba o que deve ser priorizado no momento da visita às escolas.

Como escolher a melhor escola

Este ano seu filho irá para a escola e a insegurança em relação a esta nova experiência vai fazer com que você, dentre tantas opções, não saiba como escolher a melhor.

Em primeiro lugar você não precisa ter pressa. Você deve visitar várias escolas. Você deve também verificar se os princípios e valores vivenciados pela escola são semelhantes aos adotados por sua família para que não haja choque de conceitos. É importante também você verificar se a personalidade do seu filho é compatível com a proposta da escola. Se uma criança calma é colocada em uma escola extremamente dinâmica, isso pode vir a interferir negativamente fazendo com que a criança não se sinta confortável, e o inverso também é verdadeiro.

Comece perguntando sobre como são trabalhados os direitos e deveres na escola? Pergunte quais são as regras de convivência? Verifique se há equilíbrio nestas regras? Se há limites?  Pergunte se há uma rotina a ser seguida? E muito importante perguntar como a escola age diante de um mau comportamento do aluno? Verifique se ela coloca-o em situação vexatória ou conversa com ele e o leva à reflexão? Estas respostas ajudarão na formação de opinião sobre ser esta escola a melhor opção para o seu filho ou não! Também é importante saber se a instituição valoriza a parceria família-escola-aluno.  A família tem que atuar ativamente neste processo uma vez que a sua participação é fundamental no desenvolvimento do aluno principalmente na Educação Infantil e nas séries iniciais.

Falando da parceria família-escola é importante ressaltarmos a comunidade. Quando a criança entra na escola a família passa a conviver obrigatoriamente com a comunidade onde a escola está inserida, pois haverá contato com os pais dos coleguinhas, com os colegas dos filhos, eventos realizados dentro ou fora da escola, saídas pedagógicas, aniversários, enfim… Este contato interferirá diretamente no comportamento do filho, pois a gente sabe que existe a diversidade. O filho vai se identificar com algum coleguinha e este coleguinha poderá se tornar amigo do filho e esta amizade poderá acompanha-lo durante toda a vida, o que é muito saudável.

É pertinente também perguntar se a integração na escola é feita como um todo, ou seja, se a gestão trabalha em sintonia com o corpo docente, corpo discente e pessoal do apoio, enfim, com todos que trabalham na escola. É fundamental que na escola todos trabalhem de forma integrada. A partir do momento que os pais passarem a questionar sobre esta prática a chance das escolas priorizarem este procedimento será muito maior.

Para os pais de “primeira viagem”, ou seja, aqueles que estão colocando seu filho ou filha pela primeira vez na escola, eu sugiro que elaborem um Checklist com os tópicos mais relevantes para que não deixem de fora nenhum quesito importante. Você irá encontrar uma série de sugestões para os diferentes níveis escolares em vários sites e blogs da web.

Neste momento gostaria de me deter em outro ponto de igual relevância e que independe da linha pedagógica seguida pela escola escolhida pelos pais.

Trata-se de entrar em contato com o professor e saber dele como ele enxerga a sala de aula e seus alunos. Questionar se ele enxerga cada aluno como sendo único ou ele sempre tem um olhar para a sala de aula como um todo? Ele conhece seus alunos? Ele percebe que cada aluno é um ser “total” e possuidor de uma pluralidade de inteligências?

O professor está com seus canais abertos para entender a linguagem que o aluno fala e falar a linguagem que o aluno entende?

Suas aulas são mescladas pelas comunicações orais, auditivas e cinestésicas? Você sabia de que há estatísticas de que quando simplesmente vemos e ouvimos, sem qualquer interação temos 30% de assimilação e quando vemos, ouvimos e interagimos esta assimilação sobe para 70%. Este resultado confirma o princípio didático de que “Se escuto, esqueço. Se vejo, lembro. Se faço, aprendo”. É claro que não temos os três canais desenvolvidos na mesma intensidade, mas com certeza usamos os três para reter informações e, consequentemente evoluirmos cognitivamente.

Porém, não basta que o professor desenvolva sua aula utilizando várias linguagens se ele não souber a quem atingir. Para isso ele tem que ter um olhar atento para poder identificar na sala de aula quais são os alunos visuais, quais os auditivos e quais os cinestésicos e só então passar a utilizar a linguagem ideal para cada aluno. Este olhar atento abrirá caminho para que o professor possa cada vez mais identificar e desenvolver as inteligências múltiplas.

O professor estabelecendo uma comunicação efetiva com seu aluno a aprendizagem será uma consequência, e com isso haverá um aumento da autoestima e da autoconfiança do aluno fazendo com que ele se desenvolva de forma natural mostrando que há diferentes caminhos para se aprender. Com isso estará levando o aluno a pensar, estará instigando este aluno a descobrir novas formas e novos caminhos, estará proporcionando que este aluno faça escolhas e que reconheça suas inteligências.

O professor abrindo este canal de comunicação com seus alunos estará dando um grande passo no sentido de mudar o autoconceito do aluno quanto este for negativo, tipo “eu não vou acertar, com certeza eu vou errar, eu não vou aprender”, fazendo com que o aluno acredite no seu potencial e reformule o conceito que ele tem de si mesmo. Por isto é tão importante que o professor conheça cada um dos seus alunos bem como os pais dos alunos que agirão da mesma forma em casa trabalhando em parceria.

Livros da autora:

Inteligências na Prática Educativa – Editora IBPEX

Menina Flor – Litteris Editora

O Diário de Juliana – e-Book – Amazon