Utilizando as Mídias na Educação – Entrevista


Agradeço o carinho da Fernanda Tardin editora do blog Utilizando as Mídias na Educação que me entrevistou sobre o uso da tecnologia como mais um recurso para promover a aprendizagem.

Leia a entrevista:

Fernanda Tardin: Em sua opinião os professores atuais estão preparados para utilizar as tecnologias pedagogicamente? Fale um pouco sobre isto.

Cybele Meyer: Incluir a tecnologia como mais um recurso pedagógico para promover a aprendizagem é uma ação relativamente nova o qual não há resultados que possa respaldar o professor. Estamos vivendo um momento histórico. Um momento de mudança de paradigma onde a verticalização do conhecimento está dando lugar ao conhecimento horizontalizado onde alunos e professores caminham rumo ao maior objetivo, a aprendizagem. O professor, de posse dos recursos tecnológicos irá…

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Incluir a tecnologia como mais um recurso pedagógico para promover a aprendizagem é uma ação relativamente nova o qual não há resultados que possa respaldar o professor. Estamos vivendo um momento histórico. Um momento de mudança de paradigma onde a verticalização do conhecimento está dando lugar ao conhecimento horizontalizado onde alunos e professores caminham rumo ao maior objetivo, a aprendizagem. O professor, de posse dos recursos tecnológicos irá propiciar caminhos pedagógicos para que o aluno, nativo digital, transite de forma motivadora como protagonista da sua aprendizagem. Por isto digo que os professores estão se preparando para utilizar as novas tecnologias pedagogicamente e posso afirmar que estão bem dispostos e interessados, pelo menos é isto que sinto nas formações do Projeto UCA – Um Computador por Aluno o qual integro o grupo de formação da USP.


Fernanda Tardin: Como você vê a formação dos novos professores em relação ao uso das tecnologias nas escolas?
Cybele Meyer: A formação de professores para o uso das TIC em sala de aula está sendo bem aceita embora muitas pessoas digam o contrário. Criou-se um “bordão” em torno do professor onde se diz que o aluno, por ser nativo digital, sabe muito mais do que o professor e por esta razão formou-se um “abismo” entre eles. Pois eu acho justamente o contrário. O aluno é sim nativo digital e por esta razão se sente confortável diante da tecnologia, porém o professor tem a didática, que o aluno não tem, e é com a união destes dois saberes que se dará a parceria e consequente aprendizagem. Nas formações de professores são disponibilizadas diferentes possibilidades de uso da tecnologia explorando seu alto potencial e desenvolvendo atividades de ensino-aprendizagem. A ideia  é que para 2011 muitas escolas já integrem ao currículo o desenvolvimento de atividades com uso da tecnologia.

Fernanda Tardin: O que significa ser educador(a) nos dias de hoje?

Cybele Meyer: O Professor é aquele que leva o outro a pensar. Já dizia Descartes “Penso, logo existo”. Para transformar informação em conhecimento e consequente aprendizagem precisa de um mediador que instigue esta transformação através do pensar, e este mediador é o Professor. Só o professor, que tem a didática, promove a aprendizagem de muitos ao mesmo tempo. Professores formam pessoas. A matéria prima do professor é o ser humano. Portanto, a importância do Professor é a mesma sempre, o que varia são os recursos por ele usados. Hoje, posso dizer que vivemos um momento de transição em que a educação está caminhando com o objetivo de promover uma aprendizagem de qualidade para todos. Tarefa difícil dado o tamanho e a diversidade cultural do nosso país, mas estamos neste objetivo.

Fernanda Tardin: Em sua opinião qual é o papel das TIC’s  no processo de ensino-aprendizagem?
Cybele Meyer: O século XXI é o século da tecnologia, portanto não há como a educação caminhar à margem. Os recursos tecnológicos abrem uma gama de opções para que o aluno se sinta motivado para a aprendizagem. Além disso a tecnologia rompe a barreira dos muros da escola possibilitando um “estudar contínuo” esteja o aluno onde estiver. O professor ao utilizar as diferentes mídias instiga o aluno a acessá-las em casa ou no Laboratório de Informática no período em que não está na escola fazendo com que o aluno estude diariamente, desenvolva a linguagem escrita ao registrar seu comentário, forme opinião, estimule a linha de raciocínio e tantas outras habilidades e competências fundamentais para seu desenvolvimento.


Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Cybele Meyer nas páginas:

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pesquisa Escolar – 5 etapas

Acabei de ler na Revista Nova Escola, de Novembro, uma reportagem interessantíssima sobre como planejar uma boa pesquisa escolar. Quais os passos que o professor deve percorrer para organizar uma pesquisa e ajudar seus alunos a produzirem um trabalho de qualidade.

Como a própria revista cita:
“Pedir uma pesquisa sem planejá-la é perda de tempo. Você finge que ensina e a turma finge que aprende.”



Conheça as 5 etapas para realizar uma pesquisa eficiente e produtiva :
  1. Formular um boa pergunta
  2. Indicar fontes seguras aos alunos
  3. Ensinar a interpretar os dados coletados
  4. Orientar a produção escrita das descobertas
  5. Socializar os resultados da investigação
E para complementar assista este vídeo com Pedro Demo.




terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cartilha: Bullying

Passeando pela internet encontrei no site do Dr. Lauro Monteiro, Observatório da Infância, esta cartilha maravilhosa sobre Bullying, muito informativa e esclarecedora.
No site você encontra um riquíssimo acervo de recursos para se informar melhor e trabalhar o tema em sua escola.
Vale a pena muitas visitas!

Professor(a), é só imprimir e utilizar com seus alunos.


Clique AQUI para baixar a cartilha.

Imprima também este TESTE e veja como está o seu conhecimento e o dos seus alunos sobre o tema.

Quer saber mais sobre o assunto? Acesse o site AGORA.


Fonte:
Acessado em 09 de novembro de 2010


Postagem anterior sobre o tema
Vídeos: Bullying

domingo, 7 de novembro de 2010

Filmes na Sala de Aula

Visitando o blog da querida Cybele Meyer encontrei um post maravilhoso intitulado “Filme – Recurso Pedagógico”.

Fonte: Google


Confira abaixo um trecho da postagem com meus grifos:

Filmes são excelentes linguagens e para compreendê-los é preciso muito mais do que assisti-los: é preciso refletir sobre eles.
Eles agem diretamente na sensibilidade das pessoas, portanto sua utilização traz uma resposta imediata e acessível.
É importante discutir principalmente quando o filme aborda temas de relevancia que podem resultar em mudanças atitudinais no dia-a-dia da criança.
É muito importante que os professores após a exibição de um filme, seja no cinema ou na escola, procure dialogar com os alunos sobre o enredo, sua mensagem, pontos que chamaram mais a atenção, cenas que se destacaram e assim por diante. É muito importante que se tenha um diálogo reflexivo e que se chegue a uma formação de opinião.
Deve-se ao escolher um filme que seja levado em consideração a faixa etária, pois assim ficará mais fácil o entendimento e a reflexão.


Acesse a postagem na íntegra AQUI.


Dicas de Sites onde os professores encontram dicas de filmes com resenhas:


sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Jogo dos Meteoritos – Multiplicação

Passeando pelos links da minha relação de favoritos encontrei este jogo.
Uma maneira divertida de colocar a garotada para exercitar a tabuada.
Cálculos mentais e raciocínio rápido.


Clique AQUI para jogar


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Instituto Paramitas – Aprendizagem Baseada em Projetos

Informe-se abaixo sobre este curso que está sendo disponibilizado pelo Instituto Paramitas, gratuitamente, com carga horária de 40h e ainda concorra a um netbook.

sábado, 30 de outubro de 2010

Entrevista com Marise Brandão

Inspirada na experiência de alguns colegas blogueiros,  resolvi criar um espaço, aqui no Utilizando as Mídias na Educação, para entrevistar pessoas que tem experiência sobre o Uso das Tecnologias na Educação.

Minha primeira convidada é a querida Marise Brandão, Orientadora Tecnológica Educacional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, em Barra do Piraí.



Prêmios conquistados por ela:

  • Projeto Meio Ambiente – MEC_UFRRJ – Decanato de Ensino de Graduação Coordenação de Mídias na Educação
  • 2º Lugar no Concurso de Aulas Virtuais – MOODLE MOOT PERÚ Comunidade MOODLE PERÚ  2007 F.A.T.L.A – Universidad Nacional de Trujillo BLOGANDO COM O SABER FORMA GOSTOSA DE APRENDER
  • Educador Inovador Microsoft Brasil 2008- 1º lugar na categoria Educador Inovador
  • I Fórum Latino-Americano de Educadores Inovadores – 1º lugar na categoria Colaboração
  • 4th Annual Worldwide Innovative Teachers Forum – 3º lugar categoria Comunidade
Entrevista realizada através de e-mail.

Fernanda Tardin: Fale um pouco sobre o seu trabalho com blogs na Educação.

Marise Brandão: Venho utilizando blog desde 2003, mas na educação iniciei em 2006 com uma turma do 4º ano e foi maravilhoso.
Trabalhei formas geométricas com meus alunos, depois fomos ao LIE, onde utilizaram o Paint para desenharem as figuras geométricas, salvaram como jpg e depois postaram no blog, eles ficaram muito mais motivados e a criatividade fluiu.
O blog se tornou o mural da turma, onde os seus trabalhos eram socializados e  não eram danificados nem jogados fora.
Durante todo o processo, eles desenvolveram várias habilidades, como: usar o Paint, salvar imagens, criar pastas, navegar na internet, postar no blog. Desde então, não deixei mais de utilizar o blog com minhas turmas.
Fernanda Tardin: Por que tantos professores ainda não utilizam o blog como recurso e estratégia pedagógicos? Quais as principais dificuldades?

Marise Brandão: Alguns não conhecem blog, outros não  tem noção do uso pedagógico do mesmo.
Muitas vezes o professor quer trabalhar, mas a escola não apresenta uma infraestrutura para dar suporte a este professor.
Outro detalhe que venho percebendo, é que existem muitos cursos de criação de blog, mas é raro o que introduz nestes cursos uma orientação de metodologias para seu uso pedagogicamente.
Então creio que quando entenderem para que e porque desenvolver o blog com suas turmas, teremos um quantitativo bem maior utilizando o blog na educação.
Fernanda Tardin: Quais os benefícios que o uso do blog pode trazer ao processo de ensino-aprendizagem?

Marise Brandão: São inúmeros, podemos citar o desenvolvimento da criatividade, a motivação para buscarem a construção do conhecimento, como também o desenvolvimento de várias habilidades e competências.
Quando o professor trabalha com blog com sua turma, são desenvolvidos vários processos, tais como:
  • Perceber, onde os alunos buscam e organizam todos os dados;
  • Comunicar, pois durante todo o processo eles trocam experiências, socializam suas ideias;
  • Relacionar, existe a colaboração, a interação e cooperação para o desenvolvimento;
  • Decidir, momento em que estabelecem as prioridades da publicação;
  • Criar,  onde eles criam a partir de suas ideais, buscam novas abordagens;
  • Avaliar, cada um avalia seus avanços, percebendo os processos criativos.

Fernanda Tardin: O que você diria aos professores que estão pensando em criar um blog?


Marise Brandão: Fazer um blog não é difícil, trabalhar com ele também não, então não percam mais tempo pensando.
É muito bom ver que seus alunos aprenderam, entenderam mesmo, que apresentaram novas possibilidades sobre o conteúdo que você trabalhou com eles.
Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Marise Brandão e seus blogs AQUI.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Prevenção do Cansaço – Exercícios e Dicas

Hoje em dia, com o uso das tecnologias se ampliando cada vez mais, às vezes, passamos muito tempo em frente ao computador. E durante esse tempo esquecemos de observar nossa postura, mas depois temos que conviver com as dores nas costas, nos ombros, nos pulsos, etc.

Encontrei no site da Cambitolândia animações de alguns exercícios de alongamento e relaxamento, muito interessantes e necessários.


Dê uma passada por lá para conferir!
Basta alguns minutinhos para se exercitar.

Clique AQUI e experimente!

domingo, 24 de outubro de 2010

Apresentações de Slides Digitais

Visitando o Baú de Informática de Ivanise Meyer, encontrei uma postagem sobre Slides Digitais que me levou ao Texto “Uso pedagógico de apresentações de slides digitais” no Professor Digital, onde o Professor JC faz uma reflexão bem interessante sobre “velhas” e “novas” tecnologias.

Acesse o texto na íntegra AQUI.

Destacaria os seguintes tópicos:

  • Por que o professor deveria se interessar por apresentações de slides digitais (feitas em computador)?
  • Requisitos pedagógicos para uma boa apresentação de slides digital
  • Aspectos técnicos de uma boa apresentação
Professor(a) não deixe de conferir as dicas e deixe suas apresentações ainda melhores!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Vídeo: Estudantes de Hoje

A Orientadora Tecnológica Educacional Marise Brandão, em uma entrevista a revistapontocom sugeriu que: “Todo professor deveria assistir este vídeo antes de se negar a usar as TICs com seus alunos”.

Vale a pena assistir!


Gostaria muito de saber o que você achou do vídeo.
Deixe um comentário! É rapidinho!


Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=PKzyGW-FIBw&feature=player_embedded

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Querido(a) Professor(a)!

Aos meus queridos amigos e visitantes professores apaixonados, minha homenagem ao
“Dia do Professor”.
Professor apaixonado é aquele que transmite muito mais que um conteúdo, ensina através dos seus atos, das suas palavras, dos seus gestos, conquista, cativa, envolve, demonstra para todos que ama o que faz apesar dos problemas e dos desafios.

sábado, 9 de outubro de 2010

Jogo: Letroca

Já conheço e utilizo o jogo Letroca há bastante tempo, mas percebi que ainda não o tinha postado aqui no blog. Então minha postagem de hoje é referente a ele.

O objetivo do jogo é usar as letras disponíveis para formar palavras.
Quanto mais palavras formar, mais pontos ganha.
Clique AQUI para jogar
A atividade além de desenvolver o raciocínio também irá proporcionar uma oportunidade de conhecer novas palavras e aperfeiçoar a grafia de outras.

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Para Refletir

“As velozes transformações tecnológicas da atualidade impõem novos ritmos e dimensões à tarefa de ensinar e aprender. É preciso que se esteja em permanente estado de aprendizagem e de adaptação ao novo.”

Vani Kenski

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Postagens Populares

Prêmio Aprendizagem Baseada em Projetos

Professor, você já pensou na oportunidade de compartilhar aquele Projeto que você criou e ainda  ganhar um notebook?

Pois então saiba que esta oportunidade chegou.

A Intel está lançando uma nova série de cursos na web para auxiliar professores a desenvolver melhor a aprendizagem dos seus alunos com o auxílio de projetos tecnologias. O primeiro curso desta série de cursos é o “Aprendizagem Baseada em Projetos”. O curso tem carga horária de 40hs para os educadores que realizarem o curso e elaborarem o Plano de Ação proposto, que precisa ser publicado ao final do curso.

Neste curso é possível explorar características e benefícios da Aprendizagem por meio de Projetos usando cenários de sala de aula reais. Dentre os assuntos abordados nos módulos destacamos:

  • Visão geral de projetos,
  • Concepção de projetos,
  • Avaliação,
  • Planejamento de projeto,
  • Orientação de aprendizagem.

O curso oferece oportunidades de aplicar os conceitos adquiridos em Planos de Ação reais.

O Instituto Paramitas está oferecendo este curso gratuitamente.

MATRICULE-SE agora mesmo!

Saiba quais as VANTAGENS do curso clicando aqui

E aproveite para participar do Fórum de Discussão clicando aqui

Palavras ao Vento é parceira na “Aprendizagem Baseada em Projetos”;

Web Educacional também está conosco;

Minha Caixa Mágica adorou a ideia do curso;

Eu amo a Educação Infantil já divulgou o curso;

Blog da Ti esta divulgando o curso;

Ideias em Arte-Educação também está conosco na divulgação;

Informática Educativa está divulgando o curso

RioEduca.net está conosco na divulgadação do curso

Alfabetização Mágica – Mais uma colaboradora

Educação Central Blogs divulgando conosco

Professor Ivanilson também está conosco

Educação em Pauta está divulgando o curso

Este Blog é Minha Rua está nos apoiando na divulgação do curso

Professora Maira Miranda está divulgando o curso

Aprender & Cia está conosco na divulgação do curso

Supervisão de Tecnologias Educacionais do Estado do Maranhão está conosco na divulgação do curso

Ensinante e Aprendente está colaborando na divulgação

Ensinando e Aprendendo com as TIC está conosco na divulgação

Creche Santa Terezinha publico sobre o curso

Algoritmus está divulgando o curso

Utilizando as Mídias na Educação está conosco na divulgação

Eterno Aprendiz está na divulgação

Avaliação – A bruxa ou a fada da Educação?

O final do ano está ai e com ele a possibilidade de reprovação de alguns alunos.
Onde será que mora o problema?
Será que a falha está na Avaliação?
Então pergunto: – Qual o principal motivo da avaliação?
Você pode me dar inúmeras respostas como:
• Maneira de verificar se o aluno sabe a matéria
• Perceber quais as principais dúvidas
• Saber se o aluno estudou em casa
• Saber se o aluno prestou a atenção na sala de aula, etc.

Analisando estas alegações só posso dizer: Não seria melhor verificar todos estes pontos diariamente? Em sala de aula? Por que deixar para verificar somente na prova?

A Avaliação não pode, de forma alguma, ter um fim em si mesma. Ela é uma ferramenta que não precisa ser usada, necessariamente, ao final de cada bimestre.

O ideal é que a Avaliação aconteça diariamente, pois a aprendizagem se dá com a interligação dos conhecimentos. Se o aluno ficou com dúvida em um determinado conceito, não conseguirá acompanhar com desenvoltura os demais que estão ligados a este não entendido. A Avaliação deve ser mais uma ferramenta para que se dê a construção do conhecimento e não uma forma de punição. Quando menciono punição estou me referindo àqueles docentes que diante de um comportamento mais saliente dos alunos, os pune com uma prova surpresa confundindo disciplina com processo cognitivo.

Como já mencionei em outro artigo sobre as diferentes linguagens o aluno nem sempre consegue expressar o que sabe numa prova de múltipla escolha ou de perguntas e respostas ou mesmo numa prova dissertativa. A avaliação deverá ocorrer em diferentes locais e situações, inclusive práticas, podendo assim, o aluno, expressar o conhecimento adquirido através da sua linguagem e no momento em que o assunto está sendo tratado.
Se a avaliação fizer parte do dia-a-dia da escola os alunos participarão com mais vigor havendo abertura para o surgimento de questionamentos e dúvidas, bem como suas respostas e soluções acontecerão como conseqüência. A interação fará parte da aula e com ela a troca e a aprendizagem de todos.
Citando Vygotsky podemos afirmar que o professor estaria trabalhando a Zona de Desenvolvimento Proximal do aluno levando-o ao Nível do Desenvolvimento Real ocorrendo o ensino e a aprendizagem.

Houve época em que professor bom era aquele que dava mais notas baixas e que reprovava mais. Hoje, professor que tem este perfil é tido como professor incapaz de promover a aprendizagem.

A escola é um ambiente de aprendizagem e não de reprovação.

Se o aluno soubesse não precisaria freqüentar a escola. Assim sendo, a escola tem que se manter atenta para ensinar, principalmente, os alunos que estão apresentando dificuldades.
Para estes alunos, muitas vezes, a escola se apóia na avaliação justificando que o aluno não está apto a passar para a série seguinte porque não tirou boas notas.
Agora pergunto: Se o aluno nunca tirou boas notas, porque ninguém o ajudou! As notas baixas eram gritos de socorro avisando que não estava conseguindo entender, acompanhar, aprender, raciocinar…

Há que se re-significar o processo avaliativo tendo em mente que cada aluno é um aluno e que a educação não é uma roupa tamanho único que deva servir em todos.

O olhar avaliativo deve habitar o dia-a-dia do docente. Ao perceber a primeira dúvida deverá saná-la imediatamente para que o aluno tenha condições de seguir em frente sem ter que desviar de “buracos” cavados pelas dúvidas e não entendimento, e poder desabrochar para a aprendizagem.

O professor sabe que o sucesso do seu aluno é o seu sucesso.

Por isso eu enquadro a Avaliação como uma Fada que através de sua varinha de condão, aqui denominada dúvida, mostrará o caminho, diariamente, conduzindo o aluno à aprendizagem.

E você o que pensa sobre a avaliação?

Deixe a sua opinião e contribua para que possamos melhorar cada vez mais a educação no nosso país.

Discalculia

Discalculia é definido como uma desordem neurológica específica que afeta a habilidade de uma pessoa de compreender e manipular números. A discalculia pode ser causada por um déficit de percepção visual. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente à inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números como um conceito abstrato de quantidades comparativas.

A palavra discalculia vem do grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando: contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco.

Discalculia é um impedimento da matemática que vá adiante junto com um número de outras limitações, tais como a introspecção espacial, o tempo, a memória pobre, e os problemas de ortografia. Há indicações de que é um impedimento congênito ou hereditário, com um contexto neurológico. Discalculia atinge crianças e adultos.

A Discalculia pode ser detectada em uma idade nova e medidas podem ser tomadas para facilitar o enfrentamento dos problemas dos estudantes mais novos. O problema principal está em compreender que o problema não é a matemática e sim a maneira que é ensinada às crianças. O modo que a dislexia pode ser tratada de usar uma aproximação ligeiramente diferente a ensinar. Entretanto, a discalculia é o menos conhecida destes tipos de desordem de aprendizagem e assim não é reconhecida frequentemente.

Discalculia

Simaia Sampaio

A matemática para algumas crianças ainda é um bicho de sete cabeças. Muitos não compreendem os problemas que a professora passa no quadro e ficam muito tempo tentando entender se é para somar, diminuir ou multiplicar; não sabem nem o que o problema está pedindo. Alguns, em particular, não entendem os sinais, muito menos as expressões. Contas? Só nos dedos e olhe lá.

Em muitos casos o problema não está na criança, mas no professor que elabora problemas com enunciados inadequados para a idade cognitiva da criança.

Carraher afirma que:

“Vários estudos sobre o desenvolvimento da criança mostram que termos quantitativos como “mais”, “menos”, maior”, “menor” etc. são adquiridos gradativamente e, de início, são utilizados apenas no sentido absoluto de “o que tem mais”, “o que é maior” e não no sentido relativo de “ ter mais que” ou “ser maior que”. A compreensão dessas expressões como indicando uma relação ou uma comparação entre duas coisas parece depender da aquisição da capacidade de usar da lógica que é adquirida no estágio das operações concretas”…”O problema passa então a ser algo sem sentido e a solução, ao invés de ser procurada através do uso da lógica, torna-se uma questão de adivinhação” (2002, p. 72).

No entanto, em outros casos a dificuldade pode ser realmente da criança e trata-se de um distúrbio e não de preguiça como pensam muitos pais e professores desinformados.

Em geral, a dificuldade em aprender matemática pode ter várias causas.

De acordo com Johnson e Myklebust, terapeutas de crianças com desordens e fracassos em aritmética, existem alguns distúrbios que poderiam interferir nesta aprendizagem:

Distúrbios de memória auditiva:

- A criança não consegue ouvir os enunciados que lhes são passados oralmente, sendo assim, não conseguem guardar os fatos, isto lhe incapacitaria para resolver os problemas matemáticos.

- Problemas de reorganização auditiva: a criança reconhece o número quando ouve, mas tem dificuldade de lembrar do número com rapidez.

Distúrbios de leitura:

- Os dislexos e outras crianças com distúrbios de leitura apresentam dificuldade em ler o enunciado do problema, mas podem fazer cálculos quando o problema é lido em voz alta. É bom lembrar que os dislexos podem ser excelentes matemáticos, tendo habilidade de visualização em três dimensões, que as ajudam a assimilar conceitos, podendo resolver cálculos mentalmente mesmo sem decompor o cálculo. Podem apresentar dificuldade na leitura do problema, mas não na interpretação.

- Distúrbios de percepção visual: a criança pode trocar 6 por 9, ou 3 por 8 ou 2 por 5 por exemplo. Por não conseguirem se lembrar da aparência elas têm dificuldade em realizar cálculos.

Distúrbios de escrita:

- Crianças com disgrafia têm dificuldade de escrever letras e números.

Estes problemas dificultam a aprendizagem da matemática, mas a discalculia impede a criança de compreender os processos matemáticos.

A discalculia é um dos transtornos de aprendizagem que causa a dificuldade na matemática. Este transtorno não é causado por deficiência mental, nem por déficits visuais ou auditivos, nem por má escolarização, por isso é importante não confundir a discalculia com os fatores citados acima.

O portador de discalculia comete erros diversos na solução de problemas verbais, nas habilidades de contagem, nas habilidades computacionais, na compreensão dos números.

Kocs (apud García, 1998) classificou a discalculia em seis subtipos, podendo ocorrer em combinações diferentes e com outros transtornos:

Discalculia Verbal - dificuldade para nomear as quantidades matemáticas, os números, os termos, os símbolos e as relações.

Discalculia Practognóstica – dificuldade para enumerar, comparar e manipular objetos reais ou em imagens matematicamente.

Discalculia Léxica – Dificuldades na leitura de símbolos matemáticos.

Discalculia Gráfica – Dificuldades na escrita de símbolos matemáticos.

Discalculia Ideognóstica – Dificuldades em fazer operações mentais e na compreensão de conceitos matemáticos.

Discalculia Operacional - Dificuldades na execução de operações e cálculos numéricos.


Na área da neuropsicologia as áreas afetadas são:

Áreas terciárias do hemisfério esquerdo que dificulta a leitura e compreensão dos problemas verbais, compreensão de conceitos matemáticos;

Lobos frontais dificultando a realização de cálculos mentais rápidos, habilidade de solução de problemas e conceitualização abstrata.

Áreas secundárias occípito-parietais esquerdos dificultando a discriminação visual de símbolos matemáticos escritos.

Lobo temporal esquerdo dificultando memória de séries, realizações matemáticas básicas.

De acordo com Johnson e Myklebust a criança com discalculia é incapaz de:

Visualizar conjuntos de objetos dentro de um conjunto maior;

Conservar a quantidade: não compreendem que 1 quilo é igual a quatro pacotes de 250 gramas.

Seqüenciar números: o que vem antes do 11 e depois do 15 – antecessor e sucessor.

Classificar números.

Compreender os sinais +, – , ÷, ×.

Montar operações.

Entender os princípios de medida.

Lembrar as seqüências dos passos para realizar as operações matemáticas.

Estabelecer correspondência um a um: não relaciona o número de alunos de uma sala à quantidade de carteiras.

Contar através dos cardinais e ordinais.


Os processos cognitivos envolvidos na discalculia são:

1. Dificuldade na memória de trabalho;

2. Dificuldade de memória em tarefas não-verbais;

3. Dificuldade na soletração de não-palavras (tarefas de escrita);

4. Não há problemas fonológicos;

5. Dificuldade na memória de trabalho que implica contagem;

6. Dificuldade nas habilidades visuo-espaciais;

7. Dificuldade nas habilidades psicomotoras e perceptivo-táteis.

De acordo com o DSM-IV, o Transtorno da Matemática caracteriza-se da seguinte forma:

A capacidade matemática para a realização de operações aritméticas, cálculo e raciocínio matemático, encontra-se substancialmente inferior à média esperada para a idade cronológica, capacidade intelectual e nível de escolaridade do indivíduo.

As dificuldades da capacidade matemática apresentadas pelo indivíduo trazem prejuízos significativos em tarefas da vida diária que exigem tal habilidade.

Em caso de presença de algum déficit sensorial, as dificuldades matemáticas excedem aquelas geralmente a este associadas.

Diversas habilidades podem estar prejudicadas nesse Transtorno, como as habilidades lingüisticas (compreensão e nomeação de termos, operações ou conceitos matemáticos, e transposição de problemas escritos em símbolos matemáticos), perceptuais (reconhecimento de símbolos numéricos ou aritméticos, ou agrupamento de objetos em conjuntos), de atenção (copiar números ou cifras, observar sinais de operação), e matemáticas (dar seqüência a etapas matemáticas, contar objetos e aprender tabuadas de multiplicação).

Quais os comprometimentos?

Organização espacial;

Auto-estima;

Orientação temporal;

Memória;

Habilidades sociais;

Habilidades grafomotoras;

Linguagem/leitura;

Impulsividade;

Inconsistência (memorização).

Ajuda do professor:

O aluno deve ter um atendimento individualizado por parte do professor que deve evitar:

Ressaltar as dificuldades do aluno, diferenciando-o dos demais;

Mostrar impaciência com a dificuldade expressada pela criança ou interrompê-la várias vezes ou mesmo tentar adivinhar o que ela quer dizer completando sua fala;

Corrigir o aluno freqüentemente diante da turma, para não o expor;

Ignorar a criança em sua dificuldade.

Dicas para o professor:

· Não force o aluno a fazer as lições quando estiver nervoso por não ter conseguido;

· Explique a ele suas dificuldades e diga que está ali para ajudá-lo sempre que precisar;

· Proponha jogos na sala;

· Não corrija as lições com canetas vermelhas ou lápis;

· Procure usar situações concretas, nos problemas


Ajuda do profissional:

Um psicopedagogo pode ajudar a elevar sua auto-estima valorizando suas atividades, descobrindo qual o seu processo de aprendizagem através de instrumentos que ajudarão em seu entendimento. Os jogos irão ajudar na seriação, classificação, habilidades psicomotoras, habilidades espaciais, contagem.

Recomenda-se pelo menos três sessões semanais.

O uso do computador é bastante útil, por se tratar de um objeto de interesse da criança.

O neurologista irá confirmar, através de exames apropriados, a dificuldade específica e encaminhar para tratamento. Um neuropsicologista também é importante para detectar as áreas do cérebro afetadas. O psicopedagogo, se procurado antes, pode solicitar os exames e avaliação neurológica ou neuropsicológica.

O que ocorre com crianças que não são tratadas precocemente?

Comprometimento do desenvolvimento escolar de forma global

O aluno fica inseguro e com medo de novas situações

Baixa auto-estima devido a críticas e punições de pais e colegas

Ao crescer o adolescente / adulto com discalculia apresenta dificuldade em utilizar a matemática no seu cotidiano.

Qual a diferença? Acalculia e Discalculia.

A discalculia já foi relatada acima.

A acalculia ocorre quando o indivíduo, após sofrer lesão cerebral, como um acidente vascular cerebral ou um traumatismo crânio-encefálico, perde as habilidades matemáticas já adquiridas. A perda ocorre em níveis variados para realização de cálculos matemáticos.

Cuidado!

As crianças, devido a uma série de fatores, tendem a não gostar da matemática, achar chata, difícil. Verifique se não é uma inadaptação ao ensino da escola, ou ao professor que pode estar causando este mal estar. Se sua criança é saudável e está se desenvolvendo normalmente em outras disciplinas não se desespere, mas é importante procurar um psicopedagogo para uma avaliação.

Muitas confundem inclusive maior-menor, mais-menos, igual-diferente, acarretando erros que poderão ser melhorados com a ajuda de um professor mais atento.

ENTENDENDO A DISCALCULIA

Aline B. Simoni Belleboni

Muitas crianças tendem a não gostar das aulas de matemática, pois acham difícil, chatas e pouco estimulantes. Mas, não é por este motivo isolado que classificaremos essas crianças tendo Transtorno de Matemática. Os pais e professore devem ficar atentos para detalhes que servem para diagnosticarmos este transtorno.

A característica essencial do transtorno da matemática consiste em uma capacidade para a realização de operações aritméticas. Este transtorno interfere significativamente no rendimento escolar ou em atividades da vida diária que exigem habilidades matemáticas.

Não se pode deixar de mencionar que o transtorno de matemática, conhecido como discalculia, é em geral encontrado em combinações com o transtorno de leitura ou com o de escrita.

A discalculia está, sobretudo, relacionada às crianças, é evolutiva e não é lesional (Nicasio Garcia, 1998). Este transtorno não é causado por deficiência mental, por déficits visuais ou auditivos, nem por má escolarização.

As crianças não conseguem compreender as relações de quantidade, ordem, espaço, distância e tamanho.

Algumas crianças não compreendem os problemas que a professora passa no quadro e também não sabem o que é para fazer: somar, diminuir, multiplicar, dividir.

É importante salientar que as crianças não sentem preguiça nas aulas como pensam pais e professores. Eles realmente não entendem o que está sendo proposto.

De acordo com os autores Johnson e Myklebust (1987), as seguintes dificuldades podem ser encontradas em crianças com transtorno de matemática:

- executar operações matemáticas;

- ler mapas e gráficos;

- compreender o significado de sinais de operações (+, -, x, :)

- sequenciar números (antecessor e sucessor);

- compreender o princípio de conservação de quantidade;

- compreender os princípios de medida;

- classificar números;

É muito importante para esses alunos contarem com a ajuda do professor. Professores preocupados com a aprendizagem da sua turma podem ser fundamentais para a aprendizagem ocorrer de forma mais tranqüila e com maior entendimento por parte dos alunos:

- propor jogos na sala de aula;

- Mostrar-se solidário para com o aluno;

- respeitar o tempo do aluno. Por ser difícil de entender o enunciado, ele poderá demorar um pouco mais do que os colegas para a execução de uma atividade;

- Nos exercícios que envolvem problemas matemáticos é importante usar situações concretas, de fácil entendimento para o aluno.

Saliento que os professores devem ter paciência, não cobrar do aluno aquilo que ele não tem condições de realizar, e nem corrigi-lo na frente do restante da turma, para não intimidá-lo.

Quando o professor suspeitar de Discalculia na sua turma, deve encaminhar esses alunos para avaliação. O fonoaudiólogo e o psicopedagogo poderão ajudar as crianças que estão com problemas na aprendizagem da matemática.

Jogos Matemáticos Para Estimulação Da Inteligência Nos Distúrbios De Discalculia

A Inteligência lógico-Matemática

A teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner aponta sete inteligências encontradas na raça humana: a inteligência lingüistica, a inteligência lógico-matemática, a inteligência musical, a inteligência corporal-cinestésica, a inteligência espacial, a inteligencia interpessoal e a inteligência intrapessoal (Gardner, 1995, p. 15).

No entanto trataremos neste artigo apenas da inteligencia lógico-matemática cuja queixa de discalculia tem uma maior relação.
A manifestação da inteligencia lógico-matemática acontece devido a facilidade na interpretação de cálculos e na percepção dos espaços e figuras geométricos, na capacidade de abstrair situações lógicas e problemáticas.

Antunes (1998) aborda que:
“Da mesma forma que a inteligência lingüística, essa competência não se abre apenas para pessoas letradas e, assim, muitas pessoas simples ou até analfabetas, como muitos “mestres-de-obras”, percebem a geometria nas plantas que encaram ou nas paredes que sabem erguer (…) Um aluno entenderá melhor os números as operações matemáticas e os fundamentos da geometria se puder torná-los palpáveis. Assim, materiais concretos como moedas, pedrinhas, tampinhas, conchas, blocos, caixas de fósforos, fitas, cordas e cordões fazem as crianças estimularem se raciocínio abstrato.”

Considerando essa estratégia de como estimular a inteligência lógico-matemática através de jogos com a utilização de matérias de fácil aquisição (garrafas pets, madeira, fitas, jogos, quebra-cabeça etc), aproveitamos para “reciclar” a criatividade do educador/aplicador uma vez que, como argumenta Celso Antunes, a coordenação manual parece ser a forma como o cérebro busca materializar e operacionalizar os símbolos matemáticos. (Antunes, 1998, p.71).

“A criança que manuseia os objetos, classificando-os em conjuntos, que abotoa sua roupa e percebe simetria, que amarra seu sapato e descobre os percursos do cadarço, mas também a que “arruma” sua mesa ou sua mochila está construindo relações, ainda que não seja a mesma lógica que “faz sentido ao adulto”. Para jogos voltados para essa inteligência, propomos como linhas de estimulação: jogos para fixar a conceituação simbólica das relações numéricas e geométricas e que, portanto, abrem para o cérebro as percepções do “grande” e do “pequeno”, do “fino” e do “grosso”, do “largo” e do “estreito”,o “alto” e do “baixo”.

Baseados, então, nessas premissas, introduzimos algumas dessas atividades em um aluno da rede municipal dentro da seguinte sistemática:


Jogo dos cubos e das garrafas

Inicialmente procuramos deixar a criança a vontade e descontraída realizando algumas perguntas para quebrar o gelo. Em seguida deixamos á disposição da criança algumas folhas de papel, caneta e lápis coloridos para realização de desenhos.
Foi-lhe entregue algumas garrafas de plásticos de tamanhos bem diferentes e alguns cubos de madeira coloridos e pedido para que ela enfileirasse os objetos sem observar regras. E depois foi solicitado que separasse as garrafas maiores das menores, comparando os tamanhos e verbalizando os conceitos de “grande” e “pequeno”.
Foi observado que a criança inicialmente mostrou-se desconfiada, mas em seguida realizou as tarefas, organizando as garrafas em ordem crescente – da menor para a maior. E Com relação aos cubos, ela colocou o maior na base e os menores em cima dele.
Esta atividade visava verificar as noções de tamanho (grande/pequeno) e a capacidade de percepção espacial e a atenção da criança.

Jogo das garrafas coloridas

Selecionamos oito garrafas de plástico de medidas diferentes, a 1ª com 15 cm de altura, as outras com 12,5 cm, 10 cm, 7 cm, 5,25 cm, 4,0 cm e 3,5 cm com acabamento de fitas colantes nas beiradas.
A criança teve que ordenar as garrafas em tamanho, agrupando as de tamanhos quase iguais ou diferentes, ordenando-as em fileiras, da menor para a maior e da maior para a menor.
Mesmo havendo um pouco de demora na arrumação das garrafas, a tarefa foi realizada sem problemas; a criança comparava os tamanhos e ordenava conforme solicitado (da maior para a menor, juntar as pequena separando das maiores, etc). Esta atividade tinha como objetivo verificar as noções de tamanho (maior/menor) e estimular a coordenação motora e a contagem.

Jogo de dominó

Colocamos a disposição da criança um jogo de dominó.
A criança teve que ordenar as peças de acordo com a numeração de bolinhas contidas nas extremidades, utilizando as regras do dominó. À medida que é apresentada uma peça o aluno teve que colocar a correspondente.
A criança apresentou inicialmente certa dificuldade em entender o jogo e em colocar a peça adequada conforme o número de bolinhas da outra peça.
Depois de ensinado o jogo e dado exemplos, a criança executou a atividade de forma satisfatória se mostrando interessada pelo jogo.
Esta atividade visava desenvolver a percepção do sistema de numeração e estimular a associabilidade, a noção de seqüência e a contagem.

Botões matemáticos

Separamos botões de várias cores e tamanhos, selecionados por cores e tamanhos. 15 botões brancos, outros tantos azuis e assim por diante.
A criança foi orientada a separar botões por tamanhos, na quantidade solicitada, utilizando barbante e folha de papel.
Embora a criança colocasse os botões nas quantidades corretas no barbante, ela não conseguia relacionar com os termos “dúzia” e “dezena”.
Esta atividade permitiu identificar, com facilidade se a criança domina as noções de “meia dúzia”, “uma dúzia”, “uma dezena” e levar o aluno à descoberta de que duas “meias dúzias” formam uma “dúzia”.
Teve como objetivo desenvolver a habilidade de compreensão de sistemas de numeração, a coordenação motora e a orientação espacial.

Problemas de visão e a aprendizagem

MANUAL DE BOA VISÃO ESCOLAR

Programa Menina dos Olhos de Guarulhos

CUIDADOS COM OS OLHOS DOS RECÉM-NASCIDOS

1) O NENÊ JÁ NASCE ENXERGANDO?

Não. O recém-nascido apenas percebe luz e vultos, os quais ainda
não sabe interpretar. Assim como ele não sabe falar e andar, também
não sabe ver. Com o passar dos meses, se estiver tudo em ordem com
seus olhos, irá desenvolvendo progressivamente sua visão.
Ao redor de 5 anos de idade, na maioria das crianças, a visão será igual
à do adulto.

2) COMO ENXERGAMOS?

A luz que entra no olho passa por várias camadas e atinge a retina,
onde é transformada em estímulos elétricos, os quais são enviados ao
cérebro através do nervo óptico (ver página 24).
O cérebro interpreta as informações recebidas e as armazena na
memória, de maneira semelhante ao banco de dados de um computador.


3) O QUE DEVO PERCEBER NOS OLHOS DO RECÉM-NASCIDO QUE
INDIQUE ALGUMA ALTERAÇÃO OCULAR?

Deve-se estar atento para:
???? A presença de olhos vermelhos;
???? Secreção (pus);
???? Pupila (menina dos olhos) branca;
???? Lacrimejamento constante;
???? Olhos grandes que fogem da luz;
???? Olhos estrábicos (vesgos, tortos);
???? Olhos esbranquiçados.
Em todos esses casos, levar o recém-nascido com URGÊNCIA ao oftalmologista!

4) LEITE MATERNO PODE CURAR CONJUNTIVITE?

Não. Se o bebê tiver conjuntivite (dor d’olhos), levar ao
oftalmologista, o qual irá receitar colírios específicos para o problema.
Somente colírios podem ser colocados nos olhos.

Lembrete: Algumas conjuntivites são muito perigosas e, se não tratadas precocemente, podem levar à cegueira, como a conjuntivite da
gonorréia.

5) COMO POSSO LIMPAR OS OLHOS DO BEBÊ?

Para limpar os olhos do bebê, deve-se utilizar gaze ou pano limpo,
molhado em água filtrada e fervida. Fazer movimentos delicados sem
apertar os olhos.


6) O SOL FAZ MAL PARA OS OLHOS DO
BEBÊ?

Quando sair ao sol, proteja os olhos
do bebê com uma fraldinha limpa ou
chapeuzinho. O sol das 7h00 às 10h00 é
fundamental para os ossos do bebê,
mas é prejudicial se olhado diretamente.

7) O BEBÊ PODE TER O CANAL LACRIMAL
ENTUPIDO E LACRIMEJAR?

Sim. O bebê pode nascer com o canal, que leva a lágrima para o
nariz, entupido. O problema, normalmente, é tratado com massagens e
uso de colírios antibióticos. Porém, se isso não resolver, deve ser feita
uma sondagem das vias lacrimais (desbloqueio do canal) antes do 1º ano
de vida.

8) QUAIS OUTRAS DOENÇAS SÃO COMUNS NO RECÉM-NASCIDO?

Glaucoma Congênito (lacrimejamento, aversão à luz, olhos grandes).
Ocorre nos dois olhos e necessita de tratamento imediato, pois pode
levar à cegueira;

Catarata Congênita (menina dos olhos branca, não fixa objetos).
Ocorrendo nos dois olhos, o tratamento precisa ser imediato.
Lembrete: A visão é o sentido mais importante do ser humano, por isso deve-se cuidar muito bem da saúde visual. Os cuidados devem ter início
mesmo antes do nascimento. Toda a gestante deve fazer o pré-natal em
um posto de saúde, evitando, assim, doenças como a rubéola,
toxoplasmose, sífilis e outros problemas que podem comprometer a visão
da criança.

PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR

1) PROBLEMAS VISUAIS ATINGEM MUITAS CRIANÇAS EM IDADE
ESCOLAR?

Sim. Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam
algum tipo de problema visual.
Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo, caso não
haja um programa de educação em saúde ocular que permita, através da
observação do desempenho visual e/ou da aplicação de testes simples,
a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar.

2) COMO OS PROFESSORES E OS PAIS PODEM COLABORAR PARA QUE
OS ALUNOS TENHAM UMA BOA SAÚDE VISUAL?

Os professores podem colaborar: observando em seus alunos
comportamentos que possam indicar dificuldades visuais e aplicando
testes de avaliação da visão; orientando os pais no encaminhamento da
criança ao oftalmologista e estimulando o uso de óculos quando
necessário.

Os pais podem, igualmente, colaborar, informando-se sobre os cuidados com a
visão, observando o comportamento visual da criança e encaminhando os
filhos para exame oftalmológico, quando necessário.

3) O USO DOS ÓCULOS VICIA?

O uso dos óculos não vicia! O importante é a boa visão e o
conforto que a criança sente ao usar os óculos.

4) ESTUDAR DEMAIS PODE ENFRAQUECER A VISÃO?

Não. Nenhum esforço visual é prejudicial ao olho, qualquer que
seja a idade. A necessidade de óculos não será por ter estudado demais
(ou de menos).

5) LER COM POUCA LUZ PODE ENFRAQUECER A VISÃO DA CRIANÇA?

Não. Pode cansar ou dificultar a leitura. Porém, não enfraquece a
visão. O uso de iluminação adequada ajuda no rendimento do trabalho
escolar

6) TV, COMPUTADOR E VÍDEO-GAME PREJUDICAM A VISÃO?

Não. Podem deixar os olhos vermelhos, irritados e ardendo, se
houver um exagero no período que a criança permanece assistindo TV,
brincando com o vídeo-game ou no computador. Mas, até onde se sabe,
isso não causa lesão ocular.

Normalmente, após 2 horas de uso destes monitores, deve-se
fazer um descanso de 5 a 10 minutos (fechando os olhos ou olhando para
longe).

7) A CRIANÇA CEGA OU COM BAIXA VISÃO PODE FREQÜENTAR CLASSE
COMUM?

A criança cega ou com baixa visão deve freqüentar classe
comum, pois raciocina como qualquer criança. Só não enxerga
como as outras. Além disso, o convívio com outras pessoas de
sua idade serve de estímulo para seu desenvolvimento global e para
sua adaptação ao mundo real.

Talvez, esta necessite de auxílio óptico especial, lentes de
aumento, lupas ou telescópios(que ampliam as imagens) e de
recursos não-ópticos (letras ampliadas, canetas com traçado mais forte
ou iluminação especial, aproximar-se da lousa etc…). Deve-se oferecer às
crianças com visão baixa e aos pais e professores, orientações especiais.
Existem projetos da Secretaria de Educação Especial do Ministério
da Educação, que fornece suporte necessário (recursos ópticos: lupas e
telescópios; e não ópticos: cadernos, livros, bengalas, sorobã, manuais
de orientação etc…) ao processo educativo das crianças necessitadas.

8) COMO MEDIR A VISÃO DA CRIANÇA EM CASA?

As mães podem fazer um teste em casa com crianças por volta dos
7 meses de idade: coloque objetos que ela mais gosta no chão.
Feche um olho com um tampão, que pode ser comprado pronto
nas farmácias ou pode ser feito com gaze, algodão e esparadrapo
micropore para fixação no rosto.

Observe a criança: se pega os objetos, se os analisa, se põe na
boca etc.

A reação em ambos os olhos deverá ser a mesma, ao ocluir um
olho e, depois de 5 minutos, o outro. Se a criança for
maiorzinha e souber andar, peça-lhe para pegar algum objeto e trazê-lo para você com um olho ocluido.

Já a criança mais velha pode informar o que vê através da janela do
ônibus ou do carro, sempre fechando um olho de cada vez. Após os 4 anos de
idade, a visão pode ser medida com uma tabela especial, encontrada em postos de
saúde, nas escolas e nos consultórios de pediatras.

9) COMO PERCEBEMOS AS CORES?

A luz do sol é composta de muitas cores, como podemos observar
num arco-íris. A luz artificial imita a luz do sol.
Quando a luz (solar ou artificial) toca uma superfície, um objeto
etc… que tenha cor, a maior parte das cores da luz é absorvida, com
exceção de uma, que é aquela que volta até o nosso olho.
Exemplo: Se desenharmos uma flor amarela no papel, a tinta utilizada
para a flor absorverá a maior parte das cores da luz, com exceção dos
raios amarelos que voltam até a nossa retina. O mesmo ocorre com o
caule, que deixa de absorver a cor verde; é esta que chega até a nossa
retina.

Portanto, podemos concluir que a cor depende dos raios que voltam até a nossa
retina. Quando não existe absorção de cor, percebemos a cor branca.
Já a cor preta aparece, quando todas as cores são absorvidas, deixando de
refletir qualquer cor.
Podemos dizer que há uma ausência de cor.
Observação: O daltonismo é uma alteração no mecanismo pelo qual vemos as cores. É geralmente hereditário, afetando mais os homens. É muito raro daltonismo completo, onde veríamos tudo acinzentado.

10) CRIANÇA QUE ENXERGA DE UM OLHO SÓ PODE FAZER ESFORÇO
VISUAL?

Sim. Muitas pessoas enxergam apenas com um olho e só vão
perceber quando, por algum motivo, ocluem o olho bom.
Nenhum esforço visual é prejudicial para os olhos, quer a criança
enxergue só de um ou dos dois olhos.

11) COMO DEVE SER A ILUMINAÇÃO DURANTE OS ESTUDOS DA
CRIANÇA?

A má iluminação pode provocar cansaço visual para as crianças
que lêem prolongadamente. Porém, não prejudica a visão e nem o olho.
O rendimento da criança é que diminuirá.
O ideal é ler com luz e sem sombras no papel.

12) COMO DEVE SER A POSTURA FRENTE AO COMPUTADOR?

O ideal é a tela do computador ficar na altura ou um pouco abaixo da linha dos
olhos, e não acima. Se ficar acima dos olhos, ocorre o aumento da fenda palpebral,
levando a uma maior exposição dos olhos, além da lágrima evaporar mais rapidamente.
A cadeira ideal é aquela que proporciona maior conforto.
Mas, seu corpo não deve ficar encurvado para frente, causando pressão na nuca e possível dor de cabeça após horas de permanência nessa posição.

13) POR QUE MEUS OLHOS ARDEM QUANDO FICO ALGUMAS HORAS
NO COMPUTADOR?

Quando você está prestando muita atenção em alguma atividade,
ocorre uma diminuição da freqüência do piscar, levando a ardor e
desconforto visual. Nunca se esqueça de piscar mais, quando está no
computador, cinema ou quando está assistindo um vídeo na TV.
Evite, também, ventilador ou ar condicionado direto sobre seu rosto.

14) A CRIANÇA PODE LER COM LIVRO BEM PRÓXIMO DOS OLHOS?

Ler com o livro perto dos olhos não prejudica a visão. Pode ser desconfortável. E se a postura da cabeça não for boa, pode forçar a coluna.
Fique observando se a criança que traz o livro bem perto dos olhos assim o faz,
por não estar enxergando bem.

O EXAME OFTALMOLÓGICO

1) Não há idade fixa para ir ao oftalmologista!

O recomendável é examinar a criança com 2, 4 e 6 anos ou a
qualquer momento, se for detectada alguma anomalia nos seus olhos.
Também quando os pais tiverem problemas oculares como estrabismo
(olho torto), grau alto de óculos ou visão baixa, deve-se fazer exame, já
nos primeiros anos de vida.

2) COMO SABER SE MEU FILHO PRECISA DE ÓCULOS?

Se você notar que a criança:

???? Reclama de dor de cabeça e/ou lacrimejamento durante ou após
esforço visual (na escola, TV, leitura);
???? Aperta ou arregala os olhos para ver melhor;
???? Aproxima-se da TV ou do livro para ler;
???? Evita brincadeiras ao ar livre;
???? Apresenta desinteresse na leitura;
???? Apresenta mudanças de comportamento, olhos vermelhos após
leitura e caspa nos cílios.
Procure um oftalmologista para exame ocular.

3) POR QUE NO EXAME OCULAR DA CRIANÇA TEM QUE SE DILATAR A
PUPILA? E QUANTO TEMPO A PUPILA FICA DILATADA?

A criança tem uma capacidade, chamada acomodação, pela qual
ela pode mudar o formato interno da lente denominada cristalino e
corrigir hipermetropia ou aumentar miopia, dificultando a medida do
grau. Para saber o grau exato dos óculos, é necessário anular a
acomodação (dilatar a pupila). Normalmente, a criança permanece com a
pupila dilatada por 12 a 24 hs.

4) EXISTE ALGUM EXERCÍCIO OCULAR PARA DIMINUIR O GRAU DOS
ÓCULOS OU EVITAR SEU AUMENTO?

Não. Nenhum exercício ocular diminui ou faz estacionar a evolução
da miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Existem exercícios oculares
para alguns casos de fraqueza dos músculos responsáveis pela
convergência dos olhos.

5) COMO DEVEM SER OS ÓCULOS DA CRIANÇA E QUAIS OS
CUIDADOS?

Os óculos com grau só podem ser receitados pelo oftalmologista e
recomenda-se que sejam conferidos após sua confecção.
???? As armações de acrílico são mais resistentes. Devem estar adaptadas
ao rosto da criança e não podem estar soltas e nem apertar o nariz ou
atrás da orelha.
???? As hastes que se prendem atrás da orelha são ideais para crianças
menores.
???? As lentes devem ser de acrílico (são mais leves, mas riscam mais) ou
policarbonato.
???? Evitar lentes com anti-reflexo para crianças, pois sujam mais
facilmente.
???? Quando o grau for elevado, pode-se usar lentes especiais que
deixam os óculos mais leves e mais finos.
???? Trocar os óculos sempre que a armação estiver defeituosa, muito
pequena para o rosto da criança ou se as lentes estiverem muito
riscadas.
???? Quando sair ao sol, usar óculos escuros com proteção aos raios UV.
???? Se houver necessidade de oclusão (tampão), evitar usar cola na lente
dos óculos, colocando o tampão na pele ou na armação.
???? Para limpar os óculos, utilize água, sabão e um pano limpo e
macio.
???? Guardar os óculos no estojo quando não estiver usando e levá-lo para
a escola.
???? Nunca apoiar os óculos com as lentes para baixo porque riscam.
???? Sempre remover os óculos com as duas mãos.


Lembrete:Os pais, os avós e os tios devem sempre colaborar com o uso dos óculos através de reforços positivos (ex: “muito bem, ficou ótimo de
óculos”…). Evitar frases do tipo: “Judiação…,
coitadinho…, que dó…!”.
Esses tipos de frases só fazem com que a criança tenha rejeição aos óculos e desenvolva problemas psicológicos.

Você sabia?
15% da população escolar necessita do uso de óculos!
A falta de correção óptica na criança pode levar a comprometimento na aprendizagem e
socialização!

6) PORQUE MEU FILHO TEM QUE USAR OS ÓCULOS RECEITADOS PELO OFTALMOLOGISTA? AO INVÉS DOS ÓCULOS, PODEM SER LENTES DE CONTATO?

O oftalmologista receita óculos para criança para que possa
desenvolver a visão e não ficar com visão fraca.
Além disso, os óculos ajudam a criança a enxergar para longe ou
perto, colaborando com a sua formação global. Imagine uma criança que
não vê de longe e não usa óculos para brincar de pega-pega, por
exemplo. Simplesmente ela ficará no banco, sem vontade de sair
correndo por um lugar que não enxerga!

Também, evita que tenha desconfortos causados pela falta de
óculos, tais como dor de cabeça, ardor, lacrimejamento e visão
embaçada.

Normalmente, não se recomenda o uso de lentes de contato para
menores de 12 anos. Porém, em alguns casos, a criança necessita usar
lentes de contato, pois os óculos não fornecem boa correção.

Exemplo: Em casos de irregularidade de córnea ou grande diferença de
grau entre os dois olhos.
Observação: Lentes de contato não evitam que o grau aumente! Não há
como evitar a progressão do grau.

7) A CRIANÇA DEVE USAR ÓCULOS O TEMPO TODO?

Existem casos em que os óculos devem ser usados o tempo todo (por exemplo: em estrabismo). Existem condições em que precisam ser usados parte do tempo (ler, escrever, ver TV etc…). O oftalmologista fornecerá todas essas informações.

DOENÇAS OCULARES NA CRIANÇA

1) O QUE É HIPERMETROPIA, MIOPIA E ASTIGMATISMO E QUAIS AS
CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS PORTADORAS?

Hipermetropia:
É quando o olho é menor do que o normal, o que faz com que a
imagem se forme atrás da retina. Muitos hipermétropes têm dificuldade
em enxergar de perto, pois necessitam de um esforço maior para
acomodar a imagem na retina.
Características dos hipermétropes: é comum os portadores de
hipermetropia, que não usam óculos, terem dores de cabeça, tonturas e
cansaço visual, principalmente se estão lendo, escrevendo, pintando ou
brincando com objetos próximos dos olhos. Geralmente, são crianças
mais dispersivas e que dão preferência às brincadeiras ao ar livre.

Miopia:

É quando o olho é maior que o normal. A imagem é formada num
ponto anterior a retina. Isso acarreta perda de nitidez à distância.
Características dos míopes: geralmente, os míopes apertam os olhos
para ver melhor e costumam aproximar os objetos dos olhos.
As crianças portadoras de miopia que não usam óculos,
normalmente, são mais tímidas, preferindo atividades como leitura,
pintura ou atividades próximas das mãos, do que ao ar livre e à
distância.

Astigmatismo:

Quando a córnea não é esférica, a sua curvatura difere de um ponto para o outro, levando à percepção de uma imagem distorcida.
A essa condição, denomina-se astigmatismo.
Características dos astigmatas: quando não usam óculos, podem apresentar dores de cabeça, ardor ocular e olhos vermelhos, durante os esforços visuais para perto e longe. O astigmatismo pode estar associado à miopia ou hipermetropia.
Quando os astigmatas iniciam o uso dos óculos, costumam apresentar desconforto ocular (imagens distorcidas) que desaparece em poucas horas ou dias.


2) O QUE É ESTRABISMO E AMBLIOPIA?

Popularmente chamado de “olho torto”, o estrabismo é uma doença que não melhora
espontaneamente. Constitui quebra no paralelismo dos olhos.
Quando observamos um objeto, os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho recebe. Já, quando olhamos
para perto, os olhos devem convergir e, igualmente, focar o mesmo ponto.
Qualquer alteração nesse sincronismo,caracteriza um estrabismo.

O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos
primeiros meses de vida) ou adquirido (associado à fraqueza muscular, à
hipermetropia ou à miopia). Mais raramente, o estrabismo pode ser causado por traumatismo, catarata ou doenças cerebrais.
Pode acometer um olho ou os dois olhos. Além do transtorno estético, o estrabismo, quando não tratado, pode levar à ambliopia (olho preguiçoso), pois o cérebro receberá
imagens diferentes dos dois olhos, não conseguindo fundi-las em uma só, o que leva a pessoa a enxergar duplo. Para evitar essa imagem dupla, o cérebro suprime a imagem do olho desviado, passando a enxergar com um olho só.

É necessário considerar o fato de que a visão se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e que, após essa idade, a recuperação é difícil. A suspeita de estrabismo em uma criança é considerada URGÊNCIA em oftalmologia, devendo ser feito exame ocular assim que possível.

O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom, forçando, desta maneira, o olho preguiçoso a enxergar.
Em geral, associa-se o uso dos óculos(sempre estimulando a criança para fazer o tratamento). Em alguns casos de estrabismo, além do uso de óculos, recorre-se à
cirurgia para posicionar os olhos corretamente. Porém, o melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo. Pais estrábicos, com alta hipermetropia, miopia ou ambliopia, devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista.

3) O QUE É UMA BOLINHA NA PÁLPEBRA?

Em geral quando surge uma “bolinha” na pálpebra, próximo aos cílios, significa que uma das glândulas palpebrais se obstruiu. Existem glândulas superficiais que, quando obstruídas, recebem o nome de “terçol” e que se resolvem espontaneamente de 5 a 7 dias e outras mais profundas que, quando obstruídas, recebem o nome de “hordéolo interno”. O tratamento para os hordéolos internos consiste na aplicação de pomada oftálmica e compressas de água morna. Caso isso não resolva, pode ser removido cirurgicamente. Essas pomadas têm componentes fortes e necessitam de receita e acompanhamento médico.

4) A CASPA DA CABEÇA PODE PASSAR PARA O OLHO?

Não. A escamação que algumas pessoas apresentam na borda dos cílios, é atribuída a uma inflamação na pele das pálpebras, recebendo o nome de “blefarite”. O tratamento é limpar as pálpebras com xampu neutro, durante o banho, mantendo os olhos fechados.

5) BICHOS DE ESTIMAÇÃO PODEM TRAZER DANOS OCULARES?

As fezes de alguns animais (cachorros, gatos e aves) podem transmitir uma doença, que provoca inflamação no olho, podendo levar à cegueira. O contágio é feito através do contato: mão — fezes do animal — mão — boca. Então, é muito importante ensinar as crianças a lavarem as mãos, assim que acabarem de brincar com os animais.
Também nos sítios, as crianças devem tomar cuidado com as aves que bicam, podendo ferir os olhos.

CUIDADOS COM OS OLHOS

1) COÇAR OS OLHOS FAZ MAL?

Sim. Coçar os olhos é prejudicial e, quando repetitivo, pode levar à
diminuição da visão, a queda da pálpebra, olho vermelho e lacrimejamento.
Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares, como o ceratocone (córnea pontiaguda).
A criança que com freqüência coça os olhos, deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação.

2) COMO AGIR NO CASO DE CONJUNTIVITE E EVITAR QUE OUTRAS
PESSOAS SE CONTAMINEM?

Estes cuidados devem ser tomados por 15 dias:
???? Não deixe a criança coçar os olhos;
???? Peça para que lave as mãos freqüentemente com água e sabão
(inclusive embaixo das unhas – utilizando-se de uma escovinha) e após
isso, enxaguar com álcool;
???? Troque a toalha e fronha da criança todos os dias (a toalha de mão
que a criança vai usar não poderá ser usada por outras pessoas);
???? Não interrompa, por conta própria, o uso do medicamento prescrito,
mesmo apresentando melhora nos primeiros dias, pois se o
tratamento não for completo, a conjuntivite pode voltar;
???? Não deixe a criança dar beijos ou cumprimentar alguém com as
mãos;
???? Para retirar a secreção (remela) ocular do olho da criança, utilize
água filtrada fervida e morna, evitando esfregar os olhos;
???? Peça afastamento do seu filho da escola por 7 dias. Se necessário,
solicite atestado para o oftalmologista;
???? A criança não pode tomar banho em piscina, mar ou banheira;
???? Reforce a alimentação com sucos ricos em vitamina C (laranja,
limão…), evite excesso de exercícios físicos e garanta que ela durma
bem.

Problemas de visão prejudicam aprendizado infantil

Fonte: Unimed Ribeirão Preto


Cerca de 20% das crianças em fase escolar apresentam algum tipo de problema visual. Eles podem ser percebidos em tempo, no caso de haver um programa de educação em saúde ocular que permita, através da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de testes simples, a detectação ou suspeita das dificuldades do aluno na escola.

Os professores podem colaborar observando em seus alunos comportamentos que possam indicar dificuldades visuais e aplicando testes de avaliação de visão. Devem orientar os pais no encaminhamento das crianças ao oftalmologista estimulando o uso de óculos quando necessário.

Os pais podem, igualmente, colaborar informando-se sobre os cuidados com a visão, observando o comportamento visual do filho e encaminhando-os ao médico quando necessário. É importante lembrar que o uso de óculos não vicia, ele só garante conforto e boa visão para a criança. A TV, o computador e o video game, podem deixar os olhos vermelhos, irritados e ardendo se a criança permanecer muito tempo diante deles.

Mas até onde se sabe, isso não causa lesão ocular. Normalmente após duas horas de uso destes monitores, deve-se fazer um descanso de 5 a 10 minutos, fechando os olhos e olhando para longe. Por volta dos sete meses de idade dos seus bebês, as mães podem fazer um teste, em casa mesmo colocando objetos de que eles gostem no chão. Feche um olho com um tampão que pode ser comprado pronto nas farmácias ou pode ser feito com gaze, algodão e esparadrapo micropore para a fixação no rosto.

Observe se a criança pega os objetos, se os analisa; se ela os coloca na boca. A reação deverá ser a mesma para ambos os olhos. Se a criança for maior e souber andar, peça que pegue um objeto com o olho tapado ou então informar o que vê através da janela do ônibus ou do carro, sempre fechando um olho de cada vez. Ao notar alguma reação diferente, procure um oftalmologista.

Para crianças acima de quatro anos de idade, existe uma tabela especial para aferir a visão, encontrada em postos de saúde, nas escolas e nos consultórios de pediatras. Em caso da criança necessitar do uso de óculos, alguns cuidados devem ser tomados:

· As armações de acrílico são mais resistentes. Devem estar adaptadas ao rosto da criança e não podem estar soltas e nem apertando o nariz e atrás da orelha.
· As hastes que se prendem atrás da orelha são melhores para as crianças.
· As lentes devem ser de acrílico, pois são mais leves ou ainda de policarbonato.
· Evitar lentes foto-cromática e anti-reflexo para crianças, pois sujam com mais facilidade.
· Quando o grau for elevado, podem-se usar lentes especiais que deixam os óculos mais leves e mais finos.
· Trocar de óculos sempre que a armação estiver defeituosa ou se as lentes estiverem muito riscadas.
· Se houver necessidade de tampão, evitar usar cola na lente dos óculos, colocando-o na pele ou na armação.
· Para limpar os óculos utilize-se de água, sabão e um pano limpo e macio, que não solte fiapos.

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FAÇA SUAS AULAS SEREM BEM VISTASNOVA ESCOLA

Teste a visão da turma

NOVA ESCOLA

Com uma avaliação simples, é possível perceber se as crianças enxergam bem ou precisam ir ao oftalmologista
Paulo Araújo

A Carta de Snellen, ou escala optométrica, é um material utilizado por oftalmologistas para medir a capacidade de visão dos pacientes. Bem simples, ela pode ser usada na escola para descobrir se a garotada está enxergando bem. O modelo mostrado na abertura desta reportagem deve ser copiado com ampliação em 300% para ficar com o tamanho padrão (26 por 54 centímetros). Outra opção é reproduzir a carta disponível na seção “Exclusivos on-line” imprimindo três arquivos em tamanho A4, que devem ser emendados.

No dia-a-dia, você tem muitas chances de perceber alguma dificuldade do aluno em enxergar. “O professor é um grande parceiro dos pais e dos médicos para solucionar o problema, porque observa constantemente a garotada em classe”, explica Carlos Fernando Ferreira, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, no Rio de Janeiro. Reclamações de tontura ou dor de cabeça na região dos supercílios podem ser sinais. Se os estudantes franzem a testa durante a aula, se esforçam para enxergar o quadro-negro, têm os olhos lacrimejantes, estão sempre desatentos ou apresentam dificuldades de leitura e escrita, é possível que estejam precisando usar óculos.

Antes de aplicar o teste (veja no quadro abaixo), converse com os alunos e explique seu objetivo. As informações que você já tem sobre o comportamento e as dificuldades de cada um vão ser muito úteis. “Há crianças que têm vontade de usar óculos”, alerta Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP). Por isso, é necessário ficar atento àqueles “pacientes” que podem mentir durante a avaliação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão. Entre os principais estão a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo (veja o quadro abaixo). Quando não são corrigidas, essas alterações afetam o estado emocional e psicológico dos pequenos, o comportamento e, é claro, seu desempenho escolar. Eles se recusam a ler e até mesmo a praticar esportes. Não é para menos: dos cinco sentidos, a visão é responsável por 85% de toda a interação que fazemos com o meio ambiente.

Carta de snellen Este modelo pode ser ampliado na xerox em 300% e usado para testar a visão da garotada

Como realizar a triagem

Problemas de visão

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Visão normal: objetos próximos e distantes ficam nítidos

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Astigmatismo: objetos próximos e distantes ficam embaçados

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Miopia: objetos distantes ficam embaçados

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Hipermetropia: objetos próximos ficam embaçados

Quem oferece atendimento

Se algum de seus alunos apresentar dificuldades no teste, oriente os pais a procurar o serviço público de saúde.

O governo federal mantém o Programa Nacional de Saúde do Escolar, que beneficia um município de cada estado – o que apresenta o maior número de alunos triados. Essa cidade recebe recursos para realizar consultas oftalmológicas e adquirir e distribuir óculos para alunos da 1ª série do Ensino Fundamental.

Alguns estados e municípios mantêm programas isolados. No Rio de Janeiro, por exemplo, há parceria entre as secretarias estaduais de Saúde e Educação, a Defesa Civil e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia para atendimento dos estudantes. Em Belo Horizonte, a Secretaria de Educação tem convênio com o Hospital Universitário São Geraldo.

No ano passado, Campinas (SP) foi beneficiada por iniciativa do setor privado e da Secretaria Municipal de Educação para o atendimento oftalmológico a crianças carentes. Parceria firmada entre o Instituto Penido Burnier e três empresas da indústria óptica resultou no projeto Mais Visão. Médicos examinaram 650 estudantes, de 7 a 9 anos. Constatou-se que 118 precisavam de óculos, que foram fornecidos gratuitamente. Este ano, o projeto Mais Visão deve ser ampliado. “Vamos ensinar aos professores da rede pública, por meio da internet, a realizar o teste de acuidade visual”, informa o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, coordenador do projeto.

Hora de observar a visão das crianças

PORTAL HOB

Foi graças a um diagnóstico precoce que Anacélia Martins, 40 anos, psicóloga, conseguiu evitar problemas maiores de visão em sua filha, Amanda Martins, hoje com 8 anos. “Na escolinha, minha filha (que então tinha 5 anos de idade) vivia reclamando de dores de cabeça, dizia que a visão embaçava ao tentar ler o quadro e acabava forçando muito as vistas. Então conversei com a professora, pedi que a trocasse de lugar, levei-a a um oftalmologista. Ele diagnosticou estrabismo e ambliopia”, conta. Foram mais de dois anos de tratamento incluindo exercícios oculares, tampão e uso de óculos, até Amanda ficar totalmente curada. “Sei que se demorasse mais um pouco para identificar estes problemas de visão em minha filha, correríamos o risco de tornarem-se irreversíveis”, reconhece a mãe.

Escola e escolinha – Há sintomas da presença de problemas de visão evidentes no comportamento da criança que podem ser percebidos desde cedo pelos pais, em casa, e, na escola, pelos professores. A oftalmologista do HOB relaciona alguns:

Até dois anos de idade:

Falta de reação a estímulos luminosos
Aversão à luz
Lacrimejamento excessivo
Olhos mantidos fechados por muito tempo
“Olho torto”
Pupila dilatada, opaca ou com reflexo luminoso
Olhos vermelhos e com secreção
Tremor ocular

A partir dos três anos de idade:

Dor ou coceira nos olhos
Dificuldade em distinguir cores
“Olho torto”
Testa franzida para focar imagens
Assistir televisão muito próximo ao aparelho
Dores de cabeça após leitura e/ou a jornada escolar
Olhos vermelhos e irritados
Dificuldade em enxergar o conteúdo escrito no quadro em sala de aula
Desinteresse em sala de aula
Lentidão ao copiar as informações
Aproximar demais dos olhos livros e cadernos para ler e escrever

Problemas de visão e a aprendizagem

MANUAL DE BOA VISÃO ESCOLAR

Programa Menina dos Olhos de Guarulhos

CUIDADOS COM OS OLHOS DOS RECÉM-NASCIDOS

1) O NENÊ JÁ NASCE ENXERGANDO?

Não. O recém-nascido apenas percebe luz e vultos, os quais ainda
não sabe interpretar. Assim como ele não sabe falar e andar, também
não sabe ver. Com o passar dos meses, se estiver tudo em ordem com
seus olhos, irá desenvolvendo progressivamente sua visão.
Ao redor de 5 anos de idade, na maioria das crianças, a visão será igual
à do adulto.

2) COMO ENXERGAMOS?

A luz que entra no olho passa por várias camadas e atinge a retina,
onde é transformada em estímulos elétricos, os quais são enviados ao
cérebro através do nervo óptico (ver página 24).
O cérebro interpreta as informações recebidas e as armazena na
memória, de maneira semelhante ao banco de dados de um computador.


3) O QUE DEVO PERCEBER NOS OLHOS DO RECÉM-NASCIDO QUE
INDIQUE ALGUMA ALTERAÇÃO OCULAR?

Deve-se estar atento para:
???? A presença de olhos vermelhos;
???? Secreção (pus);
???? Pupila (menina dos olhos) branca;
???? Lacrimejamento constante;
???? Olhos grandes que fogem da luz;
???? Olhos estrábicos (vesgos, tortos);
???? Olhos esbranquiçados.
Em todos esses casos, levar o recém-nascido com URGÊNCIA ao oftalmologista!

4) LEITE MATERNO PODE CURAR CONJUNTIVITE?

Não. Se o bebê tiver conjuntivite (dor d’olhos), levar ao
oftalmologista, o qual irá receitar colírios específicos para o problema.
Somente colírios podem ser colocados nos olhos.

Lembrete: Algumas conjuntivites são muito perigosas e, se não tratadas precocemente, podem levar à cegueira, como a conjuntivite da
gonorréia.

5) COMO POSSO LIMPAR OS OLHOS DO BEBÊ?

Para limpar os olhos do bebê, deve-se utilizar gaze ou pano limpo,
molhado em água filtrada e fervida. Fazer movimentos delicados sem
apertar os olhos.


6) O SOL FAZ MAL PARA OS OLHOS DO
BEBÊ?

Quando sair ao sol, proteja os olhos
do bebê com uma fraldinha limpa ou
chapeuzinho. O sol das 7h00 às 10h00 é
fundamental para os ossos do bebê,
mas é prejudicial se olhado diretamente.

7) O BEBÊ PODE TER O CANAL LACRIMAL
ENTUPIDO E LACRIMEJAR?

Sim. O bebê pode nascer com o canal, que leva a lágrima para o
nariz, entupido. O problema, normalmente, é tratado com massagens e
uso de colírios antibióticos. Porém, se isso não resolver, deve ser feita
uma sondagem das vias lacrimais (desbloqueio do canal) antes do 1º ano
de vida.

8) QUAIS OUTRAS DOENÇAS SÃO COMUNS NO RECÉM-NASCIDO?

Glaucoma Congênito (lacrimejamento, aversão à luz, olhos grandes).
Ocorre nos dois olhos e necessita de tratamento imediato, pois pode
levar à cegueira;

Catarata Congênita (menina dos olhos branca, não fixa objetos).
Ocorrendo nos dois olhos, o tratamento precisa ser imediato.
Lembrete: A visão é o sentido mais importante do ser humano, por isso deve-se cuidar muito bem da saúde visual. Os cuidados devem ter início
mesmo antes do nascimento. Toda a gestante deve fazer o pré-natal em
um posto de saúde, evitando, assim, doenças como a rubéola,
toxoplasmose, sífilis e outros problemas que podem comprometer a visão
da criança.

PROBLEMAS DE VISÃO NO ESCOLAR

1) PROBLEMAS VISUAIS ATINGEM MUITAS CRIANÇAS EM IDADE
ESCOLAR?

Sim. Cerca de 15% das crianças do ensino fundamental apresentam
algum tipo de problema visual.
Esses problemas podem não ser reconhecidos em tempo, caso não
haja um programa de educação em saúde ocular que permita, através da
observação do desempenho visual e/ou da aplicação de testes simples,
a detecção ou suspeita das dificuldades do escolar.

2) COMO OS PROFESSORES E OS PAIS PODEM COLABORAR PARA QUE
OS ALUNOS TENHAM UMA BOA SAÚDE VISUAL?

Os professores podem colaborar: observando em seus alunos
comportamentos que possam indicar dificuldades visuais e aplicando
testes de avaliação da visão; orientando os pais no encaminhamento da
criança ao oftalmologista e estimulando o uso de óculos quando
necessário.

Os pais podem, igualmente, colaborar, informando-se sobre os cuidados com a
visão, observando o comportamento visual da criança e encaminhando os
filhos para exame oftalmológico, quando necessário.

3) O USO DOS ÓCULOS VICIA?

O uso dos óculos não vicia! O importante é a boa visão e o
conforto que a criança sente ao usar os óculos.

4) ESTUDAR DEMAIS PODE ENFRAQUECER A VISÃO?

Não. Nenhum esforço visual é prejudicial ao olho, qualquer que
seja a idade. A necessidade de óculos não será por ter estudado demais
(ou de menos).

5) LER COM POUCA LUZ PODE ENFRAQUECER A VISÃO DA CRIANÇA?

Não. Pode cansar ou dificultar a leitura. Porém, não enfraquece a
visão. O uso de iluminação adequada ajuda no rendimento do trabalho
escolar

6) TV, COMPUTADOR E VÍDEO-GAME PREJUDICAM A VISÃO?

Não. Podem deixar os olhos vermelhos, irritados e ardendo, se
houver um exagero no período que a criança permanece assistindo TV,
brincando com o vídeo-game ou no computador. Mas, até onde se sabe,
isso não causa lesão ocular.

Normalmente, após 2 horas de uso destes monitores, deve-se
fazer um descanso de 5 a 10 minutos (fechando os olhos ou olhando para
longe).

7) A CRIANÇA CEGA OU COM BAIXA VISÃO PODE FREQÜENTAR CLASSE
COMUM?

A criança cega ou com baixa visão deve freqüentar classe
comum, pois raciocina como qualquer criança. Só não enxerga
como as outras. Além disso, o convívio com outras pessoas de
sua idade serve de estímulo para seu desenvolvimento global e para
sua adaptação ao mundo real.

Talvez, esta necessite de auxílio óptico especial, lentes de
aumento, lupas ou telescópios(que ampliam as imagens) e de
recursos não-ópticos (letras ampliadas, canetas com traçado mais forte
ou iluminação especial, aproximar-se da lousa etc…). Deve-se oferecer às
crianças com visão baixa e aos pais e professores, orientações especiais.
Existem projetos da Secretaria de Educação Especial do Ministério
da Educação, que fornece suporte necessário (recursos ópticos: lupas e
telescópios; e não ópticos: cadernos, livros, bengalas, sorobã, manuais
de orientação etc…) ao processo educativo das crianças necessitadas.

8) COMO MEDIR A VISÃO DA CRIANÇA EM CASA?

As mães podem fazer um teste em casa com crianças por volta dos
7 meses de idade: coloque objetos que ela mais gosta no chão.
Feche um olho com um tampão, que pode ser comprado pronto
nas farmácias ou pode ser feito com gaze, algodão e esparadrapo
micropore para fixação no rosto.

Observe a criança: se pega os objetos, se os analisa, se põe na
boca etc.

A reação em ambos os olhos deverá ser a mesma, ao ocluir um
olho e, depois de 5 minutos, o outro. Se a criança for
maiorzinha e souber andar, peça-lhe para pegar algum objeto e trazê-lo para você com um olho ocluido.

Já a criança mais velha pode informar o que vê através da janela do
ônibus ou do carro, sempre fechando um olho de cada vez. Após os 4 anos de
idade, a visão pode ser medida com uma tabela especial, encontrada em postos de
saúde, nas escolas e nos consultórios de pediatras.

9) COMO PERCEBEMOS AS CORES?

A luz do sol é composta de muitas cores, como podemos observar
num arco-íris. A luz artificial imita a luz do sol.
Quando a luz (solar ou artificial) toca uma superfície, um objeto
etc… que tenha cor, a maior parte das cores da luz é absorvida, com
exceção de uma, que é aquela que volta até o nosso olho.
Exemplo: Se desenharmos uma flor amarela no papel, a tinta utilizada
para a flor absorverá a maior parte das cores da luz, com exceção dos
raios amarelos que voltam até a nossa retina. O mesmo ocorre com o
caule, que deixa de absorver a cor verde; é esta que chega até a nossa
retina.

Portanto, podemos concluir que a cor depende dos raios que voltam até a nossa
retina. Quando não existe absorção de cor, percebemos a cor branca.
Já a cor preta aparece, quando todas as cores são absorvidas, deixando de
refletir qualquer cor.
Podemos dizer que há uma ausência de cor.
Observação: O daltonismo é uma alteração no mecanismo pelo qual vemos as cores. É geralmente hereditário, afetando mais os homens. É muito raro daltonismo completo, onde veríamos tudo acinzentado.

10) CRIANÇA QUE ENXERGA DE UM OLHO SÓ PODE FAZER ESFORÇO
VISUAL?

Sim. Muitas pessoas enxergam apenas com um olho e só vão
perceber quando, por algum motivo, ocluem o olho bom.
Nenhum esforço visual é prejudicial para os olhos, quer a criança
enxergue só de um ou dos dois olhos.

11) COMO DEVE SER A ILUMINAÇÃO DURANTE OS ESTUDOS DA
CRIANÇA?

A má iluminação pode provocar cansaço visual para as crianças
que lêem prolongadamente. Porém, não prejudica a visão e nem o olho.
O rendimento da criança é que diminuirá.
O ideal é ler com luz e sem sombras no papel.

12) COMO DEVE SER A POSTURA FRENTE AO COMPUTADOR?

O ideal é a tela do computador ficar na altura ou um pouco abaixo da linha dos
olhos, e não acima. Se ficar acima dos olhos, ocorre o aumento da fenda palpebral,
levando a uma maior exposição dos olhos, além da lágrima evaporar mais rapidamente.
A cadeira ideal é aquela que proporciona maior conforto.
Mas, seu corpo não deve ficar encurvado para frente, causando pressão na nuca e possível dor de cabeça após horas de permanência nessa posição.

13) POR QUE MEUS OLHOS ARDEM QUANDO FICO ALGUMAS HORAS
NO COMPUTADOR?

Quando você está prestando muita atenção em alguma atividade,
ocorre uma diminuição da freqüência do piscar, levando a ardor e
desconforto visual. Nunca se esqueça de piscar mais, quando está no
computador, cinema ou quando está assistindo um vídeo na TV.
Evite, também, ventilador ou ar condicionado direto sobre seu rosto.

14) A CRIANÇA PODE LER COM LIVRO BEM PRÓXIMO DOS OLHOS?

Ler com o livro perto dos olhos não prejudica a visão. Pode ser desconfortável. E se a postura da cabeça não for boa, pode forçar a coluna.
Fique observando se a criança que traz o livro bem perto dos olhos assim o faz,
por não estar enxergando bem.

O EXAME OFTALMOLÓGICO

1) Não há idade fixa para ir ao oftalmologista!

O recomendável é examinar a criança com 2, 4 e 6 anos ou a
qualquer momento, se for detectada alguma anomalia nos seus olhos.
Também quando os pais tiverem problemas oculares como estrabismo
(olho torto), grau alto de óculos ou visão baixa, deve-se fazer exame, já
nos primeiros anos de vida.

2) COMO SABER SE MEU FILHO PRECISA DE ÓCULOS?

Se você notar que a criança:

???? Reclama de dor de cabeça e/ou lacrimejamento durante ou após
esforço visual (na escola, TV, leitura);
???? Aperta ou arregala os olhos para ver melhor;
???? Aproxima-se da TV ou do livro para ler;
???? Evita brincadeiras ao ar livre;
???? Apresenta desinteresse na leitura;
???? Apresenta mudanças de comportamento, olhos vermelhos após
leitura e caspa nos cílios.
Procure um oftalmologista para exame ocular.

3) POR QUE NO EXAME OCULAR DA CRIANÇA TEM QUE SE DILATAR A
PUPILA? E QUANTO TEMPO A PUPILA FICA DILATADA?

A criança tem uma capacidade, chamada acomodação, pela qual
ela pode mudar o formato interno da lente denominada cristalino e
corrigir hipermetropia ou aumentar miopia, dificultando a medida do
grau. Para saber o grau exato dos óculos, é necessário anular a
acomodação (dilatar a pupila). Normalmente, a criança permanece com a
pupila dilatada por 12 a 24 hs.

4) EXISTE ALGUM EXERCÍCIO OCULAR PARA DIMINUIR O GRAU DOS
ÓCULOS OU EVITAR SEU AUMENTO?

Não. Nenhum exercício ocular diminui ou faz estacionar a evolução
da miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Existem exercícios oculares
para alguns casos de fraqueza dos músculos responsáveis pela
convergência dos olhos.

5) COMO DEVEM SER OS ÓCULOS DA CRIANÇA E QUAIS OS
CUIDADOS?

Os óculos com grau só podem ser receitados pelo oftalmologista e
recomenda-se que sejam conferidos após sua confecção.
???? As armações de acrílico são mais resistentes. Devem estar adaptadas
ao rosto da criança e não podem estar soltas e nem apertar o nariz ou
atrás da orelha.
???? As hastes que se prendem atrás da orelha são ideais para crianças
menores.
???? As lentes devem ser de acrílico (são mais leves, mas riscam mais) ou
policarbonato.
???? Evitar lentes com anti-reflexo para crianças, pois sujam mais
facilmente.
???? Quando o grau for elevado, pode-se usar lentes especiais que
deixam os óculos mais leves e mais finos.
???? Trocar os óculos sempre que a armação estiver defeituosa, muito
pequena para o rosto da criança ou se as lentes estiverem muito
riscadas.
???? Quando sair ao sol, usar óculos escuros com proteção aos raios UV.
???? Se houver necessidade de oclusão (tampão), evitar usar cola na lente
dos óculos, colocando o tampão na pele ou na armação.
???? Para limpar os óculos, utilize água, sabão e um pano limpo e
macio.
???? Guardar os óculos no estojo quando não estiver usando e levá-lo para
a escola.
???? Nunca apoiar os óculos com as lentes para baixo porque riscam.
???? Sempre remover os óculos com as duas mãos.


Lembrete:Os pais, os avós e os tios devem sempre colaborar com o uso dos óculos através de reforços positivos (ex: “muito bem, ficou ótimo de
óculos”…). Evitar frases do tipo: “Judiação…,
coitadinho…, que dó…!”.
Esses tipos de frases só fazem com que a criança tenha rejeição aos óculos e desenvolva problemas psicológicos.

Você sabia?
15% da população escolar necessita do uso de óculos!
A falta de correção óptica na criança pode levar a comprometimento na aprendizagem e
socialização!

6) PORQUE MEU FILHO TEM QUE USAR OS ÓCULOS RECEITADOS PELO OFTALMOLOGISTA? AO INVÉS DOS ÓCULOS, PODEM SER LENTES DE CONTATO?

O oftalmologista receita óculos para criança para que possa
desenvolver a visão e não ficar com visão fraca.
Além disso, os óculos ajudam a criança a enxergar para longe ou
perto, colaborando com a sua formação global. Imagine uma criança que
não vê de longe e não usa óculos para brincar de pega-pega, por
exemplo. Simplesmente ela ficará no banco, sem vontade de sair
correndo por um lugar que não enxerga!

Também, evita que tenha desconfortos causados pela falta de
óculos, tais como dor de cabeça, ardor, lacrimejamento e visão
embaçada.

Normalmente, não se recomenda o uso de lentes de contato para
menores de 12 anos. Porém, em alguns casos, a criança necessita usar
lentes de contato, pois os óculos não fornecem boa correção.

Exemplo: Em casos de irregularidade de córnea ou grande diferença de
grau entre os dois olhos.
Observação: Lentes de contato não evitam que o grau aumente! Não há
como evitar a progressão do grau.

7) A CRIANÇA DEVE USAR ÓCULOS O TEMPO TODO?

Existem casos em que os óculos devem ser usados o tempo todo (por exemplo: em estrabismo). Existem condições em que precisam ser usados parte do tempo (ler, escrever, ver TV etc…). O oftalmologista fornecerá todas essas informações.

DOENÇAS OCULARES NA CRIANÇA

1) O QUE É HIPERMETROPIA, MIOPIA E ASTIGMATISMO E QUAIS AS
CARACTERÍSTICAS DAS CRIANÇAS PORTADORAS?

Hipermetropia:
É quando o olho é menor do que o normal, o que faz com que a
imagem se forme atrás da retina. Muitos hipermétropes têm dificuldade
em enxergar de perto, pois necessitam de um esforço maior para
acomodar a imagem na retina.
Características dos hipermétropes: é comum os portadores de
hipermetropia, que não usam óculos, terem dores de cabeça, tonturas e
cansaço visual, principalmente se estão lendo, escrevendo, pintando ou
brincando com objetos próximos dos olhos. Geralmente, são crianças
mais dispersivas e que dão preferência às brincadeiras ao ar livre.

Miopia:

É quando o olho é maior que o normal. A imagem é formada num
ponto anterior a retina. Isso acarreta perda de nitidez à distância.
Características dos míopes: geralmente, os míopes apertam os olhos
para ver melhor e costumam aproximar os objetos dos olhos.
As crianças portadoras de miopia que não usam óculos,
normalmente, são mais tímidas, preferindo atividades como leitura,
pintura ou atividades próximas das mãos, do que ao ar livre e à
distância.

Astigmatismo:

Quando a córnea não é esférica, a sua curvatura difere de um ponto para o outro, levando à percepção de uma imagem distorcida.
A essa condição, denomina-se astigmatismo.
Características dos astigmatas: quando não usam óculos, podem apresentar dores de cabeça, ardor ocular e olhos vermelhos, durante os esforços visuais para perto e longe. O astigmatismo pode estar associado à miopia ou hipermetropia.
Quando os astigmatas iniciam o uso dos óculos, costumam apresentar desconforto ocular (imagens distorcidas) que desaparece em poucas horas ou dias.


2) O QUE É ESTRABISMO E AMBLIOPIA?

Popularmente chamado de “olho torto”, o estrabismo é uma doença que não melhora
espontaneamente. Constitui quebra no paralelismo dos olhos.
Quando observamos um objeto, os olhos devem se posicionar paralelamente para que o cérebro consiga fundir numa só as imagens que cada olho recebe. Já, quando olhamos
para perto, os olhos devem convergir e, igualmente, focar o mesmo ponto.
Qualquer alteração nesse sincronismo,caracteriza um estrabismo.

O estrabismo pode ser congênito (estar presente ao nascimento ou surgir nos
primeiros meses de vida) ou adquirido (associado à fraqueza muscular, à
hipermetropia ou à miopia). Mais raramente, o estrabismo pode ser causado por traumatismo, catarata ou doenças cerebrais.
Pode acometer um olho ou os dois olhos. Além do transtorno estético, o estrabismo, quando não tratado, pode levar à ambliopia (olho preguiçoso), pois o cérebro receberá
imagens diferentes dos dois olhos, não conseguindo fundi-las em uma só, o que leva a pessoa a enxergar duplo. Para evitar essa imagem dupla, o cérebro suprime a imagem do olho desviado, passando a enxergar com um olho só.

É necessário considerar o fato de que a visão se desenvolve até aproximadamente os 7 anos de idade e que, após essa idade, a recuperação é difícil. A suspeita de estrabismo em uma criança é considerada URGÊNCIA em oftalmologia, devendo ser feito exame ocular assim que possível.

O tratamento para a ambliopia é a oclusão do olho bom, forçando, desta maneira, o olho preguiçoso a enxergar.
Em geral, associa-se o uso dos óculos(sempre estimulando a criança para fazer o tratamento). Em alguns casos de estrabismo, além do uso de óculos, recorre-se à
cirurgia para posicionar os olhos corretamente. Porém, o melhor tratamento para o estrabismo é o preventivo. Pais estrábicos, com alta hipermetropia, miopia ou ambliopia, devem levar os filhos o quanto antes ao oftalmologista.

3) O QUE É UMA BOLINHA NA PÁLPEBRA?

Em geral quando surge uma “bolinha” na pálpebra, próximo aos cílios, significa que uma das glândulas palpebrais se obstruiu. Existem glândulas superficiais que, quando obstruídas, recebem o nome de “terçol” e que se resolvem espontaneamente de 5 a 7 dias e outras mais profundas que, quando obstruídas, recebem o nome de “hordéolo interno”. O tratamento para os hordéolos internos consiste na aplicação de pomada oftálmica e compressas de água morna. Caso isso não resolva, pode ser removido cirurgicamente. Essas pomadas têm componentes fortes e necessitam de receita e acompanhamento médico.

4) A CASPA DA CABEÇA PODE PASSAR PARA O OLHO?

Não. A escamação que algumas pessoas apresentam na borda dos cílios, é atribuída a uma inflamação na pele das pálpebras, recebendo o nome de “blefarite”. O tratamento é limpar as pálpebras com xampu neutro, durante o banho, mantendo os olhos fechados.

5) BICHOS DE ESTIMAÇÃO PODEM TRAZER DANOS OCULARES?

As fezes de alguns animais (cachorros, gatos e aves) podem transmitir uma doença, que provoca inflamação no olho, podendo levar à cegueira. O contágio é feito através do contato: mão — fezes do animal — mão — boca. Então, é muito importante ensinar as crianças a lavarem as mãos, assim que acabarem de brincar com os animais.
Também nos sítios, as crianças devem tomar cuidado com as aves que bicam, podendo ferir os olhos.

CUIDADOS COM OS OLHOS

1) COÇAR OS OLHOS FAZ MAL?

Sim. Coçar os olhos é prejudicial e, quando repetitivo, pode levar à
diminuição da visão, a queda da pálpebra, olho vermelho e lacrimejamento.
Coçar os olhos pode facilitar infecção e desencadear doenças oculares, como o ceratocone (córnea pontiaguda).
A criança que com freqüência coça os olhos, deve ser encaminhada ao oftalmologista para avaliação.

2) COMO AGIR NO CASO DE CONJUNTIVITE E EVITAR QUE OUTRAS
PESSOAS SE CONTAMINEM?

Estes cuidados devem ser tomados por 15 dias:
???? Não deixe a criança coçar os olhos;
???? Peça para que lave as mãos freqüentemente com água e sabão
(inclusive embaixo das unhas – utilizando-se de uma escovinha) e após
isso, enxaguar com álcool;
???? Troque a toalha e fronha da criança todos os dias (a toalha de mão
que a criança vai usar não poderá ser usada por outras pessoas);
???? Não interrompa, por conta própria, o uso do medicamento prescrito,
mesmo apresentando melhora nos primeiros dias, pois se o
tratamento não for completo, a conjuntivite pode voltar;
???? Não deixe a criança dar beijos ou cumprimentar alguém com as
mãos;
???? Para retirar a secreção (remela) ocular do olho da criança, utilize
água filtrada fervida e morna, evitando esfregar os olhos;
???? Peça afastamento do seu filho da escola por 7 dias. Se necessário,
solicite atestado para o oftalmologista;
???? A criança não pode tomar banho em piscina, mar ou banheira;
???? Reforce a alimentação com sucos ricos em vitamina C (laranja,
limão…), evite excesso de exercícios físicos e garanta que ela durma
bem.

Problemas de visão prejudicam aprendizado infantil

Fonte: Unimed Ribeirão Preto


Cerca de 20% das crianças em fase escolar apresentam algum tipo de problema visual. Eles podem ser percebidos em tempo, no caso de haver um programa de educação em saúde ocular que permita, através da observação do desempenho visual e/ou da aplicação de testes simples, a detectação ou suspeita das dificuldades do aluno na escola.

Os professores podem colaborar observando em seus alunos comportamentos que possam indicar dificuldades visuais e aplicando testes de avaliação de visão. Devem orientar os pais no encaminhamento das crianças ao oftalmologista estimulando o uso de óculos quando necessário.

Os pais podem, igualmente, colaborar informando-se sobre os cuidados com a visão, observando o comportamento visual do filho e encaminhando-os ao médico quando necessário. É importante lembrar que o uso de óculos não vicia, ele só garante conforto e boa visão para a criança. A TV, o computador e o video game, podem deixar os olhos vermelhos, irritados e ardendo se a criança permanecer muito tempo diante deles.

Mas até onde se sabe, isso não causa lesão ocular. Normalmente após duas horas de uso destes monitores, deve-se fazer um descanso de 5 a 10 minutos, fechando os olhos e olhando para longe. Por volta dos sete meses de idade dos seus bebês, as mães podem fazer um teste, em casa mesmo colocando objetos de que eles gostem no chão. Feche um olho com um tampão que pode ser comprado pronto nas farmácias ou pode ser feito com gaze, algodão e esparadrapo micropore para a fixação no rosto.

Observe se a criança pega os objetos, se os analisa; se ela os coloca na boca. A reação deverá ser a mesma para ambos os olhos. Se a criança for maior e souber andar, peça que pegue um objeto com o olho tapado ou então informar o que vê através da janela do ônibus ou do carro, sempre fechando um olho de cada vez. Ao notar alguma reação diferente, procure um oftalmologista.

Para crianças acima de quatro anos de idade, existe uma tabela especial para aferir a visão, encontrada em postos de saúde, nas escolas e nos consultórios de pediatras. Em caso da criança necessitar do uso de óculos, alguns cuidados devem ser tomados:

· As armações de acrílico são mais resistentes. Devem estar adaptadas ao rosto da criança e não podem estar soltas e nem apertando o nariz e atrás da orelha.
· As hastes que se prendem atrás da orelha são melhores para as crianças.
· As lentes devem ser de acrílico, pois são mais leves ou ainda de policarbonato.
· Evitar lentes foto-cromática e anti-reflexo para crianças, pois sujam com mais facilidade.
· Quando o grau for elevado, podem-se usar lentes especiais que deixam os óculos mais leves e mais finos.
· Trocar de óculos sempre que a armação estiver defeituosa ou se as lentes estiverem muito riscadas.
· Se houver necessidade de tampão, evitar usar cola na lente dos óculos, colocando-o na pele ou na armação.
· Para limpar os óculos utilize-se de água, sabão e um pano limpo e macio, que não solte fiapos.

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Teste a visão da turma

NOVA ESCOLA

Com uma avaliação simples, é possível perceber se as crianças enxergam bem ou precisam ir ao oftalmologista
Paulo Araújo

A Carta de Snellen, ou escala optométrica, é um material utilizado por oftalmologistas para medir a capacidade de visão dos pacientes. Bem simples, ela pode ser usada na escola para descobrir se a garotada está enxergando bem. O modelo mostrado na abertura desta reportagem deve ser copiado com ampliação em 300% para ficar com o tamanho padrão (26 por 54 centímetros). Outra opção é reproduzir a carta disponível na seção “Exclusivos on-line” imprimindo três arquivos em tamanho A4, que devem ser emendados.

No dia-a-dia, você tem muitas chances de perceber alguma dificuldade do aluno em enxergar. “O professor é um grande parceiro dos pais e dos médicos para solucionar o problema, porque observa constantemente a garotada em classe”, explica Carlos Fernando Ferreira, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, no Rio de Janeiro. Reclamações de tontura ou dor de cabeça na região dos supercílios podem ser sinais. Se os estudantes franzem a testa durante a aula, se esforçam para enxergar o quadro-negro, têm os olhos lacrimejantes, estão sempre desatentos ou apresentam dificuldades de leitura e escrita, é possível que estejam precisando usar óculos.

Antes de aplicar o teste (veja no quadro abaixo), converse com os alunos e explique seu objetivo. As informações que você já tem sobre o comportamento e as dificuldades de cada um vão ser muito úteis. “Há crianças que têm vontade de usar óculos”, alerta Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP). Por isso, é necessário ficar atento àqueles “pacientes” que podem mentir durante a avaliação.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, 20% das crianças em idade escolar apresentam algum problema de visão. Entre os principais estão a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo (veja o quadro abaixo). Quando não são corrigidas, essas alterações afetam o estado emocional e psicológico dos pequenos, o comportamento e, é claro, seu desempenho escolar. Eles se recusam a ler e até mesmo a praticar esportes. Não é para menos: dos cinco sentidos, a visão é responsável por 85% de toda a interação que fazemos com o meio ambiente.

Carta de snellen Este modelo pode ser ampliado na xerox em 300% e usado para testar a visão da garotada

Como realizar a triagem

Problemas de visão

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Visão normal: objetos próximos e distantes ficam nítidos

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Astigmatismo: objetos próximos e distantes ficam embaçados

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Miopia: objetos distantes ficam embaçados

Instituto Penido Burnier/Divulgação

Hipermetropia: objetos próximos ficam embaçados

Quem oferece atendimento

Se algum de seus alunos apresentar dificuldades no teste, oriente os pais a procurar o serviço público de saúde.

O governo federal mantém o Programa Nacional de Saúde do Escolar, que beneficia um município de cada estado – o que apresenta o maior número de alunos triados. Essa cidade recebe recursos para realizar consultas oftalmológicas e adquirir e distribuir óculos para alunos da 1ª série do Ensino Fundamental.

Alguns estados e municípios mantêm programas isolados. No Rio de Janeiro, por exemplo, há parceria entre as secretarias estaduais de Saúde e Educação, a Defesa Civil e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia para atendimento dos estudantes. Em Belo Horizonte, a Secretaria de Educação tem convênio com o Hospital Universitário São Geraldo.

No ano passado, Campinas (SP) foi beneficiada por iniciativa do setor privado e da Secretaria Municipal de Educação para o atendimento oftalmológico a crianças carentes. Parceria firmada entre o Instituto Penido Burnier e três empresas da indústria óptica resultou no projeto Mais Visão. Médicos examinaram 650 estudantes, de 7 a 9 anos. Constatou-se que 118 precisavam de óculos, que foram fornecidos gratuitamente. Este ano, o projeto Mais Visão deve ser ampliado. “Vamos ensinar aos professores da rede pública, por meio da internet, a realizar o teste de acuidade visual”, informa o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, coordenador do projeto.

Hora de observar a visão das crianças

PORTAL HOB

Foi graças a um diagnóstico precoce que Anacélia Martins, 40 anos, psicóloga, conseguiu evitar problemas maiores de visão em sua filha, Amanda Martins, hoje com 8 anos. “Na escolinha, minha filha (que então tinha 5 anos de idade) vivia reclamando de dores de cabeça, dizia que a visão embaçava ao tentar ler o quadro e acabava forçando muito as vistas. Então conversei com a professora, pedi que a trocasse de lugar, levei-a a um oftalmologista. Ele diagnosticou estrabismo e ambliopia”, conta. Foram mais de dois anos de tratamento incluindo exercícios oculares, tampão e uso de óculos, até Amanda ficar totalmente curada. “Sei que se demorasse mais um pouco para identificar estes problemas de visão em minha filha, correríamos o risco de tornarem-se irreversíveis”, reconhece a mãe.

Escola e escolinha – Há sintomas da presença de problemas de visão evidentes no comportamento da criança que podem ser percebidos desde cedo pelos pais, em casa, e, na escola, pelos professores. A oftalmologista do HOB relaciona alguns:

Até dois anos de idade:

Falta de reação a estímulos luminosos
Aversão à luz
Lacrimejamento excessivo
Olhos mantidos fechados por muito tempo
“Olho torto”
Pupila dilatada, opaca ou com reflexo luminoso
Olhos vermelhos e com secreção
Tremor ocular

A partir dos três anos de idade:

Dor ou coceira nos olhos
Dificuldade em distinguir cores
“Olho torto”
Testa franzida para focar imagens
Assistir televisão muito próximo ao aparelho
Dores de cabeça após leitura e/ou a jornada escolar
Olhos vermelhos e irritados
Dificuldade em enxergar o conteúdo escrito no quadro em sala de aula
Desinteresse em sala de aula
Lentidão ao copiar as informações
Aproximar demais dos olhos livros e cadernos para ler e escrever