Neste sábado, dia 30, o ‘Globo Cidadania’ mostra como o meio acadêmico vem preparando alunos que desejam trabalhar com dança. Acostumados a associar a carreira com academias e escolas tradicionais de balé, o programa explica como a graduação pode ampliar os horizontes e formar profissionais capazes de atuar como intérpretes, coreógrafos, pesquisadores, entre outras áreas. O repórter Paulo Mário Martins, do ‘Globo Universidade’, visita a UFRJ e conversa com alunos e professores para desvendar esse universo artístico dentro do campus.
Já o ‘Ação’ exibe a segunda reportagem da série especial “A Cor da Cultura”, gravada em Benin, na África. Na matéria, a repórter Júlia Bandeira conta o que o país africano e o Brasil têm em comum na culinária e na religião. Em Porto Novo, capital do Benin, Júlia experimenta uma feijoada no estilo beninense e mostra como pratos, crenças e hábitos tipicamente brasileiros estão incorporados no dia a dia da população local. Além disso, a repórter fala sobre o sincretismo e acompanha a “Burrinha”, festa popular parecida com o Bumba meu boi.
E ainda neste episódio, o ‘Globo Ciência’ reapresenta matéria que discute o uso do formol nos tratamento de cabelos. Já o ‘Globo Educação’ reexibe debate sobre o papel da educação física nas escolas. E na reapresentação do ‘Globo Ecologia’ o tema é a economia verde. O programa apresenta o exemplo de um aterro sanitário que já está funcionando e gerando energia de forma sustentável.
No portal do Globo Cidadania (http://redeglobo.globo.com/globocidadania/), o telespectador pode encontrar uma lista sobre as universidades brasileiras que oferecem graduação em dança e as curiosidades do projeto de extensão da UFRJ ‘Dança Para Todos’, que leva ritmo e arte para as escolas públicas. O site traz também uma matéria sobre a história e situação política e geográfica do Benin. Na reportagem exclusiva, a influência da comida do Benin na alimentação do brasileiro é o destaque.
Fazer a diferença na vida das pessoas com temas do dia a dia. Esse é o objetivo do ‘Globo Cidadania’, fruto da parceria entre a Rede Globo e a Fundação Roberto Marinho. Com apresentação de Sandra Annenberg, o programa reúne nas manhãs de sábado, a partir das 6h05, o ‘Globo Educação’, o ‘Globo Ciência’, o ‘Globo Ecologia’, o ‘Globo Universidade’ e o ‘Ação’. É exibido também à tarde no Canal Futura, nas manhãs de domingo na Globo News e em 115 países pelo canal internacional da Globo. O portal (globocidadania.com.br) traz o conteúdo, na íntegra, e extras dos episódios.
Quarta-feira, dia 28 de março, participei do Workshop “O que é Cidadania” promovido pela TV Globo comandado pelo jornalista Serginho Groisman e que teve como convidados o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Cesar Callegari; o físico José Goldemberg, professor da Universidade de São Paulo (USP); o economista e escritor Eduardo Giannetti e o coordenador do GIFE, Fernando Rossetti.
Antes de o Workshop começar fomos presenteados pela exibição da Orquestra de Metais Lyra Tatuí que eu agravei e compartilho com vocês.
A Orquestra de Metais Lyra Tatuí, fundada pelo Maestro Adalto Soares e pela percussionista Sílvia Zambonini Soares em 2002, é composta por oitenta crianças com idades entre seis e dezesseis anos.
A proposta do projeto é mostrar que o ensino da música é fundamental no processo educativo, proporcionando o desenvolvimento de habilidades e competências benéficas ao bom desempenho escolar, à interação com a família e à comunidade de uma forma geral.
As crianças participantes da orquestra, provenientes de comunidades de baixa renda, têm a oportunidade de aprender por intermédio da música noções de civismo, respeito aos colegas, disciplina e convívio social, transformando-se em multiplicadoras de conceitos, modificando sua interação com a família e com a comunidade.
“Pensar o desenvolvimento social com a colaboração da sociedade, e mostrar as soluções adotadas, já faz parte da pauta do nosso programa o ano inteiro. Estamos muito felizes por hoje poder estender e ampliar essa discussão a vocês”. Foram estas as palavras ditas por Beatriz Azeredo, diretora de Responsabilidade Social e Relações Públicas da Central Globo de Comunicação (CGCOM), na abertura do Workshop
Nada mais pertinente do que definir Cidadania. Segundo o Professor e Jurista Dalmo Dallari:
“A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”.(DALLARI, Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14
Se temos a oportunidade de “participar ativamente da vida e do governo” podemos dizer que a cidadania está em constante estado de construção, pois somos seres em movimento. Portanto ser um cidadão e exercer a cidadania consiste em respeitar os seus direitos, o direito do outro e cumprir com seus deveres.
Falando assim parece tudo muito vago e distante, mas não é nem uma coisa e nem outra.
Assim que a pessoa nasce passa a ter um nome, torna-se um cidadão, e uma família, passa a conviver e a se relacionar com outras pessoas. Para que esta convivência seja harmoniosa todos têm que cumprir regras. As primeiras regras são aprendidas em casa ensinadas pelos pais. Outras regras a pessoa aprende quando passa a frequentar a escola e outras, estabelecidas pelas leis, sendo a principal a Constituição, quando passa a conviver em sociedade.
Como disse logo acima, a cidadania está em constante estado de construção, por esta razão pode, a todo o momento, aparecer novas ações como é o caso da Agenda 21 abordada por Cesar Callegari logo no início do encontro:
A Agenda 21 é o principal resultado da Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento – UNCED/Rio-92. Este documento foi discutido e negociado exaustivamente entre as centenas de países ali presentes, sendo portanto um produto diplomático contendo consensos e propostas.
A Agenda 21 mexeu literalmente com os prefeitos que têm se empenhado e muito para conscientizar a população. Com a realização do Rio+20 este “despertar” vai acontecer de modo ainda mais eficaz. O fator mais importante para que a cidadania seja praticada é o cidadão conhecer qual o seu real papel na sociedade.
Há uma lei que obrigada as crianças a frequentarem a escola e os pais, como cidadãos têm que cumprir, porém ele pode e deve cobrar que a educação que o seu filho vai receber seja de qualidade. Ao cobrar estará exercendo a sua cidadania.
Como bem disse José Goldemberg “Se as crianças recebem uma educação de qualidade e com noções de cidadania, elas educam os pais.
Serginho Groisman perguntou se já chegou para o cidadão normal a consciência da importância da política na vida deles, e de que não só o político tem a responsabilidade total.
Eduardo Giannetti começa a responder fazendo uma citação de Santo Agostinho: “Daí-me senhor a castidade e a virtude, mas não já”. Continua dizendo que a consciência do povo avançou muito, só que mais do que a prática. Muita gente prega ações sustentáveis, por exemplo, mas não age da empregando as ações que fala. Foi por esta razão que citou a frase acima de Santo Agostinho. Todos sabem o que devem fazer, mas não fazem já.
Serginho Groisman instiga para que falem sobre os Direitos Humanos.
Abordam que a preocupação com os Direitos Humanos é recente, surgiu após a segunda guerra mundial quando as pessoas continuavam a resolver seus problemas matando uns aos outros.
Mas levantaram uma questão importante: todos têm que ter deveres, mas também direitos, por esta razão é inadmissível ainda ter gente passando fome. Todos são responsáveis pela construção do direito: estado, governo, político, cidadão. O direito é alcançado no momento que existe a participação de todos.
Serginho Groisman pergunta como se formam o sentimento e valores morais na construção da identidade?
A família assim como a escola através de bons exemplos e com a reflexão destes exemplos podendo fazer a diferença na construção da identidade e consequente formação do cidadão. Quando uma pessoa se sente respeitada ela se sente bem, se sente cidadã. O ideal é que ela respeite e aja da mesma forma com o outro.
Quando a comunidade e a família são parceiros da escola o resultado é sempre melhor.
É importante que a escola priorize boas ações envolvendo a participação da família deixando de chamá-la somente quando precisa relatar problemas com o filho.
Algumas dicas de ações para instigar a criança ao exercício da cidadania
Quando estiver em casa:
- Junte os brinquedos depois que acabar de brincar;
- O brinquedo que você não brinca mais, doe para quem não tem nenhum;
- Deixe seus pertences sempre organizados;
- Ajude seus pais
- Separe sempre o lixo que pode ser reciclado
- Seja educado com as pessoas, diga bom dia, obrigada, desculpe, com licença;
- Seja gentil cedendo seu lugar para os mais velhos;
- Cuide do seu material escolar, suas roupas, seus brinquedos;
Na escola
- Respeite seu professor e todos os funcionários da escola;
- Respeite seus colegas, lembre-se que brincadeira tem limite;
- Coopere com seus colegas ajudando-o sempre que tiver dúvidas;
- Cuide dos bens da escola, ele pertence a todos que lá estudam;
- Participe da troca de livros e gibis entre colegas
- Respeite o horário de chegada e saída e vá de uniforme;
O professor que quiser trabalhar com os pequenos o que vem a ser cidadania sugiro este vídeo: O Mundo Mágico da Cidadania Parte 1
O Mundo Mágico da Cidadania Parte 2
Após o debate foi apresentada a nova temporada do Globo Cidadania (www.globocidadania.com.br) da Rede Globo que reúne os programas Globo Educação, Globo Ciência, Globo Ecologia, Globo Universidade e Ação em torno de um único compromisso: fazer diferença na vida das pessoas. A nova temporada começa a partir do dia 14 de abril sempre aos sábados a partir das 6h e continuará sendo apresentada pelo Serginho Groisman
Este é o “bordão” que ouço todos os dias na rádio CBN (sou muito mais do rádio do que da televisão) quando relatam situações em que se deve agir com ética.
Apoiada neste bordão pergunto: Como ensinamos ética para nossos filhos?
No meu modo de perceber devemos ensinar ética com exemplos. De nada adianta dar conselhos e orientações e no momento do “agir” o comportamento é totalmente diferente.
Nossos filhos são nossos espelhos.
Tudo o que fazemos é imitado por eles.
Há o vídeo que já foi mostrado aqui, mas eu o acho sempre muito pertinente e não iria abrir mão desta oportunidade de mostrar novamente.
As crianças estão em processo contínuo de formação e se falamos de forma agressiva com ela, ou com o outro ao nosso redor, estamos ensinando que a maneira correta de falar com as pessoas é de forma agressiva. Quando a criança se dirige a nós de forma agressiva, reagimos com mais agressividade ainda, pois ficamos indignadas com este comportamento. Na verdade, não nos damos conta de que ela está seguindo o nosso exemplo.
Por esta razão temos que estar sempre atentos às nossas condutas.
Devemos ter a Ética sempre muito presente nas nossas ações.
Um dos bons caminhos para agirmos com Ética é sempre nos colocarmos no lugar do outro.
“Será que eu gostaria que isso acontecesse comigo?”
“O que não gostamos para nós não fazemos para o outro.”
Ao refletirmos sobre estas frases nos deparamos com o “respeito”.
O Respeito é a base da Ética.
Se tivermos o “respeito” sempre presente nas nossas ações, estaremos no caminho certo para sermos éticos.