Estacione com segurança

Procedimentos simples podem evitar tragédias. Sim, estou me referindo a tragédia mesmo e não estou fazendo drama.

As pessoas ainda não se deram conta do perigo que é estacionar na vaga da garagem de casa, do shopping ou do supermercado, de frente. É claro que este procedimento é automático. Você chega e ao invés de manobrar para guardar o carro de ré, você já o coloca de frente. Muito mais fácil. Mas o perigo está justamente no momento em que você for tirar o carro da garagem, pois a visibilidade é mínima, para não dizer “nenhuma”.

Aqui no Brasil ainda não há estatísticas sobre os acidentes causados por esta prática, mas nos Estados Unidos morrem cerca de 250 crianças por ano atropeladas, na maioria das vezes, pelo próprio pai ou mãe. Quase uma criança por dia.

Até os 10 anos a criança enxerga o carro como um “brinquedo”. Ela não tem noção do perigo que ele pode causar. Além disso, ela não tem noção de velocidade e como ela está vendo o carro ela pensa que o motorista também a está vendo. É neste momento que os acidentes acontecem.

Quanto maior o carro menos visibilidade na ré se tem.

O código de trânsito não prevê esta ação e, portanto, o motorista não está infringindo nenhuma regra. Porém diante dos registros esta prática tem que ser mudada.

O mesmo cuidado deve acontecer dentro dos estacionamentos do shopping. Muitos pais deixam o filho sair correndo na frente, pois imaginam que estão seguros. Ledo engano! O motorista que está saindo da sua vaga pode não ver a criança e a atropelar. Por isto os pais devem sempre estar de mãos dadas com o filho, seja no estacionamento do shopping, do supermercado ou qualquer outro local em que haja trânsito de carros. Onde houver passagens para carros, os filhos têm que estar de mãos dadas com os pais.

O piloto de testes César Urnhani falou sobre as possibilidades de não enxergar uma criança que está atrás do carro. Veja na reportagem e assista ao vídeo dojornal EPCampinas.

Os pais também devem verificar se o filho não está escondido embaixo do carro. Este procedimento é normal em crianças, principalmente em meninos. Eles adoram brincar de mecânico ou mesmo gostam de se esconder tanto nas brincadeiras de esconde-esconde, quanto para brincar de se esconder dos pais.

Há inúmeros casos onde o pai saiu com o carro e atropelou o próprio filho.

Estes cuidados simples devem integrar as nossas ações diárias. Melhor perder um pouquinho de tempo, mas ter plena visão de tudo o que se passa ao redor do nosso veículo.

Você já levou algum susto envolvendo criança e carro?

Conte para nós. Quanto mais relatos tivermos mais motivação teremos para mudar este hábito.

Criança precisa de rotina

Acho muito pertinente falarmos sobre rotina.

Nos dias de hoje, muitas famílias, em razão do emprego que têm, não conseguem desenvolver nenhum tipo de rotina. Há aquela família que muda constantemente de casa, de cidade e muitos até de país. Há também aquela que nunca têm hora para chegar em casa e consequentemente os filhos acabam não tendo nenhum tipo de rotina. Não têm hora para acordar, para tomar café, almoçar e muito menos para dormir.

A falta de rotina dificulta que a criança chegue no horário certo na escola, que leve o material para a aula, que vá de uniforme, e tantas outras situações. Na escola são sempre as mesmas crianças que chegam sem o uniforme. São sempre as mesmas que nunca devolvem o livro na biblioteca, que levam o brinquedo fora do dia combinado e que no dia do brinquedo nunca trazem.

Este comportamento totalmente desencontrado é reflexo da falta de rotina.

O próprio corpo acaba não sabendo ao certo se irá almoçar ou jantar. O sono nunca vem no mesmo horário, e então temos crianças que dormem cada dia mais tarde e consequentemente dão muito trabalho para acordar.

É muito importante que a criança saiba o que irá acontecer com ela no decorrer do dia e isso só é possível em razão da rotina. A falta de rotina ocasiona insegurança na criança e esta insegurança a acompanha durante toda a vida.

A rotina consiste em manter o mesmo hábito desde que o bebê nasce. Ter hora para dormir, para se alimentar, para tomar banho é fundamental para, inclusive, o funcionamento do corpo. Quando a criança tem horário para se alimentar, o intestino funciona com mais naturalidade. Quando se estabelece o horário máximo para a criança ir dormir, o sono começa a se manifestar um pouco antes do horário limite.

O nosso corpo se adéqua à rotina. Se começamos a almoçar todos os dias às 12h, passamos a sentir fome neste horário. É como se ele avisasse que já está na hora de almoçar. Porém se o almoço não tem hora para acontecer, é normal: ou se ter fome o tempo todo ou não ter fome. O mesmo acontece com o sono, e assim por diante.

O mais estimulante em se ter estabelecido a rotina é poder sair da rotina nos finais de semana e nas férias escolares.

Se o dia-a-dia é sempre sem rotina não há qualquer novidade nestas ocasiões.

Acredito que vale a reflexão, não acham?

Brincando também se aprende #baudediversoes

Falar sobre criança e suas brincadeiras é sempre um assunto muito sério. É por esta razão que quem há anos se preocupa com a nutrição da criançada não poderia deixar de se preocupar com suas brincadeiras também, principalmente resgatando algumas que seus pais brincavam quando eram criança e que servirá de elo entre as duas gerações. Sim, estou falando do Portal Nestlé – NINHO Soleil.

Esta integração entre pais e filhos é muito importante para o desenvolvimento emocional, social, cognitivo e até mesmo físico da criança. Quando a criança brinca, ela ativa suas potencialidades, bem como sua criatividade sendo fundamental a prontidão, o experimentar, o vivenciar, o imaginar, o criar, o deduzir, o conceituar e tantos outros verbos fundamentais para o seu desenvolvimento.

Quem não se lembra com saudades de alguma brincadeira que vivenciou quando pequeno(a). Eu adorava pular amarelinha. A brincadeira começava desde o desenhar a amarelinha na calçada com um pedaço de tijolo ou até mesmo um carvão. Quantas habilidades e competências não são desenvolvidas ao desenhar e depois pular a amarelinha? Vejamos algumas: noção de proporção, lateralidade, noção espacial, sequência numérica, equilíbrio, destreza, sequência lógica, pontaria e concentração.

Imagine quão importante e fundamental pode ser uma simples brincadeira para o desenvolvimento da criança, principalmente se for acompanhada da participação dos pais.

A brincadeira também é um “abre portas” para a socialização sendo uma comunicação bem eficaz, pois muitas vezes, muito antes de dirigir uma única palavra, duas crianças iniciam sua interação compartilhando uma mesma brincadeira.

É através da brincadeira que a criança aprende a cumprir regras, a esperar a sua vez, a ouvir o que o outro está dizendo, a perder e a ganhar, a trabalhar em equipe e a respeitar o outro. Estes ensinamentos são fundamentais para o desenvolvimento harmonioso da criança.

Estes focos aqui apresentados e tantos outros que integram o Baú de diversões do Portal Nestlé serão abordados, vivenciados através das brincadeiras entre pais e filhos, e registrados por fotos que comporão o álbum de figurinhas.

Todos estes recursos serão utilizados por cinco famílias representadas por: Eliane Ceccon, Gisele Barcellos, Sam Shiraishi , Simone Miletic, Tiffany Stica , que assim como eu são embaixadoras do Ninho nesta ação o qual convidamos a todos para acompanharem e brincarem com a gente no site Portal do Ninho e/ou no Facebook

A cada postagem feita por cada uma das mães eu comentarei dando meu foco pedagógico o qual fico no aguardo da interação de todos vocês também.

 

Vamos fazer destes nossos encontros uma grande brincadeira construtiva e pedagógica

desenvolvendo ao máximo as nossas crianças.

Tenho certeza que vocês vão adorar!

A musicalização e o desenvolvimento da criança

A música propicia que a criança se torne mais sensível e receptiva aos sons desenvolvendo o ritmo, a melodia, a harmonia e o movimento. Ter ritmo é fundamental para o exercício das diferentes funções do nosso corpo. Temos que ter ritmo para piscar os olhos, engolir a saliva, falar, andar, respirar, mastigar, beber água e tantas outras funções inclusive o escrever e o ler.

A melodia favorece a rapidez do raciocínio e o poder de concentração. Quando a melodia é agradável e bem aceita a criança se apropria com tamanha facilidade que é capaz de reproduzi-la quase que de imediato.

A harmonia propicia que a criança cante e gesticule, ou acompanhe com palmas, ou toque algum instrumento. A própria criança sente necessidade de buscar a harmonização sonora.

A musicalização promove também o interesse em produzir sons a partir do corpo de cada um. É por esta razão que a criança adora “batucar” na mesa com os talheres na hora da refeição, ou tamborilar o lápis enquanto faz a lição de casa, ou mesmo ficar assobiando. Produzir sons através do corpo é uma experiência que promove imensa satisfação ativando a criatividade.

A socialização também é incentivada pela musicalização que ao executar a música em grupo estimula a criança a ser mais comunicativa, criativa além de passar a respeitar o tempo e a vontade do outro.

Integrar a música com a expressão corporal é um exercício que desenvolve inúmeras habilidades, estimula a concentração, o compasso além de propiciar o contato com o mundo musical já existente dentro dela.

Quer fazer um exercício musical com seus filhos ou seus alunos?

Então aqui vai uma sugestão:

Sentem em círculo no chão ou ao redor da mesa.

Distribua uma caixa de fósforos cheia para cada criança. É importante o adulto brincar também.

Escolha primeiramente uma canção conhecida da criança como, por exemplo, a da “Barata na careca do vovô”.

Vou colocar a letra abaixo e onde estiver em negrito será a parte da música em que todos deverão bater a caixa de fósforos, primeiro na palma da mão e em seguida, no próximo negrito, na mesa.

Eu vi uma barata na careca do vovô;

assim que ela me viu

bateu asas e voou;

do-ré-mi-fa fa-fa;

do-ré-do--ré;

do-sol-fa-mi mi-mi;

do-ré-mi-fa fa-fa

No começo pode parecer difícil, mas tente e assim que estiverem “afiados” podem incrementar incluindo variantes como:

·         Aumentar a voz nas sílabas em negrito.

·         Cantar mais acelerado e aumentar a voz nas sílabas em negrito

·         Mais lento e abaixar a voz nas sílabas em negrito

·         Substituir a caixa de fósforos por palmas

·         Substituir por batidas de pé.

·         Conciliar palmas e batidas de pé e assim por diante usando de muita criatividade.

Nunca se deve esquecer que a música é uma linguagem que se comunica com a massa. Dependendo do tipo de música e da sensibilidade do ouvinte naquele momento, a mensagem pode ser interpretada das mais diferentes formas.

A música tem o dom de transportar as pessoas a momentos importantes vividos. É por esta razão que praticamente todas as pessoas têm uma música como referência na sua vida representando um momento importante.

Bom final de semana para todos!

Abraços

Cybele Meyer

A música e a criança

A música propicia que a criança se torne mais sensível e receptiva aos sons desenvolvendo o ritmo, a melodia, a harmonia e o movimento. Ter ritmo é fundamental para o exercício das diferentes funções do nosso corpo. Temos que ter ritmo para piscar os olhos, engolir a saliva, falar, andar, respirar, mastigar, beber água e tantas outras funções inclusive o escrever e o ler.

A melodia favorece a rapidez do raciocínio e o poder de concentração. Quando a melodia é agradável e bem aceita a criança se apropria com tamanha facilidade que é capaz de reproduzi-la quase que de imediato.

A harmonia propicia que a criança cante e gesticule, ou acompanhe com palmas, ou toque algum instrumento. A própria criança sente necessidade de buscar a harmonização sonora.

A musicalização promove também o interesse em produzir sons a partir do corpo de cada um. É por esta razão que a criança adora “batucar” na mesa com os talheres na hora da refeição, ou tamborilar o lápis enquanto faz a lição de casa, ou mesmo ficar assobiando. Produzir sons através do corpo é uma experiência que promove imensa satisfação ativando a criatividade.

A socialização também é incentivada pela musicalização que ao executar a música em grupo estimula a criança a ser mais comunicativa, criativa além de passar a respeitar o tempo e a vontade do outro.

Integrar a música com a expressão corporal é um exercício que desenvolve inúmeras habilidades, estimula a concentração, o compasso além de propiciar o contato com o mundo musical já existente dentro dela.

Quer fazer um exercício musical com seus filhos ou seus alunos

Então aqui vai uma sugestão:

Sentem em círculo ou numa mesa.

Distribua uma caixa de fósforos cheia para cada criança. É importante o adulto brincar também.

A música trabalhada será a da “Barata na careca do vovô”.

Onde na letra da música estiver em negrito e em tamanho maior será a parte da música em que se baterá a caixa de fósforos, primeiro na palma da mão e em seguida na mesa.

Então todos segurando a caixa de fósforos e vamos começar:

Eu vi uma barata na careca do vovô; assim que ela me viu bateu asas e voou; do-ré-mi-fa fa-fa; do-ré-do- ré-; do-sol-fa-mi mi-mi; do-ré-mi-fa fa-fa

No começo pode parecer difícil, mas tente e assim que estiverem “afiados” podem incrementar com as variantes: alto e rápido, alto e lento, baixo e rápido e baixo e lento.

Vocês irão se divertir muito.

Depois contem como foi o resultado, combinando!

A criança e a construção da sua identidade


Construir a identidade faz parte do desenvolvimento de qualquer cidadão não importando a qual geração pertença. E nós: pais, professores, comunidade temos influência direta nesta construção.

A criança levada, bagunceira que não fica parada um único momento, que em sala de aula senta e levanta o tempo todo, aponta o lápis inúmeras vezes, fala com o amiguinho da frente, vira para trás, “cutuca” o colega do lado, ou mesmo quando está em casa, pula no sofá, escala o batente da porta, dá cambalhota ou vira estrela, corre do quarto para a sala, da sala para o quarto e assim por diante, é tida como “hiperativa em potencial”.

Será? Será que tem mesmo algo de errado com esta criança ou ela tem muita energia que precisa ser gasta? Onde ela pode gastar esta energia se mora num apartamento pequeno, cheio de mobília e quando sai do apartamento vai para escola e tem que ficar sentada 90% do tempo!

Como será que esta criança está construindo a sua identidade?

Que informações ela está recebendo dos que convivem ao seu lado e quais está assimilando para formar a sua identidade?

E a criança comportada, obediente, estudiosa, que sempre deixa seu quarto arrumado, que guarda seus brinquedos? Sim esta criança tida como exemplar e que sempre recebe um afago na cabeça acompanhado de um elogio:

– Que comportada!

– Que educada!

– Que ordeira!

Você já imaginou que carga pesada esta criança carrega em seus ombros?

As crianças com energia infindável acabam por atrair a atenção dos adultos constantemente, pois estão sempre “aprontando” alguma coisa e a intervenção destes se faz necessária.

Já a criança comportada se sente com a responsabilidade de não decepcionar o adulto que a elogia. Se em algum momento ela comete um deslize, natural em qualquer criança, imediatamente aparece alguém para dizer: – Não acredito que você fez isto! Logo você que é tão…

Como será que estas crianças estão construindo suas identidades?

Será condição ter que chamar constantemente e atenção dos adultos com o objetivo de construir sua identidade?

A criança que concentra energia demais tem como meta de comportamento atrair a atenção do adulto que lhe é mais próximo. Caso este a ignore ela irá aumentar o ritmo do seu comportamento até alcançar seu objetivo, ou seja, chamar atenção.

Se em razão deste comportamento acaba sendo castigada ou recebendo outro corretivo qualquer, na verdade, terá um peso menor. O que realmente importa é o fato de ser o centro das atenções.

O mesmo acontece com a criança “exemplar”, ela necessita muito do elogio.

Este é o seu maior objetivo. Irá cada vez mais, se desdobrar em afazeres para ser elogiada. Caso, em algum momento, não o receba, ficará imensamente magoada, pois na verdade ela tem uma preocupação muito grande em não decepcionar os que a rodeiam.

Esta preocupação com o outro é constante. Caso ela não o agrade terá a sensação de que perderá o seu amor.

Vemos então que tanto um quanto outro necessitam da interferência constante do adulto para se autoafirmar e consequentemente construir sua identidade.

E quando estiverem sozinhos? Sem ninguém por perto, como agirão?

Como será que está a autoestima destas crianças? Estarão elas construindo sua identidade?

Sabemos que não nascemos com nossa identidade formada. Ela vai se construindo à medida que vamos interagindo com o meio em que vivemos. Se a aprovação ou desaprovação dos outros é tão necessária, é porque não conhecemos a nós mesmos.

Logo nossa identidade não existe.

Na verdade o que nós adultos temos que fazer é transmitir valores humanos para nossas crianças, propiciando assim, um autoconhecimento e consequentemente a construção da autoestima.

Se a criança se conhece. Sabe do seu valor. Se acredita em si mesma, o elogio ou a crítica passa a ter importância secundária.

Temos também que enxergar os limites de cada um e não exigirmos mais do que eles podem dar. O simples fato de falarmos: – Eu sei que você é capaz! Tente e com certeza conseguirá! Poderá acabar ocasionando resultados negativos. Se a criança não estiver preparada tanto na parte motora, psicológica ou emocional estas palavras de “estímulos” acabarão por imputar uma responsabilidade difícil de ser atingida, podendo ocasionar efeito inverso.

Enfim, temos acima de tudo que respeitar o outro, seja ele criança “exemplar” ou “hiperativa” desenvolvendo a sua autoestima fortalecendo assim a construção da sua identidade.

E você o que pensa sobre esta construção?

Pode contribuir com algum caso ou exemplo?

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