Atitude – Valor de ser professor

Estimule a atitude dos seus alunos

Professor, você estimula a atitude dos seus alunos?

É comum, quando dou Palestras para professores e abordo o tema Atitude, estes perguntarem como podem estimular a atitude dos seus alunos uma vez que são totalmente dependentes. Eles argumentam que explicam minuciosamente, dão o passo-a-passo e mesmo assim eles vêm a todo o momento perguntar se está certo, se estão fazendo direitinho ou se é assim que foi ensinado.

Na sequência pergunto: Mas você explicou direitinho? E o professor responde que sim. Pergunto também se ele ensinou o passo-a-passo e novamente me responde que sim.

Nesse momento argumento que com essa atitude ele está sufocando a possibilidade do aluno ter atitude, pois com todas essas orientações o aluno “anda” com o passo do professor e não com o próprio passo.

atitudeÉ fundamental que o professor estimule a atitude do aluno, e para isso não é preciso dizer exatamente como a atividade deve ser feita. Ele deve ter uma margem de liberdade para usar sua criatividade, sua espontaneidade além de ser uma forma de ele perceber se se apropriou do que lhe foi ensinado. Ao reproduzir exatamente como o professor indicou não terá essa oportunidade.

Outra possibilidade de estimular a autonomia é ao ensinar um tema novo. Normalmente o professor pede silêncio absoluto e determina que toda a atenção deve estar voltada para ele.

Atenção é algo que se conquista e não que se impõe. O fato de o aluno estar olhando para o professor não significa que ele está prestando atenção. O auditivo, por exemplo, não precisa olhar para o professor para prestar atenção, e muito menos o cinestésico. Mas quando o professor exige que todos olhem para si está, automaticamente, dispersando o auditivo e o cinestésico pois irão direcionar toda a atenção para a figura do professor e não para o que ele está falando.

Permitir interação, estimular questionamentos, pedir que o aluno expresse seu entendimento são possibilidades de estimular a atitude. Afinal, não é exatamente isso que queremos desenvolver nos nossos alunos?  Nosso objetivo não é formar alunos formadores de opinião, que saibam se relacionar, que saibam se fazer entender? Então precisamos permitir que eles ajam com autonomia, somente assim estaremos estimulando a atitude.

Valor de ser professor!

O professor e a bagagem inata do aluno #ValordeSerProfessor

O professor conhece muito bem cada um dos seus alunos justamente em razão do convívio diário.

Sabe aquele dia de prova?  O professor logo ao entrar na sala de aula e olhar para seus alunos, pela expressão facial de cada um,  o professor já tem uma noção de quem se preparou bem para realizar a prova e de quem não se preparou tão bem assim. Só pelo jeito do olhar do aluno, a forma de ele sentar na carteira já dá para identificar como está o seu emocional .

Durante a prova o professor já identifica quem está indo bem e quem está com dificuldades.

Essa observação integra a rotina do professor. Isso acontece o tempo todo durante todo o convívio, porque o professor enquanto está explicando,  busca no olhar do aluno se ele está entendendo, se está acompanhando o raciocínio, se está disperso, se está somente fisicamente na sala de aula, pois seu pensamento está bem longe dali.

Quando o professor  percebe que o aluno se distraiu ou que dúvidas ocorreram,  através de questionamentos  acessa a bagagem inata do aluno estabelecendo  uma conexão significativa das informações que ele detém com as com as novas informações oferecidas propiciando que o aluno faça a relação entre elas,  e com isso se aproprie das novas informações transformando-as em conhecimento, ou seja, fazendo com que a aprendizagem aconteça.

Como o professor fará isso?

Ele trará o aluno para o tema através de questionamentos em que ele mesmo,  o aluno, fornecerá o conteúdo necessário para que o professor utilize a seu favor.

Por exemplo: O professor de Geografia  está falando sobre relevo e de repente o aluno se dispersa. O professor então chama o aluno e pergunta se ele já viajou, se na estrada a paisagem era plana, se havia elevações,  e o aluno vai respondendo e com isso o professor vai utilizando esse conteúdo, ou seja, a bagagem do aluno para trazê-lo de volta para o tema de forma significativa.

Como é rica a relação professor aluno!

Por essa razão que eu insisto na importância de se partilhar as práticas vivenciadas em sala de aula, pois além de mostrar toda essa riqueza podem inspirar outros professores tanto a agirem de forma semelhante quanto motivá-los a partilharem também as suas experiências.

Então boas práticas e até  a próxima!

Valor de Ser Professor

Redes Sociais: As devoradoras de tempo!

Redes Cybele Meyer

Seis horas!

Toca o despertador. João levanta num sobressalto e imediatamente pega o celular para desligá-lo e, ainda deitado, começa a acessar sua rede social preferida…

Vai lendo as últimas postagens, curte uma, comenta outra, dá risada com as piadas, curte mais algumas e resolve ir para outra rede, e depois mais outra, checa os emails e de repente já está totalmente atrasado para o trabalho. Dá um pulo da cama e corre para se arrumar.

Novamente não vai dar tempo de tomar café, pois hoje o atraso foi grande!

No trajeto, a cada semáforo fechado, pega o celular e acessa as redes sociais.

Durante todo o dia, pelo menos a cada hora o mesmo acontece: acessa daqui, acessa dali, levanta e vai até a mesa do colega mostrar uma foto, uma piada ou manda um vídeo interessante, outro vídeo engraçado, do acidente, do pronunciamento, do futebol e assim vai durante todo o expediente.

O trabalho não rendeu nada hoje, pensa João quando já é hora de voltar para casa. Resolve então levar algumas coisas para fazer em casa, caso contrário o prejuízo será grande.

No trajeto de volta o comportamento é o mesmo: acessa uma, acessa outra, verifica o email, manda mensagem, manda foto, responde para o amigo e finalmente chega em casa.

Agora posso relaxar um pouco antes de pegar novamente no trabalho para terminar o que não deu tempo de fazer.

Senta no sofá e pega o celular. “Vou acessar rapidinho as redes sociais só para ver se comentaram a minha última postagem e depois checo rapidinho os emails e ai pego firme no trabalho.”

Não acredito! Já passou todo esse tempo? Vou ter que dormir, caso contrário não vou aguentar o dia de amanhã. E não fiz nada do trabalho que trouxe para casa!

Bom, amanhã acordo mais cedo e termino.

Seis horas!

Toca o despertador. João levanta num sobressalto e imediatamente pega o celular para desligá-lo e, ainda deitado, começa a acessar sua rede social preferida…

E você? Se identificou com o João?

Como está a administração do seu tempo?

Encontro com a autora #MomentodaEducacao

No dia 13 de setembro de 2013, a convite da Emeb Maria José Ambiel Marachini em Indaiatuba, fui conversar com os alunos do 3º ano sobre o livro Menina Flor, tema do Projeto elaborado pelas professoras Lúcia Meyer Corrêa e Marli Menucelli

Os alunos estavam eufóricos enquanto acabavam de dar os últimos ajustes na sala onde se daria o encontro.

O capricho e o carinho eram visíveis.

Chegaram todos e se acomodaram na Biblioteca.

Falei sobre a importância do escrever e convidei a todos para uma viagem através da leitura.

Compartilhei com os alunos qual foi o episódio que me motivou a escrever o livro Menina Flor.

Ao final dei dicas sobre os pontos que devem ser considerados no momento de escrever um livro, uma Redação ou mesmo um simples bilhete.

A interação foi uma constante!

Ao final os alunos me entregaram desenhos e bilhetes que fizeram sobre o livro Menina Flor.

O meu agradecimento especial para as professoras Lúcia Meyer Corrêa e Marli Menucelli, à Diretora Andrea Lopes e à Coordenadora Rosânia Peres.

Foi uma manhã muito especial!