Datas Comemorativas – Descobimento do Brasil

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Descobrimento do Brasil – 2008

Descobrimento do Brasil – cont

Descobrimento do Brasil – 2009

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Trabalhando o Hino Nacional nas aulas de artes

Fonte: Pra Gente Miúda

[De Ouviram do Ipiranga as margens plácidas até Brilhou no céu da Pátria nesse instante] IDÉIA – Confeccionem em papel kraft (pardo) o desnho de um riacho, árvores, enfim tudo que lembre a margem de um rio. Pintem em conjunto com tinta guache. Represente também a figura do príncipe e faça a comparação da atividade com a estrofe. Faça a espada, o chapéu e o cavalinho para as crianças.

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[De O penhor dessa igualdade até Desafia o nosso peito a própria morte] IDÉIA – Leia a estrofe com as crianças. Providencie várias revistas e peça que recortem figuras de adultos e crianças caminhando e cole-as no mapa do Brasil em tamanho grande.
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[De Brasil, de um sonho intenso até a imagem do cruzeiro resplandece] IDÉIA – Leia a estrofe e faça um painel do céu a noite, pintado com tinta guache pelas crianças, destacando o cruzeiro do Sul. Solicite que as crianças peçam ajuda aos pais para observar o céu a noite, para encontrar a constelação do Cruzeiro do Sul.
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[De Gigante pela própria natureza até dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada Brasil] IDÉIA – Peça as crianças para levarem para a sala de aula fotografias. Faça o mapa do Brasil em tamanho grande, recorte com os alunos pedacinhos de papel laminado dourado e façam um mosaico deixando espaço para colarem as fotografias, ressaltando que eles são o futuro e a riqueza do país.
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[De Deitado eternamente em berço até iluminando o sol do novo mundo] IDÉIA – Faça com as crianças flores coloridas e solicite que colem-nas no mapa do Brasil em tamanho grande. Faça a comparação da atividade desenvolvida e explique que elas representam a expressão “Florão da América”!
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[De Do que a Terra mais garrida até Nossa vida no teu seio mais amores] IDÉIA – Leia a estrofe com as crianças e confeccione um painel com cenário de floresta ou bosque e cole dobraduras de animais da nossa fauna. Faça a comparação do trabalho realizado e os versos da estrofe.
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[Em Ó Pátria amada idolatrada, Salve, salve] IDÉIA – Leia a estrofe com as crianças e faça a bandeira do Brasil em tamanho grande e solicite às crianças que picotem papel laminado nas cores verde, amarelo, azul e branca e colem os pedacinhos nos locais correspondentes…
Ao final das atividades, fazer a exposição dos trabalhos, destacando cada estrofe trabalhada.
Boa Sorte!
Música e letra – Descobrimento do Brasil
Fonte: Pra Gente Miúda
O almirante português,
Pedro Álvares Cabral,
No ano de 1500, saiu de Portugal!

Com 13 barcos veleiros,
do rio Tejo pro mar,
Para nas ilhas distantes,
especiarias comprar !

Mas D. Manuel I,
rei venturoso chamado,
Aconselhou a Cabral
Mudar de rota um bocado…
Para evitar calmarias,
e para saber também,
Se havia como diziam,
Terras na banda do além.

Navegaram vários dias,
Viram um monte afinal…
Que por ser tempo de páscoa,
Chamaram-no Monte Pascoal.

E assim, numa quarta-feira,
Dia 22 de abril…
Foi descoberto afinal,
O nosso amado Brasil!

Baixe a música clicando AQUI

Música/Letra – A 1ª Missa

No Ilhéu da Coroa Vermelha,
Onde Cabral ancorou…
E cercados de índios e brancos,
A cruz de Cristo elevou!
Frei Henrique de Coimbra,
A 26 de abril,
rezou a primeira missa,
abençoando o Brasil!

A princípio chamaram a terra,
De ilha de Vera Cruz.
Mas depois logo a crismaram,
de Terra de Santa Cruz.
Mas um pau da cor de brasa,
próprio da terra gentil,
Foi quem lhe deu finalmente,
seu nome eterno: BRASIL!

Baixe a música clicando AQUI

Gibi – Descobrimento do Brasil

http://2.bp.blogspot.com/_eIBAVA7AGQ0/S7QWf1F8AjI/AAAAAAAAKTc/l45JxbHLyuw/s1600/01.JPG

Se você gosta de inovar…

Nada melhor do que trabalhar duas datas de abril ao mesmo tempo… O Descobrimento do Brasil está bem ilustrado neste gibi da Turma do Sítio do Pica Pau Amarelo, personagens que ganham vida no Dia do Livro.

O Gibi pode ser baixado AQUI

Texto ilustrado

Fonte: Pra Gente Miúda

http://2.bp.blogspot.com/_eIBAVA7AGQ0/S7Qh-LMbZlI/AAAAAAAAKU8/ZDKFhCtZGak/s1600/brasil.jpg

Datas comemorativas – Descobrimento do Brasil

Olá amigos professores,

Hoje comemora-se o Descobrimento do Brasil. Para ver as postagens anteriores clique AQUI e AQUI

O descobrimento do Brasil foi um acidente de percurso ou uma missão secreta de posse?
Fonte: Como Tudo Funciona

No dia 8 de março uma frota composta por 10 naus e três caravelas partiu de Portugal rumo à Índia, onde os portugueses deveriam efetuar transações comerciais – compra, venda e troca de especiarias. No dia 22 de abril, porém, um “acidente de percurso” fez com que a frota desembarcasse no Brasil.

Terra à vista? Ou será ilha à vista? Enfim, o que os portugueses avistaram mesmo ao chegar perto do Brasil foi um grande monte, que mais tarde passou a ser chamado de Monte Pascoal.

Assim que desembarcaram no Brasil, onde hoje situa-se Porto Seguro, na Bahia, os portugueses foram “recepcionados” pelos índios que rapidamente encantaram-se com os seus metais preciosos. Sem “saber” o que eram realmente aquelas terras, Cabral batizou-as de Ilha de Vera Cruz, e depois que entendeu que se tratava de um continente, chamou-a de Terra de Santa Cruz.

Quem foi Pedro Álvares Cabral?


Apesar de seu porte físico invejável (Cabral tinha cerca de 1,90 m de altura enquanto que a maioria dos portugueses não passava de 1,65 m), Pedro Álvares Cabral não entendia muito bem de navegação.

Apesar de não ter vindo de origem muito nobre, Cabral casou com uma das herdeiras de uma família bastante rica de Portugal, Isabel de Castro. Mesmo não entendendo muito de navegação, Cabral era um chefe militar e o rei achou “prudente” escalá-lo para comandar a expedição que teria como missão “oficial” estabelecer uma feitoria comercial na cidade de Calecut, na Índia.
Naquela época Cabral tinha 33 anos de idade.

Em sua viagem Cabral fez história – “descobriu” o Brasil e estabeleceu a tal feitoria que, mais tarde, foi atacada por muçulmanos que acabaram matando muitos portugueses, entre eles, Pero Vaz de Caminha. Cabral retornou à Lisboa em 31 de julho de 1501 e, em virtude de um desentendimento entre ele e o rei, nunca mais foi enviado para missão alguma.

No dia 26 de abril, Frei Henrique de Coimbra celebrou a primeira missa em solo brasileiro. Em seguida a frota de Cabral rumou para a Índia, afinal, era para lá que eles deveriam ter ido. Será que não?

Duas naus, porém, voltaram para Portugal levando a famosa carta de Pero Vaz de Caminha, na qual ele narra detalhadamente como aconteceu o descobrimento, além de outras características da nova terra. E depois, bom, depois os portugueses voltaram e encontraram o glorioso pau-brasil, do qual passaram a extrair uma valiosa tinta vermelha que futuramente passou a ser comercializada em toda a Europa. E, em homenagem, a terra passou a chamar-se – Brasil.

Isso é o que você aprendeu nas aulas de história. Mas será que a história do Brasil é só isso? Será que não existiam outros habitantes nessas terras, nativos ou não? E será que os portugueses foram levados pelas “correntezas” e caíram justamente em frente ao nosso maravilhoso litoral, ou será que de “portugueses” eles não tinham nada e apenas vieram tomar posse oficialmente de algumas terras?

Não existem documentos oficiais, mas diversas teorias rondam o descobrimento do Brasil. Na próxima página, leia alguns fatos “interessantes” sobre o descobrimento do Brasil…e tire as suas próprias conclusões.

Outras teorias sobre o descobrimento do Brasil

Tudo indica que os portugueses já sabiam da existência de nossas terras, antes de Cabral passar por aqui. Muito provavelmente, o Brasil não foi descoberto em 22 de abril de 1500, e sim, tomado posse. Eis alguns indícios.

* Vasco da Gama, após a sua gloriosa ida às Índias, voltou para Portugal em julho de 1499. Melhor do que as especiarias que ele trouxe na mala foi o fato de que ficou comprovado na prática que, assim como na Índia, novas terras poderiam ser alcançadas pelo mar. Ou seja, o planeta terra poderia transformar-se em um imenso comércio (será que já havia indícios de globalização nesta época!?). E Portugal era um dos poucos países europeus com saída para o Atlântico. Antes mesmo de seu retorno, diz a história que Vasco da Gama já havia registrado em seu diário de bordo, algo em torno de 1947, que existiam terras americanas, comunicando o rei de Portugal, D. Manuel, assim que retornou à Portugal.

* Cristóvão Colombo, ao descobrir a América em 1492, sugeriu em seus manuscritos, a existência de outras terras ao sul da República Dominicana.

* Alguns anos antes de Cabral aportar por aqui, mais precisamente em 1494, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas. Naquela época os navegadores espanhóis e portugueses eram considerados os melhores do mundo e a briga entre eles pela posse das novas terras estava se acirrando. Através do Tratado foi traçada uma linha imaginária que passava a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde (colônia de Portugal), dividindo o mundo em duas partes iguais. As terras descobertas do lado esquerdo (oeste) seriam da Espanha, enquanto que as terras descobertas do lado direito (leste) seriam de Portugal. E o Brasil, bem o Brasil (e o seu imenso litoral) ficava coincidentemente no lado dos portugueses. Sendo assim, as terras já estavam no mapa e pertenciam à Portugal. Bastava então estudar as correntezas, as rotas e as condições climáticas, para que fosse possível encontrar as tais terras e … tomar posse, garantindo o domínio de Portugal.

* Tudo indica que o primeiro português a pisar em solo brasileiro, não foi Cabral, e sim Duarte Coelho, pessoa de extrema confiança do rei D. Manuel e considerado um gênio em navegação e astronomia, naquela época. Coelho descobriu o Brasil no final de 1498, a mando do rei. O grande problema foi que Duarte Coelho acabou desembarcando entre o Maranhão e o Pará, em terras pertencentes à Espanha, de acordo com o Tratado de Tordesilhas firmado em 1494. Dessa maneira, quando retornou à Portugal, o rei pediu que a missão ficasse em sigilo e que, enquanto isso, fosse preparada uma nova missão que deveria alcançar o Brasil em outro ponto, em terra pertencente à Portugal. Naquela época havia uma cláusula no Tratado de Tordesilhas que obrigava Portugal e Espanha a comunicarem ao outro a descoberta de terras alheias. D. Manuel preferiu ficar quieto e não dar munição ao seu concorrente.

* A carta escrita por Pero Vaz de Caminha é uma verdadeira certidão de nascimento do Brasil. Nenhum outro país foi descrito com tantos detalhes no momento de seu descobrimento. Mas, não se divulga o porquê, Caminha escreveu sobre cada detalhe do Brasil, muito provavelmente para dizer “sim, nós estivemos aqui e o Brasil é nosso”.

* Outro mistério ronda essa mesma carta. Caminha descreve a vista do Monte Pascoal, como sendo um monte com “serras mais baixas ao sul”. Essa visão só seria possível se os portugueses estivessem navegando do Sul para o Oeste, como se estivessem subindo o litoral brasileiro. Ao contrário, se eles tivessem realmente descoberto o Brasil por acaso, a visão do Pascoal seria completamente diferente, já que eles estariam navegando em direção Norte – Oeste.

* Não é possível comprovar, porém, relatos de historiadores narram a existência de “pirataria” em solo brasileiro antes mesmo da chegada dos portugueses. De acordo com os relatos, alguns deles publicados no livro, Náufragos, Traficantes e Degredados, de Eduardo Bueno, os espanhóis, franceses e ingleses já haviam estado por aqui e a pirataria era uma prática bastante comum entre eles.

E, bem, se não bastasse tudo isso, vale lembrar que já tinha gente por aqui, antes mesmo de portugueses, espanhóis, franceses ou ainda ingleses. E além de gente, essa terra também já tinha um nome: Pindorama. Os índios, quase 2 milhões apenas no Brasil naquela época (de acordo com estudos realizados pelo antropólogo Darcy Ribeiro), pertenciam às tribos tupi-guaranis (Litoral ), macro-jê ou tapuias (Planalto Central ), aruaques e caraíbas ( Amazônia ) e gentilmente chamaram as terras brasileiras de Pindorama, em referência às palmeiras existentes por aqui.

Caravela de mão

Sugestão: Baú das Ideias

Materiais: cartolinas, caneta hidrocor preta, cola, palito de picolé e papel glacê vermelho.

Na parte de trás há uma tira para a criança encaixar a mão.

Clique na figura para vê-la em tamanho maior.

Datas comemorativas – Descobrimento do Brasil

DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Motivos das Navegações Portuguesas

Portugal logo percebeu que o seu futuro não estava no comércio terrestre, obstruído pela Espanha – em luta contra os árabes e governada por um inimigo, o Mediterrâneo se achava inteiramente dominado pelos italianos (venezianos e genoveses), que monopolizam o comércio das especiarias com os árabes, ampliando sempre mais suas rotas marítimas e terrestres, na distribuição dos produtos orientais. Os portos lusitanos, entre os quais Sagres, Lisboa e Porto, simplesmente tornava-se escala importantes das expedições marítimas quer realizam o tráfico das especiarias orientais entre o Mediterrâneo e o Norte da Europa.

Para Portugal só restavam os caminhos do mar. Somente vencendo a barreira do Atlântico poderia expandir seu comércio.

A saída natural para o avanço do comércio marítimo lusitano seria a exploração da Costa Africana mais próxima, onde se encontravam algumas cidades árabes de importância comercial, entre as quais sobressai a cidade de Ceuta, cidade do norte africano, em frente a Gibraltar, seria o primeiro trampolim: abriria aos portugueses as portas do Mediterrâneo.

Em 1415, Ceuta foi vencida, Tânger, Arzila e Alcácer, novas conquistas portuguesa no litoral africano. Sua importância comercial era o marfim, ouro e escravo. Mas a África era apenas o começo. A verdadeira riqueza estava nas Índias, de onde vinham, além de ricas sedas e brocados, as especiarias: pimenta, canela, cravo, gengibre, noz-moscada, essenciais para o sabor e conservação dos alimentos. Tudo isso rendia um bom dinheiro aos mercadores árabes que as forneciam e às cidades italianas que as negociavam com o resto da Europa.

Em 1453, os turcos penetram na Europa, tomam Constantinopla, e avançam até Alexandria e bloqueiam todo o comércio das especiarias, com o rompimento das linhas de abastecimento, surge a crise no mercado europeu. Impõe-se, com urgência descobrir um novo caminho para o Oriente.

Para dominar esse rico mercado das especiarias e eliminar os intermediários muçulmanos, passa a ser o grande alvo da expansão marítima portuguesa. E o jeito era descobrir um caminho direto para chegar as Índias.

Expedição às Índias

Quando Dom Manuel I, sucessor de Dom João II, sobre ao trono em 1495, está decidido a, enfim, chegar até às Índias. O reino português organiza nova expedição em 1497. Para comandá-la escolhe Vasco da Gama, a quem instrui pessoalmente sobre o que deseja: estabelecer sólidas bases comerciais no Oriente – e propagar a fé cristão.
Em 1498, o esforço quase secular de expansão ultramarina por parte de Portugal atinge seu clímax. A esquadra de Vasco da Gama chega a Calicute na Índia, grande empó-rio de mercadorias do Oriente. Está traçada definitivamente a nova rota marítima para às Índias, pelo Atlântico sul. Via Cabo da Boa Esperança.

Ao regressar, seus 160 homens reduziam-se a 55. A viagem prolongara-se por dois anos. Mas dois anos que mostraram o acerto na política portuguesa de navegações. Com Vasco da Gama, completavam-se os objetivos e sonhos dos portugueses. Os comerciantes que aplicavam fortunas nas esquadras, seriam fartamente recompensados, os navegadores que perderam a vida não tinham morrido em vão e ao mesmo tempo está resolvido o grave problema do abastecimento dos mercados europeus.

Está garantido, assim, o sucesso da estratégia política e marítima de D. João II: o espaço aberto pela linha de Tordesilhas, assegura para Portugal a posse do Atlântico sul, caminho aberto e exclusivo para o rico mercado oriental, além de conferir o domínio do já conhecido litoral africano, muito provavelmente também poderia conferir a posse e o controle de um possível “litoral americano” no mesmo Atlântico sul. Esta hipótese viria a ser comprovada em 1500. Com o descobrimento do Brasil.

A Escola de Sagres

O Infante Dom Henrique, um dos filhos do Rei João I, que participara da conquista de Ceuta, compreende a necessidade de planejar e organizar mais eficientemente o empreendimento marítimo-mercantil, reuni alguns dos melhores e mais experientes pilotos, astrônomos, matemáticos, cartógrafos e construtores de navios da época, vindo sobretudo de Gênova e Veneza, ativas cidades comerciais da Itália. E, funda, em 1417 a Escola de Sagres, acontecimento importante, representa a mudança radical e definitiva do rumo da expansão ultramarina.

Valendo-se do que lá aprenderam, os portugueses começam a sua expansão marítima, o norte da África, é abandonado, de agora em diante, cada vez mais para o Atlântico, ocupam as ilhas de Açores e Madeira no Atlântico.

Mas o objetivo principal era descer as costas da África, de extensão desconhecida, para tentar chegar às Índias. A segunda tentativa de ultrapassar o cabo Bojador, uma ponta da África que avançava pelo Atlântico, foi vencida pelo medo. Medo de que passando do cabo os brancos se tornassem negros, medo de que o mar fervesse ao calor tropical, medo de que a neblina espessa engolisse os navios. Os marinheiros temiam o desconhecido. Imaginavam a Terra plana, com oceanos que poderiam desembocar no nada.

Em 1434 Gil Eanes, da equipe de Sagres, volta triunfante, o Bojador e contornado.
A expansão marítimo-comercial portuguesa ao longo do litoral africano, passa a ser mais intensa, Nuno Tristão, explora o Senegal, Serra Leõa, a Costa do Ouro, sempre em busca do marfim, ouro e principalmente dos escravos negros para as ilhas de Açores e Madeira.

Com as invenções que surgiram – o astrolábio para medir a posição das estrelas, e a bússola, para garantir a orientação – os pilotos portugueses puderam afastar-se do litoral sem o pavor de se perder. Vela ao vento, as naus não param, cruzando o Atlântico: era preciso chegar ao fim da África e de lá partir para a conquista do mercado das especiarias, tecidos e porcelana da Índia.

Com a invasão da Europa pêlos turcos, e fator decisivo. O que interessa é descobrir um novo caminho para negociar com os homens das Índias, na década de 1470, Lopo Gonçalves cruza a linha do Equador, Diogo Cão atinge a embocadura do Congo, chamando-o de Rio do Padrão. O reconhecimento da região por esse navegador possibilita mais tarde a viagem de Bartolomeu Dias, que chega a cruzar o Cabo das Tormentas em 1488, mudando-lhe o nome para Cabo da Boa Esperança, numa antevisão da certeza e confiança de estar no caminho certo para o Oriente.

Antes, porém que Portugal possa colher o triunfo esperado, um fato surpreendente vem fazer sombra sobre as esperanças portuguesas. Cristóvão Colombo, navegador genovês contratado por Espanha, chega à ilha de Guanaani, em 1492, descobrindo o continente americano, e regressa, afirmando ter atingido às Índias. Infante Dom Henrique, um dos filhos do Rei João I, que participara da conquista de Ceuta, compreende a necessidade de planejar e organizar mais eficientemente o empreendimento marítimo-mercantil, reuni alguns dos melhores e mais experientes pilotos, astrônomos, matemáticos, cartógrafos e construtores de navios da época, vindo sobretudo de Gênova e Veneza, ativas cidades comerciais da Itália. E, funda, em 1417 a Escola de Sagres, acontecimento importante, representa a mudança radical e definitiva do rumo da expansão ultramarina.

Valendo-se do que lá aprenderam, os portugueses começam a sua expansão marítima, o norte da África, é abandonado, de agora em diante, cada vez mais para o Atlântico, ocupam as ilhas de Açores e Madeira no Atlântico.

Mas o objetivo principal era descer as costas da África, de extensão desconhecida, para tentar chegar às Índias. A segunda tentativa de ultrapassar o cabo Bojador, uma ponta da África que avançava pelo Atlântico, foi vencida pelo medo. Medo de que passando do cabo os brancos se tornassem negros, medo de que o mar fervesse ao calor tropical, medo de que a neblina espessa engolisse os navios. Os marinheiros temiam o desconhecido. Imaginavam a Terra plana, com oceanos que poderiam desembocar no nada.

Em 1434 Gil Eanes, da equipe de Sagres, volta triunfante, o Bojador e contornado.
A expansão marítimo-comercial portuguesa ao longo do litoral africano, passa a ser mais intensa, Nuno Tristão, explora o Senegal, Serra Leõa, a Costa do Ouro, sempre em busca do marfim, ouro e principalmente dos escravos negros para as ilhas de Açores e Madeira.

Com as invenções que surgiram – o astrolábio para medir a posição das estrelas, e a bússola, para garantir a orientação – os pilotos portugueses puderam afastar-se do litoral sem o pavor de se perder. Vela ao vento, as naus não param, cruzando o Atlântico: era preciso chegar ao fim da África e de lá partir para a conquista do mercado das especiarias, tecidos e porcelana da Índia.

Com a invasão da Europa pêlos turcos, e fator decisivo. O que interessa é descobrir um novo caminho para negociar com os homens das Índias, na década de 1470, Lopo Gonçalves cruza a linha do Equador, Diogo Cão atinge a embocadura do Congo, chamando-o de Rio do Padrão. O reconhecimento da região por esse navegador possibilita mais tarde a viagem de Bartolomeu Dias, que chega a cruzar o Cabo das Tormentas em 1488, mudando-lhe o nome para Cabo da Boa Esperança, numa antevisão da certeza e confiança de estar no caminho certo para o Oriente.

Antes, porém que Portugal possa colher o triunfo esperado, um fato surpreendente vem fazer sombra sobre as esperanças portuguesas. Cristóvão Colombo, navegador geno-vês contratado por Espanha, chega à ilha de Guanaani, em 1492, descobrindo o continente americano, e regressa, afirmando ter atingido às Índias.

TRATADO DE TORDESILHAS

Verificar postagem do dia 08 de outubro de 2007 que fala somente do Tratado de Tordesilhas.
Você poderá lê-lo acessando aqui

O Viajante do Rei

Com o sucesso da viagem de Vasco da Gama, Dom Manuel decide montar uma esquadra maior e mais preparada, que pudesse estabelecer feitorias seguras nas Índias. Portugal tratava de desenvolver as bases para seu império comercial. Para chefiar esta esquadra procura um conhecedor da arte de navegar, bom soldado, cristão, leal e capaz de entender os seus projetos políticos e comerciais.

E encontra esse homem em Pedro Alvares Cabral. Novamente, o brasão das duas cabras está presente na história das conquistas portuguesa. Ele surgira com Álvaro Gil Cabral, na instauração da dinastia de Avis; nas mãos de Luís Álvares Cabral e Fernão Álvares Cabral, durante a tomada de Ceuta. No cerco de Tânger morre Fernão Álvares, mas o brasão empunhado pôr seus filhos, Fernão Cabral, se distingue nas lutas pela conquista de Alcácer e Arzila. É o brasão de uma nobre e audaz estirpe portuguesa: a linhagem dos Cabral.


Pedro Álvares nascera em 1467 ou 1468, no castelo da vila de Belmonte, na Beira Baixa, filho de Dona Isabel de Gouveia e Dom Fernão Cabral. Seu pai tinha o apelido de “Gigante da Beira”, pôr sua grande estatura, e era respeitado tanto pela bravura e nobreza de seus antepassados, como pelo talento de guerreiro e habilidade de administrador.

Pedro Álvares passou os primeiros anos no castelo de Belmonte, ao lado dos pais e dez irmãos. Cresceu ouvindo os feitos dos antepassados, em meio às notícias das descober-tas marítimas do seu povo. Com a morte de seu irmão mais velho, receberia o sobrenome da família. Só então passou a chamar-se Cabral.

Com onze anos, foi para a corte de Afonso V, onde, além de receber instrução literária, história e científica, aprendeu a usar armas. Com dezesseis anos, é nomeado moço fidalgo da corte de Dom João II. E ali vive um ambiente de heroísmo, cercado de histórias de batalhas e de descobertas. Todos falam da conquista da África, das viagens marítimas, dos caminhos das Índias.

Com 33 anos, Cabral é um homem culto. E, embora não seja marinheiro experimentado, conhece os problemas de navegação.

Dom Manuel acreditava encontrar em Cabral as qualidades de chefe militar e de diplomata. Tinha-o como o homem certo para comandar a Segunda esquadra portuguesa com destino às Índias, e lá negociar. Com ele iriam os mais hábeis pilotos e, para ajudar as negociações, os navios estavam cheios de presentes para os soberanos asiáticos.

Havia um Cientista na Esquadra de Cabral

Este cientista era o sábio Mestre João que integrava a frota de Cabral.
Ele localizou o Brasil com exatidão, pela primeira vez, de seu observatório astronômico improvisado.
Este personagem além de astrônomo, astrólogo, cosmógrafo, era médico da frota. Mestre João, Joam Faras, natural da Galícia, na Espanha, mudou-se para Lisboa por volta de 1485. Era Bacharel em Artes e Medicina, fisios (como os fisiologistas de hoje) e cirurgião particular de D. Manoel.
As atividades de cosmógrafo, astrônomo e astrólogo estavam até certo ponto, ligadas à prática da medicina. Antes da tratar alguém, ainda mais um rei, fazia-se o mapa astral de seu paciente. O próprio D. Manoel estivesse doente ou não, mandava ver diariamente como andavam os astros.

No perigoso ambiente das caravelas do século XVI, a presença de um médico era imprescindível.
POR QUE ?
1) As condições sanitárias das caravelas eram péssimas
2) A alimentação era baseada quase exclusivamente de uma monodieta de biscoito duro e salgado, quase sempre podre, perfurado por baratas e com bolor malcheiroso. A comida e a água eram guardadas no porão, sem cuidados mínimos de higiene.
3) A maioria dos marinheiros passava tão mal que não tinha forças para subir ao convés e fazer suas necessidades nos baldes reservados para isto. Faziam-nas no porão, muitas vezes já recoberto pelo fruto de seu próprio enjôo.
4) O banho era considerado um malefício à saúde (achavam que 2 ou 3 por ano eram suficientes)
Este conjunto de circunstâncias eram favoráveis à proliferação de doenças. As doenças de pele eram as mais comuns, e até Mestre João, que era médico, contraiu “uma coçadura” na perna, a partir da qual surgiu uma ferida maior que a palma da mão.

O arsenal usado por Mestre João para medir a distância das estrelas :


1) Roda Mágica – o astrolábio era uma roda dividida em graus que tinha, presa em seu centro, uma seta móvel. Quando alinhada com os raios do sol (o que era indicado pela sombra), a parte superior da seta mostrava, na roda, a altura do sol acima do horizonte, o que permitia estabelecer a latitude.


2) Kamal – ou tábua da índia, era um pedaço de nós preso em seu centro. Segurava-se o fio com os dentes e afastava-se a tábua até que o astro ficasse encostado na parte de cima e o horizonte na de baixo. Os nós do fio esticado diziam qual era a altura angular da estrela.


3) Angulo certo – para saber quantos graus um astro estava acima do horizonte, usava-se também a balestrilha, conjunto de duas varas graduadas perpendiculares entre si. Olhava-se por uma ponta da maior e movia-se a menor. Quando a extremidade de cima da vara encontrasse o astro e a de baixo encontrasse no horizonte, formava-se o ângulo com o qual se podia calcular a altura da estrela.

A certidão de nascimento do Brasil foi redigida por Pero Vaz de Caminha e ficou perdida até fevereiro de 1773, quando foi redescoberta pelo guarda-mar da Torre de Tombo, José Seabra da Silva.
As cartas de Mestre João ficaram na obscuridade mais tempo, sendo encontradas em 184 também nos recônditos da Torre do Tombo.

A esquadra comandada por Pedro Alvares Cabral era constituída por 8 naus, uma naveta de mantimentos e 3 caravelas. A esquadra de Cabral estava ancorada a dois quilômetros da costa.
Faziam 5 dias que Cabral e sua tripulação tinham avistado os contornos arredondados de um “Grande Monte”, no entardecer de 22 de abril, 4ª feira. O Monte foi batizado de Monte Pascoal, pois estava na semana da Páscoa.

No Brasil recém descoberto foram feitos novos estoques de água e lenha, e todos estavam fascinados com o esplendor da natureza e a docilidade dos nativos.
Mestre João fora incumbido de uma das mais importantes tarefas : descobrir, por meio da observação das estrelas, que terra era aquela e em que latitude se localizava. Ele demorou para por os pés em terra por razão de doença (a ferida inflamada na perna), precisou permanecer por mais tempo a bordo “de um navio muito pequeno e muito carregado” do qual não havia “lugar para coisa alguma”, segundo escreveu depois ao rei de Portugal D. Manoel.

Quando mestre João meteu-se em um pequeno barco e dirigiu-se à praia, com seu grande astrolábio de madeira, mediu a altura do sol e calculou a latitude em que se localizava a nova terra. Obteve a medida de aproximadamente 17 graus.

Ao observar as estrelas que luziam sobre a bahia, mestre João vislumbrou uma constelação de extraordinária beleza. Embora ela já fosse conhecida desde a antigüidade e servisse para orientar navegantes a cruzarem a linha do Equador, o conjunto de astros ainda não tinha nome. Mestre João, ao ver o desenho no céu, comparou a uma cruz e batizou então de “Cruzeiro do Sul”, a constelação que brilha hoje no centro de nossa bandeira.

Se Pero Vaz de Caminha foi o primeiro cronista dos nativos e das belezas da terra recém descoberta, Mestre João foi também alem de médico, o cartógrafo do céu e o primeiro a descrever, por meio de instrumentos, onde estava o Brasil.

Alguns trechos da carta escrita por mestre João em 1º de maio de 1500 e que ficou perdida até 1843 são mostradas abaixo (super1):

“(…) Segunda feira, que foram 27 de abril, descemos em terra (…) tomamos a altura do sol ao meio dia (…), segundo as regras do astrolábio, julgamos estar afastados da equinocial por 17º (…) ”

“(…) não se pode tomar a (altura dos astros) com elas (tábuas da Índia) senão com muitíssimo trabalho, que, se Vossa Alteza soubesse como desconcertavam todos nas polegadas, riria disso mais que do astrolábio (…) ”

“(…) estas estrelas, principalmente as da Cruz, são grandes quase como as do carro (Ursa Maior) (…)”

A Partida

“Senhor:

Posto que o capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães, escrevam a Vossa Alteza a (…) A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi, segunda feira, 9 de março.(…) não deixarei também de dar minha conta disso a Vossa Alteza, o melhor que eu puder, ainda que, para o bem contar e falar, o saiba fazer pior que todos(…)””Trecho da Carta de Pero Vaz de Caminha”

Era um domingo, na segunda semana de março de 1500.


E é o próprio Dom Manuel I que, cercado de grande pompa, assiste à missa na Capela de Nossa Senhora de Belém, diante da praia de Restêlo. Há luzes, incenso e cânticos neste Domingo, 8 de março de 1500.

Um pouco atrás do rei estão as maiores personalidades da corte, solenemente vestidas de luto , como se usava nessa despedida. O bispo de Ceuta, Dom Diogo de Ortiz, celebra da missa , faz um longo sermão, augurando bom êxito à viagem
Depois, abençoa a bandeira das armas reais e a Cruz da Ordem de Cristo – símbolo da fé e dos grandes feitos marítimos portugueses, o rei entrega a Pedro Álvares Cabral, alcaide-mor de Azurara e Senhor de Belmonte, junto com um barrete, presente do papa.
Terminada a missa, a comitiva se encaminha para a praia. À frente está o bispo com os acólitos, precedidos do porta-cruzes e acompanhados dos frades da Ordem de Cristo, com tochas na mão. Dom Manuel e Cabral vem a seguir secundados pelos cortesãos, capitães e tripulantes dos navios. Soam trombetas, flautas, tambores. E o povo acompanha o cortejo fazendo coro aos cânticos solenes. Em grandes botes enfeitados, Cabral e seus homens rumam para as naus ancoradas ao largo, no rio Tejo.
A tarde, com a chegada de ventos propícios, os navios demandam à barra. Começa a longa viagem rumo ao Descobrimento do Brasil, era segunda feira, 9 de março de 1500.

São aproximadamente 1500 homens, entre mercadores, pilotos, oficiais maiores, carpinteiros, caldeireiros, ferreiros, torneiros, soldados e técnicos em navegação.
As caravelas tinham dois ou , mais freqüentemente, três mastros, com popa alta de dois pavimentos, eram ligeiras e facilmente manobráveis. Cada uma transportava perto de 120 homens e, apesar de não serem navios de guerra, possuíam poderosos canhões. Mas a frota compunha-se também de naus mais possantes e maiores, sólidas, preferidas para o transporte de mercadorias.

Eram ao todo treze navios, naus e caravelas, capazes de navegar com vento muito fraco. Sua capacidade variava entre 50 a 100 toneladas, e sua velocidade média aproximava-se dos 13 quilômetros horários. Costeavam praias perigosas e, quando bem dirigidos, podiam até navegar contra o vento.
No comando das treze embarcações, que compõem a esquadra estão alguns dos mais ilustres navegadores do reino:

Nº-NAU/CARAVELA-COMANDANTE

01-Nau Capitânia-Pedro Alvares Cabral

02-Nau Sota-El-Rei Sancho Tovar

03-Nau–Simão de Miranda de Azevedo

04-Nau-Aires Gomes da Silva

05-Nau-Vasco de Ataíde

06-Nau-Nuno Leitão da Cunha

07-Nau-Simão de Pina

08-Nau-Luis Pires

09-Nau-Nicolau Coelho

10-Caravela-Bartolomeu Dias

11-Caravela-Diogo Dias

12-Caravela-Pêro de Ataíde

13-Naveta de antimentos-Gaspar de Lemos

Afonso Lopes:Piloto
João de Sá: O escrivão, físico, o mestre João, médico e cirurgião do rei.
Pero Vaz de Caminha: Escrivão da feitoria que se ia fazer em Calicute.
Frei Henrique Soares de Coimbra: Chefiava os frades franciscanos.
Pero de Escobar: Piloto, foi com Vasco da Gama na sua primeira viagem à Ásia.
Aires Correia seria o feitor de Calicute.

A VIAGEM RUMO AO DESCOBRIMENTO

Eduardo Bueno – escritor e jornalista, autor dos livros “A Viagem do Descobrimento” e “Náufragos, Traficantes e Degredados”, ambos da coleção Terra Brasilis, publicada pela editora Objetiva. Juntos, os dois livros já venderam cerca de 150 mil exemplares.

Embora tenha sido uma jornada militar, um empreendimento comercial e uma missão diplomática, a viagem de Pedro Alvares Cabral – em meio a qual o Brasil foi descoberto – foi também, e acima de tudo, uma aventura extraordinária. Privilegiar os aspectos aventurescos da expedição de Cabral se justifica plenamente, não apenas porque sua viagem de fato foi repleta de ação e de terríveis naufrágios, combates marítimos e terrestres, encontro com povos e terras desconhecidas e inúmeros outros episódios dramáticos, mas principalmente porque, desta forma, é muito mais fácil e mais agradável compreender seus múltiplos significados.

A lição da História


Ao percebermos com clareza que a viagem de Cabral foi realizada por homens de carne e osso – com desejos e temores, com anseios e expectativas, premidos pela fome e pela sede, lutando por glória e por dinheiro -, nossa capacidade de nos identificarmos com aqueles marinheiros, soldados e capitães aumenta enormemente. Tal identificação permite que nos coloquemos de imediato no lugar dos grumetes e dos degredados, dos comandantes de origem nobre e dos pilotos de vasto saber, enfrentando os perigos do Mar Tenebroso, penetrando nos escuros e insalubres porões de suas diminutas caravelas, desembarcando nas praias paradisíacas do sul da Bahia – e seguindo viagem com eles rumo à longínqua Índia.

Dessa maneira, como num passe de mágica, a História deixa de ser uma seqüência enfadonha de nomes e datas para se transformar naquilo que ela de fato é: um processo orgânico e múltiplo, repleto de ação e aventura; com sangue, sexo, ganância, coragem e hombridade. A História começa a se explicar por si própria e se desvenda como um fluxo de acontecimentos interligados, revelando de onde viemos e nos permitindo antever para onde vamos. Aqueles que não conhecem a própria História estão condenados a repeti-la. Os que sabem como e porque estão aqui, se encontram preparados para interferir e transformar o próprio curso da História.

A História não pode ser aprisionada nos bancos da escola. A História está viva: pulsa, lateja e vibra no raiar de cada novo dia. Acompanhar passo a passo a viagem de Cabral – episódio inaugural da História oficial do Brasil – é uma viagem virtual da qual cada passageiro emerge com uma nova visão do mundo, munido das ferramentas que o transformam de mero espectador em agente efetivo, em sujeito histórico cujas ações podem ter reflexos reais na construção da nação.

Redescobrir o Brasil


Na escola, a viagem de Cabral e o descobrimento do Brasil se resumem a um episódio histórico aparentemente grandiloqüente -, mas tedioso. Por algum motivo, jamais ficamos sabendo que boa parte dos 1500 tripulantes da frota que zarpou de Lisboa no dia 9 de março de 1500 tinha, em média, 15 ou 16 anos de idade, e que muitos deles não apenas jamais haviam navegado como foram recrutados a força em pequenas cidades do interior de Portugal. Ninguém nos conta o que comiam e bebiam esses homens ao longo dos quase seis meses em que permaneciam em alto-mar. Quanto ganhavam eles? O que pensavam? O que esperavam? Quantos sobreviveram? De que forma morreram aqueles que jamais retornaram para a sua pátria? O que sentiram ao verem uma terra repleta de flores e frutos desconhecidos, habitada por um povo desnudo que, aparentemente, se limitava a dançar pelas praias de areias claras e águas tépidas? Por que dois grumetes desertaram da expedição e se deixaram ficar entre os nativos? Quem eram e por que choravam os dois degredados abandonados no Brasil?

Para além desses aspectos mais lúdicos e mais particulares, temos sido privados também de dados econômicos fundamentais. Quanto custou a viagem de Cabral? Quem a financiou e com qual objetivo? Qual o preço de uma nau e de uma caravela em 1500? De que forma, onde e por quem tais embarcações foram construídas? Quanto Pedro Alvares Cabral recebeu para chefiar aquela missão e porque foi ele o escolhido? Por que sua viagem mudou o curso da história econômica da Europa?

Essas respostas são todas conhecidas e, uma vez de posse delas, nos vemos preparados para entender muito mais plenamente – e com muito mais prazer e lucidez – o que de fato significou a descoberta do Brasil e qual o alcance da jornada comandada por Cabral. Ao descobrirmos as motivações que levaram o rei D. Manoel a enviar uma monumental frota de 13 embarcações da Europa até a Índia, estamos prontos para redescobrir o Brasil. E redescobrir o Brasil cinco séculos após o desembarque de Cabral é uma autêntica viagem de autoconhecimento.

Ouro e pimenta

Para entender mais amplamente o significado da expedição de Cabral, é preciso empreender uma jornada no tempo, retrocedendo pelo menos até 1453. No dia 29 de maio de 1453, os turcos otomanos – comandados pelo califa Maomé II – tomaram a cidade de Constantinopla (hoje Istambul), na Turquia. Foi um acontecimento tão importante que não apenas marcou o fim do Império Romano como tem sido considerado o início da Era Moderna. Com a tomada de Constantinopla, os turcos bloquearam as milenares rotas de comércio entre a Europa e o Oriente. Do Oriente, os europeus importavam sedas, pedras preciosas e, acima de tudo, especiarias – especialmente pimenta.

A pimenta havia se tornado um artigo tão fundamental na dieta e nos hábitos europeus que valia quase tanto quanto o ouro. Por que? Porque cada vez que o inverno se aproximava – o que, no hemisfério norte se dá ao redor do mês de novembro – os camponeses e os grandes senhores de terra eram forçados a abater seus rebanhos bovinos, ovinos e caprinos. As geadas e, a seguir, a neve, acabavam com as pastagens. Os animais eram sacrificados antes que a falta de comida os tornasse magros demais. Para conservar a carne, sal e pimenta eram usados em grandes quantidades. Ainda assim, na hora de ser consumida, a carne tinha um gosto tão ruim que nobres, reis, cardeais e burgueses bem-sucedidos a condimentavam com muitos temperos – especialmente pimenta.

Dessa forma, a pimenta, muito mais do que uma mera especiaria, tornou-se uma espécie de moeda franca, corrente em toda a Europa: algo similar ao que o dólar é hoje. Quem tinha pimenta era rico. Quem não a tinha, não era ninguém. Logo após a conquista de Constantinopla, praticamente toda a pimenta vinda do Oriente chegava à Europa através de Veneza, na Itália. Isso porque os venezianos fizeram um acordo com os turcos, obtendo deles o monopólio para a distribuição das especiarias.

Portugal era uma das nações mais distantes da Itália. Assim sendo, a pimenta e as demais especiarias chegavam a Lisboa com preços exorbitantes. Ao mesmo tempo, Portugal era um dos únicos países europeus com saída para o oceano Atlântico. Sob inspiração do rei D. João II, os portugueses se dispuseram a singrar as misteriosas e temíveis águas do Atlântico – então chamado de Mar Tenebroso – para contornar o continente africano e chegar à Índia por via marítima. Uma vez na Índia, eles poderiam obter pimenta por preços muito mais baixos.

Sua extraordinária aventura exploratória passou a ser incentivada – e parcialmente financiada – por banqueiros florentinos e genoveses. Nada mais lógico: as cidades-estado de Gênova e Florença, eternas rivais de Veneza, tinham sido as mais prejudicadas pelo acordo entre os venezianos e os turcos otomanos. Depois de 85 anos de incessante luta contra as correntes e os perigos do Atlântico, os navegadores lusos enfim chegaram à Índia. O autor da façanha foi o temerário e cruel Vasco da Gama. No dia 27 de maio de 1497, ele aportou com suas três caravelas no porto de Calicute, na costa do Malabar, no sul da Índia. Aquele não foi apenas um extraordinário feito náutico: foi também um marco que estabeleceu o início do período que certos estudiosos chamam de “a era da dominação européia na História” – cujos reflexos permanecem vivos ainda hoje.

Estava descoberto o Brasil


A viagem de Pedro Alvares Cabral só pode ser entendida em sua totalidade como uma decorrência da jornada de Vasco da Gama. Ao retornar a Portugal em julho de 1499, com a fantástica notícia de que a Índia podia ser alcançada por mar, Gama estava deflagrando o primeiro grande processo globalizante da humanidade – e transformando todo o planeta em uma imensa rede comercial que envolvia quase todos os continentes e inúmeros povos, de muitas crenças e muitas línguas.

Cabral – um sisudo chefe militar, com 1,90 m de altura (numa época em que a estatura média dos portugueses mal ultrapassava 1,65 m) – foi escolhido para chefiar a segunda expedição para a Índia, cuja missão era estabelecer uma feitoria (ou entreposto comercial) em Calicute. Ainda assim, é provável que ele jamais houvesse navegado. O que levou então o rei D. Manoel (sucessor de D. João II) a alçá-lo a um cargo tão importante? Provavelmente o fato de Cabral ser casado com uma das mulheres mais ricas de Portugal, D. Isabel de Castro.

Com dez naus e três caravelas, a frota comandada por Cabral era a maior e a mais portentosa que Portugal jamais enviara para singrar o Atlântico. Quase todas as expedições anteriores eram constituídas por apenas três caravelas e cerca de 150 tripulantes. Entre marujos, soldados, grumetes, degredados, pilotos, astrônomos, escrivães e capitães de sangue nobre, Cabral conduzia 1500 homens. Seus navios estavam abarrotados de tesouros, cuja luminescência e valor deveria seduzir os rajás indianos. Se o poder do dinheiro falhasse, Cabral também levava canhões, pólvora e espadas afiadas.

Seguindo as instruções de Vasco da Gama, a esquadra zarpou de Lisboa em meio a festas e orações. Tudo transcorreu bem – embora um dos navios tenha sido “comido pelo mar”, de acordo com a terrível e poética frase de então. E assim, no entardecer de 22 de abril de 1500, após de 44 dias em alto-mar, quando se encontrava muito mais a Oeste do que o necessário para contornar a África e chegar à Índia, a expedição deparou com um “monte, mui alto e redondo”, vestido por uma mata luxuriante e silhuetado contra o fulgor do crespúsculo. Estava descoberto o Brasil.

Embora, naquela instante, o “achamento” da nova terra tenha sido considerado pouco mais do que um feliz acidente de percurso, o passar dos anos acabaria revelando que o descobrimento do Brasil era o cerne e o coroamento da aventura portuguesa pelos mares do mundo.

Quinhentos anos depois do luminoso desembarque em Porto Seguro, a extraordinária aventura de Cabral continua repleta de significados e envolta em mistérios insondáveis. Foi uma descoberta casual ou acidental? Cabral estava seguindo uma rota já percorrida por outros portugueses ou foi o primeiro a chegar ao Brasil? Os portugueses de fato desprezaram a nova terra ou apenas aguardaram o momento oportuno para colonizá-la?

Buscar essas respostas e acompanhar a jornada dos homens que as forjaram continua sendo uma viagem apaixonante – não apenas no tempo e no espaço, mas em direção à alma de uma nação e para dentro de nós mesmos. Quem aceita embarcar nessa aventura sai dela apaixonado e engrandecido. Um novo homem em um Novo Mundo.

O descobrimento do Brasil e o comércio à escala mundial

O 2º Encontro sobre laptops na Educação surge da necessidade de compartilharmos experiências e informações a respeito do Projeto UCA – Um Computador por Aluno – que vem sendo desenvolvido no Brasil, institucionalmente, desde o início de 2007. É um projeto baseado nas propostas da Organização sem fins lucrativos “One Laptop per Child” (OLPC).

É também necessário e urgente, repensarmos as metodologias pedagógicas, os ambientes educacionais dentro e fora da tradicional sala de aula, a ética e os valores humanos na comunicação no mundo digital; e acreditamos que a articulação entre os profissionais das diversas áreas da sociedade seja fundamental para tentarmos compreender os processos desse novo mundo no qual já estamos inseridos. Falamos de uma reforma radical nas concepções de ensinar e de aprender com as quais temos lidado até então.
Pretendemos que seja uma série de Encontros, e que essa idéia percorra todo o país, mobilizando educadores, desenvolvedores de sistemas e outros interessados no assunto.

Essa é uma iniciativa particular, colaborativa, envolvendo profissionais de diferentes áreas.

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Datas Comemorativas – Descobrimento do Brasil

Descobrimento do Brasil

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SÉRIES INICIAIS

Quem descobriu o Brasil?

Foi Pedro Álvares Cabral no dia 22 de abril de 1500!
A expedição organizada pelos portugueses a pedido do Rei Dom Manuel tinha como objetivo repetir o feito de Vasco da Gama e chegar às Índias. Estavam em busca de metais preciosos, como o ouro e a prata, e especiarias!

Não se sabe ao certo por que Cabral desviou tanto a oeste da sua rota original, sabemos apenas que não fosse isto os portugueses não teriam descoberto as terras no depois chamado novo mundo.

No dia 22 ouvi-se um grito “terra vista”! Avistaram um monte, que recebeu o nome de Monte Pascal. O nome dado a terra descoberta foi Terra de Santa Cruz, atualmente cidade de Porte Seguro na Bahia. O nome definitivo, Brasil, só veio alguns anos depois, devido a quantidade de pau-brasil encontrado no litoral!

A carta escrita por Pero Vaz Caminha e enviada para o rei em Portugal descreve com detalhes a viagem, a terra descoberta e os nativos. Este é um importante documento histórico para o Brasil e para o mundo!

O primeiro contato com a população local foi feito no dia 23 de abril. Os índios Tupiniquins, de origem tupi-guarani, habitavam o litoral do sul da Bahia. Apesar do choque entre as diferentes culturas, trocaram objetos e cortesias pacificamente.

Frei Dom Henrique celebrou a primeira missa no dia 26 de abril. E acreditem, era domingo de páscoa! Compareceram não só os comandantes e suas tripulações, mas também muitos nativos curiosos atraídos pelo ritual.

Dias depois Cabral seguiu viagem até alcançar Calicute, mas deixaram por lá 2 degradados – condenados por crimes em Portugal – que meses depois foram resgatados e deram contribuições importantes aos portugueses.

CABRAL, O NAVEGADOR MUITO AMADO

Projeto memória

Depois de cumprir a missão que o rei lhe confiara, Pedro Álvares Cabral não quis voltar a embarcar. Refletindo um pouco, logo se conclui que procedeu bem pois um êxito estrondoso dificilmente se repete. Ora, Cabral foi o primeiro navegador da História da Humanidade a ligar quatro continentes numa única viagem. Enfrentou os ânimos mais suaves e mais agressivos dos dois oceanos conhecidos na época. Fortaleceu laços de amizade e fez pactos de comércio com reis e rainhas do Oriente. E descobriu o Brasil. Tudo somado, chega e sobra para encher uma vida.
Este bem sucedido viajante do rei casou com Dona Isabel de Castro, senhora ilustre que descendia da família real portuguesa e da família real castelhana. O casal teve seis filhos, dois rapazes e quatro meninas, batizados com os nomes de Fernando, Antônio, Constança, Guiomar, Isabel e Leonor.
Instalado em Santarém, Pedro Álvares Cabral foi sempre recebendo notícias da linda terra que descobrira, afinal bem maior e mais rica do que se pensava. E recompensas do rei D. Manuel I, à medida que ele compreendia a verdadeira importância daquela descoberta.


O navegador repousa ao lado da mulher numa sepultura na Igreja de Nossa Senhora da Graça, em Santarém. A sua face encontra-se esculpida em pedra na parede do mais belo monumento português, o Mosteiro dos Jerônimos. Aí se encontram também outros navegadores, mas olham em direções diferentes. Vasco da Gama e os companheiros Paulo da Gama e Nicolau Coelho estão virados para Oriente em memória da chegada à Índia. Pedro Álvares Cabral, de sorriso discreto e elegante barbicha, olha para o lado oposto, para Ocidente, para o Brasil.
Quinhentos anos após a sua viagem, continua a ser recordado com amor entre dez milhões de portugueses e cento e sessenta milhões de brasileiros.

O REGRESSO À CASA

No regresso, os homens da armada de Cabral tiveram uma agradável surpresa: encontraram a caravela comandada por Diogo Dias, que todos julgavam afundada no Cabo da Boa Esperança. Afinal estava intacta, havia treze sobreviventes de mil aventuras no Índico e tinham descoberto outra terra que ainda não figurava nos mapas, uma ilha batizada com o nome de São Lourenço e que mais tarde se chamou Madagascar.
Felizes por se reencontrarem, zarparam para Lisboa mas o vento, teimoso como sempre, dispersou os navios, impedindo que chegassem juntos conforme desejavam.
Pedro Álvares Cabral entrou na barra do rio Tejo a 23 de julho de 1501. Tinha passado um ano e quatro meses em viagem, resistira a pavorosas tempestades, a investidas traiçoeiras, a doenças tropicais, a batalhas navais. Trazia os porões carregados de especiarias, sedas e outras preciosidades do Oriente. Trazia também informações animadoras sobre o futuro dos portugueses no Índico e os nomes de novos e poderosos aliados. Podia assim apresentar-se diante do rei D. Manuel I com a serenidade de quem cumpriu a sua missão. No entanto, ao passar a vista pelas margens verdejantes de onde lhe acenavam homens e mulheres ansiosos por notícias dos familiares embarcados, uma sombra de tristeza deve ter pesado sobre seu coração. Tantos companheiros desaparecidos… E tal como muitos outros antes dele e muitos outros depois dele, certamente se interrogou: “Valeu a pena?”

Provavelmente não encontrou logo as palavras certas para uma boa resposta. Em todo caso, certamente pensou que descobrir, conhecer, comunicar, tem o seu preço. E depois, por entre as muitas imagens que lhe cruzaram o espírito, fixou-se numa só: a imagem do mundo novo descoberto a ocidente, suave paragem a caminho da Índia, lugar semelhante às mais belas descrições do paraíso terrestre.
Se não fosse por mais nada, pela terra de Vera Cruz já teria valido a pena!

JORNAL DA HISTÓRIA
Canal Kids

Quando o Brasil foi descoberto, no dia 22 de abril de 1500, ainda não existia jornal impresso e publicado diariamente. Mas… e se já existisse, do jeitinho que a gente conhece hoje? Já pensou como seriam as reportagens sobre o descobrimento do Brasil? No dia em que Cabral desembarcou em Lisboa, em 21 de julho de 1501, seria assim…

NAVEGADOR PORTUGUÊS DESCOBRE NOVAS TERRAS NA AMÉRICA


No dia 22 de abril do ano de 1500, o navegador português Pedro Álvares Cabral e sua frota alcançaram terras desconhecidas, que batizaram de Ilha de Vera Cruz. Eles haviam partido de Portugal no mês anterior com destino às Índias, em busca de ouro e especiarias.

Um desvio na rota acabou fazendo com que chegassem ao novo território – uma terra de grande beleza, como bem descreve a carta de Pero Vaz de Caminha ao rei Dom Manuel I. Apesar de estar sendo recebido em Portugal com todas as glórias, neste dia 21 de julho de 1501, após violento combate em Calicute, há especulações de que Cabral não teria descoberto as novas terras por mero acaso.

EXCLUSIVO! ENTREVISTA COM PEDRO ÁLVARES CABRAL

Jornal da História: Como o senhor chegou às terras brasileiras?

Cabral: Parti de Portugal comandando uma frota de 13 embarcações no dia 8 de março, com 1.500 homens e 8 padres. A maior frota portuguesa até então! Chegaram a terra firme 12 naus, mas infelizmente apenas 6 retornaram a Portugal. Nosso objetivo era alcançar as Índias, para comercializar mercadorias e levar a religião católica para outros povos. Nosso rei, Dom Manuel, queria impressionar o samorim, o rei de Calicute, na Índia, com uma frota rica e poderosa, para melhor fazer negócios. O samorim havia esnobado Vasco da Gama, que desembarcara em Calicute com navios pequenos e sem riquezas.

Jornal da História: É verdade que Portugal já tinha conhecimento da existência dessas novas terras?

Cabral: Isso eu não posso dizer.

Jornal da História: O que o senhor tem a dizer sobre os boatos de que o senhor não seria o primeiro a descobrir as novas terras?

Cabral: Que boatos? Isso é intriga da oposição! Que tipo de jornal é esse que dá ouvidos a boatos?

Jornal da História: Temos nossas fontes. Em 26 de janeiro do ano
de 1500, ou seja, no ano passado, o capitão espanhol Vicente Yáñez Pinzón teria desembarcado em um local que chamou de Santa Maria de La Consolación (Hoje, Ponta do Mucuripe, cerca de 10 quilômetros ao sul da atual Fortaleza, capital do Ceará). Os marujos teriam gravado a data, seus nomes e os de seus navios em árvores e rochas. Outro navegador espanhol, parente de Pinzón, Diego de Lepe, teria chegado ao Brasil no início de fevereiro (Hoje, os historiadores têm opiniões diferentes de onde seria o local Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, ou Cabo de São Roque, a 100 km de Natal, capital do Rio Grande no Norte)

Cabral: Se vocês insistirem nessa história, mando processar o jornal por traição à Coroa de Portugal!

Jornal da História: Bem, essa é uma dúvida que vai intrigar os futuros historiadores… Mas voltando à viagem, como foi a chegada?

Cabral: No dia 22 de abril de 1500, avistamos uma elevação que chamei de Monte Pascoal, porque era época da Páscoa. A presença de aves marinhas e de grandes algas flutuando no mar já indicava a proximidade de terra firme. No dia seguinte, enfrentando as ondas causadas por uma terrível tempestade, conseguimos encontrar uma baía para ancorar, por isso chamei o lugar de Porto Seguro, um lugar muito bonito.

Jornal da História: E o contato com os índios?

Cabral: Havia cerca de 20 nativos na praia, completamente nus, portando arco e flecha. Mas eram bastante amistosos. De início, trocamos algumas roupas e nossas boinas vermelhas por colares de contas. Francamente, fiquei surpreso com o comportamento dos nativos. Um dia, capturamos dois jovens índios e os levamos a bordo. Nós conversamos por gestos e em nenhum momento eles demonstraram medo por estar entre desconhecidos. A tripulação ficou agitada quando os índios apontaram para meu colar de ouro e depois para a terra, como se estivessem querendo dizer que lá também havia ouro. Ficaram deslumbrados com as galinhas que levamos, veja você! Os índios estavam tão à vontade que até dormiram no barco, em pleno convés.

Jornal da História: Depois você seguiu viagem em direção às Índias, onde entrou em conflito e acabou bombardeando Calicute por 15 dias. Como foi o ataque?

Cabral: Essa é uma longa história, que vocês podem deixar para a próxima edição, ora pois…

EXTRA! PORTUGUESES SÃO ABANDONADOS EM TERRA ESTRANHA


Tem gente que gosta mesmo de aventura… Não é que alguns marinheiros portugueses ficaram no Brasil, enquanto o resto da tripulação seguia viagem? Dois deles foram deixados de propósito para servir como informantes do rei. Eram dois degredados, condenados por crimes em Portugal, que abriram o maior berreiro quando foram deixados na praia.

Choraram tanto que até os nativos ficaram comovidos e caíram no choro também. Vinte meses depois, foram resgatados pela expedição de reconhecimento comandada por Américo Vespúcio. Os relatos de um dos chorões, Afonso Ribeiro, foram muito importantes para Portugal. Os outros marinheiros que haviam ficado simplesmente desertaram, cansados da vida sofrida a bordo. Em uma terra tão bonita, com fartura de comida e de índias sem roupa, escapuliram do navio rapidinho e nunca mais foram vistos.

Ninguém nunca soube o que aconteceu com os marujos fujões. Será que conseguiram viver entre os índios? Ou será que serviram de jantar para os índios canibais (aqueles que comem carne humana)?

TERRA DOS PAPAGAIOS

Uma outra curiosidade sobre os primeiros dias da descoberta foi o nome dado ao Brasil. Cabral batizou as novas terras com o nome de Ilha de Vera Cruz (ou da cruz verdadeira, devido à grande cruz fincada no dia da segunda missa).

Mas os marinheiros não estavam nem aí com o nome oficial.Eles inventaram outro nome. Sabe qual? “Terra dos papagaios”. Araras e papagaios multicores enfeitavam a paisagem, e durante mais de três anos, ninguém chamava o Brasil pelo nome dado por Cabral. Os portugueses trocaram quinquilharias e suas toucas vermelhas de marujos por essas aves maravilhosas, que viajaram até Portugal e deslumbraram seus compatriotas d’além mar.

Depois, o Brasil passou a ser chamado de Terra de Santa Cruz, por ordem do rei Dom Manuel. Poucos anos depois, o país seria conhecido como Brasil, devido à grande quantidade de pau-brasil, uma árvore de tronco avermelhado usada para tingir tecidos, muito apreciada na Europa.

Devido à paisagem paradisíaca, o nome do Brasil também pode ter derivado de uma ilha lendária na mitologia celta, a ilha Brazil. Era um lugar mágico perto da Irlanda, que fascinou muitos navegadores e chegou a aparecer em alguns mapas da época.

COMENTÁRIO POLÍTICO: O DESCOBRIMENTO FOI POR ACASO?

Dizem que Cabral descobriu o Brasil por acaso. Será? Tudo indica que os portugueses sabiam da existência dessas terras. Outros navegadores teriam passado bem perto daqui, como o português Duarte Pacheco, em 1498.

A própria viagem de Cristóvão Colombo, que descobriu a América em 1492, sugeria a existência das novas terras ao sul da República Dominicana. Seis anos antes da viagem de Cabral, Portugal e Espanha assinaram o Tratado de Tordesilhas. Nesse documento, os dois países rivais na expansão marítima chegaram a um acordo.

Traçaram uma linha imaginária que passava a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, colônia portuguesa próxima ao continente africano. O mundo ficou dividido em dois: as terras descobertas do lado esquerdo (oeste) dessa linha ficariam com a Espanha; as do lado direito (leste) ficariam com Portugal.

Ora, grande parte do Brasil ficava exatamente do lado português. Ao menos, a parte que mais interessava aos espertos e bem-informados portugueses: seu extenso litoral, rota fundamental para cruzar o Cabo da Boa Esperança e chegar às Índias. Portanto, faz sentido pensar que Cabral tinha uma missão secreta: encontrar as novas terras, garantindo o domínio de Portugal sobre elas.

(Quinhentos anos depois do fechamento desta edição, a polêmica e o mistério continuam. Nenhum dos documentos originais da viagem do descobrimento, como a carta de Pero Vaz de Caminha, deixou indicações definitivas sobre a verdadeira intenção de Cabral)

CULINÁRIA

Segundo os relatos, o encontro inicial entre os índios e os viajantes portugueses aconteceu de maneira pacífica. Só não houve acordo quanto à comida. Os dois índios que subiram a bordo de uma das caravelas experimentaram as comidas e bebidas oferecidas: pão, peixe cozido, bolo, mel, figos secos e vinho.

Não gostaram de nada. Cuspiam fora tudo que colocavam na boca. Não era para menos! Eles não estavam acostumados a nada daquilo.
A alimentação básica dos índios vinha das plantações de milho, inhame, feijão, abóbora e mandioca, além das frutas nativas, como o abacaxi. Até a água oferecida pelos “anfitriões” portugueses não se comparava àquela que os índios bebiam: tinha ficado armazenada em tonéis durante mais de 40 dias e não era nada fresca…

Imaginem se os índios tivessem provado da ração servida nas naus cabralinas! Sairiam correndo! A base da dieta a bordo era um biscoito duro e salgado, bolorento e fedorento, além de carne salgada, cebola, vinagre e azeite. Essa dieta muito pobre em vitaminas, causava uma doença terrível nos marujos, chamada escorbuto. Provocada pela carência de vitamina C, o escorbuto fez muitas vítimas fatais durante as viagens marítimas. Para alívio dos navegantes, no século 18 o capitão inglês James Cook descobriu que o consumo de limões e laranjas, ricos em vitamina C, combatia a doença.

COLUNA SOCIAL

No dia 26 de abril de 1500, domingo de Páscoa, foi realizada a primeira missa em terra firme, na praia. Todos estavam lá: o comandante Pedro Álvares Cabral, a tripulação da frota, os padres que também participaram da viagem.

O frei Dom Henrique celebrou a missa, acompanhada com grande devoção pelos portugueses. O melhor é que os índios, os verdadeiros donos da casa, também apareceram, curiosos para ver aquele desconhecido e solene ritual. Depois da missa, os nativos começaram a tocar conchas e buzinas, pulando e dançando. Resumindo: o primeiro evento social brasileiro foi um sucesso!

No dia 1º de maio, foi erguida a primeira cruz e rezada a segunda missa. Carregando os estandartes da Ordem de Cristo, mais de mil homens da esquadra de Cabral seguiram em romaria até o local escolhido para fincar a grande cruz, de cerca de sete metros.

A cruz foi ali colocada também para assegurar a posse da terra ao rei Dom Manuel, sinalizar uma boa fonte de água e o local onde seriam deixados dois degredados, futuros informantes. Cerca de 80 índios acompanharam a celebração, repetindo os gestos, levantando e se ajoelhando como os portugueses. Um luxo só!

MODA

Entre índios e portugueses, quanta diferença no visual! Os portugueses chegaram com suas roupas pesadas, botas de couro e boinas na cabeça. O tipo de roupa perfeito para o clima frio europeu e para as exigências da nobreza, mas nem um pouco adequado ao calor tropical.

Enquanto isso, os índios nem se preocupavam em vestir alguma coisa. Andavam completamente nus, usando apenas bonitos “acessórios”, como colares e cocares de penas multicoloridas. Para os portugueses, criados numa sociedade bastante diferente, aquilo era totalmente imoral.

Mas para os índios a nudez era a coisa mais natural do mundo. Esquisitas eram aquelas roupas calorentas que ainda por cima atrapalhavam na hora de correr, caçar, subir em árvores…

SEÇÃO DE CARTAS

O Jornal da História obteve, com exclusividade, trechos da carta que Pero Vaz de Caminha enviou ao rei Dom Manuel. A carta chegou por meio de Gaspar de Lemos, que comandava a nau de mantimentos da frota de Cabral, enviada de volta a Portugal para dar notícia do “achamento” do Brasil.

Contratado para ser o contador da feitoria em Calicute, na Índia, para onde Cabral depois se dirigiu, Caminha também era escritor de talento. Sua carta, tida como a “certidão de nascimento” do Brasil, descreve com brilho e detalhe os primeiros dias dos portugueses na nova terra e seu contato com os índios.

Pero Vaz faleceu pouco depois, em combate contra os árabes em Calicute. Para homenageá-lo, o Jornal da História pede perdão aos leitores e cede sua Seção de Cartas ao bravo escriba. (Desaparecida durante muitos anos, a carta de Caminha só foi redescoberta e publicada em 1817, pelo historiador português Manuel Aires do Casal)

24 de abril de 1500, Sexta-feira

Sobre os índios

“A feição deles é parda, um tanto avermelhada, com bons rostos e bons narizes, bem-feitos. Andam nus, sem nenhuma cobertura. Não fazem o menor caso de encobrir ou de mostrar suas vergonhas, e nisso têm tanta inocência como em mostrar o rosto. Ambos traziam o lábio de baixo furado e metido nele seus ossos (…) agudos na ponta como furador. (…) Os seus cabelos são lisos. E andavam tosquiados (…) e rapados até por cima das orelhas (…) “

(Caminha, como os outros, ficou maravilhado com a inocência, ingenuidade e beleza dos índios, que se mostraram bastante dóceis desde o início).

O contato a bordo

“Afonso Lopes, nosso piloto, estava em um daqueles navios pequenos. (…) Tomou dois daqueles homens da terra, mancebos e de bons corpos, que estavam em uma espécie de jangada. Já de noite, Afonso Lopes trouxe-os ao Capitão, em cuja nau foram recebidos com muito prazer e festa. (…) Quando eles vieram, o Capitão estava sentado em uma cadeira, bem-vestido, com um colar de ouro muito grande no pescoço, e tendo aos pés um grande tapete como estrado. (…) Um deles, porém, reparou no colar do Capitão e começou a acenar para a terra e depois para o colar, como se nos quisessem dizer que na terra também havia ouro. (…) Nós assim interpretávamos os seus gestos, porque assim o desejávamos (…)”

(Durante muitos anos, Portugal desprezou o Brasil por considerar que as novas terras não tinham minérios de valor, como ouro, prata e ferro, em seu subsolo, se contentando em pilhar o pau-brasil, madeira valiosa na Europa. Por um bom tempo, o Brasil serviu apenas como rota e porto seguro para as Índias. Hoje sabemos que isso não é verdade, e que o país possui algumas das maiores reservas minerais do mundo!)

26 de abril de 1500, Domingo

O palhaço Diogo Dias

“Do outro lado do rio, andavam muitos deles, dançando e folgando, uns diante dos outros, sem se tomarem pelas mãos. (…) Dirigiu-se, então, para lá, Diogo Dias, homem gracioso e de prazer. Levou consigo um gaiteiro e sua gaita. E meteu-se a dançar com eles, tomando-os pelas mãos; e eles folgavam e riam, e andavam com ele muito bem ao som da gaita. Depois de dançarem, fez-lhes ali, andando no chão, muitas piruetas e salto mortal, de que eles se espantavam e riam muito. Mas como Diogo Dias tocasse neles e os segurasse com essas brincadeiras, logo se tornaram esquivos como animais monteses (…)”

(Apesar de “mansos”, os índios evitavam o contato físico com os portugueses. Demonstravam dessa forma não serem tão ingênuos, assim como o fato de não deixarem os portugueses dormirem na aldeia.)

30 de abril de 1500, Quinta-feira

Gente inocente

“Parecem-me gente de tal inocência que, se nós os entendêssemos, e eles a nós, seriam logo cristãos, porque parecem não ter nenhuma crença. E portanto, se os degradados que aqui hão de ficar aprenderem bem sua fala e os entenderem, não duvido que eles (…) hão de se tornar cristãos em nossa santa fé. Portanto, Vossa Alteza, que tanto deseja fazer crescer a santa fé católica, deve cuidar da salvação deles . (…) Eles não lavram, nem criam. Nem há aqui boi, vaca, cabra, ovelha, galinha, ou qualquer outro animal que esteja acostumado a conviver com o homem. (…) Nesse dia, enquanto ali andavam, dançaram e bailaram sempre com os nossos, de maneira que são muito mais nossos amigos do que nós seus (…)”

(Aqui, Caminha se refere à docilidade dos índios, o que poderia facilitar a catequização pelos missionários católicos. É interessante notar a sinceridade do relato neste último trecho, em que Caminha reconhece as “segundas intenções” dos portugueses diante da alegria desinteressada dos índios)

Uma terra rica

“Nela, até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem coisa alguma de metal ou ferro; nem o vimos. Porém a terra em si é de muito bons ares, frios e temperados (…). As águas são muitas, infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-se aproveitá-la, dar-se-á nela tudo por causa das águas que tem.”

(Caminha não poderia imaginar o tamanho das riquezas da nova terra descoberta. Imaginem se tivesse visto o rio Amazonas em toda a sua imensidão… ou se soubesse que o Brasil, ainda hoje, possui a maior extensão de terras cultiváveis do mundo!)

BRASIL 500 ANOS DEPOIS

Na época do Brasil Colônia, quase todo mundo morava no campo, onde se concentravam as atividades econômicas mais lucrativas, como os engenhos de cana-de-açúcar. As famílias ricas tinham casas na cidade, mas quase só saíam de suas fazendas nas épocas de festas. Enquanto isso, as cidades eram pouco desenvolvidas, com população pequena que sobrevivia do comércio e das atividades administrativas.

O processo de urbanização e o crescimento das cidades começou a ganhar impulso quando o rei de Portugal, Dom João VI, transferiu a corte portuguesa para o Brasil e se instalou no Rio de Janeiro em 1808, fugindo do conquistador Napoleão Bonaparte.

Imagine o que deve ter sido, para uma cidade de 50 mil moradores, a chegada de mais de 10 mil novos habitantes, vindos da Europa! Foi uma mudança e tanto. A capital da colônia começou a virar “gente grande”: ganhou bibliotecas, novos teatros, passeios públicos. A maior badalação!

Com o crescimento das cidades, muita coisa mudou no Brasil. Muita gente saiu do campo e foi para a cidade, e 500 anos depois, é um país muito diferente …

AS CIDADES CRESCEM

Mesmo com essas mudanças, o Brasil continuou a ser um país basicamente agrícola. Em 1872, já na época do Império, somente 20% da população se dedicava ao setor de serviços ou à indústria. E o Rio de Janeiro permanecia sendo o único grande centro urbano, seguido por Salvador, Recife e Belém.

A partir do final do século 18, depois de proclamada a República, em 1889, teve início o incrível crescimento de São Paulo, cidade que enriqueceu com o comércio do café e atraiu muitos imigrantes. Em apenas 10 anos (1890-1900), a população passou de pouco mais de 60 mil habitantes para quase 240 mil.

A cara do Brasil urbano só começa mesmo a se definir, e muito rápido, a partir dos anos 50. Veja só quanta diferença: em 1940, a população urbana somava apenas 16% da população brasileira; mas em 1980 o número cresceu para 51,5%, quer dizer, a maioria das pessoas passou a morar nas cidades.

Surgiu uma grande quantidade de indústrias, que atraíam muita gente com ofertas de emprego, e o setor de serviços teve um enorme crescimento. Enquanto isso, no campo, as máquinas substituíam muitos trabalhadores, que corriam para as cidades em busca de trabalho.

UM PAÍS DO FUTURO?

Olhando para trás, vemos quanta coisa mudou nos últimos 500 anos! Os índios, que eram os senhores da terra, hoje não podem bobear: precisam lutar por seus direitos a todo momento para que não sejam ainda mais explorados e dizimados. A colônia virou Império e depois República. Mas nunca conseguiu se livrar dos interesses estrangeiros dispostos a tirar suas vantagens…

O povo brasileiro foi se formando através dos séculos, surgindo da mistura de negros, índios e brancos, criando sua própria cultura. Aos poucos, os brasileiros foram descobrindo seu próprio país. Primeiro se estabeleceram no litoral, depois se embrenharam país adentro, explorando o interior, a Amazônia e até construindo uma moderníssima capital, Brasília, em pleno descampado do Planalto Central.

As cidades, que nos primeiros tempos dependiam do campo, onde se concentrava a maioria da população, ganharam cada vez mais importância a ponto de transformar o Brasil num país, hoje, essencialmente urbano.

Com tantas mudanças, é impossível não se perguntar: como serão os próximos 500 anos?