Datas comemorativas – Dia da Bandeira

Hino à Bandeira Nacional
Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga

Salve, lindo pendão da esperança!
Salve, símbolo augusto da paz!
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par dessas matas,
É o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Recebe o afeto que se encerra…

Contemplando teu vulto sagrado
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil, por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser!

Recebe o afeto que se encerra…

Sobre a imensa nação brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da justiça e do amor!

Recebe o afeto que se encerra…

SÉRIES INICIAIS
19 DE NOVEMBRO – DIA DA BANDEIRA

A bandeira é um símbolo. Ela pode representar um time de futebol, uma instituição, um grupo étnico-cultural, enfim, são várias as idéias que podem ser expressas através de uma bandeira. Seu significado é tão forte, que todos os países possuem sua própria bandeira, aquela que representa a nação e que, por isso, deve ser respeitada. A atual bandeira do Brasil foi instituída quatro dias depois da Proclamação da República. Por conta disso, no Brasil, comemoramos o Dia da Bandeira em 19 de novembro. Parabéns, Bandeira do Brasil, pelo seu dia.

AS CORES
As primeiras bandeiras da história do homem costumavam representar um grupo sócio-cultural através da imagem de um animal, de um vegetal ou objeto. Com o tempo é que as cores passaram a ter também um significado importante, principalmente após a Revolução Francesa, quando passaram a exprimir a nacionalidade, independente de existirem ou não figuras ou emblemas na estampa.

Antigamente, a escolha das cores se dava de forma arbitrária. Hoje em dia, estão relacionadas a fatores religiosos e políticos. A cor vermelha, por exemplo, é geralmente associada a movimentos revolucionários.

No caso da bandeira brasileira, o verde traria à lembrança o primeiro objeto que funcionou como bandeira: os ramos arrancados das árvores pelos homens primitivos em atitude espontânea de alegria. O verde nos remeteria ainda à nossa filiação com a França, à juvenilidade do país e ao imenso mar, literariamente verde nos escritos de José de Alencar.

O amarelo, por sua vez, representaria nossa riqueza mineral e a aventura dos bandeirantes à procura do ouro. De maneira poética, nos levaria à imagem do sol, astro que nos garante condições essenciais de sobrevivência.

Numa homenagem à Nossa Senhora, padroeira de Portugal e do Brasil, o azul, ao lado da cor branca, nos colocaria no esquema bandeirológico latino-americano, onde predominam essas duas cores: azul e branca.

E finalmente o branco. Traduzindo nossos desejos de paz, nos inclui nas filosofias que enxergam Deus como plenitude do ser e do poder, assim como o branco é a plenitude das cores

AS ESTRELAS HOJE

Sabemos que para cada estrela de nossa bandeira corresponde um estado brasileiro. Com a criação de novos estados no país, se estabeleceu uma dúvida: continuaria a correspondência? Conforme a Lei número 5.700, de 1º de setembro de 1971, essa correlação não existiria mais. Uma outra lei, no entanto, número 8.421, de 11 de maio de 1992, retificou a anterior, através da seguinte comunicação: a bandeira nacional deve ser atualizada sempre que algum estado da federação for criado ou extinto; os novos estados serão representados por novas estrelas, a serem incluídas, sem que afete a disposição estética original do desenho da primeira bandeira republicana; as que forem correspondentes a estados extintos serão retiradas, permanecendo aquela que represente um novo estado mediante a fusão.

Nessa lei de 1992 consta ainda um anexo, trazendo uma lista dos estados e sua respectiva relação com as estrelas. A informação, portanto, de que essa correspondência estelar não existiria mais, deve ter se tratado de um erro de interpretação da lei de 1971.

A POLÊMICA DAS ESTRELAS

Quando foi instituída pelo decreto número 4, de 19 de novembro de 1889, a bandeira brasileira recebeu muitas críticas devido a sua relação com a astronomia. Isto porque a disposição das estrelas na esfera azul da bandeira não se encontrava da mesma forma como costumamos vê-la no céu. Tudo por conta da perspectiva escolhida pelos criadores do desenho original. A intenção era representar o céu do Rio de Janeiro às 8h30m da manhã do dia 15 de novembro, data da Proclamação, mas com um pequeno detalhe: o observador desse céu estaria do lado de fora da esfera, vendo-a a partir do espaço cósmico. E, mais ainda: essa bola imaginária (o espaço celeste) teria todas as estrelas grudadas nela, com a terra situada em seu centro. Daí a polêmica. Consta também que a constelação do Cruzeiro do Sul estava, nessa hora exata, com o braço maior na vertical e no meridiano da cidade do Rio. Tanta discussão para algo bastante simples: o céu da bandeira nacional aparece do lado oposto de nossa visão aqui da terra.

ORDEM E PROGRESSO

A palavra de ordem inscrita em nossa bandeira, trata-se da síntese de um sistema filosófico aceito não só no Brasil, como também na Europa: o positivismo. Os grandes nomes dessa filosofia em nosso país no fim do século XIX eram Benjamin Constant, Demétrio Ribeiro, Teixeira Mendes e Miguel Lemos. Numa visível homenagem a esses cidadãos, convoca os brasileiros para uma arrancada concreta e irreversível pelo desenvolvimento. A significação de ordem não é ditadura, mas sim decisão e visão clara dos problemas, enquanto progresso não indica riqueza para os indolentes, mas meta de ascensão para os homens de valor.

Um dos três únicos casos em que o idioma da pátria em questão aparece na bandeira, possui o seu recanto para o culto coletivo de toda a nação: a Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde fica sempre hasteada, tendo na base do mastro as seguintes palavras: “Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a bandeira sempre no alto, a visão permanente da pátria”.

3ª E 4ª SÉRIES

NOSSA BANDEIRA

É muito bom conhecermos mais sobre a nossa história, o nosso país. Para quem não sabe a nossa bandeira, que representa o nosso país, Brasil, e tem a sua história, vamos conhecê-la?
Um pouco da história da nossa Bandeira

-Quando surgiu:
A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto no 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório
-Quem foram os responsáveis pela sua criação:
A idéia da nova Bandeira do Brasil deve-se ao professor Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil. Com ele colaboraram o Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi executado pelo pintor Décio Vilares.
–As cores:
As cores verde e amarelo estão associadas à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador D. Pedro I, e à casa real dos Habsburg, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina
Círculo interno azul:
Corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889.
As estrelas:
Cada estrela representa um estado da federação
Todas as estrelas t&êm 5 pontas
As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas. Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na Bandeira.
A faixa branca:
Embora alguns digam que esta faixa representa a eclíptica, ou o equador celeste ou o zodíaco, na verdade a faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema “Ordem e Progresso”. Ela não tem qualquer relação com definições astronômicas.
O lema “Ordem e Progresso”:
É atribuído ao filósofo positivista francês Augusto Comte, que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes.
- Quando foi modificada:
Foi modificada pela Lei no 5443 (Anexo no 1) de 28 de maio de 1968
Foi modificada pela Lei no 5700 de 1 de setembro de 1971
Foi modificada pela Lei no 8421 de 11 de maio de 1992

FUNDAMENTAL II

Uma breve história

De um lado havia um grande desconforto em relação ao regime imperial no Brasil. De outro havia o positivismo, uma corrente de pensamento fundada na França por Auguste Comte (1798-1857) que foi mais que um sistema filosófico, trouxe uma nova concepção do mundo, uma nova classificação das ciências e um programa político de construção. Apesar de afirmar que o método científico é o único válido para se chegar ao conhecimento, acabou exercendo um fascínio muito mais próximo da religião, tendo excelente penetração em muitos países, sobretudo no Brasil. Neste cenário, do fim do século XIX, surgiu a nova bandeira republicana.

Um reino por uma bandeira

A república instalou-se rápido. De 15 de novembro de 1889 bastariam 15 meses para ser aceita em praticamente todo o país. Interrompendo por quatro dias a seqüência entre a bandeira imperial de 1822 e a republicana de 1889 surgiu, por meios não oficiais, aquela que ficaria conhecida como “Bandeira Provisória da República”.

Possuía treze listras alternadas com duas cores e uma cantoneira com estrelas em número equivalente aos Estados Federados. Uma “cópia servil do pavilhão da república norte-americana”, segundo declarou o escritor positivista Miguel Lemos (1854-1917). Esta bandeira nem chegou a ser utilizada pelas Forças Armadas, e mesmo sem originalidade, ao conservar o verde e amarelo das cores imperiais, manteve aproximação com o regime a qual acabavam de romper.

O projeto de Teixeira Mendes

Uma nova bandeira republicana foi idealizada por Raimundo Teixeira Mendes, com a colaboração de Miguel Lemos e do Professor catedrático em Astronomia Manuel Pereira Reis, sendo o desenho executado por Décio Vilares. Eles insistiram numa “fuga positivista a qualquer imitação norte-americana”, preferindo fixar-se na França. A divisa “Ordem e Progresso” por si só já lembraria a França, sua origem foi o lema positivista de Auguste Comte: “o amor por princípio e a ordem por base; o progresso por fim”.

Para atrair a simpatia – e garantir aprovação – Teixeira Mendes e Miguel Lemos pretendiam fazer entender que o criador da bandeira havia sido o General Benjamim Constant (1836-1891). Mas ele foi pouco mais que um intermediário entre os autores do projeto e o Governo Provisório. Constant apenas sugeriu destacar a constelação do Cruzeiro do Sul na bandeira, o que foi feito.

O Decreto No 4, de 19 de novembro de 1889, estabeleceu as diretrizes para a nova bandeira, armas e selos nacionais. A primeira bandeira republicana foi bordada por D. Flora Simas de Carvalho.

Para entender a bandeira

A bandeira republicana afinal não rompeu definitivamente com o Império. O retângulo e o losango permaneceram e com as mesmas tonalidades da bandeira imperial. O círculo central em azul, no decreto simplesmente definido como “esfera”, é um antigo emblema usado pelos romanos e que também aparece na bandeira do Principado do Brasil instituída por D. João IV, onde já constava, inclusive, a faixa branca no sentido descendente. Tal faixa conferiu ao círculo a perspectiva esférica e permitiu a inscrição da legenda “Ordem e Progresso”.

A bandeira do Brasil foi criada pelo Decreto Nº4, de 19 de novembro de 1889, redigido por Rui Barbosa e assinado pelo Marechal Deodoro da Fonseca (chefe do Governo Provisório), Quintino Bocaiúva, Aristides da Silveira, Campos Sales, Benjamim Constant, Eduardo Wandenkolk e o próprio Rui Barbosa. Esse decreto estabeleceu ainda os distintivos da bandeira e das armas nacionais, dos selos e sinetes da República.

O Decreto Nº4, de 19 de novembro de 1889 dizia expressamente que as estrelas simbolizam os Estados e o Município Neutro, mas não havia disciminação sobre qual estrela estaria associada a este ou aquele Estado da União. Isso foi estabelecido posteriormente, observando apenas uma certa coerência entre as posições das estrelas no céu e a seqüência geográfica do Estados. Assim, os Estados da região central do país estão representados pelas estrelas do Cruzeiro do Sul, os Estados a oeste estão representados por estrelas do Cão Maior e assim por diante.

Constelações

Originalmente, a bandeira tinha estrelas das constelações do Cruzeiro do Sul, Escorpião, Cão Maior, Cão Menor, Virgem, Triângulo Austral, Argus e Oitante. Com a inclusão de novos Estados, foi também acrescentada Hidra Fêmea. Hoje nove constelações estão presentes na bandeira do Brasil.

Vozes contrárias

A nova bandeira republicana não foi bem recebida por todos. Em meio às vozes contrárias estavam Santos Dumont, Floriano Peixoto, o Visconde de Taunay e o Barão do Rio Branco. Os motivos dependiam de cada um, desde os opositores do positivismo até os descontentes com o fim da monarquia. Alguns não somente reclamaram, propuseram projetos de reforma e, muitas vezes, bandeiras inteiramente novas.

Um dos projetos mais famosos foi o de Júlio Ribeiro (1888), apresentado em 1888. Filho de norte-americano, seu modelo copiava a bandeira dos Estados Unidos, com treze listras horizontais alternando-se preto e branco e uma cantoneira, onde figurava o mapa do Brasil e quatro estrelas, cuja intenção era resumir o Cruzeiro do Sul. Acabou sendo adotada como a bandeira do Estado de São Paulo, em 1946.

Em 1892 foi apresentado o primeiro projeto jurídico, de autoria do deputado Oliveira Valadão e subscrito por mais 14 membros da Câmara. Seriam retiradas a esfera celeste e o lema “Ordem e Progresso”, tão polêmico na época. As Armas da República ficariam num círculo central, de cor azul marinho. Já em 1908, o projeto do deputado Wenceslau Escobar pretendia apenas suprimir a faixa com o lema “Ordem e Progresso”.

ENSINO MEDIO

BANDEIRA NACIONAL BRASILEIRA

A quinta e última bandeira do Brasil veio com a Proclamação da República.

A bandeira do Brasil foi projetada em 1889 por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares.

Ela é inspirada na bandeira do Império, desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, com a esfera azul-celeste e a divisa positivista “Ordem e Progresso” no lugar da coroa imperial, deve-se a Benjamim Constant que o sugeriu a Raimundo Teixeira Mendes. A expressão foi extraída da fórmula máxima do Positivismo: “O amor por princípio, a ordem por base, o progresso por fim”, que se decompõe em duas divisas usuais – Uma moral, ‘Viver para outrém’ (altruísmo – termo criado por Comte), ou seja, por o interesse alheio acima de seu próprio interesse, e outra estética, ‘Ordem e Progresso’, ou seja, cada coisa em seu devido lugar para a perfeita orientação ética da vida social. Dentro da esfera está representado o céu do Rio de Janeiro, com a constelação do Cruzeiro do Sul, às 8:30 horas de 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República. As estrelas foram inspiradas nas que, realmente, brilhavam no céu do Brasil, na histórica madrugada de 15 de novembro de 1889: “Espiga, Procium, Sirius, Canopus, Delta, Gama, Epsilon, Seta, Alfa, Antares, Lambda, Mu, Teta e outras”.

Em 1992, uma lei alterou a bandeira para permitir que todos os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal estejam representados por estrelas
A BANDEIRA NACIONAL FOI ADOTADA PELO DECRETO-LEI N0 4 DE 19 DE NOVEMBRO DE 1889 E CUJO TEOR É O SEGUINTE:

“- O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil, considerando que as cores da nossa antiga bandeira recordam as lutas e as vitórias gloriosas do exército e da armada na defesa da Pátria; Considerando, pois, que nossas cores, independentemente da forma de governo simbolizam a perpetuidade e a integridade da Pátria entre as nações; Decreta: a Bandeira adotada pela República mantém a tradição das antigas cores nacionais, verde-amarelo, do seguinte modo: um losango amarelo em campo verde, tendo no meio a esfera azul-celeste, atravessada por uma zona branca em sentido oblíquo e, descendo da esquerda para a direita com a legenda “Ordem e Progresso” e ponteada por 21 estrelas, entre as quais as da constelação do Cruzeiro, dispostas na sua situação astronômica quanto à distância e no tamanho relativos representando os 20 Estados da República e o Município Neutro. . . – Sala das sessões do Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil.

19 de novembro de 1889.

Manuel Deodoro da Fonseca; Aristides da Silva Lobo; Rui Barbosa; Manuel Ferraz de Campos Salles; Quintino Bocaiúva; Benjamin Constant Botelho de Magalhães; Eduardo Wandenkolk. ”

A primeira bandeira republicana foi bordada pela Sra Flora Simas de Carvalho, em pano de algodão, e a segunda, pela mesma senhora, em seda, tendo sido hasteada com solenidade na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no dia de sua adoção oficial.


(“A PÁTRIA” famoso quadro de Pedro Paulo Bruno, figura no verso da antiga nota de duzentos mil cruzeiros do antigo dinheiro brasileiro.)
Pintor respeitado internacionalmente até os dias de hoje, Pedro Bruno, nasceu na Ilha de Paquetá – RJ/RJ a 14/10/1888.

A ÁREA BRANCA DA BANDEIRA BRASILEIRA

A Área Branca em sentido oblíquo e descendente da esquerda para a direita com a legenda – “ORDEM E PROGRESSO” – cuja posição exata na bandeira não constou no decreto que a criou, foi motivo de dúvidas e especulações diversas.
Alguns diziam ser ela a Eclítica (círculo máximo da esfera celeste corresponde à trajetória do Sol em seu movimento anual aparente, em torno da Terra, cujo plano forma com o do Equador um ângulo de 23º.27″), outros acreditavam tratar-se do Equador Celeste (círculo máximo da esfera celeste resultante da interseção da esfera celeste com o plano que passa pelo equador da Terra), e outros ainda afirmavam que se tratava da Zona Zodiacal ou Zodíaco (faixa de 8º para cada lado da Eclítica, por onde transitam o Sol a Lua e os planetas, e que contêm 12 constelações zodiacais).
A Área Branca de nossa Bandeira se trata, apenas, de um espaço, não pertencente à Esfera Celeste, onde se pudesse inscrever a expressão positivista “ORDEM E PROGRESSO”, parte de um dos lemas mais conhecidos do filósofo francês AUGUSTE COMTE (1798-1857), fundador do positivismo, que contava com numerosos seguidores no Brasil, entre eles o Professor RAIMUNDO TEIXEIRA MENDES, o mentor da Bandeira Republicana.

AS ALTERAÇÕES NA ESFERA AZUL-CELESTE

No início, a nossa Bandeira possuía 21 estrelas pertencentes a oito constelações, a saber : Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Austral (3), Cão Menor (1), Cão Maior (1), Argus (1), Virgem (1) e Oitante (1).

Posteriormente, em 1960 e 1962, foram acrescentadas mais duas estrelas, Alphard (Alfa) e Gama, pertencentes à constelação de Hidra Fêmea e referentes aos novos Estados da GUANABARA e do ACRE, respectivamente LEI No 5443 DE 28/05/1968.

A LEI No 5700 DE 01/09/1971, alterada pela Lei Nº 8.421 de 11 de maio de 1992, deu nova redação à Lei acima mencionada, dispondo detalhadamente, sobre a forma e apresentação dos símbolos nacionais – Bandeira, hino, Armas e Selo.

Em 1992, foram adicionadas mais quatro estrelas à constelação do Cão Maior : Mirzam (Beta), Muliphen (Gama), Wezen (Delta) e Adhara (Épsilon), referentes ao Estados do AMAPÁ, RONDÔNIA, RORAIMA E TOCANTINS, respectivamente – LEI No 11/05/1992.

O Estado de MATO GROSSO DO SUL ficou com a estrela Alphard que pertencia ao Estado da GUANABARA, extinto em 1975, e cuja estrela não chegou a ser retirada da Bandeira.

Assim sendo, a atual Bandeira Brasileira já possui incorporada, 27 estrelas, referentes aos 26 Estados e ao Distrito Federal, e pertencentes a nove constelações assim distribuídas : Cruzeiro do Sul (5), Escorpião (8), Triângulo Austral (3), Oitante (1), Virgem (1), Cão Maior (5), Cão Menor (1), Carina – ex-Argus (1), e Hidra Fêmea(2).

As Leis em questão ressaltam a necessidade da Bandeira Nacional ser atualizada sempre que ocorrer a criação ou extinção de Estados e deixam bem evidente que a Bandeira Brasileira é aquela que foi adotada pelo Decreto No 4 de 19/11/1889.

O DESENHO DA BANDEIRA

As regras para a feitura da bandeira encontram-se definidas no Art 5º da Lei Nº 5.700/71. O desenho é modular, o que facilita a sua reprodução e confecção.

Para o cálculo das dimensões, toma-se por base a largura desejada, dividindo esta em 14 partes iguais. Cada uma das partes será considerada uma medida ou módulo.

O comprimento da bandeira será de 20 módulos.

DIA DA BANDEIRA

O Dia da Bandeira é comemorado em 19 de novembro, data em que ela foi adotada em 1889.

(No dia da Proclamação da República, 15 de novembro de 1889, o Governo Provisório adotou como bandeira oficial o estandarte do Clube Republicano Lopes Trovão, instituição que participou ativamente da campanha pela adoção do novo regime. Por ser quase idêntica à bandeira dos Estados Unidos, o que contrariava o nacionalismo dos republicanos, acabou sendo substituída quatro dias depois)

CERIMONIAL DA BANDEIRA NO “DIA DA BANDEIRA”
(Artigo 4.3.4. do Cerimonial da Marinha de Guerra)

No “Dia da Bandeira”, deverá ser observado o seguinte cerimonial:

a) cinco minutos das 12h00 deverá ser dado o toque de Bandeira e, ao ser assim feito, içar o sinal respectivo;

b) arriar a Bandeira e proceder dessa ocasião em diante como no cerimonial para o hasteamento da Bandeira;

c) por ocasião de ser hasteada a Bandeira, será içada o embandeiramento nos topese, logo após, dada a salva de 21 tiros;

d) após a salva, deverá ser executada pela banda de música o Hino à Bandeira, que será cantada por toda a oficialidade e guarnição presente à cerimônia.

NOME DAS ESTRELAS DO CRUZEIRO DO SUL

Alfa= Estrela de Magalhães ou Acruz

Beta= Mimosa

Gama= Rubineia

Delta= Pálida

Epsilon= Intrometida (Crucis)

AS BANDEIRAS EM NOSSA HISTÓRIA


Bandeira da Ordem de Cristo
Primeira hasteada em solo brasileiro


Bandeira Real
A primeira do Reino de Portugal, nas naus do descobrimento


Bandeira de D. João III
Usada no Brasil durante a Colonização


Bandeira do Domínio Espanhol
Bandeira utilizada durante o domínio espanhol em terras portuguesas


Bandeira da Restauração
Bandeira do Reinado de D. João VI, marca o fim do domínio espanhol


Bandeira do Principado do Brasil
Primeiro sinal de presença do Brasil, no campo político mundial, como parte integrante da nação portuguesa


Bandeira de D. Pedro II, de Portugal
Bandeira do reinado de D. Pedro II, utilizada após a morte de D. Afonso VI


Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
Bandeira do período de D. João VI


Bandeira do Regime Constitucional
Última a tremular no Brasil com traços que lembram Portugal


Bandeira Imperial do Brasil
Marca da emancipação política do Brasil


Bandeira Provisória da República
Utilizada de 15 a 19 de novembro de 1889, sendo substituída pela atual


Bandeira Nacional

CURIOSIDADES

Você sabia que…

- uma bandeira em mau estado de conservação não pode ser hasteada. Deve ser entregue a uma unidade militar para ser incinerada no dia 19 de novembro.

- a Bandeira Nacional fica permanentemente hasteada na Praça dos Três Poderes em Brasília. Quando for substituída, só é arriada quando a nova for hasteada.

- em alguns locais, a bandeira deve ser hasteada todos os dias. São eles: palácio da Presidência da República; residência do presidente; Congresso Nacional; nos ministérios; no Supremo Tribunal Federal; nos edifícios-sede dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; em repartições consulares; em repartições federais, estaduais e municipais situadas na faixa da fronteira etc. Tradicionalmente, a bandeira é hasteada às 8h da manhã e arriada às 18h. Se ficar hasteada durante a noite, deve estar iluminada.

- Não é permitido hastear bandeira de outro país em terras brasileiras se ao lado não estiver a Bandeira Nacional de igual tamanho e posicionada ao lado direito. A exceção é somente para embaixadas e consulados.

JOGOS

Preparação:
Divida as crianças em 4 equipes nas seguintes cores:
Verde, amarelo, azul e branco

Características de cada equipe:

Verde:
Representa e protege a mata . Não se dá com a equipe amarela . Seu totem só sai de dentro da equipe se for para respeitar e honrar a natureza .
Totem: árvore

Amarelo:
Representa o dinheiro . Compra as coisas pois possui moedas. Não se dá bem com as equipes verde e azul. Seu totem sai de dentro da equipe para fazer compras e trocas.
Totem: Dinheiro

Azul:
Representa o céu. Não se dá com a equipe amarela . Seu totem só sai de dentro da equipe por dinheiro .
Totem: Estrelas

Branco:
Representa a paz . Tem livre acesso em todos os grupos e se dá bem com todos eles. Seu totem só sai de dentro da equipe por dinheiro .
Totem: Pomba

As características de cada equipe devem ser passada para eles antes do jogo começar pois estes quesitos fazem parte da regra do jogo .
Os totens são o símbolo de cada equipe e também será necessário no decorrer do jogo . Pode ser feito uma bandeira com um desenho, ou um elemento que represente o símbolo da equipe. A equipe amarela precisa ter “moedas” para representar o dinheiro que irá correr no jogo, então seu totem pode ser um baú cheio de moedas de chocolate que podem ser divididas entre as crianças depois do término do jogo .
Cada equipe receberá uma carta com o objetivo do jogo . Cada equipe tem um objetivo diferente e tem que ser respeitadas as características de cada cor.

Objetivos:

Verde:
O verde precisa comprar estrelas do azul para iluminar as suas matas e conseguir protegê-las.

Amarelo:
O amarelo precisa de uma muda de pau-Brasil para plantar no seu banco como símbolo do Brasil.

Azul:
O azul precisa da pombinha do branco pois ela precisa voar livremente no céu.

Branco:
Reunir uma pessoa da equipe verde, outra da equipe amarela, outra da equipe azul e outra da equipe branca, sendo que as equipes que não se dão bem não podem se encostar e nem estar uma do lado da outra .

Regras do Jogo

As características das equipes devem ser seguidas a risco pois é fundamental para o andamento deste jogo a ajuda de outros membros de outras equipes, por isso fique atento com os grupos que não se dão bem pois eles Não podem entrar em contato.

Resolução do jogo:
O verde precisa comprar as estrelas da equipe azul. A equipe verde se dá bem com a equipe azul mas eles só vendem as estrelas, então o verde vai precisar do dinheiro do amarelo, que não se dá bem com nenhuma das duas equipes. Por isso o verde vai precisar da ajuda da equipe branca, que representa a paz e por isso fala com todas as equipes.

O Amarelo vai precisar de uma muda de pau-Brasil da equipe verde. A equipe verde também precisa da ajuda do amarelo, por isso o representante do branco pode sugerir uma troca de favores.

O azul vai precisar da pombinha da paz da equipe branca, porém eles só vendem seu totem. Vão precisar da própria ajuda do branco para pedir dinheiro para o amarelo .

O branco somente precisa reunir uma pessoa de cada equipe, mas as equipes que não se dão bem não podem se juntar. Resolução:
- amarelo, branco, azul, verde
- azul, verde,branco, amarelo
- verde, azul, branco, amarelo

MOSAICO DA BANDEIRA
Faça com seus alunos este mosaico feito com casca de ovo. É uma forma nova e divertida de aprender as formas da nossa bandeira.

História do Mosaico:

O mosaico foi uma forma de expressão artística importante no Império Bizantino .Na Itália ele foi muito utilizado nas construções religiosas, sendo em paredes, teto e pisos de muitas igrejas.
Portinari é um artista brasileiro que utilizava muito mosaico em suas obras.
Fica muito difícil repetir as formas do mosaico, pois seus pedaços são todos diferentes, sendo assim cada objeto feito por mosaico se torna único .

Como Fazer:
Inicialmente, faça o desenho da bandeira do Brasil, se preferir imprima o desenho já nas medidas corretas e entregue aos seus alunos.
1- Pegue casca de ovos (aproximadamente de 6 a 10, depende do tamanho dos pedaços que irá quebrar e de erros ) e as lave antes de usar.
2- Separe tinta guache das cores verde, amarelo e azul. Eventualmente branca, se a casca for marrom, se for branca usamos com a cor natural.
3- Com um pincel ou até mesmo com o dedo pinte umas 2 a 4 cascas de verde, outras 2 a 4 de amarelo, 2 de azul e 1 de branco
4- Após a casca estar pintada e seca, quebrar em pedacinhos, separando as cores em diferentes potes (use um copo plástico de café descartável).
5- Passe cola branca na bandeira pouco a pouco e cole os pedacinhos, deixando o mínimo de espaços entre os pedaços.

Pronto, sua bandeira brasileira feita de mosaico de casca de ovos está pronta! Leia também um pouco sobre a história do mosaico e sua repercussão na arte para explicar aos seus alunos um estilo de arte que eles estão reproduzindo.

HISTÓRIA DA BANDEIRA

Este é um jogo que conta a história de nossa bandeira nacional.
Temos aqui quatro bandeiras do Brasil de épocas diferentes.

Preparação:
Clique no desenho de cada bandeira para obtê-lo ampliado, imprima-o. Cole o desenho em cartolina e recorte cada bandeira em pedaços conforme mostra o desenho. Coloque todos os pedaços de cada bandeira em um envelope. Depois disso, pegue uma peça de cada envelope e coloque-o em outro de forma que UM PEDAÇO DE CADA BANDEIRA FIQUE TROCADO. Por exemplo, um pedaço da bandeira do império estará com o grupo da bandeira do regime e assim por diante. Pois o objetivo desse jogo é que todos os grupos dependam de todos e troquem informação para cada um montar a sua bandeira.

Coloque dentro de cada envelope o histórico de cada bandeira conforme descrito abaixo.

Divida a sala em quatro grupos. Cada grupo deverá ter, no máximo seis alunos, caso o número de alunos exceder a isso, é aconselhável fazer dois jogos de bandeiras.

DESENROLAR

Dê a cada grupo um dos envelopes e peça que cada qual monte a sua bandeira. Os membros das equipes deverão perceber por si só a necessidade de trocarem as peças para que consigam terminar a tarefa.

Depois de completa, o grupo deverá expor aos outros alunos o histórico da bandeira que ele montou.

Bandeira do Regime Constitucional (1821-1822)

A Revolução do Porto, de 1820, fez prevalecer em Portugal os ideais liberais da Revolução Francesa, abolindo a monarquia absoluta e instituindo o regime constitucional, cujo pavilhão foi criado em 21 de agosto de 1821. Foi a última bandeira Lusa a tremular no Brasil

Bandeira Imperial do Brasil (1822 – 1889)

Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional.

Bandeira Provisória da República (15 a 19 Nov 1889)

Esta bandeira foi hasteada na redação do jornal “A Cidade do Rio”, após a proclamação da República, e no navio “Alagoas”, que conduziu a família imperial ao exílio.

Bandeira Nacional

CRUZADINHA

BANDEIRA PORTA-RETRATO


Materiais:

- EVA verde e amarelo;

- Cola branca ou isopor e uma foto.

Execução:

Corta dois pedaços 15×10 de EVA verde e
cole só nas pontas, depois corte a parte amarela
como mostra a foto um circulo no meio e coloque
a foto pode ser da criança, família de alguma
paisagem brasileira, animal que habitaM nossas
matas.

Referências:

http://www.editorainformal.com.br/atividades/festivas/bandeira/bandeira-index.htm

http://www.qdivertido.com.br/verpesquisa.php?codigo=28

http://blog.orolix.com.br/blog/ensinandobrincando/

http://www.calendario.cnt.br/bandeirabrasileira.htm

http://www.brasilrepublica.com/bandeiranacionalbr.htm

http://www.bandeiranacional.com.br/

http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/bandeira/home.html

Datas comemorativas – Dia da Bandeira

Para ver as postagens anteriores sobre o DIA DA BANDEIRA clique AQUI

DIA DA BANDEIRA

Fonte: Projetos Pedagógicos

Fonte: Geoprofessora

Fonte Smart Kids

Um pouco da história da nossa Bandeira

Fonte: Ponderações

* Quando surgiu:
A Bandeira do Brasil foi adotada pelo decreto no 4 de 19 de novembro de 1889. Este decreto foi preparado por Benjamin Constant, membro do Governo Provisório
* Quem foram os responsáveis pela sua criação:
A idéia da nova Bandeira do Brasil deve-se ao professor Raimundo Teixeira Mendes, presidente do Apostolado Positivista do Brasil. Com ele colaboraram o Dr. Miguel Lemos e o professor Manuel Pereira Reis, catedrático de astronomia da Escola Politécnica. O desenho foi executado pelo pintor Décio Vilares.
* As cores:
As cores verde e amarelo estão associadas à casa real de Bragança, da qual fazia parte o imperador D. Pedro I, e à casa real dos Habsburg, à qual pertencia a imperatriz D. Leopoldina
* Círculo interno azul:
Corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a latitude da cidade do Rio de Janeiro às 12 horas siderais (8 horas e 30 minutos) do dia 15 de novembro de 1889.
* As estrelas:
o Cada estrela representa um estado da federação
o Todas as estrelas t&êm 5 pontas
o As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 5 (cinco) dimensões: de primeira, segunda, terceira, quarta e quinta grandezas. Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na Bandeira.
* A faixa branca:
Embora alguns digam que esta faixa representa a eclíptica, ou o equador celeste ou o zodíaco, na verdade a faixa branca da nossa bandeira é apenas um lugar para a inscrição do lema “Ordem e Progresso”. Ela não tem qualquer relação com definições astronômicas.
* O lema “Ordem e Progresso”:
É atribuído ao filósofo positivista francês Augusto Comte, que tinha vários seguidores no Brasil, entre eles o professor Teixeira Mendes.
* Quando foi modificada:
o Foi modificada pela Lei no 5443 (Anexo no 1) de 28 de maio de 1968
o Foi modificada pela Lei no 5700 de 1 de setembro de 1971
o Foi modificada pela Lei no 8421 de 11 de maio de 1992

Você conhece a legislação que rege a forma e o uso da Bandeira do Brasil?

A forma e o uso das bandeiras nacionais é, em geral, regido por regras bastante severas. As suas dimensões, sua forma, suas cores, enfim toda a sua geometria, é regulamentada por alguma lei. No caso da Bandeira do Brasil, é a lei no 5700 de 1 de setembro de 1971 que “dispõe sobre a forma e a apresentação dos símbolos nacionais”.
Note que esta lei fala dos “símbolos nacionais” ou seja, ela rege o uso e as formas da bandeira, hino, armas e selo nacionais.
Segundo a lei 5700, seção II, temos:
SEÇÃO II – Da Bandeira Nacional
Art. 3o
§ 1o – As constelações que figuram na Bandeira Nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 8 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (doze horas siderais) e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. [Parágrafo alterado pela Lei 8421, de 11/05/1992]
§ 2o – Os novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõem o aspecto celeste referido no parágrafo anterior, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul da Bandeira Nacional sem afetar a disposição estética original constante do desenho proposto pelo Decreto no 4, de 19 de novembro de 1889 [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992]
§ 3o – Serão suprimidas da Bandeira Nacional as estrelas correspondentes aos Estados extintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado, em qualquer caso, o disposto na parte final do parágrafo anterior. [Inclusão de parágrafo pela Lei 8421, de 11/05/1992]

Hino à Bandeira

Fonte: Quiosque azul

O contato e o respeito ao símbolo nacional propiciam o desenvolvimento da cidadania infantil.

Fonte: Cantinho Alternativo










Datas comemorativas – Dia da Bandeira

Para consultar a postagem do ano passado clique AQUI

Amigos professores,

Após a publicação do post sobre o Dia da Bandeira no ano passado, tive a brilhante contribuição do amigo Nuno Castelo Branco de Portugal que veio robustecer o nosso conteúdo com informações ricas que ora publico abaixo:

Decreto de 18 de setembro de 1822:
“Hei por bem, e com parecer do meu Conselho de Estado, Determinar o seguinte: Será de ora em diante o Escudo das Armas deste Reino do Brasil, em campo verde, uma Esfera Armilar de ouro atravessada por uma Cruz da Ordem de Cristo, sendo circulada a mesma Esfera de dezenove Estrelas de prata em uma orla azul: a firmada a Coroa Real diamantina sobre o Escudo, cujos lados serão abraçados por dois ramos das plantas de Café e Tabaco, e ligados na parte inferior pelo laço da Nação.
A Bandeira Nacional será composta de um paralelogramo verde, e nele inscrito um quadrilátero romboidal cor de ouro, ficando no centro deste o Escudo das Armas do Brasil.(…)” A bandeira foi usada por pouquíssimo tempo, entre 18 de setembro até 1º de dezembro de 1822. O projeto da bandeira foi do então Conselheiro José Bonifácio de Andrada e Silva, juntamente com Jean Baptiste Debret, desenhista e pintor de grande renome no Brasil entre 1816 e 1830.
“Recusando-se obedecer as ordens das Cortes Portuguesas, D. Pedro, a 7 de setembro de 1822, num sábado de céu azulado, às margens do riacho Ipiranga (Rio Vermelho – do tupi), em São Paulo, proclamou a emancipação política do Brasil, depois de proferir o brado de Independêcia ou Morte e de ordenar Laços Fora!, arrancando do chapéu o tope português, exclamou : “Doravante teremos todos outro laço de fita, verde e amarelo. Serão as cores nacionais “. O amarelo representa a Casa de Habsburgo (Dona Leopoldina) e o verde representa a Casa de Bragança (Dom Pedro I).

“Nossa primeira bandeira nacional sofreu uma modificação após quase três meses de existência, transformando-se na Bandeira Imperial do Brasil em 1º de dezembro de 1822: “Havendo sido proclamada com a maior espontaneidade dos povos a Independência política do Brasil, e sua elevação à categoria de Império pela minha solene aclamação, sagração e coroação, como seu Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo: hei por bem ordenar que a Coroa Real que se acha sobreposta no escudo das armas estabelecido pelo meu imperial decreto de 18 de setembro do corrente ano, seja substituída pela Coroa Imperial, que lhe compete,a fim de corresponder ao grau sublime e glorioso em que se acha constituído este rico e vasto Continente”.

Criada por Decreto de 18 de setembro de 1822, era composta de um retângulo verde e nele, inscrito, um losango ouro, ficando no centro deste o Escudo de Armas do Brasil. Assistiu ao nosso crescimento como Nação e a consolidação da unidade nacional.”. Foi a bandeira do Brasil até 1889.

Este pequeno texto é dedicado aos meus amigos Berson e Júnior, que tendo manifestado algumas dúvidas acerca das origens da bandeira brasileira, pretendiam saber algo mais. Não sou especialista no tema – sou um monárquico bastante atípico -, mas na verdade, as explicações acerca de cores e símbolos, vão variando desde a origem da concepção dos pendões, até ao momento em que por eles nos interessamos. Afinal, parece que o verde não representa a Amazónia e o amarelo, nada tem que ver com o ouro de Minas. Pelo que o texto diz, a explicação é bem mais lógica e insere-se na época em que surgiu o símbolo do novo império independente de Portugal. As escolas de samba podem ficar descansadas, porque exibem até à exaustão, as cores dos Bragança e dos Habsburgo e têm toda a legitimidade para o fazer. Ou não será o Brasil o natural herdeiro de um Portugal nascido há quase nove séculos?

Há ainda que referir que por cá, verificamos o mesmo tipo de argumentação eivada de bucolismos e sentimentalismos que roçam a pieguiçe. Sabemos bem de onde vem o verde e o vermelho, que não derivam nem da Esperança, nem de qualquer Sangue derramado. É o terrorismo da manipulação da história. Neste caso, é reconfortante o esconder da realidade das coisas, porque assumir abertamente o símbolo da Carbonária, seria demasiado descaramento.
Declaração por Nuno Castelo-Branco (Lisboa)


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ATIVIDADES

MÁSCARAS

Fonte: Anjinhos de Pijama

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Para pintar

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Fonte: Fazendo Arte com Quiane