Robótica na Educação Infantil. Escola do século XXI?

Muito diferente do formato da escola do século passado, muitas escolas de hoje têm por princípio estimular a exploração, a investigação e a resolução de problemas desenvolvendo o pensamento crítico e a formação de opinião. Assim o aluno passa a desenvolver papel de protagonista no aprender construindo seu conhecimento uma vez que ao participar ativamente deste processo toda a experimentação vem envolvida de significação e visão do todo promovendo, assim, a aprendizagem.

Outro fator muito importante é que hoje o trabalho em equipe é muito bem visto pela escola e seu formato também não é o mesmo da escola de antes, pois o delegar tarefas, respeitar a opinião do colega, saber ouvir o que o outro tem a dizer são atitudes frequentes tornando o trabalho em grupo muito mais produtivo, participativo e enriquecedor.

Você pode estar se perguntando se toda esta prática se aplica também na Educação Infantil e eu digo que sim e reforço ressaltando que este início da vida acadêmica é fundamental para que a criança se aproprie deste comportamento passando a agir de forma natural. A criança que desde cedo aprende a esperar a sua vez de falar, de jogar de brincar, que aprende a dividir, a emprestar e a pedir emprestado passa a ter uma maior relação com o coletivo diminuindo o egocentrismo e o individualismo.

No meu livro Inteligências na Prática Educativa abordo a diferença entre individual e individualismo em que tratar de forma individual é valorizar cada um como ser único, e  ser individualista é a necessidade de se impor incondicionalmente.

Desta forma a criança aprende a conviver com o outro interagindo, partilhando, colaborando, cooperando, fazendo assim uma conexão entre as pessoas e o mundo que o cerca. Ao desenvolver estas habilidades e competências estará também estimulando sua curiosidade, criatividade, liderança e trabalho em equipe.

Muitas escolas de Educação Infantil com visão inovadora dispõem de recursos tecnológicos e didáticos que despertam no aluno o gosto pela experimentação estimulando todos os sentidos com brinquedos que emitem sons, imagens além de jogos eletrônicos que fascinam as crianças com seu colorido e movimento.

A robótica, por exemplo, é um excelente recurso para se trabalhar todos estes fatores, pois desenvolve a coordenação motora fina estabelecendo uma perfeita sintonia entre mãos e cérebro. A criança a partir dos 2 anos começa a vivenciar uma das mais importantes fases do seu desenvolvimento, pois adquire de forma progressiva a evolução da linguagem e a autonomia motora propiciando o agir e interagir, estabelecendo relações com seus pares, estimulando as primeiras noções de cidadania, construindo assim sua própria visão de mundo.

A criança dos dois anos até os quatro ou cinco anos está na fase do concreto por esta razão é fundamental trabalhar com atividades de encaixar, de montar, empilhar, rasgar, dentre outras, sendo da competência do professor dar intencionalidade às atividades para estimular o desenvolvimento motor-intelectual do aluno. É esta a diferença entre simplesmente espalhar no chão várias peças de lego e trabalhar a Robótica. Não se está sobrecarregando a criança quando se trabalha Robótica na Educação Infantil, mas proporcionando um desenvolvimento psicomotor eficaz e eficiente aproveitando de forma pedagógica todo o potencial que a criança está aflorando.

Para isso é fundamental que o professor esteja preparado para estas intervenções. Este deve estar em constante estado de aprendizagem, atualizando-se e revendo seus conceitos e sua prática pedagógica abrindo seus canais para a utilização de vários recursos, inclusive o tecnológico.

Porém, há escolas que têm como objetivo principal o “encantar os pais” com tantas novidades sem utilizá-las para fins pedagógicos. Isto, ao invés de representar uma escola com visão inovadora tem na verdade uma visão enganadora. É sabido que ainda hoje existem escolas, tanto particulares quanto públicas, que têm excelentes salas de informática que vivem trancadas para que os alunos não estraguem os computadores esquecendo que a escola é um local de aprendizagem e aprender a cuidar do que é de todos também faz parte da pauta de orientação do professor. O mesmo acontece quando o professor usa qualquer recurso sem fins pedagógicos. Não estou querendo dizer com isto que a criança, principalmente na Educação Infantil, não possa ter momentos lúdicos espontâneos sem o direcionamento do professor, como por exemplo, o brincar de faz-de-conta tão importante para o desenvolvimento da imaginação criativa e imitativa permitindo que a criança aprenda a resolver problemas oriundos da vivência cotidiana, mas estou afirmando que nestas oportunidades a observação e atenção do professor têm que ser constantes, pois através destes momentos livres é possível conhecer melhor a personalidade e a potencialidade do aluno, e este conhecer auxiliará o professor em diferentes situações comportamentais e de aprendizagem.

Muitos pais ainda conservam a imagem de que a escola de Educação Infantil é um local sem importância pedagógica onde o filho é deixado somente para ser cuidado e para brincar. É importante que saibam que este brincar é de fundamental importância. É de forma lúdica que a criança evolui e desenvolve suas competências e habilidades fundamentais para respaldar seu desempenho nos diferentes estágios escolares. Muitas vezes, aos olhos dos pais, a variedade de recursos pode passar a impressão de que a criança será “massacrada” na escola. Porém, esta visão não é verdadeira, pois a escola é um local onde tudo que é desenvolvido foi Planejado e que ao ser elaborado é considerada a idade, os objetivos a longo e a curto prazo, a função didático-pedagógica entre outros.

Toda brincadeira promove a evolução da criança principalmente quando há intervenção feita por outras crianças e/ou pelo professor. É por esta razão que a atuação do professor é tão importante neste processo, e também na orientação dos pais para que dêem continuidade a esta prática em seus lares. Pais e professores, também, são tidos como modelos pelas crianças que seguem seus exemplos durante todo o seu desenvolvimento.

Ter consciência desta responsabilidade é fundamental.

A matéria prima do professor é o aluno, por isto é tão importante ser professor.

Falando sobre o Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira em 2012

De acordo com o que foi noticiado ontem (14/08) no final do dia,

Pelo terceiro ano consecutivo Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Pernambuco (CApUFPE) obteve a maior média entre as escolas públicas do país no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), nos anos finais do ensino fundamental. Em 2011, aescola obteve 8,1 em uma escala de zero a dez. O resultado foi superior ao de 2009, quando a escola obteve 8, mas inferior a 2007, quando a média foi de 8,2. (Via G1)

E na outra ponta…

Situada no bairro de Jardim Santo Inácio, em Salvador, a Escola Estadual 29 de Março recebeu a média 0,1 no índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb), divulgado nesta terça-feira (14) pelo Ministério da Educação (MEC). A nota é a pior do Brasil na comparação com outras 30.841 escolas em análise referente à 8ª série do ensino fundamental. (Via G1)

Obs.: Até o presente momento o MEC  não informou se esta foi realmente a média obtida pela E.E. 29 de Março.

Refletindo sobre a realidade de uma e de outra escola pude averiguar que:

A escola de Recife – PE diz que este resultado é fruto do trabalho em conjunto entre alunos e professores e que fazem o que toda escola deveria fazer – ENSINAR.

O diferencial:

- Quase todos os professores possuem Mestrado e Doutorado

- Parceria e atuação da família

- Máximo de 30 alunos por sala

- A preocupação da escola não é com o Ideb e sim com o estudante

- O conteúdo faz conexão com o cotidiano

- A escola estimula a liberdade com responsabilidade e limites.

A escola de Salvador – BA não tem sequer placa ou letreiro informando que é uma escola e sua entrada é feita por um portão lateral. Também divide seu espaço com um centro comercial do bairro onde funcionam 3 mercadinhos e uma farmácia

O diferencial

- Muita indisciplina

- Falta de infraestrutura

- Falta de segurança no bairro. Os alunos não podem mais sair da unidade para comprar merenda, como de costume, e segundo alunos, os menores de 18 anos têm que esperar os pais para deixar a unidade. (Via Correio)

Mesmo que seu índice não seja 0,1 e sim 2,4 como afirma, dá para perceber a diferença entre uma escola e outra. Não consegui achar na pesquisa que fiz pela internet nenhuma informação sobre os professores, alunos, didática, enfim nada sobre a E.E. 29 de Março que pudesse contribuir na reflexão sobre a aprendizagem ou falta dela.

Ressaltando a visão da escola diante dos resultados aqui apresentados percebemos que assim como para o aluno a aprendizagem só ocorre quando o tema tratado lhe é significativo. Para a escola os números divulgados pelo MEC só gerarão mudanças quando compreender que o foco não é inventar estratégias para se sair bem no Ideb, mas sim desenvolver estratégias para que a aprendizagem aconteça desde a Educação Infantil resultando em uma aprendizagem eficaz.

Se sair bem no Ideb não é o objetivo principal. O objetivo principal é formar bem o aluno para que a escola se saia bem no Ideb e consequentemente, o aluno se saia bem na vida pessoal e profissional. Este esforço tem que ser da escola em parceria com a família e com a comunidade. Todos têm papel fundamental no desenvolvimento e formação do aluno.

Usando metáforas podemos dizer que a Educação Brasileira está doente e o termômetro (Ideb) marca a temperatura de 42º. O fato de se pegar o termômetro e colocar a sua ponta de mercúrio em água fria até que regrida a 36,5º não significa que o paciente sarou. O resultado do Ideb divulgado está apontando quais os estados apresentam febre mais ou menos alta e quais aqueles que estão em estado febril. A escola não tem que incidir o foco no termômetro e sim em estratégias para superar a doença propiciando com que a aprendizagem aconteça.

Este é o mesmo princípio seguido pelo Ensino Médio e o Vestibular. Se o aluno tiver uma excelente base ao longo da sua trajetória escolar, incluindo o Ensino Médio com novas e eficazes diretrizes curriculares, é claro que ele será aprovado no Vestibular e sua atuação na Graduação será promissora. Porém, enquanto o Ensino Médio se preocupar em “adestrar” seus alunos para passarem no Vestibular o baixo desempenho e a evasão serão uma realidade e a qualidade dos profissionais graduados continuará em estado de alerta.

Agindo desta forma o Ensino Médio também está valorizando o termômetro ao invés da saúde na educação.

A Educação além de investir em conteúdos significativos tem que estimular o desenvolvimento das habilidades e competências do século XXI

Nas formações que faço em diferentes estados do nosso país, sempre que pergunto para os professores se eles desenvolvem as habilidades e competências do século XXI em seus alunos eles me olham com expressão de espanto. Em seguida sugiro que me apontem quais são as habilidades e competências do século XXI, e o silêncio continua. Peço então que me falem uma competência e ninguém me diz nada. Isto acontece em todas as formações, sem exceção. Quando cito algumas eles então identificam que em algumas atividades estas habilidades e competências são estimuladas, porém sem a consciência de que são fundamentais para formar um indivíduo atuante, criativo, interpessoal, comunicativo, formador de opinião numa sociedade em constante movimento e transformação.

Na sequência questiono se os professores incluem em suas ações pessoais e profissionais o autoestímulo ao desenvolvimento destas mesmas habilidades e competências e a resposta é sempre: NÃO.

Agora pergunto:

  • Como o professor pode passar credibilidade no estímulo destas competências e habilidades se ele mesmo não as pratica?
  • É comum o professor trabalhar com Projetos interdisciplinares?
  • Compartilha com seus colegas as boas estratégias e os bons resultados obtidos?
  • Trabalha em equipe?
  • Colabora?
  • Coopera?
  • Tem pensamento crítico?
  • E tantos outros…

Se estas ações não habitam o seu cotidiano como poderá estimular que elas aconteçam em sala de aula?

Muitas escolas oportunizam formações aos seus professores. Porém, quem vai até a escola promover a formação fica o tempo todo na frente falando sobre o que deve ou não ser realizado ou já chega instigando questionamentos,  propondo que trabalhem em grupo, que partilhem, que colaborem durante toda a formação motivando a realizarem o mesmo em suas salas de aula?

E vou mais longe: As Graduações que formam docentes já se atualizaram ou continuam com seus currículos engessados formando professores do século XX para atuarem em escolas do século XIX tendo alunos do século XXI?

Aproveito para ressaltar o meu livro “Inteligências na Prática Educativa” que aborda a importância de se estimular no relacionamento professor-aluno as relações de intrapessoalidade oportunizando o conhecer-se a si mesmo tornando-se hábil para conhecer o outro, e de interpessoalidade propiciando uma melhor interação entre seus pares.

Finalizo afirmando que é fundamental que todos os envolvidos diretamente no processo de aprendizagem – escola, família, comunidade – se mantenham em constante estado de alerta procurando identificar onde estão se formando as lacunas da dúvida para que sejam “preenchidas” evitando, assim, que ocorra erosão na aprendizagem.

E você? O que pensa sobre o exposto acima?

Deixe a sua opinião.

Diga NÃO à Pediculose

Pediculose é uma doença provocada pela infestação de piolhos. Quem tem filho em idade escolar deve sempre ficar atenta, principalmente nas mudanças de estações, que é quando ocorre o maior número de contaminação.

O piolho, ao contrário do que muita gente pensa, não voa e não pula. Mas então como é que acontece a transmissão? Pelo contato pessoal com a pessoa infestada, utilizando objetos de uso pessoal como pente, boné, travesseiro, presilha, almofada e qualquer outro que propicie o contato direto.

Ele é um parasita que se alimenta de sangue humano, que vive em torno de 30 dias e neste período chega a colocar até 300 ovos. É importante prestar atenção ao primeiro sintoma, que é uma coceira intensa no couro cabeludo, principalmente na região da nuca e atrás da orelha.

Tempos atrás o piolho estava associado à falta de higiene, hoje sabemos que não é. Qualquer um pode ter piolho, portanto o melhor a fazer é prevenir. Passar o pente fino nos cabelos molhados pelo menos uma vez na semana é um hábito que deve ser incorporado independente da suspeita. Se perceber que a criança está com piolho, a primeira medida é avisar a escola para que alerte os demais pais, evitando a contaminação.

Não há motivo para ter vergonha, qualquer um pode ter piolho. O mais importante é não deixar que eles se multipliquem. Além da contaminação, o piolho gera um grande desconforto, impedindo uma noite de sono tranquila e causando consequente irritação.

Se for tratar com algum produto químico, peça orientação ao pediatra e não use creolina, querosene e muito menos neocid, que podem intoxicar a criança e até provocar danos mais graves à saúde.

Se quiser maiores informações, acesse o Portal do Piolho e veja algumas dicas dadas por eles:

• Ao eliminar os piolhinhos retirados da cabeça, não os jogue em qualquer lugar. Jogue na privada ou guarde em um vidrinho com álcool. Podem servir para educar pessoas que não conhecem bem os piolhos.

* Ferva ou enxágue com água quente a roupa de cama de quem estiver com a infestação, e depois passe tudo com ferro bem quente.

* Limpe bem as escovas e pentes usados para retirar os piolhos, e deixe-os separados das demais pessoas da casa.

* Nunca use produtos que não sejam de farmácia. Alguns criminosos vendem por aí ‘misturinhas’ de inseticidas agrícolas com xampu. Isso é veneno!

E seu filho já passou por esta experiência? Conte para nós como foi.

Alunos com necessidades especiais na escola e a importância da parceria escola-família

Quando falamos em alunos portadores de necessidades especiais ingressando nas escolas devemos destacar um ponto de extrema importância:

O olhar para este aluno não deve ser um olhar diferenciado e sim o mesmo olhar que todos os outros alunos recebem.

Somente assim conseguiremos que este aluno tenha o mesmo direito de brincar, de se  comunicar, de se relacionar, enfim, o mesmo direito de participar de todas as atividades escolares que todos os demais alunos..

O preconceito deve ser abolido persistindo o respeito pelas diferenças e o respeito pela diversidade. Somente com o rompimento destas barreiras é que o aluno inclusivo será integrado à sala de aula, à escola, à comunidade, à sociedade.

Vale também ressaltar que a educação inclusiva não consiste em o professor focalizar no aluno com necessidades especiais propondo ações diferenciadas, ou seja, qualquer especificidade não deve ser destacada, afinal os alunos são diferentes uns dos outros. O professor deve ter sempre em mente que cada aluno tem seu ritmo, tem suas dificuldades e que deve respeitar estas diferenças.

Como abordo no meu livro “Inteligências na Prática Educativa”:

Não queremos mais que nossos alunos caminhem junto com a multidão sem que saibam para onde estão indo. Está na hora de mudarmos esta realidade. Quanto mais conhecemos o outro, mais condições teremos de orientá-lo.

Ninguém é igual a ninguém, logo ninguém é superior ou inferior a ninguém.

O aluno inclusivo deve ter o mesmo direito de brincar, de cantar, de participar das brincadeiras, de participar das dinâmicas, das atividades, enfim, a escola deve enfatizar todas as ações, pois elas são molas propulsoras de aprendizagem.

Toda a atividade proposta pelo professor deve ter por objetivo atender a todos respeitando a diversidade. O professor pode utilizar as diferentes linguagens para procurar atingir o aluno.

O professor tem que entender a linguagem que o aluno fala e falar a linguagem que o aluno entende (Inteligências na Prática Educativa)

É importante que o professor do ensino regular receba ajuda de um professor de educação especial discutindo e adequando as ações cotidianas. O professor de educação especial pode auxiliar na organização de situações problema que deverão ser propostas ao aluno com necessidades especiais para que este tente resolvê-las. Estas situações problema podem abranger tanto a utilização do corpo superando obstáculos físicos quanto utilizando o cognitivo.

A resolução e superação será um grande diferencial, pois influenciará diretamente no comportamento deste aluno tanto na escola quanto na vida em sociedade abrindo seus horizontes e dando embasamento para tomada de decisões.

 Haverá momentos que o assunto ou atividade abordado pelo professor não despertará interesse no aluno inclusivo e por esta razão ele se negará a realizar tumultuando a sala ou ficando apático em um canto. Nenhuma das duas atitudes é positiva tanto para ele quanto para a classe. Será neste momento que o professor poderá propor atividade lúdica paralela, sem fugir totalmente do contexto, propiciando que no momento da partilha ele integre a atividade.

Porém, estes momentos devem ser esporádicos e usados somente quando esgotados os esforços de incluí-lo na atividade em grupo.

Quando a escola se preocupa em refletir e buscar caminhos para acolher e integrar o aluno com necessidades especiais, os resultados favoráveis começam a aparecer.

Muitas vezes o professor está empenhado, vai atrás de diferentes possibilidades, de alternativas, porém não recebe o apoio que necessita da escola. É importante que a escola como um todo esteja engajada e que esta preocupação e envolvimento façam parte do coletivo escolar.

A escola, muitas vezes, acredita cumprir com seu papel adequando o espaço físico para o recebimento do aluno com necessidades físicas especiais. É claro que é importante, pois propicia a autonomia deste aluno. Ele sabe que poderá ir ao bebedouro sozinho porque este está adequado à altura da sua cadeira de rodas. Ele pode ir sozinho ao banheiro, pois tudo lá está planejado para que possa usar sem passar por constrangimentos. Todas estas ações acabam por elevar a autoestima do aluno inclusivo integrando-o ao ambiente de forma natural.

Porém, o compromisso da escola vai muito além do investir em adequações físicas. Têm que dar suporte ao professor. Deve integrar a participação concomitante de professora de educação especial para que sugira atividades a serem aplicadas bem como indique a forma como estas atividades devem ser propostas e desenvolvidas tendo sempre um olhar reflexivo para os resultados obtidos.

É importante que o professor tenha a família como parceira, pois ela pode apontar quais as necessidades principais do aluno que somente com a convivência se pode detectar.  Pode também dar o retorno que apontará o quanto a aprendizagem está acontecendo. Se a família atuar como parceira o professor ganhará tempo em razão destas informações, e o aluno poderá ser melhor trabalhado evitando que seja um processo repetitivo ou exaustivo. Somente a família tem condições de compartilhar este saber com a escola e estes relatos são importantes para o crescimento cognitivo.

O mais importante é estimular o esforço coletivo e a troca, somente assim se construirá um caminhar sólido, consistente e afetivo minimizando e excluindo algumas atitudes que ainda presenciamos como o de algumas escolas que se negam a aceitar crianças com necessidades especiais alegando as mais diferentes desculpas.

Sugiro a leitura deste outro artigo que escrevi: Incluir é muito mais do que aceitar.

Programa Saúde na Escola #saudenaescola

Filme oficial da Semana de Mobilização Saúde na Escola, que começa em 05 de março. A ação durará o ano todo nas 55 mil escolas que aderiram ao programa.

Durante toda a semana, médicos, enfermeiros e dentistas avaliarão a saúde dos mais de 10 milhões de alunos e o tema deste ano é: Prevenção da obesidade na infância e na adolescência.

Com o programa Saúde na Escola, o Governo Federal leva mais saúde para as escolas públicas.

ALGUMAS DICAS:

Criançada, chegou da escola?

Aproveite o seu tempo livre e chame os amigos para brincar!

Comer sem prestar atenção à comida é um dos motivos que levam a engordar.

Se alimente sem distrações!

Educação e Sociedade Contemporânea

Quero convidar vocês para assistirem o vídeo da Palestra ministrada por Lucy Duró no Rio Grande do Sul no Congresso do Ensino Privado Gaúcho.

Lucy Duró já esteve aqui no Educa Já! diversas vezes sempre contribuindo para uma Educação de qualidade. Para ter acesso aos outros posts clique AQUI

 Lucy afirma que

“A sociedade contemporânea desenvolveu-se muito em relação a tecnologia, entretanto ainda há um grande contigente de pessoas passando fome no mundo. A escola como uma das intituições sociais responsaveis pela formação humana ainda valoriza uns em detrimento de outros. Desconsidera as diferenças e, muitas vezes, condena crianças e jovens por não atenderem o padrão determinado por ela. Quanto do potencial humano é perdido em uma sala de aula que promove a memorização, a competição e a meritocracia?
Será que a escola está mesmo trabalhando com os valores necessarios para formação de um indivíduo ético?