Incluindo as crianças no acompanhamento dos gastos familiares


Falar que a geração de hoje é completamente consumista não é novidade para ninguém. As crianças são “bombardeadas” por informações através dos mais diferentes veículos de informação (televisão, rádio, vitrines, outdoors, etc) e incentivadas da “ter” os mais diferentes itens para se sentirem felizes. Esta “falsa e momentânea” felicidade acaba por interferir diretamente no orçamento de muitas famílias.

Há pesquisas que indicam que nos Estados Unidos os gastos com crianças na faixa dos 4 a 12 anos cresceram 400% na década de 90, e aqui no Brasil, no mesmo período, houve um gasto computado na faixa de noventa bilhões de dólares

É, realmente já está passando da hora de ensinarmos aos nossos filhos como devem se comportar diante do uso do dinheiro.

Logo no início do ano, no mês de Janeiro, há gastos forçados o qual você não tem como protelar. Caso o faça gastará muito mais. Sim, porque em janeiro além de ainda ter os gastos efetuados com as Festas de Final de Ano, tem o IPVA, o IPTU (algumas Prefeituras dão excelentes descontos para o pagamento à vista), as crianças em férias (os gastos aumentam consideravelmente) e a compra do material escolar dentre tantos outros vencimentos.

Este então é um excelente momento para incluir a criança no acompanhamento dos gastos familiares. Nada mais justo do que ela participar das propostas de elaboração para que se consiga saldar todos os compromissos.

Outra boa sugestão desta prática é o acompanhamento da criança na compra do material escolar. Ela terá a oportunidade de desenvolver uma visão consciente das possibilidades financeiras da sua família e dos itens alternativos que ela pode, por vontade própria, substituir na sua aquisição.

Outra excelente oportunidade é a de levar a criança para as compras no supermercado. É importante que ela também tenha o seu carrinho e uma quantia “x” para gastar em suas compras. Esta prática constante mostrará para a criança como funciona o “adquirir” dentro das suas possibilidades. É imprescindível que ela não compre nada que ultrapasse o que ela tem de dinheiro, caso contrário, de nada valerá esta experiência.

A criança deverá usar dinheiro em espécie para pagar suas compras, pois como hoje se usa o cartão para pagar todo e qualquer valor a criança não faz a ligação de que este cartão representa o dinheiro que se tem no banco. Já presenciei situações em que os pais explicam que determinada mercadoria é cara e que não têm dinheiro para comprar e a criança diz, mas você tem o cartão. Esta ideia de que o cartão não tem relação com o dinheiro é uma realidade que deve ser trabalhada adequadamente.

Este aprendizado ajudará na formação de um cidadão consciente das suas possibilidades financeiras.

E você? Trabalha o uso consciente do dinheiro com seus filhos-alunos?

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Educação Financeira

Matemática Financeira

Fonte: Brasil Escola

A Matemática Financeira possui diversas aplicações no atual sistema econômico, algumas situações estão presentes no cotidiano das pessoas, como financiamentos de casa e carros, realizações de empréstimos, compras a crediário ou com cartão de crédito, aplicações financeiras, investimentos em bolsas de valores, entre outras situações. Todas as movimentações financeiras são baseadas na estipulação prévia de taxas de juros. Ao realizarmos um empréstimo a forma de pagamento é feita através de prestações mensais acrescidas de juros, isto é, o valor de quitação do empréstimo é superior ao valor inicial do empréstimo, a essa diferença damos o nome de juros.

O conceito de juros surgiu no momento em que o homem percebeu a existência de uma afinidade entre o dinheiro e o tempo. As situações de acúmulo de capital e desvalorização monetária davam a ideia de juros, pois isso acontecia devido ao valor momentâneo do dinheiro. Algumas tábuas matemáticas se caracterizavam pela organização dos dados e textos relatavam o uso e a repartição de insumos agrícolas através de operações matemáticas. Os sumérios registravam documentos em tábuas, como faturas, recibos, notas promissórias, operações de crédito, juros simples e compostos, hipotecas, escrituras de vendas e endossos.

Essas tábuas retratavam documentos de empresas comerciais, algumas eram utilizadas como ferramentas auxiliares nos assuntos relacionados ao sistema de peso e medida. Havia tábuas para a multiplicação, inversos multiplicativos, quadrados, cubos e exponenciais. As exponenciais com certeza estavam diretamente ligadas aos cálculos relacionados a juros compostos e as de inverso eram utilizadas na redução da divisão para a multiplicação.


Tábua que relatava o sistema de escrita dos sumérios

Nessa época os juros eram pagos pelo uso de sementes e de outros bens emprestados, os agricultores realizavam transações comerciais onde adquiriam sementes para constituírem suas plantações. Após a colheita, os agricultores realizavam o pagamento através de sementes com a seguida quantidade proveniente dos juros do empréstimo. A forma de pagamento dos juros foi modificada para suprir as exigências atuais, no caso dos agricultores, era lógico que o pagamento era feito na próxima colheita. A relação tempo/ juros foi se ajustando de acordo com a necessidade de cada época, atualmente, nas transações de empréstimos, o tempo é preestabelecido pelas partes negociantes.

Por Marcos Noé
Graduado em Matemática
Equipe Brasil Escola

Investindo em Ações

Fonte: Brasil Escola

Bolsas de Valores: investindo no mercado de ações

Uma economia centrada no capitalismo gira em torno de investimentos, quanto mais desenvolvida é a economia mais ativo é o mercado de capitais. As bolsas de valores surgem como entidades organizadoras do dinâmico mercado de ações e títulos, oferecendo tranquilidade àqueles que investem seu dinheiro. Esse tipo de negócio fortifica a economia, pois cria opções para que pessoas comuns e empresários apliquem suas reservas financeiras.

O mercado de ações existe em razão da forma de administração de algumas empresas, que abrem seu capital na busca por recursos extras. Abrir o capital significa vender ações na bolsa de valor, quem compra uma ação se torna sócio da empresa e participa dos lucros e dividendos da instituição. Mas como investir em ações?

Existem várias formas de investir em ações e não tem uma quantia mínima para investir, o valor depende do preço do título de cada empresa. As formas de investimento podem ser:

? Individualmente: a pessoa procura uma corretora que irá representá-lo junto à bolsa de valores. Auxiliado pelos membros da corretora, o investidor escolhe as ações da empresa que deseja e comunica ordem de compra diretamente à corretora.

? Clube de investimento: um grupo de pessoas busca assessoria de uma corretora, a qual se responsabiliza pelo auxílio na compra de ações na bolsa de valor. Nesses casos, uma pessoa do grupo é indicada para ser o representante junto à corretora.

? Fundos de Investimento: O investidor adquire cotas num fundo de ações, administrado por uma Corretora de Valores, um Banco ou um Gestor de Recursos independente, autorizado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Acompanhe passo a passo como investir em ações:

1º passo: procurar uma corretora e preencher o cadastro.

2º passo: com a ajuda da corretora, o investidor escolhe a ação que deseja comprar e transmite a ordem de compra para a corretora.


3º passo: a corretora executa a ordem recebida e compra as ações na bolsa.


4º passo: o cliente efetua o pagamento à corretora (os recursos costumam ser previamente depositados).


5º passo: a corretora guarda as ações adquiridas pelo investidor em sua conta de custódia e o investidor passa a ser sócio da empresa.

Por Marcos Noé
Graduado em Matemática
Equipe Brasil Escola