Alunos com necessidades especiais na escola e a importância da parceria escola-família

Quando falamos em alunos portadores de necessidades especiais ingressando nas escolas devemos destacar um ponto de extrema importância:

O olhar para este aluno não deve ser um olhar diferenciado e sim o mesmo olhar que todos os outros alunos recebem.

Somente assim conseguiremos que este aluno tenha o mesmo direito de brincar, de se  comunicar, de se relacionar, enfim, o mesmo direito de participar de todas as atividades escolares que todos os demais alunos..

O preconceito deve ser abolido persistindo o respeito pelas diferenças e o respeito pela diversidade. Somente com o rompimento destas barreiras é que o aluno inclusivo será integrado à sala de aula, à escola, à comunidade, à sociedade.

Vale também ressaltar que a educação inclusiva não consiste em o professor focalizar no aluno com necessidades especiais propondo ações diferenciadas, ou seja, qualquer especificidade não deve ser destacada, afinal os alunos são diferentes uns dos outros. O professor deve ter sempre em mente que cada aluno tem seu ritmo, tem suas dificuldades e que deve respeitar estas diferenças.

Como abordo no meu livro “Inteligências na Prática Educativa”:

Não queremos mais que nossos alunos caminhem junto com a multidão sem que saibam para onde estão indo. Está na hora de mudarmos esta realidade. Quanto mais conhecemos o outro, mais condições teremos de orientá-lo.

Ninguém é igual a ninguém, logo ninguém é superior ou inferior a ninguém.

O aluno inclusivo deve ter o mesmo direito de brincar, de cantar, de participar das brincadeiras, de participar das dinâmicas, das atividades, enfim, a escola deve enfatizar todas as ações, pois elas são molas propulsoras de aprendizagem.

Toda a atividade proposta pelo professor deve ter por objetivo atender a todos respeitando a diversidade. O professor pode utilizar as diferentes linguagens para procurar atingir o aluno.

O professor tem que entender a linguagem que o aluno fala e falar a linguagem que o aluno entende (Inteligências na Prática Educativa)

É importante que o professor do ensino regular receba ajuda de um professor de educação especial discutindo e adequando as ações cotidianas. O professor de educação especial pode auxiliar na organização de situações problema que deverão ser propostas ao aluno com necessidades especiais para que este tente resolvê-las. Estas situações problema podem abranger tanto a utilização do corpo superando obstáculos físicos quanto utilizando o cognitivo.

A resolução e superação será um grande diferencial, pois influenciará diretamente no comportamento deste aluno tanto na escola quanto na vida em sociedade abrindo seus horizontes e dando embasamento para tomada de decisões.

 Haverá momentos que o assunto ou atividade abordado pelo professor não despertará interesse no aluno inclusivo e por esta razão ele se negará a realizar tumultuando a sala ou ficando apático em um canto. Nenhuma das duas atitudes é positiva tanto para ele quanto para a classe. Será neste momento que o professor poderá propor atividade lúdica paralela, sem fugir totalmente do contexto, propiciando que no momento da partilha ele integre a atividade.

Porém, estes momentos devem ser esporádicos e usados somente quando esgotados os esforços de incluí-lo na atividade em grupo.

Quando a escola se preocupa em refletir e buscar caminhos para acolher e integrar o aluno com necessidades especiais, os resultados favoráveis começam a aparecer.

Muitas vezes o professor está empenhado, vai atrás de diferentes possibilidades, de alternativas, porém não recebe o apoio que necessita da escola. É importante que a escola como um todo esteja engajada e que esta preocupação e envolvimento façam parte do coletivo escolar.

A escola, muitas vezes, acredita cumprir com seu papel adequando o espaço físico para o recebimento do aluno com necessidades físicas especiais. É claro que é importante, pois propicia a autonomia deste aluno. Ele sabe que poderá ir ao bebedouro sozinho porque este está adequado à altura da sua cadeira de rodas. Ele pode ir sozinho ao banheiro, pois tudo lá está planejado para que possa usar sem passar por constrangimentos. Todas estas ações acabam por elevar a autoestima do aluno inclusivo integrando-o ao ambiente de forma natural.

Porém, o compromisso da escola vai muito além do investir em adequações físicas. Têm que dar suporte ao professor. Deve integrar a participação concomitante de professora de educação especial para que sugira atividades a serem aplicadas bem como indique a forma como estas atividades devem ser propostas e desenvolvidas tendo sempre um olhar reflexivo para os resultados obtidos.

É importante que o professor tenha a família como parceira, pois ela pode apontar quais as necessidades principais do aluno que somente com a convivência se pode detectar.  Pode também dar o retorno que apontará o quanto a aprendizagem está acontecendo. Se a família atuar como parceira o professor ganhará tempo em razão destas informações, e o aluno poderá ser melhor trabalhado evitando que seja um processo repetitivo ou exaustivo. Somente a família tem condições de compartilhar este saber com a escola e estes relatos são importantes para o crescimento cognitivo.

O mais importante é estimular o esforço coletivo e a troca, somente assim se construirá um caminhar sólido, consistente e afetivo minimizando e excluindo algumas atitudes que ainda presenciamos como o de algumas escolas que se negam a aceitar crianças com necessidades especiais alegando as mais diferentes desculpas.

Sugiro a leitura deste outro artigo que escrevi: Incluir é muito mais do que aceitar.

Alunos especiais em sala de aula #dicas

Cuidados diferentes para cada deficiência

Fonte: Pra Gente Miúda

Na educação inclusiva não se espera que a pessoa com deficiência se adapte à escola, mas que esta se transforme de forma a possibilitar a inserção daquela. Para isso, algumas orientações são úteis. As que estão a seguir mesclam informações do kit Escola Viva, criado pelo MEC em conjunto com a associação Sorri Brasil, com indicações elaboradas pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Vale lembrar que os serviços de apoio não substituem o professor da escola regular.

Dicas e Sugestões – Deficiência Auditiva

Não se esqueça, sempre fale de frente!
A escola precisa providenciar um instrutor para a criança que não conhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras), mas cujos pais tenham optado pelo uso dessa forma de comunicação. Esse profissional deve estar disponível para ensinar os professores e as demais crianças. O ideal é ter também fonoaudiólogos disponíveis.

Dicas:

 

1- Consiga junto ao médico do estudante informações sobre o funcionamento e a potência do aparelho auditivo que ele usa.
2- Garanta que ele possa ver, do lugar onde estiver sentado, seus lábios. Ou seja, nunca fale de costas para a classe.
3- Solicite que o estudante repita suas instruções para se certificar de que a proposta foi compreendida.
4- Use representações gráficas para introduzir conceitos novos.
5- Oriente o restante da classe a falar sempre de frente para o deficiente.

Dicas e Sugestões – Deficiência Visual

Como trabalhar com alunos com Deficiência Visual?

Material específico
A escola deve solicitar à mantenedora o material didático necessário — regletes (régua para escrever em braille) e soroban —, além da presença de um profissional para ensinar a criança cega, os colegas e os professores a ler e escrever em braille. O deficiente deve contar com tratamento oftalmológico e receber, na rede ou em instituições especializadas, instruções sobre mobilidade e locomoção nas ruas. Deve também conhecer e aprender a utilizar ferramentas de comunicação, como sintetizadores de voz que possibilitam ao cego escrever e ler via computador. Em termos de acessibilidade, o ideal é colocar cercados no chão, abaixo dos extintores de incêndio, e instalar corrimão nas escadas.

 

Dicas:
1- Pergunte ao aluno e à família quais são as possibilidades e necessidades dele.
2- A melhor maneira de guiar o cego é oferecer-lhe o braço flexionado, de forma que ele possa segurá-lo pelo cotovelo.
3- Descreva os ambientes com detalhes e não mude os móveis de lugar com freqüência. Os recursos didáticos aconselhados são: lupa, livro falado e materiais desportivos como bola de guizo.
4- Busque na turma colegas dispostos a ajudá-lo.
5- Substitua explicações com gestos por atividades em que o deficiente se movimente. Por exemplo: forme uma roda com a criançada para explicar o movimento de translação da Terra.

Dicas e Sugestões – Baixa Visão

– Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso).
– Os alunos com baixa visão deverão trabalhar olhando para os objetos e para as pessoas (algumas crianças apresentam comportamento de cegos, olham para o vazio. Peça para que “olhe” o objeto ou pessoa em questão).
– Ajude-o a desenvolver comportamentos e habilidades para participar de brincadeiras e recreações junto com os colegas, facilitando o processo de socialização e inclusão.
– Oriente o uso de contraste claro e escuro entre os objetos e seu fundo.
– Estimule o aluno a olhar para aspectos como cor, forma e encoraje-o a tocar nos objetos enquanto olha.
– Lembre-se que o uso prolongado da baixa visão pode causar fadiga.
– Seja realista nas expectativas do desempenho visual do estudante, encorajando-o sempre ao progresso.
– Encoraje a coordenação de movimentos com a visão, principalmente das mãos.
– Oriente o estudante a procurar recursos como o computador pois, ele se cansará menos e aumentará sua independência.· Pense nos estudantes com baixa visão como pessoas que vêem.
– Use as palavras “olhe” e “veja” livremente.
– Esteja ciente da diferença entre nunca ter tido boa visão e tê-la perdido após algum tempo.
– Compreenda que o sentido da visão funciona melhor em conjunto com os outros sentidos.
– Aprenda a ignorar os comentários negativos sobre as pessoas com baixa visão.· Dê-lhe tempo para olhar os livros e revistas, chamando a atenção para os objetos familiares. Peça-lhes para descrever o que vê.
– Torne o “olhar” e “ver” uma situação agradável, sem pressionar.
IMPORTANTE: Deve-se evitar fazer tudo pela criança com baixa visão para que ela não se canse ou se machuque. Ela deve ser responsável pelas próprias ações.

NÃO ÓPTICOS PARA BAIXA VISÃO
Os recursos não ópticos são aqueles que melhoram a função visual sem o auxílio de lentes ou promovem a melhoria das condições ambientais ou posturais para a realização das tarefas (podem ser efetuados pelo professor). Os meios para que se consiga esta melhora são:
– Trazer o objeto mais próximo do olho, o que aumenta o tamanho da imagem percebida (ou seja, deixe a criança aproximar o objeto do rosto ou aproximar-se para observar algo, como por exemplo, a lousa ou a TV);
– Aumentar o tamanho do objeto para que ele seja percebido.
CARACTERÍSTICAS DE MATERIAL IMPRESSO PARA BAIXA VISÃO
– Desenhos sem muitos detalhes (muitos detalhes confundem);
– Uso de maiúsculas;
– Usar o tipo (letra) Arial;
– Tamanho de letra em torno de 20 a 24 (ou seja, ampliada);
– Usar entrelinhas e espaços;
– Cor do papel e tinta (contraste).
FORMAS DE AMPLIAÇÃO
– Fotocopiadora;
– Computador;
– Ampliação à mão: é a mais utilizada e deve seguir requisitos como tamanho, espaços regulares, contraste, clareza e uniformidade dos caracteres.

MATERIAIS
– Lápis 6B e/ou caneta hidrográfica preta;
– Cadernos com pautas ampliadas ou reforçadas;
– Suporte para livros;
– Guia para leitura;
– Luminária com braços ajustáveis.
OUTRAS DICAS INPORTANTES
  • Nos CAPES pode ser encontrado o caderno com pauta ampliada (mais larga) para alunos com baixa visão; mas também pode ser confeccionado utilizando o próprio caderno do aluno riscando com uma caneta hidrocor preta uma linha sim, outra não. Como normalmente os cadernos encontrados hoje em dia as linhas são claras, não haverá problema pois, normalmente o aluno não consegue enxergar as linhas mais clara somente as mais escuras e ele poderá escrever no espaço entre elas (no caso utilizando 2 linhas).
  • Para alguns alunos é necessário um espaço maior entre as linhas; como não encontramos este tipo de caderno no mercado pode-se encadernar um maço de sulfite, colocar uma capa e traçar as linhas, folha por folha (com lápis 6B) de acordo com a necessidade do aluno. As mães costumam colaborar quando orientadas neste sentido.
  • Caso o aluno apresente além da baixa visão, uma dificuldade motora, pode-se utilizar de letras móveis em papel para que o aluno cole as letras, formando palavras, ao invés de escrever.
  • Para evitar o cansaço de estar constantemente com o rosto sobre o caderno, pode-se utilizar um suporte para leitura encontrado em casas que trabalham com artigos para deficientes visuais. Pode ainda ser confeccionado ou ser utilizados livros, como suporte, embaixo do caderno para que este possa ficar mais elevado.
  • O professor pode ainda confeccionar uma grade para facilitar a escrita do aluno com baixa visão. Pode ser utilizado uma lâmina de radiografia, como na foto, do tamanho da folha do caderno e com a mesma medida das linhas ou ainda em papel cartão com cores que contrastem com o fundo branco da folha do caderno. Para a leitura pode ser confeccionado no mesmo modelo, uma guia para leitura utilizando-se somente uma linha vazada e à medida que o aluno vai lendo a guia vai sendo deslocada para a linha de baixo, o que evita que ele se perca durante a leitura.
  • O professor também pode se utilizar dos encartes que contém figuras grandes para trabalhar com o aluno com baixa visão para reconhecimento dos produtos e palavras conhecidas bem como com rótulos de embalagens que são utilizados em seu dia-a-dia. A medida que ele vai aprendendo a ver começará a identificar figuras cada vez menores. O aluno pode recortar o produto que identificou visualmente e nomeá-lo. Posteriormente pode colocar as figuras em ordem alfabética criando um livrinho.
  • Pode-se ainda trabalhar com jogos pedagógicos.
IMPORTANTE: Ensine a criança e o jovem sobre sua deficiência e sobre o que eles podem ver ou não poder ver bem (muitas crianças não têm consciência disso). O professor deverá identificar o tamanho de letra que a criança consegue enxergar para realizar as atividades, caso contrário não se sentirá motivado a realizar as tarefas. O professor deve estar atento pois este pode ser um dos motivos pela falta de interesse e indisciplina do aluno. Se perceber que o aluno apresenta dificuldade em enxergar peça aos pais para que leve-o ao oftalmologista.

Dicas e Sugestões – Deficiência Física

Como trabalhar com crianças com Deficiência Física? Adapte os espaços!
Toda escola precisa eliminar as barreiras arquitetônicas, mesmo que não tenha jovens com deficiências matriculados. As adaptações do edifício incluem: rampas de acesso, instalação de barras de apoio e alargamento das portas. No caso de haver deficientes físicos nas classes, a modelagem do mobiliário deve levar em conta as características deles.

Entre os materiais de apoio pedagógico necessários estão pranchas ou presilhas para prender o papel na carteira, suporte para lápis, computadores que funcionam por contato na tela e outros recursos tecnológicos.

 

Dicas:

 

1- Pergunte ao aluno e à família que tipo de ajuda ele precisa, se toma medicamentos, se tem horário específico para ir ao banheiro, se tem crises e que procedimento adotar se isso ocorrer.
2- Aqueles que andam em cadeira de rodas precisam mudar constantemente de posição para evitar cansaço e desconforto.
3- Informe-se sobre a postura adequada do aluno, tanto em pé quanto sentado, e garanta que ele não fuja dela.
4- Se necessário, fixe as folhas de papel na carteira usando fita adesiva. Os lápis podem ser engrossados com esparadrapo para auxiliá-lo na escrita, caso ele tenha pouca força muscular.
5- Ouça com paciência quem tem comprometimento da fala e não termine as frases por ele.

Dicas e Sugestões – Deficiência Mental

Deficiência Mental – Tarefas individuais
Geralmente os deficientes mentais têm dificuldade para operar as idéias de forma abstrata. Como não há um perfil único, é necessário um acompanhamento individual e contínuo, tanto da família como do corpo médico. As deficiências não podem ser medidas e definidas genericamente. Há que levar em conta a situação atual da pessoa, ou seja, a condição que resulta da interação entre as características do indivíduo e as do ambiente. Informe-se sobre as especificidades e os instrumentos adequados para fazer com que o jovem encontre na escola um ambiente agradável, sem discriminação e capaz de proporcionar um aprendizado efetivo, tanto do ponto de vista educativo quanto do social.

Dicas:
1- Posicione o aluno nas primeiras carteiras, de forma que você possa estar sempre atento a ele.
2- Estimule o desenvolvimento de habilidades interpessoais e ensine-o a pedir instruções e solicitar ajuda.
3- Trate-o de acordo com a faixa etária.

 

Utilizando um quebra-cabeça

 

Fazemos muitas deduções quando executamos um quebra-cabeça porque já montamos um anteriormente. Isto quer dizer que muitas pessoas que ensinam o manuseio deste brinquedo ou tipos semelhantes às crianças, ensinam erradamente. Não é efetivo espalharmos o quebra-cabeça quando o tiramos da caixa, com as peças todas separadas na frente da criança, ou colocar talvez algumas peças juntas e esperar que ela termine a montagem.
Comece de outro jeito e as coisas ficam diferentes!
1. Monte você mesmo o quebra-cabeça e converse acerca dele.
2. Tire uma de suas peças.
3. Faça com que a criança reponha a peça. Ela terminou? Diga-lhe que isso é um sucesso alcançado!
4. Tire outra peça, ou talvez a primeira que removeu e mais uma.
5. Faça com que a criança complete o jogo. Ela teve sucesso mais uma vez!
6. Repita a ação com outras peças.
Esta técnica, chamada encadeamento é muito útil quando é importante evitar o fracasso. Simplesmente, comece do fim e dê uma marcha ré. Isso é muito bom para qualquer brinquedo seqüencial: um quebra-cabeça, um ábaco, jogos de construção e muitos outros.

 

E no que diz respeito ao estímulo?

 

Quando alguma coisa nova for feita, elogie.
Quando uma habilidade antiga for usada, fique apenas contente.
À medida que uma habilidade nova se torna antiga, reduza o elogio pouco a pouco.
Lembre-se sempre de manifestar o maior prazer quando aparecer uma habilidade nova – muito elogio, um abraço, um doce.
Este seu estímulo ficará associado à tarefa. Com o tempo a tarefa será executada, mesmo com você ausente, devido a este estímulo lembrado. Então, embora talvez com alguns poucos brinquedos, você verá a criança brincar. Não será mais uma “tarefa” para nenhum de vocês dois.

Inclusão Especial.

DEFICIENTE EFICIENTE

CARTILHA DE INCLUSÃO
DIREITOS DAS PESSOAS PORTADORAS DE DEFICIÊNCIA


Estamos vivendo um momento histórico muito importante.

Vários segmentos sociais lutam pelos seus direitos de inclusão na sociedade. É o que acontece com as mulheres, negros, sem-terra e tantos outros excluídos.

Embora não tenham conseguido plenamente sua inclusão na sociedade, muito já avançaram.

Como esses, há um outro grupo de excluídos – as pessoas com deficiência, que não têm acesso aos direitos que devem pertencer a todos: educação, saúde, trabalho, locomoção, transporte, esporte, cultura e lazer.

Leis têm sido criadas para a garantia desses direitos, o que já é um grande passo. Mas, apesar delas, percebemos que nós excluímos as pessoas que consideramos diferentes.

Precisamos, então, conhecer e reconhecer essas pessoas que vivem a nossa volta, excluídas por nossa própria ação.


Acesse esta página no http://www.deficienteeficiente.com.br/

PROJETO ESCOLA VIVA

Visando atender a a necessidade de programas de formação e suporte técnico-científico aos professores que garanta o acesso, a permanência e um ensino de qualidade aos alunos nas salas de aula do ensino regular, a Secretaria de Educação Especial distribuiu para todos os estados brasileiros um conjunto de materiais que compõe o Projeto Escola Viva. Esta coletânea, recentemente reeditada, contém cinco cartilhas e duas fitas de vídeo que devem ser utilizadas nos programas de formação de professores e pesquisas educacionais.

A versão eletrônica desse documento está disponível para download em formato TXT e PDF.

Acesse esta página no http://portal.mec.gov.br/seesp/index.php?option=content&task=view&id=145&Itemid=297

Conheça o DefNet


O DefNet é uma iniciativa e criação do Dr. Jorge Márcio Pereira de Andrade, médico e psiquiatra, pai de duas crianças com paralisias cerebrais, ou como ele redefiniu “duas crianças com DEF – Distpurbios de Eficiência Física”, que em 23 de abril de 1996, lançou a primeira página em português sobre o tema das Paralisias Cerebrais, que se ampliou como um Bando de Dados On Line e Para Pessoas com dEficiência, ampliando seu campo de atuação e expressando seu desejo de trabalhar em prol da Inclusão.

Acreditando que a informática não se restringe ao seu uso nesta rede, a WWW, aglutinamos diversas pessoas, pais, profissionais, técnicos, amigos e os próprios dEficientes (independentemente do grau de comprometimento ou do tipo de deficiência), e criamos o Centro de Informática e Informações Sobre Paralisias Cerebrais, que se norteia pelos princípios de um Projeto inicial que chamamos de GEO-ORGOS.

Acesse esta página no http://www.defnet.org.br/

NADA DE EXCLUSÃO, QUEREMOS EDUCAÇÃO.


A intervenção educativa centrada na família da criança autista.
…A parceria educacional deve basear-se na partilha, no respeito, na negociação, na informação, nas aptidões da família/criança, na confiança e responsabilidade de ambas as partes nas decisões a tomar. Nem sempre é fácil aceitar um diagnóstico de autismo para os pais de uma criança. Segundo Jordan (2000), a aceitação da situação depende da idade, das capacidades/problemas que a criança apresenta, o número de filhos e idade do casal, a saúde dos membros da família e até a situação económica.

Esta autora propõe que os técnicos devem aceitar as estratégias da família para lidar com a situação, podendo estes profissionais contribuir para a integração da criança autista no seio da família e a melhoria das suas condições de vida dentro e fora dela. A colaboração entre a família da criança com autismo e a escola é fundamental, para que se possam desenvolver estratégias que supram as necessidades, não só da criança com perturbação do desenvolvimento, mas de todos os membros da família que interagem com ela…
Fonte: Jornal Terra Nostra – 07/06/2006
Leia o restante da matéria acessando o http://aceitandodiferencas.blogspot.com/2007/11/interveno-educativa-centrada-na-famlia.html


Acesse esta página no http://aceitandodiferencas.blogspot.com/

LER PARA VER

A Educação para deficientes visuais

Muitos de vocês já devem ter passado por situações desagradáveis – e até mesmo constrangedoras – na escola. Muitas vezes isso acontece pela falta de conhecimento das pessoas – incluindo a maioria dos professores – que não sabem lidar com os portadores de baixa visão. Mas até onde esse constrangimento é fruto da ignorância, e quando passa a ser puro preconceito?

Os colegas de deficientes visuais – salvo raras exceções – tendem a fazer piadas, brincadeiras de péssimo gosto, etc. Os professores, às vezes por não saber como se portar, às vezes por fugir da responsabilidade – por assim dizer – tendem a deixar uma espécie de vácuo na cabeça do aluno portador de deficiência. Esse aluno, por sua vez, mesmo se esforçando nunca vai absorver o conteúdo sem uma atenção especial dada pelo professor. Mas como dar atenção especial se a turma não coopera? Na maior parte das vezes esses colegas só não ajudam com o silêncio – aliado importantíssimo do aprendizado desse aluno especial, que se guia pela voz do professor, ou da pessoa que dita para ele -, porque é um pedido do aluno. Para os colegas “pedir silêncio” é uma espécie de autoritarismo do aluno especial – o que, claro, não é verdade, já que este só pretende entender o conteúdo ministrado pelo professor…
Leia todo o Artigo acessando o
http://www.lerparaver.com/node/5854


Acesse está página no http://www.lerparaver.com/

Como Lidar com Pessoas nos Diversos Tipos de Deficiência.

Dicas para quando você encontrar uma pessoa com deficiência.
Faça isso e você verá o quanto é importante e enriquecedor aprendermos a conviver com a diversidade!

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do “diferente”.

Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não-deficientes.

Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai estar ignorando uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou, que não é real.

Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.

As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.

Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.

A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer muitas perguntas muito íntimas.

Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Sempre espere sua oferta ser aceita, antes de ajudar. Sempre pergunte a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Pois, nem sempre, as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.
Leia o Artigo na íntegra acessando o http://www.bengalalegal.com/lidar.php


Acesse o site no http://www.bengalalegal.com/index.php#1

A Audioteca


A Audioteca Sal & Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados (audiolivros) para pessoas cegas ou com deficiência visual, em todo o território nacional, de forma gratuita.

Possui, hoje, mais de 1.500 associados e conta, em seu acervo, com cerca de 3.000 títulos, entre didáticos/profissionalizantes e literatura.

Nosso objetivo é proporcionar, aos nossos associados, meios para a conquista de uma vida com qualidade.

Mais do que inclusão, desejamos viver numa sociedade que não exclua seus filhos, a despeito de todas as diferenças. Que essas diferenças sejam o estímulo necessário para nosso crescimento individual e para a construção de uma nação mais justa.

Conheça nossa história

Meus olhos são seus olhos


Acesse o site no http://audioteca.org.br/audioteca.htm

“O COTIDIANO DE UM D+EFICIENTE”
Deficiente sim + Sempre Eficiente……

“INTÉRPRETES DE LIBRAS – LINGUAGEM DE SINAIS”


As pessoas tem curiosidade em saber como os deficientes auditivos se comunicam.
Hoje em todo o país – Brasil, só existem 400 intérpretes de LIBRAS (Linguagem de sinais).

= UMA BASE DO QUE É UM CURSO DE INTÉRPRETE DE LIBRAS =

O QUE É UM CURSO SEQÜENCIAL?
Trata-se de uma modalidade de ensino superior prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei 9.394/96) e regulamentada pelo Ministério da Educação em 1999. Tem um viés profissionalizante e é oferecido como uma oportunidade diferenciada ao indivíduo que desejar inserir-se mais rapidamente no mercado de trabalho.

QUAL É O PAPEL DO INTÉRPRETE DE LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS (LIBRAS)?
Ele é o mediador entre o surdo e as informações sobre a cultura e o universo ouvinte. Nos últimos anos, a presença do intérprete de Libras tem ganhado destaque nos espaços educacionais em função da política educacional brasileira que prevê a inclusão do sujeito surdo nas instituições regulares de ensino. Além disso, dado o desconhecimento da maioria de nossa população sobre a LIBRAS, torna-se necessário que existam intérpretes nos diversos setores da sociedade – públicos e privados – a fim de permitir que os surdos tenham seus direitos de cidadania respeitados, da mesma forma em que possam estar livres e conscientes para exercer seus deveres.

OBJETIVOS DO CURSO:
Formar profissionais intérpretes de LIBRAS, com diploma em nível superior, visando a formação de profissionais éticos, críticos e reflexivos quanto ao seu papel e sua prática de atuação junto à comunidade surda.
Capacitar profissionais intérpretes de LIBRAS para atuarem nos diversos espaços sociais como: instituições de educação básica, de ensino fundamental, médio e superior; instituições públicas ou privadas de atendimento à população; eventos científicos; reuniões e/ou assembléias municipais, estaduais e/ou federais.
Dar condições para o aluno aprender, no contato com a comunidade surda, refletindo sobre novas formas de atuação, redimensionando, desse modo, seu saber.
Leia na íntegra acessando o http://www.pvsdeficiente.hpg.com.br/linguagem.html


Acesse o site no http://www.pvsdeficiente.hpg.com.br/

TECNOLOGIA ASSISTIVA & COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

O uso da tecnologia assistiva no processo de inclusão escolar


Inclusão escolar
O sucesso do processo de inclusão está diretamente ligado à possibilidade de reconhecer as diferenças e aceitá-las. Isso não significa ignorá-las, isso não significa colocar crianças com necessidades educacionais especiais na sala de aula regular e esperar que elas aprendam pela proximidade com seus colegas da mesma idade. Respeitar as diferenças é oportunizar os recursos necessários para que a criança aprenda. Muitas vezes esses recursos serão simples como letras soltas ou textos escritos em letras maiúsculas e outras vezes poderá ser o uso de um computador adaptado.
O Brasil tem hoje, segundo o Censo escolar de 2005 (MEC, 2006), 640.317 alunos com necessidades educacionais especiais matriculados nas escolas do país, portanto esse não é um problema que possa ser ignorado.

O uso da tecnologia no processo de inclusão escolar
Ao longo da história, a tecnologia vem sendo utilizada para facilitar a vida dos homens. Para as pessoas com deficiência, a tecnologia é a diferença entre o “poder” e o “não poder” realizar ações.
No processo de inclusão de crianças com dificuldades motoras, o terapeuta ocupacional poderá coordenar:

Adaptações ambientais como:
Leia o Artigo na íntegra acessando o http://www.tecnologiaassistiva.com.br/adcaa/inclusao/inclusao.asp


Acesso o site no http://www.tecnologiaassistiva.com.br/adcaa/