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Fonte:Espaço da Criança
Fonte: Recados on-line
Fonte: Blog do Sítio do Pica-pau amarelo
Fonte: Smart Kids
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Fonte: Smart Kids
Atividades para o Dia da Independência
Fonte: Ajudinha Básica
PROJETO SEMANA DA PÁTRIA
Justificativa
A comemoração da “Semana da Pátria” é indispensável em nossas escolas, pois proporciona ao professor oportunidade de:
• Formar na criança o conceito de Pátria
• Despertar o sentimento de patriotismo
• Formar atitude de respeito aos símbolos do Brasil
• Desenvolver a compreensão do passado histórico e da significação da data “sete de Setembro”]
Objetivos:
• Incentivar o amor à Pátria
• Compreender a razão dos festejos da Semana da Pátria
• Reconhecer a Bandeira como símbolo da Pátria
• Conhecer o fato mais importante da História do Brasil
• Valorizar a escola como participante de grandeza da Pátria
Atividades:
Conversas e discussões sobre:
• O que é a Pátria
• O que aconteceu no dia 7 de setembro
• A figura de D. Pedro I
• Os símbolos da Pátria
• O grito da Independência
• A vida no Brasil antes e depois da Independência
Produção de texto:
• À vista de gravuras alusivas à data usar o tema “Eu amo minha Pátria”
• Elaboração de frases referentes à pergunta: – Por que gosto do Brasil?
Planejamento e relatórios sobre:
• O que vamos fazer na Semana da Pátria
• Como vamos desfilar
• O que aprendemos na Semana da Pátria
Culminância
• Os alunos confeccionam chapéus ou viseiras com as cores da Bandeira do Brasil e desfilam pelo pátio ou ruas do bairro acompanhados com fanfarra ou bandinhas.
• Poderão levar também balões verde e amarelo
• Exposição “Verde-amarela” de todos os trabalhos realizados durante o projeto.
CORO FALADO – INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Apresentador:
Hoje é aniversário da nossa Independência.
Vamos hoje festejar
Todos
Parabéns, pátria querida!
É o Brasil no coração da nossa gente.
1º Grupo
É o amor à terra, nossa terra.
E chega a liberdade!
2º Grupo
Brasil do 7 de setembro
Das margens do Ipiranga,
Do grito de Pedro I
Que o Brasil libertou
Todos
Independência ou Morte!
Apresentador
Assim, o Brasil passou a ser livre.
Hoje caminha, rumo ao progresso, graças ao trabalho dos seus filhos.
Grupo – Índio
Fui o primeiro habitante
E vi a chegada de Cabral
Sou índio brasileiro
E vi o Brasil nascer
Grupo – Negro
Do meu trabalho
O Brasil prosperou
E a cada dia
Maior ficou
Grupo – Bandeirante
Fundei cidades
Descobri riquezas
Eu sou o bandeirante
Que o Brasil engrandeceu
Todos
Índio, negro e branco sempre estaremos juntos trabalhando para a grandeza do Brasil
Todos cantam:
(Música do Parabéns pra você)
Parabéns vamos cantar
Em louvor ao Brasil
A sua independência
Vamos juntos festejar
GRAVATA DA PÁTRIA
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VISEIRA DO BRASIL
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ÓCULOS DA PÁTRIA
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VAMOS PINTAR!
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TEATRINHO DA INDEPENDÊNCIA
Fonte: Cantinho Lúdico
História da Independência do Brasil
Era uma vez um principezinho que veio de uma terra muito distante chamado Portugal para morar no Brasil com sua família. Este príncipe era chamado de Pedrinho. Ele era um menino inteligente, corajoso e muito amoroso.
O povo brasileiro gostava muito dele, por isso quanto sua família teve que regressar para Portugal com urgência, os brasileiros fizeram uma baixo-assinado e foram as ruas pedir que Pedro permanecesse aqui. O povo clamava:
-Fica Pedro! – Fica Pedro! – Fica Pedro! -Fica Pedro!
O príncipe vendo aquela multidão de brasileiros pedindo que ele ficasse, respondeu:
- Se for para o bem de todos e felicidade geral da nação, eu fico.
Os brasileiros ficaram super contente e comemoram sua primeira vitória:
- Viva! Viva! Viva! Viva!
O tempo passou e um dia a princesa Leopoldina recebeu uma carta do pai de Pedro, que era rei de Portugal. Ao ler a carta ela chamou seu conselheiro José Bonifácio e disse:
- José, a corte portuguesa exige que Pedro volte imediatamente para Portugal.
Naquele mesmo instante José Bonifácio teve uma idéia.
- Alteza, escreva uma mensagem a vosso marido, peça que proclame a Independência do Brasil imediatamente.
A princesa mais que depressa escreve uma carta e manda o mensageiro entregar a Pedro.
-Vá rápido, encontre o príncipe Pedro e entregue esta carta a ele.
O mensageiro encontrou o príncipe perto do Riacho Ipiranga, descansado com sua cavalaria.
-Vossa alteza, eis uma mensagem da princesa Dona Leopoldina.
Ao ler a mensagem Pedro diz aos soldados.
-Soldados, a corte portuguesa quer nos escravizar. Laços fora, guerreiros! A partir de hoje não serviremos mais a Portugal. Ou o Brasil fica livre ou morremos por ele.
Independência ou Morte!
Todos os soldados gritaram em um só coro:
-Independência! Independência! Independência!
A partir daquele dia raiava a liberdade no horizonte do Brasil. Nosso país tinha ficado livre de Portugal.
E hino brasileiro agora poderia ser cantado em todas as redondezas com mais força e garra.
Autora: Bernadete Sena de Santana
Cavalo (para encenar)
CLIQUE NA FIGURA PARA VÊ-LA AUMENTADA
LEMBRANCINHA
Fonte: Oficina de Criatividade
Atividades variadas
Fonte: Gente Miúda
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CAVALINHO COM SUCATA
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HINO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
HINO DA INDEPENDÊNCIA
O Hino da Independência do Brasil foi criado logo após o 7 de setembro.
A letra do hino é de Evaristo da Veiga e a música de D. Pedro I.
Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil…
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
1º de setembro – Dia do Educador Físico
Fonte: Criando Crianças
O dia do professor de educação física é, originalmente, celebrado no dia 15 de junho. Porém, com a regulamentação da profissão no dia 1º de setembro de 1998, criou-se uma polêmica.
Aqueles que são a favor da regulamentação – ou seja, que o Conselho Federal de Educação Física zele pela qualidade do serviço do profissional de educação física – querem que o dia seja mudado para 1º de setembro. Mas nada ainda está resolvido. O importante é que a maioria dos profissionais nem sabe que existe um dia dedicado a eles.
http://www.pindavale.com.br/agoravale/noticias.asp?id=6521&cod=1
EM PORTUGAL
DIVERSAS ACTIVIDADES MARCAM “SETEMBRO, O MÊS DA EDUCAÇÃO”
Fonte: Expresso das ilhas
O Ministério da Educação e Ensino Superior, MEES, realiza a partir de hoje, 1, uma série de actividades enquadrada no “Setembro, o Mês da Educação”, considerado um período impar, do ponto de vista de preparação do ano lectivo 2008/ 2009. Durante esse período várias as acções estão previstas desde lançamento de primeiras – pedras para a construção de novos estabelecimentos escolares, inaugurações de novas infra-estruturas, abertura e inauguração de centros de informática, lançamento de sites, distribuição de kits escolares e em parceria com a Cabo Verde Devellopement será feita a campanha nacional de plantação de árvores nas escolas.
Para o ano lectivo, o Ministério da Educação tem agendado uma série de programas que vão ser apresentados ao longo do “Setembro, o Mês da Educação” como apadrinhamento de crianças das famílias carenciada, o Programa Nacional de Saúde Escolar que deverá abranger alunos até os 16 anos, que será desenvolvida pelo ICASE e ainda a criação em São Vicente da primeira Sala de Recursos para crianças com necessidades educativas especiais.
O alargamento para outras escolas da experiência da disciplina de Educação para a Cidadania e introdução nalguns liceus do ensino profissional constam do leque de novidades que o Ministério da Educação e Ensino Superior pretende introduzir a partir de 22 de Setembro, dia do inicio do ano lectivo 2008/ 2009.
Nesta manhã, a Ministra da Educação e Ensino Superior, Vera Duarte e o Secretário de Estado da Educação, Octávio Tavares concedem uma conferência de imprensa conjunta sobre a Abertura Oficial do Ano Lectivo 2008/2009.
NÃO DEIXE DE VISITAR AS POSTAGENS ANTERIORES
2- INDEPENDÊNCIA DO BRASIL CONTINUAÇÃO
3- INDEPENDÊNCIA DO BRASIL PARTE FINAL
GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Fonte: Wikipédia
A chamada Guerra da Independência estendeu-se de 1822 a 1823, no contexto do processo de Independência do Brasil, entre 1808 e 1825, quando esta foi formalmente reconhecida por Portugal e pelo Reino Unido.
Após a proclamação da independência, às margens do riacho Ipiranga, na então província de São Paulo, a 7 de Setembro de 1822, as lutas para afirmá-la foram mais encarniçadas nas regiões onde, por razões estratégicas, se registrava maior concentração de tropas do Exército Português, a saber, nas então Províncias Cisplatina, da Bahia, do Piauí, do Maranhão e do Grão-Pará.
Recorde-se que a maior parte da oficialidade era de origem portuguesa. Desse modo, o governo brasileiro, através do Ministro José Bonifácio de Andrade e Silva, adotou as providências para eliminar a resistência portuguesa. Para esse fim providenciou a compra de armas e navios, o recrutamento de tropas nacionais e o contrato de estrangeiros (mercenários), bem como medidas repressivas como o confisco de bens e a expulsão daqueles que não aceitassem a emancipação política do Brasil. No plano econômico, proibiu-se o comércio, e, no diplomático, autorizou-se a guerra de corso, contra Portugal.
A campanha da Cisplatina
Na Província Cisplatina, a campanha foi marcada pelo bloqueio a Montevidéu, sob o comando de Carlos Frederico Lecor, barão da Laguna. Isoladas, as tropas do Exército Português foram obrigadas a abandonar o território brasileiro.
A campanha da Bahia
Na Província da Bahia, a área tradicionalmente produtora de açúcar e de tabaco do Recôncavo, dominada pelos grandes latifundiários escravistas, desde cedo se manifestara pela causa brasileira, sob a liderança da vila de Cachoeira. A capital da Província, Salvador, então ocupada pelas tropas do Exército Português sob o comando de Inácio Madeira de Melo, mantinha os laços com a Metrópole.
Com a divulgação da notícia da proclamação da Independência, as vilas do Recôncavo baiano, sob a liderança da vila de Cachoeira, em cuja Câmara Municipal se instalou um governo interino, mobilizaram-se para expulsar as tropas portuguesas entrincheiradas em Salvador, reforçadas desde os acontecimentos que haviam culminado no Dia do Fico (9 de Janeiro de 1822). Esse processo de reforço de tropas foi marcado por diversos incidentes em Salvador, entre os quais o assassinato, por soldados portugueses, da abadessa do Convento da Lapa, Sóror Joana Angélica de Jesus (19 de Fevereiro).
Para apoiar e reforçar a ação brasileira na região, o governo brasileiro despachou, da Corte, alguns navios sob o comando de Rodrigo de Lamare, conduzindo tropas e suprimentos, inclusive um oficial experimentado nas campanhas napoleônicas, Pedro Labatut. Este efetivo desembarcou em Maceió, nas Alagoas, de onde seguiu, por terra, para a Bahia. Durante a marcha, o contingente foi reforçado por efetivos vindos de Pernambuco, do Rio de Janeiro e do amplo voluntariado que se abrira no Recôncavo.
Entre esses voluntários destacaram-se nomes como os de Maria Quitéria, no Batalhão dos Periquitos, criado pelo avô do poeta Castro Alves – José Antônio da Silva Castro -, assim denominado pelo predomínio da cor verde em sua farda.
De Portugal, foram enviados 2.500 homens para reforçar as tropas de Madeira de Melo. A este efetivo juntaram-se elementos da Divisão Auxiliadora, que se retirava do Rio de Janeiro.
As vitórias brasileiras nas batalhas de Cabrito e de Pirajá (8 de Novembro de 1822), bem como o fracasso na tentativa portuguesa de ocupação da ilha de Itaparica (7 de Janeiro de 1823), tornaram cada vez mais difícil o sustento da posição por parte do Exército Português. Diante do bloqueio naval de Salvador, imposto pela esquadra imperial sob o comando de Lord Thomas Cochrane, complementado pelo bloqueio terrestre, que conjugados, impediam o suprimento do efetivo luso, Madeira de Melo foi forçado a capitular, abandonando a cidade (2 de Julho), então ocupada pelas tropas brasileiras. Na ocasião Cochrane aprisionou várias embarcações de bandeira portuguesa (“Prontidão”, “Leal Portuguesa”, “Pizarro”, “Carolina” e “Conde de Peniche”), perseguindo as demais até às proximidades de Lisboa.
A campanha do Piauí
Na então Província do Piauí, tradicional produtora de gado, a burguesia comercial e mesmo os proprietários de terras, estavam ligados à Metrópole, inclusive por laços de sangue. Aqui, a adesão à Independência do Brasil foi proclamada na vila de Parnaíba. O interior e a capital, Oeiras, permaneceram sob o controle de tropas do Exército português sob o comando do Governador das Armas do Piauí, major João José da Cunha Fidié. Mesmo diante do recebimento de reforços vindos da então Província do Ceará, as tropas brasileiras foram inicialmente derrotadas na Batalha do Jenipapo (13 de março de 1823), ocorrida no atual município de Campo Maior, às margens do rio Jenipapo. Outras localidades, entretanto, manifestaram a sua adesão à Independência, alcançando a vitória quando Fidié se deslocou para apoiar a resistência portuguesa na vila de Caxias, no Maranhão.
A campanha do Maranhão
Também na Província do Maranhão, as elites agrícolas e pecuaristas eram muito ligadas à Metrópole. À época, o Maranhão era uma das mais ricas províncias do Brasil. O intenso tráfego marítimo com a Metrópole, justificado pela maior proximidade com a Europa, tornava mais fácil o acesso e as trocas comerciais com Lisboa do que com o sul do país. Os filhos dos comerciantes ricos estudavam em Portugal. A região era conservadora e avessa aos comandos vindos do Rio de Janeiro. Foi da Junta Governativa da Capital, São Luís, que partiu a iniciativa da repressão ao movimento da Independência no Piauí. A Junta controlava ainda a região produtora do vale do rio Itapecuru, onde o principal centro era a vila de Caxias. Esta foi a localidade escolhida pelo major Fidié para se fortificar após a derrota definitiva na Batalha do Jenipapo, no Piauí, imposta pelas tropas brasileiras, compostas por contingentes oriundos do Piauí e do Ceará. Fidié teve que capitular, sendo preso em Caxias e depois mandado para Portugal, onde foi recebido como herói. São Luís, a capital provincial e tradicional reduto português, foi finalmente bloqueada por mar e ameaçada de bombardeio pela esquadra de Lord Thomas Cochrane, sendo obrigada a aderir à Independência em 28 de julho de 1823.
A campanha do Pará
Na então Província do Grão-Pará, a burguesia comercial e os proprietários de terra também se encontravam profundamente ligados à Metrópole. Aqui, John Pascoe Grenfell, subordinado a Thomas Cochrane, impôs a aceitação da Independência também recorrendo ao bloqueio naval, sob ameaça de bombardear a Capital, Belém (15 de Agosto). Tendo sido eleita uma Junta Governativa (17 de Agosto), explodiu uma violenta reação popular, que obrigou Grenfell a desembarcar tropas e efetuar prisões em massa, visando restabelecer a ordem pública. A 19 de Agosto, sem que houvessem cárceres suficientes em terra, a pedido da Junta, Grenfell autorizou encerrar nos porões do brigue São José Diligente (depois Palhaço), duzentos e cinquenta e sete detidos, onde todos, menos um (duzentos e cinquenta e seis, menos quatro, em outras fontes) morreram asfixiados.
Embora posteriormente Grenfell tenha se defendido argumentando não ter ordenado o massacre, também nada fez para responsabilizar ou punir os responsáveis.
Os combates da Guerra da Independência serviram como batismo de fogo para o jovem Luís Alves de Lima e Silva, futuro duque de Caxias.
Fonte: Mundo Antigo
As crianças paulistanas, acostumadas a passar pelo belo Museu do Ipiranga, situado na Capital paulista, nem sempre se lembram que ali ocorreu um dos fatos mais importantes da nossa História: a Independência do Brasil.
Várias tentativas de libertação da Colônia já haviam ocorrido em nosso pais, devido ao espírito patriótico brasileiro, inconformado com o domínio português. Todos os movimentos falharam, causando inúmeras vitimas, entre as quais Filipe dos Santos e Tiradentes. Entretanto, o ideal de independência não morrera, e o príncipe regente D. Pedro soube compreender o ponto de vista brasileiro.
Depois do Dia do Fico, as Cortes de Lisboa aborreceram-se ainda mais com D. Pedro, porque ele se negava a voltar à Metrópole.
Vendo que Portugal queria reduzir novamente nosso pais à situação de simples colônia, o regente tomou sérias medidas: forçou as tropas lusas a regressarem ao Reino; convocou uma Assembléia Constituinte; organizou a nossa Marinha de Guerra; dirigiu uma proclamação ao povo, incitando-o a lutar pela independência; ordenou que nenhuma lei vinda de Portugal fosse executada sem o seu “cumpra-se”.
Depois de uma visita bem sucedida a Minas para acalmar os ânimos dos mineiros, exaltados com os acontecimentos, o príncipe resolveu fazer o mesmo em São Paulo.
Durante essa viagem, porém, chegaram mensagens de Lisboa declarando nula a Assembléia Constituinte e obrigando D. Pedro a voltar imediatamente à Metrópole, sob pena de perda de seus direitos de herdeiro do trono.
Sua esposa. Dona Leopoldina, e seu principal ministro e conselheiro, José Bonifácio de Andrada e Silva, enviaram ao regente os despachos vindos de Portugal, juntamente com cartas pedindo-lhe que tomasse uma atitude favorável ao Brasil.
Dona Leopoldina (esposa de Dom Pedro I)
O mensageiro com tais notícias alcançou o príncipe junto ao riacho Ipiranga, dirigindo-se de Santos para São Paulo. Ao ler a correspondência D. Pedro, bradou, exaltado, arrancando do chapéu o tope português:
—«Laços fora, soldados ! As Cortes Portuguesas querem mesmo escravizar o Brasil.
Cumpre declarar já a sua independência. E levantando a espada, continuou:
- Independência ou morte !
Era o dia 7 de setembro de 1822. Quase todo o pais recebeu alegremente a notícia e, em dezembro do mesmo ano, D.Pedro foi sagrado imperador.
As províncias de Sergipe, Bahia, Pará e Cisplatina, entretanto, rebelaram-se, mas foram logo subjugadas.
INDEPENDÊNCIA NÃO É SÓ GRITO
Fonte: Canal Kids
Quem acha que a independência foi só o famoso grito “Independência ou Morte!” de d. Pedro I às margens do Ipiranga? Pois não foi, não. Durante nossa história tivemos muitas lutas pela independência, todas reprimidas pelo governo português.
As mais famosas foram a Inconfidência Mineira, em Minas Gerais, no ano de 1789 _ aquela que acabou levando Tiradentes à forca; a Conjuração Baiana, também conhecida como Revolta dos Alfaiates, na Bahia, quase dez anos depois, em 1798; e a Revolta Pernambucana, em 1817 (quase 20 anos depois da revolução baiana!) E o grito de d. Pedro só foi acontecer no dia 7 de setembro de 1822, cinco anos mais tarde.
Aqui você vai saber tudo sobre a Independência do Brasil! Vamos lá? Pra começar, fique sabendo que o Brasil era a galinha dos ovos de ouro de Portugal…
GALINHA DOS OVOS DE OURO
POR QUE TANTA LUTA?
Não é muito fácil responder a essa pergunta…
Depois do descobrimento do Brasil, em 1500, nosso país tornou-se colônia de Portugal. Como colônia, tinha de respeitar um trato chamado “pacto colonial”, que sempre foi o grande motivo dos conflitos. Esse pacto dizia que a colônia devia obedecer à metrópole em tudo, sem reclamar.
O Brasil era uma espécie de galinha dos ovos de ouro de Portugal, a quem tinha de fornecer riquezas e mais riquezas, mesmo à custa de muito sacrifício. Além disso, não podia fazer nada por conta própria, como leis, escolher governantes ou vender mercadorias para outros países. Não podia tomar nenhum tipo de decisão!
Nessa época, a maioria dos países europeus tinham suas colônias no “Novo Mundo” (a América) e na África. É o que a gente conhece como imperialismo. E todos os países que conquistavam colônias tratavam logo de pôr em prática o tal pacto colonial.
Então, no final do século 18, muitas revoluções começaram a pipocar. Diversas colônias se revoltaram contra o pacto colonial para poder andar com suas próprias pernas. Foi quando aconteceu a independência dos Estados Unidos, e a de muitos países da América Espanhola, como o México. Corriam as idéias da Revolução Francesa pelo mundo, que inspiravam a liberdade.
A Revolução Francesa queria “liberdade, igualdade e fraternidade”. Ela foi muito importante porque, pela primeira vez na história, o povo conseguiu derrubar o rei para colocar quem ele escolhesse no governo. E acabaram escolhendo um baixinho muito danado chamado Napoleão Bonaparte…
É aqui que começa nossa história: com um cabo de guerra entre França e Inglaterra.
FRANÇA X INGLATERRA
O CABO DE GUERRA
Napoleão Bonaparte, imperador da França, tornou-se um temido conquistador e dominou muitas terras na Europa. Só que a bronca de Napoleão era com a Inglaterra, um dos países mais ricos e poderosos do mundo na época.
Napoleão queria que a França fosse a mais rica e poderosa (coisas de imperador). E por isso decretou o bloqueio comercial à Inglaterra: ninguém poderia vender nem comprar nenhum produto inglês. Se algum país se atrevesse, Napoleão o invadiria e pronto _ babau país!
Portugal ficou numa enrascada daquelas: devia muito dinheiro à Inglaterra, por isso não podia simplesmente virar-lhe as costas. Mas ao mesmo tempo tinha muito medo de Napoleão _ quem não tinha? Por isso ficou em cima do muro enquanto foi possível. A Inglaterra puxando de um lado e a França, do outro. Até que Napoleão se encheu desse chove-não-molha e invadiu Portugal. Era o começo do século 19 e o ano era 1807.
Aí começa outra história: a de uma família fujona e piolhenta!
FAMÍLIA FUJONA
Foi um Deus-nos-acuda! D. João, que reinava na época, sabia que Portugal não tinha cacife para lutar contra Napoleão. E sabia que sua cabeça estava a prêmio. Por isso, decidiu fugir _ rapidinho! E… adivinhe para onde? Para o Brasil, lógico, bem longe mesmo das terríveis garras napoleônicas!
O embarque não foi fácil. Todos estavam apavorados. Entre 10 e 15 mil pessoas embarcaram em navios rumo ao Brasil, bem protegidos pela frota inglesa. D. João tinha decidido transferir a Corte para o Brasil, e por isso trouxe tudo: seus ministros, conselheiros, juízes da Corte Suprema, funcionários do Tesouro Real (e o próprio tesouro real, que ele não ia deixar para Napoleão), funcionários do Exército e da Marinha (ainda não existia a Aeronáutica porque Santos Dumont não tinha inventado o avião), além de muitos padres e bispos. D. João trouxe também várias bibliotecas, o arquivo do governo e uma máquina impressora.
A viagem também não foi moleza, com direito a tempestade, falta de comida e higiene, e até ataque de piolhos _ todo mundo foi obrigado a raspar a cabeça! Mas, apesar de todos os apuros, em janeiro de 1808, chegava a Família Real ao Rio de Janeiro.
Encontraram um Brasil “bebê”, que estava ainda engatinhando…
BRASIL “BEBÊ”
O BRASIL ENGATINHAVA…
Chegando ao Brasil, d. João declarou guerra à França. E abriu os portos brasileiros às “nações amigas” _ que, no caso, era só a grande parceira Inglaterra. E ela ficou feliz da vida: agora podia comercializar livremente com o Brasil e ganhar muito dinheiro. Os ingleses vendiam produtos manufaturados (industrializados) para o Brasil por um preço bem alto e compravam matéria-prima (algodão, metais, comida) bem baratinho. Um negócio da China!
Em 1815, Napoleão foi derrotado e o Brasil, elevado à categoria de Reino Unido a Portugal e Algarves. Isso o tirou da situação de colônia, e para a Corte não ficou tão chato _ agora eles viviam num reino e não numa colônia.
Agora o Brasil estava bem mais perto da independência. Pelo menos tinha deixado de ser colônia, e a Família Real morava aqui, e não em Portugal.
Aliás, Portugal não ficou nem um pouco contente com isso… Sabe por quê?
PORTUGAL FICA COM HUMOR PÉSSIMO
PORTUGAL FICA COM HUMOR PÉSSIMO
Não era para menos: de uma hora para outra, Portugal se viu ao deus-dará, sem rei, no meio de uma guerra, e pior _ sem poder contar com sua galinha dos ovos de ouro! Enquanto o Brasil prosperava (d. João criou bibliotecas, teatros, ruas, órgãos públicos e o Jardim Botânico), Portugal ficava cada vez mais pobre. Era quase como se agora Portugal fosse colônia do Brasil.
E estourou a Revolução do Porto, em 1820. Essa revolução organizou um governo que elaborou a primeira Constituição (conjunto de leis) de Portugal, elegeu as Cortes (Assembléia e Parlamento) e exigiu o retorno de d. João VI.
A Revolução entusiasmou os brasileiros e também os portugueses que viviam por aqui. Eles achavam que as coisas estavam começando a mudar e que as idéias da revolução estavam “na moda”. Por isso, trataram logo de escolher quem representaria o Brasil por lá, e fizeram d. João VI jurar que cumpriria a Constituição que eles estavam criando.
D.João teve que picar a mula e voltar para Portugal, mas deixou seu filho Pedro cuidando de tudo
VÃO-SE OS ANÉIS… MAS FICAM OS DEDOS!
D. João VI se apressou em voltar a Portugal, mesmo sabendo que agora iria ter de dividir o poder com as Cortes. Que remédio? Deixou seu filho d. Pedro cuidando do Brasil. Estamos em abril de 1821. A apenas um ano da independência!
Conta a lenda que, pouco antes de embarcar, d. João disse a d. Pedro: ” Pedro, se o Brasil se separar de Portugal, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros.”
D. João queria portanto que fosse d. Pedro a proclamar a independência, e não alguém do povo, para que eles não perdessem o controle da situação. E assim foi. A regência do pequeno Pedro não durou nem um ano e meio.
Logo os brasileiros perceberam que a tal Revolução do Porto era como lobo em pele de carneiro…
Rapidinho os brasileiros perceberam que a Revolução do Porto tinha enganado a todos : era muito legal para Portugal, com idéias revolucionárias e tudo o mais, mas era extremamente conservadora para o Brasil. As Cortes começaram a querer recolonizar o Brasil e acabar com essa história de Reino Unido.
Para isso, enviaram tropas ao Rio de Janeiro, a capital na época, acabaram com vários órgãos políticos que d. João VI havia criado e nomearam governadores para nossas províncias (ainda não havia estados). Além disso, já bolavam uma forma de reatar o pacto colonial e acabar com a festa da abertura dos portos.
Todos ficaram muito bravos com essas medidas-caranguejo (que andam para trás), mas d. Pedro continuava bem quietinho no seu canto.
Logo a oposição brasileira à Portugal começou a se organizar para impedir a recolonização. Mas ainda ninguém falava em independência. O Brasil se dividiu em dois grandes grupos: a “facção portuguesa”, que estava de acordo com a recolonização, e o “partido brasileiro”, que não queria isso de jeito nenhum.
As duas estavam sempre brigando e tentando ganhar as graças do Príncipe, que se divertia com tanta bajulação (era um príncipe muito vaidoso). Por tudo isso, as Cortes ficaram preocupadas e mandaram uma carta exigindo expressamente a volta de d. Pedro a Portugal, com a desculpa de que ele tinha de acabar seus estudos lá na Europa.
E quem disse que D. Pedro caiu nessa? Foi quando aconteceu o famoso Dia do Fico!
DIA DO FICO
SE É PARA O BEM DE TODOS…
Claro que o “partido brasileiro” fez o possível e o impossível para que d. Pedro não fosse embora. Em poucos dias, recolheu 8 mil assinaturas implorando a d. Pedro que ficasse. Ele deve ter se sentido nas nuvens e disse a famosa frase: “Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.” Por isso esse dia é conhecido como “Dia do Fico”. Era o dia 9 de janeiro de 1822. Estamos a seis meses da independência.
A partir daí, d. Pedro “pulou de cima do muro” e se posicionou a favor da ruptura com Portugal. O processo para a independência começou a rodar em altíssima velocidade. Os portugueses que se revoltaram aqui no Brasil contra a decisão foram reprimidos. D. Pedro também determinou que nenhum decreto que as Cortes inventassem lá em Portugal teria sentido aqui, a não ser que ele próprio o assinasse com um “Cumpra-se”.
Portugal ficou furioso e mandou tropas para cá, que o imperador logo tratou de despachar de volta. Além disso, d. Pedro formou um novo ministério, que tinha brasileiros e portugueses, mas a chefia era de um brasileiro: José Bonifácio de Andrada e Silva. E tratou de convocar uma Assembléia Constituinte, para elaborar uma Constituição para o Brasil _ que só foi se reunir um ano depois.
Mas os ventos da independência já estavam soprando…
E iam acabar no ainda mais famoso Grito do Ipiranga!
O GRITO DO IPIRANGA!
FINALMENTE!
No dia 14 de agosto de 1822, d. Pedro viajou para São Paulo para resolver um problema político. Deixou que d. Leopoldina, sua mulher, ficasse no poder durante sua ausência. Quando as coisas já tinham se acalmado e ele seguia para Santos, chegaram ao Rio de Janeiro ordens das Cortes: d. Pedro deveria voltar para Portugal naquele instante, José Bonifácio deveria ser julgado, e um novo ministério seria criado para colocar ordem naquela “bagunça”. Tudo isso destruía todas as medidas de d. Pedro!
D. Leopoldina e José Bonifácio mandaram seus mensageiros correrem com essas notícias. Um mensageiro encontrou-se com d. Pedro às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo. Era a tarde do dia 7 de setembro de 1822.
Existem pelo menos seis versões dessa história, por isso ela já foi contada de diversas maneiras… Uma delas, a do padre Belchior, conta que d. Pedro leu os decretos e perguntou:
_ E agora, padre?
O padre aconselhou d. Pedro a proclamar a independência do Brasil. Senão, ele seria feito prisioneiro das Cortes. Não tinha jeito!
Trinta e oito pessoas assistiram à cena: d. Pedro desembainhou (tirou) a espada, ergueu-a para o alto e gritou:
- INDEPENDÊNCIA OU MORTE!
Ei, espere aí! Essa história não acaba aqui, não!
Ainda houve a Guerra da Independência, mas nada mudou de verdade…
NADA MUDOU… DE VERDADE!
A Guerra da Independência começou em 1822 e durou um ano. O pessoal das regiões Norte, Nordeste e Extremo Sul não estava feliz com a independência e queria que o Brasil continuasse a ser colônia.
Eram grandes proprietários de terra e queriam o pacto colonial de volta. Por isso, iniciaram o conflito, com a ajuda e bênção de Portugal.
D. Pedro I contratou às pressas soldados e oficiais estrangeiros para lutar contra os revoltosos. Com dinheiro emprestado da Inglaterra, que devia estar superfeliz com essa história de independência _ estava lucrando horrores!
Mas nada mudou de verdade…
E depois de tudo isso, a gente ainda pagou o pato! É mole?
NADA MUDOU…
Essa guerra mobilizou mais soldados do que qualquer outra do mesmo tipo na América, inclusive a Revolução Americana. Para enfrentar as tropas portuguesas na Bahia, foram reunidos 13 mil homens!
Mas a Guerra da Independência do Brasil não significou nenhuma grande mudança. Nem na economia, nem na sociedade. Apesar de muitos negros e índios terem participado dos combates, o escravismo continuou e a destruição das tribos também.
Os latifundiários (grandes proprietários de terras) continuaram dominando a cena, tanto na política quanto na economia. E a gente continuou a ser governado por um rei (imperador) português, filho do rei de Portugal: d. Pedro I, o primeiro imperador do Brasil.
E AINDA TIVEMOS DE PAGAR PELA “INDEPENDÊNCIA”!
Quando um território se torna independente, os outros países devem reconhecê-lo _ se não, a independência não vale de muita coisa. O primeiro país a reconhecer o Império Brasileiro foram os Estados Unidos, um ano depois da Guerra da Independência, em 1824.
Depois foi a vez do México, em 1825. Já os países europeus tornaram-se um calo no pé do Brasil: cada um queria obter mais vantagens que o outro para reconhecer nossa independência, além de fazer mil exigências. Tanto que esse processo durou onze anos!
O caso mais complicado foi a Inglaterra. Ela não queria ficar mal com Portugal, mas lhe interessava muitíssimo que o Brasil se tornasse independente _ por causa dos negócios. Como não é boba, logo achou uma solução: fez com que d. Pedro I (que estava em dívida com ela por causa da guerra, lembra?) pagasse uma indenização de 2 mil libras esterlinas (dinheiro pra chuchu!) a Portugal, como “indenização”.
Indenização é o que se deve pagar quando se prejudica alguém. Pois é: mesmo sem fazer nada de errado, apenas buscando a independência como era nosso direito, tivemos de pagar esse dinheirão a Portugal! Fomos talvez o único país a pagar pela independência. Tudo porque nosso imperador era português. Pior: quem nos emprestou dinheiro de novo foi a Inglaterra _ sempre ela… E para que d. João VI não se sentisse ofendido, deram-lhe o título de imperador honorário do Brasil! Será que, nessa época, nos tornamos realmente independentes?

Jogo da independência – encontre seu par
Objetivo: Chamar a atenção para palavras que indiquem alguma
referência à Independência do Brasil e treinar a observação.
Permite a abordagem de Tema transversal:
Ética: Exercita o trabalho em grupo, a disciplina e o respeito para escutar os demais alunos explicando sobre o que sua carta significa.
Será preciso: Dois conjuntos de cartões. Em cada cartão do primeiro conjunto estará escrita uma palavra diferente que terá, no outro conjunto, a relação referente ao tema.
Preparação: Dividi-se a classe em dois grupos e distribui-se os cartões, previamente
separados, entre os participantes, tanto de um grupo quanto de outro.
Desenrolar: A finalidade é que cada um da equipe A encontre seu par na equipe B. Ex. Dom Pedro I (cartão) – faz par com o Grito do Ipiranga. 07 de setembro de 1888 faz par com Independência do Brasil, 09 de janeiro de 1822 faz par com Dia do Fico e assim por diante.
Cada par que for se formando, a dupla deverá se colocar no local previamente combinado. Após todas as duplas terem sido formadas, cada um deverá falar sobre a carta que pegou.
Memória da Independência
Objetivo: Chamar a atenção para palavras que indiquem alguma referência à Independência do Brasil e treinar a observação e a memória.
Permite a abordagem de Tema transversal:
Ética: Exercita o trabalho em grupo, a disciplina e o respeito de
aguardar sua vez.
Preparação: Escolhe-se três alunos que comporão o grupo A (podem escolher o nome do grupo) e outros três que comporão o grupo B.
Dividi-se o restante da classe em dois grupos e distribui-se os cartões, previamente
separados, entre os participantes, tanto de um grupo quanto de outro. Os cartões podem ser os mesmos da brincadeira anterior. Após recebidos os cartões, os alunos deverão se misturar e sentar nas carteiras em lugares diferentes dos lugares que costuma sentar.
Então, as duas equipes, que estão na frente da sala, competirão entre si para ver quem descobre mais duplas O jogo que se desenrolará em seguida é do tipo “jogo da memória”, em que cada uma das peças será o aluno que se encontra sentado em cada carteira.
Inicialmente, para que todos tenham conhecimento das palavras que estão em jogo, os alunos que estão sentados nas carteiras, deverão se levantar um a um e alto e pausadamente dizer qual é a palavra que possui no cartão, sentando em seguida.
Em seguida, tira-se par ou ímpar entre os dois grupos (de três componentes em destaque) e o grupo ganhador deverá identificar qual é a dupla de alunos que possui cartões que se completam. A cada par acertado, a dupla se juntará ao grupo que acertou. E assim sucessivamente, igual a um jogo de memória, até o final da formação dos pares. Ganha o grupo que tiver ao final, mas componentes.
JORNAL ESCOLAR AO VIVO
Dividir a classe em grupos e propor para que cada grupo componha um texto e o apresente em forma de jornal televisivo, em classe, como se a Independência do Brasil estivesse acontecendo hoje. Eles poderão se caracterizar e apresentar flash como se o repórter estivesse entrevistando José Bonifácio, por exemplo.
SUGESTÃO DE FILMES:
INDEPENDÊNCIA OU MORTE
35 mm – c – 2950 mt – 108 mn. Realização: – Carlos Coimbra. Produção: – Cinedistri (Brasil). Argumento: – Anselmo Duarte, Carlos Coimbra, Dionísio Azevedo, Lauro César Muniz. Planif/Seq: – Abílio Pereira de Almeida. Fotografia: – Rudolf Icsey. Decoração: – Campelo Neto. Música: – Chico Morais, Wilson Miranda. Montagem: – Carlos Coimbra. Produção Exec: – Oswaldo Massaini.
Intérpretes/Personagens: – Tarcísio Meira, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Kate Hansen, Emiliano Queiroz, Manoel de Nobrega, Heloisa Helena , Labanca, Renato Restier, Anselmo Duarte, Jairo Arco e Flecha, Abílio Pereira de Almeida, Vanja Orico, José Lewgoy, Carlos Imperial, Sérgio Hingst, Rodolfo Arena, Clovis Bornay, Lola Brah.
A vida do imperador D. Pedro I do Brasil – desde a infância, até à abdicação (1831). Destaque para o grito da independência, nas margens do Rio Ipiranga, e as aventuras amorosas do monarca; suas relações com a Marquesa de Santos e a Imperatriz Leopoldina.
HISTÓRIA DO BRASIL
35 mm – pb – 4300 mt – 158 mn. Realização: – Glauber Rocha, Marcos Medeiros. Produção: – Tricontinental (Brasil), Instituto Cubano de Arte e Industria Cinematografica/ICAIC (Cuba), Renzo Rossellini (Itália). Argumento: – Glauber Rocha, Marcos Medeiros. Locução: – (Narrador) Jirges Ristum, (Off) Glauber Rocha, Marcos Medeiros. Montagem: – Glauber Rocha, Marcos Medeiros. Ante-Estreia: – Cinemateca Portuguesa. Data Ante-Estreia: – 11 Jun 1987.
Uma história crítica e dialéctica do Brasil, desde a época de Cristovão Colombo. Desembarque dos Portugueses; Bartolomeu Dias enterra uma cruz e uma espada na praia. Cartas geográficas, povos e animais. Divisão territorial em capitanias. Missionação: Nóbrega e Anchieta. Companhia das Índias Ocidentais. Escravização dos indígenas. O Aleijadinho. Conjura do Tiradentes. Os bandeirantes; garimpeiros de Minas Gerais. Garibaldi em Santa Catarina. Latifúndios. O Século XX e a colonização americana duma “sociedade luso-africana”.
CARLOTA JOAQUINA, PRINCESA DO BRASIL
35 mm – c – 2750 mt – 100 mn. Realização: – Carla Camuratti. Produção: – Camuratti & De Felippes (Brasil). Argumento: – Angus Mitchell, Carla Camuratti. Sequência: – Melanie Dimantas, Carla Camuratti. Fotografia: – Breno Silveira. Cenários: – Tadeu Burgos, Emília Duncan. Figurinos: – Tadeu Burgos, Emília Duncan. Montagem: – Cezar Migliorin, Martha Luz. Produção Exec: – Carla Camuratti, Bianca De Felippes. Apresentação: – Cinemateca Portuguesa. Data Apresentação: – 20 Jul 1998.
Intérpretes/Personagens: – Marieta Severo (Carlota Joaquina), Marco Nanini (D. João VI), Ludmilla Dayer, Brent Hiett, Maria Fernanda, Marcos Palmeira, Eliana Fonseca, Aldo Leite, Bel Kutner, Vera Holtz, Thales Pan Chacon.
Espanha, 1785. Carlota Joaquina, uma infanta que foi prometida ao futuro Rei D. João VI, quando tinha dez anos de idade, recebe o retrato do futuro esposo e é obrigada a partir para Portugal, levando consigo a sua herança familiar. Chegando ao novo país, Carlota sofre uma enorme decepção, ao encontrar o “prometido” – gerando muitas brigas, infidelidades e vários filhos. Com a morte de D. José, herdeiro do trono português e declarada a insanidade de D. Maria I, Carlota Joaquina e D. João VI assumem a coroa lusitana. Porém, assustados com a Revolução Francesa e a aproximação do exército de Napoleão, resolvem fugir para a colónia do Brasil…
INCONFIDÊNCIA MINEIRA
35 mm – pb – l/m. Realização: – Carmen Santos. Produção: – Brasil Vita Filmes (Brasil). As Realização: – Manoel Rocha. Argumento: – Henrique Pongetti. Texto: – Autos da Devassa. Planif, Seq: – Humberto Mauro, Carmen Santos. Fotografia: – Edgar Brasil. Op Imagem: – Rui Santos. Direc de Som: – Vítor Barros. Música: – Francisco Braga. Coreografia: – Manoel Monteiro. Montagem: – Watson Macedo. Produção Exec: – Carmen Santos.
Intérpretes: – Rodolfo Mayer, Carmen Santos, Roberto Lupo, Osvaldo Loureiro, Augusto R. Chaves, Antonia Marzullo, Luiza B. Leite, Paulo Porto, Célia Maria, Alexandre Alencastro, Alvaro Souza, Anselmo Duarte, Antonio Laio, Armando Louzada, Ataíde Ribeiro, Bandeira Melo, Benjamin Oliveira, Drumond Filho, Brandão Filho, Caetano Junior, Fialho Almeida, Floriano Faissal, Frederico Rosa, Graça Melo, Jorge Doria, Jota Silveira, Leonardo Jorge, Mafra Filho, Manoel Monteiro, Manoel Rocha, Nelson Oliver, Osvaldo Louzada, Pedro Dias, Restier Junior, Roberto Acacio, Vítor Drumond, Sadi Cabral.
A Inconfidência Mineira – conspiração independentista do século XVIII, em Minas Gerais, centro de riquezas coloniais. Embora torturado, para que revele a sua intervenção, na mais vasta conjura contra a coroa portuguesa, Tiradentes assume-se como único responsável, sendo condenado à morte…
HINO DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Letra de Evaristo Ferreira da Veiga
Música de D.Pedro I
Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Brava gente brasileira
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil…
Houve mão mais poderosa
Zombou deles, o Brasil.
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles, o Brasil.
Brava gente brasileira
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó! brasileiros!
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.
Referências
www.crmariocovas.sp.gov.br
www.instituto-camoes.pt/revista/filmshistoria.htm
www.editorainformal.com.br

Quatro aulas com Duque Estrada
Para muitos, o Hino Nacional não empolga os alunos por ter uma letra complexa, que exige esforço para ser entendida. A professora Laura Cristina de Paula acha que é isso que o torna atraente. “Além do desafio de entender o seu significado, a letra permite dar uma rica aula de Português”, diz ela, que leciona para a sétima e oitava série da Escola Caio Pereira, em Recife (PE). Laura usou o livro O Hino Nacional Brasileiro (Aldo Pereira, 32 páginas, Grifo, tel. 021-240-7806, 3,50 reais) para elaborar sua aula.
Proponha à turma discutir o significado da palavra “hino”. Deve ficar claro que o hino é feito para exaltar algo. Distribua a letra do hino. Junto com a classe, destaque as palavras menos comuns, como “penhor” e “clava”. Peça para pesquisarem o significado no dicionário e formarem frases com elas.
Passe para a compreensão do texto. Por que o autor usa um número tão grande de adjetivos? E o Riacho do Ipiranga, ele é tão importante assim? Se o Brasil for ameaçado, o que o texto diz que os brasileiros farão?
Apresente o hino na ordem direta (veja ao lado). Explique que na literatura muitas vezes a ordem natural das frases é mudada para chegar às rimas ou obedecer à métrica. Prove isso pedindo à classe para cantar o hino com a letra na ordem direta.
O hino está repleto de figuras de linguagem. Mostre-as para os alunos, mas peça que procurem outros exemplos. Entre as figuras de linguagem está a metonímia, que designa um objeto por outra palavra que tenha relação com ele. É o caso de “terra adorada”, usada como sinônimo de “Brasil”. A hipérbole, o exagero como artifício estilístico, está presente na expressão “entre outras mil”. O “Ó Pátria amada” é uma apóstrofe, um apelo direto a um ser real ou fictício.
Duas letras do Hino Nacional Brasileiro
Versos de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927)
Música de Francisco Manuel da Silva (1795-1865)
Autor de um livro sobre o Hino Nacional, o jornalista Aldo Pereira propõe que sua letra seja lida na ordem direta para uma melhor compreensão. Ele fez, também, um glossário com as palavras menos conhecidas.
A versão no original…
I
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor desta igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!
II
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida,”
“Nossa vida” no teu seio “mais amores”.
Ó Pátria amada…
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
— Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada…
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil
…e na ordem direta
As margens plácidas do Ipiranga ouviram
o brado retumbante de um povo heróico,
e, nesse instante, o sol da Liberdade
brilhou, em raios fúlgidos, no céu da Pátria.
Se conseguimos conquistar com braço forte
o penhor desta igualdade,
em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito
desafia a própria morte!
Ó Pátria amada,
idolatrada,
salve! salve!
Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece
em teu céu formoso, risonho e límpido,
um sonho intenso, um raio vívido
de amor e de esperança desce à terra.
És belo, és forte, impávido colosso,
gigante pela própria natureza,
e o teu futuro espelha essa grandeza.
Ó Pátria amada,
Brasil, [apenas] tu,
entre outras mil [terras],
és terra adorada!
Pátria amada, Brasil,
és mãe gentil dos filhos deste solo!
II
Ó Brasil, florão da América,
deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras iluminado ao sol do Novo Mundo!
Teus campos lindos, risonhos, têm mais flores do que a terra mais garrida; [e
assim como] “nossos bosques têm mais vida,” [também] “nossa vida” no teu seio [tem] “mais amores”.
Ó Pátria amada…
Brasil, o lábaro estrelado que ostentas
seja símbolo de amor eterno,
e o verde-louro dessa flâmula diga:
— Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues a clava forte da justiça,
verás que um filho teu não foge à luta,
quem te adora não teme nem a própria morte.
Terra adorada…
entre outras mil [terras],
és terra adorada!
Pátria amada, Brasil,
és mãe gentil dos filhos deste solo!
Margens plácidas
“Plácida” significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerras
IpirangaÉ o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência. O Ipiranga nasce junto ao zoológico da cidade de São Paulo
Brado retumbante
Grito forte, que provoca eco
Penhor
Usado de maneira figurada, “penhor desta igualdade” é a garantia, a segurança de que haverá liberdade
Imagem do Cruzeiro resplandece
O “Cruzeiro” é a constelação do Cruzeiro do Sul, que brilha, ou resplandece, no céu
Impávido colosso
“Colosso” é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar “impávido” é estar tranqüilo, calmo
Mãe gentil
A “mãe gentil” é a pátria. Um país que ama e defende seus “filhos”, os brasileiros, como qualquer mãe
Florão
“Florão” é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América
Garrida
Enfeitada, que chama a atenção pela beleza
Lábaro
“Lábaro” era um antigo estandarte usado pelos romanos. Aqui é sinônimo de bandeira
Clava forte
Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra.
Viagem ao Brasil Império
Setembro é o mês da Independência. Há 185 anos, D. Pedro I declarou que as terras portuguesas na América não pertenciam mais a Lisboa. Foi o início do nosso império, que durou até a proclamação da República, em 1889. Os dois museus aqui indicados, um no Rio de Janeiro e outro em São Paulo, expõem todo o esplendor da época.
MUSEU IMPERIAL DE PETRÓPOLIS
A casa de D. Pedro II
Assim como toda nobreza européia, a família real brasileira também construiu um palácio para descansar durante os meses de verão. Numa viagem a Minas Gerais, em 1822, D. Pedro I encantou-se com uma propriedade no alto da serra fluminense. Comprou-a e por anos sonhou construir ali um palácio. Episódios políticos que ocorreram após a separação de Portugal obrigaram o príncipe a abandonar o Brasil em 1831. Mas seu filho e sucessor, D. Pedro II, herdou a Chácara do Córrego Seco e ergueu ali, entre 1845 e 1862, o palácio que entraria para a história como sua residência preferida.
Quem vai ao Museu Imperial de Petrópolis, que hoje funciona no palácio, fica com a impressão de ter viajado no tempo ao observar charretes, roupas, louças, jóias, o trono e a coroa do imperador. Essa peça — de ouro cinzelado, 639 brilhantes e 77 pérolas incrustadas — é a mais procurada pelo público e revela toda a opulência do império. Nos jardins, é possível comprovar como D. Pedro II era um profundo conhecedor de espécies raras da fauna e da flora brasileira e estrangeira. Lá há diversos exemplares de bromélias, palmeiras e outras espécies centenárias. O museu tem ainda um arquivo com cerca de 200 mil documentos, gravuras, mapas e fotografias que atende a pesquisadores de todo o mundo. A biblioteca, especializada em história brasileira dos séculos 18 e 19, tem mais de 40 mil volumes, periódicos e livros raros à disposição de estudantes e professores.
O valor do nosso patrimônio
Ao visitar com os alunos — in loco ou virtualmente — qualquer um dos dois museus, você tem uma ótima oportunidade para introduzir o conceito de educação patrimonial e ensinar a importância de prédios e objetos antigos. No museu de Petrópolis, as turmas da Educação Infantil vão aprender história com auxílio de um teatrinho de fantoches. No enredo, uma família de ratos visita vários ambientes e descobre como eram as férias da família imperial. Já as turmas de Ensino Fundamental assistem à reconstituição de um sarau — reunião social comum entre os nobres. O Museu do Ipiranga oferece cursos preparatórios para professores que vão levar suas turmas para conhecer o acervo. Não há roteiros definidos, e sim indicações de temas que podem ser explorados — como cotidiano, sociedade e universo do trabalho. O professor fica livre para estabelecer seus objetivos, definir pontos a ser trabalhados e adequar a visita à faixa etária da turma. Em ambos, é aconselhável entrar em contato com o setor educativo antes de levar a turma.
MUSEU DO IPIRANGA
Um monumento à liberdade
Conhecido como Museu do Ipiranga, o Museu Paulista é o grande símbolo do momento em que o Brasil se separou de Portugal. Ele não existia quando D. Pedro I declarou nossa independência, em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho de mesmo nome — hoje canalizado. O prédio, em estilo renascentista italiano, foi construído entre 1885 e 1890 já para abrigar o museu. No salão nobre, os visitantes ficam frente a frente com a pintura Independência ou Morte, de Pedro Américo, uma imagem de liberdade que se cristalizou no imaginário de todos os brasileiros. O acervo é um dos mais indicados para quem quer entender o cotidiano e a sociedade do Brasil do século 19 e meados do século 20. O acervo inclui 125 mil peças, entre utensílios domésticos, roupas, móveis, fotografias, bustos, selos, armaduras, objetos religiosos, medalhas e moedas que cobrem desde o período colonial até a década de 1950. Em cima dos pilares da escadaria foram colocadas 12 ânforas de vidro contendo água dos grandes rios do Brasil, como Tietê, Amazonas, São Francisco, Negro e Paraíba. Do lado de fora, chama a atenção o jardim de 1500 metros quadrados. Inspirado no estilo barroco dos jardins do Palácio de Versalhes, na França, ele foi totalmente restaurado no ano passado. À noite, é possível admirar também as fontes luminosas.
Referências:
www.museuimperial.gov.br.
http://www.mp.usp.br/
www.novaescola.com.br