Projeto Livro de Cabeceira #ColegioEscala

Na semana passada, dia 25 de abril, fui convidada para participar do PROJETO “LIVRO DE CABECEIRA” desenvolvido pelo Colégio Escala da cidade de Indaiatuba-SP com os 6ºs anos do Ensino Fundamental.

Minha conversa com os alunos pode ser acessada através do vídeo abaixo.

Os alunos muito participativos e interessados enriqueceram o encontro.

Ao final autografei os exemplares do Livro Menina Flor que integra o Projeto “Livro de Cabeceira”.

Agradeço a todos os alunos pelo acolhimento, aos professores e Maria Rosângela Silva, Diretora do Colégio Escala, pelo convite e pelo carinho.

Adorei!

Literatura nas Férias!

É através da leitura que as pessoas têm oportunidade de aprender a pensar e até a sonhar. A pessoa que desenvolve o gosto pela leitura está abrindo uma grande porta para experiências de vida onde a criação do autor pode ser desfrutada a qualquer hora, em qualquer lugar e quantas vezes quiser. Esta criação é compartilhada através do tempo e se torna imortal.

A leitura dá acesso ao conhecimento. Muitos assuntos importantes são abordados através da linguagem lúdica das histórias infantis.

Este mesmo encantamento ocorre com as crianças ao ler ou ouvir uma história. Quando a criança se identifica com a mensagem transmitida por uma história, ela a escuta inúmeras vezes com a mesma atenção e interesse.

O contar histórias exerce uma magia no indivíduo estimulando-o a ler. Este estímulo o colocará em contato com diversos gêneros de leitura como os contos, crônicas, fábulas, lendas, parábolas, poemas, prosas e outros estimulando o gosto pela leitura em sua vida, propiciando-o ser um multiplicador de conteúdos.

Saber contar histórias é ter criatividade para dar vida aos personagens. É criar um ambiente de encantamento, de suspense ou mesmo de emoção. É fazer a pessoa viajar através das palavras e se sentir parte da história. O ser humano sempre adorou contar histórias. O hábito de contar histórias, de contar lendas, é milenar tendo origem antes mesmo da escrita a qual eram passadas de geração para geração através da fala onde cada um dava seu toque pessoal.

O conto de fadas, desde os seus primórdios, e sabe-se que “Cinderela” já era contada na China no século IX d.C, teve sempre a preocupação de enfatizar a discriminação social, a luta pelo poder, o “conseguir” num “vale tudo”, bem como a presença da maldade, dos maus tratos aos frágeis como crianças e menos afortunados, em suas buscas incansáveis e na solidão do abandono e da rejeição.

Mas também atravessou séculos exaltando valores essenciais ao ser humano como o amor, a solidariedade, a justiça, a compreensão e o bem como vencedor.

A linguagem simbólica que envolve personagens e enredos acaba agindo no inconsciente das crianças vindo a auxiliar na resolução de conflitos internos tão normais na infância. O maniqueísmo envolvendo os personagens, tanto para o bem quanto para o mal, facilita a compreensão da criança no que diz respeito aos valores básicos para uma vida equilibrada em sociedade.

A intenção é justamente esta, de levar a criança a se identificar com o herói que é bom. Este sentimento trará uma sensação de segurança e proteção contribuindo para que a criança adquira o equilíbrio quando adulto.

As histórias infantis tiveram sempre por finalidade a união do lúdico com o pedagógico.

Existem muitos recursos que ao serem utilizados nas aulas de literatura, roda de leitura e outros, facilitam a imaginação criadora do aluno resultando diretamente na produção de texto. Um destes recursos é a teatralização o qual jogar com a voz faz imaginar a presença de diferentes personagens; alterá-la diante dos diversos estados emocionais provoca a sensação de tristeza, de dor ou de alegria. Os gestos caracterizam cada personagem. O fundo musical, o cenário, os efeitos sonoros e muitos outros atributos podem ser usados na representação de uma história literária. Enfim, todos os recursos são válidos para que se desenvolva na criança o gosto pela leitura. E se o adulto ainda não o desenvolveu, sempre é tempo.

Aproveite as férias para criar o momento da história com seus filhos. Vocês podem contar e eles também. Vai ser muito divertido!

Seus filhos estão na pré-adolescência? Ótima oportunidade de compartilhar leitura. Já imaginou que delícia pais e filhos lerem, ao mesmo tempo, o mesmo livro? Que sintonia! Quanta troca poderá haver no comentar e discutir o livro? Eu já realizei esta experiência com meus filhos e posso dizer que foi muito gostoso e enriquecedor.

E aproveito o assunto para sugerir o livro Menina Flor (escrito por mim) que conta a história de uma flor que nasceu numa floreira entre lindas flores diferentes da sua espécie. Ser diferente era um dos motivos que levavam as outras flores a hostilizá-la, sendo, muitas vezes, chamada de erva – daninha. Menina Flor passa por situações tristes, engraçadas, de pânico de solidariedade e tantas outras que emocionarão quem ler a sua história.

Temas como sustentabilidade, preconceito, família, solidariedade e valores são abordados de forma lúdica e didática. Esta obra é indicada para crianças de 08 a 13 anos, para professores, pais, avós e todos aqueles que se sintam comprometidos com a conscientização da importância do meio ambiente.

Há sugestão de atividades para ser aplicada em sala de aula ao final do livro e um jogo de tabuleiro com ações sustentáveis o qual o leitor porderá brincar com a Menina flor.

Se houver interesse em adquirí-lo basta acessar este link (http://www.livrarialitteris.com.br/default.asp?produto/471/Menina_Flor_-_Cybele_Meyer).

As escolas ou professores que tiverem interesse em adotar o livro para trabalhar em sala de aula poderão entrar em contato com a Editora e pedir um exemplar para avaliar a obra. Caso encontrem dificuldade podem entrar em contato comigo que falo direto com a Editora.

A Menina Flor tem seu próprio blog onde estão algumas das atividades e Projetos já desenvolvidos por outras escolas. Passa lá para conhecer clicando AQUI.

Boa leitura!

Alfabetização, porta de entrada para o mundo

Poderia começar este artigo elencando o número de analfabetos funcionais existentes na nossa sociedade. Poderia falar do fracasso da alfabetização como um todo assim como poderia imputar a culpa aos pais, à escola, aos dirigentes, enfim poderia discorrer sobre este assunto repetindo o que lemos e ouvimos diariamente nos diferentes veículos de comunicação.

Porém não o farei porque acredito que já está mais do que na hora de mudarmos estas falas substituindo-as por uma indagação: O que é que cada um de nós faz para estimular a alfabetização no nosso semelhante seja ele criança, jovem, adulto ou idoso.

A Alfabetização, independente da idade que se tenha, é a mais importante fase do aprendizado, pois é ela que abre caminho para todos os demais. É através da Alfabetização que a pessoa entra em sintonia com o mundo que a cerca.

Ao falar sobre Alfabetização não estou me referindo somente ao ato de representar graficamente o som da fala. Estou indo além. Estou falando da Alfabetização como um mágico veículo de comunicação com o qual a pessoa, progressiva e ininterruptamente, abre seus canais passando a interagir diretamente com todo tipo de informação que estiver ao seu alcance tendo a possibilidade de registrá-la sob a sua ótica.
Estar alfabetizada é muito mais do que saber escrever o próprio nome. Estar alfabetizada é saber se manifestar significativamente, envolvida de reflexão crítica, se tornando formadora de opinião.

E de que forma cada um de nós pode estimular esta alfabetização no nosso semelhante? Na minha opinião é através do estimular o gosto pela leitura, ou melhor dizendo, não coibir o gosto pela leitura, pois a criança, mesmo antes de ter o primeiro contato com as letras, já lê o que está a sua volta, e por falta de estímulo, vai deixando de ler até se tornar alfabetizada.

Quem nunca viu uma criança dando vida aos seus brinquedos e desenvolvendo diálogos incríveis com eles? Que criança que ao ter um livrinho sem palavras nas mãos nunca contou uma linda história somente olhando para suas ilustrações?

É sobre esta Alfabetização que estou falando, que vem através do prazer pela leitura, e que sempre tem gosto de “quero mais”.

A leitura é a melhor ferramenta de construção e deve ser estimulada através do exemplo e do incentivo e nunca através da imposição. Ler é prazer e devemos desenvolvê-lo nas pessoas que estão á nossa volta sejam elas nossos filhos, amigos, vizinhos, parentes, o padeiro, a ajudante do lar, ou até mesmo o desconhecido que podemos surpreendê-lo presenteando-o com um livro sem que estivesse esperando por isso.
Se cada um fizer a sua parte, muito em breve teremos muitos mais leitores e, é claro, muito menos analfabetos funcionais.

Ao estimular a Alfabetização estaremos abrindo as portas do mundo para estas pessoas.

Assim sendo, aproveite a data de 14 de novembro – DIA NACIONAL DA ALFABETIZAÇÃO, e leia contaminando todos a sua volta, somente assim seremos um país Alfabetizado.

Blog – Fonte de incentivo à leitura e à escrita

Podemos dizer que o blog está conseguindo agradar “gregos e troianos” usando o bom provérbio popular. Não há idade para se ter um blog, e assim que se inicia um, apaixona-se por ele de tal forma, que não se consegue fazer nada que seja significativo sem que se compartilhe no blog. Há blogs de todos os gêneros e que abordam os mais diferentes assuntos. Nada é impossível para o blog.

Quando surgiram os primeiros blogs, estes tinham a intenção e o formato de um diário. O diário sempre acompanhou o homem durante sua trajetória, e graças a ele temos acesso à Certidão de Nascimento do Brasil, podemos avaliar o que passou Anne Frank na época do holocausto, o diário da cantora Maysa que possibilitou a minissérie que leva o seu nome, e tantos outros exemplos.

Hoje o blog, muito mais que um recurso onde se registra apenas fatos ocorridos com seu autor, é uma fonte inesgotável de experiências e pesquisa que são compartilhadas com seus leitores. Há uma grande quantidade de blogs escritos por mães e pais onde compartilham suas preocupações, dores, alegrias e interagem com outras mães que opinam através dos comentários, que é o principal canal de comunicação dos blogs e que fazem dele uma Rede Social.

Não há idade para se ser blogueiro e não há preconceito entre os blogueiros. O respeito pelo blog do outro é um dos muitos diferenciais que habita a blogosfera.

Ter seu próprio blog e incentivar o próprio filho a ter um é propiciar meios de crescimento e desenvolvimento tanto na leitura quanto na escrita. Este exercício diário de elaborar textos enriquecerá a bagagem cultural do indivíduo porque na maioria das vezes se terá que pesquisar sobre o assunto em pauta para fornecer ao leitor embasamento de conteúdo. O autor do blog passará a fazer uso do link, que atua como uma referência bibliográfica ao texto, formalizando a existência da pesquisa.

Também a preocupação com a ortografia promoverá uma atenção maior bem como propiciará a ampliação do vocabulário, uma vez que, a linguagem escrita é bem mais formal do que a linguagem falada.

Porém, há que se estar sempre atenta a alguns pontos que podem, ao invés de ajudar, incidir negativamente no dia-a-dia do blogueiro(a) criança ou adolescente, como, por exemplo, o fato de passar muitas horas seguidas dedicando-se exclusivamente ao blog. Também se deve prestar atenção ao acesso a blogs de conteúdos não recomendáveis, principalmente no caso de filhos pequenos e adolescentes. Este presta-atenção não é somente em relação aos blogs e sim a navegação de uma forma geral.

E você, ainda não tem um blog?  Se sentiu motivada a iniciar um e, quem sabe, integrá-lo no currículo escolar do ano que vem?

Então arregace as mangas e mãos à obra. Caso tenha dúvidas sobre como começar, poderá seguir estas orientações.

Assim que criar um blog não deixe de compartilhar o endereço para que possamos conhecer seu blog ou do seu filho, e interagirmos através dos comentários.

Datas comemorativas – Dia das Crianças

 

Para ver as postagens anteriores clique nos links abaixo

DIA DAS CRIANÇAS – 2010

DIA DAS CRIANÇAS 2010 CONT1

DIA DA CRIANÇA – 2010 cont2

DIA DA CRIANÇA – 2010 cont3

DIA DA CRIANÇA – 2010 cont4

DIA DAS CRIANÇAS – 2010 cont5

DIA DAS CRIANÇAS – 2009

Dia das Crianças – 2009

Dia das Crianças – 2009

Dia das Crianças – 2008

Dia das Crianças – 2008

Dia das Crianças – 2007

Dia das Crianças – 2007

 

Sugestão de leitura para o DIA DAS CRIANÇAS, afinal também é o Dia

da Leitura

Livro Menina Flor

 

Entre também no site da Lygia Bojunga e veja as obras da autora.

Já li praticamente todos, mas um dos meus favoritos é A Bolsa Amarela.

 

Vale também uma passadinha no site da Ruth Rocha e ler tudo que tem por lá.

Ziraldo também não poderia ficar de fora das nossas sugestões

Muitas sugestões de leitura são indicadas na Estante Mágica

Você acha que a internet desperta para o prazer de ler? #Estadão.com

Leia a entrevista queSuzane G. Furtuoso fez comigo sobre o tema:

Suzane G. Frutuoso – Jornal da Tarde

A internet é capaz de despertar o interesse pela leitura?

Sim. Os jovens leem e escrevem muito na internet, abrindo um canal para a leitura de livros no papel. Infelizmente, as pessoas têm o hábito de querer substituir e não somar. Quando surgiu a TV, disseram que era o fim do rádio e do cinema. E com o passar do tempo o que vemos foi que a televisão é mais um recurso para o entretenimento das pessoas.

O jovem está lendo mais?

O jovem de hoje lê muito mais do que o jovem de décadas passadas. Ele iniciou o hábito com a internet de forma motivadora, sem imposição. No passado, a leitura era imposta de forma punitiva. Aquele que não soubesse falar sobre determinado clássico tiraria nota baixa. Ele era obrigado a ler os livros que o professor indicava, normalmente clássicos com linguagem erudita, se deparando com inúmeras palavras que não conhecia, gerando uma “repulsa” pela leitura em geral. Agora, o jovem lê toda a coleção do Harry Potter sem que ninguém precise mandar.

Muitas bibliotecas estão disponibilizando livros mais populares, como os de autoajuda. Isso é bom?

A pessoa que procura um livro de autoajuda está querendo se tornar uma pessoa melhor. E essa é … Continue lendo