Bullying #EuNaoCurto #BlogagemColetiva

Falar sobre Bullying é sempre pertinente, pois uma das formas de preveni-lo e combatê-lo é através da informação. Saber como ele acontece, quais são os ambiente propícios, que tipo de comportamento favorece o Bullying, quais os sintomas de quem está sofrendo Bullying, enfim tudo que puder ser informado é importante para que se erradique esta prática da nossa sociedade.

Com o crescimento do acesso à tecnologia o cyberbullying passou a ser mais um foco de preocupação e prevenção. Esta prevenção também vem através da informação que pode ser realizada através da própria tecnologia.

Faço uso do meu blog que tem foco na Educação para informar professores, gestores, pais e até alunos (que acessam o Educa Já! para pesquisa, uma vez que tem muito material didático) para divulgar informações sobre o que é o Bullying, o que é o Cyberbullying, e dar dicas mostrando que É na escola que o Bullying acontece.

O que caracteriza o Bullying são as atividades agressivas, repetidas e intencionais. praticadas por uma ou mais pessoas.

Quando na escola um apelido é colocado em um colega, porém ele não se importa, muitas vezes até acha engraçado e gosta de ser tratado desta forma, não se caracteriza como Bullying. Menciono isto, pois há quem ao presenciar um colega chamando o outro pelo apelido já dá o alerta de que está acontecendo Bullying. O chamar o outro pelo apelido por ele consentido se torna uma prática carinhosa e de aconchego. O Bullying causa constrangimento, mudança de comportamento, medo, vergonha, intimidação. Por isto é importante que haja cautela para não extinguirmos as muitas formas de tratamento que caracterizam uma proximidade maior no relacionamento quebrando a formalidade.

Os pais devem se manter atentos ao menor sinal de mudança de comportamento do seu filho. Este é o primeiro sintoma de que algo errado está acontecendo. Não espere que seu filho venha lhe contar que está sofrendo Bullying porque normalmente quem sofre Bullying se mantém calado, justamente pelo fator intimidação (medo). Quando isto acontecer é importante que os pais estimulem o diálogo propiciando um ambiente seguro para que o filho possa relatar o que está ocorrendo de fato. É importante também que os pais mantenham o controle e não tentem agir colocando o emocional na frente do racional. A forma como o Bullying está acontecendo deve ser analisada para que medidas eficientes e eficazes possam ser tomadas para extinguir a prática e não para afastá-la temporariamente ficando o filho/aluno à mercê de novas ameaças, ainda mais graves, num futuro próximo.

Há casos extremos em que a criança sofre Bullying dentro da sua própria casa, e na maioria das vezes pelos próprios pais e/ou irmãos. Muitas vezes os pais acreditam que chamando o filho de “bolão”, “gordo”, “esganado” ou mesmo fazendo comentários tipo “não precisa comer tudo agora como se o mundo fosse acabar” vão motivá-lo a moderar a quantidade de alimentos que está ingerindo. Na verdade isso não acontece, o que acontece é que estes comentários acabam gerando situações de Bullying, pois o filho começa a se sentir constrangido diante dos demais membros da família. Apelidos sobre o nariz como: nariguda, tucano, ou sobre o cabelo: zulu, pixaim, juba; sobre a calma como: sua lerda, tartaruga, molenga e tantas outras situações que a criança ou adolescente acaba sofrendo dentro da sua própria casa desestruturam-na emocionalmente pois em que lugar ela poderá se abrigar ou se proteger destas agressões?

Esta reflexão deve habitar cada um dos lares, pois também sabemos que a criança aprende por imitação e em alguns casos ela ao invés de reagir dentro de casa acaba imitando este comportamento fora de casa praticando o Bullying com outras pessoas.

Não podemos deixar de falar também sobre o Cyberbullying o qual o agressor se esconde atrás de perfis falsos e passa a atormentar insistentemente suas vítimas através das Redes Sociais mais usadas pelos colegas que convivem e interagem com as vítimas.

Neste caso as medidas devem ser rápidas para inibir o quanto antes esta prática. Há ambientes na internet especializados e que dão suporte aos agredidos como o Safernet que possibilita fazer a denúncia encaminhando-a direto para o Ministério Público. AQUI você encontra dicas sobre os atos ilícitos praticados na internet e também uma Cartilha de dicas sobre o navegar seguro

Poderíamos falar muito mais, pois este tema é muito abrangente e não envolve somente crianças e adolescentes. Há muitos casos de Bullying praticado em empresas envolvendo funcionários. Também poderia falar do Sexting que é a junção das palavras “sex” e “texting” que exprime a prática de enviar mensagens e fotos, via celular, com poses sensuais ou nuas. Normalmente são praticadas por adolescentes que mandam estas fotos para seus namorados ou afins e estes acabam mandando para seus amigos, que mandam para outros amigos até chegarem nas mãos de pessoas mal intencionadas que publicam na Rede.

Não vou discorrer agora para não ficar um texto muito longo, mas estes assuntos serão abordados em breve, pois como falei logo no início do post a informação é o melhor caminho para se combater o Bullying.

Este post integra a Blogagem Coletiva proposta pela Norton; Bullying #EuNaoCurto

Veja quem também está conosco

Arteen – @larsrock
LadyBug – @lufreitas
Lidi Faria – @Lidifaria
RodrigoSToledo – @rodrigostoledo
TecnoVisão – @Tecnovisao
WeRGeeks – @WeRGeeks

MRSalles – @mrsalles

Medo de escuro

Fui convidada pela Luciana Ramalho da Revista Personare para falar de um assunto que preocupa muitas mães – O medo do escuro. Também saiu publicado no MdeMulher da Abril Cultural.

Leia a reportagem:

Tudo estava indo muito bem até que um dia o filho de quatro anos começa a ter medo doescuro, do ter pesadelos e não quer mais dormir sozinho. É neste momento que os pais se sentem inseguros e começam a procurar respostas para poder ajudá-lo.

A criança quando é pequena não tem noção temporal, ou seja, para ela o tempo é o agora, não existe o daqui a pouco e nem… leia mais

A criança e o medo

O medo é inerente ao ser humano. O medo está atrelado ao instinto de sobrevivência. Sem ele vivenciaríamos situações que poderiam colocar em risco a nossa própria vida. Ele nos coloca em estado de alerta e prepara o nosso corpo para fugir ou defender do perigo. Algumas pessoas, no decorrer da sua vida, administram o medo e são capazes de enfrentar situações que outras jamais o fariam. Porém isso se dá já na fase adulta. Quando criança o medo se faz presente e é de difícil administração.

Na criança o medo vai além de situações de sobrevivência. Ela passa por fases onde o receio de deixar de ser dependente, tanto física quanto psicologicamente do outro, a acompanha por todo o seu desenvolvimento alterando somente o fato gerador. Há crianças que sentem mais ou menos medo, porém todas sentem e precisam do auxílio dos pais para lidar e superá-lo. Este auxílio virá através do vínculo de confiança que deve existir entre pais e filhos.

A criança desde bebê passa por fases de medo que consiste no receio de perder o seu cuidador. Perto dos oito meses de idade este medo se acentua dando início a fase denominada Angustia de estranhos onde a criança se nega a ir para o colo de pessoas que ela não conhece e muitas vezes até chora e se esquiva apenas com a presença de estranhos.

Perto dos dois anos a criança começa a ter medo de ser abandonada pelos pais. Esta fase coincide com a entrada dela na escola gerando uma adaptação escolar doída e sofrida tanto pela criança quanto pelos pais. Em seguida vem o medo de fantasmas, de escuro, de monstros. Perto dos sete anos a criança começa a ter consciencia de que a morte é definitiva e o medo de perder os entes queridos e de morrer a assombra, principalmente na hora de dormir onde tem que se deitar no escuro e ficar longe dos pais. Neste momento a angústia pode ser imensa.

Não há como evitar que os filhos sintam medo, porém há como ajudá-los a superá-los. É muito importante respeitar este momento delicado que a criança está passando e não brigar ou ridicularizá-la por isso. O medo faz parte do processo de desenvolvimento. Por isso deve ser encarado com seriedade sendo, as atitudes dos pais, determinante para a sua superação. É importante que os pais relatem que também já passaram por isso, que também já sentiram medo do escuro e da morte e que conseguiram superar. A criança se sentirá confortada e terá o estímulo para conseguir superar o medo e se tornar “forte” quanto seu pai/mãe.

O amparo neste momento de fragilidade será decisivo para a superação e evita que algum dos medos se transforme em fobia.