Interação entre pais analógicos e filhos digitais #EPB

Como estabelecer uma convivência saudável entre pais analógicos e filhos digitais

Pais e profissionais da educação de todo o País discutem o tema Geração Z: Família e escola na era digital

O ambiente que há pouco tempo era definido pelo trio lápis, papel e lousa passou por uma revolução, e, hoje, vive uma nova era, decorrente da infinidade de possibilidades trazidas pelas tecnologias digitais. Vivemos a época da comunicação instantânea, do jamais sonhado acúmulo de informações, que exige de pais e educadores constante atualização.

A definição sociológica denominada geração “Z” caracteriza-se pelas crianças nascidas na era da internet, inseridas no mundo virtual, nas redes de relacionamento, nos blogs, etc., são os chamados nativos digitais. A educadora Patrícia Konder Lins e Silva, fundadora da Escola Parque, do Rio de Janeiro, marco do ensino liberal no Brasil, explica que a educação está atravessando uma crise de paradigma, devido ao advento das novas tecnologias. “Essas crianças nativas digitais chegam às escolas muito mais informadas do que jamais estiveram. Elas chegam mergulhadas num sistema que, em muitos casos, ainda tem um quê de novidade para os professores”. Por isso, é importante colocar o assunto em pauta e trabalhar de forma que a família, a escola e as tecnologias do Século XXI tenham uma convivência saudável.

Com a missão de ajudar pais, futuros pais e agentes de educadores a formar verdadeiros cidadãos, a Escola de Pais do Brasil (EPB) realiza há 50 anos reuniões nas escolas para discutir assuntos diversos. Em maio, ocorre em São Paulo o 50º Congresso Nacional EPB e, simultaneamente, o 2º Congresso Internacional no Brasil, voltados para a rede pública e privada de educação e para a sociedade em geral. O evento será realizado na Expo Center Norte, em São Paulo, com abertura oficial às 9h, no dia 30 de maio.

A Escola de Pais do Brasil

A EPB é uma organização não governamental, sem fins econômicos, voltada para orientar pais e educadores, assim como educar crianças e adolescentes. O trabalho é voluntário e gratuito, tendo como finalidade aprimorar a formação dos pais, futuros pais, cuidadores e educadores, através da transmissão de conhecimentos básicos de psicologia e de técnicas pedagógicas que favoreçam o relacionamento entre pais e filhos, procurando conscientizá-los da sua responsabilidade e do papel na educação dos filhos, e valorizar e fortalecer a família e, indiretamente, formar as crianças.

A EPB nasceu em 16 de outubro de 1963, em São Paulo. Desde então se acumularam pesquisas, estudos, debates, teses, conferências e palestras, multiplicados em todos os cantos do Brasil – hoje há 84 seccionais, distribuídas em 12 estados. O trabalho de campo é conhecido como Círculos de Debates, que são conduzidos por casais voluntários, que somam cerca de 800 pessoas, orientados por um temário produzido e constantemente revisado pelo Conselho de Educadores.

PROGRAMAÇÃO

29.05.13 – 4ª feira – Palácio dos Bandeirantes

20h00 –  Sessão Solene de Abertura – Composição da Mesa

Hino Nacional Brasileiro – Bradesco e Crianças Surdas

Pronunciamento do Presidente da DEN, Dr. Onildo Alves da Silva

20h15 – Retrospectiva dos 50 anos da EPB – Dr. Ruy de Mathis

21h00 – Pronunciamento do Governador do Estado de São Paulo, Dr. Geraldo Alckmin

21h15 – Ato Cultural – Quarteto de Cordas

22h00 – Coquetel de Boas-Vindas

30.05.13 – 5ª feira – Expo Center Norte – Centro de Convenções

08h00 – Credenciamento

10h00 – Palestra: A Criança e a Família ante as telas digitais: Pesquisa da situação no Brasil e no Mundo – Profª Dra. Brasilina Passarelli – USP

11h00 – Intervalo para café

11h30 – Palestra: Visão Crítica da realidade virtual – Prof. Dr. Gildásio Mendes – PUC – MS

12h30 – Almoço

14h00 – Apresentação das Delegações

14h30 – Palestra: O impacto das novas tecnologias na cultura escolar e familiar – Prof. Dr. José Pacheco – Porto – Portugal

15h30 – Intervalo para café

16h00 – Palestra: Família, Bioética, e Defesa da Vida – Prof. Dr. Leocir Pessini – Centro Universitário Camiliano – São Paulo – SP

17h00 – Debate entre os palestrantes – coordenador Djalma Falcão  –Vice Presidente da DEN .

18h30 – Culto Ecumênico

31.05.13 – 6ª feira

Painel 1 – Coordenadora: Profª Dra. Regina Célia de Mathis

08h30 – Família, Escola e Tecnologias do Século XXI – Profª Dra. Patrícia Konder Lins e Silva – Rio de Janeiro – RJ

09h10 – Apresentação do trabalho da ONG Educar para Crescer – São Paulo – SP

09h50 – Caminhos da Educação e o papel da Escola de Pais – Dr. José Mendo Misael de Souza – Brasília – DF

10h30 – Intervalo para café

11h00  – Debates

12h30 – Almoço

13h30 – Assembléia Geral Ordinária (Associados da EPB)

 Painel 2 – Coordenador: Dr. Nilton Sampaio – Salvador/BA

14h30 – Impacto das transformações sobre as relações intrafamiliares – Profª Dra. Maria Rita D’Ângelo Seixas – São Paulo – SP

15h10 – Educando para a Paz, Solidariedade e Participação – Dra. Maria Tereza Maldonado – Rio de Janeiro – RJ

15h50 –  –”Educação e Autonomia : o uso das tecnologias pelas organizações sociais sem fins econômicos “-  Profª Alais Ávila – C & A – São Paulo – SP

16h30 – Intervalo para café

17h00 – Debates

19h00 – Ato Cultural – pout pourri de músicas brasileiras – Coral da PUC/SP

01.06.13 – sábado

09h00 – Palestra: Política para a Juventude – Prof. Dr. Antônio José Barbosa –UnB- Brasília  DF

10h00 – Intervalo para café

10h30 – CURSOS CONCOMITANTES DE APERFEIÇOAMENTO

  1. Família, Tecnologia e Convivência Democrática – Prof. Dr. Humberto Dantas – São Paulo/SP
  2. Escola e Família educando para uma sociedade plural – Profª Dra. Lídia Weber – Curitiba/PR
  3. Projeto de Vida e perspectivas profissionais na Era Digital – Profª Dra. Sandra Betti – São Paulo/SP
  4. Família, Espiritualidade e Valores Éticos – Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM – São Paulo/SP
  5. A Família e as inovações tecnológicas – Prof. Dr. Célio Alves de Oliveira – Joaçaba/SC
  6. Pais analógicos, Filhos digitais – Como conciliar? – Dr. Djalma Falcão – Salvador/BA
  7.  Família e Neurociência influenciando comportamentos – Prof. Dr. José Luiz Cazarotto – São Paulo/SP
  8. Construindo uma personalidade eticamente responsável  – Profª Dra. Branca Ponce – PUC/SP

12h30 – Almoço

14h15 – Palestra: Sexy Baby Movie: A influência dos pais e como fazer a diferença na vida dos filhos – Dra. Mary Crowley – Presidente da FIEP – Inglaterra

15h00 – Comunicações dos Delegados estrangeiros. Intercâmbio de experiências de outros países sobre os desafios das inovações tecnológicas

16h00 – Escola de Pais do Brasil: Raízes e seu futuro – Dr. Valmor P. Scheibe – Conselho de Educadores da EPB

16h45 – Summing up do 50º Congresso Nacional e 2º Internacional – Prof. Dr. P. Edenio Valle – PUC – SP

17h30 – Solenidade de Encerramento

Composição da Mesa de Encerramento:

Casal Presidente da EPB

Presidente da Federação Internacional – FIEP

Casal Presidente do Conselho de Educadores da EPB

Casal Presidente do Conselho Consultivo da EPB

Casal Presidente do Comitê de Organização do 50º Congresso e 2º Internacional Casal mais antigo da EPB em atividade

Sra. Margarida Lessa Ribeiro, viúva do saudoso Dr. Manuel Lessa Ribeiro, Presidente de Honra da EPB

Pronunciamento do presidente do Conselho de Educadores da EPB – Dr. Ivo Nascimento

Pronunciamento da Presidente da Federação Internacional de Escolas de Pais  – Dra. Mary Crowley

Pronunciamento do Presidente da Escola de Pais do Brasil, Dr. Onildo Alves da Silva

Momento da Educação – Período de adaptação escolar

Estamos no inicio do ano e os pais estão visitando várias escolas e creches para escolher qual será a melhor para matricular seu filho. Feito isso passaremos para o próximo passo a preparação de pais e filho para a adaptação escolar. Sim, os pais também passam pelo momento de adaptação, pois haverá mudanças na rotina e a insegurança se fará presente em muitos momentos.

Tanto os pais quanto a criança se sentem angustiados e acabam ficando estressados com o fato. A criança assim como a mãe/pai sentem ansiedade, medo e insegurança diante do novo. Todos estes sentimentos são normais, afinal é uma experiência nova que será vivida e compartilhada entre ambos.

A criança começará a frequentar um lugar, que é até então para ele estranho, e também estará experimentando o sentimento de separação. A separação parece ser um episódio ruim, mas na verdade estará fortalecendo o desenvolvimento emocional tanto da criança quanto dos pais. A vida é repleta de encontros e separações. A escola não é diferente. Ela irá promover que esta criança encontre outras crianças da mesma idade e um ambiente todo voltado para ela, e promoverá a separação, por pouco tempo, da família.

Estas mesmas angustias são vividas pela mãe. Ocorre que a mãe tem que se manter segura para passar segurança para seu filho. A mãe tem que ter consciência de que seu filho passará a frequentar um local totalmente preparado para ele. Tudo ali é do tamanho dele e está li para acolhê-lo. Também não deve esquecer que é na escola que a criança vai iniciar a sua convivência numa sociedade mais ampla da até então convivida – A família.

Os pais ocupam papel importantíssimo nessa experiência e devem dar todo o apoio, ajuda e motivação. Toda criança irá enfrentar o “primeiro dia de aula” e terá que absorver que a separação existente é momentânea e que, com certeza, sua mãe não a está abandonando e que logo voltará para buscá-la. Porém, como a criança pequena não tem noção de tempo, o período que a mãe vai deixa-la na escola significará um abandono total. Porém, à medida que ela for percebendo que sua mãe a deixa ali, mas volta para buscá-la, ela começará a se sentir segura e então vai se soltar e começar a participar da rotina da escola mostrando que superou o período de adaptação.

É justamente para transmitir esta segurança que a mãe tem que estar segura e mostrar para o filho que ela volta logo. E tem que voltar mesmo. Neste início é importante ela chegar um pouco antes da saída dos outros coleguinhas, porque se a criança que está em adaptação percebe que os amiguinhos estão indo embora e ela não, ela vai pensar que foi abandonada. Por isso a mãe não pode se atrasar para buscar o filho nos primeiros dias de aula, mesmo que seu filho já tenha ido para a escola no ano anterior. Isto se chama respeito e é fundamental neste processo

A mãe tem que ajudar o filho neste momento tão importante da vida dele. Na verdade este processo começa desde a escolha da escola onde a criança deve participar das visitas e sua opinião, se gostou ou não, deve ser respeitada.

É importante ressaltar também que a parceria entre pais e escola começa ai– na adaptação da criança.

Vamos agora abordar os tipos de adaptação. Para as crianças da Educação Infantil podemos enquadrar em três tipos:

Primeiro: Quando a criança chega feliz na escola, deslumbrada por estar vestindo o uniforme. Mostra para todo mundo, exibe a mochila nova, a lancheira. Entra na escola, dá a mão para a professora e muitas vezes até se esquece de dar um tchauzinho para a mamãe que está ansiosa no portão de entrada e que acaba se sentindo “desprezada” porque a criança nem ao menos olhou para trás. Neste tipo de adaptação a criança apresenta este comportamento sempre. Nunca chora e nunca demonstra resistência para ir para a escola. Este tipo de adaptação é mais raro. Não é exceção, mas também não é muito frequente. E a participação da mãe é fundamental, pois se ela ficar no portão de entrada chamando a criança para dar tchau e tornar este momento uma “grande despedida” pode ser que a criança venha a chorar e passe a integrar o segundo tipo de adaptação. Que é quando a criança se comporta exatamente igual ao modo como descrevi acima, pode ser até por uma semana como descrevi acima e depois deste período ela começa a chorar e não quer mais ir para a escola. Não consegue nem olhar para o uniforme.  Toda vez que escuta a palavra escola ou professora, começa a chorar desesperadamente. Este tipo de adaptação é a mais complicada principalmente em relação aos pais que logo pensam que algo muito grave aconteceu na escola, porque ela ia tão bem, adorava e de repente não quer mais ir e demonstra aversão.

Na verdade o que acontece é que a criança na primeira semana se deslumbra com o “novo” e quer explorar tudo que existe lá. Depois de uma semana o novo deixa de existir e ela quer então retornar à sua rotina anterior, ou seja, à sua “zona de conforto” que é a sua casa onde ela pode fazer tudo aquilo que já está acostumada, na hora que ela quer, não precisa obedecer a uma rotina que na existe.  Na escola ela tem que aprender a compartilhar os brinquedos com os colegas, tomar lanchinho junto dos amiguinhos, terá que ir ao parquinho só quando todos forem e assim por diante. Este tipo de adaptação irá exigir uma postura firme dos pais no sentido de insistirem e não deixarem de levar o filho para a escola. Dependendo da personalidade da criança, ela vai chorar, espernear, vomitar, algumas perdem o fôlego e tantos outros “argumentos” que a criança usará para convencer a não leva-la mais para a escola. Normalmente, assim que os pais vão embora a criança se entretém e para de chorar rapidinho, afinal tudo lá é voltado para a criança. Se a mãe ficar muito preocupada deve entregar o filho(a) para a professora e permanecer na secretaria sem que a criança a veja. Ela vai perceber que logo a criança vai parar de chorar e ela então poderá ir embora mais aliviada.  Sei que é um período difícil, mas para o bem da própria criança a mãe não deverá deixar de levar a criança para a escola nenhum dia, nem que seja para ela ficar 5 minutos, pois se a mãe ceder, uma única vez e levar o filho embora ela estará reforçando este tipo de comportamento e no dia seguinte ela chorará o dobro imaginando que em algum momento ela irá “ganhar” a batalha novamente e quem irá sofrer mais com tudo isso, será justamente a criança.

E finalmente há a adaptação em que a criança chora logo no primeiro dia. Não quer ir para o colo da professora. Se agarra no pescoço da mãe, enfim tenta de todas as maneiras não ficar. Neste caso a mãe também deve insistir e nunca deve levar a criança de volta para casa. As professoras irão tentar usando todos os recursos para despertar o interesse da criança para alguma brincadeira, levando-a ao parquinho, ao tanque de areia, enfim agirá usando toda a sua bagagem, A criança irá se entreter, irá chorar um pouquinho, depois irá se entreter novamente e voltará a chorar e agirá assim até se adaptar completamente. A mãe tem que ser firme. É por este motivo que a mãe/pai tem que se sentir segura de que chegou o momento de levar seu filho(a) para a escola. Iniciado o processo não deverá, de forma alguma, retroceder para o bem, principalmente, da criança. Somente com a continuidade é que a criança criará vínculos com a professora e com a escola.

No meu livro Inteligências na Prática Educativa abordo ações e reações que comunicam quais os tipos de inteligências a criança tem mais aflorada e de como o saber identificar estas inteligências pode ajudar no processo de adaptação escolar.

Só para exemplificar, a criança interpessoal se sente bem quando está rodeada de pessoas diferentemente da intrapessoal que leva mais tempo para se relacionar. Portanto, nos primeiros dias de aula da criança intrapessoal o contato com os demais coleguinhas deve acontecer de forma lenta e gradual propiciando que neste começo ele fique mais perto da professora se assim o desejar. Diferentemente a criança interpessoal deve ser estimulada a participar das atividades junto com os demais colegas para que se entretenha e se adapte mais rapidamente.

Os pais devem passar para a professora todas as informações importantes para que ela tenha subsídios para ajudar a criança neste momento de adaptação.

A difícil relação entre pais e filhos

Estamos todos chocados com a morte e esquartejamento do executivo da Yoki Marcos Kitano Matsunaga praticados por sua mulher. Nem quero abordar este assunto, pois a mídia já o faz com bastante empenho. Porém, quero provocar uma reflexão e destacar o compromisso e responsabilidade dos pais, que já não vivem harmoniosamente seu casamento, para com seus filhos.

Na maioria das vezes, a separação vem envolvida de muitos atritos, muita mágoa e porque não dizer muita raiva da parte contrária. São poucos os casais que terminam seu casamento de forma racional, uma vez que o emocional é o mais potencializado inibindo a razão de atuar.

Nestes casos é comum ver tanto a mulher quanto o homem usarem seus filhos para “atingir” a parte contrária, uma vez que o amor pelos filhos não se altera diante da decisão da separação. A vontade de uma das partes magoar a outra faz com que tentem minimizar o amor do filho por eles.

A mulher fala mal do pai para o filho e o instiga a entrar em choque tanto com o pai quanto com a namorada, caso exista.

O pai em contrapartida segura o dinheiro. Limita-se a comparecer com uma pensão muito abaixo do padrão que proporcionava para a sua família. Se a mulher arranja um namorado então, ai é que a “mão fecha” e não abre de forma alguma. O homem sempre acha que a mulher irá sustentar o namorado com o dinheiro dele. E com estes pensamentos, tanto um quanto o outro acabam colocando os filhos na linha de combate.
Este comportamento, do pai ou mãe que se separam e instigam a raiva no filho contra o parceiro(a) é comum e devastadora.

Estas ações acabam por desencadear uma desestruturação emocional na criança que se sente insegura diante da separação dos pais, muitas vezes sem entender a proporção das consequências que esta separação poderá acarretar. Os filhos normalmente são plateia do confronto dos pais e acabam sofrendo muito com esta situação.

A separação, quando não há mais condição de co-habitar o mesmo teto, faz parte da nossa realidade. Então nada melhor do que aprender a conviver da melhor maneira possível com o fato, caso venha acontecer. Também é fundamental que não se perca o respeito pelo parceiro. A separação interrompe a convivência cotidiana, porém não afasta a participação quando se tem filho.

Momentos importantes como aniversário, formatura, casamento, nascimento do neto são algumas, dentre tantas, situações em que pai e mãe estarão juntos ao lado do filho.

E se após a separação um dos cônjuges encontrar um parceiro(a) nada melhor do que tentar conviver civilizadamente, afinal todo mundo tem direito de procurar a felicidade e refazer a sua vida.

Dar estrutura para que o filho se sinta o menos abatido em meio a separação dos pais é obrigação moral.

E você, conhece alguma situação em que após a separação foi mantida a boa convivência? Compartilhe conosco.

Tarefa de casa – A quem compete?

A mãe deve ajudar o filho?

Se ele não sabe como fazer, a mãe deve explicar?

Essas e tantas outras perguntas fazem parte do cotidiano de mães/pais que têm seus filhos, principalmente, nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Na verdade a Tarefa de casa tem como objetivo maior verificar se a aprendizagem aconteceu ou se ainda restaram dúvidas. Assim como tantos outros recursos a Tarefa de casa é uma ferramenta intencionalmente usada pelo professor com o objetivo de promover e verificar a aprendizagem além de estimular a autonomia do aluno.

O conteúdo da Tarefa de casa foi explicado e exercitado em sala de aula, logo o aluno tem condições de resolvê-la se ele se apropriou do que foi ensinado, ou seja, se ocorreu a aprendizagem. Neste caso a Tarefa de Casa agirá como um reforço.

Caso haja dúvida, o aluno demonstrará dificuldade em realizá-la e é ai que o professor tem que tomar ciência para que possa sanar a dúvida.

Os pais nunca devem fazer a atividade de casa para o filho. Se a mãe/pai realiza a Tarefa para o filho, o professor entende que o aluno aprendeu e segue em frente com a matéria.  Por esta razão é muito importante que o aluno se empenhe em realizar a Tarefa, e caso não a consiga, que retorne para a sala de aula com as tentativas. Levar as tentativas é muito importante para que o professor possa identificar em que momento do desenvolvimento da atividade está ocorrendo a falta de entendimento.

Os pais devem sempre incentivar o filho a tentar realizar a Tarefa para que tenha a possibilidade de superar a dificuldade.

Não se deve descartar a hipótese de que a criança pode ter encontrado um ótimo argumento para deixar de realizar a Tarefa de casa insistindo que a professora não explicou ou mesmo usar o “não entendi” com desculpa constante para não realizar a tarefa.

Há a criança lenta que demora muito para realizar a tarefa e esta demora acaba dando a impressão de que não sabe e deixando seus pais sem paciência. Vale lembrar que cada criança tem o seu ritmo e é muito importante que ele seja respeitado. É por este motivo que a parceria pais/escola/aluno é tão importante.

Por ela ser vagarosa deve ser reservado um tempo maior para a realização da lição de casa. Prepare um ambiente tranquilo, sem interferências, para que a distração não contribua para uma maior demora, e dialogue bastante a incentivando a tentar realizar as tarefas um pouco mais depressa. Este diálogo deve ser de estímulo e motivação e não de cobrança.

Caberá aos pais propiciar um local adequado para que a criança possa se concentrar na Tarefa. Ela deverá ser realizada em local tranquilo sem a presença de televisão, som ou videogames ligados. Deverá ter boa iluminação e ser realizada numa mesa e não no chão ou no colo da criança.

Os pais devem reforçar que a Tarefa de casa compete ao estudante fazer e que ele não precisa esperar a mãe/pai mandar. Cabe a ele tomar a iniciativa de realizá-la e assim desenvolver o senso de responsabilidade, tão importante para a sua trajetória na escola, no trabalho, enfim na vida.

Bom trabalho!

Você ajuda seu filho a vencer desafios?

Você ajuda seu f ilho a vencer desafios?

Acho muito pertinente este assunto em razão do visível enfraquecimento do vínculo entre pais e filhos. Pais que se sentem perdidos sem saber como agir diante das situações vivenciadas pelo filho. Desde os primeiros anos os pais sentem esta dificuldade e acabam, em razão disso, se tornando omissos e ausentes.

Os pais que são frutos da mudança dos anos 60/70/80, em que se passou de uma criação autoritária para uma criação totalmente permissiva, perderam totalmente o referencial e por isto sentem-se perdidos sem saber como agir. Esta permissividade acabou promovendo a valorização do “eu quero agora” e do “eu posso tudo” e o surgimento de pais que acabam competindo com seus filhos porque também “querem agora” e que pensam que também “podem tudo”.

Está na hora de se encontrar o ponto de equilíbrio. É preciso saber qual a melhor hora para se dizer NÃO e qual a melhor hora de se dizer SIM, assim como a melhor hora para se dizer ESPERE UM POUCO. É preciso saber estimular a autonomia do filho, porém com a sua supervisão para que possa intervir nos momentos decisivos, afinal eles estão em formação.

Este intervir no momento certo chama impor “limites” aos filhos, e esta aprendizagem ensinará quais serão seus direitos e deveres. Exemplos como o do filho que sai do carro e deixa a mochila para a mãe carregar,  ou esquece o material em casa e a mãe/pai sai correndo para levar para a escola. Mesmo quando tira nota baixa e a mãe/pai exige que a mesma seja revista pelo professor, e tantos outros exemplos tão comuns no ambiente escolar, que em vez de serem ótimas oportunidades de aprendizagem e ensinamentos, acabam sendo desperdiçados pela ação mais confortável.

Quando a criança deixa a mochila no carro e entra na escola, os pais devem aguardar até que ele volte para buscar (isto deve ser combinado antecipadamente). O ideal é que isto seja orientado logo na primeira vez, mas se não foi, lembre-se que sempre é tempo para se educar. Se ele não voltar, vá embora e deixe-o sem o material. Uma única vez é suficiente para ele lembrar que a obrigação de pegar a mochila, de levar o material e de tirar notas altas é dele.

Estar atento e orientar o filho sempre que necessário faz parte da educação dada pelos pais. O orientar não quer dizer resolver o problema pelo filho e sim mostrar qual o melhor caminho a ser seguido, porém quem tem que caminhar é o filho. A autonomia é fundamental para a formação da personalidade.

Os pais têm que saber qual o limite entre proteger e superproteger. Os desafios estão presentes no dia a dia e dar respaldo aos filhos para superarem é o grande diferencial para se formar cidadãos educados, conscientes, seguros e determinados.

Esta parceria entre pais e filhos, uma vez iniciada, não tem tempo para acabar. Uma troca de ideias, o pedir opinião, um conselho estará presente durante toda a vida. Não há situação mais tranquilizadora do que ouvir o que os pais pensam sobre determinado assunto, afinal a experiência de vida conta muito nestas ocasiões.

E você o que pensa sobre este assunto? Deixe aqui a sua opinião.

Desenvolvimento da linguagem e a importância do falar correto

“Ti lindinha!”, “Tade o mozinho da mamãe”, “Vamo puculá? Estas e tantas outras frases são ditas diariamente para as crianças como uma forma carinhosa de comunicação, porém podem incentivar ou promover diversos problemas de fala.

A criança aprende a falar porque se apropria da fala daqueles que a rodeiam. A imitação é um processo natural e é o instrumento que a criança usa para desenvolver a sua linguagem. Por esta razão é muito importante que a mãe converse com seu filho desde que ele é bebê.

É comum o bebê de 4 meses começar a emitir sons tentando estabelecer uma comunicação oral. O balbuciar é a primeira tentativa de comunicação da criança e deve ser estimulada para que vá exercitando e fortalecendo os músculos da boca.

No momento de troca de fralda é muito importante que se vá descrevendo o que se está fazendo para que a criança já vá tomando contato com a linguagem descritiva. Nesse momento a fala deve e tem que ser correta. Se falar “vamu toca a faldinha!”, a criança interiorizará este som e se apropriará como se correto fosse. Imaginar que falando de forma infantilizada está se fazendo entender melhor é um grande engano. A criança ao ouvir corretamente, entende exatamente o sentido do que está sendo dito e tentará reproduzir corretamente.

Contar histórias e depois fazer perguntas sobre os momentos mais importantes é um exercício excelente para o desenvolvimento da linguagem oral seja em casa, realizado pelos pais, seja na escola como é feito pela maioria dos professores.

As crianças que vão para a escola logo cedo são estimuladas ao desenvolvimento da linguagem através da roda de novidades onde contam sobre sua rotina, sobre seus passeios, enfim relatam ações significativas e interessantes que aconteceram no período em que esteve fora da escola.

Estes exercícios diários são muito importantes para a socialização da criança, para adquirir a sequência de pensamento e ordenação das palavras para que inicie a formação de frases.

O bom desenvolvimento da linguagem é fundamental para a vida escolar e para a vida fora da escola. Vivemos a era da comunicação e as habilidades do século XXI são partilhar, cooperar, colaborar, interagir, formar opinião entre tantas, e todas estas têm como instrumento principal a linguagem.

O que você pensa sobre este assunto?

Deixe aqui a sua opinião, ela é muito importante.