O Educar e a parceria Escola-família #blogagemcoletiva

Imagem que ilustra o texto A Escola e a Família – Nova Escola

Minha amiga Ana Claudia Bessa editora do blog Futuro do presente publicou na semana passada uma “carta” escrita por ela cujo título super sugestivo Escolas, não desitam de nósé “um presta atenção” a tão importante parceria escola-família e que gerou uma blogagem coletiva o qual também estou participando.

Este tema é sempre abordado nos meus posts e artigos porque também acredito na importância desta parceria que é um diferencial na vida escolar do aluno/filho. Escola e família têm um grande objetivo em comum, o desenvolvimento, formação e aprendizagem do aluno/filho.

Para esta blogagem gostaria de compartilhar um texto que escrevi em 2007 cujo título é “A Mesmice das Reuniões de Pais e Mestres”  que já foi utilizado por vários ambientes virtuais e escolas  sendo, isto, um excelente sinalizador.

E compartilho o texto abaixo que também foi escrito em 2007 e que tem o foco no tema da blogagem.


Educar é um processo longo e seu resultado, seja ele positivo ou negativo, também demora um bom tempo para aparecer. Assim sendo, hoje podemos avaliar mediante os resultados que temos claramente evidenciado no dia a dia, que a educação não está acontecendo de forma correta seja ela dentro de casa no convívio com a família, seja na escola.

Como vivemos no tempo do imediatismo, percebemos que a educação, por ser um processo longo, está perdendo as suas características principais e tudo está sendo feito de qualquer jeito.

Há o jogo do empurra, empurra onde a família diz que a educação é responsabilidade da escola e a escola diz que os pais não estão cumprindo com o seu papel de educar. Com esta discussão para saber à quem cabe o papel de educar, as crianças estão crescendo sem qualquer orientação, fazendo tudo o que querem e achando que são os donos do mundo.

O egocentrismo nunca esteve tão evidenciado nas atitudes das crianças, jovens e adultos como nos dias atuais e temos que ter a consciência de que para modificar esta realidade vamos levar algum tempo.

Nos dias de hoje uma pessoa que age com educação e aguarda a sua vez para ser atendido é rotulado como “tonto” ou seja, ser educado hoje, é ser boboca, é pedir para ser passado para trás.

Jovens e adultos frutos da revolução na educação que passou de autoritária para condescendente de forma radical, não sabem transmitir conceitos de gentileza, de solidariedade, de respeito, de amor. Vivem o dia a dia exercitando o “eu quero”, “eu tenho”, “eu peguei”, “eu…”, “eu…’.

E como os pais não têm “tempo” para educar seus filhos e os professores não têm “tempo” para orientar seus alunos, eles vão passando por cima das pessoas como um rolo compressor, sem enxergá-las. E o pior de tudo é que nunca estão satisfeitos.

Temos urgentemente que reestruturar os conceitos de formação de cidadãos a qual fique bem definido qual é o papel da família e qual é o papel da escola, embora saibamos que os dois têm que educar, porém cada um na sua área.

Quando se fala que família e escola têm que caminhar juntas não se quer dizer que uma vai desempenhar o papel da outra e sim que uma vai auxiliar e completar a outra.

A família quando educa seu filho transmite a ele seus valores e conceitos podendo cobrar dele atitudes dentro do que lhes foi ensinado.

A escola ao ocupar o lugar da família tentará transmitir valores e conceitos de uma maneira coletiva. Ocorre que o aluno ao agir em casa em conformidade com o que foi ensinado na escola poderá entrar em conflito com os conceitos e hábitos da sua família. Esta realidade acabará por confundir ainda mais a criança que dependendo do lugar que esteja escuta ordens diferenciadas para uma mesma situação.

A família não cumpre com a sua responsabilidade de educar e na maioria das vezes não acata as regras quando estas vão de encontro com a sua maneira de agir criando um choque na criança por não encontrar no seu lar o mesmo respaldo.

A criança em formação não sabe distinguir qual é a maneira certa e sim qual é a maneira mais fácil. Se em casa tudo é permitido ele avança; se na escola existem regras e estas são praticadas ele as cumpre.

Afinal que cidadãos teremos no futuro com este tipo de comportamento?

Como ele não saberá quais valores são os corretos, estaremos criando oportunistas e não cidadãos. O certo e o errado não existe para ele e sim o aproveitar a oportunidade. Se na minha casa eu posso fazer o que na escola é proibido, eu vou aproveitar a minha casa e agir como eu quero.

Será que é este tipo de pessoa que queremos formar?

Já ouvi muito professor dizer que: não adianta insistir, pois a criança passa alguns anos na escola e o resto da vida com a família, então vou deixá-lo agir como ele quer.

E a polêmica continua sem se saber a quem pertence a responsabilidade do ato de educar

A família abdicou desta função, mas não se preocupa se a escola irá suprir esta lacuna. Ao procurar uma escola para matricular seu filho não faz perguntas sobre qual o método utilizado, como agem diante de determinadas situações, quais valores são trabalhados e outros itens pertinentes visando o desenvolvimento total da criança. A real preocupação da família é se há aulas de computação, quantos alunos por computador, se há aulas extras como capoeira, balet, natação. Quanto mais cara for a mensalidade da escola mais exigirá em atividades extras e em diferenciais altamente dispensáveis não dando importância ao que realmente é importante: a formação do cidadão.

E as escolas por saberem da importância do “aparentar” investem no que os pais dão maior importância, deixando o principal objetivo, que é o de educar e formar cidadãos em segundo plano.

Tanto a escola quanto a família precisa hoje, mais do que nunca, exercitar valores nas suas ações diárias. Somente assim ensinaremos moral, ética e cidadania para nossas crianças.

Eles têm que vivenciar, principalmente através dos exemplos das atitudes praticadas pelos que os cercam. Para viver em sociedade é preciso cumprir regras. Elas existem justamente para serem cumpridas e não para serem violadas. A época do jeitinho brasileiro tem que acabar definitivamente.

Somente criando indivíduos com fortes conceitos de honra, moral e ética é que poderemos vislumbrar uma mudança radical no nosso país.

Este processo é demorado, mas temos que dar o primeiro passo o quanto antes.

Educar – A quem compete?

Educar é um processo longo e seu resultado, seja ele positivo ou negativo, também demora um bom tempo para aparecer. Assim sendo, hoje podemos avaliar mediante os resultados que temos claramente evidenciado no dia a dia, que a educação não está acontecendo de forma correta seja ela dentro de casa no convívio familiar, seja na escola.

Como vivemos no tempo do imediatismo, percebemos que a educação, por ser um processo longo, está perdendo as suas características principais e tudo está sendo feito de qualquer jeito.

Há o jogo do empurra, empurra onde a família diz que a educação é responsabilidade da escola e a escola diz que os pais não estão cumprindo com o seu papel de educar. Com esta discussão para saber à quem cabe o papel de educar, as crianças estão crescendo sem qualquer orientação, fazendo tudo o que querem e achando que são os donos do mundo.

Temos urgentemente que reestruturar os conceitos de formação de cidadãos a qual fique bem definido qual é o papel da família e qual é o papel da escola, embora saibamos que os dois têm que educar, porém cada um na sua área.

Quando se fala que família e escola têm que caminhar juntas não se quer dizer que uma vai desempenhar o papel da outra e sim que uma vai auxiliar e completar a outra.

A família quando educa seu filho transmite a ele seus valores e conceitos podendo cobrar dele atitudes dentro do que lhes foi ensinado.

A escola ao ocupar o lugar da família tentará transmitir valores e conceitos de uma maneira coletiva.

A criança em formação não sabe distinguir qual é a maneira certa e sim qual é a maneira mais fácil. Se em casa tudo é permitido ele avança; se na escola existem regras e estas são praticadas ele as cumpre. Reclama, mas cumpre.

Afinal que cidadãos teremos no futuro com este tipo de comportamento?

O certo e o errado não existem para ele e sim o aproveitar a oportunidade. “Se na minha casa eu posso fazer o que na escola é proibido, eu vou aproveitar a minha casa e agir como eu quero”.

Será que é este tipo de pessoa que queremos formar?

O psiquiatra e escritor Içami Tiba, fala em sua entrevista sobre a falta de limites que está levando gerações inteiras à falta de cidadania.

Sugestão de Leitura – Quem Ama, Educa! Içami Tiba – Leia o resumo.

Há também Quem Ama, Educa! para Adolescentes

Este post foi publicado originalmente no site Mãe com Filhos

Cadê os pais que estavam aqui?

Cadê o toucinho que estava aqui? O gato comeu…

Lembram-se desta brincadeira? Talvez os mais novos nunca tenham ouvido falar. Isto porque hoje é bem mais difícil pai/mãe sentar com a criança no colo e brincar de “Hoje é domingo, pede cachimbo…” ou mesmo “Janela, janelinha, porta, campainha” apertando o nariz do filho e tantas outras brincadeiras simples, porém revestidas de muito carinho e interação.

Há quem diga que hoje este tipo de brincadeira não faz sucesso. Que as crianças só se interessam por videogame, TV por assinatura e computador.

Sentar no colo! Isso é coisa do passado.

Hoje os pais não têm tempo para estes momentos. Estão com o foco no trabalho para poder proporcionar bem estar para a família, outros em ser o gatão da academia e a gatíssima da porta da escola que acabam por não enxergar o filho que está ao redor.

A cobrança consumista, machista e da beleza a qualquer custo imposta pela sociedade acaba induzindo o pai a incentivar o filho pequeno a “desejar” as menininhas da rua, incentiva a mãe a induzir as filhas adolescentes a fazerem lipo, colocar botox, aumentar os lábios e os seios para ficarem sensuais.

Seria maravilhoso se o tempo que é destinado a essas atitudes fosse utilizado para compartilhar feitos e experiencias que promovessem maior interação entre a família.

Este comportamento gera uma educação que valoriza o TER deixando de lado a formação do SER. É preciso reverter este quadro. Há que se valorizar o ser pai e mãe. Esta responsabilidade não pode ser deixada de lado e muito menos esquecida através dos tempos.

Temos que ter pais atuantes, presentes, que participem da vida de seus filhos, que os escute falar, que os repreenda, que os oriente, que lhes dê carinho, que os eduque.

Chega de pais ausentes, que viram para o lado a fim de não ver o que o filho está fazendo para não precisar chamar a atenção.

Queremos pais presentes, atuantes, comprometidos, participativos, responsáveis.

Chega de pais “bonzinhos”!

Queremos bons pais.

Acampar ou não acampar eis a questão!

Muitos pais se sentem inseguros quando o(a) filho(a) vem com a novidade de que TODOS os amigos vão acampar e que ele(a) não pode ficar de fora. Deste momento em diante o sossego acabou, igual está acontecendo com algumas mães leitoras do Educa Já!  que já se mostram preocupadas com a chegada das Férias e a oportunidade destes programas.

Acampar sempre foi uma boa opção para desenvolver a autonomia e a responsabilidade, afinal não terão a “mamãe” do lado dizendo para não esquecerem o tênis jogado, para arrumarem a cama, guardarem a roupa e outras coisas tão comuns entre as crianças e adolescentes. Também desenvolve a socialização e a interação com o grupo, outra situação difícil, pois sabemos que não é nada fácil conviver diariamente com uma porção de pessoas.

Estas situações têm que ser orientadas pelos pais em uma conversa franca, sem rodeios, para que o filho(a) não seja surpreendido(a) com reações pouco satisfatórias dos outros componentes do acampamento. Ninguém gosta de pessoa “espaçosa”, bagunceira e que não gosta de fazer nada, ou seja, folgado(a).

Quando se vai autorizar a ida do filho(a) a um acampamento estas orientações são fundamentais, caso contrário, ele(a) aprenderá da pior forma possível.

É importante que os pais tenham conhecimento de como é o local onde o(a) filho(a) ficará acampado(a), se há lugares perigosos, que tipos de insetos, que tipo de roupa, calçado terá que levar e tantas informações quanto forem necessárias. Não hesite em perguntar tudo que lhe ocorrer. Conforme for lembrando, vá anotando, para quando chegar o momento, não esquecer de perguntar nada.

Depois vêm as recomendações sobre segurança, sobre não querer ser o(a) aventureiro(a) da turma, sobre agir com cautela e responsabilidade. É muito importante deixar bem claro que toda ação tem uma reação e que se ele(a) resolver se arriscar terá que arcar com as consequências.

No caso de adolescentes que vão acampar com um grupo e junto vai o namorado(a), a mesma conduta quanto as recomendações deve ser adotada. Na verdade este diálogo deve existir sempre, com ou sem acampamento. Os pais devem orientar sobre os riscos de doenças sexualmente transmissíveis, gravidez prematura e deixar bem claro que o sexo deve ser visto com responsabilidade assim como todas as decisões que se toma na vida.

Precisamos educar nossos filhos para que eles sejam os mesmos tanto na nossa frente quanto na nossa ausência. Não poderemos andar grudados neles por toda a vida. Temos que ensiná-los a caminhar sozinhos.

Esta é a grande prova de amor!

Este post foi originalmente publicado no site Mãe com Filhos