Teste – Você incentiva a fantasia no seu filho?

Ontem postei aqui um artigo que leva o mesmo nome deste teste. Se preferir, leia o texto antes de realizar o teste e depois deixe o seu comentário.

1- Você ao ler histórias infantis para seu filho(a) pequeno(a) você:

a) Deixa claro que príncipe, princesa, bruxa e fadas não existem;

b) Enfatiza que há pessoas que parecem princesas, príncipes, fadas e bruxas;

c) Não toca no assunto e deixa ele(a) construir sua fantasia;

 

2- Você costuma dar exemplos usando estes personagens fictícios?

a)Nunca dei;

b)Algumas vezes;

c)Sim, adoro usá-los como exemplo;

 

3- Na Páscoa você esconde os ovinhos e diz que foi o Coelho da Páscoa que trouxe?

a) Não, acho isso uma bobeira;

b)Já fiz mas agora me sinto em dúvida se devo ou não;

c)Sempre faço e ajudo a procurar.

 

 

4- Você incentivou a deixar o dente para a fada vir buscá-lo?

a) Nunca, ele(a) precisa encarar os fatos sem rodeios

b) Sim, foi o jeito de ele(a) parar de chorar;

c) Sim, foi o que o(a) motivou a ir ao dentista.

 

5- O que você prefere que seu filho assista:

a) Desenhos de monstros para prepará-lo(a) para a realidade da vida;

b) c) Filmes que misturam pessoas e personagens;

Adoro todos os clássicos

 

6 – Você incentiva a vinda do papai-noel na noite de Natal?

a) Nunca. Ele sabe que sou eu que compra os presentes;

b) Enquanto ele for pequeno eu vou incentivar;

c) Sim, acho importante para a formação da sua personalidade

 

7 – O que você acha do Halloween?

a) Nada de gostosuras e travessuras;

b) Já fiz uma festa desta em casa e convidamos os amiguinhos do meu filho(a)

c) Comemoramos com tudo que temos direito.

 

Se a letra mais marcada foi o a) :

Não, você não incentiva a fantasia no seu filho

Acho importante abordar que o conto de fadas, desde os seus primórdios, e sabe-se que “Cinderela” já era contado na China no século IX d.C., teve sempre a preocupação de enfatizar a discriminação social, a luta pelo poder, o “conseguir” num vale tudo, bem como a maldade, os maus tratos aos frágeis como crianças e menos afortunados, as buscas incansáveis e a solidão. Mas também atravessou séculos exaltando valores essenciais ao ser humano como o amor, a solidariedade, a justiça, a compreensão e o bem como vencedor. Esta linguagem simbólica que envolve personagens e enredos acaba agindo no inconsciente das crianças vindo a auxiliar na resolução de conflitos internos tão normais na infância.

 

Se a letra mais marcada foi o b) :

Você incentiva em parte a fantasia no seu filho

Você sabe que o maniqueísmo envolvendo os personagens tanto para o bem quanto para o mal, facilita a compreensão da criança dos valores básicos para uma vida em sociedade.

A intenção é justamente esta a de levar a criança a se identificar com o herói que é bom. Este sentimento trará uma sensação de segurança e proteção contribuindo para que a criança adquira o equilíbrio quando adulto.

Nas fábulas além de existir o certo a ser seguido e o errado a ser evitado, há a presença forte dos animais, talvez pela afetividade existente entre homem e animal, sendo esta uma forma de estreitar ainda mais estes sentimentos. Por esta razão que você incentiva a figura do Coelho da Páscoa.

 

Se a letra mais marcada foi o c) :

Sim, você incentiva a fantasia no seu filho

Todos estes personagens recheados de encantamento não só inebriam as crianças como libertam a criança existente dentro de cada adulto. Há que se ter um cuidado todo especial quanto à interpretação destes personagens justamente em razão deste encantamento, razão pela qual se propicia a identificação da criança com o personagem.

Os personagens infantis tiveram sempre por finalidade a união do lúdico com o pedagógico.

A magia da literatura é justamente trabalhar com a fantasia.

Podemos, através desta linguagem mágica, transmitir às crianças todos estes conceitos como respeito, educação, solidariedade, companheirismo, que estão praticamente em extinção, em razão da família não ter mais tempo para transmiti-los.

 

Você incentiva a fantasia no seu filho?

Este assunto é  em razão da crença no papai-noel que algumas pessoas são favoráveis e outras não.

Eu, particularmente, sou favorável ao incentivo à fantasia e a fazer uso dela para o desenvolvimento da percepção de realidade. Esta frase pode parecer contraditória, porém sabemos que a noite existe porque existe o dia, o mal existe porque existe o bem e assim por diante. Precisamos do oposto. A fantasia vai se relacionar com os mistérios do nascimento e da morte, as contradições da criação e da destruição, tentando reconciliar esses pólos opostos e atenuar os temores.

O personagem da fantasia e sua ação é um grande meio de comunicação transmitindo mensagens e valores tão importantes para a formação da criança propiciando a abertura de um canal de afetividade que estabelece uma grande proximidade extinguindo a diferença de idade entre a criança e o adulto que representa este personagem.

É importante que se estabeleça aspectos educacionais para serem trabalhados junto com o personagem da fantasia. Usar o personagem sem qualquer intenção não traz crescimento para a criança.

A formação de senso crítico é uma preocupação que a cada dia se torna mais presente na formação do indivíduo. Há que se desenvolver a capacidade de análise do que está ao redor, do avaliar questões pertinentes aos seus princípios e com isso aprender a tomar decisões de acordo com suas próprias convicções.

Nem sempre isso é uma tarefa fácil uma vez que vivemos em uma sociedade em que as informações interagem vertiginosamente atingindo o indivíduo de forma direta e coercitiva.

A fantasia é uma excelente ferramenta para a construção do senso crítico uma vez que, de forma convidativa, leva a criança a pensar e analisar para formar opinião e depois agir com convicção quando optar por deixar de acreditar. A fantasia permite estas indagações uma vez que propicia aos indivíduos visões de outras realidades motivando a análise e a formação de opinião.

Sabemos que a criatividade está intimamente relacionada à quantidade de referências que uma pessoa possui e a fantasia contribui para estas referências uma vez que não se apresenta pronta e acabada, mas resultante do raciocínio e da imaginação da criança.

A fantasia convida a criança a criar uma vez que fornece contextos que podem ser trabalhados de diferentes maneiras. Esta situação pode ser observada na escola quando após a contação de uma história em que é referenciado um determinado personagem, a professora pede para que as crianças desenhem o personagem. Embora todos tenham ouvido a mesma história não haverá um desenho igual ao outro.

As crianças, no primeiro e segundo estágio de desenvolvimento compreendido por Piaget não conseguem desenvolver um raciocínio de causa e efeito. Seu entendimento é baseado muito mais na emoção do que na razão. Assim, querer persuadir uma criança baseando-se em argumentos racionais, comuns aos adultos, terá grandes possibilidades de fracassar.

A fantasia fala de maneira simbólica a linguagem da criança. Ela dá explicações simples para fatos que ela não consegue entender e, com isso, colabora com a estabilidade emocional da criança.

Imaginar que o incentivo à fantasia vai afastar a criança da realidade é um engano. A fantasia irá propiciar uma aproximação com a realidade que deixará de existir assim que a criança começar a questionar e analisar. Este amadurecimento lhe trará uma visão do real que só será possível em razão do contato com o fantasioso.

E você o que pensa a respeito?

Reflita e deixe aqui a sua opinião.