O Pará presente na Campus Party

Fazendo um apanhado dos últimos acontecimentos na Campus Party ao bom estilo #cpbr4, ou seja, tudo junto e misturado, vou falar um pouco do debate que aconteceu na sexta-feira promovido pelo EducaRede, um programa da Fundação Telefônica, na mesa cujo tema era Tecnologia e Cultura: Produção, difusão e acesso e que reuniu:

Gabriel C. Farias – Jovem de 16 anos, cursa o 2º ano do ensino médio, na Escola Estadual de Ensino Médio Waldemar Maués. Está envolvido em projetos comunitários desde os 10 anos de idade. Foi representante do projeto Bel Água em Brasília em 2009 na III CNIJMA (Conferencia Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente). Há três anos, trabalha como monitor de turma no Telecentro de Inclusão digital de Belterra (PA).

André Mintz – Jovem artista vencedor do Prêmio Conexões Tecnológicas 2008, voltado à estudantes que trabalham com arte e tecnologia. Após essa premiação, motivou-se a continuar desenvolvendo trabalhos e pesquisas nessa área ganhando mais reconhecimento e se estabelecendo no meio. Apoiado pela Vivo.

Kollontai Diniz – Designer gráfica e, na Brasiliana USP, desenvolveu o projeto gráfico do Tema Corisco para DSpace, parte da Plataforma Corisco.

Henry Grazinoli – Projeto Tela Brasil – Cineasta e educador. Coordenou as Oficinas Itinerantes de Vídeo Tela Brasil, nas quais supervisionou a realização de dezenas de curtas metragens. É criador de conteúdo e editor do Portal Tela Brasil, primeiro site de ensino da arte audiovisual no Brasil.

Tendo a mediação de Renata MottaInstituto Sérgio Motta o qual cada um falou um pouco das suas ações. Ao final Gabriel Farias, que estava pela primeira vez em São Paulo vindo sozinho de Belterra no Pará nos contou a internet chegou até lá há três anos e que isto foi um divisor de águas, pois o povo começou a “ter mais contato com o mundo”.  Gabriel trabalha no Telecentro de Belterra como professor de informática ensinando os alunos de todas as idades (ele tem um aluno de 78 anos) a interagir, inclusive, em redes sociais.

Gabriel participou ativamente do projeto “Bela Água” que consistia em ensinar turma por turma nas escolas públicas e depois estes alunos saiam panfletando e ensinando toda a população. A preocupação com a água em Belterra é grande e precisa desta conscientização porque eles são abastecidos por um igarapé que vem do “fundo da terra” e ações do homem como a derrubada da mata e a destruição da mata ciliar estão comprometendo este igarapé.

Veja o vídeo em que Gabriel fala um pouco mais sobre sua vivência: