Portfólio na Educação

Veja a postagem anterior:

Educação – Portfólio

Portfólio na Educação Infantil

Fonte: Espaço para Brincar e Aprender

O que é Portfólio

É uma técnica inovadora, de avaliar o progresso das crianças através de um conjunto de procedimentos contínuo, são instrumentos de estimulação do pensamento reflexivo.

Essa técnica, pode-se dizer que é uma avaliação contínua mais autêntica, objetiva e compreensiva, permitindo acompanhar todos os processos de aprendizagem.

Resumindo PORTFÓLIO não é um deposito de trabalhos “organizados”é sim um suporte para podermos observar e respeitar o ritmo e auxiliando e dialogando com as crianças sendo um ser singular.

Assume-se então uma estratégia conjunta de reflexão ,ação e avaliação

1-Reflexão(ões) crítica(s) individualizada acerca do grau de participação nos projetos de ação-intervenção com objetivos previamente formulados.

2-Participação dos pais

3-Reflexão crítica do processo de desenvolvimento do projeto e suas limitações;

4-Produtos em suportes áudio, vídeo.

5-Reflexões final: auto avaliação da participação no processo de avaliação.


CRITÉRIOS DO PORTFÓLIO:

1-Registra idéias, experiências e opiniões acerca do processo de formação.Registar e refletir, de forma sistemática, as suas idéias, motivações, opiniões, propósitos, registra todas as considerações de ordem crítica que considera pertinentes.

FICHA AVALIATIVA:

CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:

NÍVEL I:Satisfaz: Revela intenções claras ,mostra curiosidade e persistência.

Nível ll: Não satisfaz: com algumas dificuldades em concretizar suas idéias.

2-Desenvolve idéias através de experimentação, exploração e avaliação.
FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:

Mostra que é capaz de explorar ideias de várias formas através de experimentação de possibilidades. Conseguindo encontrar várias possibilidades novas.

NÍVEL I : Satisfaz: Seleciona, analisa e interpreta criticamente.

Nível ll: Não satisfaz: Mostra algum interesse na descoberta ,mas limita na organização da informação.

3-Revela capacidades de análise crítica dos produtos elaborados.Consegue avaliar os mesmos e (re)adequá-los à prática educativa.

4-Analisa criteriosamente os materiais produzidos.Coerência entre o todo e as partes, em termos do processo global; Coerência entre o discurso de reflexão crítica (anteriori-posteriori);Avaliação global do seu trabalho em si.

FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:

NÍVEL I :Satisfaz: utiliza problemas pré estabelecidos fazendo sempre uma auto reflexão

Nível ll: Não satisfaz: explicita vagamente os problemas pré estabelecidos,limia-se apenas em repetir.

5-Avalia o portfólio como um todo.Esta parte será feita após a conclusão do portfólio, tentando responder a questões como:- Forma de desenvolvimento do projeto;

FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:

NÍVEL I :Satisfaz: o resultado foi selecionado criteriosamente demonstrando assim compreenção.

Nível ll: Não satisfaz: o resultado final revelam baixa capacidade técnica do domínio da linguagem escrita.
6-Avalia o resultado como um todo:

FICHA AVALIATIVA:CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:

NÍVEL I :Satisfaz: Analisa o progresso ocorrido referindo as intenções e fontes.

Nível ll: Não satisfaz: Utiliza critérios de avaliação ,não fundamenta a qualidade do seu trabalho nem a forma como desenvolveu.

CLARO QUE OS CRITÉRIOS VARIAM DE ACORDO COM A IDADE, A TURMA, ENFIM, CADA HISTÓRIA É UMA…..VAMOS OBSERVAR……E TRABALHAR……….BEIJOS

RETIREI ESTE ESTUDO DO LIVRO MANUAL DE PORTIFÓLIO

Os portfólios e os processos de ensinagem

Fonte: Canal do Educador – Brasil Escola

O portfolio (do inglês) é uma modalidade de avaliação retirada do campo das artes e que aparece com o objetivo de criar novas formas de avaliação para o desenvolvimento das inteligências artísticas. (ALVES, Leonir Pessate)

O portfólio começou a difundir-se em espaço escolar na década de 90, com ênfase nos Estados Unidos. O portfólio vem sendo evidenciado como um dos mais novos subsídios para uma avaliação dinâmica e eficiente do ensino. O portfólio com variada terminologia distingui-se de acordo com sua intenção, como: porta-fólios, processo-fólios, diários de bordo, dossiê. “Reflete a crença de que os estudantes aprendem melhor, e de uma forma mais integral, a partir de um compromisso com as atividades que acontecem durante um período de tempo significativo e que se constrói sobre conexões naturais com os conhecimentos escolares”. (Kátia Stocco Smole)

A construção dos portfólios, através dos CD ROOMS, caracteriza os Webfólios, que podem guardar toda a história escolar de um indivíduo desde a Educação Básica até a Educação Superior, e servirá como processo de ressignificação de suas aprendizagens e colaboração no processo de avaliação tanto formativa, como somativa dos procedimentos escolares. Esse portfólio construído ao longo da vida acadêmica, pode ser utilizado para ilustrar o desempenho no desenrolar de sua trajetória escolar. O portfólio é usado como ferramenta de acompanhamento, desenvolvimento e qualidade do ensino/aprendizagem. Os conhecimentos são registrados, enfatizando a finalidade, as competências e práticas adquiridas no processo de ensinagem.

No Estágio Supervisionado e na Educação Infantil a utilização do portfólio é feita com a finalidade de documentar ações e reflexões. O portfólio é usado como ferramenta que facilita a ressignificação do processo de ensinagem e aprendizagem ao longo de um momento de ensino. Sua preparação apresenta a propriedade de ponderar sobre a melhoria e qualidade da aprendizagem dos estudantes, e concomitantemente propicia inserir reelaborações de ações indispensáveis para o sucesso do processo de ensinagem.

De acordo com HERNÁNDEZ, Fernando (2000, p.166) o portfólio é : …” um continente de diferentes tipos de documentos (anotações pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais, controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc) que proporciona evidências do conhecimento que foram sendo construídos, as estratégias utilizadas para aprender e a disposição de quem o elabora para continuar aprendendo”.

Portfólios são trabalhos ilustrativos dos alunos. Representam o seu pensamento, sentimento, a sua maneira de agir; as suas competências e habilidades e a maneira como colocou em prática o seu trabalho acadêmico. Essa ferramenta a serviço da educação tem como finalidade primordial proporcionar uma visão integral do conhecimento formal do educando e sua atuação na aprendizagem das diferentes áreas curriculares, assim como o seu desenvolvimento no campo comportamental e sua evolução na área pessoal e educacional.

Os portfólios permitem uma avaliação de cooperação e participação , havendo interação do professor e aluno. Ambos escolhem os trabalhos mais expressivos do educando, através da criticidade e reflexão, estabelecendo padrões em busca da qualidade e assertividade. Há também um processo interdisciplinar com professores de outras áreas , que opinam em relação ao trabalho do aluno, fornecendo opiniões e depoimentos relativos à melhoria e qualidade do ensino/aprendizagem.

Existe uma gama enorme de registros em portfólios, tais como: desenhos; fotos, artes, exposição de documentos; avaliação acadêmica de desempenho; registro de entrevistas; comentários e documentários de eventos musicais, de dança , de canto; lista de livros lidos; registro de leituras; correspondências; atuações gravadas em vídeo e áudio, etc.
Os portfólios são registros produzidos em períodos de aprendizagem, e para isso podemos usar a fotografia como documento desse momento, não como cristalização, mas como comentários abertos, através de uma evolução histórica do acontecimento, completados e avaliados sempre, procurando buscar de maneira metódica e ordenada a melhor atuação do aluno dentro do seu desenvolvimento acadêmico.
Referências:CHAVES, Idália de Sá- Portfólios Reflexivos: estratégias de formação e de supervisão.

Autora: Amelia Hamze
Educadora
Profª UNIFEB/CETEC e FISO – Barretos

Sobre Portfólio

Fonte: Professora Mary Lins

O QUE É PORTFÓLIO?


É uma técnica inovadora, de avaliar o progresso das crianças através de um conjunto de procedimentos contínuo, são instrumentos de estimulação do pensamento reflexivo. Essa técnica, pode-se dizer que é uma avaliação contínua mais autêntica, objetiva e compreensiva, permitindo acompanhar todos os processos de aprendizagem. Resumindo PORTFÓLIO não é um deposito de trabalhos “organizados” é sim um suporte para podermos observar e respeitar o ritmo e auxiliando e dialogando com as crianças sendo um ser singular. Assumimos então uma estratégia conjunta de reflexão ,ação e avaliação
1-Reflexão (ões) crítica(s) individualizada acerca do grau de participação nos projetos de ação-intervenção com objetivos previamente formulados.
2-Participação dos pais :
3-Reflexão crítica do processo de desenvolvimento do projeto e suas limitações;
4-Produtos em suportes áudio, vídeo.
5-Reflexões final: auto avaliação da participação no processo de avaliação.

CRITÉRIOS DO PORTFÓLIO:

1-Registra idéias, experiências e opiniões acerca do processo de formação. Registrar e refletir, de forma sistemática, as suas idéias, motivações, opiniões, propósitos, registra todas as considerações de ordem crítica que considera pertinente.

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I:Satisfaz: Revela intenções claras ,mostra curiosidade e persistência.
Nível ll: Não satisfaz: com algumas dificuldades em concretizar suas idéias.
2-Desenvolve idéias através de experimentação, exploração e avaliação.

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
Mostra que é capaz de explorar idéias de várias formas através de experimentação de possibilidades. Conseguindo encontrar várias possibilidades novas.
NÍVEL I :Satisfaz: Seleciona, analisa e interpreta criticamente.
Nível ll: Não satisfaz: Mostra algum interesse na descoberta ,mas limita na organização da informação.
3-Revela capacidades de análise crítica dos produtos elaborados. Consegue avaliar os mesmos e (re) adequá-los à prática educativa.
4-Analisa criteriosamente os materiais produzidos. Coerência entre o todo e as partes, em termos do processo global; Coerência entre o discurso de reflexão crítica (anteriori-posteriori); Avaliação global do seu trabalho em si.

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I :Satisfaz: utiliza problemas pré estabelecidos fazendo sempre uma auto reflexão
Nível ll: Não satisfaz: explicita vagamente os problemas pré estabelecidos,limita-se apenas em repetir.
5-Avalia o portfólio como um todo. Esta parte será feita após a conclusão do portfólio, tentando responder a questões como: – Forma de desenvolvimento do projeto;

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I :Satisfaz: o resultado foi selecionado criteriosamente demonstrando assim compreensão.
Nível ll: Não satisfaz: os resultados finais revelam baixa capacidade técnica do domínio da linguagem escrita. 6-Avalia o resultado como um todo:

FICHA AVALIATIVA: CRITÉRIOS USADOS PARA AVALIAÇÃO:
NÍVEL I :Satisfaz: Analisa o progresso ocorrido referindo as intenções e fontes.
Nível ll: Não satisfaz: Utiliza critérios de avaliação ,não fundamenta a qualidade do seu trabalho nem a forma como desenvolveu. A MESMA FICHA SERÁ TRABALHADA NO MÍNIMO TRÊS VEZES POR ANO.

Portfólio Integra a proposta pedagógica

Após a constatação de que havia a necessidade de novos métodos que contribuíssem para a melhor organização do cotidiano escolar, o grupo pedagógico da escola apresentou ao corpo docente, no ano de 2002, o Manual de Portfólio. Esta apresentação motivou a leitura do material pelos professores e, em fevereiro de 2003, iniciaram-se os estudos teóricos acerca do uso do Portfólio. A partir da análise das possibilidades oferecidas pelo portfólio, optou-se pelo uso de fichas, registro de memórias de aula, amostra de trabalhos, observações sobre o comportamento dos alunos, agenda escolar permanente. Tais estratégias contribuem sobre- maneira na orientação e aproveitamento do tempo nas atividades escolares.

Vale aqui ressaltar que o portfólio não é utilizado apenas no acompanhamento do dia-a-dia de sala de aula, mas também na documentação das reuniões pedagógicas realizadas pela escola. Outrossim, justifica-se a escolha do Portfólio porque representa uma alternativa eficaz no acompanhamento dos alunos, o que favorece o processo de avaliação feito pelo professor, bem como o envolvimento da família através de estratégias como o portfólio particular do professor, onde se registra o dia-a-dia, do aluno ou da agenda, permanente onde são comunicados dados relevantes sobre o aluno e as atividades realizadas na ou pela escola, envolvendo a comunidade escolar. Além disso, os pais têm a oportunidade de acompanhar a cronologia da realização dos trabalhos pela organização de pastas onde consta a seleção de trabalhos em seqüência, demonstrando a caminhada do aluno no processo de aprendizagem. Desta forma, pode-se avaliar o portfólio como sendo um instrumento importante e eficaz na organização do professor, pois, de maneira geral, constitui-se em um histórico, um documento onde constam dados fundamentais à prática docente.

Apresentamos a seguir uma síntese do Manual de Portfólio: coletânea de trabalhos realizados e selecionados pelos estudantes durante um curso ou período. No portfólio podem ser agrupados dados de visitas técnicas, resumos de textos, composições, trabalhos artísticos, projetos, relatórios, anotações diversas, provas, testes, auto-avaliações dos alunos, entre outros. A finalidade deste instrumento é auxiliar o educando a desenvolver a capacidade de avaliar seu próprio trabalho, refletindo sobre ele, melhorando. Ao professor, oferece a oportunidade de traçar referenciais da classe como um todo, a partir das análises individuais, com foco na evolução dos educandos ao longo do processo de ensino e de aprendizagem. A idéia é utilizá-lo seguindo seu propósito original, que é o de encorajar a reflexão e o estabelecimento de objetivos a cada aprendiz e comprometendo os pais com a avaliação por meio de comunicação variada e freqüente. O processo de montagem de um portfólio em dez passos é projetado para permitir que professores e administradores escolares implementem o uso desse recurso gradualmente. Pode-se começar com um único e pequeno passo e complementar o processo dentro de dois ou três anos letivos. O portfólio permite que cada um prossiga em seu próprio ritmo; mostra como um professor pode se tornar mais bem capacitado e mais eficiente e concentrar-se em descobrir como as crianças são diferentes ao invés de provar que são iguais. O processo de montagem de portfólio em dez passos encoraja: a instrução individualizada para crianças pequenas no contexto de objetivos de aprendizagem amplos; o desenvolvimento profissional contínuo para professores e afins e, o envolvimento completo da família no programa de educação infantil.

Passos:

1 – Estabelecer uma política para o portfólio;
2 – coletar amostras de trabalhos;
3 – tirar fotografias;
4 – conduzir consultas nos diários de aprendizagem;
5 – conduzir entrevista;
6 – realizar registros sistemáticos;
7 – realizar registros de casos (ocorrências);
8 – preparar relatórios narrativos;
9 – conduzir reuniões de análises de portfólios em três vias;
10 – usar portfólios em situações de transição.

Livrando-se da dificuldade em preparar relatórios escritos

O processo de montagem de portfólio em dez passos, além dessas possibilidades, ajuda profissionais de educação a se livrarem do obstáculo que derruba muitos de nós: as anotações escritas. Uma das razões para esse impasse é que muitos professores e administradores escolares consideram o ensino por um lado e a avaliação por outro, como sendo atividades educacionais separadas. Os relatórios escritos consomem muito tempo, e os professores não querem ocupar “tempo demais” com a avaliação. Ainda assim, não podemos realmente separar esses processos! Avaliação, estimativa e ensino são partes de um ciclo contínuo de ensino e aprendizagem.

Envolva as famílias


O portfólio pode abrir o processo de ensino para pais, irmãos e outros membros da família, encorajando-os a fazer parte da vida da sala de aula ou da escola. Dessa forma, o portfólio torna-se uma ferramenta para um desenvolvimento curricular centrado na família. Educadores e pais que já estão rotineiramente se comunicando com as famílias percebem essa troca como sendo uma oportunidade para desenvolver um círculo de aprendizado que se estende da escola até o lar e vice-versa.

A participação familiar baseada em um portfólio pode ocorrer em três estágios:

Estágio 1 – Os familiares ajudam com recursos para centro de ensino ou para classe, fornecendo materiais, informações e apoio voluntário para investigação de tópicos selecionados pelo professor (a criança escreve no seu diário sobre sua ajuda na montagem de uma cadeira para seu avô –a professora convida-o para demonstrar a arte da carpintaria na sala de aula).

Estágio 2 – Os familiares participam no planejamento de estudos sobre história local, ecologia local, artistas locais, governo local ou outros tópicos (convidam familiares ou pessoas da comunidade para falar de determinados assuntos que tenham conhecimento mais aprofundado).

Estágio 3 – Os pais tornam-se “intermediários entre o currículo e os estudantes”(uma aluna traz fotos do cachorro para mostrar aos colegas e falar sobre ele e conta o que sabe a respeito desse animal).

Reflexão

O processo de montagem de portfólio em dez passos não pode ser um substituto para uma avaliação padronizada em ampla escala. Ele não pode garantir esse tipo de avaliação sem uma quantidade imensa de trabalho por parte dos professores e dos administradores escolares.Graves (1992) sugere que os portfólios sejam “uma idéia simplesmente boa demais” para serem limitados a coleções padronizadas de itens com o propósito de comparar crianças umas com as outras ou com padrões de desempenho. Infelizmente, existe pressão para obtenção de dados mensuráveis. A avaliação com portfólio pode enfatizar a preocupação com o progresso das crianças em caminhos limitados ou na ção entre elas. Ao mesmo tempo, deveríamos trabalhar mais para educar os pais a respeito dos benefícios e das limitações de diferentes estratégias de avaliação, de modo a fazer com que eles entendessem que um teste padronizado não irá revelar nada de novo sobre seus filhos, e um portfólio não irá dizer como seu filho se compara em relação a outras crianças da sala de aula, do estado país ou do país em que vive.

Vamos preservar os portfólios como sendo a base e o contexto para o aprendizado, como sendo o registro das experiências e das realizações únicas de cada criança!

O conhecimento das crianças individualmente

Os encontros individualizados entre crianças pequenas e seus familiares são oportunidades de aprender mais sobre o modo como as crianças aprendem, assim como sobre suas habilidades, seus interesses e suas necessidades particulares. Desta maneira, você acrescenta novas informações ao seu conhecimento sobre a criança, e assim, tomará decisões precisas de como direcionar o seu trabalho. A montagem do portólio irá fortalecer seu relacionamento com cada criança e com sua família. Observar, conhecer e entender as crianças como indivíduos é a base do ensino e da avaliação afetiva, até mesmo do envolvimento familiar. No ensino fundamental, os benefícios são maiores, quando os professores engajam as crianças e suas famílias em verdadeiras comunidades de ensino.

O conhecimento sobre desenvolvimento infantil

Ao implantar o uso do portfólio, os profissionais continuamente observam e avaliam eventos nos programas de educação infantil: Tal atividade foi efetivada com todas as crianças? Por que certas crianças não responderam à atividade? Por que determinadas crianças estão preocupadas com uma atividade específica? Como eu deveria reagir? Quanto mais o profissional observa o desenvolvimento de crianças pequenas, mais ele precisa entendê-lo.

O conhecimento sobre diversidade

Um envolvimento familiar efetivo automaticamente garante diversidade cultural no programa de educação infantil, pois as famílias são todas diferentes – na estrutura familiar, nos seus passa-tempos, nas suas ocupações e em suas habilidades físicas. A coleta de amostras de trabalho, fotografias dedemonstração, ou os trabalhos gravados em vídeo, garantem que se observem as diferentes inteligências (lingüísticas, lógico-matemática, espacial, corporal-cinestésica, interpessoal e naturalista). Desenvolvimento profissional: como os portfólios ajudam os professores a aprender?

O professor necessita do conhecimento do desenvolvimento infantil, de uma ampla variedade de técnicas de entrevista e de observação, da habilidade de adaptar ambientes de aprendizagem para suprir as necessidades individuais de certas crianças. Os métodos de desenvolvimento curricular estão centrados na criança e nas técnicas para envolver as famílias na vida de seus filhos, no centro de ensino ou na escola, trazendo sua vivência para a sala de aula.

RECUPERAÇÃO

“Diz-me como avalias e eu te direi que professor és” (Zabala-1999) Estudo de recuperação: que bicho é esse? Estamos chegando ao final do ano, período em que começamos a definir os rumos dos nossos alunos pelo processo de avaliação. Mas sabe de uma coisa? Quase nenhuma escola utiliza um instrumento importante chamado Estudo de Recuperação. E ele está na LDB, sabiam?! Artigo 24, inciso V, alínea e: “obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos”. Você pode estar se perguntando: não são as Provas de Recuperação? Definitivamente, não! As provas são uma outra história. Devemos prestar atenção a alguns pontos: o Estudo de Recuperação não visa melhoria de nota, pois não se caracteriza como recuperação da mesma, esta deve ser feita pelas Provas de Recuperação. Ele procura desenvolver o aluno para que não fique em desnível ou atraso diante da turma. Outro ponto importante é que a lei obriga que sejam feitos estudos, e não aulas de recuperação, apenas com os alunos com baixo rendimento, excluindo aqueles que tiveram pouca freqüência e um bom rendimento. A escola deve organizar os momentos de Estudo de Recuperação em horários que não interfiram nas 800h de aula anuais, ou seja, eles devem ser realizados no turno em que o aluno não esteja em sala. Devem ser paralelos ao período letivo, isso quer dizer que podem ser feitos durante o ano, portanto, não é necessário acontecer todos os dias. Vale salientar que as provas ainda são um tabu para os alunos da maioria das escolas brasileiras. O Estudo de Recuperação carrega a concepção de que o aluno estará desenvolvendo um trabalho de aprendizagem e não estará diante de uma situação formal de avaliação. Portanto, é bem provável que ele se saia melhor no Estudo de Recuperação do que na Prova de Recuperação

Educação – Portfólio

Um pouco de história

Extraído do Blogfolios


Tradicionalmente, os arquitectos, artistas e modelos usam os portefólios para apresentarem amostras do seu trabalho ou para demonstrar as suas capacidades a potenciais empregadores. Para estes profissionais, os portefólios constituem um registo e uma demonstração dos objectivos alcançados e dos atributos profissionais desenvolvidos ao longo do tempo e em colaboração com outros (Winsor, 1998).
Ao ser importado para o campo educativo o conceito de portefólio sofreu profundas alterações.
A aplicação deste conceito nos contextos de ensino, mais concretamente na avaliação do desempenho dos professores teve o seu início no Canadá, na década de 70, onde era designado por “teaching dossier”. Contudo, a origem do “portfolio movement” viria a localizar-se nos Estados Unidos, no início da década de 90, sendo de destacar, para tal, os trabalhos pioneiros desenvolvidos por Lee Shulman e os seus colegas no Teacher Assessment Project (TAP), do Institute for Research on Teaching, Michigan State University. Deste trabalho resultou um dos primeiros texto publicados sobre o tema, “The scholteacher’s portfolio: an essay on possibilities”, de Tom Bird, que se tornou, em 1990,num capítulo do livro “The new handbook of teacher evaluation: assessing elementary and secundary school teachers” editado por Millman & Darling-Hammond (Shulman, 1998). Com a curiosidade de ser uma apresentação teórica do portefólio num momento que, na prática, ainda muito pouco estava feito.
Desde esse momemto, sobretudo nos países anglo-saxónicos e com natural relevância para os Estados Unidos, onde foram considerados pela Association for Supervision and Curriculum como uma das três metodologias de topo, actualmente em uso no país os portefólios têm vindo a ganharam um lugar de destaque em âmbitos tão diversificados como, por exemplo:
· a avaliação da aprendizagem dos alunos (neste momento, existem estados nos Estados Unidos em que o portefólio constitui um instrumento de avaliação da totalidade dos alunos);
· a avaliação de professores em formação e certificação de professores já formados ( a americana National Board for Professional Teaching Standards, criada para melhorar a qualidade da certificação de professores a nível nacional, faz depender essa certificação da apresentação de um portefólio);
· a avaliação dos professores universitários (segundo Rodriguez-Farrar, em 1998 eram mais de 400 as instituições que nos Estados Unidos usavam os portefólios para a avaliação do desempenho dos seus docentes);
· como forma especial de Curriculum vitae, demonstrativo de determinadas competências e capacidades para determinado emprego ou função (Nunes, 2000) (nos Estados Unidos os professores são responsáveis pela procura da sua própria colocação, passando muitas vezes por entrevistas nas escolas onde pretendem ser colocados).
Em Portugal, estamos ainda a dar os primeiros passos no que a esta estratégia de investigação-acção-formação se refere. Como nos diz Sá-Chaves (2000), “têm vindo a ser desenvolvidos esforços no sentido de uma melhor compreensão das implicações positivas que possam decorrer da sua utilização como estratégia de formação, de investigação, de avaliação e ainda como estratégia de investigação ao serviço da qualidade da formação”.

O que é o portefólio do professor?


Em resposta à Filipa Xavier, podemos dizer que o portefólio do professor é uma colecção razoavelmente pequena e criteriosamente organizada de materiais e recursos produzidos pelo professor ou em colaboração com outros, que sejam representativos:
do seu trabalho;
do seu estatuto profissional;
da sua competência pedagógica;
do seu conhecimento dos conteúdos que lecciona; de outros atributos pessoais e profissionais que contribuem para o tornar um professor único;
Com espaço para a reflexão e auto-avaliação;
Organizado numa pasta ou dossiê ou em suporte digital.

O que é que transforma um conjunto de artefactos num portefólio?
Reflexividade (para conhecer, actuar, mudar, melhorar);
Implicação pessoal (o portefólio leva uma pessoa dentro);
Continuidade (construído e reconstruído ao longo do tempo, “longa carta” que o professor envia a si próprio);
Partilha (colegas, alunos, outros).

O que é o portefólio do aluno?

De acordo com Valadares e Graça (1998), o portefólio do aluno pode ser entendido como uma colecção organizada e devidamente planeada de trabalhos produzidos pelo aluno ao longo de um período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada quanto possível do seu desenvolvimento (cognitivo, metacognitivo e afectivo). Para a National Education Association, EUA (1993), corresponde a um registo da aprendizagem baseado no trabalho do aluno e na sua reflexão sobre esse trabalho.
Daqui sobressaem as características mais marcantes desta metodologia:

· Uma colecção de trabalhos; Quer a selecção de trabalhos seja da responsabilidade do aluno, quer seja determinada pelo professor ou quer resulte de decisões negociadas entre ambos, a colecção de trabalhos resultante deve revestir-se sempre de um carácter representativo, opondo-se claramente a recolhas sistemáticas e exaustivas do trabalho desenvolvido pelo aluno;

· Criada com um propósito; Promover o desenvolvimento de competências gerais, competências específicas, constituir um elemento de avaliação dos progressos do aluno numa ou em várias disciplinas, etc.

· Com espaço para a reflexão e auto-avaliação do aluno; A “pedra de toque” do portefólio. O que o transforma num “potente” instrumento de aprendizagem e desenvolvimento.

Retomando a ideia de que o portefólio é uma pasta com gente dentro, o portefólio do aluno pode ser entendido como um roteiro dos percursos pessoais de crescimento, desenvolvimento e aprendizagem do aluno, da pessoa a que pertence. É um diário educativo ou autobiografia do aprendente em que o mesmo de deve encontrar profundamente implicado (Nunes, 2000).

O formato conta?

É claro para todos que o mais importante num portefólio é o seu conteúdo, o que diz sobre a pessoa que está lá dentro! Agora, não é menos verdade que “os olhos também comem” e o modo como nos apresentamos perante os outros, sobretudo em contextos de avaliação, não só é importante como pode fazer toda a diferença. E se o fizermos com um toque pessoal de originalidade e inovação, tanto melhor.
Portanto, penso que a melhor solução para a questão é simplesmente dar total liberdade ao aluno para apresentar o portefólio no formato que preferir. Só assim podem surgir apresentações que nos surpreendam.
Sempre que damos alguma orientação quanto à forma do portefólio ou apresentamos exemplos, a esmagadora maioria dos alunos irá cair na tentação de apresentar algo semelhante ao que mostrámos.

Todas as possibilidades são válidas. Para além dos dossiês, podem surgir os diários ou jornais, os posters e cartazes, as apresentações em PowerPoint ou “Flash”, as páginas web (Webfólios!), os filmes, os documentários ou as encenações teatrais, até as caixas de sapatos (no caso dos miúdos!). O limite é mesmo a imaginação!

Cuidados a ter!

Alguns dos cuidados a ter na hora de optar pelo desenvolvimento de um portefólio. Uma implementação precipitada, pouco reflectida ou desajustada às necessidades e característica dos nossos alunos pode comprometer o processo e levar à desmotivação, mau uso e até mesmo ao abandono da metodologia.
Assim, devemos dar especial atenção aos seguintes aspectos:

· Definir o nosso quadro conceptual de referência. A visão pessoal que temos da educação. O modo como encaramos o ensino e a aprendizagem, o papel que reservamos para o professor e para o aluno nesse processo. Estes posicionamentos e as características pessoais de cada um de nós são determinantes para o tipo de portefólio que vamos desenvolver e para a profundidade com que o faremos.

· Começar lentamente. Ser ambicioso, mas não no curto prazo. Utilizar a “estratégia da sopa de pedra”: começar a sopa com uma pedra e água – começar o portefólio com alguns objectivos e metas – e ir juntando os ingredientes aos poucos, ou seja, aumentar a complexidade, lenta e progressivamente, à medida que dominamos as variáveis já em jogo. Se chegarmos e pedirmos logo “a sopa completa” é meio caminho andado para gerar confusão e desmotivação nos nossos alunos.

· Ganhar aceitação. Através de um adequado processo de esclarecimento, formação e negociação. Ganhar a aceitação dos alunos que por vezes demoram a perceber as particularidades da metodologia que lhes exige novas formas de estar, pensar e actuar e contrárias à postura estática em relação à aprendizagem que foram habituados a adoptar. Ganhar aceitação dos colegas eventualmente envolvidos e dos pais e encarregados de educação.

· Incentivar o sentido de pertença. Os alunos devem conhecer as virtudes e os defeitos ou dificuldades de metodologia e sentirem-se parte interessada no processo de desenvolvimento do portefólio.

· Clarificar os objectivos e a organização. Como é que o portefólio será usado (Porquê? Para quê? Como? Quando?). Como vai servir a avaliação e a classificação. Qual a estrutura (obrigatória, recomendada ou flexível) e os respectivos critérios de avaliação (se for caso disso).

· Utilizar exemplos. Dada a novidade associada aos portefólios o recurso a exemplos pode constituir uma importante ajuda. É preciso ter sempre em atenção que estes exemplos não devem funcionar como modelos a copiar e seguir, mas sim como referências a adaptar às nossas necessidades concretas. Como tal, devemos revestir-nos da coragem necessária para, sozinhos ou em colaboração com outros, sermos investigadores e construtores autónomos da nossa prática e dos instrumentos a ela ligados.

· Ser realista. Pelo que tenho vindo a referir, o portefólio pode chegar a ser uma poderosa metodologia, integral e integradora de todas as restantes metodologias utilizadas. Pode mesmo chegar a ser o fio condutor de toda a nossa prática lectiva. Mas, antes disso, não deixa de ser mais uma estratégia para articular com as restantes, também elas importantes, uma vez que a diversidade de experiências educativas será sempre fundamental para a riqueza do ensino.

· Ser reflexivo. A implementação desta estratégia é sempre um processo inacabado. Devemos reflectir continuamente sobre o impacto que o portefólio está a ter na nossa prática a na aprendizagem dos nossos alunos e ajustar, modificar, introduzir alterações ou novidades de modo a tirar o melhor partido da metodologia.

Ciclo de revisão do portefólio

Devemos ter em conta que as etapas apresentadas são sequenciais e algumas são mesmo simultâneas – como a colecção, organização e reflexão – e com o processo em andamento constituem um ciclo em que, tal como mostra o esquema, uma vez concluída a sequência, voltamos ao início, saltando as fases da planificação (a não ser que desejemos introduzir alterações ou novidades) e da apresentação, recomeçando o ciclo na fase da colecção.

Etapas do portefólio

Tendo em conta várias propostas da bibliografia e a minha própria experiência, considero que, de modo a garantir uma implementação cuidada e harmoniosa, devem ser respeitadas, pelo menos, as seguintes etapas:

Planificação. Envolve sobretudo o professor, mas também os alunos que podem (e devem) ser chamados a dar o seu contributo para a implementação da metodologia.

Apresentação aos alunos. Clarificação dos objectivos do portefólio. Pode ser feita uma apresentação oral da metodologia. Por exemplo, partindo do que os alunos já sabem sobre o termo “portefólio”. Estes, podem nem sequer o conhecer, como podem já ter conhecimento da sua aplicação no campo das artes (pintura, fotografia, arquitectura, etc.) podendo esta aplicação constituir um ponto de partida para a introdução, estabelecendo as semelhanças e diferenças entre este portefólio (conjunto dos melhores trabalhos do artista) e o portefólio do aluno (muito mais de que um conjunto de trabalhos e não necessariamente os melhores). Os alunos podem demorar a interiorizar os princípios da metodologia pelo que é aconselhável o fornecimento simultâneo de uma ficha ou brochura de consulta com as principais orientações.

Colecção. Recolha dos trabalhos. A recolha de evidências para o portefólio pode resultar do normal desenrolar das actividades lectivas. Ou seja, não tem que haver necessariamente um acréscimo de trabalho por parte dos alunos nesta fase. Se já fazemos assentar a nossa prática regular numa confortável diversidade de estratégias e metodologias não teremos dificuldade em ficar satisfeitos com a riqueza de evidências apresentada nos portefólios. Se ainda não o fazemos, poderemos vir a sentir a necessidade de desenvolver novos trabalhos e actividades que ajudem os nossos alunos a demonstrar as suas competências.

Organização. As diferentes evidências devem estar organizadas na pasta ou dossiê de modo a permitir um fácil acesso e consulta. Tal organização pode ser deixada ao critério dos alunos, partir de sugestões nossas ou, como sempre, ser um processo negociado.

Reflexão. A mais importante etapa do processo. Pode ocorrer em vários momentos. Por exemplo, sempre que é adicionada um novo trabalho ou sempre que o portefólio é revisto. Nesta etapa o aluno reflecte sobre cada uma das evidências que seleccionou para o seu portefólio, decide quais são as mais representativas dos seus progressos, das suas capacidades e competências, e que, como tal devem permanecer no portefólio enquanto outras devem sair. Esta reflexão pode ser auxiliada por fichas desenvolvidas para o efeito.

Avaliação. Etapa em que o professor e o aluno se encontram para discutir a avaliação do portefólio. O aluno faz a sua auto-avaliação, que deve também ser escrita, transmite essa percepção que tem do seu trabalho ao professor e este fará chegar ao aluno um feedback – de preferência também escrito – da avaliação que faz do seu trabalho. Cada aluno pode também ser incentivado a solicitar uma co-avaliação por parte de um colega.

Divulgação. Sempre que possível, numa fase mais avançada do processo, deve ser promovida uma apresentação oral do portefólio. Regra geral, os nossos alunos vão desenvolver em relação ao seu portefólio um sentimento de orgulho pelo trabalho desenvolvido pelo que se sentirão motivados para fazer a sua apresentação perante os colegas, professores ou até mesmo os pais, se estes forem convidados a assistir.

Recomendo ler o artigo da professora Dynéia Hypollito sobre “O uso do portfolio a reflexão e a avaliação”, publicado na Revista Integraçao – USJT.

Assista também, parte da entrevista concedida pela Prof.ª Dinéia Hypolitto à CINETVNET sobre portfólio.

Portfólio – Utilização na Educação
Extraído do blog Informática e Educação

Definições:

Um portfolio é uma lista de trabalhos de um profissional ou empresa.

Portfólio – Documento formal que apresenta as experiências de aprendizagem fora da escola, sendo utilizado para solicitar reconhecimento académico da aprendizagem experimental. (JCPaiva.net)

Portfólios são espaços de trabalho onde os estudantes coletam e organizam os objetos representativos dos conhecimentos adquiridos durante a elaboração de seus projetos, como documentos, diagramas, anotações, imagens, etc. Os portfólios têm como objetivo manter as evidências da habilidade individual, das idéias, interesses e acompanhamentos de um estudante ao longo de sua atividade de aprendizagem e podem ser usados coo base de um processo de avaliação autêntica (Sistêlos, Schiel e Domínguez). (Projeto AgP)


Utilização

A idéia de se utilizar portólios como forma de aprimorar (ou auxiliar) a performance do estudante está sendo usada de diversas maneiras:

*como ferramenta para comunicar o que o aluno sabe e pode fazer, uma “exibição”;
*como suporte eletrônico para uma forma alternativa de avaliação;
*como uma ferramenta para avaliar a formação do professor;
*como uma biblioteca de conteúdos científicos;
*como uma ferramenta para investigação reflexiva dos alunos.

Na aprendizagem

Os portfólios são laboratórios nos quais os estudantes constroem significado a partir de sua experiência acumulada. É um resumo analógico ou digital da trajetória de aprendizagem. A maioria das escolas faz memória e não portfólio. Para distinguir uma da outra basta verificar quem montou o portfólio: a professora ou o aluno? Ou ainda: todos os portfólios seguem o mesmo modelo? O portfólio é propriedade do aprendiz e portanto, é ele quem estrutura a sua apresentação. É individual. O aluno mostra a sua própria voz. (Miriam Salles)

Os portfólios permitem ainda, ser enriquecidos com documentos pessoais, material resultante de pesquisa, referências fundamentadas de participação (conferências, colóquios, simpósios, etc.) que demonstrem a autonomia do aluno e criatividade dos alunos.

Percurso de aprendizagem que os portfólios permitem:

Avaliação

O portfolio é mais um elemento de avaliação do progresso. Serve para refletir e perceber que tipo de trabalho se desenvolve, quais as dificuldades, em que situações se aprende melhor, quais as áreas de interesse, como é que se faz a auto-avaliação do trabalho. Funcionando como avaliação diagnóstica e formativa .


Portfólios Eletrônicos

Os portfólios eletrônicos são coleções selecionadas de trabalho estudantil disponibilizadas através de uma página Web pessoal. Como estamos lidando com uma geração digital, não é surpresa para mim que este meio on-line capte o interesse dos estudantes de uma forma que a velha versão no disco rígido nunca capturou. Uma vez que comecei a implementar os portfolios eletrônicos até os alunos pouco inspirados começaram a pedir mais tempo para trabalharem em seus portfólios. Aparentemente, tem algo de sedutor saber que teu trabalho pode ser visto pelas pessoas em todo o mundo!
(Microsoft)

Vantagens Eletrônicas

Mesmo além de seu poder de motivação, os portfolios eletrônicos baseados na Internet oferecem inúmeras vantagens, se comparados com a contraparte, ou seja, as pastas de papel:

•Não se perdem ou extraviam.
•São fáceis de acessar desde qualquer lugar.
•São uma forma de armazenagem de baixo custo para o material de ensino em uma variedade de formas, incluindo áudio, vídeo, gráficos e textos.
•Conectam os estudantes a uma base de dados de um grupo maior de pessoas.
•São fáceis de atualizar e otimizar durante vários períodos letivos.
•Através de hiperlinks, oferecem uma forma pouco complicada de aprender através de consultas e comparações entre trabalhos do mesmo grupo. (Microsoft)

Ferramentas para os portfólios digitais:

As mais indicadas são as de autoria.

* editores de texto
* bases de dados
* powerPoint
* editores de imagens
* editores de vídeos
* editores de hml
* wiki
* blogs