Proclamação da República – Datas comemorativas

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Proclamação da República – 2010

Proclamação da República – 2008

 

Sugestões de atividades com quadrinhossobre Proclamação da República do Brasil(Do ensino fundamental ao Médio)

Fonte:   Natania A. Silva NogueiraProfessora de História da Escola Municipal Judith Lintz Guedes Machado

A Proclamação da República(Texto introdutório do tema)

A proclamação do regime republicano brasileiro aconteceu em decorrênciada crise do poder imperial, ascensão de novas correntes de pensamentopolítico e interesse de determinados grupos sociais. Aos fins do SegundoReinado, o governo de Dom Pedro II enfrentou esse quadro de tensõesresponsável pela queda da monarquia.
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PROJETO BRASIL REPÚBLICA

Fonte: Pra Gente Miúda

ATIVIDADES

Datas comemorativas – PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Hino da Proclamação Brasileira
Música: Leopoldo Miguez (1850/1902)
Letra: Medeiros e Albuquerque (1867/1934)

Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País…
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, avante, da Pátria no altar!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue em nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado,
Sobre as púrpuras régias de pé.
Eia, pois, brasileiros avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso País triunfante,
Livre terra de livres irmãos!

Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!

HISTÓRIA DO HINO DA REPÚBLICA

Ernesto Sena conta que a Proclamação da República foi ressaltada “com um ato homérico e decisivo”. Que ato foi este? Menos teatral que o brado de “Independência ou Morte!” de D. Pedro I, o Marechal Deodora da Fonseca alçou a espada e ordenou às tropas formadas no Campo de Sant´Ana: “Apresentar armas. Toquem o hino!” As tropas se perfilaram e ouviram-se os acordes do Hino Nacional, tocado pelas bandas militares. Estava feita a República.

Porém esta não é uma informação históricamente correta.

O ato “homérico e decisivo” iria ocorrer, prosaicamente, muito perto da residência de Deodoro, aquele modesto sobrado que hoje ainda se vê, conservado, na atual Praça da República. Mas o Marechal estava muito enfermo e cuidou-se, mesmo que ele se deslocasse em carruagem para o local da cerimônia, hipótese que naturalmente não cabia aos brios de um velho militar. Assim foi que, não sem certa dificuldade, o Marechal montou o cavalo que lhe fora emprestado pelo alferes Barbosa Jr., o famoso baio n.º 6, que não seria mais montado até a morte do animal, em 1906.

Por outro lado, a dispnéia que atormentava o Marechal não lhe permitia usar o cinturão que sustentaria a pesada arma; daí não ter podido “cingir espada” alguma. Então, depois de transpor o portão do Ministério da Guerra, cavalgando o baio, o marechal não cingiu espada e sim acenou com o quepe, como se vê corretamente documentado no famoso quadro de Henrique Bernardelli, tão freqüentemente reproduzido nos livros escolares. Ou no monumento a Deodoro que se ergue na Praça Paris, na Glória, no Rio de Janeiro.

Sampaio Ferraz, testemunha do episódio, confirma a versão de Ernesto Sena, sem contudo dizer qual o hino foi então tocado. Certamente foi o mesmo velho e glorioso Hino Nacional do Império.

Infelizmente, no alvoroço da mudança de regime, muitos esqueceram nossas mais caras tradições. Tal como ocorrera com a Bandeira Nacional, agora também alguns pretendiam considerar o Hino Nacional como “o hino do ex-imperador”. Então, equivocadamente e durante dois meses, tomou-se por empréstimos um hino estrangeiro e a Marselhesa transformou-se em uma espécie de hino nacional provisório.

“Prefiro o velho!”
Há muito os republicanos pretendiam adotar um novo hino que substituísse o do Império. O bom senso aconselharia confiar a tarefa a um compositor profissional, a um dos poucos e competentes maestros disponíveis da Corte. Porém, seguindo um velho hábito que infelizmente pendura ainda nos nossos dias, preferiram promover, em outubro de 1898, um concurso, de resto concorridíssimo. Daí resultou ser premiado, com mil francos, uma composição com a música de um amador, o farmacêutico Ernesto Fernandes de Sousa, e versos de Medeiros e Albuquerque.

Sabe-se que, após a Proclamação da República, o Governo Provisório convidara Carlos Gomes para compor o novo hino do Brasil; e que este, por gratidão ao velho imperador, respondeu ao convite com um lacônico – “Não posso”.

A República viveu então um sério embaraço. O maestro Carlos Gomes recusara o convite e a vultosa importância de 20.000$000 (vinte contos de réis) oferecida pela encomenda. Ernesto Fernandes de Sousa, o dublê de farmacêutico e maestro amador recusara o prêmio de mil francos que lhe fora concedido. Dividiram-se as opiniões. Medeiros e Albuquerque defendia a obra de seu parceiro e queria que o hino fosse oficializado. Com isto não concordava Rodrigues Barbosa, um crítico do Jornal do Commercio, que propunha como saída salvadora um outro concurso para a escolha do novo hino. Por sua vez, o jornalista Oscar Guanabarino lutava pela permanência do antigo Hino Nacional.

Realizado o concurso, Guanabarino denunciou o seu resultado em artigo publicado em 4 de janeiro de 1890. Na verdade, o concurso fora instituído para eleger uma composição musical, pois a letra de Medeiros e Albuquerque já fora previamente escolhida pelo Ministério da Justiça. Guanabarino argumentava que, se para isto tinha havido escolha e não concurso, melhor seria que também se tivesse escolhido um músico profissional capaz de inspirar-se na poesia e produzir um hino correto. E sugeria o maestro Leopoldo Miguez, que poderia aceitar a honrosa incumbência e dela dar cabal conta.

Haviam concorrido 29 produções quando, infelizmente, não tínhamos no Brasil nem seis compositores, mesmo contando os estrangeiros naturalizados. Guanabarino acusava:

“Vimos alguns trabalhos concorrentes e a nossa impressão foi a certeza que aqueles hinos atestam a ignorância completa dos seus autores em matéria de arte musical.”

Encerrava a defesa da manutenção do Hino Nacional com este argumento:

“Apelamos para o Chefe do Governo Provisório a quem perguntamos: Marechal, nos campos do Paraguai, quando à frente das colunas inimigas a vossa espada conquistava os louros da vitória e as bandas militares tangiam o Hino Nacional, qual era a idéia, qual o nome que acudia à vossa mente no instante indescritível do entusiasmo – a Pátria ou o Imperador?”

Este apelo não cairia em terreno estéril pois coincidia com uma firme convicção do Marechal Manuel Deodoro da Fonseca. E, no dia 19 de janeiro de 1890, o Jornal do Commercio publicava esta declaração da Secretaria de Estado dos Negócios do Interior: “O hino cuja audição será feita no Teatro Lírico em nada prejudica o Hino Nacional, visto ter sido escrito expressamente para comemorar a data da Proclamação da República”.

Prevalece a Tradição
Em quase todos os países do mundo há vários hinos oficiais. A Manarquia tinha o Hino da Indepência, o Hino Nacional, o de D. Pedro II e outros. Portugal tem o Hino da Restauração, o da Carta Constitucional e o de D. Carlos I”.

Apenas quatro hinos haviam obtido classificação final. Deodoro ouviu todos, na audiência do Teatro Lírico. Gostou. Mas disse: “Ainda assim, prefiro o velho!”.

O povo também preferia.
Daí resultou que, no próprio Teatro Lírico e naquela mesma noite de 20 de janeiro 1890, foi redigido pelo Ministro do Interior, Aristides Lobo, um decreto prontamente referendado por todos os outros Ministros ali presentes. O decreto conservava e instituía como Hino Nacional a música de Francisco Manuel e adotava, como Hino da Proclamação da República, a de Leopoldo Miquez.

Este documento dizia, na íntegra, o seguinte:

DECRETO N.º 171, DE 20 DE JANEIRO DE 1890

“Conserva o Hino Nacional e adota o da Proclamação da República.”

“O Governo Provisório da República dos Estados Unidos do Brasil constituído pelo Exército e Armada, em nome da Nação, decreta:

Art. 1º – É conservada como Hino Nacional a composição musical do maestro Francisco Manuel da Silva.

Art. 2º – É adotada sob o título de Hino da Proclamação da República a composição da maestro Leopoldo Miguez, baseada na poesia do cidadão José Joaquim de Campos da Costa de Medeiros Albuquerque.”

Uma letra para o hino nacional
Até então, versos diferentes tinham sido juntados à composição de Francisco Manuel, muitos deles em adaptações inadequadas, eivadas de regionalismos e que comprometiam irremediavelmente a beleza e a dignidade do hino. E, pior ainda: em cada estado da União, cantava-se o hino com letras diferentes, nem sempre ajustadas ao bom gosto ou ao ritmo da música. Somente em 1906 Coelho Neto propôs à Câmara dos Deputados que fosse dado ao Hino Nacional um só poema. Proposta que só se concretizou 16 anos depois. Assim a letra definitiva do Hino Nacional foi escrita em 1909, por Osório Duque Estrada. Porém só foi oficializada por Epitácio Pessoa em 1922, às vésperas do I.º Centenário da Independência. Por ter sido originalmente criada para execução em orquestra, a música foi adaptada para também poder ser cantada.

FUNDAMENTAL I

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

A gente acha que coisas como democracia, república, direitos humanos, sempre existiram, né? Mas não é bem assim. Antes de ser república, o Brasil passou quase 400 anos debaixo da asa de reis e imperadores _ e olha que nem brasileiros eles eram, mas, sim, portugueses!

A república é bem novinha na nossa História: só tem 118 anos. Depois de conhecer a história da Independência do Brasil, agora é a vez da história do nascimento da República, que começa assim…

O PRIMEIRO REINADO DO BRASIL LIVRE.
LIVRE?

Depois da Independência, em 1822, pouca coisa mudou para o Brasil: um imperador português, o d. Pedro I, continuava a nos governar. A escravidão permaneceu, assim como dívidas que não acabavam mais, porque o Brasil vendia muito pouco para fora e comprava demais. Até para ter coisas do dia-a-dia, como sabão e tecido, precisávamos mandar buscar lá fora, em outros países. E o que é pior: continuávamos dependendo da Inglaterra para tudo, porque era ela quem fabricava a maioria dos produtos que a gente consumia…

Independência? Parece que, no comecinho dessa nossa história, éramos livres só da boca para fora. Em vez de ser a galinha dos ovos de ouro de Portugal, o Brasil passou a ser a galinha dos ovos de ouro dos outros países… principalmente da Inglaterra. A galinha só mudou de dono…

MORRE D. JOÃO VI
Claro que ninguém estava feliz com essa situação, e toda a culpa acabava caindo sobre o nosso novo imperador. A coisa piorou quando morreu d. João VI, o pai de d. Pedro I.

D. Pedro se viu numa sinuca daquelas! De um lado ele tinha o Brasil para governar; de outro, deveria assumir o trono em Portugal. Parece que a ameaça de uma nova colonização estava no ar…

Para complicar, d. Pedro causou a falência do Banco do Brasil. E ficou cada vez mais do lado do “partido português”, que era quase todo formado de portugueses, e cada vez menos do lado dos liberais e nacionalistas brasileiros. Acabou cavando um verdadeiro abismo entre ele e o povo brasileiro.

Não deu outra: D. Pedro teve que dar adeus ao Brasil…

ADEUS D. PEDRO I

Quem mandou? Não teve jeito: d. Pedro teve mesmo de abdicar, pois não contava com nenhum apoio dos brasileiros. E saiu de cena (e do Brasil) em 7 de abril de 1831, nove anos depois de ter dado seu famoso berro à beira do riacho do Ipiranga.

Saiu? Mais ou menos. Deixou aqui, para governar o Brasil, seu filhinho, Pedro de Alcântara. Detalhe: o pequeno Pedro tinha só 5 aninhos. Por isso, José Bonifácio foi nomeado seu tutor (responsável pela educação e bem-estar da criança até que ela vire adulta). E assim começou o período da Regência.

Foi um período agitadíssimo, cheio de rebeliões para todos os lados.

REVOLUÇÃO QUE NÃO ACABA MAIS

O período da Regência foi como dois parênteses entre o Primeiro Reinado, de d. Pedro I, e o Segundo Reinado, de seu rebento d. Pedro II. Foi um dos períodos mais agitados da nossa história! Muitas rebeliões pipocaram nas províncias, por todo o Brasil. Elas queriam poder governar de acordo com sua vontade, e não depender da província mais poderosa, que era a do Rio de Janeiro, onde ficava nossa capital.

Algumas províncias queriam até se separar do Brasil e proclamar a República. Mas acabaram sendo reprimidas (por isso é que não existem vários “Brasis”). No Pará, estourou a Cabanada, em 1833. No Rio Grande do Sul, a Farroupilha, em 1835. Dois anos depois, em 1837, era a vez da Sabinada, na Bahia. E no ano seguinte, em 1838, veio a Balaiada, no Maranhão. Com tanta confusão, apressaram logo a maioridade (que normalmente se dá aos 18 anos) de Pedrinho…

Nove anos depois de seu pai voltar para terras portuguesas, ele assumiu o trono e tornou-se d. Pedro II, nosso segundo imperador, em junho de 1840. Mais um reinado para o Brasil. Mas, dessa vez, o imperador do Brasil era um brasileiro… de apenas 15 anos de idade!

Apesar dos credores, uma cultura iria revolucinar as coisas por aqui. Graças ao café, o Brasil começou a prosperar de verdade!

VAI UM CAFEZINHO AÍ?


UM REINADO COM CHEIRO DE CAFÉ

E então apareceu o café, para salvar a pele monetária do Brasil, que já devia o que tinha e o que não tinha! As plantações prosperaram principalmente no Vale do Paraíba, em São Paulo. Depois veio o oeste paulista, também grande produtor de café, onde existia uma terra muito fértil, a terra roxa. Aliás, essa terra não era roxa, era vermelha. (O nome veio do italiano, “rossa”, que quer dizer “vermelha”, mas a gente acabou traduzindo como “roxa”).

E pensa que mudou alguma coisa na estrutura do Brasil com o café? Que nada! Ela continuou igualzinha a de seus tempos de colônia: enormes fazendas monocultoras (que plantavam uma coisa só_ no começo era a cana-de-açúcar e depois foi o café), escravidão como força de trabalho, e os barões dominando a política e todas as decisões por aqui. Mas o mundo, ah! O mundo já não era igual ao de nossos tempos de colônia, porque pintou a revolução industrial!

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL!

PINTOU A REVOLUÇÃO INDUSTRIAL!

Nessa época, aconteceu uma revolução muito importante, e que foi decisiva para todo o mundo, o Brasil inclusive. Foi uma revolução sem paus, nem pedras, nem gritos. Foi uma revolução tecnológica. Surgia a fábrica, e a produção em massa dos produtos. Surgia o trem a vapor. O navio a vapor. O telégrafo. O mundo estava a um milhão por hora! E quem liderava essa mudança toda era nossa velha conhecida, a Inglaterra.

Agora os ingleses faziam questão de acabar com as velhas formas de governo e de mão-de-obra dos outros países, principalmente com a escravidão. Não é que a Inglaterra fosse assim tão boazinha: é que escravo não compra, e ela estava produzindo muito com suas recém-criadas fábricas. Mais do que ela podia consumir. Então, era preciso acabar já com essa história de escravidão.

Por isso, criaram as leis para inglês ver…

LEIS PARA INGLÊS VER.

Lógico que não demorou muito para a Inglaterra começar a fazer uma pressão daquelas, com a intenção de acabar logo com a escravidão. O Brasil sabia que teria de aceitar as condições inglesas. Afinal, devia muito, mas muito dinheiro mesmo, à Inglaterra! Mas nosso país segurou as pontas até o limite: afinal, toda sua economia estava baseada no trabalho escravo!

Eram mais de 300 anos de escravidão, e não dava para acabar com ela de uma hora para outra. Então o Brasil se viu diante de um grande problema: por um lado, tinha de abolir a escravidão, mas não tinha quem trabalhasse nas lavouras de café, que eram sua principal riqueza. Por outro, não podia enfurecer a Inglaterra. Além de dever muito dinheiro, o Brasil ainda dependia dos produtos ingleses de uso diário, de sapato a sabão.

Por isso, foram criadas várias leis que proibiam aos pouquinhos, muito de leve, a escravidão, só para enganar a Inglaterra…

Um exemplo disso foi uma lei de 1831, o ano em que d. Pedro I voltou para Portugal. Nessa lei, o Brasil diz que acaba com o tráfico negreiro (a “importação” de negros da África para trabalharem no Brasil como escravos).

Que nada! O tráfico só acabou mesmo em 1852! A lei foi só “para inglês ver”, literalmente.

A expressão deu tão certo que até hoje é usada quando alguém quer dizer uma coisa que parece ser verdade… mas não é. Só que a Inglaterra mais tarde acabou percebendo tudo _ e dá para imaginar que não ficou nada contente por ter sido feita de boba. E então, ela começou a colocar as garras de fora…

A INGLATERRA PÕE AS GARRAS DE FORA

E que garras! A Inglaterra era, de longe, a maior e mais importante potência da época, o século 19. Começava na Europa inteira a revolução do trabalho assalariado, ou seja, os trabalhadores agora eram totalmente livres e recebiam um salário pelo seu trabalho. Tudo isso por conta da Revolução Industrial.

A Inglaterra passou a exigir a abolição da escravidão, e estava falando seriíssimo! O todo-poderoso Gladstone, primeiro-ministro inglês, ameaçou o Brasil a ponta de espada com uma guerra. Era o décimo ano do reinado de d. Pedro II, o ano de 1850. Rapidinho o governo tratou de criar a lei Eusébio de Queirós, proibindo (dessa vez pra valer!) o tráfico negreiro, naquele ano mesmo. Afinal, nosso imperador não estava nem um pouco a fim de guerra, muito menos contra um monstro como a Inglaterra!

E AGORA, CAFÉ?

Quem ia trabalhar nas lavouras? O problema da mão-de-obra começou a preocupar bastante os grandes fazendeiros de café, principalmente os do oeste paulista, pois os do Vale do Paraíba já estavam em decadência. Todo mundo já sabia que o fim da escravidão era questão de poucos anos. Foi então que surgiu a brilhante idéia de trazer imigrantes, para trabalhar nas lavouras de café.

Os imigrantes vinham “fugidos” da Europa, que se agitava com muitas revoluções. A partir de 1871, isto é, 21 anos após a lei Eusébio de Queirós, eles vieram para o Brasil como uma enxurrada.

Vieram principalmente da Itália, atrás do sonho de uma vida melhor na América. Eram quase 100 mil imigrantes por ano! Pelo menos por enquanto, parecia que o problema da mão-de-obra estava resolvido para os fazendeiros de café, que puderam respirar aliviados…

Mas o império estava começando a se desfazer…

O IMPÉRIO SE DESFAZ.


A economia brasileira, finalmente, começou a crescer: como o dinheiro usado para financiar o tráfico ficou, digamos, “livre”, começaram os primeiros investimentos nas cidades. Foi mudança atrás de mudança.

Surgiram estradas de ferro, telégrafos, indústrias… Uma figura muito importante nesse processo foi o Barão de Mauá, que investiu bastante em novas tecnologias. Só que, para haver indústria e modernização, primeiro a escravidão tinha de acabar. E de uma vez por todas!

Mas nossa monarquia era como um banquinho de três pés: um pé era o Exército, outro era a Igreja e o mais importante era o da escravidão. Por isso, não ia ceder assim tão fácil à abolição.

Dá para entender, então, por que a monarquia começou a balançar (e muito!) quando a escravidão começou a entrar em decadência. Essa foi a causa principal do fim do império e da Proclamação da República. Mas existiram outras… Aposto que você não consegue adivinhar quais foram!

Tudo começou com o movimento republicano…

MOVIMENTO REPUBLICANO…


As cidades começaram a se modernizar e a se posicionar contra a escravidão, associada à monarquia. E as cidades queriam distância da monarquia! Por isso, começaram a batalhar pela República, junto com os fazendeiros de café do oeste paulista, que queriam o fim da escravidão porque já usavam a mão-de-obra imigrante.
Estamos no ano de 1870, e d. Pedro II já era um senhor de 45 anos. Surgiu no Rio de Janeiro o primeiro partido republicano, e não demorou muito para os clubes republicanos aparecerem por todo o Brasil, e com eles os jornais republicanos!

É que ser republicano era um jeito de pensar, naquela época. Era ser contra a monarquia, era querer acompanhar as mudanças do mundo, modernizar o Brasil, incentivar a indústria e o trabalho assalariado _ ih, tanta coisa!

Por outro lado, é certo que os republicanos só concordavam neste ponto: que queriam a República. As discussões começavam a esquentar quando eles resolviam decidir de que jeito iam proclamar a República.

Uns queriam a participação do povo _ os “revolucionários”. Outros queriam que a proclamação acontecesse sem maiores traumas, numa boa _ os “evolucionistas”. Mas como os dois queriam a república, acabaram tendo de se unir e agüentar uns aos outros… pelo menos até a proclamação.

E então, caíram a farda e a batina!

CAEM A FARDA E A BATINA

A BATINA CAI!

As coisas, definitivamente, não iam nada bem para quem era ligado à monarquia e à escravidão, os chamados “conservadores”. A Igreja e o Exército, os outros dois “pés” da monarquia, também estavam bambos… A Igreja porque queria liberdade. Ela vivia subordinada ao imperador, segundo uma tradição muito antiga, de Portugal, conhecida como padroado.

A tradição dizia que era o imperador quem escolhia os padres para os cargos importantes da Igreja (bispo, arcebispo…). Mesmo as ordens do papa aos padres só podiam ser cumpridas se o imperador aprovasse.

Pois não é que em 1872 o papa lançou um decreto proibindo que os padres participassem de uma sociedade secreta chamada maçonaria, muito importante na época? Os bispos de Olinda e de Belém decidiram obedecer ao papa. Mas o imperador não gostou dessa “desobediência” e mandou prender os bispos.

Ih! Foi como mexer em um vespeiro: a Igreja se sentiu ofendida, mesmo depois que d. Pedro II soltou os bispos, três anos depois, em 1875. Pior para d. Pedro, porque a Igreja abandonou o imperador e se aliou aos republicanos. Quem mandou prender bispo?

E A FARDA TAMBÉM!

O Exército também não morria de amores pelo reinado. Ele sempre esteve em uma posição inferior à dos policiais civis. Só que, depois da Guerra do Paraguai, que durou de 1865 a 1870 (acabou, portanto, dois anos antes da prisão dos bispos), o Exército passou a exigir mais respeito e a reconhecer sua importância.

Afinal, quem tinha dado o sangue na guerra _ literalmente? E ficou mais corajoso para criticar o Império, que o tratava tão mal.

Para ter uma idéia, os militares eram proibidos até de discutir seus assuntos nos jornais! Então, o Exército se uniu e passou a se organizar politicamente. Nem precisa dizer que os militares eram contra a monarquia e a favor… da República! Não é de admirar que tenha vindo deles mesmos o golpe da proclamação…

E o começo de tudo foi o fim definitivo da escravidão!

FINALMENTE: É O FIM DA ESCRAVIDÃO!

No dia 13 de maio de 1888, sem suportar mais tanta pressão, o Brasil declara o fim da escravidão. Quem assina a lei Áurea é a princesa Isabel, já que d. Pedro II está fora do Brasil. Agora o fim do Império está muito, muito próximo. A escravidão, que sustentava o reinado, ia acabar sendo a principal responsável pelo seu fim! A partir de então, ela virou assunto para os livros de história.

Ah, mas a monarquia ainda tentou reagir! Quer saber como?

A MONARQUIA COM O RABO ENTRE AS PERNAS
Um ano depois, no dia 11 de junho de 1889, a monarquia acaba reagindo e faz uma última tentativa de salvar sua pele, com o visconde (um título de nobreza muito importante) de Ouro Preto. Ele propõe reformas, que são medidas para melhorar a situação do país. Só que as reformas que o tal visconde propôs eram muito parecidas com as propostas dos republicanos.

E isso ficava bem estranho para alguém que era contra a República, mas a favor da monarquia, não é? Tão estranho que o presidente do Conselho (um grupo de pessoas que ajudava o imperador a tomar suas decisões), Pedro Luís Soares de Souza, exclamou para o visconde:

_ Mas é a República!

A MONARQUIA COM O RABO ENTRE AS PERNAS

Um ano depois, no dia 11 de junho de 1889, a monarquia acaba reagindo e faz uma última tentativa de salvar sua pele, com o visconde (um título de nobreza muito importante) de Ouro Preto. Ele propõe reformas, que são medidas para melhorar a situação do país. Só que as reformas que o tal visconde propôs eram muito parecidas com as propostas dos republicanos.

E isso ficava bem estranho para alguém que era contra a República, mas a favor da monarquia, não é? Tão estranho que o presidente do Conselho (um grupo de pessoas que ajudava o imperador a tomar suas decisões), Pedro Luís Soares de Souza, exclamou para o visconde:

_ Mas é a República!!

O visconde de Ouro Preto nem se abalou e respondeu na lata que era justamente o contrário: aquele era o único jeito de tentar salvar a monarquia _ dando aos insatisfeitos (que no caso eram os republicanos) o que eles queriam. Só que naquele estilo “para inglês ver”, claro…

Só que a Câmara, outro grupo que ajudava o imperador a fazer as leis e devia aprovar as reformas, não gostou desse papo do visconde. É que a Câmara achava que essa história de fazer reforma da monarquia com cara de república não caía nada bem… Resultado: a Câmara não aceitou as reformas.

Que remédio? D. Pedro II mandou aquela Câmara embora e chamou mais gente para formar outra. Essa outra Câmara iria se reunir no dia 20 de novembro de 1889.

Só que não deu tempo, porque antes disso veio o golpe do dia 15 de novembro!

O GOLPE DO DIA 15 DE NOVEMBRO!

Os militares e o marechal Deodoro da Fonseca foram mais rápidos que a Câmara-tartaruga! E tudo começou quando o Partido Republicano do Rio de Janeiro e o de São Paulo começaram a insistir com os descontentes militares para que eles comandassem o movimento pela Proclamação da República. Eles sabiam que era naquela hora ou nunca!

Então, no dia 11 de novembro, figuras muito importantes da época se reuniram na casa do marechal Deodoro da Fonseca, tudo para convencê-lo a proclamar a República, de uma vez por todas. Essas figuras eram Rui Barbosa, Benjamin Constant, Aristides Lobo e o coronel Sólon, entre outros.

E parece que deu certo: no dia 15 de novembro de 1889, o marechal Deodoro deu um golpe militar, mandou d. Pedro II passear e proclamou a tão esperada e sonhada República!

Que, apesar de recém-nascida, ficou conhecida nos livros como “República Velha”. Vai entender os historiadores…

FUNDAMENTAL II

HISTÓRIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

Movimento político-militar que acaba com o Brasil Imperial e instaura no país uma República federativa. A proclamação da República é feita pelo marechal Deodoro da Fonseca no dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro.

O momento da Proclamação da República em 15/11/1889

O novo sistema de governo é inaugurado depois de uma campanha política que dura quase 20 anos. Os ideais republicanos são antigos no país, mas é apenas a partir de 1870 que opinião pública se mobiliza em torno deles. O esforço nacional em torno da Guerra do Paraguai (1865-1870) colocam em questão o regime federativo e a escravidão. Em dezembro de 1870, políticos, intelectuais e profissionais liberais lançam no Rio de Janeiro o Manifesto Republicano . Defendem um regime presidencialista, representativo e descentralizado. No ano seguinte, o governo sanciona a primeira lei contra a escravatura. Daí por diante, as campanhas republicana e abolicionista caminham paralelas.

História do Brasil República – Partido Republicano

Em 1873, é fundado o Partido Republicano Paulista (PRP), com a proposta básica de defender os princípios e ideais republicanos. Apesar da crescente simpatia popular, a campanha não avança e o PRP elege poucos candidatos. O governo imperial preocupa-se mais com a campanha abolicionista, a Igreja Católica e o Exército do que com a pressão dos defensores da República. Para os republicanos “históricos”, que formam o núcleo político-ideológico do movimento, fica cada vez mais claro que o novo regime não será conquistado apenas com propaganda política e atuação eleitoral. Apesar de suas evidentes dificuldades, a monarquia continua sólida. Diante desse quadro, republicanos “exaltados” e militares positivistas, como Benjamim Constant, defendem a intensificação da mobilização popular.

Conspiração – O último abalo da monarquia é o fim da escravidão, em 13 de maio de 1888. O império perde o apoio de escravocratas, que aderem à República. Liderados pelos republicanos “históricos”, civis e militares, conspiram contra o império.

Dom Pedro II

Comandante de prestígio, o Marechal Deodoro da Fonseca é convidado para comandar o golpe. A 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, à frente de suas tropas, o militar proclama a República. O antigo regime não resiste, mas também não há euforia popular. Dom Pedro II e a família real embarcam para Portugal dois dias depois. Deodoro da Fonseca assume a chefia do novo Governo Provisório.

Marechal Deodoro da Fonseca

Proclamação da República


Na tentativa de reduzir a oposição, cada vez maior, o ministro Visconde de Ouro Preto elaborou em meados de 1889 um programa de reformas, que incluía: liberdade de culto, autonomia para as províncias, temporariedade do Senado, liberdade de ensino, redução das prerrogativas do Conselho de Estado, entre outras medidas. As propostas de Ouro Preto visavam preservar a Monarquia, mas foram vetadas pela maioria conservadora que constituía a Câmara dos Deputados.

O governo do Império tinha perdido suas bases econômicas, militares e sociais. Porém, as idéias republicanas não tinham ainda grande penetração popular, mesmo às vésperas da proclamação do novo regime. O povo estava descrente da Monarquia, mas não havia, na época, uma crença generalizada na República, como assinala o historiador Oliveira Vianna. Por isso, o movimento de 15 de novembro de 1889 não teve participação popular. O povo assistiu, sem tomar parte, à proclamação da república.

No Rio de janeiro, os republicanos institiram com o marechall Deodoro da Fonseca, para que ele chefiasse o movimento revolucionário que substituiria a Monarquia pela República. Depois de muita insistência dos revolucionários, Deodoro concordou em liderar o movimento.

O golpe militar que estava prevista para 20 de novembro de 1889, teve de ser antecipado. No dia 14, divulgou-se a notícia (que por sinal era falsa) de que estaria iminente a prisão de Benjamin Constant e Deodoro da Fonseca. Por isso, na manhã do dia 15 de novembro, Deodoro iniciou o movimento que pôs fim ao regime imperial.

Os revoltosos ocuparam o quartel-general do Rio de Janeiro e depois o Ministério da Guerra. Depuseram o Ministério e prenderam seu presidente, Afonso Celso de Assis Figueiredo, Visconde de Ouro Preto. Na tarde do mesmo dia 15, na Câmera Municipal do Rio de Janeiro, foi solenemente proclamada a República.

Dom Pedro II, que estava em Petrópolis, retornou ao Rio. Pensando que o objetivo dos revolucionários era apenas substituir o Ministério, o imperador tentou ainda organizar outro, sob a presidência do conselheiro José Antônio Saraiva. No dia seguinte, o major Frederico Sólon Sampaio Ribeiro entregou a Dom Pedro II uma comunicação, cientifcando-o da proclamação do novo regime e solicitando sua partida para o exterior.

Na madrugada de 17 de novembro, Dom Pedro II partiu com a família para o desterro na Europa. Terminava assim o regime imperial brasileiro, que durara sessenta e sete anos, quarenta e nove dos quais dirigidos por Dom Pedro II.

Governos Republicanos

O período que vai de 1889 a 1894 ficou conhecido como “República da Espada” em virtude da condição militar dos dois primeiros presidentes do Brasil: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.

Em 25 de fevereiro de 1891, Deodoro da Fonseca foi eleito pelo congresso para o cargo de presidente da República e Floriano Peixoto para o de vice-presidente. O governo republicano enfrentou pronto reconhecimento interno e externo. A República iniciou-se com um golpe militar que não encontrou reação violenta, mas, pouco depois da instauração do novo regime, ocorreram revoltas que puseram em perigo sua sobrevivência.

O primeiro presidente enfrentou a oposição do Congresso Nacional, que propôs a Lei das Responsabilidades, com o objetivo de restringir os poderes do Executivo Federal. Em conseqüência , Deodoro da Fonseca dissolveu o Congresso e decretou estado de sítio, em 3 de novembro de 1891. O Exército e a Marinha protestaram. Para evitar derramamento de sangue, Deodoro, assumiu o governo da nação o vice-presidente Floriano Peixoto. Este não acatou a disposição constitucional, que determinava nova eleição, no caso de vaga na Presidência ou Vice-Presidência, antes de terem decorridos dois anos do período presidencial.
A Revolução Federalista foi uma revolta chefiada pelo caudilho Gumercindo Saraiva contra o presidente do estado, júlio de Castilhos. As lutas entre os chefes locais no Rio Grande do Sul vinham do tempo do império. O movimento estendeu-se ao Paraná e a Santa Catarina, chegando a ameaçar São Paulo, cuja defesa foi organizada pelo presidente do Estado, Bernardino de Campos. Os revoltosos do sul uniram-se aos participantes da Revolta da Armada, que estava ocorrendo na mesma época, mergulhando o país na mais sangrenta revolução da Primeira República ou República Velha. A luta, que durou 31 meses, teve 10.000 mortos e causou prejuízos incalculáveis.

ENSINO MÉDIO

História do Brasil República

Marechal Deodoro da Fonseca: primeiro presidente do Brasil

Introdução
O período que vai de 1889 a 1930 é conhecido como a República Velha. Este período da História do Brasil é marcado pelo domínio político das elites agrárias mineiras, paulistas e cariocas. O Brasil firmou-se como um país exportador de café, e a indústria deu um significativo salto. Na área social, várias revoltas e problemas sociais aconteceram nos quatro cantos do território brasileiro.

A República da Espada (1889 a 1894)

Em 15 de novembro de 1889, aconteceu a Proclamação da República, liderada pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Nos cinco anos iniciais, o Brasil foi governado por militares. Deodoro da Fonseca, tornou-se Chefe do Governo Provisório. Em 1891, renunciou e quem assumiu foi o vice-presidente Floriano Peixoto.
O militar Floriano, em seu governo, intensificou a repressão aos que ainda davam apoio à monarquia.

A Constituição de 1891 ( Primeira Constituição Republicana )

Após o início da República havia a necessidade da elaboração de uma nova Constituição, pois a antiga ainda seguia os ideais da monarquia. A constituição de 1891, garantiu alguns avanços políticos, embora apresentasse algumas limitações, pois representava os interesses das elites agrárias do pais. A nova constituição implantou o voto universal para os cidadãos ( mulheres, analfabetos, militares de baixa patente ficavam de fora ). A constituição instituiu o presidencialismo e o voto aberto.

República das Oligarquias

O período que vai de 1894 a 1930 foi marcado pelo governo de presidentes civis, ligados ao setor agrário. Estes políticos saiam dos seguintes partidos: Partido Republicano Paulista (PRP) e Partido Republicano Mineiro (PRM). Estes dois partidos controlavam as eleições, mantendo-se no poder de maneira alternada. Contavam com o apoio da elite agrária do país.
Dominando o poder, estes presidentes implementaram políticas que beneficiaram o setor agrário do país, principalmente, os fazendeiros de café do oeste paulista.

Política do Café-com-Leite

A maioria dos presidentes desta época eram políticos de Minas Gerais e São Paulo. Estes dois estados eram os mais ricos da nação e, por isso, dominavam o cenário político da república. Saídos das elites mineiras e paulistas, os presidentes acabavam favorecendo sempre o setor agrícola, principalmente do café (paulista) e do leite (mineiro). A política do café-com-leite sofreu duras críticas de empresários ligados à indústria, que estava em expansão neste período.

Se por um lado a política do café-com-leite privilegiou e favoreceu o crescimento da agricultura e da pecuária na região Sudeste, por outro, acabou provocando um abandono das outras regiões do país. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste ganharam pouca atenção destes políticos e tiveram seus problemas sociais agravados.

Política dos Governadores

Montada no governo do presidente paulista Campos Salles, esta política visava manter no poder as oligarquias. Em suma, era uma troca de favores políticos entre governadores e presidente. O presidente apoiava os candidatos dos partidos governistas nos estados, enquanto estes políticos davam suporte a candidatura presidencial e também durante a época do governo.

O coronelismo

A figura do “coronel” era muito comum durante os anos iniciais da República, principalmente nas regiões do interior do Brasil. O coronel era um grande fazendeiro que utilizava seu poder econômico para garantir a eleição dos candidatos que apoiava. Era usado o voto de cabresto, em que o coronel (fazendeiro) obrigava e usava até mesmo a violência para que os eleitores de seu “curral eleitoral” votassem nos candidatos apoiados por ele. Como o voto era aberto, os eleitores eram pressionados e fiscalizados por capangas do coronel, para que votasse nos candidatos indicados. O coronel também utilizava outros “recursos” para conseguir seus objetivos políticos, tais como: compra de votos, votos fantasmas, troca de favores, fraudes eleitorais e violência.

O Convênio de Taubaté

Essa foi uma fórmula encontrada pelo governo republicano para beneficiar os cafeicultores em momentos de crise. Quando o preço do café abaixava muito, o governo federal comprava o excedente de café e estocava. Esperava-se a alta do preço do café e então os estoques eram liberados. Esta política mantinha o preço do café, principal produto de exportação, sempre em alta e garantia os lucros dos fazendeiros de café.

A crise da República Velha e o Golpe de 1930

Em 1930 ocorreriam eleições para presidência e, de acordo com a política do café-com-leite, era a vez de assumir um político mineiro do PRM. Porém, o Partido Republicano Paulista do presidente Washington Luís indicou um político paulista, Julio Prestes, a sucessão, rompendo com o café-com-leite. Descontente, o PRM junta-se com políticos da Paraíba e do Rio Grande do Sul (forma-se a Aliança Liberal ) para lançar a presidência o gaúcho Getúlio Vargas.
Júlio Prestes sai vencedor nas eleições de abril de 1930, deixando descontes os políticos da Aliança Liberal, que alegam fraudes eleitorais. Liderados por Getúlio Vargas, políticos da Aliança Liberal e militares descontentes, provocam a Revolução de 1930. É o fim da República Velha e início da Era Vargas.

Galeria dos Presidente da República Velha :

Marechal Deodoro da Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891), Marechal Floriano Peixoto (23/11/1891 a 15/11/1894), Prudente Moraes (15/11/1894 a 15/11/1898), Campos Salles (15/11/1898 a 15/11/1902) , Rodrigues Alves (15/11/1902 a 15/11/1906), Affonso Penna (15/11/1906 a 14/06/1909), Nilo Peçanha (14/06/1909 a 15/11/1910), Marechal Hermes da Fonseca (15/11/1910 a 15/11/1914), Wenceslau Bráz (15/11/1914 a 15/11/1918), Delfim Moreira da Costa Ribeiro (15/11/1918 a 27/07/1919), Epitácio Pessoa (28/07/1919 a 15/11/1922),
Artur Bernardes (15/11/1922 a 15/11/1926), Washington Luiz (15/11/1926 a 24/10/1930).

PRIMEIRA REPÚBLICA

Proclamada a República, instituiu-se imediatamente um governo provisório, chefiado pelo marechal Deodoro da Fonseca. O governo provisório, formada na noite de 15 de novembro de 1889, deveria dirigir o país até que fosse elaborada uma nova constituição.
Compunham o primeiro Ministério da República

* Aristides Lobo, ministro do Interior;

* Campos Sales, ministro da Justiça;

* Rui Barbosa, ministro da Fazenda;

* Quintino Bocaiúva, ministro das Relações Exteriores;

* Demétrio Ribeiro, ministro da Agricultura, Comércio e obras Públicas;

* Benjamin Constant, ministro da Guerra;

* Eduardo Wandenkolk, ministro da Marinha.

As principais medidas estabelecidas por esse governo foram:

* banimento da família imperial, que deixou o Brasil na madrugada do dia 17 de novembro;

* escolha do regime federativo republicano de governo;

* transformação das antigas províncias em Estados;

* subordinação das Forças Armadas ao novo governo;

* determinação de que o Rio de Janeiro seria provisoriamente a sede do governo federal;

* abolição da vitaliciedade senatorial;

* extinção do Conselho de Estado;

* dissolução da Câmara dos Deputados e do Senado;

* reconhecimento dos compromissos assumidos pelo governo imperial;

* criação da bandeira republicana;

* a grande naturalização, ou seja, a cidadania brasileira para todos os estrangeiros residentes no Brasil, que assim desejassem;

* convocação de uma Assembléia Constituinte, para elaborar uma nova Constituição;

* separação entre a Igreja e o Estado e instituição do casamento civil;

* reforma do Código Penal.

GOVERNOS REPUBLICANOS

O período que vai de 1889 a 1894 ficou conhecido como “República da Espada” em virtude da condição militar dos dois primeiros presidentes do Brasil: Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto.

Em 25 de fevereiro de 1891, Deodoro da Fonseca foi eleito pelo congresso para o cargo de presidente da República e Floriano Peixoto para o de vice-presidente. O governo republicano enfrentou pronto reconhecimento interno e externo. A República iniciou-se com um golpe militar que não encontrou reação violenta, mas, pouco depois da instauração do novo regime, ocorreram revoltas que puseram em perigo sua sobrevivência.

O primeiro presidente enfrentou a oposição do Congresso Nacional, que propôs a Lei das Responsabilidades, com o objetivo de restringir os poderes do Executivo Federal. Em conseqüência , Deodoro da Fonseca dissolveu o Congresso e decretou estado de sítio, em 3 de novembro de 1891. O Exército e a Marinha protestaram. Para evitar derramamento de sangue, Deodoro, assumiu o governo da nação o vice-presidente Floriano Peixoto. Este não acatou a disposição constitucional, que determinava nova eleição, no caso de vaga na Presidência ou Vice-Presidência, antes de terem decorridos dois anos do período presidencial.

A Revolução Federalista foi uma revolta chefiada pelo caudilho Gumercindo Saraiva contra o presidente do estado, Júlio de Castilhos. As lutas entre os chefes locais no Rio Grande do Sul vinham do tempo do império. O movimento estendeu-se ao Paraná e a Santa Catarina, chegando a ameaçar São Paulo, cuja defesa foi organizada pelo presidente do Estado, Bernardino de Campos. Os revoltosos do sul uniram-se aos participantes da Revolta da Armada, que estava ocorrendo na mesma época, mergulhando o país na mais sangrenta revolução da Primeira República ou República Velha. A luta, que durou 31 meses, teve 10.000 mortos e causou prejuízos incalculáveis.

PRUDENTE DE MORAIS E A GUERRA DE CANUDOS

Crises internas e externas marcaram o período do governo de Prudente de Morais:

* Revolução Federalista, na Região Sul;

* Guerra dos Canudos, na Região Nordeste;

* ocupação da ilha Trindade pelos ingleses.

* Todos esses problemas foram resolvidos durante o seu governo.

A guerra de Canudos. No governo de Prudente de Morais, eclodiu nos sertões da Bahia uma revolta de caráter diferente daquelas que ocorreram nos governos republicanos anteriores. Movidos pelo misticismo e fugindo à miséria provocada pelas secas, os sertanejos reuniram em torno de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como Antônio Conselheiro, que se dizia enviado de Deus. A derrota fragorosa das tropas do governo estadual contra os revoltosos provocou o envio de tropas federais. No entanto, as forças federais eram insuficientes para enfrentar à resistência dos homens de Antônio Conselheiro, que tinham como vantagem um profundo conhecimento da região. O governo federal, resolvido a encerrar de vez o movimento revoltoso, organizou um verdadeiro exército para atacar Canudos. Contra as forças federais, numerosas e bem preparadas, pouco adiantou a tenaz resistência dos sertanejos.

O arraial de Canudos foi destruído casa por casa após o término da resistência. Pouco depois do fim da Guerra de Canudos, um militar de baixa patente, Marcelino Bispo, realizou um atentado contra a vida de Prudente de Morais. O presidente, que fora homenagear as tropas vitoriosas que chegavam da Bahia, conseguiu escapar do atentado, mas o marechal Carlos Machado Bittencourt, ministro da Guerra, foi ferido de morte ao defender o chefe do governo. O episódio aumentou o prestígio popular do presidente, fortalecendo-o no poder.

CAMPOS SALES

O sucessor de Prudente de Morais recuperou a situação financeira do Brasil, abalada pelas revoltas e pelas crises econômicas ocorridas nos governos anteriores. Para restabelecer o crédito brasileiro no exterior, Campos Sales negociou com banqueiros de outros países um acordo denominado funding loan. Por esse acordo, o Brasil deixaria durante um determinado período de pagar juros dos empréstimos anteriores e faria um novo empréstimo. O governo dava como garantia as rendas das alfândegas de alguns portos, da Central do Brasil e do abastecimento de água do Rio de Janeiro. O principal auxiliar do presidente foi o ministro da fazenda, Joaquim Murtinho, que tomou uma série de medidas para restaurar as abaladas finanças do país.

Para garantir o apoio do Congresso à sua política financeira, Campos Sales colocou em prática a política dos governadores,que caracterizava toda a vida política do país até a Revolução de 30.

Como já dissemos, a política dos governadores consistia basicamente num acordo entre o presidente da República e os governadores dos Estados, visando fortalecer ambas as partes. Seriam admitidos no poder Legislativo federal apenas os deputados que representassem a situação em seus respectivos Estados. Após as eleições, a Comissão Verificadora de Poderes, controlada pelo Executivo federal, “diplomava” ou “degolava” os candidatos eleitos, conforme fossem ou não partidários do governo de seu Estado. Em troca, a Câmara dos Deputados eleita e “diplomada” daria todo o apoio às iniciativas do governo federal.

Através desse sistema, as oligarquias estaduais mantiveram-se no poder durante décadas e, ao mesmo tempo, ficou assegurado o predomínio político de São Paulo e Minas Gerais, os dois Estados economicamente mais fortes e com maior representação no Congresso.

RODRIGUES ALVES

No governo de Rodrigues Alves, a cidade do Rio de Janeiro foi saneada graças ao cientista Osvaldo Cruz, que conseguiu eliminar o flagelo da febre amarela. A capital brasileira foi também modernizada pelos trabalhos realizados na administração do prefeito Francisco Pereira Passos, que alargou as ruas e construiu a Avenida Central, atual Avenida Rio Branco. O Acre foi incorporado ao Brasil pelo Tratado de Petrópolis, e a cafeicultura iniciou uma fase de apogeu favorecida pelas determinações do Convênio de Taubaté.

Nessa época ocorreu ainda a Revolta da Escola Militar. O fator principal desse movimento foi a obrigatoriedade de vacinação contra a varíola, decretada pelo governo federal, o que já causara revoltas e motins de rua no Rio de Janeiro (Esses motins e revoltas são designados pelo nome de Revolta da Vacina). O presidente resistiu às pressões dos militares rebeldes, que pretendiam obrigá-lo a abandonar o Palácio do Catete. Depois de alguns conflitos os revoltosos foram vencidos pelas forças do governo.

AFONSO PENA

Embora abalada por crise políticas, a administração de Afonso Pena fez melhorias na rede ferroviária, como a ligação de São Paulo a Mato Grosso, modernizou as Forças Armadas, estimulou o desenvolvimento da economia do país e incentivou a imigração. O presidente faleceu antes de completar o mandato e foi substituído pelo vice Nilo Peçanha.

NILO PEÇANHA

Durante seu governo foi criado o Serviço de Proteção dos Índios (SPI), substituído mais tarde (em 1967) pela Fundação Nacional do Índio (Funai). Outra medida importante foi o saneamento da baixada fluminense.

A campanha eleitoral entre os civilistas, que apoiavam Rui Barbosa, e os hermistas, partidários de Hermes da Fonseca, tumultuou a fase dinal do governo de Nilo Peçanha.

Na disputa pela sucessão, paulistas e mineiros desentenderam-se, abrindo espaço para outras candidaturas: marechal Hermes da Fonseca, do Rio Grande do Sul, apoiado por Minas Gerais; e Rui Barbosa, apoiado por São Paulo e Bahia. Os partidários de Rui procuraram atacar o adversário, criticando sua condição militar; daí a campanha ser conhecida como civilista. Apesar do apoio do poderoso PRP (Partido Republicano Paulista) e do programa de reformas apresentado por Rui Barbosa, os civilistas perderam as eleições para o marechal Hermes.

HERMES DA FONSECA

Este foi um dos mais convulsionados períodos da República. O presidente pôs em prática a política das salvações, que consistia em intervir nos Estados onde o governo não tinha o apoio das oligarquias locais. Houve intervenções em todo o Nordeste, provocando violentas disputas como as que aconteceram no Ceará.
Durante o mandato de Hermes da Fonseca, ocorreram a Revolta da Chibata, a Questão do Contestado e a Sedição do Juazeiro.

VENCESLAU BRÁS

Seu mandato coincidiu com a Primeira Guerra Mundial, da qual o Brasil participou, lutando contra a Alemanha. Em seu governo foi promulgado o Código Civil Brasileiro. A gripe espanhola, terrível epidemia que surgiu na Europa em conseqüência da guerra, fez milhares de vítimas no Brasil.

Nesse governo foi resolvida a questão de limites entre Paraná e Santa Catarina. Os governos dos dois Estados entraram em acordo sobre a região do Contestado e dividiram entre si as terras em disputa.

Nas eleições realizadas para escolher o sucessor de Venceslau Brás, foi novamente eleito Rodrigues Alves, que faleceu em 1918 antes de tomar posse. O vice-presidente eleito, Delfim Moreira, governou até o novo presidente ser eleito e empossado.

EPITÁCIO PESSOA

O governo de Epitácio Pessoa realizou obras para combater as secas do Nordeste, fez reformas no Exército e promoveu a construção de ferrovias.

Nessa época cresceram as insatisfações contra a política dos “grandes Estados”. A contestação ao sistema do café-com-leite evidenciou-se durante a campanha de sucessão presidencial. São Paulo e Minas Gerais indicaram a candidatura de Artur Bernardes. A oposição articulou a Reação Republicana, movimento organizado pelos chefes políticos do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, que lançaram a candidatura de Nilo Peçanha para a Presidência. Hermes da Fonseca e parte da jovem oficialidade do Exército apoiaram sem sucesso a Reação Republicana, pois Artur Bernardes venceu as eleições.

Em 5 de julho de 1922, ocorreu a Revolta do Forte de Copacabana, contra a posse do sucessor de Epitácio Pessoa.

A revolta foi prontamente sufocada pelas forças do governo, que massacraram parte dos jovens oficiais. Estes, em número dezoito, saíram do forte e avançaram, de armas nas mãos, contra as tropas enviadas para combatê-los. Do episódio dos Dezoito do Forte, como ficou conhecido o levante, participou o tenente Eduardo Gomes, que mais tarde se tornaria uma das figuras de maior destaque nas Forças Armadas e na política brasileira.

ARTUR BERNARDES

Artur Bernardes governou todo o período em estado de sítio. Seu mandato foi marcado por revoltas como a de 1923, no Rio Grande do Sul, e a de 1924, em São Paulo.

No Rio Grande do Sul, o político Borges de Medeiros havia sido reeleito governador do Estado pela quinta vez. Inconformados, seus opositores recorreram às armas para impedir sua posse. A revolta gaúcha contra o governo do Estado foi pacificada graças ao ministro da Guerra, Setembrino de Carvalho, que promoveu o chamado Acordo de Pedras Altas. Esse acordo garantiu o cumprimento do mandato de Borges de Medeiros, mas introduziu modificações na Constituição estadual, que impediam sua reeleição e diminuíam o poder dos coronéis locais.

Em São Paulo, sob a chefia do governo reformado Isidoro Dias Lopes, os revoltosos contra o governo de Bernardes dominaram a cidade por 23 dias. Pretendiam a deposição do presidente. O governador do Estado, Carlos de Campos, foi obrigado a fugir. As tropas federais conseguiram vencer os revolucionários, obrigando-os a se retirarem em direção a Mato Grosso.

Nas barrancas do rio Paraná, os revolucionários paulistas encontraram-se com oficiais rebeldes do Rio Grande do Sul, formando a Coluna Prestes. Sob o comando de Luís Carlos Prestes, a tropa revolucionária — que pretendia derrubar as oligarquias— percorreu mais de 20.000 quilômetros pelo interior do Brasil. Sempre perseguida pelas tropas do governo, a Coluna Prestes acabou se refugiando na Bolívia, em 1927, e se dispersou.

WASHINGTON LUÍS

O novo presidente tentou dar impulso à economia, construindo estradas que permitiriam o escoamento das riquezas da nação. A Revolução de 1930, depôs Washington Luís e marcou o final da Primeira República. Teve início então a era de Getúlio Vargas, que duraria até 1945.

NOSSOS GOVERNANTES

Ano – Governantes -
1889 Mal. Deodoro da Fonseca: Chefe do Governo Provisório
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1890 Governo Provisório
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1891 Mal. Deodoro da Fonseca: eleito pelo Congresso Constituinte; renunciou
Mal. Floriano Peixoto: Vice-presidente; assumiu o cargo

1892 Mal. Floriano Peixoto
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1893 Mal. Floriano Peixoto
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1894 Mal. Floriano Peixoto
Prudente de Morais: Presidente eleito pelo voto direto

1895 Prudente de Morais
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1896 Prudente de Morais
1a. Expedição Militar para Canudos

1897 Prudente de Morais
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1898 Prudente de Morais
Campos Sales: Presidente eleito pelo voto direto

1899 Campos Sales
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1900 Campos Sales
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1901 Campos Sales
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1902 Campos Sales
Rodrigues Alves: Presidente eleito pelo voto direto.

1903 Rodrigues Alves
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1904 Rodrigues Alves
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1905 Rodrigues Alves
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1906 Rodrigues Alves
Afonso Pena: Presidente eleito pelo voto direto

1907 Afonso Pena
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1908 Afonso Pena
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1909 Afonso Pena: Presidente; faleceu no cargo/
Nilo Peçanha: Vice-presidente; assumiu o cargo

1910 Nilo Peçanha
Mal. Hermes da Fonseca: Presidente eleito pelo voto direto

1911 Mal. Hermes da Fonseca
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1912 Mal. Hermes da Fonseca
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1913 Mal. Hermes da Fonseca
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1914 Mal. Hermes da Fonseca
Venceslau Brás: Presidente eleito pelo voto direto

1915 Venceslau Brás
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1916 Venceslau Brás
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1917 Venceslau Brás
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1918 Venceslau Brás
Rodrigues Alves: Presidente; faleceu sem assumir/
Delfim Moreira: Vice-presidente; assumiu o cargo

1919 Epitácio Pessoa: Presidente eleito pelo voto direto
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1920 Epitácio Pessoa
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1921 Epitácio Pessoa
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1922 Epitácio Pessoa
Arthur Bernardes: Presidente eleito pelo voto direto

1923 Arthur Bernardes
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1924 Arthur Bernardes
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1925 Arthur Bernardes
Início da Coluna Prestes

1926 Arthur Bernardes
Washington Luís: Presidente eleito pelo voto direto

1927 Washington Luís
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1928 Washington Luís
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1929 Washington Luís
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1930 Washington Luís: deposto pela Revolução de 30
Getúlio Vargas: chefe do Governo Provisório

1931 Getúlio Vargas
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1932 Getúlio Vargas
Neste ano ocorreu a Revolução de 32

1933 Getúlio Vargas
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1934 Getúlio Vargas: Presidente eleito pela Assembléia Constituinte
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1935 Getúlio Vargas
Intentona Comunista

1936 Getúlio Vargas
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1937 Getúlio Vargas: chefe do Estado Novo
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1938 Getúlio Vargas II
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1939 Getúlio Vargas II
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1940 Getúlio Vargas II
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1941 Getúlio Vargas II
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1942 Getúlio Vargas II
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1943 Getúlio Vargas II
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1944 Getúlio Vargas II
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1945 Getúlio Vargas II: Deposto; Redemocratização
Min. José Linhares: assumiu a presidência

1946 Gal. Eurico Gaspar Dutra: Presidente eleito pelo voto direto
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1947 Gal. Eurico Gaspar Dutra
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1948 Gal. Eurico Gaspar Dutra
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1949 Gal. Eurico Gaspar Dutra
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1950 Gal. Eurico Gaspar Dutra
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1951 Getúlio Vargas III: Presidente eleito pelo voto direto
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1952 Getúlio Vargas III
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1953 Getúlio Vargas III
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1954 Getúlio Vargas III: suicidou-se/
Café Filho: Vice-presidente assumiu o cargo; impedido em 1955
Carlos Luz: Presidente da Câmara dos deputados assume.

1955 Nereu de Oliveira Ramos:
Vice-presidente do Senado assumiu a presidência
1956 Juscelino Kubitschek: Presidente eleito pelo voto direto
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1957 Juscelino Kubitschek
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1958 Juscelino Kubitschek
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1959 Juscelino Kubitschek
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1960 Juscelino Kubitschek
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1961 Jânio Quadros: renunciou após 8 meses
João Goulart: Vice-presidente assumiu /// Instalou-se o Parlamentarismo ///
Tancredo Neves: 1o. Ministro /// Francisco Brochado da Rocha: 1o. Ministro
1962 João Goulart: Presidente /// Hermes Lima: 1o. Ministro
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1963 João Goulart: Presidente /// Reinstaura-se o Presidencialismo ///
Presidente deposto por uma Ditadura Militar em 1964
1964 Pascoal Ranieri Mazzilli: Presidente da Câmara assumiu a presidência
Mal. Castello Branco: Presidente eleito pelo Congresso

1965 Mal. Castello Branco
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1966 Mal. Castello Branco
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1967 Mal. Costa e Silva: Presidente eleito indiretamente
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1968 Mal. Costa e Silva: adoeceu no cargo
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1969 Junta Militar: Ministros militares assumiram provisoriamente
Gal. Emílio Garrastazu Médici: Presidente eleito indiretamente

1970 Gal. Emílio Garrastazu Médici
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1971 Gal. Emílio Garrastazu Médici
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1972 Gal. Emílio Garrastazu Médici
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1973 Gal. Emílio Garrastazu Médici
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1974 Gal. Ernesto Geisel: Presidente eleito indiretamente
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1975 Gal. Ernesto Geisel
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1976 Gal. Ernesto Geisel
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1977 Gal. Ernesto Geisel
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1978 Gal. Ernesto Geisel
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1979 Gal. João Baptista Figueiredo: Presidente eleito indiretamente
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1980 Gal. João Baptista Figueiredo
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1981 Gal. João Baptista Figueiredo
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1982 Gal. João Baptista Figueiredo
.
1983 Gal. João Baptista Figueiredo
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1984 Gal. João Baptista Figueiredo
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1985 Tancredo Neves: Presidente eleito indiretamente; faleceu na véspera de assumir a presidência
José Sarney: Vice-presidente, assumiu a presidência

1986 José Sarney
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1987 José Sarney
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1988 José Sarney
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1989 José Sarney
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1990 Fernando Collor de Mello: Presidente eleito pelo voto direto
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1991 Fernando Collor de Mello
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1992 Fernando Collor de Mello: sofreu impeachment
Itamar Franco: Vice-presidente; assumiu interinamente a 02/10 enquanto Collor era julgado
Assumiu o cargo em caráter definitivo a 29/12
1993 Itamar Franco
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1994 Itamar Franco
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1995 Fernando Henrique Cardoso: Presidente eleito pelo voto direto
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1996 Fernando Henrique Cardoso
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1997 Fernando Henrique Cardoso
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1998 Fernando Henrique Cardoso
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1999 Fernando Henrique Cardoso: Presidente reeleito pelo voto direto
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2000 Fernando Henrique Cardoso
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2001 Fernando Henrique Cardoso

2002 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente eleito pelo voto direto

2003 Luiz Inácio Lula da Silva

2004 Luiz Inácio Lula da Silva

2005 Luiz Inácio Lula da Silva

2006 Luiz Inácio Lula da Silva Presidente reeleito pelo voto direto

2007 Luiz Inácio Lula da Silva

Selo e Brasão das Armas Nacionais

Ambos foram instituídos pelo Decreto n° 4, de 19 de novembro de 1889, tendo cada um seu significado e uso específico.


Selo: representa o círculo central da Bandeira Nacional, envolto por outro de menor tamanho onde inscreve-se “República Federativa do Brasil”.
É comumente utilizado na autenticação de documentos oficiais, diplomas e certificados de escolas oficiais ou oficializadas.


Brasão das Armas: campo azul-celeste onde assenta-se o Cruzeiro do Sul; este campo é delimitado por círculo, em ouro com vinte e duas estrelas prateadas fixadas. Sobre este círculo é colocada uma estrela maior, de cinco pontas, ornada com ramo de café à direita e de fumo à esquerda, representando as riquezas agrícolas da época. Ao centro uma espada e, na parte inferior a inscrição “República Federativa do Brasil” – “15 de novembro de 1889”.

Utilizado obrigatoriamente no Palácio da Presidência; na Residência Oficial (Presidente); edifícios-sede do poder federal, estadual, municipal; Câmaras Municipais; repartições públicas federais; quartéis militares; navios, aviões, tanques; escolas públicas (salão principal) e em papéis de expediente e oficiais do governo.

Referências

http://www.suapesquisa.com/republica/

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=314

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=291

http://elogica.br.inter.net/crdubeux/historia.html

http://www.portalbrasil.eti.br/brasil_historiadobrasil_brasilrepublica.htm

http://www.brasilescola.com/historiab/governos-republicanos.htm

http://www.brasilescola.com/historiab/hinodaproclamacaodarepublica.htm

http://paginas.terra.com.br/arte/mundoantigo/proclamacao/

http://www.canalkids.com.br/cultura/historia/republica.htm

http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./estadual/index.html&conteudo=./estadual/br_seloebrasao.html

http://www.mv-brasil.org.br/brasil_hinoshistoria.html

Datas comemorativas – Proclamação da República

Olá amigos professores, não deixem de ler a postagem do ano passado onde abordo o tema focando as séries iniciais e o Fundamental final e Ensino Médio.
Relaciono todos os nossos governantes desde a Proclamação da República; falo sobre o Selo e o Brasão das Armas Nacionais e tantos outros títulos pertinentes ao assunto.
Para ler clique AQUI

HINO DA REPÚBLICA

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA
15 DE NOVEMBRO DE 1889

Fonte: FGV – CPDOC


A própria forma pela qual em geral nos referimos aos eventos ocorridos em 15 de novembro de 1889 – a “Proclamação da República” – já incorpora algumas idéias importantes. Em primeiro lugar, a de que ocorreu uma “proclamação”. Mas o que é “proclamar”?

É apenas anunciar publicamente algo – no caso, que a Monarquia fora substituída pela República. Logo surgem outras idéias, como a de que a República no Brasil teria sido algo inevitável, uma etapa necessária da “evolução” da sociedade brasileira. Mais ainda, podemos imaginar que o fácil sucesso do golpe de Estado – que, tecnicamente, foi o que aconteceu no 15 de Novembro- seria resultado de um consenso nacional, e que os militares, os principais protagonistas do movimento, teriam atuado de forma unida e coesa.

Não é essa a visão que hoje podemos ter desses fatos. Não havia uma maioria republicana no país e nem mesmo unidade entre os militares. De fato, apenas uma pequena fração do Exército, e com características muito específicas, esteve envolvida na conspiração republicana.

O golpe de 1889 foi um momento-chave no surgimento dos militares como protagonistas no cenário político brasileiro. A República então “proclamada” sempre esteve, em alguma medida, marcada por esse sinal de nascença (ou, para muitos, pecado original). Havia muitos republicanos civis no final do Império, mas eles estiveram praticamente ausentes da conspiração. O golpe republicano foi sem dúvida militar, em sua organização e execução. No entanto, ele foi fruto da ação de apenas alguns militares. Quase não houve participação da Marinha, nem de indivíduos situados na base da hierarquia militar (as “praças”, como os soldados ou sargentos). Mas isso não significa que o movimento foi promovido por oficiais situados no topo da hierarquia. Dos generais, apenas Deodoro da Fonseca esteve presente. Os oficiais superiores podiam ser contados nos dedos, e o que mais se destacou entre eles não exercia posição de comando de tropa: trata-se do tenente-coronel Benjamin Constant, professor de matemática na Escola Militar.

Quem foram, então, os militares que conspiraram pela República e se dirigiram ao Campo de Santana na manhã do dia 15 de novembro de 1889 dispostos a derrubar o Império? Basicamente, um conjunto de oficiais de patentes inferiores do Exército (alferes-alunos, tenentes e capitães) que possuíam educação superior ou “científica” obtida durante o curso da Escola Militar, então localizada na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro. Na linguagem da época, a “mocidade militar”.

Essa versão dos acontecimentos difere em alguns pontos importantes das opiniões disponíveis nos livros de história. Em alguns desses relatos, Deodoro aparece unindo simbolicamente todo o Exército; em outros, representando apenas os oficiais mais ligados à tropa, que eram chamados de “tarimbeiros”, geralmente não tinham estudos superiores e constituíam a maior parte da oficialidade. Minha visão de Deodoro é a de um chefe militar levado ao confronto com o governo motivado pelo que imaginava ser a defesa da “honra” do Exército e por algumas particularidades da política do Rio Grande do Sul, que havia chefiado pouco tempo antes. Foi somente nas vésperas do golpe que se reuniu em torno dele um grupo muito pequeno de oficiais de patentes médias.

Todas as fontes disponíveis sobre o 15 de Novembro destacam a liderança que Benjamin Constant exercia sobre a “mocidade militar” formada na Escola Militar da Praia Vermelha, por ter sido durante muitos anos seu professor de matemática. Ele seria o “mestre”, “líder”, “catequizador” ou “apóstolo” desses militares. Para vários autores, principalmente os vinculados à tradição positivista, Benjamin Constant e seus jovens liderados teriam sido o principal elemento na conspiração. Minha perspectiva, no entanto, focaliza não o “líder” ou “mestre”, mas seus pretensos “liderados” ou “discípulos”. Quando examinamos com atenção as fontes documentais disponíveis, ao invés de assistirmos a Benjamin Constant catequizando os jovens da Escola Militar, encontramos justamente a “mocidade militar” seduzido-o e convertendo-o ao ideal republicano. Atribuo à “mocidade militar”, portanto, o papel de principal protagonista da conspiração republicana no interior do Exército.

Formados pela Escola Militar da Praia Vermelha, esses jovens contavam com dois poderosos elementos de coesão social: a mentalidade “cientificista” predominante na cultura escolar e a valorização do mérito pessoal. Esses elementos culturais informaram a ação política que levou ao fim da monarquia e à instauração de um regime republicano no Brasil.

A supervalorização da ciência, ou “cientificismo”, expressava-se na própria maneira pela qual os alunos se referiam informalmente à Escola Militar – “Tabernáculo da Ciência” -, deixando desde logo evidente a alta estima que tinham pelo estudo científico. É importante observar que a Escola Militar foi durante muito tempo a única escola de engenharia do Império. Como a Escola Militar não era passagem obrigatória para a ascensão na carreira militar, havia um fosso entre os oficiais nela formados e o restante (a maioria) da oficialidade do Exército, sem estudos superiores, mais ligado à vida na caserna, com a tropa.

Por outro lado, durante todo o Império, foi clara a hegemonia dos bacharéis em direito no interior da elite. Enquanto o status social dos militares era baixo, os jovens bacharéis tinham caminho aberto para cargos e funções públicas em todos os quadros administrativos e políticos do país. Os jovens “científicos” do Exército tinham que lutar para situar-se melhor dentro de uma sociedade dominada pelos bacharéis.

O republicanismo da “mocidade militar” era oriundo da valorização simbólica do mérito individual somada à cultura cientificista hegemônica entre os alunos e jovens oficiais. A “mocidade militar” era francamente republicana desde muito antes da “Questão Militar” de 1886-1887, geralmente considerada um marco da radicalização política dos militares ao final do Império. A partir de 1878, alunos da Escola Militar criaram clubes secretos republicanos e, em diversas ocasiões, cantaram ou tentaram cantar, desafiando seus superiores, a Marseillaise, o hino revolucionário francês. É notável o radicalismo de sua atuação e o fato de que, nos escritos e nas memórias dos jovens “científicos”, não apareçam referências a professores ou políticos convertendo-os ao republicanismo. As referências a esse respeito levam sempre a livros por eles adquiridos e devorados e, principalmente, à influência de outros jovens “científicos” agrupados em associações e clubes de alunos.

Entre a “mocidade militar” não havia clareza a respeito de como a República vindoura seria organizada. Parece ter sido suficiente saber que se tratava da única forma “científica” de governo, aquela onde reinaria o mérito, ordenador de toda a vida social. A falta de definição a respeito de como seria a República facilitou, por um lado, a unidade de pensamento e ação da “mocidade militar” antes do golpe de 1889; por outro lado, ajudou a apressar sua fragmentação tão logo a República foi instituída.

Foi com esse espírito “científico” e republicano que a “mocidade militar” participou ativamente da conspiração que levou ao fim da monarquia no Brasil. Nesse processo, esses jovens conseguiram atrair alguns oficiais não politizados – como Benjamin Constant – e outros de perfil mais troupier, como Deodoro. Apesar de poucos, esses oficiais mais graduados foram importantes para passar à Nação e ao Exército a idéia de que representavam a “classe militar”.

Até o ano de 1889 o Brasil era governado por um imperador, D. Pedro II. Porém, os brasileiros republicanos achavam que a monarquia afastava o Brasil de todos os povos do Novo Mundo que viviam sob o regime republicano. Assim, pretendiam a República.

Muitos queriam a proclamação da República só depois da morte de D. Pedro II, pois com ela um estrangeiro tomaria parte no governo: o francês Gastão d’Orléans, Conde d’EU, casado com a herdeira do trono, a Princesa Isabel.

O movimento republicano não conseguiu, de início, despertar o interesse do povo, pois esse queria muito bem a D. Pedro II e não desejava vê-lo deposto.

Até a véspera da Proclamação da República, o Marechal Deodoro da Fonseca, apesar de descontente com o ministério, permaneceu ao lado do imperador, pois era muito amigo e o estimava demais para vê-lo perder o trono.

Os republicanos haviam marcado uma revolta para a noite de 20 de novembro. Mas o major Sólon Ribeiro, receando que o governo, sabendo da revolta, pudesse organizar boa defesa, no dia 14 de novembro espalhou a falsa notícia de que o ministério havia mandado prender Deodoro e Benjamim Constant. O mesmo major combinou com seus companheiros, que se encontravam em São Cristóvão, que na manhã de 15 de novembro seguiriam para o centro da cidade.

Nesse momento, já se encontrava Benjamim Constant com suas tropas na atual Praça da república, onde se encontraram com as forças de Deodoro.

Intimaram-se os demais membros do Ministério a entregarem-se e considerarem-se demitidos. Foram abertos os portões do quartel, nele penetrando, a cavalo, o Marechal Deodoro, sob delirantes aclamações dos seus subordinados. As tropas desfilaram pelas ruas da cidade, e à tarde, reunido o povo na Câmara Municipal, José do Patrocínio fez seu discurso, e foi lavrada uma ata do grande acontecimento.

O imperador, informado das ocorrências, veio de Petrópolis ao Rio e tentou ainda organizar um novo ministério. Porém já se organizava um governo provisório, cujo chefe era o Marechal Deodoro, que já assinava os primeiros atos republicanos.

Foi durante esse governo provisório que se instituiu a Bandeira da República, a 19 de novembro de 1889, isto é, quatro dias após o início do regime republicano.

No dia 17 de novembro, o imperador, por ordem do novo governo, foi obrigado a deixar o país. Dois anos depois, falecia D. Pedro II em Paris.

ATIVIDADES

Fonte: Smart Kids

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