O professor pode fazer toda a diferença? #Livro #Sorteio

Antes de iniciar esta conversa quero convidar vocês a deixarem um comentário sobre este post até o dia 31 de março, pois no dia 01 de abril sortearei um exemplar do livro “O PROFESSOR FAZ A DIFERENÇA”. Participem!

Quero iniciar esta nossa conversa fazendo uma pergunta: O professor pode fazer toda a diferença?

Será esta a primeira de algumas perguntas feitas e respondidas no livro “O professor faz a diferença” de José Lopes e Helena Santos Silva, e que me foi enviado como mimo junto com outros dois títulos: A Aprendizagem cooperativa na sala de aula – Um guia prático para o professor e 50 Técnicas de Avaliação Formativa, pela Lidel – edições técnicas, e que passo a compartilhar com vocês algumas impressões que acho pertinente destacar.

Os autores, ao longo dos últimos anos, constataram que a influência do professor é superior a fatores como o ambiente familiar do aluno, a sua origem étnica e nível socioeconômico, a sua motivação e potencial intelectual. Afirmam que o que o professor faz em sala de aula é o principal fator para determinar a aprendizagem e o sucesso dos alunos.

No livro os autores respondem que

“bons professores fazem uma grande diferença na aprendizagem dos alunos. Ou seja, não basta ter potencial intelectual. A qualidade do professor faz toda a diferença porque impede ou facilita que o potencial intelectual se manifeste”.

Citam o exemplo de gêmeos monozigóticos, com o mesmo potencial intelectual, que foram colocados em salas de aula diferentes, com professores de qualidades diferentes. O resultado foi que o rendimento escolar de um e de outro apontou diferenças significativas reforçando que a qualidade dos professores foi uma das razões para esta diferença.

O livro aponta vários percentuais oriundos de pesquisas realizadas em diferentes circunstâncias que reforçam a importância da qualidade intelectual do professor. Marzano (2003) fez uma síntese da investigação sobre escolas eficazes realizada nos últimos 35 anos. Veja o gráfico abaixo:

“Só se consegue assegurar melhorias importantes no rendimento escolar do aluno se o professor assumir uma atitude de questionamento e reflexão sobre concepções pouco adequadas de ensino”.

O que permite que os professores façam a diferença?

Os professores experientes e peritos possuem não só o conhecimento pedagógico da matéria, mas também a paixão pelo ensino. Improvisam e alteram estratégias para atingir os alunos que encontram dificuldades. Interrogam-se, preocupam-se com as razões que estão interferindo e dificultando a aprendizagem.

O livro apresenta por ordem de importância os 31 fatores que têm maior eficácia na aprendizagem dos alunos. A cada início é apresentado uma balança como maneira de expressar o peso dos seus efeitos na aprendizagem.

Dentre os fatores vocês vão encontrar a Relação professor-aluno, Ensino recíproco, Ensino de estratégias metacognitivas, Não rotular os alunos, Efeitos das expectativas do professor no desempenho escolar do aluno e muito mais.

Para cada um dos fatores abordados se inicia com a definição, sua importância, aplicações em sala de aula, qual o papel do professor diante de cada fator, estratégias de uso, sugestões de uso e reflexões dentre outras.

Enfim, através deste livro o leitor toma ainda conhecimento das estratégias e métidos de ensino mais eficazes na aprendizagem dos aluno e poderá tirar partido das inúmeras sugestões de aplicação na sala de aula.

RELAÇÃO DOS PARTICIPANTES DO SORTEIO

  1. ANDREA DA SILVA CASTAGINI
  2. Melissa machado
  3. Marcos Pizzelli
  4. CARLOTA APARECIDA MEDEIROS DA SILVA
  5. Mara Miranda
  6. dione
  7. Claudete Aparecida da Silva
  8. Simone Monteiro
  9. Iêda
  10. Sueli Abadia Godoi Pereira
  11. Jane Eyre Azevedo
  12. carmem machado
  13. Jucilene Santos
  14. angela maria
  15. ADIRCE DE SOUSA LOBO ABREU
  16. ELIANE
  17. Márcia
  18. Bárbara A S Ritter
  19. Maria Margarida de Souza Melo
  20. Andre Luis Correa
  21. TONIELE MARTINS
  22. Hiran Pinel
  23. Lucia Silva Morais
  24. ronaldo nepomuceno
  25. Rosana Rodrigues dos Santos
  26. Rosana Rodrigues

Agradeço a todos pela participação e pelo carinho dos comentários.

O NÚMERO SORTEADO É: 

PARABÉNS, CARMEM MACHADO!

 

Educação e Sociedade Contemporânea

Quero convidar vocês para assistirem o vídeo da Palestra ministrada por Lucy Duró no Rio Grande do Sul no Congresso do Ensino Privado Gaúcho.

Lucy Duró já esteve aqui no Educa Já! diversas vezes sempre contribuindo para uma Educação de qualidade. Para ter acesso aos outros posts clique AQUI

 Lucy afirma que

“A sociedade contemporânea desenvolveu-se muito em relação a tecnologia, entretanto ainda há um grande contigente de pessoas passando fome no mundo. A escola como uma das intituições sociais responsaveis pela formação humana ainda valoriza uns em detrimento de outros. Desconsidera as diferenças e, muitas vezes, condena crianças e jovens por não atenderem o padrão determinado por ela. Quanto do potencial humano é perdido em uma sala de aula que promove a memorização, a competição e a meritocracia?
Será que a escola está mesmo trabalhando com os valores necessarios para formação de um indivíduo ético?

Projeto Horta Sustentável fica em 1º lugar no estado de PE

Vocês se lembram que há algumas semanas compartilhei com vocês o Projeto Horta Sustentável?

Pois bem, recebi um email da Sandra Maria Silva de Macedo que é gestora da Escola Intermediária Maria Aliete de Freitas Macêdo de Salobro – Pesqueira (PE) me dizendo o seguinte:

“O projeto Semana de Ciências e Tecnologia que acontece  todos os anos nos municípios é um projeto nacional o qual o meu município- Pesqueira -PE,  vem participando  há  3 anos.
Como  a Escola que estou  como gestora  é municipal,  eu fui e levei a Horta Sustentável  para mostrar o exemplo.
Na avaliação a nossa escola foi premiada em primeiro lugar pelo melhor experimento.
Fiquei muito feliz, pois vi que o trabalho está dando resultados.”
Parabéns a todos os alunos, a você Sandra e que teu exemplo sirva de inspiração para muitos outros professores e alunos.
Receba o nosso carinho e admiração.

Abaixo as fotos do evento:

Todos pela Educação – Valorização do Professor

O Todos Pela Educação lançou, nesta terça-feira (12), uma nova campanha de mobilização. Desta vez, o foco é a valorização do magistério e o slogan é “Um bom professor, um bom começo”. “O objetivo é a valorização do bom professor, aquele que tem o foco no aprendizado de seus alunos e que, assim, contribui efetivamente para a melhoria da qualidade da Educação no Brasil”, afirma Priscila Cruz, diretora-executiva do movimento.

Mas qual deve ser a maneira para valorizar os bons professores? Para Mozart Neves Ramos, conselheiro do movimento, essa valorização passa necessariamente por quatro eixos: “salário inicial atraente, plano de carreira, formação inicial e continuada e boas condições de trabalho”.

“Sem bons professores não teremos bons médicos, bons economistas, bons engenheiros e nem mesmo outros bons professores. Valorizar os bons professores é uma lição de casa que todos nós precisamos fazer”, diz Mozart.

Conceito da campanha
A campanha foi produzida pela DM9DDB, do grupo ABC e é composta por uma animação em stop motion para TV, anúncios para jornais e revistas, banners para internet e spots de rádio.

A animação e as peças da campanha seguem o mesmo conceito: em todas as conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, existe a figura e o suporte de um bom professor em algum momento.

“Para traduzir a importância do ensino… continue lendo

Vamos unir forças! Divulgue a campanha de Valorização do Professor. Coloque o selo no seu blog.
A Educação agradece!

Reunião Pedagógica – Veja os 7 pecados

Fonte: Nova Escola

00e157pe 1 Participação facultativa

O que acontece A escola não obriga os professores a comparecer aos encontros de formação, pois:
- A rede não paga pelos horários de estudo coletivo.
- Os docentes trabalham em mais de uma escola.
- A prioridade é dada às tarefas individuais (como corrigir lição de casa), em detrimento das coletivas.

Por que é um erro Se alguns docentes participam da formação e outros não, o ensino na escola não se desenvolve como um todo: os alunos dos professores que vão atrás da formação aprenderão, enquanto os outros, não. Também não há troca de experiências ou aperfeiçoamento de estratégias. “O trabalho pedagógico pede um esforço conjunto para o planejamento de maneiras eficazes a fim de que os alunos avancem. Caso contrário, há um empobrecimento do currículo e dos processos didáticos”, diz Inês Assunção de Castro Teixeira, pesquisadora, socióloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Como corrigir Se o problema é o não-pagamento das horas de formação, a categoria tem o direito de pedir a regulamentação junto à Secretaria de Educação. Até que haja mudanças, é preciso buscar alternativas, como montar um calendário que preveja encontros regulares do coordenador com os professores, agrupados por série, ciclo ou disciplina – que também resolvem o problema quando parte da equipe não cumpre jornada integral. Contudo, se os docentes são dispensados, os gestores precisam rever seus conceitos sobre a qualidade do ensino e procurar capacitação.

00e25pp82 Ausência de regularidade das reuniões

O que acontece Às vezes, o problema da obrigatoriedade é solucionado, mas não existe periodicidade para os encontros porque:
- As reuniões não estão previstas no calendário.
- Os encontros, quando marcados, são cancelados.
- A equipe só se reúne quando há alguma urgência.

Por que é um erro
É impossível desenvolver uma sequência formativa bem encadeada quando os encontros ocorrem de vez em quando. “Sem regularidade, o coordenador pedagógico não consegue acompanhar o uso das estratégias para ver se elas estão dando resultados e dar retorno para o grupo a tempo de fazer os ajustes necessários no planejamento”, diz Marisa Garcia, professora do Instituto Superior de Educação Vera Cruz (Isevec), em São Paulo.

Como corrigir
É imprescindível que o coordenador monte um cronograma prevendo a frequência do trabalho pedagógico coletivo e respeite-o. Encontros semanais ou quinzenais, com duração de mínima de duas horas, são o ideal.

00e0ybcq3 Inexistência de plano anual de formação

O que acontece Ainda que os encontros sejam frequentes, o deslize aparece quando os temas não têm progressão ou conexão uns com os outros ou tratam de assuntos sazonais, como Copa do Mundo ou gripe H1N1. Isso acontece porque:
- Falta formação para o coordenador ser formador.
- Os profissionais não têm tempo de planejamento e instala-se a cultura do improviso na escola.

Por que é um erro
O planejamento e o encadeamento dos encontros garantem o desenvolvimento progressivo dos conteúdos. Um tema só é bem trabalhado quando os professores estudam juntos, pesquisam, usam os novos conhecimentos em sala de aula, voltam com dúvidas para debater com o coordenador e os colegas e utilizam com os alunos, em várias oportunidades, as estratégias estudadas.

Como corrigir
O planejamento deve ser feito com base em dois pontos: o diagnóstico da aprendizagem dos alunos e o histórico da formação de professores realizada na escola. O primeiro aponta os conteúdos a serem estudados (aqueles em que os alunos apresentam dificuldade). Já o segundo mostra como o grupo pode avançar e que, de acordo com a rotatividade de professores, certos temas podem ser retomados ou tratados em orientações individuais. Nesse sentido, é fundamental que os encontros sejam registrados.

0018c210 4 Indefinição de pautas

O que acontece O coordenador pedagógico pode até fazer um plano de formação, mas peca na condução dos encontros e se deixa atropelar por temas que não se relacionam com a prática de sala de aula. Isso geralmente ocorre quando ele:
- Esquece as necessidades de aprendizagem dos alunos ao organizar cada reunião.
- Detecta as necessidades, mas não estuda os conteúdos nem as didáticas específicas.
- Deixa que os docentes falem aleatoriamente sobre suas experiências sem relacioná-las às teorias.
- Tenta dar conta de muitos assuntos e não se aprofunda em nenhum deles.
- Fala sozinho durante todo o encontro, sem promover a interação entre os professores.
- Utiliza o tempo disponível para divulgar informes oficiais e administrativos.

Por que é um erro
Se a reunião não estiver organizada de forma a prever todos os momentos necessários à boa formação – como um tempo para leituras, apresentação e análise de casos à luz das teorias, debate entre os participantes e solução de dúvidas -, não será eficaz.

Como corrigir
O tempo da formação deve ser reservado apenas para os assuntos pedagógicos – temas administrativos podem ser tratados em reuniões específicas para esse fim ou por meio de bilhetes e e-mails. Cabe ao coordenador não deixar que a conversa durante a reunião perca o foco. É função do diretor assegurar que o coordenador tenha tempo para planejar adequadamente o HTPC.

00e23x6h5 Inadequação do espaço

O que acontece Não basta ter pautas bem planejadas e relacionadas com a prática pedagógica se os encontros de formação são realizados em locais tumultuados, como a secretaria da escola, ou em salas inadequadas. Os problemas com o espaço em geral surgem quando:
- A escola é pequena e não há sala para reuniões.
- Não há planejamento para o uso dos ambientes escolares e, na hora da reunião, arranja-se um local qualquer, com mobiliário improvisado (mais uma vez, a cultura do improviso ditando as regras).

Por que é um erro
O espaço influencia o andamento e a progressão dos trabalhos. Sem um conforto mínimo, os professores certamente terão dificuldade em se concentrar e fazer registros.

Como corrigir
É certo que aparelhos como computador e data show auxiliam na explanação e exemplificação dos assuntos abordados. Mas uma sala tranquila, com mesas e cadeiras apropriadas, e um quadro negro, ou flip-chart, também resolvem. Pode ser a sala dos professores ou mesmo a biblioteca. O importante é criar um espaço que convide os professores a ler, estudar, escrever, pensar e discutir com os colegas. Uma bandeja com café e água também ajuda a acolher os participantes.

00e1y471 6 Uso de atividades de motivação

O que acontece Às vezes, a gestão do tempo e do espaço é bem feita, mas os encontros são recheados com leituras para emocionar ou transmitir lições de moral; encenação de peças teatrais; apresentação de canções e propostas de pinturas e desenhos que nada têm a ver com a prática pedagógica; desabafos sobre fatos do dia a dia; palestras com profissionais que promovem a autoajuda; atividades em que os professores são desafiados a dar respostas certas e recebem prêmios; e uso de textos motivacionais. Isso ocorre porque:
- Os gestores não compreendem que tais atividades não melhoram de fato a prática pedagógica.
- Há confusão entre o que são questões pedagógicas e profissionais e o que são questões pessoais.

Por que é um erro
Atividades motivacionais podem divertir e aliviar a tensão, mas não se refletem na compreensão dos docentes sobre o que ensinar nem promovem benefícios concretos para os estudantes. “Não há reflexão produtiva sem considerar os conhecimentos prévios, didáticos e pedagógicos da equipe”, diz Beatriz Gouveia.

Como corrigir
Os gestores devem refletir sobre como as atividades desenvolvidas no horário de trabalho pedagógico coletivo incidem no processo de ensino e aprendizagem: o professor aprendeu novos conteúdos? Tirou dúvidas sobre como ensinar? Trocou experiências relacionadas à prática? A ampliação do repertório cultural também deve ser levada em consideração, não com a troca de mensagens motivacionais, mas com boas indicações de leituras e filmes e incentivo ao acompanhamento da cultura local.

00755e617 Dispensa de alunos

O que acontece Ainda que os deslizes anteriores tenham sido evitados, na hora das reuniões os alunos não têm aulas – ou voltam para casa ou ficam soltos pela escola. Em geral, isso acontece porque:
- Os professores precisam participar da formação continuada no horário de aula, pois não recebem pelas horas de estudo.
- Não há professores auxiliares ou outros profissionais que desenvolvam alguma atividade ou projeto enquanto os docentes estudam.

Por que é um erro
O aluno tem direito a ter os 200 dias letivos de aulas por ano e qualquer subtração nesse total significa a perda de momentos importantes para a aprendizagem e o prejuízo no andamento do currículo. Quando os alunos permanecem na escola sem nenhuma proposta e supervisão, professores e gestores não encontram condições adequadas para estudar, já que muitas vezes são interrompidos pela bagunça ou para solucionar problemas entre as crianças e os adolescentes.

Como corrigir
Assim como a falta de obrigatoriedade, a dispensa de alunos pode estar relacionada à não-regulamentação da formação em serviço. Nesse caso, o ideal também é buscar a oficialização do horário. Como medida provisória, é possível pedir que professores auxiliares ou funcionários da escola fiquem com os estudantes durante a reunião. “Projetos de jogos ou leitura são educativos e, por isso, sempre bem-vindos. E toda a equipe pode receber capacitação para desenvolvê-los”, sugere Beatriz Gouveia, do Instituto Avisa Lá.

Leia também:

O que evitar no trabalho pedagógico coletivo

Os desafios do coordenador pedagógico

Vamos acabar com o abuso sexual – viralize esse assunto

Professor: como agir diante de um possível caso de

abuso sexual

Fonte: Childhood – pela proteção da infância

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

Para a educadora italiana Rita Ippolito, há quase duas décadas no Brasil e organizadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação, a prática da cidadania passa pela escola; os professores e educadores são os protagonistas desse processo, que envolve o respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a garantia dos direitos de seus alunos. Assim, é possível que, em algum momento, o educador se depare com uma criança em situação de abuso sexual. O que fazer? A seguir, algumas breves orientações.

Suspeita – “Se o professor tem uma suspeita, é importante que ele fale com o aluno”, afirma Rita. “O primeiro interlocutor fundamental é a criança e, para isso, o educador precisa conquistar sua confiança. Afinal, se o menino ou a menina sofreu de fato um abuso, pode considerar aquele adulto também como um inimigo.”

Relato – “Uma vez que a criança deposite a confiança naquele adulto, vai contar o que está acontecendo com ela”, diz Rita. É importante que a conversa aconteça num ambiente tranquilo e seguro, sem interferência de outras pessoas. O professor deve se manter calmo, sem reações extremadas, para não influenciar o relato do aluno. “Se for necessário, deve pedir ajuda à direção da escola, sempre com discrição.”

Família – “É preciso entrar em contato com a família; mas, antes, o professor precisa ouvir da criança quais são as pessoas que ela aprova como interlocutores.”

Notificação – “Não difundir a história e agir com muita discrição, porque é um caso extremamente delicado. Também é necessário compreender exatamente o que está acontecendo com a criança”, diz Rita. “No momento em que tiver todos os indícios de que se trata mesmo de abuso, o educador deve avisar a família e notificar o Conselho Tutelar.”

Cuidado com a criança – “A criança é prioridade em toda essa história. É a parte mais vulnerável, pois passa a sentir culpa e pressão por parte da família” afirma Rita. “Muitas vezes, alguns familiares minimizam a violência à criança como se fosse um problema menor. Por exemplo: ora, como acusar o chefe da família de abuso? Por isso, a escuta, o acolhimento e a proteção do professor àquele aluno se torna muito importante. A criança se sente mais segura, se há alguém que conhece todas as minúcias de sua situação.”

Reinserção na escola – De acordo com Rita, caso a situação não tenha sido tão traumática, é possível trabalhar um programa de redução de danos para aquela criança abusada. “O histórico de abuso deve ser mantido em sigilo. É essencial respeitar a privacidade da criança. Além disso, o professor deve trabalhar a solidariedade, o respeito mútuo, compreender o tempo interno dessa criança e fazer com que ela não seja discriminada nem isolada, sendo capaz de continuar na escola e interagir normalmente com as outras crianças.”

Instituição – “O professor também precisa de suporte. Às vezes, sozinho não consegue fazer um acompanhamento adequado. Por isso, a instituição deve apoiá-lo e motivá-lo. A formação dos profissionais também se faz fundamental: saber lidar com situações de violência sexual e como atuar, a quem notificar, além de compreender o que é infância no século 21, o que diz o ECA, quais as condições sociais de seus alunos, como são suas famílias e o que fazer para garantir os direitos dessas crianças dentro da escola.”

Prevenção – Segundo Rita, é importante que as crianças e os adolescentes se conscientizem da própria sexualidade, conforme as características de cada faixa etária, e trabalhem a capacidade de falar de situações de perigo e de dizer ‘não’. “Com a orientação recebida na escola, a criança pode perceber se está sendo abusada e como ela é possível se defender”, conta. “A sexualidade precisa deixar de ser aquele monstro, aquela coisa terrível, e se tornar tema de diálogo, um assunto conversado dentro da escola de forma natural.”

Professor(a) você teve algum caso de abuso sexual envolvendo seus alunos?

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