Medidor de Certeza #PlanetaPUC

Neste ano, o Planeta PUC traz uma novidade inusitada aos jovens que ainda estão em dúvida na escolha da profissão que irão seguir: o Medidor de Certeza. 

Por meio de um polígrafo, mais conhecido por detector de mentiras, os visitantes poderão testar o grau de certeza sobre a carreira escolhida. 

O Medidor de Certeza não é um teste vocacional, trata-se de um polígrafo detector de mentiras que já é utilizado por diversas corporações, como FBI, CIA, KGB, empresas de seguros entre outros, o que confere confiabilidade no processo.

Funciona assim: No Medidor de Certeza, essa análise é feita pela precisão e timbre da voz do estudante, além de registros de mudanças no batimento cardíaco. Para fazer o teste, o estudante entra na cabine do Medidor de Certeza e conecta-se à máquina via Facebook. Em seguida tem sua frequência cardíaca medida e responde algumas perguntas. O estudante leva para casa um relatório com o resultado, que pode ser compartilhado em sua timeline no Facebook.

Confira as cidades e as datas.

Ah! A Entrada é franca.

Planeta PUC em:

  • Curitiba acontece nos dias 08, 09 e 10 de agosto.
  • Londrina (12 e 13 de setembro),
  • Maringá (9 e 10 de setembro) e
  • Toledo (17 a 19 de setembro).

Por que a pressa?

Vejam só o paradoxo que estamos vivendo.

Antigamente, até a descoberta da penicilina em 1928, a perspectiva de vida das pessoas era de 40 anos.  Hoje, com todo o avanço científico da Medicina, da boa alimentação, da prática de esportes e tantos outros recursos que fazemos uso diariamente, a perspectiva de vida gira em torno dos 80 anos e, tudo leva a crer que esta geração que está vindo agora chegará tranquilamente aos 100 anos. Pois bem, antigamente, não havia pressa, embora se soubesse que se viveria bem menos. O estilo de vida era mais tranquilo, os horários, os compromissos, enfim tudo andava em um ritmo mais lento levando em consideração a velocidade de hoje.

Para se tomar banho tinha que alguém ir buscar a água, aquecê-la, derramá-la em uma bacia ou banheira consumindo um bom tempo. Para colocar a roupa o tempo investido era enorme, pois as roupas eram muito elaboradas, cheias de detalhes, franzidos, rendinhas, saiotes, espartilhos, inúmeras saias, meias, luvas, chapéus, sombrinhas, capas, assim como os homens que usavam calças, camisas, casacas, coletes, suspensórios, gravatas, lenços, cravo na lapela e luvas além do chapéu e da bengala.

Sair de casa era uma verdadeira aventura, pois os mais simples iam caminhando por trilhas de terra uma vez que a maioria da população vivia na zona rural, enquanto que os mais abastados iam de charretes ou a cavalo.

No século XX a expectativa de vida praticamente dobrou e com ela a pressa oriunda do progresso que construiu ruas e avenidas colocando carros para transitarem sobre elas, construiu casas e edifícios, trouxe quem morava no campo para a cidade, colocou transporte público, indústrias, bancos, mercados, escolas, hotéis, supermercados, cinemas, teatro, shopping…

As pessoas começaram a realizar atividades que antes não faziam parte do seu cotidiano. Lembro-me que quando era pequena, na década de 60 e morávamos em Santos-SP, uma vez por mês íamos eu, minha mãe e minha irmã, ao centro para pagar a conta de luz no banco. Era uma verdadeira festa, pois íamos de bonde até o centro da cidade, descíamos na Praça Mauá, andávamos até o banco, minha mãe pagava a conta e depois íamos até as Lojas Americanas comer um americano no prato com refrigerante e como sobremesa uma banana Split. É claro que isso só acontecia se o comportamento tivesse sido bom e as notas altas, caso contrário, voltávamos sem este super lanche. Hoje, século XXI ninguém sai de casa para fazer somente uma tarefa. É comum se sair de casa com um itinerário repleto de afazeres que vão sendo riscados na agenda durante o percurso de ida e de volta.

No século XXI a perspectiva de vida é de que muitos cheguem a viver perto dos 120 anos. Temos exemplos atuais de famosos como Dercy Gonçalves (101 anos), Oscar Niemeyer (104 anos), Dona Canô (105 anos) e da pessoa mais velha do mundo, que ainda continua viva, que é o japonês Jiroemon Kimura com 115 anos.

Pensando no jovem de hoje que está diante desta possibilidade de longevidade, te convido a refletirmos sobre a possibilidade de diminuir a pressa em muitos tópicos como, por exemplo, a necessidade de ingressar em uma Graduação aos 17 anos, principalmente se não tiver vocação definida. Ele pode se dar ao luxo de praticar alguma atividade que lhe dê prazer fazendo uso do seu vigor juvenil enquanto exerce atividades diversas para experimentar vários caminhos até se sentir seguro quanto a profissão que quer exercer.

Poderá ingressar aos 25 anos na Graduação, se formar aos 30, exercer por 30 anos fazendo todas as especializações que tiver oportunidade, e se aposentar. Estando então com 60 anos poderá optar por uma nova Graduação renovando suas energias em uma nova atividade.  Se formará aos 65, exercerá mais 30 anos e conseguirá sua segunda aposentadoria. Aos 95 anos, já bem seguro financeiramente, ainda terá 25 anos para fazer tudo que tiver vontade.

O que vocês acharam desta expectativa?