Dia Internacional da Mulher – Datas Comemorativas

Escrevi hoje este artigo no site Oficial da cidade de Itu o qual sou colunista e gostaria, além de sugerir a leitura, de complementar minhas reflexões sobre o Dia Internacional da Mulher focando a abordagem do assunto e a mudança de paradigma envolvendo a figura feminina, pelos professores.

A escola hoje recebe alunos de ambos os sexos, diferente da minha época em que havia escolas só para meninas e escolas só para meninos impedindo a convivência entre gêneros. Normalmente as escolas só de meninas eram de freiras e dos meninos de padres, também tendo algumas laicas.  Estudei toda a minha vida em colégio de freiras, portanto, só de mulheres e lá, além de todas as matérias que integravam o currículo, aprendíamos como arrumar uma mesa para diferentes ocasiões, como fazer uma bainha de calça usando ponto paris, como cerzir meias, além de culinária, puericultura, artesanato, música dentre outras. Éramos preparadas para sermos excelentes esposas e donas de casa primorosas.

Estudei lá até o final do Magistério (antigo Normal) e quando me formei meu pai, emocionado, me disse estar realizado, pois eu estava pronta para me tornar uma excelente esposa. Qual não foi seu espanto quando lhe informei que desejava ingressar na Faculdade de Direito. Ele quase enfartou! É bom lembrar que isso aconteceu em 1973, auge da Ditadura Militar e meus pais, indignados, não conseguiam compreender como sua filha podia ter se tornado uma subversiva (palavra deles). Na verdade eu só queria contribuir para a mudança da realidade brasileira uma vez que o patriotismo pulsava na mesma cadência que o pulsar do meu coração.

Com a valentia da minha juventude prestei vestibular escondida dos meus pais e ingressei na Faculdade. A turma era de 44 pessoas sendo que somente 8 eram mulheres e eu a mais nova.  A luta foi dura e longa, mas valeu a pena! Há muitas experiências vividas que contarei em outra oportunidade, mas optei por compartilhar com vocês este relato para exemplificar as dificuldades vividas pelo sexo feminino, num tempo não muito distante.

Quando pequena eu só brincava de vestido, pois até o final da década de 60 eu não podia usar calça comprida porque era vestimenta somente de homem ou de “mulher de vida fácil”, como se costumava dizer.

O assunto pílula anticoncepcional então era assunto proibido, pois estava muito mais ligado à perda da virgindade do que ao método contraceptivo.

Contando estas ações e reações se têm a impressão de que faz muito tempo, porém não faz tanto tempo assim e é por esta razão que as conquistas femininas devem ser tratadas com a seriedade que elas merecem.

O Dia Internacional da Mulher representa muito mais do que palavras doces e uma rosa na mão. Representa a conquista da mulher, a duras penas, para obter um lugar ativo e produtivo na sociedade. Mas ainda há muito a se conquistar e muitos conceitos e pré-conceitos a serem mudados. É por esta razão que a escola, hoje acolhendo alunos de ambos os sexos, pode promover a reflexão e consequente formação de opinião abordando assuntos igualmente importantes como:

- A obsessão pela beleza o qual a mulher acaba por destruir seus traços únicos se tornando mais uma na produção de mulheres em série – todas com as mesmas características: lábios preenchidos, seios e nádegas siliconadas, cintura fina…

- A cobrança constante para que a mulher tenha um namorado, marido, filhos…

- A insinuação de que sempre que a mulher consegue um bom emprego, uma bolsa de estudos no exterior ou algo similar foi em razão do uso do seu corpo e não da sua capacidade.

- Toda vez que a mulher defende seu ponto de vista de forma contrária é rotulada de louca ou de mal amada.

- Ter salários diferenciados ocupando a mesma função que o homem;

- Ser discriminada seja no trânsito,  por ser loira, ser magra, ser alta, ser gorda, ser baixa…

- A imposição de ter que agir de determinada maneira, caso contrário, nenhum homem se interessará por ela.

E tantas outras situações que ainda discriminam a mulher em nossa sociedade.

A escola pode e deve trabalhar Valores através de reflexões de atitudes dos próprios alunos dando destaque para a Ética. Somente através da formação embasada em valores é que conseguiremos transpor toda esta discriminação e formar pessoas conscientes do seu papel na sociedade.

Parabéns para as mulheres que fazem a diferença!

No #outubrorosa falando do câncer de mama masculino

Quero falar hoje sobre um assunto extremamente pertinente e que ainda não é encarado com a importância que merece. Mesmo sendo o mês de outubro o escolhido para se abordar o assunto prevenção do câncer de mama, este ainda tem o foco só na mulher.

É certo que o número de homens acometidos pela doença é de 1% em relação à mulher, mas isso não justifica deixá-lo de lado.

Numa reportagem feita pela BBC aponta a falta de cuidado dos profissionais da saúde ao tratarem dos pacientes homens com câncer de mama. Estes cometem deslizes como pedir para que tragam para o hospital um sutiã bem macio para o pós-operatório e também chamam o paciente de senhora na maioria das vezes.

A sugestão é que para os próximos anos seja colocado um ponto azul no laço rosa que simboliza o #outubrorosa – o mês da luta contra o câncer de mama, representando que os homens são vítimas em cerca de 1% dos casos.

Assista ao vídeo clicando na imagem.

Como contei no post anterior, fui convidada para participar de um encontro no Hospital Santa Paula em que o Dr. André Perina abordou Mitos e Verdades sobre o Câncer de Mama.

Aproveito para compartilhar as informações importantes que obtive neste encontro:

  • Foi perguntado se estresse causa câncer?

Dr. Andre Perina respondeu que não. Não existe nenhum resultado de pesquisas em que aponte que estresse ou depressão cause câncer. O que acontece é que quando o câncer é constatado a pessoa procura causas, e acaba por imputar a alguma tristeza, estresse ou outro fator emocional que venha ter sofrido.

  • Um fator de risco é a gravidez após os 30 anos.
  • O histórico familiar também é fator de risco.  Se o caso for em um parente de primeiro grau a chance de ter é de 1,5 a 2,9 x.  Se for em parente de segundo grau a chance é de 3,0 a 6,9 x
  • Porém, em 85% dos casos não há histórico familiar.
  • Obesidade é fator de risco.
  • Fumo e bebida é fator de risco
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos é fator de risco
  • Menopausa tardia também
  • Desodorante, antitranspirante e soutiens causam câncer? Não causam.
  • Trauma local provoca câncer? Não provoca.
  • A mastectomia é inevitável? Não. Com o diagnóstico precoce diminui a mortalidade e aumenta a possibilidade de preservação da mama.

LEMBRE SEMPRE QUE:

A mamografia permite a detecção precoce;

O aumento das chances de cura e

deve ser anual a partir dos 40 anos

 

 

 

Outubro Rosa no Hospital Santa Paula #santapaularosa

O mês de outubro é um mês incrivelmente especial pois se comemora o Dia das Crianças, o Dia da Padroeira do Brasil e o Outubro Rosa

Há praticamente quatro anos que participo do Movimento Outubro Rosa seja através de ações promovidas pela presidente da FEMAMA Maira Caleffi, seja junto de Mirela Janotti autora do livro Força na Peruca , Blogagens coletivas ou debates como o promovido pela FEMME – Laboratório da Mulher na Campanha Saúde da Mulher 2009

Este ano estou novamente participando da Blogagem Coletiva proposta pela @samegui que envolve muitas blogueiras com seus posts maravilhosos que vou elencar ao final desta postagem.

Aproveito para destacar que este ano o Hospital Santa Paula também está participando da Blogagem Coletiva do Outubro Rosa e além de iluminar de Rosa o seu prédio está promovendo uma série de Palestras as quais tive o privilégio de ser convidada para participar, daqui há pouco, juntamente com outras amigas queridas e blogueiras:

Flavia Penido

Simone Miletic -

Patrícia Mattos -

Selma Roberta -

dos debates pós Palestras os quais estarei debatendo e tuitando de lá.

O Hospital Santa Paula, localizado na Zona Sul de São Paulo, participa do Outubro Rosa, com várias atividades. O hospital ficará todo iluminado de rosa, a exemplo de vários monumentos no Brasil e no mundo, realizará uma série de palestras educativas, gratuitas e abertas ao público, sobre o tema e distribuirá folhetos explicativos sobre a prevenção, tudo com o apoio da Sociedade Brasileira de Mastologia. Os folhetos também serão distribuídos em empresas, que aderiram a Campanha juntamente com o Santa Paula, como Tetra Pak, Anhembi Morumbi e ZumBrazil. Para fortalecer a campanha, toda a equipe do Santa Paula usará botons relativos ao Outubro Rosa.

Muitos artistas e personalidades posaram com a camiseta símbolo da campanha. Entre eles estão o ator Malvino Salvador, a primeira dama de São Paulo Lu Alckmin, o médico da Seleção Brasileira de futebol Rodrigo Lasmar, os cantores Paulo Ricardo, Jair Rodrigues, Rogério Flausino, Durval Lelys, Aretha Marcos, Patrícia Coelho e Luiza Possi,a modelo Ana Claudia Michels, a jornalista Joyce Pascowitch, a atriz Monalisa Gomes, o personal chef Rodrigo Einsfield, a estilista Juliana Jabour, o designer de jóias Raphael Falci e o jogador de futebol Cafu. Em favor da causa, os artistas e personalidades não cobraram cachê.

Para quem for ao evento ou quiser acompanhar pelo Twitter será usada a hashtag @santapaularosa

Então Anote na Agenda:

Palestra: “Mitos e verdades sobre o câncer de mama”

Data: 17 de Outubro

Horário: 11 e 15 horas

Local: Av. Santo Amaro, 2468 – São Paulo SP – Auditorio 5 andar da Ala B.

Informações e inscrições: 11.3040.8008 santapaula@santapaula.com.br falar com Eva ou Simone

Estacionamento grátis no local

Sobre o Hospital Santa Paula

O Hospital Santa Paula foi fundado em 1958, como Pronto-Socorro Santa Paula. Atualmente, após uma reestruturação societária, o hospital ocupa uma área física de 15 mil m² e abriga 200 leitos, oito salas de cirurgia e 50 leitos de terapia intensiva, sendo nove exclusivos para a unidade coronariana e mais nove para a UTI Neurológica. Um dos destaques do Hospital é o Centro de Oncologia, um dos mais modernos do país.

O complexo hospitalar do HSP é considerado um centro de excelência na Zona Sul da cidade de São Paulo. O hospital chega a atender cerca de 100.000 pacientes por ano em seu Pronto Atendimento e realiza cerca de 7.500 cirurgias anualmente. Sua gestão arrojada treina e emprega mais de 850 colaboradores diretos e 380 terceirizados, além de contar com um competente corpo clínico.  No ano de 2010, o hospital registrou R$ 158 milhões de faturamento.www.santapaula.com.br

Posts que integram a blogagem

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