Organizando a Semana Pedagógica

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Semana Pedagógica – 2008

Semana Pedagógica – 2008 continuação

Semana Pedagógica – 2009

Semana pedagógica: o que não pode faltar

Fonte: Nova Escola

Organização

Se é verdade que um bom planejamento evita problemas posteriores, certamente a primeira semana do ano é a mais importante para qualquer escola: é quando os gestores e a equipe pedagógica se reúnem para projetar os próximos 200 dias letivos e fazer a revisão do Projeto Político Pedagógico (PPP) – o documento que marca a identidade da escola e indica os caminhos para que os objetivos educacionais sejam atingidos. É o momento de integrar os professores que estão chegando, colocando-os em contato com o jeito de trabalhar do grupo, e, claro, mostrar os dados da escola para todos os docentes, além de apresentar as informações sobre as turmas para as quais cada um vai lecionar.

Antes de produzir esta reportagem, perguntamos a diretores e coordenadores pedagógicos, em nosso site, quais as principais dúvidas em relação à semana de planejamento. Recebemos 45 mensagens, questionando desde como organizar os encontros (e quem deve participar deles) até incertezas sobre os temas a debater. Para ajudar esses e outros leitores, sugerimos um cronograma para cinco dias de planejamento, com indicações sobre o que fazer em cada um deles e ideias práticas para conduzir os trabalhos.

A semana pedagógica, nunca é demais lembrar, não se restringe a esse período – pelo menos para os gestores. Érika Virgílio Rodrigues da Cunha, professora de Didática, Currículo e Avaliação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), afirma que o diretor deve planejar com antecedência, executar a agenda definida e acompanhar os resultados durante o ano. A preparação prévia está reunida no quadro abaixo, e as dicas para garantir um bom acompanhamento dos resultados, no último quadro desta reportagem. O planejamento da semana em si ocupa as próximas páginas.

Uma regra geral é começar o encontro pela discussão dos grandes temas e depois partir para os desafios específicos. Para o presidente da Comissão de Graduação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Rubens Barbosa de Camargo, a melhor maneira de fazer isso é preparar bons diagnósticos. “As decisões essenciais decorrem da reflexão sobre os rumos que a escola quer percorrer”, diz.

O cronograma apresentado a seguir é apenas uma sugestão para ajudar você no planejamento da semana. Dependendo do tamanho da sua equipe docente e da escola, faça as adequações necessárias.

E um excelente planejamento para sua escola!

Primeiras providências

Reúna a equipe gestora alguns dias antes para preparar a semana. Algumas ações devem ser realizadas:

- Montagem do calendário da escola
Com base na programação oficial da Secretaria de Educação (em que constam feriados, recessos e eventos de rede), planeje o calendário da escola, reservando datas para reuniões periódicas, como as de pais, do Conselho de Escola e da Associação de Pais e Mestres. Eleja alguns dias para eleição dos representantes de classe, feiras de Ciências e de livros, confraternizações e festas ou outro evento que a escola costume realizar. Peça ao coordenador para sugerir dias e horários para o trabalho pedagógico coletivo (geral, por área e por série).

- Consolidação dos dados da escola
Faça uma tabela com os principais dados da escola – número de matrículas iniciais e finais e as taxas de aprovação, repetência e distorção idade-série (leia mais na reportagem sobre dados da escola) -, os resultados de avaliações e planilhas de aprendizagens dos alunos.

- Planejamento do tempo
Monte um cronograma da semana pedagógica baseado na quantidade de dias que a escola dispõe para o encontro.

- Organização do espaço
Calcule quantos grupos de trabalho serão formados durante os encontros e combine com o pessoal da limpeza para que os espaços estejam limpos e organizados. Exponha as produções de alunos e professores em corredores e nas salas de aula para criar familiaridade e valorizar o trabalho realizado pelos alunos.

- Previsão de alimentação
Como receber a equipe? Com um café da manhã de boas-vindas? Então é preciso contar com a presença das merendeiras no local e preparar um espaço para essa recepção. Se a equipe vai se reunir por alguns dias, planeje os momentos em que ocorrerão as pausas e o almoço e o que será servido. Peça que as merendeiras organizem o cardápio e façam as compras necessárias.

Evite!

Não perca tempo com dinâmicas de grupo e leituras de texto de “motivação” – práticas que não levam à melhoria da aprendizagem. A maneira mais eficaz de estimular a equipe é garantir um bom ambiente de trabalho e compartilhar metas.

PRIMEIRO DIANova Escola


Manhã: Recepção e apresentação

Este é o momento de dar as boas-vindas a todos e acolher os novos professores e funcionários de apoio.

Proposta de reunião
Peça aos participantes que se apresentem, contando rapidamente em que área trabalham e um pouco do histórico profissional. Em seguida, fale sobre o perfil da comunidade e das famílias atendidas. Com base no regimento da escola, explique como são combinadas as regras e como funciona a divulgação de informações administrativas. Fale um pouco da rotina da escola. Compartilhe também os novos materiais e equipamentos adquiridos e, caso tenha havido alguma reforma ou construção, convide o grupo para uma visita ao local. Divulgue a programação da semana pedagógica para que a equipe saiba de quais reuniões participarão e os assuntos que serão abordados. Assim, todos podem se preparar. Separe um tempo para esclarecer dúvidas.

Convide a equipe gestora, os professores e os funcionários dos serviços de apoio para estar presentes o dia todo, reunidos em um grupo único.

Providenciar…

- Crachá se houver muitos novatos.
- Um espaço adequado para todos os participantes e o material necessário (cartazes, data show ou retroprojetor, microfone, giz, papel e caneta).
- Cópias do PPP.
- Planilhas com os dados da escola.
- As metas da rede, que devem estar contempladas nas da escola.

Tarde: Análise dos resultados da escola

Com todos inteirados do funcionamento da escola, é hora de refletir sobre as metas da unidade e os passos que precisam ser dados durante o ano para atingi-las.

Proposta de reunião
Inicie uma discussão com base no PPP e nos dados da escola do ano anterior, tanto os revelados pelos diagnósticos internos como os de avaliações externas, como Índice de Desenvolvimento Básico da Educação (Ideb). Depois de expor os números, levante questões que levem à reflexão: qual é o quadro atual da escola? Aonde queremos chegar e como fazer para ir da atual realidade à meta desejada? O envolvimento de todos nesse debate é essencial. Esclareça que até as funções administrativas têm papel educador.

A discussão do PPP na EE Arnaldo Guassieri

Em 2007, quando Catia de Freitas Oliveira assumiu a direção da EE Arnaldo Guassieri, em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, ela traçou um perfil dos alunos com base em diagnósticos e questionários respondidos por eles e pelos pais. Na semana pedagógica, ela expôs o resultado desse estudo e perguntou aos educadores que tipo de alunos eles gostariam de formar. A resposta foi: pessoas críticas, participativas e competentes. O grupo resolveu então implantar um grêmio estudantil e adequar o currículo à matriz estadual. “Antes, os professores entendiam que produção de texto, leitura e oralidade estavam implícitos nas atividades de escrita. Passamos a ter um tempo específico para cada uma das habilidades citadas na matriz curricular”, conta a diretora.

SEGUNDO DIA – Nova Escola

Manhã : Organização de agendas

Use o segundo dia para apresentar o calendário escolar e definir a grade horária das salas, que já foi previamente elaborada com o coordenador.

Proposta de reunião
Entregue uma cópia do calendário à equipe e explique os itens marcados. Caso surjam propostas de mudança, cabe avaliar as alterações. No caso da grade horária das turmas, peça que cada um analise se sua área terá um bom funcionamento diante da programação sugerida. As merendeiras, por exemplo, conseguirão providenciar a merenda nos intervalos escalonados? E o pessoal da limpeza dá conta de preparar o laboratório para as aulas de Química se elas são em sequência? Defina os horários de formação permanente em que toda a equipe docente deverá estar presente e os que serão realizados somente com os professores de uma disciplina ou ciclo, tomando o cuidado de escolher data e hora em que todos possam estar presentes. Para isso, é essencial levar em conta, inclusive, a agenda dos professores que lecionam em outras escolas.

Reúna professores e funcionários para os informes gerais e, depois, divida a equipe em grupos, por área de atuação.

Providenciar…

- Cópias do calendário da escola.
- Grade com o horário de aulas das turmas.
- Salas adequadas, preparadas e em número suficiente para que os participantes trabalhem em grupo.
- Cópias e relatórios de projetos realizados no ano anterior que deram bons resultados.
- Projetos elaborados em outras escolas ou encontrados em bibliografia especializada para serem adaptados.

Tarde: Avaliação de projetos institucionais

Acertados os horários, a equipe deve planejar os projetos institucionais. Os temas escolhidos devem enriquecer o currículo, mobilizar a comunidade e ser coerente com o PPP.

Proposta de reunião
Apresente os bons projetos institucionais realizados e as contribuições deles para a aprendizagem. Abra a discussão para novas sugestões e promova a análise de cada uma sempre de olho na intencionalidade: quais os resultados esperados? Como os pais podem se envolver? Que responsabilidades os alunos terão na organização? Essa é a melhor forma de alcançar os objetivos? Também é interessante levar para a equipe projetos realizados em outras escolas ou encontrados em bibliografia especializada (e que possam ser adaptados). Quando escolhidas as propostas, defina com o grupo os professores e gestores que farão o acompanhamento. E não se esqueça de registrar as intenções no PPP.

A montagem de projetos no CE Professor Leão Magno

No CE Professor Leão Magno, em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, o diretor Gilzo Nascimento Bispo prioriza projetos ligados às áreas que os alunos necessitam de reforço. Em 2007, as avaliações externas mostravam que a maior dificuldade estava em Língua Portuguesa. “Criamos o programa Soltando a Língua, com teatro, poesia e produção de artigos, mas sentimos a necessidade de envolver toda a escola. Então, em 2009, lançamos o jornal Fala Leão, que publica os textos dos alunos sobre os projetos desenvolvidos em outras áreas.” Segundo ele, os resultados já são percebidos: “Nas mais recentes avaliações, as pontuações em Língua Portuguesa foram maiores que as de Matemática. Na próxima semana pedagógica, vamos pensar em projetos nessa disciplina”.

TERCEIRO DIA – Nova Escola

O dia todo: Passagem de turma Este é o dia em que os professores se dedicam a conhecer as turmas com as quais vão trabalhar durante o ano e os funcionários dos serviços de apoio analisam a rotina de trabalho.
Proposta de reunião
Aqui, o foco está no passado: cada professor fala da sala com a qual trabalhou no ano anterior, segundo um roteiro definido pelo coordenador pedagógico. Se um educador saiu da escola, um membro da equipe gestora deve assumir a tarefa. Certifique-se de que sejam abordadas as características gerais da turma, como os conteúdos trabalhados e os resultados das avaliações. Recupere documentos como mapas de aprendizagem e fichas de alunos para a análise dos docentes. Nas escolas que tenham o Ensino Fundamental completo, é essencial que o professor do antigo 5º ano converse com todos os do 6º ano para ajudar os colegas a criar um ambiente que facilite a adaptação ao novo ciclo. Preveja um orador para falar sobre os avanços em cada área e outro para discorrer sobre o perfil das turmas dos últimos anos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Alerta

Fique atento para que os grupos mantenham foco no pedagógico e evite que o momento seja usado para disseminar ideias pré-concebidas sobre determinada turma ou aluno.

A passagem de turma na EE Maria Pereira Martins

A escola tem apenas 24 professores de Ensino Fundamental. Por isso, a diretora, Cristina Hermógenes de Andrade, pede que todos ouçam os relatos dos colegas sobre as turmas para as quais lecionaram no ano anterior. “Cada um tem uma experiência e um olhar particular que ajudam a compor o quadro sobre o grupo”, diz. Além de lembrar os conteúdos trabalhados, eles detalham o que os alunos aprenderam e os que precisam ser retomados. “O professor que vai dar aula para uma turma é o mais interessado nessa apresentação. Porém faço questão de que todos estejam presentes. É uma maneira de a equipe acompanhar a trajetória de todos os alunos. Afinal, os estudantes são da escola e não somente de um professor”, afirma Cristina.

Reflexão sobre a rotina

Enquanto o coordenador orienta os professores na passagem de turma, o diretor pode dividir o tempo entre os grupos de docentes e os de funcionários. Uma conversa sobre como eles podem contribuir nos projetos institucionais e em outras áreas certamente vai aumentar o envolvimento com as metas da escola. Proponha que todos avaliem os aspectos positivos e as dificuldades enfrentadas na rotina durante o último ano e façam sugestões. É possível visitar o programa Profuncionário, no site do Ministério da Educação (MEC), e avaliar se alguém da equipe pode fazer os cursos a distância oferecidos. Monte com eles um cronograma das reuniões ao longo do ano para deixar claro que você vai acompanhar o andamento das tarefas.

Chame professores e funcionários administrativos e dos serviços de apoio para a reunião. Porém eles trabalharão separadamente. Os docentes começam reunidos com toda a equipe e depois se organizam em série.

Providenciar…

- Portfólios de alunos e professores, separados por turmas.
- Mapas de aprendizagem e fichas dos alunos.
- Salas para as reuniões dos professores (em duplas ou grupos) e para os grupos de funcionários das diversas áreas.

QUARTO DIA – Nova Escola

O dia todo: Plano de ensino Momento de os professores se dedicarem ao planejamento geral da disciplina que ensinam. A equipe de gestão acompanha o trabalho como mediadora entre os colegas que vão compartilhar o mesmo plano e supervisiona os resultados. Os funcionários de apoio podem ser dispensados neste dia – com exceção das merendeiras -, mas deverão estar presentes no encerramento, no dia seguinte.
Proposta de reunião
Neste dia, os professores alinham os planos de ensino, distribuindo os conteúdos que serão trabalhados por bimestre (ou trimestre) e definindo os principais projetos e sequências didáticas, sempre usando como base o PPP, a matriz curricular da rede e as experiências de cada profissional. Proponha que eles preparem uma apresentação com as linhas gerais para o dia seguinte. Pergunte se alguém vai precisar de material e disponibilize a sala de informática, se for o caso. Ao acompanhar as discussões, os gestores garantem que os objetivos da escola sejam contemplados no plano de ensino de todas as áreas.

Agrupe os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental por série e os dos anos finais e do Ensino Médio por disciplina, com acompanhamento do coordenador pedagógico e da direção.

Providenciar…

- Espaço adequado para que os professores trabalhem em grupos.
- Pastas com propostas de atividades permanentes, sequências e projetos didáticos separados por disciplina e/ou por série.
- A proposta curricular da rede.
- Sala de informática em condições de uso para a produção de apresentações.
- Cartolina, papel e canetas hidrográficas.

Como a EE João Amos Comenius elabora o plano de ensino

O diretor João Cavallaro Júnior foi transferido em 2009 para a EE João Amos Comenius, em São Paulo, logo após concluir um mestrado em Educação e Currículos. Uma de suas primeiras providências foi investir na reformulação da semana pedagógica. Para ele, a função do diretor e dos coordenadores pedagógicos durante esses dias é mediar o diálogo para que a equipe docente chegue a um consenso sobre os conteúdos. “Antes, um professor de Arte apresentava o barroco enquanto o outro falava de modernismo para a mesma série, em turmas diferentes. No ano seguinte, o aluno transferido podia ter um conteúdo repetido ou ficar sem informação sobre algo”, lembra. Os docentes de cada disciplina se reuniram na semana de planejamento durante um dia inteiro para buscar um consenso. “Foram oito horas de conversa até chegar a um acordo. Dessa conversa, eles tiraram material para o começo das aulas e também para organizar o plano de ensino oficial, que foi entregue posteriormente, por escrito”, lembra Cavallaro Júnior.

QUINTO DIA – Nova Escola


Manhã: Apresentação do plano de ensino Depois de um dia de discussão, os professores precisam de um espaço para apresentar os planos e discuti-los com os colegas. Esse procedimento ajuda a dar unidade ao currículo.
Proposta de reunião
O coordenador pedagógico pode montar uma proposta para que todos os professores apresentem os planos de ensino para o ano que começa. O papel do gestor neste dia é contribuir para o aprimoramento do planejamento e estimular a equipe a dar sugestões.Convoque todos os professores para ouvir as exposições dos colegas, participar dos debates e, dessa forma, conhecer o plano de ensino de toda a escola.

Providenciar…

- Espaço adequado para reunir toda a equipe.
- Equipamentos como retroprojetor ou data show para as apresentações.
- Textos que tratem da importância do acolhimento dos alunos nos primeiros dias de aula.

Tarde: Encerramento

Reserve o último período para planejar a recepção dos alunos e avaliar as atividades desenvolvidas durante a semana de planejamento.

Proposta de reunião
É possível começar a tarde lendo com a equipe um texto sobre a importância da acolhida nos primeiros dias – e durante todo o ano. Promova um debate sobre como será a recepção dos estudantes, definindo questões práticas: onde receber os alunos, no portão da escola ou na entrada da sala de aula? Como devem ser recebidos os pais que acompanham os filhos? Uma revisão do que foi feito nos anos anteriores ajuda a pensar nos ajustes. Para encerrar, reserve um tempo para que todos falem sobre a semana pedagógica. Um membro da equipe gestora pode anotar as opiniões, os pontos que precisam ser retomados durante o ano e as informações que ajudarão os gestores na avaliação da organização do tempo, do espaço e dos trabalhos propostos. Não se esqueça de combinar com os professores um prazo para a entrega final dos planos de ensino e reforçar que haverá reuniões de formação durante o ano para tirar dúvidas e aprimorar o planejamento das aulas.

É hora de reunir toda a equipe novamente (gestores, professores e funcionários de apoio).

Mantenha o rumo durante o ano todo

A semana pedagógica acabou. Porém a discussão coletiva do trabalho pedagógico deve continuar por todo o ano. As reuniões de trabalho pedagógico, realizadas com regularidade, servem para aprofundar muitas questões disparadas durante o planejamento. Para garantir que a rotina não deixe que as decisões tomadas caiam no esquecimento, algumas providências são necessárias:

- Atualização dos documentos
Faça a revisão dos documentos que foram alterados no encontro, como a agenda da escola (caso tenham sido revistos os horários dos encontros de formação propostos inicialmente ou a grade horária). Não se esqueça de imprimir cópias para todos e distribuir.

- Revisão do PPP
Com as ideias que surgiram, o PPP vai precisar de modificações. Quando fizer isso, use uma linguagem clara para que ele seja compreendido por todos. Se possível, imprima-o, com destaque para as partes novas e as atualizadas, e coloque-o em exposição em local para que todos tenham acesso. Com isso, a mensagem fica reforçada para a equipe, os pais e os alunos.

- Consolidação dos planos de ensino
Os planos de ensino debatidos para cada área entre os professores também devem ser entregues impressos para facilitar o acompanhamento durante o ano e ajudar na definição das pautas dos encontros de formação. Enquanto a versão final não fica pronta, a equipe gestora deve oferecer ajuda aos educadores na consolidação das atividades e sequências didáticas.

- Revisão e arquivamento
Depois de entregues, os planos de ensino precisam ser revisados – prestando atenção se as ideias debatidas pela equipe docente estão presentes – e colocados em prática. Guarde cópias para serem consultadas pela equipe a qualquer momento.

- Montagem do calendário da escola
Use as reuniões de formação para retomar alguns pontos e aprofundar as discussões pedagógicas que merecem nova análise ou aprofundamento, conforme os professores forem realizando as atividades propostas e dando andamento aos projetos institucionais.

SEGUNDO DIA
Manhã : Organização de agendasUse o segundo dia para apresentar o calendário escolar e definir a grade horária das salas, que já foi previamente elaborada com o coordenador.

Proposta de reunião
Entregue uma cópia do calendário à equipe e explique os itens marcados. Caso surjam propostas de mudança, cabe avaliar as alterações. No caso da grade horária das turmas, peça que cada um analise se sua área terá um bom funcionamento diante da programação sugerida. As merendeiras, por exemplo, conseguirão providenciar a merenda nos intervalos escalonados? E o pessoal da limpeza dá conta de preparar o laboratório para as aulas de Química se elas são em sequência? Defina os horários de formação permanente em que toda a equipe docente deverá estar presente e os que serão realizados somente com os professores de uma disciplina ou ciclo, tomando o cuidado de escolher data e hora em que todos possam estar presentes. Para isso, é essencial levar em conta, inclusive, a agenda dos professores que lecionam em outras escolas.

Reúna professores e funcionários para os informes gerais e, depois, divida a equipe em grupos, por área de atuação.

Providenciar…

- Cópias do calendário da escola.
- Grade com o horário de aulas das turmas.
- Salas adequadas, preparadas e em número suficiente para que os participantes trabalhem em grupo.
- Cópias e relatórios de projetos realizados no ano anterior que deram bons resultados.
- Projetos elaborados em outras escolas ou encontrados em bibliografia especializada para serem adaptados.

Tarde: Avaliação de projetos institucionais

Acertados os horários, a equipe deve planejar os projetos institucionais. Os temas escolhidos devem enriquecer o currículo, mobilizar a comunidade e ser coerente com o PPP.

Proposta de reunião
Apresente os bons projetos institucionais realizados e as contribuições deles para a aprendizagem. Abra a discussão para novas sugestões e promova a análise de cada uma sempre de olho na intencionalidade: quais os resultados esperados? Como os pais podem se envolver? Que responsabilidades os alunos terão na organização? Essa é a melhor forma de alcançar os objetivos? Também é interessante levar para a equipe projetos realizados em outras escolas ou encontrados em bibliografia especializada (e que possam ser adaptados). Quando escolhidas as propostas, defina com o grupo os professores e gestores que farão o acompanhamento. E não se esqueça de registrar as intenções no PPP.

A montagem de projetos no CE Professor Leão Magno

No CE Professor Leão Magno, em Nossa Senhora do Socorro, na região metropolitana de Aracaju, o diretor Gilzo Nascimento Bispo prioriza projetos ligados às áreas que os alunos necessitam de reforço. Em 2007, as avaliações externas mostravam que a maior dificuldade estava em Língua Portuguesa. “Criamos o programa Soltando a Língua, com teatro, poesia e produção de artigos, mas sentimos a necessidade de envolver toda a escola. Então, em 2009, lançamos o jornal Fala Leão, que publica os textos dos alunos sobre os projetos desenvolvidos em outras áreas.” Segundo ele, os resultados já são percebidos: “Nas mais recentes avaliações, as pontuações em Língua Portuguesa foram maiores que as de Matemática. Na próxima semana pedagógica, vamos pensar em projetos nessa disciplina”.

Semana Pedagógica

Queridos amigos professores,

Sei que alguns já estão elaborando seu planejamento para o ano que se inicia.

A Semana Pedagógica também já está acontecendo para muitos de vocês.

Veja as sugestões do ano anterior clicando AQUI e AQUI.


A semana pedagógica e a formação continuada: desafios e perspectivas

Fonte: Novo Acesso

TEMA – Docência: o amor de forma prática.


Amor é prática. E quando se pensa no conceito de amor somos remetidos a outros tantos sentimentos que nos parecem abstratos. Podemos assim analisar a prática docente como meros reprodutores de conhecimento. Mas, como imaginarmos a relação humana sem ações concretas? Outrossim, o amor é imprescindível para nortear a prática educativa com o objetivo maior de favorecimento em todos os segmentos profissional e pessoal.

Vivenciamos na semana pedagógica momentos em que ações práticas vividas pelos grupos demonStrou que embora sejamos educados para alcançar resultados sem valorizar o processo, faz-se necessário uma autoreflexão perante o grupo para construímos a auto-estima e liberdade necessária para fazermos escolhas que nos tornem profissionais mais humanos e solidários com o grupo na qual estamos inseridos, compartilhando experiências, sejam elas positivas ou negativas.

Positivo é percebermos que somos um todo na busca dos mesmos objetivos, onde as diferenças somadas nos une para sermos melhores do que conseguimos ser, e, quando nos vemos de forma negativa é porque somos incapazes de seguir regras que nós mesmos criamos, e nos damos o direito de impôr aos outros, em especial aos nossos alunos. Somos que tipo de maestro? Que regem um grupo e esquecemos que fazemos parte dessa mesma orquestra?

Percebe-se então que não é utópico acreditar que temos habilidades e competências a serem desenvolvidas. De modo que ao final de cada encontro (reuniões, aulas e cursos) não haja vencidas e nem vencedores, mas pessoas que buscam meios para realizar o que já sabem das mais diversas maneiras.

TEMA:Semana Pedagógica: Construindo o espírito coletivo


Uma “semana pedagógica”, momento pontual de reflexão e aprimoramento dos profissionais na escola, serve como uma avaliação dos diversos momentos que desencadearam o que entendemos enquanto espaço da aprendizagem. A escola se faz com hábitos. E por que não discuti-los? Por que não aperfeiçoá-lo com o intuito de arrumarmos esta grande casa cultural e histórico que convencionamos chamar sistema escolar?

Na nossa escola não foi diferente, pois nossa semana pedagógica representou esta possível tradição de reflexão em torno das práticas educativas. Podemos olhar e conversar com pessoas que muitas vezes só cumprimentamos rapidamente com “bom dia” ou “boa tarde”.

Podemos discutir publicamente nossas opiniões e relatos de sala de aula que, muitas vezes omitimos pela ausência de momentos como este. Integração, foi uma das claras intenções da semana. Motivação também. O estímulo a sermos não meramente cumpridores de expediente trabalhista, mas educadores, transformadores de ações humanas. E por falar em ações humanas, iniciamos o ano com o curso sobre “Qualidade” afinal, esta deve estar presente sempre, pois o contexto atual exige de todos nós qualidade de vida, qualidade para o mercado de trabalho etc.

Para buscar “Qualidade” precisamos ser criativos e estar realmente motivados com o que fazemos.

Uma programação mereceu destaque: foi o “arrumando a casa”, realizado no BASA (associação do Banco da Amazônia) que proporcionou integração entre todos os membros da família docente com dinâmicas inovadoras para que se perpetue o espírito coletivo entre os membros.

A prática docente necessita de momentos de reflexão pois as mudanças do mundo globalizado ocorrem de forma frenética, atropelando-nos muitas vezes. Assim, é preciso discutir, ver outros pontos de vista, repensar a nossa prática, é preciso não deixar que o sistema nos desumanize.

Oficinas, comunicações, dinâmicas de grupo, discussões, bom humor, simpatia foram ingredientes deste cinco dias em que estávamos avaliando e sendo avaliados com o objetivo de alcançarmos a excelência na docência e a excelência como condição humana.

TEMA:Profissão Professor: Um sacerdócio de amor!


Um ato de amor! Essa é a expressão que mais se aproxima do que define a docência. Em uma sociedade com crises as mais diversas, deste a crise nas religiões até a crise da instituição-mor, que é a família. O professor carrega consigo a responsabilidade de tentar somar os prejuízos deixados nas vidas de crianças e adolescentes por estas crises.

É dado ao professor a tarefa de toda uma sociedade, a difícil tarefa de formar cidadãos, formar seres humanos com toda a suas potencialidades. O professor precisa lidar com vidas, tendo em mente que cada uma dessas vidas é especial, é uma responsabilidade em potencial ou vários.

Ao maestro é dado a tarefa de liderar, conduzir, sabendo que a música que será produzida irá modificar sobre tudo o próprio maestro.
Assim é a docência. Aquilo que o professor suscita nos seus alunos voltará certamente para ele, seja em forma de poema, de aprovações fantásticas nos estudos e na vida ou até mesmo em forma de indisciplina, que deve ser encarada como uma resposta sempre!

Fazendo um paralelo de tudo isso com a prática docente, o professor precisa conservar sempre a prática de “arrumar a casa”, arrumar suas idéias, arrumar suas expectativas, arrumar o compromisso uma vez firmado quando tomamos a decisão de abraçar o sacerdócio do magistério: o de educar para a vida.


Fonte: Escola Virgem de Lurdes

ENSINAR EXIGE APREENSÃO DA REALIDADE

Outro saber fundamental à experiência educativa é o que diz respeito à sua natureza.. Como professor preciso me mover com clareza na minha prática. Preciso conhecer as diferentes dimensões que caracterizam a essência da prática, o que me pode tornar mais seguro no meu próprio desempenho.

O melhor ponto de partida para estas reflexões é a inconclusão do ser humano de que se tornou consciente. Como vimos, aí radica a nossa educabilidade bem como a nossa inserção num permanente movimento de busca em que curiosos e indagadores, não apenas nos damos conta das coisas mas também delas podemos ter um conhecimento cabal. A capacidade de aprender, não apenas para nos adaptar, mas sobretudo para transformar a realidade, para nela intervir, recriando-a, fala de nossa educabilidade a um nível distinto do nível do adestramento dos outros animais ou do cultivo das plantas.

A nossa capacidade de aprender, de que decorre a de ensinar, sugere ou, mais do que isso, implica a nossa habilidade de apreender a substantividade do objeto aprendido. A memorização mecânica do perfil do objeto não é aprendizado verdadeiro do objeto ou do conteúdo. Neste caso, o aprendiz funciona muito mais como paciente da transferência do objeto ou do conteúdo do que como sujeito crítico, epistemologicamente curioso, que constrói o conhecimento do objeto ou participa de sua construção. É precisamente por causa desta habilidade de apreender a substantividade do objeto de que nos é possível reconstruir um mal aprendizado, o em que o aprendiz foi puro paciente da transferência do conhecimento feita pelo educador.

Mulheres e homens, somos os únicos em que aprender é uma aventura criadora, algo por isso mesmo, muito mais rico do que meramente repetir a lição dada. Aprender para nós é construir, reconstruir, constatar para mudar, o que não se faz sem abertura ao riso e à aventura do espírito.

Creio poder afirmar, na altura destas considerações, que toda prática educativa demanda a existência de sujeitos, um que, ensinando, aprende, outro que, aprendendo, ensina, daí o seu cunho gnosiológico; a existência de objetos, conteúdos a serem ensinados e aprendidos; envolve o uso de métodos, de técnicas, de materiais; implica , em função de seu caráter diretivo, objetivo, sonhos, utopias, ideais. Daí a sua politicidade, qualidade que tem a prática educativa ser política, de não poder ser neutra.

Especificamente humana a educação é gnosiológica, é diretiva, por isso, política, é artística e moral, serve-se de meios, de técnicas, envolve frustrações, medos, desejos. Exige de mim, como professor, uma competência geral, um saber de sua natureza e saberes especiais, ligados à minha atividade docente.

*FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 24ª ed. Rio de janeiro: Paz e Terra, 2002.

Dinâmicas de Grupo

Fonte: Professores em Pirambu


As dinâmicas são instrumentos, ferramentas que estão dentro de um processo de formação e organização, que possibilitam a criação e recriação do conhecimento.

Para que servem:

- Para levantar a prática: o que pensam as pessoas, o que sentem, o que vivem e sofrem. – Para desenvolver um caminho de teorização sobre esta prática como processo sistemático, ordenado e progressivo. – Para retornar à prática, transformá-la, redimensioná-la. – Para incluir novos elementos que permitem explicar e entender os processos vividos.

As técnicas participativas geram um processo de aprendizagem libertador porque permitem:

1. Desenvolver um processo coletivo de discussão e reflexão. 2. Ampliar o conhecimento individual, coletivo, enriquecendo seu potencial e conhecimento. 3. Possibilita criação, formação, transformação e conhecimento, onde os participantes são sujeitos de sua elaboração e execução.

Uma técnica por si mesma não é formativa, nem tem um caráter pedagógico. Para que uma técnica sirva como ferramenta educativa libertadora deve ser utilizada em função de temas específicos, com objetivos concretos e aplicados de acordo com os participantes com os quais esteja trabalhando.

Os elementos de uma dinâmica

Objetivos: Quem vai aplicar a dinâmica deve ter claro o que se quer alcançar. Materiais-recursos: Que ajudem na execução e na aplicação da dinâmica (TV, vídeo, som, papel, tinta, mapas…). Outros recursos que podem ser utilizados em grupos grandes são o retroprojetor, exposições dialogadas, além de técnicas de teatro, tarjetas e cartazes.

Ambiente-clima: O local deve ser preparado de acordo, para que possibilite a aplicação da dinâmica (amplo, fechado, escuro, claro, forrado, coberto…), onde as pessoas consigam entrar no que está sendo proposto.

Tempo determinado: Deve ter um tempo aproximado, com início, meio e fim.

Passos: Deve-se ter clareza dos momentos necessários, para o seu desenvolvimento, que permitam chegar ao final de maneira gradual e clara.

Número de participantes: Ajudará a ter uma previsão do material e do tempo para o desenvolvimento da dinâmica.

Perguntas e conclusões: Que permita resgatar a experiência, avaliando: o que foi visto; os sentimentos; o que aprendeu. O momento da síntese final, dos encaminhamentos, permite atitudes avaliativas e de encaminhamentos.

Técnica quebra-gelo

- Ajuda a tirar as tensões do grupo, desinibindo as pessoas para o encontro. – Pode ser uma brincadeira onde as pessoas se movimentam e se descontraem. – Resgata e trabalha as experiências de criança. – São recursos que quebram a seriedade do grupo e aproximam as pessoas.

Técnica de apresentação

- Ajuda a apresentar-se uns aos outros. Possibilitando descobrir: quem sou, de onde venho, o que faço, como e onde vivo, o que gosto, sonho, sinto e penso… Sem máscaras e subterfúgios, mas com autenticidade e sem violentar a vontade das pessoas. Exige diálogo verdadeiro, onde partilho o que posso e quero ao novo grupo. – São as primeiras informações da minha pessoa. – Precisa ser desenvolvida num clima de confiança e descontração. – O momento para a apresentação, motivação e integração. É aconselhável que sejam utilizadas dinâmicas rápidas, de curta duração.

Técnica de integração

- Permite analisar o comportamento pessoal e grupal. A partir de exercícios bem específicos, que possibilitam partilhar aspectos mais profundos das relações interpessoais do grupo. – Trabalha a interação, comunicação, encontros e desencontros do grupo. – Ajuda a sermos vistos pelos outros na interação grupal e como nos vemos a nós mesmos. O diálogo profundo no lugar da indiferença, discriminação, desprezo, vividos pelos participantes em suas relações. – Os exercícios interpelam as pessoas a pensar suas atitudes e seu ser em relação.

Técnicas de animação e relaxamento

- Tem como objetivo eliminar as tensões, soltar o corpo, voltar-se para si e dar-se conta da situação em que se encontra, focalizando cansaço, ansiedade, fadigas etc. Elaborando tudo isso para um encontro mais ativo e produtivo. – Estas técnicas facilitam um encontro entre pessoas que se conhecem pouco e quando o clima grupal é muito frio e impessoal. – Devem ser usadas quando necessitam romper o ambiente frio e impessoal ou quando se está cansado e necessita retomar uma atividade. Não para preencher algum vazio no encontro ou tempo que sobra. Técnica de capacitação

- Deve ser usada para trabalhar com pessoas que já possuem alguma prática de animação grupal. – Possibilita a revisão, a comunicação e a percepção do que fazem os destinatários, a realidade que os rodeia. – Amplia a capacidade de escutar e observar. – Facilita e clareia as atitudes dos animadores para que orientem melhor seu trabalho grupal, de forma mais clara e livre com os grupos. – Quando é proposto o tema/conteúdo principal da atividade, devem ser utilizadas dinâmicas que facilitem a reflexão e o aprofundamento; são, geralmente, mais demoradas.

Observação: Outros autores ou organizações usam outra nomenclatura para definir os tipos de dinâmicas. Por exemplo, no livro “Aprendendo a ser e a conviver”, de Margarida Serrão e Maria C. Boleeiro, Editora FTD, 1999, as técnicas são divididas em Identidade, Integração, Comunicação, Grupo, Sexualidade, Cidadania, Projeto de Vida e Jogos para formação de subgrupos.

Semana Pedagógica – continuação

2º Concurso Cultural da Turma do Gabi

Moacir Torres, criador da Turma do Gabi, está realizando o 2º Concurso Cultural, onde serão escolhidos desenhos feitos por crianças de todas as partes do Brasil, entre 08 e 13 anos de idade.

O tema é “ECOLOGIA” e o desenho deve ser feito em papel ofício (colado em cartolina) e envieado para o ESTÚDIO EMT: Rua Eliza Ghirotti, 332, Jd. Monte Verde CEP: 13348-872 Indaiatuba/SP, ou entregar na Secretaria do Casarão Cultural Pau Preto – Indaiatuba/SP.

Os trabalhos devem ser enviados até o dia 30 de Abril. No verso do desenho deve constar o nome do autor, endereço completo, idade, nome da escola e série que está cursando.

De todos os trabalhos que forem recebidos, a equipe do “Estúdio EMT” estará selecionando os que farão parte da exposição. Dentre os selecionados, a comissão estará premiando os três melhores.

Cada um dos três vencedores receberão um prêmio surpresa, bem como um “kit cultural” com várias revistas de atividades, quadrinhos e livros infantis do cartunista e escritor Moacir Torres.

Todos os selecionados estarão recebendo um certificado pela participação. Os organizadores divulgarão o nome de todos os selecionados, bem como os três trabalhos premiados no site: www.turmadogabi.com.br.

A exposição dos trabalhos selecionados e premiados acontecerá de 27 de Maio a 30 de Junho no Casarão Cultural Pau Preto – Indaiatuba/SP

Esta poesia foi composta pelo Professor de Quimica Aluísio Jr.
É excelente para ser interpretada na abertura da Semana Pedagógica.

NOSSOS FAZERES SÃO SABERES
TEXTO DE ALUÍSIO JR

Era uma semana de janeiro.
O perfume da chuva se confundia
Com o perfume do amor

Eles e elas estavam ali, reunidos mais uma vez.
Vozes audíveis semeavam idéias.
Falavam sobre sonhos e futuro,
Falavam histórias de paz,
Falavam projetos de presente,
Falavam sobre fundamentos e essências.

Mas havia outras vozes silenciosas
Que chegavam aos ouvidos daqueles que estavam ali
E lembravam valiosas lições,
- “Se escolhes matar, também morrerás…”
- “Se deixares viver, também viverás…”
- “A vida é um presente de Deus…”
- “Grandes missões são acompanhadas de grandes responsabilidades…”
- “O essencial é invisível aos olhos…”
- “Podemos sempre mais do que imaginamos…”

Então, de repente as vozes se uniram.
Passado e presente passaram a falar em uma única voz coletiva.
- “Qual é a força de um sonho?”
- “Até onde pode voar um coração?”
- “Qual o alcance dos nossos saberes?”
- “Qual futuro nascerá dos nossos fazeres?”

E unidas pela certeza
Que une os corações que vivem para o bem
Comprometiam-se com a vida para sempre,
Unindo o SABER e o FAZER com a força do sim:
- “Sim, para a educação que transforma…”
- “Sim, para a fé e a esperança…”
- “Sim, para a paz e a justiça…”
- “Sim, para a vida e o amor.”

Era uma semana de janeiro.
A força do brilho do sol se confundia
Com a força do brilho do amor.

MOTIVAÇÃO

1. Você sabe o que motiva uma pessoa?
A arte de motivar começa com a descoberta de como influenciar o comportamento de cada pessoa. No ambiente escolar procure estimular sua equipe a aliar as motivações pessoais às necessidades propostas.

2. Avalie seu próprio nível de motivação assim como o de seus colegas
Estimule os professores a trabalhar em iniciativas próprias encorajando-os a assumir responsabilidades pelas tarefas como um todo. Se tiver algum desmotivado procure descobrir o que o estimula e invista em medidas que possam ajudar.

Pessoas motivadas trazem idéias novas.

3. Use a persuasão e a influência para estimular a automotivação.
Encoraje seus colegas a partilhar idéias e a dividir o entusiasmo pelo trabalho. Use a motivação para obter a colaboração de quem trabalha com você. Motive-o para que montem Projetos juntos. Trabalhar unido visando o bem comum.

IDENTIFIQUE NECESSIDADES

4. Descubra quais as necessidades de sua equipe e tente satisfazê-las
Diferentes necessidades estimulam as pessoas tanto no trabalho como na vida pessoal. Satisfazer estes anseios ajuda a obter o melhor de cada um.

Há 4 tipos de necessidade:

REALIZAÇÃO – aproveitamento do potencial individual, conquistas sucesso
ESTIMA – reconhecimento e aprovação por parte de outras pessoas
NECESSIDADES SOCIAIS – contato com outras pessoas
SEGURANÇA – ausência de medo

Uma está ligada à outra.

5. Tornar um trabalho divertido não significa torná-lo fácil.
Aquilo que você faz com prazer tem uma visão de que é mais fácil. Esta visão não é verdadeira, porém torna-se válida diante do entusiasmo no desempenho.

6. Tente motivar recorrendo a atividades fora do local de trabalho
São as recompensas invisíveis.
No ambiente de trabalho as pessoas não precisam só de dinheiro mas também de respeito e reconhecimento.

7. Use a competição entre equipes para fortalecer o espírito de grupo
As necessidades do grupo podem não ser iguais as de cada um, mas é importante que as pessoas se sintam partes de um mesmo time.
Os fatores motivadores são construídos a partir do crescimento e da autorealização que cada membro do grupo extrai de suas tarefas.
Delegue responsabilidades para enriquecer as tarefas de sua equipe, isso aumentará a motivação coletiva.

VÍDEO – TEMPO DE MUDANÇAS

REDUZA A DESMOTIVAÇÃO

A desmotivação pode estar ligada a condições inadequadas ou ao excesso de trabalho.
A aparência desalinhada, a mesa desorganizada, a postura desleixada dão a impressão de descuido em relação ao trabalho e conseqüentemente, desmotivação.
Tente variar as tarefas para evitar a desmotivação.

A falta de motivação pode decorrer de diversas causas – não se precipite em tirar conclusões.
A pesquisa sobre desmotivação sugere promessas de reformas e estas devem ser cumpridas.
Se deve levar a sério as observações sobre causas de desmotivação

CONSTRUÇÃO DA MOTIVAÇÃO

Para que se inicie a construção da motivação é muito importante que o ambiente esteja receptivo.
O sucesso não se limita a alcançar metas, também inclui formar uma equipe eficiente e criativa, capaz de atuar com êxito sempre. Para que isto ocorra deve-se tomar como norteador o trabalho em equipe, pois a voz de mando baseado na colaboração pode ser mais eficiente.

Em caso de maus resultados, cheque sua motivação e a de sua equipe.
Qualidades básicas para se motivar uma equipe. Se uma delas faltar é provável que a equipe perca a motivação:

- Delegar tarefas
- Colaborar com a equipe
- Passar confiança
- Ser leal aos colegas

Um ambiente de trabalho agradável é item essencial para manter a motivação e cabe a cada um mantê-lo.
Todos têm direito a um tratamento justo e à compreensão tanto dos colegas como dos superiores.
Tem que haver reconhecimento profissional e isto inclui a delegação de tarefas para que a equipe amplie sua participação e auto-suficiência.
Forme um sistema construtivo para que as pessoas queiram desempenhar seu trabalho da melhor maneira possível.

Descubra os pontos fortes e delegue responsabilidades que explorem esses pontos.
A equipe deve ser tratada como um grupo de aliados e parceiros.
É importante transmitir com clareza as ordens a serem executadas.
Os objetivos da equipe deve interessar a todos e não apenas a uma pessoa.

Lembre-se: “Faça aos outros o que gostaria que fizessem com você”.

* Nunca faça promessas que sabe que não irá cumprir.
* Nunca peça ao outro que faça algo que você nunca faria.
* Faça com que seus colegas de trabalho tenham a certeza de que podem contar com seu respeito e lealdade.
* Lide de modo simpático e positivo com os problemas pessoais que possam surgir.

Respeite sua equipe e ela o respeitará.

VÍDEO – MOTIVAÇÃO

DINÂMICAS PARA A SEMANA PEDAGÓGICA

Fortalecendo a equipe.

Objetivo: Formar grupos com os mesmos objetivos e afinidades.

Escolher quatro ou cinco músicas conhecidas e fáceis de se cantar. Podem ser cantigas infantis.

1. Recorta-se as músicas e distribuiu-se entre todos os participantes, tendo o cuidado de bem dividir esta distribuição, para quando os grupos se formarem, terem aproximadamente o mesmo número de pessoas.

2. Escolhe-se um dos participantes e manda cantar a música que tem em mãos. Todos os que possuam essa música vão, cantando, para junto dele, formando um grupo de trabalho.

3. Repete-se com cada uma das músicas, até que todos os grupos de trabalho estejam organizados.

Nem o meu, nem o seu, o nosso…

Objetivo: Propiciar um clima de descontração e integração entre os participantes do grupo.

Material necessário: Gravador, fita cassete ou CD.

Descrição da dinâmica:

1. Grupo espalhado pela sala, de pé.

2. Pedir que todos se movimentem pela sala de acordo com a música, explorando os movimentos do corpo. Pôr música com ritmo cadenciado. Tempo.

3. Parar a música. Solicitar que formem dupla com a pessoa mais próxima e que, de braços dados, continuem a se movimentar no mesmo ritmo, procurando um passo comum, quando a música recomeçar.

4. Após um tempo, formar quartetos, e assim sucessivamente, até que todo o grupo esteja se movimentando junto, no mesmo passo.

5. Pedir que se espalhem novamente pela sala, parando num lugar e fechando os olhos.

6. Solicitar que respirem lentamente, até que se acalmem.

7. Abrir os olhos, sentar em círculo.

8. Plenário – refletir sobre os seguintes pontos:

- O que pôde perceber com esta atividade?

- Que dificuldades encontrou na realização da dinâmica?

- Como está se sentindo?

Comentários:

Este é um trabalho leve e de muita alegria. O grupo se movimenta de forma descontraída, o que cria um clima propício para se trabalhar a integração entre os componentes. Pode ser enriquecido e acrescido de novas solicitações.

A atividade propicia, também, uma reflexão sobre a identidade do grupo, as diferenças de ritmo entre os participantes, a facilidade ou a dificuldade com que alcançam a harmonia, chegando a um passo comum.

O facilitador pode explorar a atividade, criando movimentos e formas que desafiem o ritmo grupal

O CÍRCULO MÁGICO

Formar um único círculo com todos os participantes.
Colocar uma música orquestrada de fundo em volume suave.
Pedir para que todos dêem as mãos e fechem os olhos.
Após a leitura pedir para que comprimentem os colegas.

O Orador inicia a leitura:

O Círculo Mágico é uma expressão inspirada nos rituais e costumes da era primitiva. Todas as atividades consideradas importantes para estes povos eram celebradas em formas de círculos, denominados “mágicos”.

Acreditavam estes povos que, através da energia emanada entre as pessoas componentes da roda (Círculo), os maus espíritos eram afastados e os bons ali permaneciam.

A forma circular vem nos acompanhando ao longo da história nas rodas cantadas, na forma da lua cheia, do sol, da terra, da bola.

E… Quando entramos no círculo, não estamos a disputar a liderança, estamos confiando nos amigos.

Afinal… Só damos as costas ao outro quando nele confiamos.

Neste círculo somos todos iguais;

o Não há primeiro, não há último;

o Estamos todos no mesmo plano;

o Neste círculo enxergo você a minha direita, você a minha esquerda e você diante de mim;

o Que permaneçam, neste círculo, a motivação, a cooperação, a disponibilidade, o ânimo, a comunicação efetiva, a flexibilidade, a alegria, o compromisso comigo e com o outro;

o Expulsamos do círculo mágico: a desmotivação, a crítica maliciosa, a apatia, a inveja, a competição exacerbada, o autoritarismo e as forças negativas;

o E… Neste círculo, simbolizamos nossa força, união enquanto grupo;

o Mesmo quanto ele for desfeito, permanecerá a força…

…do CIRCULO MÁGICO.

VÍDEO – EVOLUINDO

Dinâmica: ” das diferenças ”

Material: Pedaço de papel em branco, caneta

Procedimento:

O condutor da dinâmica distribui folhas de papel sulfite em branco e canetas para o grupo.

O condutor da dinâmica pede que ao dar um sinal todos desenhem o que ele pedir sem tirar a caneta do papel.

Ele pede que iniciem, dando o sinal. Pede que desenhem um rosto com olhos e nariz.

Em seguida, pede que desenhem uma boca cheia de dentes.

Continuem o desenho fazendo um pescoço e um tronco.

É importante ressaltar sempre que não se pode tirar o lápis ou caneta do papel.

Pede que todos parem de desenhar. Todos mostram seus desenhos.

O condutor da dinâmica ressalta que não há nenhum desenho igual ao outro, portanto, todos percebem a mesma situação de diversas maneiras, que somos multifacetados, porém com visões de mundo diferentes, por este motivo devemos respeitar o ponto de vista do outro.

ANJO DA GUARDA

OBJETIVO : Motivar os participantes em sua caminhada de grupo, ajudar a se conhecerem melhor e conhecerem-se uns aos outros.

DESENVOLVIMENTO: A dinâmica é um pouco parecida com “amigo secreto”. Se for possível, deverá acontecer durante o ano todo ou por um longo período.

Pegar os nomes dos participantes, colocar numa pequena caixa, e redistribuir aos mesmos. A pessoa não poderá pegar seu próprio nome.

Cada um será o “Anjo da Guarda” daquela pessoa que pegou. Deverá mandar mensagens de otimismo quando ela estiver desanimada, elogiar quando fizer alguma coisa boa, ou criticar quando a mesma estiver atrapalhando a caminhada do grupo.

O Anjo da Guarda não deverá revelar o seu verdadeiro nome. Usará um pseudônimo ou apelido. Deverá ter uma caixa onde todos colocarão suas mensagens para serem distribuídas no final de cada encontro. Depois de um tempo definido pelo grupo deverá acontecer a revelação dos anjos. Depois poderá fazer um novo sorteio.

DINÂMICA DE AVALIAÇÃO

Objetivo: Oferecer um questionário básico para que os encontros ou reuniões de grupo possam ser avaliados e, a partir dessa avaliação, o grupo mantenha o jeito de trabalhar ou procure um novo jeito.

Para quantas pessoas: Sendo grupos com mais de 20 pessoas é interessante que o questionário seja respondido pelos grupos e depois trazido para uma plenária,

Material necessário: Cópia do questionário para todos.

Descrição da dinâmica: O coordenador da dinâmica explica que o momento de avaliação é mais importante para suscitar formas diferentes de fazer as coisas do que para “chorar o leite derramado”. Entrega uma cópia do questionário para cada um e dá 15 minutos para que as perguntas sejam respondidas da maneira mais objetiva possível.

Passado esse tempo, as pessoas se reúnem em plenária para apresentar a resposta que gostariam de destacar dentre todas as respondidas. O coordenador deve ficar atento para notar os pontos que mais aparecem, deixando, inclusive, as pessoas repetirem o que já foi dito, e, ao final, pede ao grupo sugestões de como melhorar.

Questionário para orientar a avaliação

No geral, o que você achou desse encontro? .Ruim, médio, aceitável, bom, excelente.

Agora você compreende melhor os outros? .Muito bastante.Pouco.Nada

Quais fatores do ambiente facilitaram ou dificultaram o encontro?

Os objetivos do encontro e de cada item de pauta foram enunciados claramente?

Despertaram interesses? Os objetivos orientaram as decisões do grupo?

O grupo conseguiu chegar às decisões que precisavam ser tomadas? Estas decisões surgiram da compreensão mútua e do consenso? As pessoas ficaram atadas às suas idéias ou cederam em pontos para que o grupo progredisse? os temas foram suficientemente discutidos ?

VÍDEO – MOTIVAÇÃO PARA O SUCESSO

Referência

http://www.santacecilia.com.br/scnovo/scNoticias.asp?boxKey=579&noticiaKey=95654
http://gibitecacom.blogspot.com/2008/01/2-concurso-cultural-da-turma-do-gabi.html
http://www.juraemprosaeverso.hpg.ig.com.br/07000Dinamicasdegrupo.htm

Semana Pedagógica

Como fazer uma verdadeira semana pedagógica
Brasílio Neto

De saída, um balanço do que foi feito no ano. Durante as próximas quatro horas a diretora vai mencionar o que foi feito durante 2007 na instituição de ensino. Rapidamente, os professores veteranos sacam alguns papéis e começam a anotar furiosamente. Não, não estão interessados na diretora, estão jogando o “Bingo do Discurso”. É simples. Em uma folha de papel, desenhe uma grade e coloque alguns chavões pertencentes a todo discurso. Assim:

Grande família,Interdisciplinaridade, Paradigma,Equipe, Interação, Formação, Cooperação, PCN, Temas transversais, Trabalho de campo, Metodologia, Globalização,
Pesquisa, Grade curricular, Ser humano integral, Interatividade

Aí, é só arrumar alguns colegas que também criam suas fichas e ver quem consegue preencher uma linha ou coluna primeiro. Só falta arrumar uma desculpa para um grito de “bingo” no meio da reunião.

Após o balanço do ano passado, é hora de discutir o que se pretende para o próximo ano, ou fazer uma reciclagem de conceitos. Formam-se grupos de estudo para que os professores, mais uma vez, coloquem a conversa em dia. O tema das discussões, em si, é discutido em meia dúzia de frases. Até porque conta-se nos dedos tais discussões que têm alguma utilidade prática, ou que é cobrado, de alguma forma, a aplicação do que foi discutido.

Ao fim da semana, os professores que ganharam alguma informação útil são aqueles que trocaram receitas ou dicas de pousadinhas simpáticas e baratas para um fim de semana na praia. E até o ano que vem.

Existe alternativa – Esse cenário é dolorosamente comum. O que poderia ser uma ótima ferramenta para motivar os professores, ser um diferencial competitivo e criar um bom clima para o começo do ano é desperdiçado em discussões intermináveis sobre os mesmos assuntos, sempre. Discussões das quais não se aproveita nada, ou muito pouco – afinal, não é pedido que os professores apresentem algum resultado palpável, mensurável, dos assuntos colocados em pauta.
Veja como montar uma semana pedagógica mais proveitosa:

1. Defina os objetivos – O que você pretende passar para seus coordenadores e professores? O que deve ser trabalhado durante os encontros? Esses objetivos não devem ser decididos no chute, mas devem fazer parte do planejamento da instituição de ensino. O que a escola quer para este ano, onde vocês desejam estar em dezembro. Planeje primeiro, aí defina os temas de sua semana pedagógica.

2. Dê um enfoque positivo às realizações do ano – Você pode usar o momento da “retrospectiva” para motivar sua equipe docente. Leia cartas de agradecimento de alunos, pais e ex-alunos, mostre o envolvimento da escola com a comunidade e outras lembranças felizes ou de vitórias. Se quiser, peça que cada professor escreva um rápido parágrafo sobre o que aconteceu de melhor para ele aquele ano. Dessa maneira, todo mundo começará os trabalhos com um ânimo positivo, o que aumenta a geração de idéias e a produtividade.

3. Lembre-se de que você tem públicos diferentes – Professores novatos devem conhecer a filosofia e os valores da escola, mas os educadores mais veteranos precisam de temas desafiadores, que auxilie-os a experimentar, tentar coisas novas. Certifique-se que sua semana pedagógica tem algo para esses dois públicos. Caso tenha que escolher, prefira nivelar por cima. Professores podem sempre ensinar uns aos outros, para que todos entendam o que está sendo dito. Ao contrário, se você nivelar a informação no nível mais baixo, irá perder o interesse e a atenção de boa parte de sua equipe.

4. Sua equipe pedagógica precisa ser estimulada, assim como os alunos – Bons professores variam suas aulas, as formas de dar conceitos, criam exercícios diferentes e por aí vai. Sem isso, suas aulas tornar-se-iam (uau, uma mesóclise) uma cura para insônia. Bem, na sua semana pedagógica não é diferente. Procure diminuir o tempo das palestras, intercale-as com exercícios, proponha atividades diferentes que adicionem algo ao professor.

5. Descontrair não faz mal a ninguém – Separe um espaço na sua semana pedagógica para fazer seu pessoal rir. O bom humor, a diversão, são uma das chaves para a participação e o melhor rendimento de pessoas. Você pode contar histórias pitorescas, montar um teatrinho com as situações que não deseja ver mais na escola, ou mesmo distribuir brigadeiros e refrigerante entre seu pessoal, sem motivo aparente. Fazer algo assim a cada dois dias é o suficiente para que sua semana pedagógica apresente resultados muito melhores.

6. Dê algo com o que possam trabalhar – Lógico, você pode falar à vontade sobre as novas teorias de ensino, especialmente se detectar que sua escola e equipe precisa de uma garibada nesse setor. Mas dê preferência a exemplos que possam ser trabalhados por seus professores. Casos reais. Números. Porcentagens. Listas do tipo “as cinco coisas que o professor precisa saber sobre…”. É uma maneira de fazer com que as pessoas trabalhem melhor com os dados e cheguem a conclusões mais rapidamente.

7. Faça com que a semana pedagógica tenha resultados aplicáveis – Você tem, à sua disposição, por várias horas, as mentes e os corações das pessoas que realmente fazem sua escola. Não as desperdice. Comece cada tópico de sua semana pedagógica com um objetivo: “Queremos definir aqui…”. “A idéia é que vocês criem um novo…” e outras do gênero. Aí, dê à sua equipe a oportunidade e responsabilidade de criar seus projetos e detalhar os passos de sua implantação. Com datas para apresentação de resultados. Deixe seu pessoal livre para criar, você acabará com diversas soluções para um mesmo problema. Então, é só escolherem a melhor.

8. Estimule a criação de metas pessoais – Além das metas que vocês irão criar para a instituição de ensino, peça que cada professor crie sua meta para o final do ano. Pode ser adquirir um bem, levar os alunos para determinado passeio, escrever um livro, ser promovido. Pergunte se eles desejam fazer algum curso específico, prometa (e cumpra) trazer um especialista no assunto escolhido por eles. Estimule o progresso de cada membro de sua equipe, valorize-os, que a sua escola crescerá junto.


Com uma brincadeira bem humorada se pode enfocar quais os sete pecados capitais que podem comprometer o sucesso do trabalho em equipe.

OS SETE PECADOS CAPITAIS DAS EQUIPES


1º PECADO – “Espelho, espelho meu, existe alguém mais genial do que eu?” Ocorre quando alguém se acha estrela do time.


2º PECADO – “Guerra das Estrelas”. O que não falta nesse time são estrelas.


3º PECADO – “Os Três Mosqueteiros”. Versão reduzida em vez do famoso um por todos, todos por um, nesse grupo só acontece o todos por um. O líder só está interessado nos próprios objetivos.


4º PECADO – “Síndrome do Pinóquio”: Alguém mais acredita no que o líder fala? Ele(a) perdeu completamente a credibilidade.


5º PECADO – “Os Cavaleiros da Idade Média”. No passado,
eles usavam armaduras por razões de segurança. Numa equipe, esse líder é o líder que se protege tanto a ponto de se tornar inatingível.


6º PECADO – “Os Adeptos de Noé” não é comigo: vale para líderes e membros de equipe que não assumem responsabilidades.


7º PECADO – “Missão Impossível:” É típico das equipes que não acreditam que podem atingir os objetivos
Fonte: Você S. A


Podemos também aproveitar e adaptar ao ambiente escolar os
SETES PECADOS CAPITAIS CORPORATIVOS

Não é só no Velho Testamento que os setes pecados capitais são dignos de reprovação. Se na bíblia essas atitudes são apontadas como um mal à alma, nas corporações são capazes de destruir qualquer negócio, incluindo sua carreira.

Olga Colpo, especialista em Recursos Humanos e sócia diretora da consultoria PriceWalterhouse, defrontou ao longo de sua vida com muitos profissionais que caíram nessa armadilha. Gente que não sabe lidar com o sucesso do colega, que não teve humildade para aprender ou reagir negativamente às diversidades. Resultado: Equipes poucos produtivas, ambientes pesados e inimizades. Sem falar nas inevitáveis conseqüências negativas no negócio.

Olga Colpo extraiu um curioso painel sobre o reflexo da avareza, da gula, da imagem, da ira, da luxúria, da preguiça e da soberba no ambiente de trabalho e na carreira dos pecados corporativos. Não caia em tentação.

1º PECADO – AVAREZA
Excessivo apego ao dinheiro.
Não compartilhar ganhos, elogios e conquistas. Alto nível de estresse, baixa produtividade e motivação. A cooperação é obtida por meio do medo e do controle.

2º PECADO – GULA
Excesso na comida e na bebida.
Assumir responsabilidades excessivas, não delegar e afogar-se no próprio trabalho. Desequilíbrio na distribuição do trabalho, gerando acomodação de uns e baixo desempenho de outros. Tem desempenho fraco em função do excesso de foco na tarefa e falta na estratégia e inovação.

3º PECADO – INVEJA
Desgosto pela felicidade alheia.
Sentir ressentimento pelo sucesso do colega. Ausência de cooperação, falta de compromisso e desconfiança entre as pessoas. Acaba sendo expurgado da equipe, mais cedo ou mais tarde.

4º PECADO – IRA
Raiva, indignação, desejo de vingança.
Reagir de forma negativa. Ambiente pesado, estressado e com baixa produtividade. Expressa descontrole emocional e acaba tomando decisões pouco adequadas. Não costuma aprimorar com os erros.

5º PECADO – LUXÚRIA
Lascívia, sensualidade, libertinagem.
Conseguir promoção com o poder da sedução. A formação do time tende a ser medíocre e os interesses pessoais acabam sobrepondo ao da empresa. Os profissionais normalmente constroem relações frágeis e interesseiras.

6º PECADO – PREGUIÇA
Aversão ao trabalho, negligência e indolência.
Não demonstra interesse e se esconde das obrigações. Baixo desempenho. Terá uma carreira bloqueada e é candidato a demissão.

7º PECADO – SOBERBA
Orgulho excessivo, altivez, arrogância e presunção.
Excesso de vaidade pelo próprio saber ou sucesso. Falta de humildade para ouvir e saber. Ambiente repleto de arrogância artificialismo e pouca preocupação com a comunidade. A pessoa não tem liderança efetiva e acaba ficando emburrecida e medíocre.
Fonte: Você S. A


A Educação do século XXI está em processo de grandes mudanças priorizando a cooperação, a interação e integração entre alunos/professores/coordenação/direção/pessoal do apoio.
Assim ofereço mais este recurso, que foi por mim adaptado, em prol de um ambiente escolar saudável, coeso, produtivo e com um astral ótimo.

O laboratório Bristol-Myers Squibb desenvolveu há cinco anos, na matriz americana, o programa Leadership Team Bulding.
A filosofia do Bristol é que todos podem ser líderes


Segundo o Bristol, um líder:


1 – Age com senso de urgência. Estabelece grande expectativa de performance e dá suporte para que todos atinjam os resultados esperados.


2 – Considera todos os envolvidos na hora de tomar decisões e em suas ações.


3 – Encoraja a colaboração e toma decisões que são melhores para o todo ao invés do focar somente o indivíduo.


4 – Cria novas idéias e processos incentivando o grupo a tentar novos caminhos e a assumir riscos.


5 – Abraça as mudanças.


6 – É pró-ativo em prover oportunidades de desenvolvimento para outros. Dá constante feedback.


7 – Compartilha seu ponto de vista e opiniões mesmo quando essas possam ser negativas e impopulares. Encoraja a livre troca de informações e opiniões.


8– Está sempre pronto a solicitar ajuda e a ajudar os outros.


9 – Respeita opiniões e demonstra sensibilidade às diferenças.


10 – Concentra energia no que pode pessoalmente fazer em vez de responsabilizar outros pelas falhas. Não age como vítima


11 – Aceita as contribuições que outros dão e as reconhece. Dá créditos às pessoas e às equipes.


12 – Possui atitude de vencedor. Alimenta a paixão por vencer.


13 – Age com ética, respeita os princípios, os valores e os comportamentos.


14 – Cria um ambiente de confiança, harmonia e aprendizado.
Fonte: Você S. A

Seguem alguns textos que podem ser utilizados como dinâmica reflexiva ou distribuídos como boas vindas.


A ESCOLA DOS BICHOS
Rosana Rizzuti

Conta-se que vários bichos decidiram fundar uma escola. Para isso reuniram-se e começaram a escolher as disciplinas.
O Pássaro insistiu para que houvesse aulas de
vôo. O Esquilo achou que a subida perpendicular em árvores era fundamental. E o Coelho queria de qualquer jeito que a corrida fosse incluída.
E assim foi feito, incluíram tudo, mas…
cometeram um grande erro. Insistiram para que todos os bichos praticassem todos os cursos oferecidos.
O Coelho foi magnífico na corrida, ninguém corria como ele. Mas queriam ensiná-lo a voar.
Colocaram-no numa árvore e disseram: “Voa,
Coelho”. Ele saltou lá de cima e “pluft”…
coitadinho! Quebrou as pernas. O Coelho não
aprendeu a voar e acabou sem poder correr também.
O Pássaro voava como nenhum outro, mas o
obrigaram a cavar buracos como uma topeira.
Quebrou o bico e as asas, e depois não conseguia voar tão bem, e nem mais cavar buracos.
SABE DE UMA COISA?
Todos nós somos diferentes uns dos outros e cada um tem uma ou mais qualidades próprias dadas por DEUS.
Não podemos exigir ou forçar para que as
outras pessoas sejam parecidas conosco ou tenham nossas qualidades.
Se assim agirmos, acabaremos fazendo com que elas sofram, e no final, elas poderão não ser o que queríamos que fossem e ainda pior, elas poderão não mais fazer o que faziam bem feito.
RESPEITAR AS DIFERENÇAS É AMAR AS PESSOAS COMO ELAS SÃO.


As coisas em ordem…

Os grandes antigos, quando queriam propagar altas virtudes, punham seus Estados em ordem.
Antes de porem seus Estados em ordem, punham em ordem suas famílias.
Antes de porem em ordem suas famílias, punham em ordem a si próprios.
E antes de porem em ordem a si próprios, aperfeiçoavam suas almas, procurando ser sinceros consigo mesmos
e ampliavam ao máximo seus conhecimentos.
A ampliação dos conhecimentos decorre do conhecimento das coisas como elas são
(e não como queremos que elas sejam).

Com o aperfeiçoamento da alma e o conhecimento das coisas, o homem se torna completo.
E quando o homem se torna completo, ele fica em ordem.
E quando o homem está em ordem, sua família também está em ordem.
E quando todos os Estados ficam em ordem, o mundo inteiro goza de paz e prosperidade.
(Mestre Confúcio)


BEM-AVENTURANÇAS
Buda

“Bem-aventurados aqueles que sabem e cuja sabedoria está isenta de enganos e superstições.
Bem-aventurados aqueles que transmitem o que sabem de forma amável, sincera e verdadeira.
Bem-aventurados aqueles cuja conduta é pacífica, honesta e pura.
Bem-aventurados aqueles que ganham a vida sem prejudicar ou por em perigo a vida de qualquer ser vivo.
Bem-aventurados os pacíficos, que se despem da má vontade, orgulho e jactância, e em seu lugar situam o amor, a piedade e a compaixão.
Bem-aventurados aqueles que dirigem seus melhores esforços no sentido da auto-educação e da auto-disciplina.
Bem-aventurados sem limites aqueles que, por estes meios, se encontram livres das limitações do egoísmo.
E, finalmente, bem-aventurados aqueles que desfrutam prazer na contemplação do que é profundo e realmente verdadeiro neste mundo e na nossa vida nele.”

Extraído do livro “Grandes Vidas, Grandes Obras”
Seleções do Reader’s Digest, pág. 275


CORRER RISCOS

Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas.
Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.
Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada.
Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem.
Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!
Seneca(orador romano)


MESMO ASSIM

As pessoas são irracionais, ilógicas e egocêntricas.
Ame-as MESMO ASSIM.
Se você tem sucesso em suas realizações,
ganhará falsos amigos e verdadeiros inimigos.
Tenha sucesso MESMO ASSIM.
O bem que você faz será esquecido amanhã.
Faça o bem MESMO ASSIM.
A honestidade e a franqueza o tornam vulnerável.
Seja honesto MESMO ASSIM.
Aquilo que você levou anos para construir,
pode ser destruído de um dia para o outro.
Construa MESMO ASSIM.
Os pobres têm verdadeiramente necessidade de ajuda,
mas alguns deles podem atacá-lo se você os ajudar.
Ajude-os MESMO ASSIM.
Se você der ao mundo e aos outros o melhor de si mesmo,
você corre o risco de se machucar.
Dê o que você tem de melhor MESMO ASSIM.
Madre Tereza de Calcutá


O HOMEM, AS VIAGENS

O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão faz um foguete, uma cápsula,
um módulo toca para a Lua, desce cauteloso na Lua, pisa na Lua,
planta bandeirola na Lua, experimenta a Lua , coloniza a Lua , civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra o homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte, ordena à suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte, pisa em Marte, experimenta, coloniza,
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado, vamos a outra parte?
Claro diz o engenho sofisticado e dócil.
Vamos à Vênus. O homem põe o pé em Vênus, vê o visto, é isto?
Idem, idem, idem
O homem funde a cuca se não for à Júpiter, proclamar justiça com injustiça,
repetir a fossa, repetir o inquieto repetitório
Outros planetas restam para outras colônias. O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta só para te ver?
Não vê que ele inventa roupa insiderável de viver no Sol.
Oõe o pé e: mas que chato é o Sol, falso touro espanhol domado.
Restam outros sistemas fora do solar a colonizar.
Ao acabarem todos só resta ao homem (estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem de si mesmo a si mesmo:
por o pé no chão do seu coração, experimentar, colonizar, civilizar, humanizar.
O homem descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas a perene, insuspeitada alegria de con-viver.
(Carlos Drummond de Andrade)


SÍNTESE DAS ANTÍTESES
Lao Tse

Só temos consciência do belo,
Quando conhecemos o feio.
Só temos consciência do bom,
Quando conhecemos o mau.
Porquanto, o Ser e o Existir,
Se engendram mutuamente.
O fácil e o difícil se complementam.
O grande e o pequeno são complementares.
O alto e o baixo formam um todo.
O som e o silêncio formam a harmonia.
O passado e o futuro geram o tempo.
Eis porque o sábio age
Pelo não agir,
E ensina sem falar,
Aceita tudo que lhe acontece
Produz tudo e não fica com nada.
O sábio tudo realiza e nada considera seu
Tudo faz – e não se apega à sua obra
Não se prende aos frutos da sua atividade
Termina a sua obra
E está sempre no princípio
E por isto a sua obra prospera.


AS TRÊS PENEIRAS
Sócrates

Um rapaz procurou Sócrates e disse-lhe que precisava contar-lhe algo sobre alguém.

Sócrates ergueu os olhos do livro que estava lendo e perguntou:

– O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

– Três peneiras? – indagou o rapaz.

– Sim ! A primeira peneira é a VERDADE. O que você quer me contar dos outros é um fato? Caso tenha ouvido falar, a coisa deve morrer aqui mesmo. Suponhamos que seja verdade. Deve, então, passar pela segunda peneira: a BONDADE. O que você vai contar é uma coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o caminho, a fama do próximo? Se o que você quer contar é verdade e é coisa boa, deverá passar ainda pela terceira peneira: a NECESSIDADE. Convém contar? Resolve alguma coisa? Ajuda a comunidade? Pode melhorar o planeta?
Arremata Sócrates:
– Se passou pelas três peneiras, conte !!! Tanto eu, como você e seu irmão iremos nos beneficiar.
Caso contrário, esqueça e enterre tudo. Será uma fofoca a menos para envenenar o ambiente e fomentar a discórdia entre irmãos, colegas do planeta.


O velho , o menino e a mulinha
Monteiro Lobato

O velho chamou o filho e disse:
- Vá ao pasto, pegue a bestinha ruana e apronte-se para irmos à cidade, que quero vendê-la.
O menino foi e trouxe a mula. Passou-lhe a raspadeira, escovou-a e partiram os dois a pé, puxando-a pelo cabresto. Queriam que ela chegasse descansada para melhor impressionar os compradores.
De repente:
- Esta é boa ! exclamou um viajante ao avistá-los. O animal vazio e o pobre velho à pé! Que despropósito! Será promessa, penitência ou caduquice? …
E lá se foi, a rir.

O velho achou que o viajante tinha razão e ordenou ao menino:
Puxe a mula, meu filho. Eu vou montado e assim tapo a boca do mundo.
Tapar a boca do mundo, que bobagem! O velho compreendeu isso logo adiante, ao passar por um bando de lavadeiras ocupadas em bater roupa num córrego.
- Que graça! Exclamaram elas. O marmanjão montado com todo o sossego e o pobre menino a pé…Há cada pai malvado por este mundo de Cristo…Credo ! …
O velho danou e , sem dizer palavra , fez sinal ao filho para que subisse à garupa.
- Quero ver só o que dizem agora…

- Viu logo . O Izé Biriba , estafeta do correio, cruzou com eles e exclamou:
- Que idiotas ! Querem vender o animal e montam os dois de uma vez …Assim , meu velho, o que chega à cidade não é mais a mulinha; é a sombra da mulinha…
- Ele tem razão, meu filho , precisamos não judiar do animal. Eu apeio e você, que é levezinho, vai montado. Assim fizeram , e caminharam em paz um quilômetro, até o encontro dum sujeito que tirou o chapéu e saudou o pequeno respeitosamente.
- Bom dia, príncipe !
- Por que príncipe? Indagou o menino .

- É boa ! Porque só príncipes andam assim de lacaio à rédea…
- Lacaio, eu ? esbravejou o velho . Que desaforo ! Desce, desce, meu filho, e carreguemos o burro às costas. Talvez isto contente o mundo… Nem assim. Um grupo de rapazes , vendo a estranha cavalgadura, acudiu em tumulto, com vaias:
- Hu! Hu! Olha a trempe de três burros, dois de dois pés e um de quatro! Resta saber qual dos três é o mais burro…

- Sou eu ! replicou o velho, arriando a carga. Sou eu, porque venho há uma hora fazendo não o que quero mas o que quer o mundo. Daqui em diante , porém , farei o que me manda a consciência, pouco me importando que o mundo concorde ou não. Já vi que morre doido quem procura contentar tanta gente !

(Do livro Fábulas de Monteiro Lobato)

Referências
http://www.profissaomestre.com.br/php/verMateria.php?cod=1142
http://serhonline.com.br/reflexivo/default.asp
http://textos_legais.sites.uol.com.br/a_gente_se_acostuma.htm
http://www.pensador.info/p/boas_vindas/1/
http://ocantinhodalena.com.br/textosreflexivos/tr17/tr17.htm