Sugestão de leitura – Presente da Nova Escola

Olá amigos professores,

conforme compartilhei com vocês ganhei de presente da Nova Escola uma mala recheada de livros e nos finais de semana irei indicar um livro como sugestão de leitura.

Hoje o livro é “Ernest e Celestine – músicos de rua” de Gabrielle Vincent – Tradução de Lucianno Vieira Machado da Editora Salamandra.

O livro enfatiza uma relação envolvida em sentimentos fortes e profundos entre o desajeitado urso Ernest e a frágil ratinha Celestine.

Os dois vivem uma vida simples e pouco confortável em razão da falta de dinheiro. O desânimo chega a afetar Ernest profundamente, porém o otimismo e a criatividade de Celestine os envolvem mudando o rumo da vida deles de maneira muito promissora.

É uma relação de companheirismo, amor, ternura e otimismo.

O livro é belissimamente ilustrado tornando a leitura ainda mais atraente.

Leitura indicada principalmente para os alunos de Educação Infantil e Anos Iniciais.

Bom final de semana!

beijinhos :)

O que elas estão lendo?!

Esta frase tanto pode ser lida como uma exclamação quanto como uma interrogação, vai depender do gosto do leitor

Este é o blog foi criado pela Flávia Mariano e pela minha querida amiga Geórgia que está sempre aqui no Educar Já! seja através dos comentários seja através das blogagens coletivas por ela promovidas e por mim participada.

Este blog reune indicações de livros lidos pelas frequentadoras do blog que através de sinopses e avaliações, sugerem a leitura.

É um local maravilhoso para se obter bons títulos para leitura.

Hoje está saindo uma indicação minha. Não vou dizer qual é o nome do livro, porém darei uma dica: fala sobre a história de vida de uma grande mulher que deixou sua marca, principalmente na cidade de São Paulo e interior paulista, e que teve sua vida contada através de uma minissérie exibida pela Rede Globo.

Você acha que já sabe de que obra estou falando? Então vá até O que elas estão lendo e veja se você acertou.
Não deixe de me contar, ok!
Se você já leu o livro, comente se sua opinião é a mesma que a minha.

Tenha uma ótima semana!

Incentivo à leitura – crianças portadoras de necessidades especiais

LEITURA PARA PORTADORES DE DEFICIÊNCIA COM NECESSIDADES ESPECIAIS: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA

Fonte: Revista ABC

Maria Emília da Silva
Gleisy Regina Bóris Fachin

Resumo
Este artigo relata a experiência de leitura para alunos portadores de deficiência com necessidades especiais. Descreve os passos da atividade de leitura para alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais – APAE de Florianópolis, bem como apresenta alguns dos resultados obtidos.

1 INTRODUÇÃO
Na realização do Curso Biblioterapia, em 2002, ministrado
pela professora Clarice Fortkamp Caldin, na Universidade
Federal de Santa Catarina, resgata-se a função terapêutica da
literatura como:

As bibliotecas eram consideradas pelas
civilizações dos egípcios, gregos e romanos
como um depósito de remédios para o espírito.
Em bibliotecas medievais, descobriram-se
inscrições destacando a leitura com finalidade
terapêutica. A literatura possui a virtude de ser
sedativa e curativa e, como forma de influência
na psique humana, percorreu um longo caminho
de Aristóteles e sua teoria da catarse até Freud e
suas experiências psicanalíticas.

Desta forma, constata-se que a leitura tem sido utilizada
com sucesso como auxiliar da psicologia para resolver conflitos
e enfrentar problemas de ordem emocional, social, mental e
educacional. Partindo desse papel curativo, a atividade de leitura
para crianças portadoras de deficiência com necessidades
especiais pode ser entendida como uma forma de liberação das
emoções.

O conto aparece como terapêutico na obra de Colette
Chiland2 quando escreve: “Pelo tesouro dos contos e dos mitos,
facilitamos as elaborações mentais…”. A utilização dos contos
de fadas é muito importante, uma vez que “os mesmos exploram
os conflitos internos da criança, que fará a interpretação
conforme suas necessidades emocionais” (CALDIN, 2002). As
histórias estimulam o leitor ou ouvinte a liberar seu imaginário,
transformando emoções e liberando sentimentos. A leitura de
notícias atuais podem dar ao leitor ou ouvinte uma melhor
compreensão da realidade, fazendo-o refletir e questionar.

Neste artigo pretende-se descrever a atividade de leitura
para alunos do Instituto de Educação Especial “Prof. Manoel
Boaventura Feijó” – Associação de Pais e Amigos dos
Excepcionais – APAE de Florianópolis.

Na seção 2 deste artigo será descrita a atividade, na seção
3 serão apresentados e descritos os grupos participantes deste
experimento. A seção 4 descreverá como os temas foram
escolhidos, sendo que na seção 5 serão especificados como
foram desenvolvidas estas atividades de leitura. Por fim, serão
apresentadas algumas considerações gerais.

2 A ATIVIDADE
Antes de se iniciar as atividades de leitura para crianças
portadoras de necessidades especiais, foram passados 45 dias em
contato com os alunos, a fim de obter uma melhor compreensão
das suas necessidades e também estabelecer vínculos de
relacionamento.

As atividades de leitura para crianças portadoras de
necessidades especiais estão sendo desenvolvidas no Instituto de
Educação Especial – APAE em Florianópolis, SC, com 32
alunos do Ensino Infantil Fundamental, Educação e Trabalho e
Oficina de Atividades Laborativas Ocupacionais. com idades
entre 5 e 59 anos.
3 GRUPOS DE IDADES E DEFICIÊNCIAS ESPECÍFICAS
Segundo a Associação Americana de Deficiência Mental-
AAMR e Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos
Mentais- DSM-IV, por deficiência mental entende-se o estado
de redução notável do funcionamento intelectual
significativamente inferior à média, associado a limitações pelo
menos em dois aspectos do funcionamento adaptativo:
comunicação, cuidados pessoais, competências domésticas,
habilidades sociais, utilização dos recursos comunitários,
autonomia, saúde e segurança, aptidões escolares, lazer e
trabalho.

As atividade foram desenvolvidas:

a) No Ensino Infantil, com 8 alunos em idade entre 5 e 7
anos, dos quais 100% apresentam deficiência mental.
b) No Ensino Fundamental, com 7 alunos em idade entre 11
e 14 anos. Três dos alunos desse nível apresentam
paralisia cerebral; um, síndrome de Down; dois,
deficiência mental e uma aluna não possui um
diagnóstico claro girando em torno da deficiência mental
ou da esquizofrenia.
c) Na turma de Educação e Trabalho, com 8 alunos em
idade entre 15 e 37 anos, todos apresentando deficiência
mental e paralisia cerebral e dois deles apresentando
também deficiência múltipla.
d) Na turma de Atividades Laborativas Ocupacionais, com
9 alunos em idade entre 29 e 59anos, todos apresentando
deficiência mental.

4 ESCOLHA DOS TEMAS
Os livros para serem lidos às crianças portadoras de
necessidade especiais foram escolhidos levando-se em conta a
presença de uma interação entre a linguagem verbal e a
pictórica, para melhor atrair a atenção dos alunos. Esses livros
continham enredos simples, com poucos personagens e
linguagem acessível.

Os temas foram escolhidos considerando-se a idade, a
série ou turma, buscando-se também o auxílio dos próprios
alunos que colocavam suas opiniões quanto aos assuntos.

Do ponto de vista de conteúdo, levaram-se em conta as
seguintes fases de crescimento: a fase de conhecimento do
mundo; da projeção da criança no mundo; da identificação de
pessoas e coisas; a formação de uma atitude crítica e de um
pensamento reflexivo, conforme sugerido por Pondé (1985, p.
25).

Na fase de conhecimento do mundo, utilizaram-se temas
como animais, brinquedos e objetos. Para melhor desenvolver a
fase da projeção da criança no mundo, foram utilizados contos
de fadas (nos quais a ficção assume uma função terapêutica) e
histórias tradicionais. Para uma melhor estimulação durante a
fase de identificação de pessoas, foram utilizadas histórias de
aventuras e heróis. Para possibilitar uma visão crítica do mundo,
foram utilizados livros e textos de cunho informativo e histórico.

Ainda na escolha dos temas para leitura, levaram-se em
conta alguns dos estágios do desenvolvimento cognitivo de
Piaget (apud KUHLTHAU, 2002, p. 14-15) que são:
Pré-operacional – no qual a criança pode usar símbolos como a
linguagem para representar. O estágio Concreto Operacional –
no qual a criança pode categorizar e usar classificações. E o
Formal operacional – no qual pode usar pensamento abstrato.

Por se tratarem de crianças portadoras de deficiência com
necessidades especiais e que apresentam, na sua maioria
deficiência mental, para a escolha dos temas e materiais, levouse
sempre em conta também as necessidades individuais de cada
aluno.

5 DESENVOLVIMENTO DAS ATIVIDADES
As atividades foram desenvolvidas utilizando-se textos,
livros, música, fantoches e seguidas sempre que possível por
uma atividade de fixação (pintura, colagem, dobradura, etc.)

No Ensino Infantil, as atividades foram desenvolvidas
através de estágios, conforme especificado a seguir:

a) Leitura de livros – verificou-se a necessidade de agregar
chamarizes, pois não se conseguia prender a atenção dos
alunos
b) Leitura de livros associada à utilização de fantoches -
verificou-se um interesse maior por parte dos alunos,
mas ainda faltava motivação.
c) Música associada a fantoches – verificou-se interesse por
parte dos alunos, portanto com uma resposta maior, mas
fugia-se das histórias.
d) Histórias infantis narradas (acompanhadas de música) e
também fantoches – verificou-se que os alunos
começaram a interagir e a dar respostas.

Vale lembrar que foram utilizadas atividades de pintura
para a fixação e também disponibilizados fantoches para melhor
identificação dos alunos com os personagens.

O caminho percorrido para desenvolver as atividades de
leitura para os alunos portadores de deficiência com necessidade
especiais do Ensino Fundamental, diferenciou-se do da
educação infantil por terem sido desenvolvidas atividades de
leitura quase sempre seguidas de atividades de fixação. No
Ensino Fundamental, os estágios foram desenvolvidos conforme
especificado a seguir:

a) Leitura de livros, revistas e jornais – verificou-se que os
alunos despertavam interesse pela “história do dia”
b) Leitura de livros associada à utilização de fantoches -
verificou-se que o interesse pela leitura aumentou
consideravelmente.
c) Leitura de textos históricos – verificou-se que os alunos
associavam os textos históricos ao conteúdo abordado
pela professora.

As atividade utilizados para a fixação dos temas para os
alunos portadores de deficiência com necessidades especiais do
Ensino Fundamental foram: pintura, dobradura, recorte e
colagem, sendo também disponibilizados fantoches para melhor
identificação dos alunos com os personagens.

Para a turma de alunos Turma Educação e Trabalho assim
como no Ensino Fundamental, foram desenvolvidas atividades
de leitura seguidas de atividades de fixação, diferenciando-se do
Fundamental por terem sido utilizados em maior quantidade
textos históricos, revistas e jornais, bem como textos
pedagógicos e pela presença de uma aluna portadora de
deficiência visual – DV e uma aluna cadeirante3. Somente, para
a aluna que apresenta DV, os trabalhos foram especificamente
desenvolvidos através de orientação da aluna quanto ao
detalhamento de signos utilizados por personagens e auxílio na
realização das atividades de fixação. Levou-se em conta a
presença da aluna cadeirante tendo sido evitado ao máximo
contar histórias que abordassem temas relativos a corridas,
patinação e outros. As atividades foram desenvolvidas em
estágios, conforme especificado a seguir:

a) Leitura de livros, textos pedagógicos, revistas e jornais -
verificou-se que os alunos na sua maioria conseguiam
identificar as notícias atuais.
b) Leitura de livros associada à utilização de fantoches -
verificou-se que assim como no Ensino Fundamental o
interesse pela leitura aumentou consideravelmente, mas
aflorou em demasia o lado infantil.
c) Leitura de textos históricos – verificou-se que os alunos
associavam os textos históricos ao conteúdo abordado
pela professora.

As atividades utilizadas para a fixação dos temas para os
alunos portadores de deficiência com necessidades especiais da
turma de Educação e Trabalho foram as mesmas das utilizadas
no Ensino Fundamental.

As atividades de leitura para aos alunos portadores de
deficiência com necessidade especiais da turma de Atividades
Laborativas Ocupacionais assim como no Educação e Trabalho
foram desenvolvidas utilizando-se textos históricos, revistas e
jornais, bem como textos pedagógicos. As atividades dessas
turmas diferenciam-se pela colaboração de uma das alunas
portadoras de deficiência mental – DM que é alfabetizada e pela
presença de um aluno surdo/mudo. Somente para o aluno que
apresenta surdez os trabalhos foram especificamente
desenvolvidos através de utilização de gestos e auxílio do aluno
para as realização das atividades de fixação. As atividades foram
desenvolvidas na turma de Atividades Laborativas Ocupacionais
em estágios, conforme especificado a seguir:

a) Leitura de livros – verificou-se a possibilidade de
utilizar-se historias mais longas.
b) Textos pedagógicos, revistas e jornais – verificou-se que
alguns dos alunos conseguiam identificar as noticiais
atuais.
c) Leitura de textos históricos – verificou-se que os alunos
associavam os textos históricos a episódios que
assistiram na Televisão. Exemplo: A abolição da
escravatura, a imigração, etc. .
d) Leitura de livros e textos por uma das aluna – verificouse
que além de incentivar na aluna o habito da leitura na
aluna, consegui-se despertar nos outros alunos interesse
pela atividade de leitura, melhorando também a auto -
estima.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Muito ao contrario do que se possa imaginar, a criança
portadora de deficiência muitas vezes tem capacidade de
respostas maior do que o esperado. Surpreende com sua
dedicação e interesse. Mas para tal, exige da pessoa que é o
interlocutor uma doação e um envolvimento maior do que outros
alunos.

Através da leitura pode-se extrair dos alunos sentimentos
reprimidos, apaziguar emoções e colocar a criança portadora de
deficiência em contato com o mundo dos livros, além é claro, de
permitir uma maior interação entre o meio e o aluno.

Verifica-se que a leitura para alunos portadores de
deficiência com necessidades especiais favorece aos alunos um
maior desenvolvimento crítico e intelecto, bem como estimula o
seu imaginário, permitindo que algumas barreiras e conceitos
sobre a pessoa portadora de deficiência com necessidades
especiais sejam quebradas.

Partindo da idéia de que os futuros profissionais da
Biblioteconomia devem ter bem claro seu papel social e
necessidade de promover a abertura de novas atividades
relacionadas à sua área, a leitura para portadores de necessidade
especial abre-se como uma forma de entendimento de que muito
ainda pode e deve ser feito para possibilitar a todas as pessoas o
acesso à informação, seja como interlocutor ou como ouvinte.

REFLETINDO SOBRE PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS

Pais, irmãos, professores e comunidade em geral precisam aprender a lidar com as pessoas portadoras de deficiência de acordo com as condições e as vivências próprias de sua idade cronológica.

As propostas pedagógicas e os objetivos educacionais destinados aos portadores de necessidades especiais devem ter como prioridade possibilitar-lhe a conquista da máxima autonomia possível e a independência em relação aos outros indivíduos. As crianças portadoras ou não de necessidades especiais, constroem seu conhecimento pouco a pouco, na contínua interação com as pessoas ao seu redor.
A estimulação é fundamental. Estimular significa criar condições facilitadoras para o desenvolvimento da criança.

Voltando no tempo! A pessoa com deficiência era: sem direito à vida, depositária do mal, objeto de maldição, tragédia familiar, detentora de poderes sobrenaturais, doente mental. seu lugar na sociedade: asilo, exclusão, segregação.
E hoje? Estimulação precoce, aprendizagem e desenvolvimento, potencialidade, escola integrada e inclusiva, legislação, estudos científicos, auto-estima, auto-realização, autonomia, participação, integração, trabalho.

E como atuar numa escola inclusiva? Compreendendo o aluno portador de necessidades educativas especiais e respeitando-o como pessoa que tem limitações, mas que também tem seus pontos fortes. Para isso, é necessário que se abandonem os rótulos, as classificações, procurando levar em conta as possibilidades e necessidades impostas pelas limitações que a deficiência lhe traz.

Numa abordagem construtivista, como vemos a leitura e a escrita para alunos portadores de necessidades especiais? Levamos em conta que a criança ou o jovem, sejam eles portadores de necessidades ou não, são intelectualmente ativos, capazes de comparar, ordenar, categorizar, formular hipóteses, reformular, comprovar, enfim, redimensionar, segundo seu nível de desenvolvimento de acordo com o que pensam, e não colocando, no centro do processo, o professor, os métodos e os recursos materiais a serem utilizados.

Acreditamos que o processo de alfabetização pode funcionar como viabilizador da inclusão dos portadores de necessidades educacionais especiais nas classes regulares, visto que, numa visão construtivista, observamos o ritmo de cada um, valorizamos suas hipóteses, procuramos entender o que pensam ao ler e escrever, facilitamos a construção da auot-estima positiva, da segurança, dando-lhes condições de “ousar.” Quando a criança “ousa,” ela pensa, ela raciocina, ela formula hipóteses em relação aos processos de leitura e escrita. O grupo heterogêneo, com educandos de níveis diferentes, favorece o desempenho de todos, pois os “mais sabidos” funcionam como mediadores para os que estejam em níveis mais elementares daqueles processos. Alunos que se encontram em etapas diferentes de conceitualização, deve-se usar estratégias de trabalho diversificado em grupos, na sala de aula. É essencial que pensemos junto com a criança ou o jovem e não por eles, descobrindo o que estão pensando,verificando que hipóteses formulam através do Método Clínico.

PROCESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM DE LEITURA PARA SURDOS MEDIADO POR COMPUTADOR

ELISA CLASEN LORENZET

Neste estudo, procuramos investigar o papel da interação virtual no
desenvolvimento da leitura em português por surdos, bem como o papel motivador da
presença da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) nas atividades com textos em português.
Para isso, foram realizadas uma pesquisa piloto, na qual participaram cinco alunos da 8ª série da Escola Especial Prof. Alfredo Dub de Pelotas, e uma pesquisa final, envolvendo dois alunos da 7ª série da mesma escola. A pesquisa foi organizada em três etapas principais: (
1)realização de leitura de texto em português e teste com 12 questões de múltipla escolha;
(2) realização da mesma leitura e do mesmo teste em ambiente virtual, contando, neste momento,com recursos em LIBRAS, como dicionário acoplado ao texto, questões, alternativas e feedback em LIBRAS; e
(3) realização de questionário com pergunta de compreensão sobre o texto lido e perguntas de opinião sobre as atividades realizadas. A análise revelou que os recursos disponibilizados no ambiente virtual, se explorados efetivamente, podem auxiliar na compreensão do texto, e que a presença da LIBRAS exerce papel motivador para os surdos nas atividades de leitura em português.

INTRODUÇÃO

Pesquisas sobre Educação de surdos no Brasil vêm crescendo nas últimas décadas.
Conforme Quadros (1997), num primeiro momento, passamos pelo período oralista, que
enfatiza a língua oral em termos terapêuticos e no qual o surdo é visto como um deficiente auditivo a ser recuperado. A seguir, entramos na fase bimodal, a qual defende a utilização do sinal dentro da estrutura da língua portuguesa e caracteriza-se pelo uso simultâneo de sinais e fala. Finalmente, chegamos à educação bilíngüe, que se propõe a tornar acessíveis à criança surda duas línguas: a língua de sinais, considerada sua língua natural, e a língua escrita, considerada uma língua estrangeira. Embora, ainda hoje, as propostas oralista e bimodal exerçam influência na educação de surdos, estudos apontam para os benefícios e a adequação
do bilingüismo.
Escolheu-se trabalhar com a leitura, nesta pesquisa, devido à necessidade de se
pensar em novos caminhos para o seu ensino na educação de surdos. Embora os surdos
tenham sua capacidade comunicativa assegurada pela língua de sinais, o ensino do português, na sua modalidade escrita, não deve ser esquecido devido às vantagens que a aprendizagem dessa segunda língua pode oferecer. Em uma sociedade onde o surdo faz parte de uma comunidade diferente, a aprendizagem da leitura e da escrita pode possibilitar a ele acesso às informações de forma independente.
Assim, neste estudo, buscando oferecer maiores subsídios para a área, pretendemos investigar o papel da interação virtual na compreensão de textos, bem como
verificar o aspecto motivacional da presença da LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) nas atividades de leitura em português para alunos surdos.

Estruturamos o trabalho em quatro capítulos. No primeiro capítulo, apresentamos
algumas correntes de pensamento sobre Educação de surdos, abordando temas como
Bilingüismo, Língua de sinais, Aquisição e leitura em L2. Além disso, apresentamos aspectos relacionados à Interação, baseando-nos, especialmente, nos conceitos de Vygotsky.

No capítulo 2, apresentamos a metodologia utilizada no desenvolvimento das
duas pesquisas realizadas: a pesquisa piloto e a pesquisa final. Identificamos os sujeitos que participaram do estudo, detalhamos os instrumentos utilizados e apresentamos os procedimentos efetuados para o trabalho.

No terceiro capítulo, além de apresentar os dados obtidos, analisamos e
discutimos aspectos importantes observados no desempenho dos dois alunos participantes da pesquisa final. Desse modo, analisamos sua atuação em cada etapa do trabalho, bem como comparamos os resultados por eles apresentados.
Nas considerações finais, presentes no quarto capítulo, fazemos um fechamento,
apresentando as principais conclusões referentes as nossas observações e análises no
desenvolvimento da pesquisa.

LEIA o trabalho na íntegra clicando AQUI

Leitura e Surdez: A monossemia na Cartilha

Fonte: Educar e Agir

Sebastiana Almeida Souza

A adequação do material didático usado no processo ensino-aprendizagem do surdo para o desenvolvimento da leitura polissêmica.

Enfatiza-se que este estudo trata de uma problemática com que me deparo no trabalho que desenvolvo com esta clientela, educando os surdos. Uma situação vivenciada em sala de aula me despertou para esta temática. Fiz um exercício de leitura sobre um texto de Mário Quintana, “Família Desencontrada”, que enfocava as estações do ano através de metáforas. “Num parágrafo do texto havia a palavra “passo”, no sentido de passagem do tempo e uma aluna não conseguiu fazer essa leitura, para ela se tratava de ‘‘passo” no sentido de andar. O enunciado era o seguinte: o inverno dizia – “Eu não passo desse agosto…”

Diante desse acontecimento, compreendi, então, que para esta aluna havia apenas um significado, ela não se dava conta da polissemia da palavra ” passo”.

Essa questão da leitura e seu ensino se tornam mais relevante ainda quando se pretende construir uma escola inclusiva. Na perspectiva da escola inclusiva, a escola é uma instituição educacional na qual todos os recursos disponíveis s?o utilizados cooperativamente para satisfazer as necessidades educacionais de todas as crianças que a freqüentam. Segundo Barth (1990, p. 07).

“Uma escola inclusiva que educa todos os alunos em sala de aula em sala regular. Educar todos os alunos em sala de aula regular significa que todo aluno recebe educação o (…).”

Também significa que todo aluno recebe oportunidades educacionais adequadas, que são desafiadoras, porém ajustadas às suas habilidades e necessidades: recebem apoio de que ele ou seus professores passam, da mesma forma, necessitar para alcançar sucesso nas principais atividades.”

Portanto, a opção pela inclusão implica a real e efetiva individualização do ensino, além de uma conscientização da sociedade quanto a importância da inclusão para o processo social. Segundo Paulo Freire (1997, p. 24).

“Não é possível pensar se quer a educação sem que se pense a questão do poder : se não é possível compreender a educação como uma prática autônoma ou neutra,esta n?o significa de modo algum que a educação sistemática seja uma pura reprodutora da ideologia dominante”.

LEIA o artigo na íntegra clicando AQUI

Visite também estes sites

CMDV – Portal do Deficiente Visual

Sur10.net – O Portal da surdez

Bengala Legal

NADA DE EXCLUSÃO: QUEREMOS EDUCAÇÃO

Dia Mundial do Meio Ambiente – 05 de junho

5 DE JUNHO
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E DA ECOLOGIA

Datas Especiais

ÁGUA: SE NÃO RACIONALIZAR, VAI FALTAR

Neste 5 de junho, dia do Meio Ambiente, é importante lembrarmos alguns dados que refletem a difícil situação mundial em relação ao uso dos 2,5% de água doce disponíveis no planeta. Segundo relatório da Unesco, órgão da ONU para a educação e responsável pelo Programa Mundial de Avaliação Hídrica, mais de um sexto da população mundial, ou o equivalente a 1,1 bilhão de pessoas, não tem acesso ao fornecimento de água doce.

Dos exíguos 2,5% de água doce existentes no mundo, porém, apenas 0,4% estão disponíveis em rios, lagos e aqüíferos subterrâneos – a Terra possui cerca de 1,39 bilhões de km 3 de água, distribuídos em mares, lagos, rios aqüíferos, gelo, neve e vapor. A situação tende a piorar, com o desmatamento, a poluição ambiental e as alterações climáticas dela decorrente: estima-se que será reduzido em um terço o total de água doce disponível no mundo. Enquanto isso, ações que poderiam reduzir o desperdício desse líquido cada vez mais raro e, portanto, precioso, demoram a ser tomadas pelas diferentes esferas governamentais.

Sabe-se que o maior consumo de água doce é na agricultura, responsável por 69% do uso, e que as grandes metrópoles têm edificações com sistemas hidrossanitários (bacias e válvulas sanitárias, torneiras, chuveiros, entre outros) gastadores.

Ações globais e estruturais, como a irrigação por gotejamento, em vez da usual por aspersão, e o incentivo à implantação de programas de uso racional da água economizariam milhões de metros cúbicos, evitando assim a necessidade de novos reservatórios de água, caros e que prejudicam o meio ambiente, ao derrubar matas ciliares com o alagamento.

As medidas de incentivo à troca de equipamentos gastadores por outros, economizadores – como bacias e válvulas que consomem 6 litros por acionamento, em vez dos 12 ou até mais de 20 litros por acionamento consumidos pelos equipamentos defasados, a instalação de arejadores e restritores de vazão em torneiras e chuveiros, entre outros, são instrumentos bem-sucedidos de diminuição do consumo.


Cartuns para empresas

Os equipamentos economizadores estão disponíveis – e obrigatórios, por norma da ABNT – em nosso país desde 2003. Programas racionalizadores já foram adotados em Nova York e Austin, nos EUA, e Cidade do México. Nova York instalou, entre 1994 e 1996, mais de um milhão de bacias sanitárias economizadoras, com incentivo aos moradores e empresários para as trocas, e passou a poupar 216 milhões de litros de água por dia.

Enquanto isso, no Brasil temos campanhas esporádicas para diminuir o consumo de água, rapidamente abandonadas assim que acaba a eventual seca e os reservatórios estão cheios. Isto foi o que aconteceu em São Paulo , em 2004, quando os cidadão foram premiados com desconto de 20% em suas contas de água se atingissem as metas de redução. Alguns prédios públicos também trocaram suas instalações hidrossanitárias gastadoras por outras, economizadoras. Há, porém, a necessidade de implementarmos programas duradouros e permanentes de incentivo à redução do consumo de água.

A concessionária Sabesp, que atende a maior parte dos municípios paulistas, por exemplo, desenvolve atualmente um projeto que custará cerca de R$ 100 milhões para trocar dutos antigos, cuja deterioração provoca vazamentos e perdas de água estimados em 34% do total produzido. Embora louvável, a preocupação da concessionária paulista em diminuir suas perdas e, portanto, aumentar o lucro de seus acionistas, deveria se traduzir também em ações que beneficiassem o consumidor final e o contribuinte diretamente, como os programas de uso racional da água e o incentivo à troca de equipamentos obsoletos por outros, economizadores.

O governo federal, por sua vez, poderia desenvolver programas de educação e incentivo aos agricultores que adotassem o método de gotejamento na irrigação, poupando outros essenciais milhões de metros cúbicos de água. Assim, projetos como o da transposição das águas do rio São Francisco, com investimento estimado em cerca de R$ 4,5 bilhões pelo governo federal, poderiam ser melhor aproveitados. A implementação desses programas, de racionalização do uso da água e da irrigação por gotejamento, resultaria em benefícios econômicos, sociais e ambientais para a sociedade como um todo.
Autor: Carlos Lemos da Costa

Dia Mundial do Meio Ambiente

Fonte: IBGE

A importância desse dia tem precedentes. O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século XX. Porém, foi ainda no séc. XIX que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia.

Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.

Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental: o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afetar o outro!

Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e se comprometem a tomar conta da Terra. As mais sérias promessas têm sido feitas, que vão do be-a-bá ao estabelecimento de estruturas governamentais permanentes para lidar com gerenciamento ambiental e planejamento econômico, visando conseguir a vida sustentável no planeta.

Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!

ECO-92

Realizada no Rio de Janeiro, a segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (que ficou conhecida como Eco-92) teve como um de seus resultados a formulação de documentos muito importantes. Porém, muitos dos termos desses documentos ainda não foram colocados em prática. Isso por tratarem de questões que estabelecem mudanças no comportamento dos países em relação ao meio ambiente. Essas mudanças deveriam ser implementadas tanto pelos países ricos quanto pelos chamados “países em desenvolvimento”. Algumas dessas questões são:

Biodiversidade

Nos anos 80, o conceito de biodiversidade adquiriu destaque com a discussão sobre o risco de extinção de diversas espécies existentes. A biodiversidade, que determina a diversidade genética e de habitat entre os seres vivos (animais, vegetais e microorganismos), põe na ordem do dia a necessidade de se preservar o maior número possível das formas de vida em vias de extinção, se o homem quiser ter condições mínimas de sobrevivência.

As estimativas sobre o número de espécies que habitam a terra oscilam entre 5 e 30 milhões, sendo que somente 1,5 milhão são conhecidas. Estão concentradas, em sua maioria, nos países tropicais.

Estratégia Global para Biodiversidade, elaborado pelo World Resources Institute, dos EUA, e pela União Mundial para a Natureza, da Suíça, traz 85 propostas para a preservação da diversidade biológica e um plano para a utilização sustentada dos recursos biológicos. Apesar de ter sido aprovado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU e pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs) que participaram do Fórum Global, quase nada vem sendo feito para reverter a situação. Em nações onde é grande a diversidade biológica, como a Federação Russa, a China e a Indonésia, continua acelerado o ritmo de destruições das espécies animais e vegetais. O documento Estratégia Global para Biodiversidade não foi, até hoje, aprovado pelo Congresso norte-americano.

Piratas biológicos

Biopirataria é o nome que se dá à saída de material genético de um país para outro, naturalmente de forma ilegal, para que se possa explorá-lo comercialmente, sem o devido pagamento de patente.

No documento (não aprovado pelos EUA) há também uma proposta a esse respeito, que consiste no seguinte: as empresas pesquisadoras de animais e vegetais em outros países devem pagar royalties de suas descobertas ao país de origem.

O Brasil estima que uma em cada quatro drogas americanas possui substâncias vindas de animais e plantas encontradas em países tropicais. Estes, por sua vez, são obrigados a pagar royalties no uso de produtos feitos a partir de suas próprias plantas e animais.

Agenda 21

Considerada como o resultado mais importante da Eco-92, a Agenda 21, documento assinado por 179 países naquela ocasião, é um texto chave com as estratégias que devem ser adotadas para a sustentabilidade. Já adotada em diversas cidades por todo o mundo, inclusive através de parcerias e de intercâmbio de informações entre municipalidades, esse compromisso se desenrola no âmbito da cooperação e do compromisso de governos locais. Leva em conta, principalmente, as especificidades e as características particulares de cada localidade, de cada cidade, para planejar o que deve ser desenvolvimento sustentável em cada uma delas.

MEIO AMBIENTE E O MUNDO MODERNO


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Não há quem, na nossa era, não tenha ouvido falar em crise energética. Bem, essa parece ser a questão mais ampla das sociedades atuais: lidar com as mudanças que precisam ser feitas na geração de energia.

Os chamados ambientalistas vêm estudando bastante o assunto e algumas conclusões sobre o que se pode fazer já foram consagradas e podemos dizer que já existem, em alguns países, ações para implantá-las. Elas são:

Usar a energia de maneira eficiente – isso quer dizer, utilizar os mesmos serviços de iluminação, cozimento, mobilidade, industrialização que já temos, porém gastando uma menor quantidade de energia. Obter mais de cada quilowatt, incrementando melhoras na fabricação dos aparelhos eletrodomésticos, automóveis, prédios e processos industriais.

Fazer mais uso do gás natural, o combustível fóssil mais limpo, para gerar energia. A crítica é sempre a de que é uma alternativa cara. O petróleo, quando começou a ser amplamente adotado no mundo, também era uma alternativa cara. Não podemos esquecer que este é um recurso finito e que seu consumo quase que dobra a cada 20 anos.
Parar de valorizar argumentos para a utilização e os investimentos em energia nuclear. Essa geração custa o dobro das outras fontes existentes e a opinião pública mundial já sabe os riscos que podem advir dessa escolha.

Não insistir na utilização do carvão, uma fonte de energia do passado, um investimento no mais sujo dos combustíveis fósseis, o que mais polui e cuja extração, hoje mecanizada, é um investimento no desemprego.
Seguir o caminho da utilização da energia do sol (solar) e do vento (eólica). Esse uso está crescendo globalmente, é mais barato, não polui e gera empregos de alta tecnologia e exportação.

Investir na pesquisa da utilização de células de combustível de hidrogênio, elemento que existe de sobra no universo (empresas automotivas e de energia já estão desenvolvendo esse uso para equipamentos eletrônicos portáteis e veículos a motor, por exemplo).

O PLANETA EM PERIGO


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Ozônio destruído

A camada de ozônio, composta de um gás rarefeito – o ozônio -, vinha impedindo, há milhões de anos, a passagem dos raios ultravioletas do sol. Com o poder de reduzir a capacidade de fotossíntese dos vegetais, esses raios prejudicam o sistema imunológico do homem, e podem provocar câncer de pele e doenças nos olhos, como a catarata.

A destruição dessa camada se deve à emissão de poluentes no ar, sendo o cloro presente em clorofluorcarbonetos (CFCs) seu principal inimigo.

Ele é usado como propelente de sprays, em chips de computadores e, principalmente, em aparelhos domésticos, como geladeira e ar-condicionado.

São dois os químicos que, em 1974, chamaram a atenção para a relação entre o CFC e a diminuição da camada de ozônio: o norte-americano Frank Rowland e o mexicano Mario Molina, ambos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 1995.

Em 1992, um novo vilão aparece para pertubar a camada de ozônio. Trata-se do brometo de metila, inseticida utilizado em plantações de tomate e morango e muito mais nocivo que o CFC, apesar de existir em menor quantidade.

Várias políticas ambientais foram implementadas em todo o mundo para reverter esse fato. O governo brasileiro, por exemplo, reduziu em 31% o consumo de CFC, entre os anos de 1988 e 1995, e parece que os resultados dessas políticas já são notados. A Organização Mundial de Meteorologia das Nações Unidas registrou uma diminuição dos gases nocivos na atmosfera, exceto o brometo de metila. O buraco da camada de ozônio, no entanto, continua aumentando e só deve estar recuperada na metade do século XXI. Mas isto se forem respeitadas todas a metas do Protocolo de Montreal, assinado em 1987 no Canadá, onde 24 países se comprometeram, entre outras coisas, a restringir à metade a produção de CFC até o presente ano.

Poluição

Poluição do ar, das águas, do solo, sonora, diversas designações para um único problema: a interferência negativa do homem no equilíbrio ambiental, quando exerce suas atividades cotidianas em casa, no trabalho, em todo o lugar, enfim. A emissão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos em quantidade acima da capacidade humana de absorção é o que chamamos de poluição.

Exemplo de poluição do ar: indústrias químicas e siderúrgicas lançando na atmosfera óxidos sulfúricos e nitrogenados e enxofre.

Poluição das águas: o esgoto que suja rios, lagos e áreas de mananciais. De acordo com a ONU, dois terços da humanidade podem vir a passar sede, em menos de 30 anos.

Poluição do solo: causada pelo acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal. Uma solução viável para esse tipo de poluição seria a prática da reciclagem do lixo.

Poluição sonora: barulho dos carros. Nas principais ruas da cidade de São Paulo, os níveis de ruído atingem de 88 a 104 decibéis. O máximo tolerável é 85 decibéis.

Florestas mortas


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O desmatamento em grande escala já chega a 46% das matas primitivas da terra. Dos 62.200.000 Km2 de florestas originais, somente 33.400.000 ainda cobrem a superfície do planeta.

Todo ano, cerca de 170 mil Km2 de mata simplesmente desaparecem, sendo a principal forma de desmatamento as queimadas de grandes áreas para o cultivo da agricultura e a prática da pecuária. A comercialização da madeira, a expansão dos centros urbanos, a construção de estradas e o extrativismo de interesse econômico são outros importantes motivos que levam à devastação.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o recordista no mundo em desmatamento, sendo derrubados anualmente na Amazônia em torno de 15 mil Km2 de floresta.

Convenção sobre a mudança do clima
No Protocolo de Kyoto, assinado em 1992, os países industrializados se comprometeram a reduzir até o ano 2000 suas emissões de dióxido de carbono para os níveis encontrados no ano de 1990, a fim de não modificar ainda mais o já alterado clima do planeta. Em seu processo de revisão e atualização, essa convenção sofreu uma retificação, em 1997, em Kyoto, no Japão, e por isso ela ficou conhecida como Protocolo de Kyoto. Nessa ocasião, ficou decidido que os países que aderiram reduziriam suas emissões, combinadas de gases de efeito estufa, em pelo menos 5%, entre os anos de 2008 e 2012.

Aberto para assinaturas a partir de 1998, com adesão de cerca de 180 países, esse acordo ainda não foi assinado pelos EUA, país responsável por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono na atmosfera.

Cidades: as mais poluídas

Atenas (Grécia), Bangcoc (Tailândia), Budapeste (Hungria), Buenos Aires (Argentina), Cairo (Egito), Calcutá (India), Cidade do México (México), Cracóvia (Polônia), Jacarta (Indonésia), Karachi (Paquistão), Londres (Reino Unido), Los Angeles (EUA), Manila (Filipinas), Moscou (Federação Russa), Mumbai (India), Nova Délhi (India), Nova York (EUA), Pequim (China), Rio de Janeiro (Brasil), Santiago (Chile), São Paulo (Brasil), Seul (Coréia do Sul), Tóquio (Japão), Xangai (China).

MEIO AMBIENTE NO IBGE

O IBGE possui, em sua estrutura, um departamento de recursos naturais e estudos ambientais. Sua finalidade é produzir informações básicas sobre todo o território nacional.

No tópico recursos naturais, promove mapeamentos, estudos e pesquisas de temas relativos ao meio físico e ao meio biótico, detendo-se na ocorrência, distribuição, potencial, disponibilidade, forma e graus de utilização. Fazem parte do meio físico as rochas, o relevo, os solos, os recursos hídricos e o clima. Os componentes do meio biótico são os vegetais e animais.

Em estudos ambientais, promove a caracterização e avaliação de temas de interesse para a análise das condições ambientais e dos impactos gerados pela ação do homem, que comprometem o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida da população.

O acervo de informações disponível no IBGE é vasto. Os produtos são encontrados em forma de mapas, publicações ou CD-ROM. Listamos abaixo alguns deles:

Espécies Endêmicas da Flora Brasileira
Espécies Vegetais de Importância Econômica
Fauna Ictiológica Brasileira
Fauna de Vertebrados da Amazônia Legal
Diagnóstico Ambiental da Amazônia Legal
Mapas do Brasil na escala 1:5.000.000: Vegetação, Unidades de Relevo, Fauna Ameaçada de Extermínio e Unidades de Conservação Federais
Mapas da Amazônia Legal na escala 1:2.500.000: Geologia, Solos e Vegetação

ÍNDICE DO PLANETA VIVO


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O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) elabora relatórios contendo o Índice do Planeta Vivo (IPV), ano a ano. O IPV é um raio-x dos recursos naturais do planeta, através da coleta de dados de 151 países sobre ecossistemas, espécies, poluição e consumo. Vamos acompanhar os resultados do IPV de 1999?

- De 1970 até 1996, os ecossistemas aquáticos sofreram uma queda de qualidade impressionante, numa velocidade de destruição que compromete a qualidade da água e a vida dos peixes.

- Em relação à vida vegetal, o Brasil ocupa a 6a posição no ranking dos países que possuem mais espécies ameaçadas, entre os 151 países estudados. O país mais ameaçado são os Estados Unidos. Depois vêm: Austrália, África do Sul, Turquia e México.

- O Brasil, sozinho, detém 10% de toda a biodiversidade mundial. É também o país com maior número de espécies de plantas conhecidas: 55 mil.

- Nosso país está em 3o lugar entre os países com maior cobertura florestal, mesmo já tendo perdido dois quintos de suas florestas. Em primeiro lugar, ficou a Federação Russa. O segundo país com maior extensão de florestas é o Canadá.

- O planeta já perdeu metade de sua extensão florestal original, principalmente nos últimos 100 anos. Calcula-se que todo ano seja desmatada, na Terra, uma área equivalente ao estado do Acre.

- O Brasil é o segundo país mais desmatado. O primeiro lugar fica com a China.

- A biodiversidade dos ecossistemas de água doce diminuiu 45% de 1970 até 1996. Já o ecossistema marinho perdeu 35% de sua biodiversidade nestes mesmos 26 anos.

- O consumo de fertilizantes aumentou de 12 para 80 milhões de toneladas por ano no intervalo de 26 contemplado pela pesquisa. O Brasil está em 75o lugar entre os 151 países que mais consomem fertilizantes.

Dez Mandamentos Ambientais

Autor: Vilmar Berna
Fonte: 360 graus

Nossa espécie tem usado mais a capacidade de modificar o meio ambiente para piorar as coisas que para melhorar. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência. Reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

1- – Estabeleça princípios ambientalistas
Estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas.

2 – Faça uma investigação de recursos e processos
Verifique os recursos utilizados e o resíduo gerado. Confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo de esforço humano. A meta será encontrar meios para reduzir o uso de recursos e o desperdício.

3 – Estabeleça uma política ecológica de compras
Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Existem certos produtos que não se degradam na natureza. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis. Evite produtos descartáveis não reciclados como canetas, utensílios para consumo de alimentos, copos de papel, etc.

4 – Incentive seus colegas
Fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta. Sugira e participe de programas de incentivo como a nomeação periódica de um ‘campeão ambiental’ para aqueles que se destacam na busca de formas alternativas de combate ao desperdício e práticas poluentes.

5 – Não Desperdice
Ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo. Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos de lixo, diminuir a poluição. Investigue desperdício com energia e água. Localize e repare os vazamentos de torneiras. Desligue lâmpadas e equipamentos quando não estiver utilizando. Mantenha os filtros do sistema de ar-condicionado e ventilação sempre limpos para evitar desperdício de energia elétrica.

Use os dois lados do papel, prefira o e-mail ao invés de imprimir cópias e guarde seus documentos em disquetes, substituindo o uso do papel ao máximo. Promova o uso de transporte alternativo ou solidário, como planejar um rodízio de automóveis para que as pessoas viajem juntas ou para que usem bicicletas, transporte público ou mesmo caminhem para o trabalho. Considere o trabalho à distância, quando apropriado, permitindo que funcionários trabalhem em suas casas pelo menos um dia na semana utilizando correio eletrônico, linhas extras de telefone e outras tecnologias de baixo custo para permitir que os funcionários se comuniquem de suas residências com o trabalho.

6 – Evite Poluir Seu Meio Ambiente
Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos. Converse com fornecedores sobre alternativas para a substituição de solventes, tintas e outros produtos tóxicos. Faça um plano de descarte, incluindo até o que não aparenta ser prejudicial como pilhas e baterias, cartuchos de tintas de impressoras, etc. Faça a regulagem do motor dos veículos regularmente e mantenha a pressão dos pneus nos níveis recomendáveis. Assegure-se que o óleo dos veículos está sendo descartado da maneira correta pelos mecânicos.

7 – Evite riscos
Verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema para só aí se preparar para resolver. Participe de treinamentos e da preparação para emergências.

8 – Anote seus resultados
Registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas.

9 – Comunique-se
No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas, tome a iniciativa de informar em tempo hábil para que possam minimizar prejuízos. Busque manter uma atitude de diálogo com o outro.

10 – Arranje tempo para o trabalho voluntário
Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta. Você pode, por exemplo, cuidar de uma árvore, organizar e participar de mutirões ecológicos de limpeza e recuperação de ecossistemas e áreas de preservação degradados, resgatar e recuperar animais atingidos por acidentes ecológicos ou mesmo abandonados na rua, redigir um projeto que permita obter recursos para a manutenção de um parque ou mesmo para viabilizar uma solução para problema ambiental, fazer palestras em escolas, etc.

Sugestão de Projetos do Meio Ambiente

Fonte: Lions Clubs Internacional

Terra

Recicle (papel, vidro, alumínio, plástico e todos os outros produtos recicláveis)
Compre no atacado. Elimine embalagens desnecessárias.
Adquira produtos de papel reciclado.
Recicle o óleo usado do motor em vez de descartá-lo em depósitos de lixo.
Use fraldas de pano para bebês.
Dê a tinta excedente a um amigo. Não descarte esse material tóxico em um depósito de lixo.
Utilize baterias recarregáveis. Baterias de cádmio e de mercúrio vazam em depósitos de lixo.
Utilize sacos recicláveis ou sacolas feitas de fibra no supermercado. Evite sacolas descartáveis.
Coma mais frutas, vegetais e grãos. A produção agrícola requer menos área do que a criação de gado.
Evite o consumo de produtos feitos de espécies em extinção. Os itens incluem marfim, casca de tartaruga, coral, peles de répteis e peles de animais selvagens.
Evite adquirir produtos de madeira que esgotam a floresta tropical, incluindo teca, pau-rosa, mogno, ébano e iroko. Em vez dessas, escolha o carvalho, pinho, cerejeira, bétula ou bordo.
Evite comprar animais ameaçados de extinção, como cacatuas, macacos, jibóias, iguanas, tartarugas dos pés vermelhos, araras e onças pintadas.

Ar

Dirija menos. Ande, utilize bicicleta ou transporte solidário.
Faça a manutenção do carro e de outros equipamentos motorizados para evitar emissões perigosas.
Faça manutenção dos condicionadores de ar de casa e do carro. Vazamento de condicionadores de ar automobilísticos são a fonte número 1 de CFC na atmosfera nos EUA.
Evite plásticos poliestirenos. Quando o poliestireno se quebra ou é derretido, ele libera CFCs na atmosfera, que por sua vez destroem a camada de ozônio.
Verifique se há vazamentos de gás radônio em sua casa. Sele todas as rachaduras de fundação.
Isole sua habitação para reduzir a perda de energia.
Ao plantar árvores em sua propriedade pessoal, plante árvores decíduas na parede sul. As árvores fazem sombra no prédio no verão e permitem que o calor do sol incida sobre o prédio no inverno. Plante árvores perenes no lado norte para proteger o prédio dos ventos frios.
Tenha consciência de quanto a fumaça do cigarro e a queima de folhas ou de lixo poluem o ar.

Água

Economize água ao escovar os dentes, tomar banho ou ao lavar louças. Lave somente cargas completas de roupa na máquina de lavar.
Instale dispositivos para economizar água nos chuveiros e vasos sanitários.
Use detergentes com baixo teor de fosfato.
Reduza a temperatura do aquecedor de água em 10 graus.
Antes de jogar fora, corte os anéis da embalagem plástica que circundam as embalagens de seis ou oito bebidas. Na água, esses anéis são invisíveis. Animais aquáticos normalmente morrem por ficarem presos nessas armadilhas.
Denuncie indústrias e indivíduos responsáveis por ações que ameaçam de maneira adversa o suprimento geral de água.

Aqui estão algumas sugestões de atividades:

Entre em contato com agências em prol do meio ambiente ou com centros de reciclagem. Ajude em seus esforços na comunidade. Se não existir uma agência desse tipo, considere a formação de um grupo de ação básico em prol do meio ambiente. Se o projeto for grande demais para seu clube, solicite a assistência de outros Lions clubes ou de outros grupos de serviços locais.
Se sua comunidade precisar, inicie um programa de reciclagem. Considere papel, alumínio, vidro, plástico e outros produtos recicláveis.
Considere a possibilidade de apoiar programas de reciclagem não disponíveis em sua comunidade (por exemplo, um programa de reciclagem de listas telefônicas).
Crie um depósito de adubo para sua comunidade.
Adote uma estrada e mantenha-a livre de detritos.
Adote um parque e mantenha-o livre de detritos.
Organize um projeto de plantação de árvores. As árvores absorvem a umidade em volta de estradas de acesso, lagos, rios, áreas de mineração, etc. Árvores frutíferas fornecem absorção, sombra e alimento.
Árvores são monumentos vivos ideais. Plante árvores em homenagem a aniversários ou morte de uma pessoa querida.
Patrocine um concurso de arte ou de composições sobre o Dia da Árvore (dia tradicional de plantação de árvores). Plante uma árvore em homenagem ao vencedor. Forneça uma placa gravada com o nome do vencedor.
Patrocine um clube da natureza ou ecológico em uma escola local. Peça a um professor de ciências ou de biologia para atuar como conselheiro.
Inicie o clube ecológico coletando todos os copos, pratos descartáveis, etc. da escola por um mês. Exiba esta montanha de lixo como evidência irrefutável da necessidade de reciclagem nas escolas.
Estabeleça um programa de reciclagem para a escola. Forneça contêineres para materiais recicláveis, lixo orgânico e lixo não reciclável.
Incentive os estudantes e os trabalhadores a utilizarem caixas de lanches e frascos de bebida reutilizáveis. Desincentive o uso de copos, utensílios e sacos plásticos descartáveis, etc.
Patrocine uma feira ou concurso ecológico. Ofereça um prêmio para a melhor idéia acerca do meio ambiente.
Apóie a inclusão de currículo sobre o meio ambiente nas escolas.
Patrocine um concurso acerca do meio ambiente em nível de comunidade. Ofereça prêmios aos grupos que mais contribuírem com a sustentação da área. Divulgue o concurso na mídia local. Ofereça a todos os grupos participantes uma placa de Estrela Verde adequada para exposição.
Ao patrocinar atividades de serviço do Lions, providencie compartimentos para o descarte de materiais recicláveis, como alumínio e papel.
Utilize transporte solidário para ir a eventos do Lions.
Organize um dia de limpeza comunitária de uma estrada, parque, floresta, praia, etc.
Desincentive o lançamento de balões na área. Resíduos de balões estourados normalmente provocam sufocação nos animais.
Trabalhe com a mídia local. Forneça informações sobre os esforços do clube para melhorar a qualidade de vida e incentive os outros a participarem.
Conduza um programa educacional sobre poluição sonora e seus efeitos na audição. Ofereça conselhos sobre soluções para reduzir níveis de ruído.

PROJETOS

PROJETO NATUREZA

Fonte: Cantinho Alternativo

I – JUSTIFICATIVA:
Uma das maneiras de auxiliar as crianças a enfrentarem as dificuldades de suas vidas, é proporcionar experiências que incentivam habilidades e atitudes essenciais para o desenvolvimento e a manutenção da resiliência, ou seja, a capacidade de se recuperar de revezes, mantendo a alegria de viver. HELM, Judy Harris – O Poder dos Projetos. Novas Estratégias e Soluções para a Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2005.
Contando com esta “alegria de viver” que se faz constante em nossas crianças e aliando a esse fato a curiosidade peculiar desta faixa etária, este projeto foi elaborado visando os maiores interesses da turma do Jardim II, que escolheram o tema também como nome para o Grupo.
A Natureza nos proporciona diariamente espetáculos muitas vezes despercebidos por serem corriqueiros. Foram exatamente estes “fatos corriqueiros” que tomaram proporções maiores, quando questionados, estudados e analisados mais atentamente, tornando-se necessário então um estudo mais aprofundado sobre o tema.

II – OBJETIVOS GERAIS:? Perceber a dependência dos seres vivos em relação ao meio ambiente, em especial a água.
? Reconhecer a ação do homem na transformação do meio ambiente, principalmente no que diz respeito à natureza e sua preservação.

III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS:? Desenvolver progressivamente a autonomia da criança;
? Criar situações específicas, onde a criança possa escolher, decidir – planejamento cooperativo;
? Encorajar as crianças a encontrarem soluções quando surgirem conflitos;
? Propor atividades e brincadeiras que suscitem a interação e a cooperação entre as mesmas;
? Elaborar atividades onde se façam necessários o uso da observação, da comparação e da formulação de hipóteses;
? Selecionar diferentes materiais, onde as crianças possa interagir e estabelecer relações diretas de contato;
IV – CONTEÚDOS:

1. CONCEITUAIS:? Saber sobre a necessidade de se preservar a natureza;
? Conhecer as causas da poluição e degradação da natureza;
? Identificar algumas maneiras do desenvolvimento sustentável e sua vital importância para as pessoas;
? Reconhecer a importância da água para a vida e suas diversas utilidades;
? Conhecer as causas da poluição e degradação da natureza;
? Identificar os cuidados que devemos ter para o uso consciente dos meios ambientais

2. PROCEDIMENTAIS:? Ouvir histórias, poesias e textos informativos relacionados ao tema;
? Realizar experiências com pequenos insetos e plantas;
? Observar as conseqüências dos maus tratos ao meio ambiente;
? Ouvir músicas, assistir a vídeos que tratem do tema.
? Visitar uma estação de captação e tratamento de água.
? Confeccionar maquetes e painéis relacionados ao tema.
? Criar uma horta suspensa;
? Realizar atividades diversificadas que envolvam todas as áreas do conhecimento.

3. ATITUDINAIS? Economizar água nas diversas situações cotidianas em casa e na escola.
? Colaborar para a preservação da água no meio-ambiente.
? Ser um agente multiplicador de conhecimentos sobre a água e o meio ambiente em geral.
? Valorizar a natureza, percebendo sua importância para a vida de todos os seres vivos.
? Adquirir hábitos de cuidado e preservação do meio onde se vive.
? Aprender qual a maneira correta de se escolher uma planta medicinal para se fazer um delicioso chá.

VI – ETAPAS PREVISTAS VISANDO ÀS ÁREAS ESPECÍFICAS DO CONHECIMENTO:

Linguagem oral e escrita
? Leitura de textos, histórias, par lendas, adivinhas que falem sobre o assunto;
? Produção coletiva de pequenos textos;
? Escrita espontânea;
? Atividades com alfabeto móvel;
? Entrevista com um profissional da rede de tratamento de água;
? Atividades diversificadas envolvendo a escrita de palavras significativas sobre o assunto estudado;

Linguagem Visual? Desenho livre e de observação;
? Recorte e colagem;
? Dobraduras;
? Modelagem com areia e argila;
? Técnicas de pintura;
? Mini maquetes;
? Jogo da memória;

Linguagem Musical ? Atividades diversas, músicas e cantigas relacionadas ao tema;
? Ginástica historiada ;
? Coleção Calendário Criança Feliz, Coleção Sons e Efeitos da Natureza;

Pensamento Lógico – matemático? Seqüência de idéias;
? Noções de massa (pesado/leve), volume (cheio/vazio)
? Jogos e quebra cabeças
Natureza e Sociedade? Observação do ciclo da água;
? Conversa sobre o desperdício da água nas diversas situações cotidianas;
? Passeio ao redor do CMEI, observando a ação da chuva e da seca;
? Experiência do pé de feijão e do alpiste;
? Terrário e formigueiro portátil;
? Horta suspensa;
? Vídeos que abordam o tema.
? Pesquisa de gravuras que ilustrem as diferenças entre o meio ambiente preservado e o não preservado;
VII – AVALIAÇÃO
Constante durante todo o período de realização do projeto.
? Observação dos alunos durante todas as experiências;
? Interesse e participação na confecção de todas as atividades;
? Através de relato oral ou escrito;
? Perceber através das diversas atividades realizadas a coerência com o tema exposto e o resultado das produções;
? Verificar se houve um despertar ecológico no sentido de reflexão e alerta quanto ao amor e cuidado com a Natureza.

VIII – PERÍODO DE REALIZAÇÃO
O Projeto foi desenvolvido durante os meses de agosto, setembro e outubro. Por ter sido um tema muito abrangente, pudemos neste período realizar diversas atividades conjuntas não deixando passar despercebidas datas e temas comemorativas comuns a estes meses.

Quadro de cognição


Aqui, elaboramos através de imagens o dia a dia de como nosso trabalho seria realizado.

Mural do Conhecimento

JOGO DO MEIO AMBIENTE

Fonte: Paixão de Educar

Objetivos:

- Identificar algumas representações de meio ambiente construídas pelas pessoas, através de um jogo de formação de palavras;
- Elaborar conceitos sobre o tema.
- Discutir as possibilidades do jogo como atividade educativa que pode superar a fragmentação e linearidade das disciplinas.

Procedimento:

- Reunir os grupos e distribuir 3 folhas de papel em branco, demonstrando como as mesmas vão ser dobradas, sempre ao meio, formando 32 retângulos iguais;

- Escrever nos retângulos as letras do alfabeto utilizando os restantes para repetir 3 vezes cada vogal, e ainda alguma das consoantes mais utilizadas, como o “s”, “r”, “c”, etc.

- Explorar o material com os participantes deixando-os forma as palavras que desejarem.

- Apresentar a dinâmica do jogo. Um dos participantes de cada grupo irá anotar as palavras, à medida que as mesmas forem sendo formadas. A cada palavra formada, as letras são novamente misturadas;

- Explicar que o objetivo do jogo será cada grupo formar o maior número possível de palavras relacionadas ao tema: MEIO AMBIENTE. O tempo de duração será determinado pelo professor;

- Ao final do jogo, recolhe-se os alfabetos e o representante de cada grupo anota as palavras formadas no quadro-negro ou painel de parede;

- Fica a cargo do professor estabelecer se haverá ou não um grupo vencedor.

- O grande grupo confere o número de palavras formadas, sendo que o professor ou um participante faz a eliminação das palavras que se repetiram;

- O professor questiona o grande grupo sobre o que poderia ser feito com as palavras resultantes do jogo.

Sugestões:

Montar um mapa conceitual a partir das palavras formadas definindo os conceitos ecológicos – elementos bióticos e abióticos do meio, principais ecossistemas, cadeias e teias alimentares, biodiversidade de espécies, ciclos biogeoquímicos – e sócio-ambientais – ações antrópicas sobre este meio (poluição, desmatamento, etc.). Pesquisar e definir os principais conceitos em fontes bibliográficas (livros, revistas, Internet). Construção de frases utilizando as palavras; separação de sílabas; pesquisar alguns aspectos históricos, artísticos, religiosos, metafóricos, e assim por diante, relacionados ao ambiente. Formar conjuntos dos fatores (bióticos e abióticos), etc.

A LENDA DO GIRASSOL

Dizem que existia no céu uma estrelinha tão apaixonada pelo Sol que era a primeira a aparecer de tardinha, antes que ele se escondesse.

E toda vez que o Sol se punha ela chorava lágrimas de chuva.
A Lua falava com a estrelinha que assim não podia ser. Que a estrela nasceu para brilhar à noite e que não tinha sentido esse amor.
Mas a estrelinha amava cada raio de sol como se fosse a única luz de sua vida. Esquecia até sua própria luzinha.

Um dia ela foi falar com o Rei dos Ventos para pedir a sua ajuda, pois queria ficar olhando o Sol, sentindo o seu calor eternamente.
O Rei dos Ventos disse que seu sonho era impossível, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar na Terra, deixando de ser estrela.
A estrelinha não pensou duas vezes: virou uma estrela cadente e caiu na Terra em forma de semente.

O Rei dos Ventos plantou esta sementinha com muito carinho e regou com as mais lindas chuvas.

A sementinha virou planta. As suas pétalas foram se abrindo, girando devagarinho, seguindo o giro do Sol no Céu.
É por isso que os girassóis até hoje explodem seu amor em lindas pétalas amarelas.

Propostas de Atividade:

1 – Trabalhar com Sementes de Girassol – Articulando Meio Ambiente e Arte;

2 – Depois de contar a Lenda do Girassol, propor aos alunos interpretá-la através de desenhos e pinturas;

3 – Reproduzir vasinhos de girassol, reaproveitando garrafas PET(atividade sobre reciclagem de lixo);

4 – Trabalhar com os alunos:

- Sementes e a Germinação.

Levantamento de Hipóteses:

- O que é germinação?
- O que é uma semente?
- O que a planta necessita para sobreviver?

5 – Experimentação – Organização em grupos de 6 alunos.

Material Necessário:

- Vasinhos
- Terra Vegetal
- Sementes de Girassol

É importante no final da experiência o registros das observações e conclusões.

6 – Colocar as Músicas de Girassol – Jane Duboc & Grupo Cidade Negra e a Campanha pela Paz.

7:

- Leitura de artigos de jornal e relatos das crianças sobre Guerras e Violência;

- Roda de conversa – momento das crianças falarem. Suas opiniões sobre Guerras e Violência;

- Registro da atividade.

- Apreciação das músicas e a interpretação através de desenhos: Campanha pela Paz.

- Propor aos alunos que produzam textos no final de todas as vivências.

Idéias Interessantes:

- Apresentação do Site de Van Gogh e livros sobre sua vida.-

Quadros: Os Girassóis e Auto-Retrato

“…A verdade prova que o tempo é o Senhor
dos dois destinos, dos dois destinos
já que para ser homem tem que ter
a grandeza de um menino, de um menino
no coração de quem faz a guerra
nascerá uma flor amarela
Como um girassol
Como um girassol
Como um girassol amarelo, amarelo…”

Cidade Negra

Vídeo – Um bom exemplo

Estudantes que participam do Projeto Recicle, desenvolvido pela empresa Mili de Três Barras, realizaram no Dia Mundial do Meio Ambiente 05/06, um mutirão de limpeza nas margens da rodovia SC 303 em Três Barras. Viderreportagem de Joaquim Padilha – TV PORTAL –
Fonte: Videolog

MEIO AMBIENTE

Dia Mundial do Meio Ambiente – 05 de junho

5 DE JUNHO
DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E DA ECOLOGIA

Datas Especiais

ÁGUA: SE NÃO RACIONALIZAR, VAI FALTAR

Neste 5 de junho, dia do Meio Ambiente, é importante lembrarmos alguns dados que refletem a difícil situação mundial em relação ao uso dos 2,5% de água doce disponíveis no planeta. Segundo relatório da Unesco, órgão da ONU para a educação e responsável pelo Programa Mundial de Avaliação Hídrica, mais de um sexto da população mundial, ou o equivalente a 1,1 bilhão de pessoas, não tem acesso ao fornecimento de água doce.

Dos exíguos 2,5% de água doce existentes no mundo, porém, apenas 0,4% estão disponíveis em rios, lagos e aqüíferos subterrâneos – a Terra possui cerca de 1,39 bilhões de km 3 de água, distribuídos em mares, lagos, rios aqüíferos, gelo, neve e vapor. A situação tende a piorar, com o desmatamento, a poluição ambiental e as alterações climáticas dela decorrente: estima-se que será reduzido em um terço o total de água doce disponível no mundo. Enquanto isso, ações que poderiam reduzir o desperdício desse líquido cada vez mais raro e, portanto, precioso, demoram a ser tomadas pelas diferentes esferas governamentais.

Sabe-se que o maior consumo de água doce é na agricultura, responsável por 69% do uso, e que as grandes metrópoles têm edificações com sistemas hidrossanitários (bacias e válvulas sanitárias, torneiras, chuveiros, entre outros) gastadores.

Ações globais e estruturais, como a irrigação por gotejamento, em vez da usual por aspersão, e o incentivo à implantação de programas de uso racional da água economizariam milhões de metros cúbicos, evitando assim a necessidade de novos reservatórios de água, caros e que prejudicam o meio ambiente, ao derrubar matas ciliares com o alagamento.

As medidas de incentivo à troca de equipamentos gastadores por outros, economizadores – como bacias e válvulas que consomem 6 litros por acionamento, em vez dos 12 ou até mais de 20 litros por acionamento consumidos pelos equipamentos defasados, a instalação de arejadores e restritores de vazão em torneiras e chuveiros, entre outros, são instrumentos bem-sucedidos de diminuição do consumo.


Cartuns para empresas

Os equipamentos economizadores estão disponíveis – e obrigatórios, por norma da ABNT – em nosso país desde 2003. Programas racionalizadores já foram adotados em Nova York e Austin, nos EUA, e Cidade do México. Nova York instalou, entre 1994 e 1996, mais de um milhão de bacias sanitárias economizadoras, com incentivo aos moradores e empresários para as trocas, e passou a poupar 216 milhões de litros de água por dia.

Enquanto isso, no Brasil temos campanhas esporádicas para diminuir o consumo de água, rapidamente abandonadas assim que acaba a eventual seca e os reservatórios estão cheios. Isto foi o que aconteceu em São Paulo , em 2004, quando os cidadão foram premiados com desconto de 20% em suas contas de água se atingissem as metas de redução. Alguns prédios públicos também trocaram suas instalações hidrossanitárias gastadoras por outras, economizadoras. Há, porém, a necessidade de implementarmos programas duradouros e permanentes de incentivo à redução do consumo de água.

A concessionária Sabesp, que atende a maior parte dos municípios paulistas, por exemplo, desenvolve atualmente um projeto que custará cerca de R$ 100 milhões para trocar dutos antigos, cuja deterioração provoca vazamentos e perdas de água estimados em 34% do total produzido. Embora louvável, a preocupação da concessionária paulista em diminuir suas perdas e, portanto, aumentar o lucro de seus acionistas, deveria se traduzir também em ações que beneficiassem o consumidor final e o contribuinte diretamente, como os programas de uso racional da água e o incentivo à troca de equipamentos obsoletos por outros, economizadores.

O governo federal, por sua vez, poderia desenvolver programas de educação e incentivo aos agricultores que adotassem o método de gotejamento na irrigação, poupando outros essenciais milhões de metros cúbicos de água. Assim, projetos como o da transposição das águas do rio São Francisco, com investimento estimado em cerca de R$ 4,5 bilhões pelo governo federal, poderiam ser melhor aproveitados. A implementação desses programas, de racionalização do uso da água e da irrigação por gotejamento, resultaria em benefícios econômicos, sociais e ambientais para a sociedade como um todo.
Autor: Carlos Lemos da Costa

Dia Mundial do Meio Ambiente

Fonte: IBGE

A importância desse dia tem precedentes. O meio ambiente e a ecologia passaram a ser uma preocupação em todo o mundo, em meados do século XX. Porém, foi ainda no séc. XIX que um biólogo alemão, Ernst Haeckel (1834-1919), criou formalmente a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, ao propor, em 1866, o nome ecologia para esse ramo da biologia.

Celebrado de várias maneiras (paradas e concertos, competições ciclísticas ou até mesmo lançamentos de campanhas de limpeza nas cidades), esse dia é aproveitado em todo o mundo para chamar a atenção política para os problemas e para a necessidade urgente de ações.

Se há assunto que consegue igualar todas as pessoas nesse planeta é a questão ambiental: o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afetar o outro!

Nessa data, chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente fazem declarações e se comprometem a tomar conta da Terra. As mais sérias promessas têm sido feitas, que vão do be-a-bá ao estabelecimento de estruturas governamentais permanentes para lidar com gerenciamento ambiental e planejamento econômico, visando conseguir a vida sustentável no planeta.

Podemos, cada um de nós, já fazer a nossa parte para a preservação das condições mínimas de vida na Terra, hoje e no futuro, ou seja, investir mais naquilo que temos de valioso, que é a nossa inteligência, para aprender a consumir menos o que precisamos economizar: os recursos naturais. E é sempre bom lembrar que o Brasil, identificado como um dos nove países-chave para a sustentabilidade do planeta, já é considerado uma superpotência ambiental!

ECO-92

Realizada no Rio de Janeiro, a segunda Conferência Mundial para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (que ficou conhecida como Eco-92) teve como um de seus resultados a formulação de documentos muito importantes. Porém, muitos dos termos desses documentos ainda não foram colocados em prática. Isso por tratarem de questões que estabelecem mudanças no comportamento dos países em relação ao meio ambiente. Essas mudanças deveriam ser implementadas tanto pelos países ricos quanto pelos chamados “países em desenvolvimento”. Algumas dessas questões são:

Biodiversidade

Nos anos 80, o conceito de biodiversidade adquiriu destaque com a discussão sobre o risco de extinção de diversas espécies existentes. A biodiversidade, que determina a diversidade genética e de habitat entre os seres vivos (animais, vegetais e microorganismos), põe na ordem do dia a necessidade de se preservar o maior número possível das formas de vida em vias de extinção, se o homem quiser ter condições mínimas de sobrevivência.

As estimativas sobre o número de espécies que habitam a terra oscilam entre 5 e 30 milhões, sendo que somente 1,5 milhão são conhecidas. Estão concentradas, em sua maioria, nos países tropicais.

Estratégia Global para Biodiversidade, elaborado pelo World Resources Institute, dos EUA, e pela União Mundial para a Natureza, da Suíça, traz 85 propostas para a preservação da diversidade biológica e um plano para a utilização sustentada dos recursos biológicos. Apesar de ter sido aprovado pelo Programa de Meio Ambiente da ONU e pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs) que participaram do Fórum Global, quase nada vem sendo feito para reverter a situação. Em nações onde é grande a diversidade biológica, como a Federação Russa, a China e a Indonésia, continua acelerado o ritmo de destruições das espécies animais e vegetais. O documento Estratégia Global para Biodiversidade não foi, até hoje, aprovado pelo Congresso norte-americano.

Piratas biológicos

Biopirataria é o nome que se dá à saída de material genético de um país para outro, naturalmente de forma ilegal, para que se possa explorá-lo comercialmente, sem o devido pagamento de patente.

No documento (não aprovado pelos EUA) há também uma proposta a esse respeito, que consiste no seguinte: as empresas pesquisadoras de animais e vegetais em outros países devem pagar royalties de suas descobertas ao país de origem.

O Brasil estima que uma em cada quatro drogas americanas possui substâncias vindas de animais e plantas encontradas em países tropicais. Estes, por sua vez, são obrigados a pagar royalties no uso de produtos feitos a partir de suas próprias plantas e animais.

Agenda 21

Considerada como o resultado mais importante da Eco-92, a Agenda 21, documento assinado por 179 países naquela ocasião, é um texto chave com as estratégias que devem ser adotadas para a sustentabilidade. Já adotada em diversas cidades por todo o mundo, inclusive através de parcerias e de intercâmbio de informações entre municipalidades, esse compromisso se desenrola no âmbito da cooperação e do compromisso de governos locais. Leva em conta, principalmente, as especificidades e as características particulares de cada localidade, de cada cidade, para planejar o que deve ser desenvolvimento sustentável em cada uma delas.

MEIO AMBIENTE E O MUNDO MODERNO


Cartuns para empresas

Não há quem, na nossa era, não tenha ouvido falar em crise energética. Bem, essa parece ser a questão mais ampla das sociedades atuais: lidar com as mudanças que precisam ser feitas na geração de energia.

Os chamados ambientalistas vêm estudando bastante o assunto e algumas conclusões sobre o que se pode fazer já foram consagradas e podemos dizer que já existem, em alguns países, ações para implantá-las. Elas são:

Usar a energia de maneira eficiente – isso quer dizer, utilizar os mesmos serviços de iluminação, cozimento, mobilidade, industrialização que já temos, porém gastando uma menor quantidade de energia. Obter mais de cada quilowatt, incrementando melhoras na fabricação dos aparelhos eletrodomésticos, automóveis, prédios e processos industriais.

Fazer mais uso do gás natural, o combustível fóssil mais limpo, para gerar energia. A crítica é sempre a de que é uma alternativa cara. O petróleo, quando começou a ser amplamente adotado no mundo, também era uma alternativa cara. Não podemos esquecer que este é um recurso finito e que seu consumo quase que dobra a cada 20 anos.
Parar de valorizar argumentos para a utilização e os investimentos em energia nuclear. Essa geração custa o dobro das outras fontes existentes e a opinião pública mundial já sabe os riscos que podem advir dessa escolha.

Não insistir na utilização do carvão, uma fonte de energia do passado, um investimento no mais sujo dos combustíveis fósseis, o que mais polui e cuja extração, hoje mecanizada, é um investimento no desemprego.
Seguir o caminho da utilização da energia do sol (solar) e do vento (eólica). Esse uso está crescendo globalmente, é mais barato, não polui e gera empregos de alta tecnologia e exportação.

Investir na pesquisa da utilização de células de combustível de hidrogênio, elemento que existe de sobra no universo (empresas automotivas e de energia já estão desenvolvendo esse uso para equipamentos eletrônicos portáteis e veículos a motor, por exemplo).

O PLANETA EM PERIGO


Cartuns para empresas

Ozônio destruído

A camada de ozônio, composta de um gás rarefeito – o ozônio -, vinha impedindo, há milhões de anos, a passagem dos raios ultravioletas do sol. Com o poder de reduzir a capacidade de fotossíntese dos vegetais, esses raios prejudicam o sistema imunológico do homem, e podem provocar câncer de pele e doenças nos olhos, como a catarata.

A destruição dessa camada se deve à emissão de poluentes no ar, sendo o cloro presente em clorofluorcarbonetos (CFCs) seu principal inimigo.

Ele é usado como propelente de sprays, em chips de computadores e, principalmente, em aparelhos domésticos, como geladeira e ar-condicionado.

São dois os químicos que, em 1974, chamaram a atenção para a relação entre o CFC e a diminuição da camada de ozônio: o norte-americano Frank Rowland e o mexicano Mario Molina, ambos ganhadores do Prêmio Nobel de Química de 1995.

Em 1992, um novo vilão aparece para pertubar a camada de ozônio. Trata-se do brometo de metila, inseticida utilizado em plantações de tomate e morango e muito mais nocivo que o CFC, apesar de existir em menor quantidade.

Várias políticas ambientais foram implementadas em todo o mundo para reverter esse fato. O governo brasileiro, por exemplo, reduziu em 31% o consumo de CFC, entre os anos de 1988 e 1995, e parece que os resultados dessas políticas já são notados. A Organização Mundial de Meteorologia das Nações Unidas registrou uma diminuição dos gases nocivos na atmosfera, exceto o brometo de metila. O buraco da camada de ozônio, no entanto, continua aumentando e só deve estar recuperada na metade do século XXI. Mas isto se forem respeitadas todas a metas do Protocolo de Montreal, assinado em 1987 no Canadá, onde 24 países se comprometeram, entre outras coisas, a restringir à metade a produção de CFC até o presente ano.

Poluição

Poluição do ar, das águas, do solo, sonora, diversas designações para um único problema: a interferência negativa do homem no equilíbrio ambiental, quando exerce suas atividades cotidianas em casa, no trabalho, em todo o lugar, enfim. A emissão de resíduos sólidos, líquidos e gasosos em quantidade acima da capacidade humana de absorção é o que chamamos de poluição.

Exemplo de poluição do ar: indústrias químicas e siderúrgicas lançando na atmosfera óxidos sulfúricos e nitrogenados e enxofre.

Poluição das águas: o esgoto que suja rios, lagos e áreas de mananciais. De acordo com a ONU, dois terços da humanidade podem vir a passar sede, em menos de 30 anos.

Poluição do solo: causada pelo acúmulo de lixo sólido, como embalagens de plástico, papel e metal. Uma solução viável para esse tipo de poluição seria a prática da reciclagem do lixo.

Poluição sonora: barulho dos carros. Nas principais ruas da cidade de São Paulo, os níveis de ruído atingem de 88 a 104 decibéis. O máximo tolerável é 85 decibéis.

Florestas mortas


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O desmatamento em grande escala já chega a 46% das matas primitivas da terra. Dos 62.200.000 Km2 de florestas originais, somente 33.400.000 ainda cobrem a superfície do planeta.

Todo ano, cerca de 170 mil Km2 de mata simplesmente desaparecem, sendo a principal forma de desmatamento as queimadas de grandes áreas para o cultivo da agricultura e a prática da pecuária. A comercialização da madeira, a expansão dos centros urbanos, a construção de estradas e o extrativismo de interesse econômico são outros importantes motivos que levam à devastação.

Segundo o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o recordista no mundo em desmatamento, sendo derrubados anualmente na Amazônia em torno de 15 mil Km2 de floresta.

Convenção sobre a mudança do clima
No Protocolo de Kyoto, assinado em 1992, os países industrializados se comprometeram a reduzir até o ano 2000 suas emissões de dióxido de carbono para os níveis encontrados no ano de 1990, a fim de não modificar ainda mais o já alterado clima do planeta. Em seu processo de revisão e atualização, essa convenção sofreu uma retificação, em 1997, em Kyoto, no Japão, e por isso ela ficou conhecida como Protocolo de Kyoto. Nessa ocasião, ficou decidido que os países que aderiram reduziriam suas emissões, combinadas de gases de efeito estufa, em pelo menos 5%, entre os anos de 2008 e 2012.

Aberto para assinaturas a partir de 1998, com adesão de cerca de 180 países, esse acordo ainda não foi assinado pelos EUA, país responsável por quase um quarto das emissões globais de dióxido de carbono na atmosfera.

Cidades: as mais poluídas

Atenas (Grécia), Bangcoc (Tailândia), Budapeste (Hungria), Buenos Aires (Argentina), Cairo (Egito), Calcutá (India), Cidade do México (México), Cracóvia (Polônia), Jacarta (Indonésia), Karachi (Paquistão), Londres (Reino Unido), Los Angeles (EUA), Manila (Filipinas), Moscou (Federação Russa), Mumbai (India), Nova Délhi (India), Nova York (EUA), Pequim (China), Rio de Janeiro (Brasil), Santiago (Chile), São Paulo (Brasil), Seul (Coréia do Sul), Tóquio (Japão), Xangai (China).

MEIO AMBIENTE NO IBGE

O IBGE possui, em sua estrutura, um departamento de recursos naturais e estudos ambientais. Sua finalidade é produzir informações básicas sobre todo o território nacional.

No tópico recursos naturais, promove mapeamentos, estudos e pesquisas de temas relativos ao meio físico e ao meio biótico, detendo-se na ocorrência, distribuição, potencial, disponibilidade, forma e graus de utilização. Fazem parte do meio físico as rochas, o relevo, os solos, os recursos hídricos e o clima. Os componentes do meio biótico são os vegetais e animais.

Em estudos ambientais, promove a caracterização e avaliação de temas de interesse para a análise das condições ambientais e dos impactos gerados pela ação do homem, que comprometem o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida da população.

O acervo de informações disponível no IBGE é vasto. Os produtos são encontrados em forma de mapas, publicações ou CD-ROM. Listamos abaixo alguns deles:

Espécies Endêmicas da Flora Brasileira
Espécies Vegetais de Importância Econômica
Fauna Ictiológica Brasileira
Fauna de Vertebrados da Amazônia Legal
Diagnóstico Ambiental da Amazônia Legal
Mapas do Brasil na escala 1:5.000.000: Vegetação, Unidades de Relevo, Fauna Ameaçada de Extermínio e Unidades de Conservação Federais
Mapas da Amazônia Legal na escala 1:2.500.000: Geologia, Solos e Vegetação

ÍNDICE DO PLANETA VIVO


Cartuns para empresas

O Fundo Mundial para a Natureza (WWF) elabora relatórios contendo o Índice do Planeta Vivo (IPV), ano a ano. O IPV é um raio-x dos recursos naturais do planeta, através da coleta de dados de 151 países sobre ecossistemas, espécies, poluição e consumo. Vamos acompanhar os resultados do IPV de 1999?

- De 1970 até 1996, os ecossistemas aquáticos sofreram uma queda de qualidade impressionante, numa velocidade de destruição que compromete a qualidade da água e a vida dos peixes.

- Em relação à vida vegetal, o Brasil ocupa a 6a posição no ranking dos países que possuem mais espécies ameaçadas, entre os 151 países estudados. O país mais ameaçado são os Estados Unidos. Depois vêm: Austrália, África do Sul, Turquia e México.

- O Brasil, sozinho, detém 10% de toda a biodiversidade mundial. É também o país com maior número de espécies de plantas conhecidas: 55 mil.

- Nosso país está em 3o lugar entre os países com maior cobertura florestal, mesmo já tendo perdido dois quintos de suas florestas. Em primeiro lugar, ficou a Federação Russa. O segundo país com maior extensão de florestas é o Canadá.

- O planeta já perdeu metade de sua extensão florestal original, principalmente nos últimos 100 anos. Calcula-se que todo ano seja desmatada, na Terra, uma área equivalente ao estado do Acre.

- O Brasil é o segundo país mais desmatado. O primeiro lugar fica com a China.

- A biodiversidade dos ecossistemas de água doce diminuiu 45% de 1970 até 1996. Já o ecossistema marinho perdeu 35% de sua biodiversidade nestes mesmos 26 anos.

- O consumo de fertilizantes aumentou de 12 para 80 milhões de toneladas por ano no intervalo de 26 contemplado pela pesquisa. O Brasil está em 75o lugar entre os 151 países que mais consomem fertilizantes.

Dez Mandamentos Ambientais

Autor: Vilmar Berna
Fonte: 360 graus

Nossa espécie tem usado mais a capacidade de modificar o meio ambiente para piorar as coisas que para melhorar. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência. Reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.

1- – Estabeleça princípios ambientalistas
Estabeleça compromissos, padrões ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas.

2 – Faça uma investigação de recursos e processos
Verifique os recursos utilizados e o resíduo gerado. Confira se há desperdício de matéria-prima e até mesmo de esforço humano. A meta será encontrar meios para reduzir o uso de recursos e o desperdício.

3 – Estabeleça uma política ecológica de compras
Priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Existem certos produtos que não se degradam na natureza. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis. Evite produtos descartáveis não reciclados como canetas, utensílios para consumo de alimentos, copos de papel, etc.

4 – Incentive seus colegas
Fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta. Sugira e participe de programas de incentivo como a nomeação periódica de um ‘campeão ambiental’ para aqueles que se destacam na busca de formas alternativas de combate ao desperdício e práticas poluentes.

5 – Não Desperdice
Ajude a implantar e participe da coleta seletiva de lixo. Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos de lixo, diminuir a poluição. Investigue desperdício com energia e água. Localize e repare os vazamentos de torneiras. Desligue lâmpadas e equipamentos quando não estiver utilizando. Mantenha os filtros do sistema de ar-condicionado e ventilação sempre limpos para evitar desperdício de energia elétrica.

Use os dois lados do papel, prefira o e-mail ao invés de imprimir cópias e guarde seus documentos em disquetes, substituindo o uso do papel ao máximo. Promova o uso de transporte alternativo ou solidário, como planejar um rodízio de automóveis para que as pessoas viajem juntas ou para que usem bicicletas, transporte público ou mesmo caminhem para o trabalho. Considere o trabalho à distância, quando apropriado, permitindo que funcionários trabalhem em suas casas pelo menos um dia na semana utilizando correio eletrônico, linhas extras de telefone e outras tecnologias de baixo custo para permitir que os funcionários se comuniquem de suas residências com o trabalho.

6 – Evite Poluir Seu Meio Ambiente
Faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos. Converse com fornecedores sobre alternativas para a substituição de solventes, tintas e outros produtos tóxicos. Faça um plano de descarte, incluindo até o que não aparenta ser prejudicial como pilhas e baterias, cartuchos de tintas de impressoras, etc. Faça a regulagem do motor dos veículos regularmente e mantenha a pressão dos pneus nos níveis recomendáveis. Assegure-se que o óleo dos veículos está sendo descartado da maneira correta pelos mecânicos.

7 – Evite riscos
Verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema para só aí se preparar para resolver. Participe de treinamentos e da preparação para emergências.

8 – Anote seus resultados
Registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas.

9 – Comunique-se
No caso de problemas que possam prejudicar seu vizinho ou outras pessoas, tome a iniciativa de informar em tempo hábil para que possam minimizar prejuízos. Busque manter uma atitude de diálogo com o outro.

10 – Arranje tempo para o trabalho voluntário
Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta. Você pode, por exemplo, cuidar de uma árvore, organizar e participar de mutirões ecológicos de limpeza e recuperação de ecossistemas e áreas de preservação degradados, resgatar e recuperar animais atingidos por acidentes ecológicos ou mesmo abandonados na rua, redigir um projeto que permita obter recursos para a manutenção de um parque ou mesmo para viabilizar uma solução para problema ambiental, fazer palestras em escolas, etc.

Sugestão de Projetos do Meio Ambiente

Fonte: Lions Clubs Internacional

Terra

Recicle (papel, vidro, alumínio, plástico e todos os outros produtos recicláveis)
Compre no atacado. Elimine embalagens desnecessárias.
Adquira produtos de papel reciclado.
Recicle o óleo usado do motor em vez de descartá-lo em depósitos de lixo.
Use fraldas de pano para bebês.
Dê a tinta excedente a um amigo. Não descarte esse material tóxico em um depósito de lixo.
Utilize baterias recarregáveis. Baterias de cádmio e de mercúrio vazam em depósitos de lixo.
Utilize sacos recicláveis ou sacolas feitas de fibra no supermercado. Evite sacolas descartáveis.
Coma mais frutas, vegetais e grãos. A produção agrícola requer menos área do que a criação de gado.
Evite o consumo de produtos feitos de espécies em extinção. Os itens incluem marfim, casca de tartaruga, coral, peles de répteis e peles de animais selvagens.
Evite adquirir produtos de madeira que esgotam a floresta tropical, incluindo teca, pau-rosa, mogno, ébano e iroko. Em vez dessas, escolha o carvalho, pinho, cerejeira, bétula ou bordo.
Evite comprar animais ameaçados de extinção, como cacatuas, macacos, jibóias, iguanas, tartarugas dos pés vermelhos, araras e onças pintadas.

Ar

Dirija menos. Ande, utilize bicicleta ou transporte solidário.
Faça a manutenção do carro e de outros equipamentos motorizados para evitar emissões perigosas.
Faça manutenção dos condicionadores de ar de casa e do carro. Vazamento de condicionadores de ar automobilísticos são a fonte número 1 de CFC na atmosfera nos EUA.
Evite plásticos poliestirenos. Quando o poliestireno se quebra ou é derretido, ele libera CFCs na atmosfera, que por sua vez destroem a camada de ozônio.
Verifique se há vazamentos de gás radônio em sua casa. Sele todas as rachaduras de fundação.
Isole sua habitação para reduzir a perda de energia.
Ao plantar árvores em sua propriedade pessoal, plante árvores decíduas na parede sul. As árvores fazem sombra no prédio no verão e permitem que o calor do sol incida sobre o prédio no inverno. Plante árvores perenes no lado norte para proteger o prédio dos ventos frios.
Tenha consciência de quanto a fumaça do cigarro e a queima de folhas ou de lixo poluem o ar.

Água

Economize água ao escovar os dentes, tomar banho ou ao lavar louças. Lave somente cargas completas de roupa na máquina de lavar.
Instale dispositivos para economizar água nos chuveiros e vasos sanitários.
Use detergentes com baixo teor de fosfato.
Reduza a temperatura do aquecedor de água em 10 graus.
Antes de jogar fora, corte os anéis da embalagem plástica que circundam as embalagens de seis ou oito bebidas. Na água, esses anéis são invisíveis. Animais aquáticos normalmente morrem por ficarem presos nessas armadilhas.
Denuncie indústrias e indivíduos responsáveis por ações que ameaçam de maneira adversa o suprimento geral de água.

Aqui estão algumas sugestões de atividades:

Entre em contato com agências em prol do meio ambiente ou com centros de reciclagem. Ajude em seus esforços na comunidade. Se não existir uma agência desse tipo, considere a formação de um grupo de ação básico em prol do meio ambiente. Se o projeto for grande demais para seu clube, solicite a assistência de outros Lions clubes ou de outros grupos de serviços locais.
Se sua comunidade precisar, inicie um programa de reciclagem. Considere papel, alumínio, vidro, plástico e outros produtos recicláveis.
Considere a possibilidade de apoiar programas de reciclagem não disponíveis em sua comunidade (por exemplo, um programa de reciclagem de listas telefônicas).
Crie um depósito de adubo para sua comunidade.
Adote uma estrada e mantenha-a livre de detritos.
Adote um parque e mantenha-o livre de detritos.
Organize um projeto de plantação de árvores. As árvores absorvem a umidade em volta de estradas de acesso, lagos, rios, áreas de mineração, etc. Árvores frutíferas fornecem absorção, sombra e alimento.
Árvores são monumentos vivos ideais. Plante árvores em homenagem a aniversários ou morte de uma pessoa querida.
Patrocine um concurso de arte ou de composições sobre o Dia da Árvore (dia tradicional de plantação de árvores). Plante uma árvore em homenagem ao vencedor. Forneça uma placa gravada com o nome do vencedor.
Patrocine um clube da natureza ou ecológico em uma escola local. Peça a um professor de ciências ou de biologia para atuar como conselheiro.
Inicie o clube ecológico coletando todos os copos, pratos descartáveis, etc. da escola por um mês. Exiba esta montanha de lixo como evidência irrefutável da necessidade de reciclagem nas escolas.
Estabeleça um programa de reciclagem para a escola. Forneça contêineres para materiais recicláveis, lixo orgânico e lixo não reciclável.
Incentive os estudantes e os trabalhadores a utilizarem caixas de lanches e frascos de bebida reutilizáveis. Desincentive o uso de copos, utensílios e sacos plásticos descartáveis, etc.
Patrocine uma feira ou concurso ecológico. Ofereça um prêmio para a melhor idéia acerca do meio ambiente.
Apóie a inclusão de currículo sobre o meio ambiente nas escolas.
Patrocine um concurso acerca do meio ambiente em nível de comunidade. Ofereça prêmios aos grupos que mais contribuírem com a sustentação da área. Divulgue o concurso na mídia local. Ofereça a todos os grupos participantes uma placa de Estrela Verde adequada para exposição.
Ao patrocinar atividades de serviço do Lions, providencie compartimentos para o descarte de materiais recicláveis, como alumínio e papel.
Utilize transporte solidário para ir a eventos do Lions.
Organize um dia de limpeza comunitária de uma estrada, parque, floresta, praia, etc.
Desincentive o lançamento de balões na área. Resíduos de balões estourados normalmente provocam sufocação nos animais.
Trabalhe com a mídia local. Forneça informações sobre os esforços do clube para melhorar a qualidade de vida e incentive os outros a participarem.
Conduza um programa educacional sobre poluição sonora e seus efeitos na audição. Ofereça conselhos sobre soluções para reduzir níveis de ruído.

PROJETOS

PROJETO NATUREZA

Fonte: Cantinho Alternativo

I – JUSTIFICATIVA:
Uma das maneiras de auxiliar as crianças a enfrentarem as dificuldades de suas vidas, é proporcionar experiências que incentivam habilidades e atitudes essenciais para o desenvolvimento e a manutenção da resiliência, ou seja, a capacidade de se recuperar de revezes, mantendo a alegria de viver. HELM, Judy Harris – O Poder dos Projetos. Novas Estratégias e Soluções para a Educação Infantil. Porto Alegre: Artmed, 2005.
Contando com esta “alegria de viver” que se faz constante em nossas crianças e aliando a esse fato a curiosidade peculiar desta faixa etária, este projeto foi elaborado visando os maiores interesses da turma do Jardim II, que escolheram o tema também como nome para o Grupo.
A Natureza nos proporciona diariamente espetáculos muitas vezes despercebidos por serem corriqueiros. Foram exatamente estes “fatos corriqueiros” que tomaram proporções maiores, quando questionados, estudados e analisados mais atentamente, tornando-se necessário então um estudo mais aprofundado sobre o tema.

II – OBJETIVOS GERAIS:? Perceber a dependência dos seres vivos em relação ao meio ambiente, em especial a água.
? Reconhecer a ação do homem na transformação do meio ambiente, principalmente no que diz respeito à natureza e sua preservação.

III – OBJETIVOS ESPECÍFICOS:? Desenvolver progressivamente a autonomia da criança;
? Criar situações específicas, onde a criança possa escolher, decidir – planejamento cooperativo;
? Encorajar as crianças a encontrarem soluções quando surgirem conflitos;
? Propor atividades e brincadeiras que suscitem a interação e a cooperação entre as mesmas;
? Elaborar atividades onde se façam necessários o uso da observação, da comparação e da formulação de hipóteses;
? Selecionar diferentes materiais, onde as crianças possa interagir e estabelecer relações diretas de contato;
IV – CONTEÚDOS:

1. CONCEITUAIS:? Saber sobre a necessidade de se preservar a natureza;
? Conhecer as causas da poluição e degradação da natureza;
? Identificar algumas maneiras do desenvolvimento sustentável e sua vital importância para as pessoas;
? Reconhecer a importância da água para a vida e suas diversas utilidades;
? Conhecer as causas da poluição e degradação da natureza;
? Identificar os cuidados que devemos ter para o uso consciente dos meios ambientais

2. PROCEDIMENTAIS:? Ouvir histórias, poesias e textos informativos relacionados ao tema;
? Realizar experiências com pequenos insetos e plantas;
? Observar as conseqüências dos maus tratos ao meio ambiente;
? Ouvir músicas, assistir a vídeos que tratem do tema.
? Visitar uma estação de captação e tratamento de água.
? Confeccionar maquetes e painéis relacionados ao tema.
? Criar uma horta suspensa;
? Realizar atividades diversificadas que envolvam todas as áreas do conhecimento.

3. ATITUDINAIS? Economizar água nas diversas situações cotidianas em casa e na escola.
? Colaborar para a preservação da água no meio-ambiente.
? Ser um agente multiplicador de conhecimentos sobre a água e o meio ambiente em geral.
? Valorizar a natureza, percebendo sua importância para a vida de todos os seres vivos.
? Adquirir hábitos de cuidado e preservação do meio onde se vive.
? Aprender qual a maneira correta de se escolher uma planta medicinal para se fazer um delicioso chá.

VI – ETAPAS PREVISTAS VISANDO ÀS ÁREAS ESPECÍFICAS DO CONHECIMENTO:

Linguagem oral e escrita
? Leitura de textos, histórias, par lendas, adivinhas que falem sobre o assunto;
? Produção coletiva de pequenos textos;
? Escrita espontânea;
? Atividades com alfabeto móvel;
? Entrevista com um profissional da rede de tratamento de água;
? Atividades diversificadas envolvendo a escrita de palavras significativas sobre o assunto estudado;

Linguagem Visual? Desenho livre e de observação;
? Recorte e colagem;
? Dobraduras;
? Modelagem com areia e argila;
? Técnicas de pintura;
? Mini maquetes;
? Jogo da memória;

Linguagem Musical ? Atividades diversas, músicas e cantigas relacionadas ao tema;
? Ginástica historiada ;
? Coleção Calendário Criança Feliz, Coleção Sons e Efeitos da Natureza;

Pensamento Lógico – matemático? Seqüência de idéias;
? Noções de massa (pesado/leve), volume (cheio/vazio)
? Jogos e quebra cabeças
Natureza e Sociedade? Observação do ciclo da água;
? Conversa sobre o desperdício da água nas diversas situações cotidianas;
? Passeio ao redor do CMEI, observando a ação da chuva e da seca;
? Experiência do pé de feijão e do alpiste;
? Terrário e formigueiro portátil;
? Horta suspensa;
? Vídeos que abordam o tema.
? Pesquisa de gravuras que ilustrem as diferenças entre o meio ambiente preservado e o não preservado;
VII – AVALIAÇÃO
Constante durante todo o período de realização do projeto.
? Observação dos alunos durante todas as experiências;
? Interesse e participação na confecção de todas as atividades;
? Através de relato oral ou escrito;
? Perceber através das diversas atividades realizadas a coerência com o tema exposto e o resultado das produções;
? Verificar se houve um despertar ecológico no sentido de reflexão e alerta quanto ao amor e cuidado com a Natureza.

VIII – PERÍODO DE REALIZAÇÃO
O Projeto foi desenvolvido durante os meses de agosto, setembro e outubro. Por ter sido um tema muito abrangente, pudemos neste período realizar diversas atividades conjuntas não deixando passar despercebidas datas e temas comemorativas comuns a estes meses.

Quadro de cognição


Aqui, elaboramos através de imagens o dia a dia de como nosso trabalho seria realizado.

Mural do Conhecimento

JOGO DO MEIO AMBIENTE

Fonte: Paixão de Educar

Objetivos:

- Identificar algumas representações de meio ambiente construídas pelas pessoas, através de um jogo de formação de palavras;
- Elaborar conceitos sobre o tema.
- Discutir as possibilidades do jogo como atividade educativa que pode superar a fragmentação e linearidade das disciplinas.

Procedimento:

- Reunir os grupos e distribuir 3 folhas de papel em branco, demonstrando como as mesmas vão ser dobradas, sempre ao meio, formando 32 retângulos iguais;

- Escrever nos retângulos as letras do alfabeto utilizando os restantes para repetir 3 vezes cada vogal, e ainda alguma das consoantes mais utilizadas, como o “s”, “r”, “c”, etc.

- Explorar o material com os participantes deixando-os forma as palavras que desejarem.

- Apresentar a dinâmica do jogo. Um dos participantes de cada grupo irá anotar as palavras, à medida que as mesmas forem sendo formadas. A cada palavra formada, as letras são novamente misturadas;

- Explicar que o objetivo do jogo será cada grupo formar o maior número possível de palavras relacionadas ao tema: MEIO AMBIENTE. O tempo de duração será determinado pelo professor;

- Ao final do jogo, recolhe-se os alfabetos e o representante de cada grupo anota as palavras formadas no quadro-negro ou painel de parede;

- Fica a cargo do professor estabelecer se haverá ou não um grupo vencedor.

- O grande grupo confere o número de palavras formadas, sendo que o professor ou um participante faz a eliminação das palavras que se repetiram;

- O professor questiona o grande grupo sobre o que poderia ser feito com as palavras resultantes do jogo.

Sugestões:

Montar um mapa conceitual a partir das palavras formadas definindo os conceitos ecológicos – elementos bióticos e abióticos do meio, principais ecossistemas, cadeias e teias alimentares, biodiversidade de espécies, ciclos biogeoquímicos – e sócio-ambientais – ações antrópicas sobre este meio (poluição, desmatamento, etc.). Pesquisar e definir os principais conceitos em fontes bibliográficas (livros, revistas, Internet). Construção de frases utilizando as palavras; separação de sílabas; pesquisar alguns aspectos históricos, artísticos, religiosos, metafóricos, e assim por diante, relacionados ao ambiente. Formar conjuntos dos fatores (bióticos e abióticos), etc.

A LENDA DO GIRASSOL

Dizem que existia no céu uma estrelinha tão apaixonada pelo Sol que era a primeira a aparecer de tardinha, antes que ele se escondesse.

E toda vez que o Sol se punha ela chorava lágrimas de chuva.
A Lua falava com a estrelinha que assim não podia ser. Que a estrela nasceu para brilhar à noite e que não tinha sentido esse amor.
Mas a estrelinha amava cada raio de sol como se fosse a única luz de sua vida. Esquecia até sua própria luzinha.

Um dia ela foi falar com o Rei dos Ventos para pedir a sua ajuda, pois queria ficar olhando o Sol, sentindo o seu calor eternamente.
O Rei dos Ventos disse que seu sonho era impossível, a não ser que ela abandonasse o céu e fosse morar na Terra, deixando de ser estrela.
A estrelinha não pensou duas vezes: virou uma estrela cadente e caiu na Terra em forma de semente.

O Rei dos Ventos plantou esta sementinha com muito carinho e regou com as mais lindas chuvas.

A sementinha virou planta. As suas pétalas foram se abrindo, girando devagarinho, seguindo o giro do Sol no Céu.
É por isso que os girassóis até hoje explodem seu amor em lindas pétalas amarelas.

Propostas de Atividade:

1 – Trabalhar com Sementes de Girassol – Articulando Meio Ambiente e Arte;

2 – Depois de contar a Lenda do Girassol, propor aos alunos interpretá-la através de desenhos e pinturas;

3 – Reproduzir vasinhos de girassol, reaproveitando garrafas PET(atividade sobre reciclagem de lixo);

4 – Trabalhar com os alunos:

- Sementes e a Germinação.

Levantamento de Hipóteses:

- O que é germinação?
- O que é uma semente?
- O que a planta necessita para sobreviver?

5 – Experimentação – Organização em grupos de 6 alunos.

Material Necessário:

- Vasinhos
- Terra Vegetal
- Sementes de Girassol

É importante no final da experiência o registros das observações e conclusões.

6 – Colocar as Músicas de Girassol – Jane Duboc & Grupo Cidade Negra e a Campanha pela Paz.

7:

- Leitura de artigos de jornal e relatos das crianças sobre Guerras e Violência;

- Roda de conversa – momento das crianças falarem. Suas opiniões sobre Guerras e Violência;

- Registro da atividade.

- Apreciação das músicas e a interpretação através de desenhos: Campanha pela Paz.

- Propor aos alunos que produzam textos no final de todas as vivências.

Idéias Interessantes:

- Apresentação do Site de Van Gogh e livros sobre sua vida.-

Quadros: Os Girassóis e Auto-Retrato

“…A verdade prova que o tempo é o Senhor
dos dois destinos, dos dois destinos
já que para ser homem tem que ter
a grandeza de um menino, de um menino
no coração de quem faz a guerra
nascerá uma flor amarela
Como um girassol
Como um girassol
Como um girassol amarelo, amarelo…”

Cidade Negra

Vídeo – Um bom exemplo

Estudantes que participam do Projeto Recicle, desenvolvido pela empresa Mili de Três Barras, realizaram no Dia Mundial do Meio Ambiente 05/06, um mutirão de limpeza nas margens da rodovia SC 303 em Três Barras. Viderreportagem de Joaquim Padilha – TV PORTAL –
Fonte: Videolog

MEIO AMBIENTE