Sintonizando seu canal de comunicação

Entre um semestre e outro a história sempre se repete: aqueles que conseguiram alcançar a média saem felizes para aproveitar as férias, e aqueles que não conseguiram se sentem desanimados com a situação e com a cobrança que sem dúvida virá da escola e da família.

É neste momento que pais e escola estabelecem contato a fim de identificar o que está acontecendo de errado com seu filho/aluno. Como justificativa, de um lado os pais alegam a falta de tempo e a omissão na cobrança da Tarefa de casa, bem como o relapso em combinar um horário para o estudo e o lazer, oportunidade desperdiçada uma vez que este incentivo poderia não só estimular a dedicação aos estudos como ensinar a criança/adolescente a gerenciar seu tempo e adquirir responsabilidade. Em contrapartida a escola alega o excesso de conversa em sala de aula, o não cumprimento da Tarefa de casa, a falta de interesse, de comprometimento enfim, ações negativas que normalmente são atribuídas ao aluno.

Na maioria das vezes o aluno nem é ouvido como se não fizesse parte do processo. Ele entra em cena no momento em que lhe é atribuída a punição que normalmente consiste em não jogar videogame, não sair com os amigos, não ir ao clube, ao shopping ou outros dependendo do estilo de vida de cada um. Acredito ser importante ressaltar que aplicar medida punitiva não é o melhor caminho, afinal nota baixa é sinal de alerta avisando que alguma coisa não está caminhando bem, e por isso deve ser investigado, pois dependendo da idade do aluno há que se considerar diferentes fatores que podem ser de ordem fisiológica, emocional e/ou cognitiva.

Quando o aluno está cursando o Ensino Fundamental I a atenção deve ser mais frequente com relação ao déficit sensorial, ou seja, se há problemas com o enxergar e o ouvir, se apresenta dificuldades na fala, assim como se há comprometimento psicomotor, distúrbio de atenção ou qualquer outro que possa estar interferindo no desenvolvimento escolar do aluno. Nesta fase a criança não tem noção de que o que está sentindo pode ser o sintoma de um problema que pode gerar dificuldade na aprendizagem.

O adolescente já é capaz de identificar estes fatores informando aos pais para que providenciem atendimento médico, caso seja necessário.

Não vou aqui me prolongar sobre a importância da parceria que deve existir entre família-escola-aluno durante todo o ano letivo, e nem enumerar todos os benefícios que este acompanhamento pode gerar no desempenho do aluno, pois o foco deste artigo é outro. Mas fica aqui o “presta atenção” de que não adianta escola e família se comunicarem somente quando o resultado deixou a desejar. A parceria tem que integrar o cotidiano escolar desde o primeiro dia de aula seguindo, ininterruptamente, até o final do ano letivo.

O aluno, normalmente, ao tomar conhecimento de que não atingiu a média, estampa a desolação em sua fisionomia. Não ouvir o aluno/filho é uma grande falha, pois nem sempre o não atingir a média é sinônimo de preguiça, de falta de comprometimento ou falta de interesse.

Muitas vezes o aluno se sente confuso não identificando com clareza como deve agir para estudar e aprender o que estudou.

Então você pode me perguntar: Como identificar a melhor forma de estudar para que a aprendizagem aconteça?

Eu lhe respondo: Há várias, porém saber identificar qual é o seu canal de comunicação é fundamental para que se estabeleça o diálogo cognitivo.

Todos nós temos três canais de comunicação: o visual, o auditivo e o cinestésico.

Quem tem o canal cinestésico mais desenvolvido precisa sentir o seu corpo e por esta razão precisa fazer para aprender. Seu aprendizado está intimamente ligado à ação corporal. O indivíduo que tem este canal aflorado não consegue se expressar sem movimentar o corpo e muito menos entender qualquer explicação sem movimentação corporal, pois somente ver e ouvir não são suficientes para que ocorra o processo cognitivo.

“É por intermédio do corpo que vemos, ouvimos, sentimos sensações, gostos, aromas e, também aprendemos. É com o corpo que expressamos/desenvolvemos nossas emoções, nossas doenças, nossas dificuldades, nosso conhecimento, e é por meio dele que nos comunicamos”(MEYER, Cybele, “Inteligências na Prática Educativa”, IBPEX, Curitiba, 2011, pág 66)

O professor em sala de aula deve estar sempre atento ao fato de que para se comunicar com o aluno que tem o canal cinestésico aflorado é preciso usar recursos concretos além de requisitar sua participação ativa. O professor precisa também se conscientizar de que para este aluno, principalmente nas séries iniciais, é muito difícil se manter sentado na carteira por longo período. É por esta razão que quer apontar seu lápis a todo o momento, que fica de pé ao lado da sua carteira, que anda pela sala como se estivesse procurando algo e que quando está sentado está sempre se agitando, abaixando para pegar alguma coisa na mochila, no chão ou mexendo nos objetos que estão ao seu redor.

Este comportamento pode dar a impressão de que não está prestando atenção, mas na verdade ele não tem necessidade de olhar para a professora para manter o foco. Para este aluno manter a concentração é preciso sentir seu corpo e é por isso que se mantém em movimento ou fica mexendo em alguma coisa.

Quando o professor resolve ignorar este aluno como se estivesse desistindo dele e não mais o obrigada a ficar quieto e sentado para prestar a atenção, acaba por se surpreender com a nota que ele tira na prova não entendendo como pode ter entendido se, no seu conceito, não se manteve atento. Por fim acaba chegando à conclusão de que esta é a maneira do aluno cinestésico aprender.

O adolescente com a linguagem cinestésica potencializada ainda se mantém irrequieto. É claro que não vai ficar apontando lápis e andando pela classe como uma criança, mas quando está sentado em sala de aula fica balançando o pé, muitas vezes apoiado na carteira do colega da frente incomodando-o, ou fica batendo com a caneta na cabeça ou na carteira deixando todos irritados. Não consegue ficar quieto, vira para um lado, vira para outro, se mexe, deixa cair o material no chão a todo o momento. Enfim, permanecer parado por horas é um sacrifício que ele tenta amenizar conversando, fazendo piadas, dando risada alta, tumultuando a todos. Por ser seu canal de comunicação o cinestésico ele tem ótima conexão entre corpo e mente.

Quem tem o canal visual mais desenvolvido necessita ver para aprender. O professor normalmente utiliza recursos visuais em sua aula. O próprio ato de escrever na lousa é um recurso visual que dá subsídios ao aluno lembrar que determinado assunto foi escrito, por exemplo, do lado direito e reforçado por um círculo colorido. Apresentação de slides, tão comum em tempo de uso de recursos digitais, bem como a exibição de filmes são atributos que robustecem o aluno que tem o canal visual potencializado.

O próprio gestual do professor pode facilitar a comunicação com o aluno visual. O indivíduo que tem este canal desenvolvido é sensível a todos os detalhes e de repente um ponto colocado em um determinado local pode representar muito no seu processo cognitivo.

O aluno visual é capaz de lembrar até da cor da roupa do professor no dia que tratou um determinado assunto usando esta informação como fio condutor para acessar as informações recebidas.

Quem tem o canal auditivo mais desenvolvido necessita ouvir para aprender. Este canal, de certa forma, é o mais privilegiado, pois durante a maior parte do tempo de uma aula o professor utiliza a fala para se comunicar. Enfatiza pontos positivos com entonações diversificadas da voz, dá exemplos curiosos, conta casos engraçados ou trágicos, piadas, referencia músicas, enfim usa os recursos que são muito bem aceitos pelo aluno que tem o canal auditivo potencializado interferindo positivamente no processo da aprendizagem.

O aluno com este canal aflorado não precisa olhar para o professor para prestar atenção no que ele diz, porém, muitas vezes o professor por desconhecer este fato, chama a atenção do aluno imaginando que este está disperso. Ao “exigir” que olhe para si enquanto explica está desviando o foco do uso do seu canal auditivo aflorado impondo-lhe que passe a utilizar o canal visual que não é o seu mais desenvolvido desviando, dessa forma, a concentração do conteúdo para a pessoa do professor interrompendo o processo de aprendizagem.

Percebam que ao iniciar a descrição de cada um dos canais de comunicação sempre utilizei o termo o “mais desenvolvido”, pois na realidade temos os três canais, sendo que somente um é o mais potencializado.

No discorrido acima foi enfatizada a comunicação dentro da sala de aula, porém agora gostaria de ressaltar alguns pontos sobre como o aluno pode tirar proveito da identificação do seu canal de comunicação para estudar em casa e obter um melhor aproveitamento.

Para identificar qual canal de comunicação é mais potencializado proponho que responda as questões do teste abaixo.

1-	Quando você está em casa sem atividade ocupa seu tempo:
a)	Jogando no celular, lendo um livro, assistindo TV;
b)	Ouvindo música, falando ao telefone;
c)	Lavando a moto ou carro, jogando bola, mexendo no jardim;
d)	Nenhuma das alternativas.

2-	Ao chegar cansado(a) em casa você relaxa quando:
a)	Se senta na varanda e fica apreciando o balançar das folhas das árvores;
b)	Deita na cama, fecha os olhos e ouve sua música preferida;
c)	Toma um banho bem demorado;
d)	Nenhuma das alternativas

3-	Ao ganhar um novo equipamento eletrônico, você:
a)	Lê o manual inteiro;
b)	Liga para seu amigo que tem um aparelho igual;
c)	Experimenta todos os comandos;
d)	Nenhuma das alternativas.

4-	Você foi convidado(a) para uma festa numa casa que você não conhece e precisa ir ao banheiro, você:
a)	Observa cada espaço tentando encontrá-lo e só então segue em direção;
b)	Pergunta para a pessoa que está ao seu lado;
c)	Sai andando pela casa abrindo cada uma das portas até encontrá-lo.
d)	Nenhuma das alternativas.

5-	Nesta festa você reconhece um amigo que não via há muito tempo. Você o identificou:
a)	Pelos traços fisionômicos;
b)	Pela voz;
c)	Pelos gestos que faz ao conversar.
d)	Nenhuma das alternativas.

6-	Num churrasco em família você:
a)      Observa de longe tudo o que acontece não participando ativamente;
b)      Faz o social com todos durante todo o tempo;
c)      Sempre é o churrasqueiro.
d)      Nenhuma das alternativas. 

7-	Na escola você prefere as aulas:
a)	Com apresentação de slides ou vídeos
b)	Discursivas;
c)	Práticas;
d)	Nenhuma das alternativas

8-	Nos trabalhos em grupo da escola você é quem:
a)	Faz os relatórios;
b)	Estipula e divide as tarefas;
c)	Sai a campo colhendo os dados;
d)	Nenhuma das alternativas.

9-	Quando você não concorda com alguma regra determinada pelo seu grupo de escola, você se manifesta através:
a)	De um documento justificando seu ponto de vista;
b)	De uma explanação oral mostrando seus argumentos;
c)	Da sua ausência, ou seja, deixando de comparecer aos encontros.
d)	Nenhuma das alternativas. 

10-	Enquanto o professor explica a matéria você:
a)	Anota tudo ressaltando com marca texto os tópicos importantes;
b)	Anota as palavras importantes fazendo um mapa conceitual;
c)	Faz a caricatura da professora, do aluno que fez a pergunta;
d)	Nenhuma das alternativas.
Resultado:
Se a letra “a” foi a mais escolhida sua comunicação é a “Visual”
Se a letra “b” foi a mais escolhida sua comunicação é a “Auditiva”
Se a letra “c” foi a mais escolhida sua comunicação é a “Cinestésica”
Se a letra “d” foi a mais escolhida sua análise está confusa. Recomendo que analise com mais atenção seu comportamento diante das situações.

Agora que o canal de comunicação já foi identificado vou sugerir algumas dicas de como estudar e obter êxito.

Comunicação visual:

     Normalmente quem tem a comunicação visual potencializada é uma pessoa organizada, portanto é importante eleger uma estratégia de estudo elencando os pontos importantes que farão você se lembrar do resto do conteúdo. Uma sugestão é usar post it colorido com palavras-chave e colocar no alto da página ou em lugar que lhe seja significativo; pode ressaltar com cores diferentes os tópicos importantes; relacionar o conteúdo com as ações/gestos do professor; apontar se a explanação do tema foi feito no quadro de giz ou se foi usado outro recurso como apresentação de slides; poderá criar histórias em quadrinhos com o conteúdo; elaborar gráficos ou mapas conceituais.

Comunicação auditiva:

      Ler e estudar em voz alta; substituir a letra de uma música pelo conteúdo e cantá-la; usar diferentes tons de voz para ressaltar o que é importante ou o que apresenta dificuldade; usar recursos sonoros quando estiver estudando como, por exemplo, toda vez que se referir a um determinado tema usar o som de um determinado instrumento musical, ou tocar um apito; imitar a entonação utilizada pelo professor em sala de aula quando for estudar o conteúdo.

Comunicação cinestésica

           Estudar caminhando; mascar chiclete durante o estudo, estudar jogando bolinha na parede ou qualquer atividade que o faça se sentir confortável. Também é um bom recurso utilizar massinha de modelar para representar o conteúdo. Poderá transformar o conteúdo que está sendo estudado em uma cena teatral representando os tópicos principais com desenhos ou outro recurso como se personagens fossem. Quem tem este canal muito potencializado é recomendado que antes de iniciar o estudo faça uma atividade física aeróbica como corrida ou pular corda para que se aproprie completamente do seu corpo e então possa se concentrar e estudar.

Vale ressaltar ao professor que a comunicação em sala de aula deve ser feita através das três linguagens: a visual, a auditiva e a cinestésica, pois para que possam se comunicar é preciso “falar a linguagem que o aluno entende e entender a linguagem que o aluno fala”. ( MEYER, Cybele, “Inteligências na Prática Educativa”, IBPEX, Curitiba, 2011, pág 16)

Ressalto também que embora não tenhamos os três canais de comunicação desenvolvidos na mesma intensidade usamos os três para acessar informações e, consequentemente, evoluirmos cognitivamente.

Ao conhecer qual recurso cada canal utiliza para atuar, a pessoa pode focar sua atenção em percebê-lo, e com isso estimulá-lo, vindo a desenvolver os três canais de comunicação.

Qual é o seu perfil de motorista? #dirigebonito

Responda o Teste abaixo e veja qual o seu perfil de motorista e se você #dirigebonito

1- Você está com muita pressa e o motorista da frente está muito tranquilo, você:

a) gruda na traseira dele obrigando-o a andar mais rápido ou dar passagem;

b) coloca a mão na buzina e só tira quando ele dá passagem;

c) dá sinal de luz ou liga a seta indicando que você quer passar;

d) quando pára no semáforo, desce do carro e fala severamente pra pessoa dar passagem.

2- Ao atravessar o cruzamento um ciclista na contramão colide com o seu carro, você:

a) sai do carro e o agride verbalmente para que aprenda a respeitar as leis do trânsito;

b) vai embora, afinal o errado era ele;

c) desce do carro e verifica se ele está machucado e o leva para um hospital para ter certeza de que está tudo bem;

d) fica dentro do carro gritando que não teve culpa e que precisa de ajuda.

3 –  Você passou a rua onde deveria entrar, o que você faz?

a) Entra na próxima rua, mesmo sendo contramão;

b) Pára imediatamente e volta de marcha ré;

c) Faz o retorno seguindo as normas do trânsito;

d) se desespera e pára no meio da rua.

4- Você está andando sem cinto de segurança e logo na frente tem um comando policial, você:

a) Se desespera tentando colocar o cinto e acaba chamando mais a atenção;

b) Tenta ser discreto e coloca o cinto o mais rápido possível;

c) Você nunca anda sem cinto;

d) Você se desespera e acaba subindo na calçada enquanto tenta colocar o cinto.

5- Você excedeu o limite de pontos e acabou tendo sua carteira de motorista suspensa, você:

a) Se irrita e continua dirigindo sem a carteira;

b) culpa os guardas;

c) nunca levou multa;

d) contrata um motorista, pois se julga um incompetente para dirigir.

RESULTADO:

Se a maioria das suas respostas foi da letra “a” você é um(a) motorista neurótico(a)

Tudo lhe irrita. Está sempre reclamando e qualquer ação é motivo para gerar uma grande briga. Você acredita que só você sabe dirigir e por esta razão acaba não enxergando os próprios erros.                                                                                                                                                                 

ATENÇÃO: Reflita sobre suas ações e veja que está na hora de mudar este comportamento antes que algo mais sério e grave venha a acontecer.

Se a maioria das suas respostas foi a letra “b” você é um(a) motorista estressado(a)

Sua falta de paciência torna tudo muito mais difícil. Você acaba reagindo agressivamente com todos que estão a sua volta e este nervosismo poderá provocar resultados desastrosos.                                                                                     

ATENÇÃO: Ficar nervoso não mudará a realidade, portanto respire fundo e tente se acalmar e agir com tranquilidade. Agindo assim será mais tranquilo para você e muito mais tranquilo para os que estão a sua volta.

Se a maioria das suas respostas foi a letra “c” você é um(a) motorista cauteloso(a)

Você é uma pessoa educada, com atitudes cordiais e comportamento equilibrado. Procura seguir as normas do trânsito tendo sempre em mente o respeito ao outro que está ao seu lado.

ATENÇÃO:Você está de Parabéns! Estamos torcendo para que seu comportamento sirva de exemplo para os motoristas que colocam em risco a própria vida e a de todos que estão ao seu redor.

Se a maioria das suas respostas foi a letra “d” você é um(a) motorista fóbico(a)

 Você perde o controle por pequenas coisas. Tudo lhe gera ansiedade e medo. Muitas vezes vê perigo aonde não existe.                                                                                                                                                                                     

ATENÇÃO: Você precisa de ajuda. A primeira coisa que você deve fazer é PARAR de dirigir até se sentir equilibrado novamente. Depois procure um profissional competente que possa lhe ajudar. Em breve você estará novamente dirigindo bonito.

Criatividade – Cada um tem a sua

O que é criatividade?

É a capacidade que o ser humano tem em CRIAR.

Ser criativo é fazer o que todo mundo faz, só que de uma maneira particular.

Ser criativo é:

•           inventar,

•           desmontar e montar dando nova forma,

•           juntar o que sempre esteve separado tornando-o mais útil ainda,

•           resolver problemas de forma natural,

•           enfim, é enxergar o que sempre esteve diante dos olhos e que ninguém nunca viu.

Se você consegue juntar várias notas musicais e compor uma melodia que ninguém nunca ouviu, você é uma pessoa criativa.

Se você de posse de uma tela e alguns tubos de tinta colorida consegue pintar num estilo nunca visto em nenhuma outra obra, você é uma pessoa criativa.

Se você escreve textos, inventa acessórios e assim por diante, você é uma pessoa criativa.

Mas se você pensa que ser criativo é uma capacidade que pertence somente aos outros, engana-se! Saiba que as criações não têm necessariamente que ter uma utilidade ou fazer sucesso e que todos nós temos a capacidade de criar, basta exercitar.

Somos seres potencialmente criativos. Temos somente que acreditar nisso e exercitá-la.

Quer fazer um teste com seus amigos para ver se eles são criativos?

Aqui vai a sugestão. Faça 16 retângulos em uma folha de papel

Peça para que as pessoas representem através de desenho usando os retângulos coisas do seu cotidiano. Se a pessoa lhe fizer qualquer pergunta sobre como usar o retângulo, diga que ela pode fazer da maneira que quiser. Não há regras.

Dê o tempo de 4 minutos.

Resultado:

•           A maioria das pessoas consegue utilizar de 6 a 8 retângulos. (criatividade normal)

•           Quem utiliza todos é uma exceção.

•           A pressão do tempo e o número de retângulos inibe a criatividade.

•           Porém quem junta vários retângulos numa mesma representação é muito criativo. (Não foi dito que não podia usar mais do que um retângulo para desenhar).

•           Quem muda a folha de posição e usa os retângulos de maneira desordenada também está com a criatividade aflorada.

Teste – Você incentiva a fantasia no seu filho?

Ontem postei aqui um artigo que leva o mesmo nome deste teste. Se preferir, leia o texto antes de realizar o teste e depois deixe o seu comentário.

1- Você ao ler histórias infantis para seu filho(a) pequeno(a) você:

a) Deixa claro que príncipe, princesa, bruxa e fadas não existem;

b) Enfatiza que há pessoas que parecem princesas, príncipes, fadas e bruxas;

c) Não toca no assunto e deixa ele(a) construir sua fantasia;

 

2- Você costuma dar exemplos usando estes personagens fictícios?

a)Nunca dei;

b)Algumas vezes;

c)Sim, adoro usá-los como exemplo;

 

3- Na Páscoa você esconde os ovinhos e diz que foi o Coelho da Páscoa que trouxe?

a) Não, acho isso uma bobeira;

b)Já fiz mas agora me sinto em dúvida se devo ou não;

c)Sempre faço e ajudo a procurar.

 

 

4- Você incentivou a deixar o dente para a fada vir buscá-lo?

a) Nunca, ele(a) precisa encarar os fatos sem rodeios

b) Sim, foi o jeito de ele(a) parar de chorar;

c) Sim, foi o que o(a) motivou a ir ao dentista.

 

5- O que você prefere que seu filho assista:

a) Desenhos de monstros para prepará-lo(a) para a realidade da vida;

b) c) Filmes que misturam pessoas e personagens;

Adoro todos os clássicos

 

6 – Você incentiva a vinda do papai-noel na noite de Natal?

a) Nunca. Ele sabe que sou eu que compra os presentes;

b) Enquanto ele for pequeno eu vou incentivar;

c) Sim, acho importante para a formação da sua personalidade

 

7 – O que você acha do Halloween?

a) Nada de gostosuras e travessuras;

b) Já fiz uma festa desta em casa e convidamos os amiguinhos do meu filho(a)

c) Comemoramos com tudo que temos direito.

 

Se a letra mais marcada foi o a) :

Não, você não incentiva a fantasia no seu filho

Acho importante abordar que o conto de fadas, desde os seus primórdios, e sabe-se que “Cinderela” já era contado na China no século IX d.C., teve sempre a preocupação de enfatizar a discriminação social, a luta pelo poder, o “conseguir” num vale tudo, bem como a maldade, os maus tratos aos frágeis como crianças e menos afortunados, as buscas incansáveis e a solidão. Mas também atravessou séculos exaltando valores essenciais ao ser humano como o amor, a solidariedade, a justiça, a compreensão e o bem como vencedor. Esta linguagem simbólica que envolve personagens e enredos acaba agindo no inconsciente das crianças vindo a auxiliar na resolução de conflitos internos tão normais na infância.

 

Se a letra mais marcada foi o b) :

Você incentiva em parte a fantasia no seu filho

Você sabe que o maniqueísmo envolvendo os personagens tanto para o bem quanto para o mal, facilita a compreensão da criança dos valores básicos para uma vida em sociedade.

A intenção é justamente esta a de levar a criança a se identificar com o herói que é bom. Este sentimento trará uma sensação de segurança e proteção contribuindo para que a criança adquira o equilíbrio quando adulto.

Nas fábulas além de existir o certo a ser seguido e o errado a ser evitado, há a presença forte dos animais, talvez pela afetividade existente entre homem e animal, sendo esta uma forma de estreitar ainda mais estes sentimentos. Por esta razão que você incentiva a figura do Coelho da Páscoa.

 

Se a letra mais marcada foi o c) :

Sim, você incentiva a fantasia no seu filho

Todos estes personagens recheados de encantamento não só inebriam as crianças como libertam a criança existente dentro de cada adulto. Há que se ter um cuidado todo especial quanto à interpretação destes personagens justamente em razão deste encantamento, razão pela qual se propicia a identificação da criança com o personagem.

Os personagens infantis tiveram sempre por finalidade a união do lúdico com o pedagógico.

A magia da literatura é justamente trabalhar com a fantasia.

Podemos, através desta linguagem mágica, transmitir às crianças todos estes conceitos como respeito, educação, solidariedade, companheirismo, que estão praticamente em extinção, em razão da família não ter mais tempo para transmiti-los.

 

Educação em destaque

Já fiquei feliz ontem com a publicação na Fiolhateen.

Pois hoje ela está na Home e em destaque!

Tenho que comemorar, afinal não é todo dia que se tem uma matéria publicada na folha e no dia seguinte esta mesma matéria esta em destaque, não é mesmo!

Não poderia deixar de compartilhar esta alegria com vocês que me acompanham diariamente.

#felizdavida