Reflexão!

Olá amigos professores,

Ontem, Lauana Vale de Mello Brandão, uma aluna do curso sobre o “Uso de Mídias na Educação” que ministro on-line me enviou um vídeo o qual faço questão de disponibilizar para vocês.

Fiquei perplexa ao assisti-lo.

Será que é esta a visão de mundo que estamos passando para nossas crianças?

São estes os valores que elas estão absorvendo?

Não podemos fazer de conta que nada está acontecendo!

Assistam, reflitam e se quiserem comentem.

abraços

Cybele Meyer

E a preocupação com o professor?

O ano começa e o foco do professor é sempre o aluno. Ele se preocupa em tornar a sala de aula mais atrativa enfeitando-a com a decoração feita pelo próprio professor. Ele prepara lembrancinhas para distribuir no primeiro dia de aula. Ele confecciona crachás, prepara brincadeiras, dinâmicas, enfim, torna a primeira semana do ano letivo uma verdadeira maravilha.

Agora pergunto: – E quem é que se preocupa com o professor?

Retribuindo a visita ao Questão de Classe que Zailda Coirano fez ao meu blog encontrei este material precioso tendo como foco o professor.

Então resolvi compartilhar com vocês

Não importa se vai ser a sua estréia como professor ou se você já tem 30 anos de profissão, o primeiro dia de aula sempre causa uma certa apreensão e insegurança. Aquele momento em que entramos na sala, nos posicionamos na frente da sala e todos os olhares se voltam para nós sempre causa aquele friozinho na barriga, por mais seguro que você esteja do que vai fazer.

Alguns professores novatos me perguntam quando deixarão de ficar nervosos no primeiro dia de aula e minha resposta é sempre ‘quando pararem de dar aulas’. Quando entramos na sala e todas as atenções se voltam para nós, sabemos que temos nas mãos a direção de tudo o que acontecerá dali para a frente. Se vamos conduzir de forma agradável e proveitosa, ou se vamos perder essa direção no meio do caminho, ou ainda se vamos conduzir de forma que não seja a que planejamos, é um completo mistério em nossa mente nesse momento.

Por isso é tão importante levar o seu ’script’ na ponta da língua, quanto mais planejado estiver cada momento de sua aula, mais seguro você se sentirá e mais segurança passará aos alunos. Eles sentirão que estão sendo guiados por alguém que sabe o que está fazendo e que tem uma idéia clara de onde quer chegar.

E se me ‘der um branco’?

Lembro-me que no primeiro dia de aula, por mais que eu tivesse treinado antes, houve um momento em que eu me esqueci completamente como operar o equipamento da sala para continuar minha aula. Quando acontece de ‘dar um branco’ você pode dar um tempo que a memória vai voltar. Tenha umas perguntas ou traga umas figuras, nesse momento aproveite para fazer suas perguntas enquanto seu cérebro tenta acessar a informação que perdeu. Peça a um aluno que pregue as figuras que você trouxe no quadro. Enquanto isso tente se acalmar e lembrar o que esqueceu.

Disfarçando o nervosismo

Você pode dizer aos alunos que está um pouco nervoso porque estava ansioso para conhecê-los e quer ter um bom relacionamento com eles (mas não diga que está nervoso porque nunca fez isso antes). Dizer que está nervoso quando se está em público já reduz 50% do nervosismo e cria uma atmosfera de compreensão entre os alunos, eles vão se solidarizar com você e creditar algum erro que você cometa a seu nervosismo.

Se suas mãos estiverem tremendo, apóie-as na mesa até que parem de tremer, segure uma caneta ou régua firmemente com as duas mãos enquanto fala. Se suas pernas tremem, escore-se na mesa ou sente-se por alguns momentos enquanto fala. Se sua voz treme e deixa transparecer seu nervosismo, fale um tom mais baixo forçando a voz até controlar e aí vá modulando e soltando a voz aos poucos. Se você gagueja quando está nervoso, peça a um aluno que leia o trecho que vai explicar.

Erros podem ser corrigidos

Se você está tão nervoso que cometeu um erro, não é o fim do mundo, diga ‘desculpe’ e comece outra vez. Se pulou uma página inteira do livro, por exemplo, e algum aluno lhe chamar a atenção para o fato, diga: vamos ver essa parte primeiro porque vai ajudar a entender essa. Professores monótonos e previsíveis tornam seus próprios erros mais evidentes. Se você sempre começa de determinada maneira e depois esquece e pula para a próxima fase, seus alunos vão perceber e lhe chamar a atenção para o fato. Se você faz sempre de forma diferente pode ser que eles nem percebam a falha.

Perguntas difíceis

No início das aulas é comum os alunos tentarem ‘testar’ o professor para ver se realmente podem confiar nas informações que eles passam. São comuns as perguntas que aprofundam a matéria para além daquilo que está previsto na lição. Se você achar que a pergunta é pertinente e souber a resposta, responda com clareza e de forma sucinta; se a pergunta foge muito à matéria, diga aos alunos que as perguntas não relacionadas diretamente ao que está sendo ensinado serão respondidas no final da aula.

E se eu não souber a resposta?

Seja honesto, diga simplesmente que não sabe e que vai pesquisar a respeito. Diga ‘essa questão é interessante’ e na próxima aula traga mesmo a resposta. Ensine-os a confiar em você cumprindo sempre o que promete.

E se um aluno me questionar?

Acontece, e devemos estar preparados para todo tipo de ‘ataque’. Temos que ter consciência de que os alunos nos testarão no início para descobrir até onde sabemos do que estamos ensinando e até onde podem ir conosco. Testam nosso conhecimento e nossos limites e isso é natural, não devemos levar isso para o campo pessoal. Não estão fazendo isso porque não foram com a sua cara, ou porque não confiaram em você, fazem com todos os professores que não conhecem.

Um aluno uma vez me perguntou o significado de uma palavra que eu realmente não sabia. Eu disse que não sabia e que poderia pesquisar (ou ele próprio poderia fazer isso), já que não tinha nada a ver com o que eu estava ensinando naquele momento. Quando vou ensinar alguma coisa, faço uma lista das possíveis palavras relacionadas e que podem ser alvo de perguntas dos alunos. Se vou falar sobre casamento faço uma lista com bolo, noiva, noivo, etc. Mas eles sempre lembram de alguma coisa que não passou em nossa cabeça e que não sabemos ou que não conseguimos lembrar.

Pois o aluno disse que eu sendo professora de inglês TINHA QUE SABER o significado de todas as palavras. Eu então fiz algumas perguntas a ele:

- Quantos anos você tem? Você fala português fluente? Você aprende português a quanto tempo na escola?

Por acaso era um aluno universitário, então perguntei se ele poderia responder a uma pergunta minha: ‘Como se diz picnic em português?’ Ele não conhecia a palavra ‘convescote’, que não é muito usada. Eu disse então que não sendo nativa naturalmente que algumas palavras eu não conhecia e que mesmo falando português e já tendo dado aulas de português de vez em quando preciso recorrer a um dicionário de português pois esbarro com uma palavra que não conheço o significado. Disse que ele poderia ficar tranquilo que eu conhecia todas as palavras que o método entendia que ele tinha que aprender nesse estágio.

Estabelecendo regras

Algumas regras têm que ser colocadas logo de cara, explique-as logo depois de sua introdução pessoal. No meu caso eu peço aos alunos que só me façam durante a aula perguntas relacionadas à explicação. Perguntas que não estejam relacionadas e questionamentos pessoais devem ser apresentados só no final da aula. Isso evita que eles nos façam desviar do assunto principal, fazendo perguntas não ligadas à matéria. Professores novatos costumam cair nesse engodo e na verdade eles nem querem a resposta, só querem matar o tempo e impedir que você passe a matéria.

Amanhã será outro dia

Aprenda com seus erros, depois da primeira aula felizmente há uma segunda aula onde você poderá corrigir tudo o que achou que não saiu bacana da primeira vez. Não tenha medo de confessar seus erros, seja humilde. Não tenha medo de dizer: na aula anterior eu disse tal coisa, mas verifiquei que a informação não está correta, por favor corrijam, a informação é a seguinte:… Ao contrário do que parece, seus alunos vão passar a respeitá-lo mais por isso, eles respeitam muito mais um ser humano que tem a coragem de admitir que errou e está disposto a corrigir seus erros do que uma pessoa prepotente que finge que é um deus e depois de dizer algo, mesmo estando incorreto, jamais volta atrás.

PRIMEIRA SEMANA DE AULA


Na primeira semana de aula tudo é festa e alegria, os alunos animados porque estão revendo os colegas, todos de material novo. É muita novidade, sala nova, colegas novos, professores novos. Esse entusiasmo inicial faz os alunos falantes e fica difícil fazê-los prestar atenção à matéria. O que fazer para canalizar tanta energia?

Baixando a adrenalina

Essa excitação inicial pode atrapalhar a sua aula mas também pode ser canalizada para o aprendizado. Crie jogos nos quais seus alunos vão ‘descobrindo’ a matéria antes de você ensinar. Por exemplo, se você vai falar sobre a realidade econômica, uma versão reduzida do jogo banco pode ser uma boa idéia. Ou se vai explicar a crise no Oriente Médio, que tal iniciar com o jogo War, com torcida e tudo?

Saindo da sala de aula

Não sei quanto aos outros professores, mas se eu falar antes com a diretora de minha escola, existe a possibilidade de transferir a aula para outra parte da escola. Que tal uma aula no meio das árvores, se você é professor de biologia? Ou se é professor de música? Que tal levá-los para o pátio e fazer um jogo diferente, tipo ‘estátua’? Enquanto você explica um evento histórico, os alunos escolhidos como ‘estátua’, cada um representando seu personagem, têm que fazer os gestos correspondentes ao que você vai explicando. E os alunos julgam a performance deles.

Perguntas com bola

Explique e depois faça perguntas, leve uma bola e jogue-a para quem vai responder. Faça a próxima pergunta e quem respondeu joga a bola para quem vai respondê-la e assim os alunor irão escolhendo quem vai responder a próxima pergunta. Funciona melhor com as carteiras em círculo.

Brincando de professor

Dê uma visão geral da matéria e explique superficialmente, depois volte explicando parte a parte, e quando você jogar a bola para um aluno, ele tem que levantar-se e continuar a explicação. Os colegas dão nota para a explicação e corrigem o que não está correto.

A estrutura professor (na frente da sala) e aluno (sentado e passivo) pode ser invertida nessa semana para explorar a vitalidade deles, aproveitando-a para que participem ativamente do aprendizado.

As aulas estão começando e você já deve estar pensando em como se apresentar a seus alunos no primeiro dia de aula. Dizem que a primeira impressão é a que fica, eu tenho minhas dúvidas mas pelo sim, pelo não é melhor causar uma boa impressão do que ter que administrar uma antipatia gratuita e generalizada logo na primeira aula.

A aparência

Tudo bem que cada um tem seu estilo, mas professor não tem time, não tem música favorita e nem religião. Pelo menos não deve agitar suas preferências na cara dos alunos logo de cara para evitar mal-entendidos. Você tem todo o direito de torcer pelo time que quiser mas aparecer com a camiseta do Palmeiras no primeiro dia de aula pode agradar os seus alunos palmeirenses mas provocar insegurança nos alunos que torcem para outros times, por exemplo, eles poderão pensar que serão discriminados se não torcem para o mesmo time ou sentirem-se impelidos a fingir que também são palmeirenses ou que gostam de futebol. A idéia no primeiro dia é tentar unir o grupo e fazer com que se entrosem e aceitem sua autoridade com naturalidade e não gerar uma polêmica logo de cara.

As tatuagens são proibidas pela maioria dos estabelecimentos de ensino e de fato não ficaria nada bem você aparecer com uma suástica tatuada no braço, por exemplo. Ou uma mulher pelada. De qualquer forma piercings e tatoos só devem ser usados onde você possa esconder com a roupa. Ficando visíveis você corre o risco de seus alunos chegarem em casa dizendo que querem fazer uma tatuagem ‘igual à do meu professor’. Depois disso com certeza você será chamado à sala do diretor ou coordenador da escola. Não se esqueça de que o professor é um formador de opinião.

Roupas discretas, nada muito exagerado, o mais neutro possível, sem tendências para nenhum estilo em particular são o que de melhor você pode escolher. Se você faz mesmo questão de mostrar quem você é na vida pessoal isso é um problema seu, mas deixe então para fazê-lo aos poucos, para quando seus alunos já tiverem uma opinião formada a seu respeito e você já tiver conquistado a confiança deles.

Sua roupa deve ser sobretudo confortável, não se esqueça que salto agulha altíssimo vai atrapalhar sua mobilidade, e é aconselhável que você circule entre os alunos, não fique parado como uma estátua na frente da classe ou sentado de cabeça abaixada como um sultão.

Sua apresentação no primeiro dia de aula


Fale um pouco sobre você, a quanto tempo dá aulas da sua matéria, que classes já ensinou, que diplomas tem. Não se estenda muito mas é importante para mostrar a eles que podem confiar em você porque sabe do que está falando. No caso de ser sua primeira aula na vida não chame muito a atenção para este ponto, diga onde se diplomou e onde fez estágio.

Você pode encorajar os alunos a fazerem algumas perguntas sobre o que querem saber a seu respeito ou a falarem um pouco sobre eles também. Você também pode optar por passar um pequeno formulário para que preencham com algumas informações sobre eles ou ainda aplicar uma dinâmica.

Uma dinâmica

É interessante apresentar uma dinâmica na qual os alunos participem e se conheçam melhor. É também um bom recurso para aprender sobre seus alunos, esse conhecimento vai ajudar quando lidar com eles ou quando for preparar suas aulas.

Prepare bem sua aula

É importante preparar bem sua primeira aula, leve mapas, fotos, gravuras, não fique só no blá-blá-blá. Se eles gostarem da primeira aula vão ficar ansiosos pela próxima, mas se a acharem chata podem não prestar mais atenção e você não terá uma segunda chance para mostrar que sua aula pode ser interessante.

Estabeleça um vínculo

Tente chamar os alunos pelo nome, peça a eles que façam algumas coisas como apagar a lousa ou fechar a porta, encorage-os a fazerem perguntas quando tiverem dúvidas, pare a explicação de tempos em tempos para perguntar se tudo está entendido até ali.

Se achar conveniente passe uma folha em classe para que anotem seus dados, ou faça um formulário para que ‘entrevistem’ o aluno do lado.

Faça perguntas durante sua explicação para checar se entenderam, peça a um aluno que entendeu para explicar a outro colega. Acostume-os a participar da aula e a prestar atenção.

Corrigindo posturas erradas

Se tiver que chamar a atenção de um aluno no primeiro dia faça-o de forma branda e simpática. Se estiver conversando, pergunte com naturalidade: ‘você não entendeu?’ Não use sarcasmo, ironia, gritos ou castigos no primeiro dia. Tente levar em banho-maria até entender como são seus alunos e a melhor forma de lidar com eles.

Lição de casa

Pode ser dada uma lição de casa já no primeiro dia, mas nada muito complexo ou difícil, o melhor é alguma coisa onde tenham opções de criar e baseado em matéria que aprenderam no ano anterior. Você pode pedir a eles que sugiram sobre o que querem escrever, mas por escrito, se cada um for dizer o que quer vira bagunça.

É claro que erros acontecem, e o melhor é prevenir, mas se não for possível, paciência. Você tem ainda um ano inteiro para reverter a situação, mas o melhor é sempre começar com o pé direito.

Dinâmicas de Grupo – O que funciona e o que não funciona


Além de estabelecer o objetivo que deseja atingir com a aplicação de uma dinâmica e de usá-la no momento mais apropriado, é bom ficar de olho para não cometer certos erros que podem comprometer o resultado final.

A primeira coisa à qual você tem que atentar é a de escolher cuidadosamente uma dinâmica que se adapte ao perfil dos seus alunos. De nada adianta aplicar uma dinâmica cheia de conceitos abstratos se seus alunos são ainda imaturos demais para entendê-los ou lidar com eles.

Outro fator que interfere negativamente no resultado de uma atividade assim é o grau de complexidade do que se pretende propor ao grupo. Dinâmicas divididas em mais de 2 estágios não costumam funcionar bem e é comum os alunos cansarem-se dela antes que termine. E é importante estabelecer desde o início o tempo de duração de cada etapa da atividade para não se prolongar demais.

Diga, por exemplo, que eles terão 5 minutos para preencher os dados na folha que você apresentou, e ao final de 5 minutos passe para a próxima etapa mesmo que alguns alunos ainda não tenham terminado, porque é melhor que eles aprendam a importância de realizar uma atividade dentro do tempo estabelecido do que comprometer o trabalho de todo o grupo.

O grupo como um todo nunca deve ser sacrificado ou subjugado às necessidades de 1 ou 2 elementos que não se adequaram ao que foi proposto a todos. Sempre se deve respeitar os que estão dentro do horário e não submeter a maioria a esperar pelos ‘atrasadinhos’. Além de desestimular o grupo, é uma falta de respeito para com quem cumpriu sua parte.

Dinâmicas com instruções muito longas ou confusas também devem ser evitadas e caso queira mesmo aplicá-las, resuma ou simplifique, ou então divida em duas partes para aplicar em ocasiões diferentes. Quando você tem que falar muitos minutos para que eles entendam o que está sendo proposto eles já se desestimulam de cara e após as primeiras instruções alguns já não estão prestando atenção. Esses elementos, no decorrer da brincadeira, podem interromper para perguntar o que não entenderam ou então fazer de forma diferente do que foi pedido, comprometendo o resultado.

As explicações iniciais devem ser na maioria das vezes completas, excetuando-se aquelas que têm uma ’surpresa’ no final. Os ‘mistérios’ não funcionam muito bem porque os alunos têm reservas quanto a desenvolver atividades sem saber qual o objetivo delas. Caso haja uma surpresa no final, convém ‘enganá-los’, fazê-los cumprir sua parte pensando que a atividade será dirigida de uma determinada maneira.

Se você simplesmente disser: preencham esse papel com 3 frases sobre vocês, duas verdadeiras e uma falsa, eles vão se entreolhar pensando que após tanto stress finalmente conseguiram fazer com que você perdesse completamente sua sanidade mental.

Se, por outro lado, você disser que após isso eles lhe entregarão os papéis e que você irá ler as frases para que eles descubram de quem são as frases e qual a que não é verdadeira (veja essa brincadeira no blog Coelho da Cartola) eles entenderão e agirão de acordo com o que se espera, entenderão que os outros não podem ver e que não podem ser coisas óbvias, etc.

Um outro alerta é que por mais que a dinâmica tenha dado certo com uma classe, isso não significa que surtirá efeito em outra. Mesmo que os alunos de uma turma a tenham adorado, não quer dizer que outra turma terá a mesma reação. Cada grupo tem seu próprio perfil e o que dá certo com uns pode falhar com outros.

Acima de tudo, por mais que eles tenham gostado de uma determinada brincadeira, só aplique uma dinâmica uma vez com cada turma, a não ser que você faça uma grande mudança nela. As dinâmicas só surtem efeito e só têm graça da primeira vez, como as piadas. Uma variação da mesma dinâmica pode ser uma boa idéia, porque sendo o desfecho diferente, o elemento surpresa fará com que se entusiasmem e se divirtam.

Mais idéias

Cantinho Alternativo

Galeria da Criançada

Materiais:

Canetinhas coloridas; cartolina ou folhas de papel kraft; cola branca; fita adesiva colorida; foto 3×4 de cada criança; folhas de papel sulfite tamanho A4 coloridas; tesoura com ponta arredondada.

Colocando em Prática

Promova uma roda de conversa, a fim de cultivar a afetividade e a integração. Após ter se apresentado fale da importância de frequentar a escola e de fazer novos amigos ou reeencontrá-los. Com o objetivo de promover a integração, inicie uma dinâmica, propondo que os alunos observem se reconhecem, no grupo, algum amiguinho de outros espaços, como lugares públicos da vizinhança. Questione-os se há algum parente na sala. Deixe-os á vontade para se relacionarem e se expressarem. Faça um crachá de identificação para cada aluno. cole cada foto no centro de um quarto de folha de papel sulfite, e escrteva abaixo o nome inicial da criança, em letra bastão deixando um espaço de 4 cm na base. Confeccione também um cartaz de pregas dobrando a folha de papel kraft em sanfona e deixando cada dobra com 4 cm de profundidade.
Divida o crataz em dois com a fita adesiva colorida e adapte o tamanho de acordo com a quantidade de alumos.

Enquanto finaliza o cartaz escrevendo o nome das crianças em ordem alfabética, peça que todos fiquem bem quietinhos, e, com os olhos fechados, percebam e tentem identificar os diferentes sons ao redor. Depois, coloque uma música para tocar e solicite que, da mesma forma persebam quais instrumentos estão presentes na melodia.
Feito esse exercício, distribua os crachás e oriente os alunos a encaixá-los nos espaço correspondente do cartaz, cadana sua vez ao ouvirem seus nomes.

Trabalhar com o nome da criança traduz um efeito emocional incomensurável, pois o difere, assim como sua escrita de um nome comum. Trata-se da identidade de uma pessoa que se transformará- uma assinatura que identifica um sujeito. Quando a criança começa a escrever seu nome, inicia-se a compreensão da função social e acontece a motivação, que contribui com o processo de alfabetização.

CRACHÁS PARA OS PRIMEIROS DIAS

DECORANDO COM O MESMO TEMA

Educar Já! em Textos

Olá queridos amigos professores,

O blog Educar Já! agora também é Educar Já! em Textos.

Neste espaço você poderá ler artigos sobre temas atuais, poderá interagir, fazer perguntas, sugerir, compartilhar e tudo o mais que for do seu interesse e de interesse coletivo.

Esta é a verdadeira face da Web e o Educar Já! não poderia ficar indiferente a isso.

Convido a todos para que façam uma visita e deixem lá o seu comentário.

Para visitar basta clicar na figura “Educar Já! em Textos” que está no lado direito do blog.

Tenham todos uma excelente noite!

Abraços com carinho.

Cybele Meyer

Refletindo sobre a profissão – PROFESSOR

No mês do Professor nada melhor do que refletirmos sobre a realidade da nossa profissão: tão importante e tão pouco valorizada.

Assistam aos vídeos abaixo e comentem.

Bernadete A. Gatti, Coordenadora do Departamento de Pesquisas Educacionais da Fundação Carlos Chagas e membro do Conselho Estadual de Educação de São Paulo.

Formação de professores – Bernadete Gatti (parte 1)

Formação de professores – Bernadete Gatti (parte 2)

A Escola e a Ética

Olá amigos professores,

Trabalhar Ética em sala de aula é sempre oportuno.

Não há tema melhor para ser enfocado, em razão das eleições que acontecerão no domingo, que a Ética.

Temos que promover nas escolas um ambiente ético para que o aluno, vivenciando a ética nas atitudes entre professores, alunos, funcionários, comunidade… possa desenvolver o senso ético e assim se tornar um cidadão consciente de sua responsabilidade frente a sociedade e ao seu poder de voto.

Assim sendo, desejo-lhes boa leitura!

A Escola e a Ética

Fonte: Educarede

“Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não violência; aprender a usar o diálogo nas mais diferentes situações e comprometer-se com o que acontece na vida coletiva da comunidade e do país. Esses valores e essas atitudes precisam ser aprendidos e desenvolvidos pelos alunos e, portanto, podem e devem ser ensinados na escola.”
(BR Ministério da Educação – Secretaria de Educação Fundamental. Ética e Cidadania no convívio escolar. Brasília, 2001,pg 13)

Em geral, o cotidiano das escolas, principalmente nos grandes centros urbanos é bastante agitado e às vezes até tumultuado. São muitos alunos, muitos conteúdos, muita gente para lá e para cá. Nesse contexto, nem sempre é fácil ter clareza do porquê de todo esse trabalho, ou em outras palavras, nem sempre se tem clareza de qual é o papel da escola na sociedade em que vivemos hoje.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais sinalizam que “…a educação escolar deve possibilitar que os alunos sejam capazes de:

compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito;

posicionar-se de maneira crítica, responsável e construtiva nas diferentes situações sociais, utilizando o diálogo como forma de mediar conflitos e de tomar decisões coletivas.” pg 1

Certamente, não são objetivos fáceis de serem transformados em ações no cotidiano da escola porque demandam um grande esforço da equipe escolar. Nesse caso, o melhor seria que os educadores, coordenadores, funcionários, diretores, alunos e comunidade decidissem juntos (no Conselho de Escola, por exemplo) que conteúdos adotar, que procedimentos escolher, que atitudes privilegiar a partir de um diagnóstico da situação da escola:

Os alunos têm canais de participação nas decisões da escola? Quais são eles? É possível ampliá-los?
A solidariedade está presente nas relações sociais? (entre alunos, entre professores e alunos, entre funcionários, entre a escola e a comunidade); ela é intencionalmente um valor desejado e trabalhado na escola? · Existe clima de respeito?
Os alunos aprenderam a argumentar na defesa de suas idéias apoiados em fatos, conceitos e valores?
Os direitos são respeitados? Os deveres são valorizados?
Como são resolvidas as situações de conflito? Como são negociados os impasses?

:: O diagnóstico pode ser um bom começo.


Ilustração: Luiz Maia

Existem muitas maneiras de investigar os valores que estão orientando as ações e as relações com o outro na escola. Pode-se propor, por exemplo, que alunos, funcionários, professores façam uma semana de observação, a partir de alguns critérios, sobre a vida nos espaços coletivos: os intervalos, a hora do lanche, ou a secretaria, por exemplo; os alunos de uma classe observam suas próprias atitudes no dia-a-dia, fazendo uma espécie de relatório por uma semana. A partir das observações, é importante discutir criticamente e definir o que o grupo considera que está bom e o que necessita mudar e melhorar.

Se esse trabalho faz parte do projeto da escola (como deveria fazer), é preciso também que todos – alunos, funcionários, professores, pais – saibam que princípios regem as ações da escola e que ações estarão sendo realizadas durante o ano para que a escola desenvolva a consciência ética.

Caso ainda não seja ainda possível pensar essas questões na totalidade da escola, sempre é viável fazer alguma coisa em pequenas equipes ou duplas de educadores, e, aos poucos, ir buscando apoio dos demais.

:: O CIDADÃO – CONTEÚDOS DISCIPLINARES E ÉTICA

A formação integral do cidadão não diz respeito apenas a atitudes e valores, mas também a conteúdos, considerados na sua totalidade. Na verdade, fatos, conceitos, procedimentos de todas as áreas de ensino estão intimamente ligados aos valores e atitudes humanas. Desse modo, a vida da escola, seja ela na sala de aula, nas reuniões de professores, nos encontros com os pais, seja nos trabalhos feitos pelos alunos respira ética, mesmo se a escola tem atitudes pouco éticas, ou até quando o grupo não têm consciência desse fato.

:: TRABALHANDO A ÉTICA

Uma questão importante é compreender que não se trata apenas de montar um curso para se falar de ética com os alunos, mas de viver as situações, os problemas presentes na escola e na comunidade, as aulas de todas as disciplinas a partir de princípios éticos da vida em sociedade. Não adianta fazer discurso sobre as regras gerais de convivência na escola quando a norma é o tratamento desrespeitoso entre as pessoas, assim como não adianta saber como funciona a cadeia produtiva do papel se existe uma prática generalizada de desperdício nas salas de aula. É preciso buscar uma certa coerência entre a teoria, os princípios que se prega e a prática diária.

Além disso, o cotidiano escolar é repleto de situações que podem servir de ‘matéria prima’ para a discussão de questões éticas. É importante que os professores e toda a equipe escolar estejam atentos a essas situações e possam aproveitá-las da melhor maneira possível para provocar reflexões sobre elas, destacando-se os diversos pontos de vista existentes, os conflitos e quais as alternativas para resolvê-los.

Mais que isso, não se trata de ensinar aos alunos uma lista de preceitos morais, como devem responder a essa ou aquela situação. No campo do ensino de questões éticas, não cabe a pregação de uma tábua de bons valores. Se o que se propõem como objetivo é o desenvolvimento de cidadãos livre-pensantes, a simples pregação de tábuas de valores torna-se uma contradição. De acordo com esse objetivo, o desafio é possibilitar aos alunos recursos internos e condições objetivas para avaliar as situações em que vivem e fazer boas escolhas tendo em vista uma vida mais justa e solidária entre humanos.

Não se pode esquecer também que a construção de uma vida democrática, pautada por princípios éticos, é dinâmica. Evidentemente surgem fatos novos, as pessoas (alunos, professores, pais, funcionários) mudam, existem conflitos diferentes (porque eles nunca deixam de existir) que necessitam ser resolvidos a partir das discussões, do diálogo, criando-se uma tradição no grupo de como fazer isso.

A vida democrática não é construída em um dia nem por uma pessoa, ela é feita a cada dia e pelo esforço de cada um para que seja possível um mundo mais justo.

:: SUGESTÕES DE TRABALHO

Assim, podemos afirmar que existem muitos modos de se valorizar e ter clareza dos princípios que pautam o cotidiano escolar. Algumas possibilidades:

acolhimento dos alunos pela escola – em todas as situações, com momentos especiais no início do ano letivo, nas mudanças de período ou turmas, nas transferências crianças e jovens de outras escolas;
criar espaços para que os pais entrem na escola e participem dela;
resolver os conflitos por meio do diálogo;
criar código de ética da classe ou da escola; estabelecer conjuntamente normas de condutas periodicamente revistas – por exemplo, ouvir e respeitar a opinião dos colegas, não interromper a fala do outro; respeitar as diferenças;
organizar a participação efetiva dos membros do Conselho de Escola;
estimular a criação do Grêmio;
instituir as representações de classes;
eleger este ou aquele tema para os projetos de classe/série/turmas com pesquisas e estudos sérios, sem perder o objetivo final de toda ação educativa;
trabalhar os fatos e conceitos científicos sempre relacionados com sua presença na organização da vida humana e ao mundo dos valores.

“Independência ou Morte!”

Independência ou Morte!

Viver sem independência é preferível morrer! Este é o nosso grito que ecoa desde 1822.

A tão sonhada liberdade banhada por raios fúlgidos.
Nunca conseguiu brilhar no céu da nossa Pátria.
Apesar de termos, braço forte,
Nunca conseguimos conquistar o penhor da liberdade!
E no seio da Pátria Mãe, aconchega-nos, para que não,
Precisemos desafiar o nosso peito a própria morte.

Tu que és Pátria, tão amada! Por nós idolatrada!
Salve-nos!! Salve-nos!!

De amor e de esperança, descemos a terra.
Seguindo o céu risonho e límpido,
E um cruzeiro resplandecente!
Deixando-nos morrer numa fronteira
Em busca de um sonho intenso!

Gigante, pela própria natureza.
Que te fez tão cobiçada.
Eras bela e antes forte como um colosso,
Teu futuro não mais espelha a grandeza,
Nem de mata, nem de água,
Nem de honra, nem de nada…

Tu que és Pátria, tão amada! Por nós idolatrada!
Salve-nos!! Salve-nos!!

Do que a terra mais garrida,
Protege teus filhos!
Para que não sejam confundidos,
E mortos,
Em casa alheia.
Para que não precisem,
Arriscar a vida,
Em terra que não se U.S.A.

Tu que és Pátria, tão amada! Por nós idolatrada!
Salve-nos!! Salve-nos!!

Brasil! “Mostra a tua cara!”.
O que ostentas afinal?

Para onde foi o verde-louro desta flâmula?
Que foi glória no passado,
E jamais será paz no futuro.
Erguida a clava forte,
Aqui jaz, Justiça!
Verás que os filhos teu
Não temem, só tomam.

E mesmo assim, terra adorada!
Entre outras mil,
És tu, Brasil.
Oh! Pátria amada!
Tu que fostes mãe gentil
Aos filhos desta terra, Brasil!

Salve-nos!! Salve-nos!!
Cybele Meyer (01/09/2006)